Centro espírita fraternidade área doutrinária regulamento interno



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CENTRO ESPÍRITA FRATERNIDADE
ÁREA DOUTRINÁRIA - REGULAMENTO INTERNO

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CAPÍTULO I - ORGANIZAÇÃO
Artigo 1 – A Área Doutrinária é integrante do Centro Espírita Fraternidade, sito à Rua Marechal Deodoro da Fonseca, no. 511, em Jundiaí, Estado de São Paulo e este regulamento se subordinam aos seus Estatutos Sociais.
Artigo 2 – A Área Doutrinária é composto dos seguintes setores:
1) - Escola de Orientação Espírita.

2) - Biblioteca

3) - Secretaria Geral
Artigo 3 - São objetivos desta Área:
1) - divulgar e atualizar os conhecimentos da Doutrina Espírita, codificada por Allan

Kardec;


2) - formar trabalhadores para os diversos departamentos deste Centro;

3) - integrar-se com os demais departamentos do Centro.


Artigo 4 - Suas atividades são subordinadas a este regulamento e geridas por uma Equipe com mandato de 3 (três) anos e com os seguintes cargos:
1) Gestor da Área Doutrinária;

2) Assistentes;

3) Secretaria Geral e Bibliotecário.
Artigo 5 - Os cargos desta Equipe se extinguem juntamente com o Conselho Administrativo que a nomeou.
Artigo 6 - Compete à Equipe da Área Doutrinária, coletivamente:
I) - definir as normas de funcionamento dos cursos;

II) - alterar suas normas de funcionamento, sempre que necessário, ouvido o Conselho Administrativo do Centro e visando à harmonia e ao bom andamento dos trabalhos e dos vários setores;

III) – administrar a Área Doutrinária, supervisionando todas as suas atividades;

IV) - propor a criação de novos cursos e outras atividades correlatas, sem contrariar a orientação doutrinária kardecista;

V) - constituir o corpo docente e as equipes responsáveis pelos cursos;

VI) - planejar e coordenar as atividades da área;

VII) - determinar as obras básicas de Kardec, que serão, obrigatoriamente, estudadas em cada curso, além da literatura espírita complementar e os livros de férias;

VIII)- resolver os casos omissos neste regulamento, desde que não contrariem ou modifiquem suas normas.


CAPÍTULO II - CURSOS
Artigo 7- É de responsabilidade desta Área, promover cursos com funcionamento e periodicidade definidos neste regulamento.
Artigo 8 - Os cursos em funcionamento, regularmente, são:
1) -1º Ano de Curso de Doutrina Espírita

2) - 2º Ano de Curso de Doutrina Espírita

3) - 1º Ano de Curso de Prática Mediúnica

4) - 2º Ano de Curso de Prática Mediúnica

5) - 3º Ano de Curso de Prática Mediúnica

6) - Curso da Gênese


CURSOS COMPLEMENTARES


  1. – Céu e Inferno

  2. – Obras Póstumas

  3. – Curso de Divulgadores da Doutrina Espírita

  4. – Curso de Evangelização de Espíritos

  5. – Estudos de Obras Complementares

Os Cursos Complementares terão duração de 1 ou 2 semestres


Artigo 9 - Os horários dos cursos devem ser rigorosamente observados, pois é através da Escola que o aluno deve iniciar o aprendizado da disciplina, não só com relação ao horário, mas também ao estudo, ao trabalho material, ao bom relacionamento, aos compromissos em geral, comportamentos esses que, em função de seu desempenho, definirão as qualidades do trabalhador da Casa Espírita e do indivíduo, na sociedade.
Artigo 10 - Condições para que os alunos sejam promovidos para o próximo ano de estudo são:

  1. Presença mínima a 75% das aulas dadas.

  2. Aproveitamento das atividades propostas durante o ano.

  3. Participação nas aulas de estudo do livro de férias.



CURSO DE DOUTRINA ESPÍRITA
Artigo 11 - São objetivos do Curso de Doutrina Espírita:
I) - atender as necessidades doutrinárias de seus alunos;

II) - preparar os alunos para estudarem e poderem ter prosseguimento nos estudos espíritas;

III) - enfatizar o estudo dos livros básicos de Kardec, "O Livro dos Espíritos" e "O Evangelho Segundo o Espiritismo", nos dois anos do curso;

