CIÊncia moral teórica positiva



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esfera celeste, que se estende aproximadamente 8° de um a outro lado da eclíptica. Se divide em 12 seções de 30 ° cada uma; Esfera celeste, esfera imaginária do céu que rodeia a Terra. A esfera celeste é a base de um sistema de coordenadas que se utiliza para assinalar posições dos objetos observados no céu. É utilizado também para designar intervalos de tempo e para a navegação. Eclíptica, em astronomia, o círculo máximo da trajetória anual aparente do Sol na esfera celeste, como se vê da Terra. Os dois pontos em que a eclíptica corta o equador celeste se chamam nodos ou equinócios. No hemisfério sul, o Sol está no equinócio da primavera em torno de 21 de setembro, e no do outono ao redor do dia 23 de março. A metade do caminho entre os equinócios produz os solstícios do verão e do inverno. O sol alcança esses pontos em torno de 22 de dezembro e 21 de junho, respectivamente. Os nomes dos quatro pontos correspondem aos das estações, que começam nas datas citadas. Em astrologia, a eclíptica se divide em doze arcos de 30 graus chamados de signos do zodíaco. A esses signos — ou "casas zodiacais" — dá-se o nome das constelações atravessadas pela eclíptica}.

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A Saúde do corpo desenvolveu a subordinação completa da vida de nutrição à vida de relação, em harmonia com a Unidade da Alma, entorno da veneração religiosa. As funções alimentícias da vida vegetativa se subordinaram às funções excitantes e tranqüilizantes que eram indispensáveis à cooperação social na destruição militar e na construção industrial.



A vida intelectual desenvolveu a meditação nas sínteses objetivas e absolutas, que subordinaram a ordem exterior e interior, às vontades supremas dos Fetiches ou dos Deuses.

O desenvolvimento da inteligência abstrata, na Teocracia permitiu reconhecer a subordinação inversa do corpo à Alma.

Não era então possível conceber os elos reais entre as faculdade vitais do corpo e as faculdades morais do cérebro. Em sua imperfeição, a Teocracia estabeleceu laços fictícios, por intermédio dos Deuses, que dominavam tanto o corpo, como a “alma humana” fazendo-os, muitas vezes invulneráveis e incorruptíveis.

Os fetiches incorporados a Teocracia, como instrumentos dos Deuses, eram centros de adoração e de emoção, que produziam a unidade moral e mantinham ou estabeleciam a saúde corporal.

Os animais, as plantas e ainda as pedras sagradas favoreciam a cooperação sentimental dos homens e intensificavam a unidade da Alma e a saúde do corpo. Se auxiliava assim a influencia das prescrições higiênicas para impedir a enfermidade e as pragas epidêmicas.
Os livros Bíblicos deixam registros constantes destas concepções teocráticas através do monoteísmo judaico.

A revolução ocidental contra a ordem teocrática, perturbou a Unidade da Alma, deprimindo a Veneração e mesmo o Apego; e encorajando a independência individual contra a evolução social.

Foi no entanto, esta crise da Ordem, favorável ao Progresso Social e Moral; porque exercitou o sucessivo desenvolvimento das faculdades intelectuais, ativas e sentimentais da natureza humana.

O domínio da Inteligência na Grécia, desenvolveu a observação da natureza, sem os prejuízos morais da Veneração Teocrática e nem se quer do Apego Fetichista.


Nesta triste situação moral, nasceu a análise científica que foi incapaz de elevar-se para uma síntese mental, conservando no entanto, as ambições absolutistas e objetivas da inteligência teológica e metafísica.
A saúde corporal, durante a primeira fase da revolução ocidental ( primeiro período da idade média – século I,II,III e IV), ficou sempre em situação precária, a medida que se perdia o ascendente da unidade moral; baseada na veneração teocrática, aos seres supremos ou deuses.
O politeísmo progressista, na poesia, na filosofia e na ciência gregas, analisou as relações recíprocas entre o físico e o moral, da natureza humana.
O príncipe eterno dos verdadeiros filósofos, o incomparável Aristóteles, formulou o princípio científico, fundamentada na subordinação da alma ao corpo, estabelecendo a preeminência dos sentidos corporais na formação do pensamento.
O desconhecimento das faculdades Sentimentais levou os gregos a considerar somente as faculdades intelectuais, na apreciação da existência moral do homem ; o que permitiu exagerar a influencia dos sentimentos com as doutrinas de Epicuro.

