Chapeuzinho Vermelho Período: ­­­­ / / Turma: 3º Ano Tema: Chapeuzinho Vermelho


Recriando Contos Infantis: Chapeuzinho Vermelho



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Recriando Contos Infantis: Chapeuzinho Vermelho


Recriando contos infantis em sala de aula: Uma nova versão para a história de Chapeuzinho Vermelho
A reescrita textual é uma prática de grande importância no processo educacional, principalmente por ser uma atividade que proporciona o desenvolvimento e aprimoramento da capacidade de produção textual.
Segundo os PCN de Língua Portuguesa do 3º e 4º ciclos, a reescrita de textos produzidos pelos alunos, permite que o professor trabalhe tanto o aspecto estrutural quanto o gramatical do texto.
Trata-se de uma atividade de construção de conhecimento, que, de acordo com Sercundes (1997) promove a compreensão da linguagem, tornando o aluno um usuário efetivo, e, conseqüentemente, entendedor da variedade padrão.
A seguir a reescrita do conto Chapeuzinho Vermelho, uma versão onde o Lobo Mau não é tão mau assim.

CHAPEUZINHO VERMELHO NA VERSÃO DA VOVÓ
Queridos amigos, há muito tempo vocês ouvem falar da história de Chapeuzinho Vermelho.

Pois bem, aqui quem vos fala é a vovó. Cansei de escutar conversinhas, coisas que inventaram a meu respeito, a respeito do lobo e de Chapeuzinho Vermelho, por isso, resolvi contar-lhes toda a verdade.

Bom, o lobo cuidava muito bem da floresta e tentava mantê-la sempre limpa, mas tão limpa, a ponto de não querer que ninguém passasse por lá.

A minha netinha a Chapeuzinho Vermelho era uma criança muito mal-criada, e sempre que vinha para minha casa, não seguia as recomendações de sua mãe, que pedia pra ela não vir pela estrada da floresta, mas sim pela estrada do rio.

Chapeuzinho Vermelho nem ligava para os conselhos da mãe, teimava e vinha, dizia não ter medo do Lobo.

Em certo dia, ele estava lá, tranqüilo, quando ela passa cantarolando. O Lobo, que não gostava de ver pessoas transitando por lá, chamou-a:

− Hei! O que queres aqui? − perguntou o lobo.

− Vou para a casa da minha avó, seu lobo bobão!

− Olha o respeito menina! Tu bem sabes que não quero ninguém em minha floresta, por que não foste pela estrada do rio?

− Porque quis vir por aqui, e quer saber? Saia da minha frente. E saiba que só não lhe dou com esta cesta na cabeça porque estou levando doces para a vovozinha − finalizou Chapeuzinho toda espevitada.

Chapeuzinho saiu cantando para debochar do lobo. Ele, já bastante irritado, resolveu dar uma lição naquela menina mal-criada, pegou um atalho, e veio até minha casa.
Chegando aqui, conversamos sobre Chapeuzinho Vermelho e concordei em dar-lhe uma lição.

Fiquei escondida debaixo da cama enquanto o lobo vestiu meu vestido e se deitou.


Minutos depois, escutamos batidas na porta. Não batidas delicadas, batidas de menina encrenqueira. Era Chapeuzinho:

− Toc, toc, toc, abre logo essa porta,coroa! − disse Chapeuzinho, com seu linguajar moderno.

− Entre minha netinha, é só empurrar! − disse o Lobo disfarçando a voz.

Ela entrou, jogou a cesta em cima da mesa e jogou-se na cama, resmungando:

− Credo Vovó! Não sei como a senhora agüenta morar dentro do mato! È tudo tão longe...

O lobo rosnou de raiva, e Chapeuzinho notou algo diferente:

− O que foi vovó? Sua voz está estranha!

− É que peguei um resfriado minha netinha.

− Ah! Sim! Mas a senhora está toda esquisita. Olha como os seus olhos estão grandes!

− É pra te ver melhor minha netinha!

− E esse nariz enorme? Vai dizer que é pra me cheirar melhor? − ironizou a menina.

O Lobo já estava super irritado, mas conteve-se:

− Não minha netinha, é por causa da gripe, eu assuo muito o nariz, sabe?

− AH!... Mas e essa boca enorme, com estes dentes maiores ainda? Sem contar com o mau hálito. − disse Chapeuzinho tapando o nariz.

O Lobo não agüentou mais:

− Quer saber mesmo?

− Quero.

−Mesmo, mesmo?

− Fala vovó.

− É pra te comer!

Então, o desmiolado do Lobo começou a correr atrás de Chapeuzinho, que gritava escandalosamente na frente. Eu saí debaixo da cama o mais depressa possível, mas meu pé engatou na colcha de renda, fazendo com que eu caísse por cima do Lobo, que, sem sorte, engatou as unhas na colcha fazendo aquela confusão.