IV) - levar o aluno a uma ampla compreensão dos postulados da Doutrina Espírita, cujos assuntos são abordados à luz de sua ação consoladora;

V) - colaborar, muito intensamente, para os trabalhos de reforma interior dos alunos;
Artigo 12 - Destina-se, em especial, às pessoas que:
I) - buscam uma idéia geral do que seja o Espiritismo e suas diferenças com outras religiões, de acordo com seus princípios fundamentais;

II) - procuram descobrir meios para alcançar a Reforma Intima;

III) - visam a suprir anseios ainda desconhecidos por elas, na área espiritual, adquirindo conhecimentos espíritas;

IV) - são iniciantes na doutrina e buscam um aprendizado mais regular e sistematizado dos conhecimentos dados por Allan Kardec;

V) - tenham, no mínimo, 18 (dezoito) anos de idade completos.
Artigo 13 - O curso tem a duração de 2 (Dois) anos e cada aula, semanal, tem a duração de 120 (cento e vinte) minutos.
CURSO DE PRÁTICA MEDIÚNICA
Artigo 14 - Previsto para 3 (Três) anos, seu programa fica determinado, especificamente, para ser cumprido em continuidade, não se perdendo de vista os seus propósitos iniciais e o programa proposto.
Artigo 15 - Nos 3 (Três) anos, deve constar de uma aula semanal, com a duração de 140 (cento e quarenta) minutos.
Artigo 16 – O Curso terá parte teórica, com a finalidade do conhecimento enriquecido e de uma parte prática, para a educação mediúnica, propriamente dita, guardando, sempre, estreita correlação entre ambas, de acordo com a programação anual.
Artigo 17 - Após concluir o Curso de Passes e, se considerado apto a atuar, o aluno poderá ser  encaminhado a participar dos trabalhos da Casa.
Artigo 18 - No primeiro ano deste curso, como desenvolvimento mediúnico, não se faz simulado de trabalhos mediúnicos, porém caso ocorra manifestação de Espíritos necessitados, estes serão atendidos e encaminhados. Cabe ao orientador ter o discernimento de analisar o conteúdo das percepções e manifestações, e caso se perceba alguma necessidade específica, levar o caso ao conhecimento do Gestor da Área.
Artigo 19 - Tem por objetivos:
I) - promover o desenvolvimento ou o aperfeiçoamento da faculdade mediúnica do aluno;

II) - firmar conceitos já  existentes sobre a aplicação prática e diuturna dos ensinamentos da mediunidade, à luz da Doutrina Espírita kardecista;

III) - conscientizar os alunos da continuidade progressiva dos estudos que vêm sendo desenvolvidos, visando a objetivos importantes para cada um e para o Centro, como um todo;

IV) - desenvolvimento e introdução de princípios fundamentais para a prática mediúnica, como ordem, disciplina, serenidade pessoal e ambiental, preparação, conhecimento, humildade e outros aspectos relevantes.


Artigo 20 - Destina-se às pessoas que:
I) - tendo freqüentado os cursos anteriores, estejam dispostos a frequentá-lo para enriquecimento de seus conhecimentos e, se desejarem, para se tornarem trabalhadores da Área de Assistência Espiritual;

II) -Para a adaptação de trabalhadores vindos de outras Casas Espíritas, que já fizeram cursos de estudo, encaminhamento para o 1º ano do Curso de Prática Mediúnica, a fim de conhecer todos os trabalhos espirituais desenvolvidos na Casa.

III) – Para retorno à Área de Assistência Espiritual, trabalhadores afastados após 1(um) ano e até 2 (dois) anos, o encaminhamento será ao 3º ano do Curso de Prática Mediúnica, para harmonização com a Casa.

IV) – Para retorno à Área de Assistência Espiritual, trabalhadores afastados a mais de 2 (dois) anos, o encaminhamento será para o 1 º ano do Curso de Prática Mediúnica, para atualização das dinâmicas dos trabalhos da Casa.



CURSO DA GÊNESE E COMPLEMENTARES
Artigo 21 – No período do curso haverá uma aula semanal, com a duração de 120 (cento e vinte) minutos.
Artigo 22 – Seguirá programa específico elaborado pela Equipe da Área de Doutrina e orientações gerais dos demais cursos.

