Chegaram a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá



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Encontro03.08.2016
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SERTÃO: A VIDA E A LUTA

“Chegaram a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá.” É incrível como esse trecho de Graciliano Ramos, em Vidas Secas, continua tão atual, apesar de ter sido publicado pela primeira vez há muitos anos. O drama vivido por sinhá Vitória, Fabiano, os dois meninos, e até mesmo pela cachorra Baleia, encanta e assusta, ao percebermos que ele pode ser real.

A vida no sertão, tão árida, como o próprio título do livro, é a principal motivação da mudança (ou fuga) dos sertanejos. Na luta por uma vida melhor, eles abandonam tudo o que lhes é familiar e se aventuram pelas selvas de pedra. Pedra não só representada pelo concreto, mas também pelas pessoas. Conseguir um emprego ou uma oportunidade em um lugar desconhecido e sem qualificação é algo quase tão difícil quanto sobreviver no sertão. Mas mesmo assim, eles conseguem, talvez não o que esperavam, mas conseguem.

Para quem decidir ficar no sertão, resta uma batalha contínua contra o sol, a seca e as doenças. E as dificuldades não são apenas físicas, mas também culturais. Coisas simples para nós, como ler e escrever, são para alguns sertanejos um sonho, quase impraticável. Em um lugar onde não se sabe o que irá comer amanhã ou no final do mês, quem afinal se lembrará de um livro?

Para aqueles que vão para os centros urbanos, a saudades e a esperança de que um dia irão retornar à terra natal ocupam os pensamentos e se tornam uma ideia fixa. Porém, como disse Graciliano, ficarão presos na terra desconhecida e civilizada.

Se a obra Vidas Secas denuncia esses problemas socioeconômicos, cabe a nós questionar o que precisa e é feito para melhorar as condições do sertão. Se deixarmos o Brasil de lado e olharmos em âmbito internacional, veremos que há também muita gente em dificuldade, que vive em situações precárias. Morrem, todos os dias, milhares de pessoas, e nós nos negamos a ajudar para comprar um par de sapatos ou uma roupa de griffe. Mas os problemas evidenciados em Vidas Secas não apenas mostram a história sofrida de um povo, e sim suas lutas. Por isso, admiro a força e a vontade de viver que muitos possuem. Se na cidade grande existem tantas pessoas com depressão ou tentando suicídio, é porque elas nunca visitaram ou viveram em um lugar onde se agradece a cada dia por ainda estar vivo. Não apenas no sertão, mas há muitos lugares onde cada grão de comida rejeitada por um menino mimado seria aceito com avidez. No fundo, essas pessoas só precisam de um sertão para aprender a dar valor à vida.

Colégio Nossa Senhora das Graças

Aluna: Pâmela Junqueira Afonso 2º Ano do Ensino Médio



Professora: Mônica Beatriz Ventura de Menezes
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