Centro tem novo estacionamento



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Jornal do Brasil - A2 - 25/11/02




Centro tem novo estacionamento

Vagas rotativas subterrâneas da prefeitura serão
inauguradas no próximo dia 16 na Cinelândia


LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

Repórter do JB

A dura tarefa de encontrar uma vaga para deixar o carro no Centro do Rio ficará um pouco mais fácil no mês que vem. O primeiro estaciona­mento subterrâneo do bairro encontra-se em fase final de obras e está previsto para entrar em funcionamento até o próximo dia 16, quase quatro anos depois de a prefeitura realizar as primeiras licitações para oferecer este tipo de serviço a particulares no bairro.
Ao todo, serão 1.036 vagas rotativas distribuídas por dois andares construídos em 19 meses sob o subsolo da Praça Mahatma Gandhi, na Cinelândia. Mesmo assim, as vagas ainda serão insuficientes pa­ra atender a toda a demanda da área. Reportagem do Jornal do Brasil de junho passa­do noticiou a existência de um estudo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) indicando a necessidade de se criar pelo menos 3 mil novos pontos de parada no Centro. Mas a tarefa é impossível, pois já não há mais locais disponíveis para regulamentação.


Mariana Vianna



- O perfil do cliente é justamente este: pessoas que precisam resolver problemas no Centro e se preocupam em deixar o carro na rua — diz Pedro Jonson, presidente do Es­tacionamentos Cinelândia, consórcio formado por em­presas privadas e a Petrus, fundo de previdência privada da Petrobras.
A
O estacionamento da Praça Mahatma Ghandi, na Cinelândia, tem capacidade para 1.036 veículos em sistema rotativo
primeira hora do rotativo deverá ser fixada em R$ 5,60 (base de junho passado), tendo reajuste da tarifa pela inflação, com base nos valores fixados pela prefeitura no edital de concorrência. Nos primeiros meses, serão insta­lados alguns serviços. Os usuários que estacionam com mais freqüência no Centro poderão adquirir um cartão magnético recarregável. Em lugar de pagar toda vez que estacionar, ele poderá adquirir “horas” e abatê-las a cada vez que usar o estacionamento.
Além da Cinelândia existem outros três projetos de garagem subterrânea para o Centro. Duas delas, nas imediações do Castelo — Beco da Música e Praça Virgílio de Meio Franco, já foram licita­das. O terceiro empreendimento ainda não decolou. Nenhuma empresa apareceu na concorrência organizada pela Secretaria Municipal de Urbanismo para a construção de um estacionamento subterrâneo na Praça Mauá, com cerca de mil vagas, um dos projetos do Plano de Revitalização da Zona Portuária. O próprio secretário de Urbanismo, Alfredo Sirkis, admite que o edital possa ter sido lançado antes do tempo.
- Os potenciais investidores querem ver as primeiras intervenções na área para se sentirem seguros em investir no projeto. Penso que será re­licitado em janeiro — disse Sirkis, referindo-se ao plano de reurbanização da Rua Sacadura Cabral, em licitação na Rio-Urbe, e ao projeto pa­ra construção de uma filial do Museu Guggenheim, no Pier da Praça Mauá.
O estudo de viabilidade econômica já está pronto, mas a cessão da marca depende de negociações, entre a prefeitura e a Fundação Solomon Guggenheim, que não serão concluídas antes do fim de janeiro.


Serviços para os motoristas no subsolo
O estacionamento da Ci­nelândia contará com serviços que serão montados de­pois da inauguração, já que dependem da divulgação da existência de mais de mil vagas subterrâneas. Um dos projetos é fechar acordos com as direções do Teatro Municipal, bares e cinemas da região para a criação de serviços de vallet-park. O freqüentador noturno do Centro teria a opção de desembarcar em frente ao local es­colhido e confiar o carro a manobristas.
Além disso, no primeiro andar do subsolo há uma área de mil metros quadrados que ainda não foi ocupada. O es­paço foi reservado para ser alugado para empresas.
Por enquanto, só existe acordo com os proprietários do Edifício Serrador, que está passando por reformas para voltar a funcionar co­mo hotel. Até junho, o imóvel pertenceu à Petrus, que o vendeu para a construtora C. Lobato. No acerto, a direção do novo hotel, sempre que necessitar, poderá solicitar a reserva de até 400 vagas da garagem para seus hóspedes ou outros ocupantes. Uma das rampas de entrada e saída de carros do estacionamento foi projeta­da em frente ao prédio, na Rua Luis de Vasconcelos. A segunda foi prevista para a Avenida Rio Branco.
- Ao investir no estacionamento, a Petrus conseguiu fazer outro bom negócio que valorizou o Serrador - diz Fernando Matos, assessor da presidência do fundo. A concessão é por 50 anos e a obra está orçada em R$ 28 milhões.


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