CAPÍTULO III - EQUIPES
Artigo 23 - A equipe responsável pelas classes consta de pelo menos dois orientadores.
Artigo 24 - Todas as equipes serão remanejadas, no final do ano letivo ou a critério da direção da Escola, de acordo com as necessidades.
Artigo 25 - Os Orientadores devem dividir suas atribuições.
Artigo 26 – Os Orientadores devem respeitar os horários de entrada e saída previamente estabelecidos.
Artigo 27 - Diante da classe, os Orientadores não devem divergir ou discutir aspectos doutrinários em desacordo uns com os outros, devendo a solução do problema eventual ser apresentado à classe, na aula seguinte, se for o caso e ouvidos os responsáveis pelo curso.
Artigo 28 – Os Orientadores devem comparecer coerentemente trajados para os trabalhos na Casa Espírita; exigido pelos padrões e as características da Casa Espírita.
Artigo 29 - Antes de faltar, qualquer membro da equipe deve comunicar o fato ao Gestor da Área, para que seja providenciado substituto.
Artigo 30 - A equipe, em classe e durante as aulas, deve evitar o uso de gírias e ditos popularescos, referindo-se a quem quer que seja com decoro, elegância e respeito.
Artigo 31 - É de vital importância o comparecimento dos Orientadores, nas reuniões previamente programadas e para as que forem excepcionalmente convocadas.

CAPÍTULO IV - COMPETÊNCIAS
Artigo 32 - Compete aos Orientadores da Área de Doutrina:
I) - preparar cada aula com a devida antecedência, para evitar o improviso, podendo a mesma ser desenvolvida e ilustrada com variado material didático e recursos audiovisuais;

II) - fazer o preparo do ambiente, ao início de cada aula, bem como fazer as preces inicial e final, e as vibrações do dia, ou escalar alunos para fazê-lo, quando for o caso;

III) - usar linguagem clara e ao nível da classe, esclarecendo as dúvidas no momento, ou nas aulas seguintes.

IV) - ater-se ao tema/assunto programado para o dia, evitando, sempre, as divagações desnecessárias e prejudiciais ao bom andamento do programa;

V) - não deixar o aluno sem respostas às suas dúvidas, mas, sempre que possível, remetê-las ao momento oportuno, em que o assunto deva ser  abordado convenientemente;

VI) - acolher bem os estagiários e ouvintes que se apresentarem, quando for o caso, verificando seu encaminhamento correto, pela pessoa competente;

VII) - Temas sociais e psicológicos, como aborto, divórcio, eutanásia, pena de morte, etc.; se necessário e inadiável, fazer um esclarecimento bem dosado, com amor.

VIII)- respeitar a heterogeneidade da classe, procurando atingir a todos com explicações compatíveis;

IX) - preservar a pureza doutrinária do Espiritismo, não incluindo práticas estranhas ao currículo, como referências a pirâmides, duendes, metais, cromoterapia e outras práticas, tão em voga mas sem ligações com a doutrina;

X) - cuidar para que se transmita, aos alunos, o verdadeiro espírito da doutrina, não lhe dando a conotação assustadora ou punidora ao extremo e sem Deus, fazendo abordagens contundentes e como se fossem definitivas;

XI) - cumprir, à risca e sem discrepâncias, os programas distribuídos à classe, frutos de preparação, coerência e progressividade dos temas, lembrando que, muitas vezes, as perguntas dos alunos são particulares e poderão ser respondidas após o término da aula e se necessário ser encaminhadas ao Atendimento Fraterno.

XII)- usar o mesmo procedimento com relação à bibliografia indicada no programa. Bibliografias complementares deverão ser aprovadas pelo Gestor da Área.



  1. -Caso haja manifestação mediúnica inevitável nos cursos não mediúnicos, os orientadores deverão atender o espírito comunicante e encaminhá-lo à equipe da espiritualidade assim que possível.

  2. - não admitir alunos novos na classe, sem o competente encaminhamento, por escrito, pelo responsável;

XV) - com seu exemplo e atitudes, incentivar o estudo da doutrina, o trabalho na casa e a preocupação na obra comum da reforma interior;

XVI)- responsabilizar-se, pela apresentação, correção e comentário dos questionários referentes às lições.

XVII) - desenvolver e respeitar o espírito de equipe, para melhor realização dos objetivos previstos;

XVIII) - aprovar ou reprovar os alunos, dentro dos critérios estabelecidos por este regulamento;

XIX) - orientar os alunos para que providenciem e estudem o livro indicado para leitura de férias (julho), anotando o conteúdo principal de cada capítulo, o ensinamento principal e outros aspectos, para ser debatido em classe, nas primeiras semanas de agosto;

XX) - remeter os assuntos conflitantes e polêmicos, surgidos em aula, ao Gestor da Área, para que seja tomada as medidas cabíveis a cada caso.