Neste momento, o lenhador apareceu na porta e Chapeuzinho Vermelho começou a gritar que o Lobo estava me atacando. O lenhador deu uma paulada que pegou na cabeça do Lobo (para minha sorte). Fazendo com que o Lobo, de imediato, pulasse direto para a janela, indo embora gritando e correndo.

E eu só aceitei essa história de Lobo Mau, por que ele rasgou o meu vestido favorito, mas, estou arrependida.

O coitadinho é inocente e além de tudo, é vegetariano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFIAS

MEC - Ministério da Educação e Cultura (1998). Parâmetros Curriculares Nacionais: Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental: Língua Portuguesa: 5ª a 8ª séries. Brasília: MEC/SEF.

SERCUNDES, Maria M. M.I. (1997). Ensinando a escrever: as práticas de sala de aula. Em: Chiappini, L. (1997). Aprender e ensinar com textos de alunos. V. 01. Col. Aprender e Ensinar com Textos. São Paulo: Cortez.
1- Qual a diferença entre a versão original e esta história que a vovó contou?

2- Por que a vovó aceitou a versão do Lobo Mau?

3- Por que o lobo quis dar um susto em Chapeuzinho?

Eixos: Aquisição do sistema de escrita

Capacidades: Compreender globalmente o texto lido, identificando o assunto principal.

Inferir informações.

Formular hipóteses sobre o conteúdo do texto.

O LOBO CALUNIADO

A floresta era meu lugar. Eu morava lá e cuidava dela. Tentava mantê-la limpa e em ordem.

Num dia ensolarado, enquanto estava retirando o lixo que um campista havia deixado, eu ouvi uns passos. Pulei atrás de uma árvore e vi uma menininha meio feia descendo o caminho e carregando uma cesta. Logo desconfiei dessa menininha porque estava vestida de maneira tão estranha – toda de vermelho e com a cabeça coberta de tal maneira que parecia não querer que alguém soubesse quem era. Claro que parei para verificar quais eram suas intenções.

Perguntei quem era, aonde ia, de onde vinha. Ela me contou uma história mal contada, de que ia para a casa da avó com uma cesta de comida. Parecia ser uma pessoa honesta, mas acontece que ela estava na minha floresta e, de fato, parecia meio suspeita com essa roupa estranha que vestia.

Então, resolvi lhe dar uma lição para mostrar como era séria essa história de se pavonear pela floresta sem ser anunciada e vestida dessa maneira.

Deixei-a seguir seu caminho, mas logo corri na frente para chegar na casa de sua avó.

Quando vi aquela velha senhora simpática, eu lhe expliquei meu problema e ela concordou que sua neta precisava aprender uma lição.

Escondeu-se debaixo da cama, esperando que eu a chamasse quando fosse necessário.

Quando a menina chegou, eu estava na cama, vestido como sua avó. A menina entrou e disse alguma coisa malcriada sobre minhas grandes orelhas. Já havia sido insultado antes, tentei então aproveitar suas palavras, sugerindo que minhas grandes orelhas me ajudariam a ouvir melhor. O que quis dizer é que gostava dela e que queria dar maior atenção ao que ela dizia.

Mas, aí, ela fez mais uma gozação, dizendo que meus olhos eram esbugalhados.

Agora, você pode entender o que eu estava começando a sentir por aquela menina. Com essa fachada tão bonita, ela escondia que era uma pessoa muito desagradável. Mas resolvi lhe dizer que meus olhos grandes me ajudavam a vê-la melhor.

O insulto seguinte realmente me atingiu. Eu tenho um problema com esses dentes muito grandes. E essa menina fez uma malcriação a respeito deles. Sei que deveria me controlar, mas pulei da cama dizendo que meus dentes me ajudariam a comê-la melhor.

Agora, vejam bem, nenhum lobo nunca comeria uma menininha, todo mundo sabe disso, mas essa menina maluca começou a correr pela casa gritando e eu correndo atrás dela tentando acalmá-la. De repente, a porta se abriu com um estrondo e um lenhador grandalhão estava lá de pé com seu machado. Eu o olhei e vi que estava em apuros.

Havia uma janela aberta perto de mim e pulei fora.

Gostaria de dizer que esse foi o fim da história. Mas acontece que aquela vovó nunca contou o meu lado da história. Logo se espalhou o boato de que era um lobo mesquinho e chato. Todo mundo começou a se esquivar de mim.

Não sei bem o que aconteceu com aquela menininha, mas eu não vivi feliz para sempre.

(LIEF FEARN)

VOCABULÁRIO:

Caluniado – pessoa que foi vítima de uma calúnia (mentira).

Campista – pessoa que gosta de acampar.

Pavonear – enfeitar-se.

Insultado – atacado com violência.

Esbugalhado – olhos muito abertos.




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