XXI) - divulgar, constantemente que, neste Centro, não é permitido:

a) - fumar;

b) - usar trajes como mini-saias; mini-blusas, grandes decotes; shorts e bermudas com comprimento acima dos joelhos;

c) - fazer qualquer tipo de comércio; e,

d) - passar listas de auxílio, sem aprovação do Conselho de Administração.
Artigo 33 – I) - No final da primeira aula e sempre que necessário, passar à classe os seguintes avisos:
a) - Os atrasos só são tolerados até 10 (dez) minutos .

b) - encontrando a porta fechada, os retardatários devem aguardar, em silêncio, do lado de fora, até que a mesma seja aberta, para evitar interrupção da prece inicial e da preparação do ambiente;

c) - outros avisos que se fizerem necessários e em resposta às perguntas feitas pelos alunos, ainda novos na casa;
II) - no início das aulas, receber e manter, sob sua responsabilidade, a lista de matriculados na classe em que irá  atuar, para fins de controle de freqüência;

III) - registrar a freqüência em cada aula, usando o impresso próprio, com cuidado e lisura, observando a padronização prevista no inciso 16 deste artigo;

IV) - chegar antes da aula, para receber os alunos e anotar-lhes a freqüência, sem prejuízo da aula;

V) - responsabilizar-se pelo fechamento da sala, após a aula, colocando cadeiras no lugar, apagando a lousa e a luz, desligando o ventilador e deixando tudo em ordem e limpo;

VI) - não se retirar antes do término da aula, a não ser em casos de extrema necessidade;

VII) - manter-se em freqüente contato com a Secretaria da Escola, a fim de atualizar informações;

VIII) - contatar e alertar os alunos faltosos sobre a possibilidade da reprovação, incentivando-os ao retorno, à boa freqüência e ao bom aproveitamento;

IX) - utilizar a padronização de registros, sendo "C" para comparecimento e "F" para faltas, adotados pelo Departamento, que serão lançados à tinta no controle de freqüência e nos relatórios, ficando vedado o uso de sinais gráficos particulares ou códigos que dificultem a pronta identificação;




CAPÍTULO V - TRANSFERÊNCIA DE ALUNOS
Artigo 34 - Todo aluno, com base justificada, pode transferir-se para outro horário do mesmo curso, desde que haja vaga.
Artigo 35 - A transferência deve ser solicitada ao Secretário da Área de Doutrina, que tomará as providências necessárias.
Artigo 36 - O Orientador da classe que recebe o novo aluno deve inscrevê-lo na lista dos matriculados, anotando-lhe todos os demais dados.

CAPÍTULO VII - FALTAS
Artigo 37 - Os alunos devem esforçar-se ao máximo, para a freqüência total às aulas, pois o objetivo do curso assim o exige, uma vez que a quantidade de faltas é um dos principais critérios adotados para a avaliação do aproveitamento, em qualquer dos cursos.

Parágrafo Único – As faltas não poderão ultrapassar a 25% das aulas dadas.


Artigo 38 - Todas as faltas devem ser registradas pelo Orientador, mesmo se justificadas verbalmente ou por escrito.
Artigo 39 - Se o aluno faltar mais de 4 (quatro) semanas consecutivas. O orientador deverá analisar o caso e se necessário propor um roteiro para estudo individualizado

CAPÍTULO VIII - DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Artigo 40 - Este regulamento entra em vigor, após sua aprovação pelo Conselho Administrativo do Centro registrado em ata da respectiva reunião.
Artigo 41 - Os casos omissos neste regulamento são resolvidos pelo Gestor da Área de Doutrina, respeitadas as normas gerais e os Estatutos do Centro.
Artigo 42 - Sempre que necessário, a Área de Doutrina pode propor alterações ao presente regulamento.

Jundiaí, 30 de maio de 2011.


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Ivani Márcia Viana de Sousa

Gestora da Área Doutrinária



ESTE REGULAMENTO INTERNO FOI APROVADO PELO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, EM REUNIÃO REALIZADA EM 30 DE MAIO DE 2011, CONFORME REGISTRO EM ATA.



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