{Epicuro (341 a.C.-270 a.C.), filósofo grego. No ano 306, fundou, em seu jardim de Atenas, uma escola que atraiu estudantes de toda a Grécia e da Ásia Menor. Dos 300 manuscritos atribuídos a ele, somente foram conservadas três cartas e alguns fragmentos breves. A principal fonte sobre suas doutrinas é a obra do escritor Lucrécio, cujo poema Da natureza das coisas descreve o epicurismo em detalhes. Epicurismo, sistema de filosofia baseada em Epicuro. A doutrina epicurista mais conhecida é a de que o prazer constitui o bem supremo e a meta mais importante da vida. Os prazeres intelectuais são preferíveis aos sensuais. A verdadeira felicidade consiste na serenidade que resulta do domínio do medo, quer dizer, dos deuses, da morte e da vida futura. O fim último é a supressão destes temores. Sua física é atomista, na tradição de Leucipo e Demócrito. Epicuro considera que a alma é composta de pequenas partículas distribuídas pelo corpo, motivo pelo qual a morte conduz à dissolução da alma. Sua ética baseia-se na justiça, honestidade e prudência. Apesar de seu materialismo, Epicuro cria a liberdade da vontade. O epicurismo opõe-se ao estoicismo.}


Na verdade, levavam em conta sem saber uma dosagem enorme de sentimentos egoístas, que influenciavam nas formas de raciocinar, nos Órgãos da Inteligência.

A civilização romana retificou em parte a situação moral dos ocidentais, revelando a Pátria como o verdadeiro Ser Supremo, digno da Veneração dos Cidadãos.


Sem duvida, o cultivo à veneração patriótica, protegeu Roma das epidemias vegetativas que devastaram Atenas.
A situação da civilização romana, se aproxima da teocrática, mas dependia de sua continuidade, por estar baseada em guerras conquistadoras.
A insuficiência moral da filosofia grega, que dominou durante a evolução romana, obrigou São Paulo (fundador do catolicismo) fundar a doutrina da natureza e da graça; que subordinada às faculdades egoístas da Alma, à natureza corporal e as Faculdades Altruístas da Graça Divina.
Desta forma pode-se assim evitar, os estragos das doutrinas sensualistas, e fundar a moral na cultura do Altruísmo, como graça divina; e na repressão do egoísmo, como pecado humano.
A doutrina da Natureza e da Graça combinadas, na influência maléfica do corpo, com a influencia benéfica da Alma.
A natureza do corpo subordinada à alma no pecado; e o pecado da alma determinava assim a enfermidade do corpo.
São Jerônimo * disse que as enfermidades vem dos nossos pecados, e por isso, o Senhor os perdoa; por que desaparecido as causas das enfermidades, se estabelece a saúde.
(São Tomás, VI –436) -* Contemporâneo de Santa Mônica (Mãe de Santo Augustinho), São Jerônimo foi um dos grandes padres da Igreja, pela defesa dos seus Dogmas contra a heresia; compôs a Vulgata ***; traduzido do hebreu para o latim o Antigo e Novo Testamento. Favoreceu assim a unidade da Igreja. Viveu na terceira geração do século IV. (***) Tradução para o latim da Bíblia do Velho Testamento; do Massorá –hebraico tradição - com os devidos comentários críticos e gramaticais, elaborados pelos Doutores Judeus. Santo Tomás de Aquino** deu à alma, um poder ilimitado. ** Da terceira geração do século XIII, é o representante máximo da filosofia do Monoteísmo Metafísico, que recorreu aos conceitos dos filósofos gregos e especialmente de Aristóteles, para consolidar os dogmas católicos, nos fins do ultimo século da idade média.

A Doutrina de São Paulo permitiu instituir a evolução sentimental própria da transição católica feudal.

A preponderância da vida intelectual conduz a compreensão das funções vegetativas: alimentares e excitantes; e tais condições cerebrais e corporais determinam o regimen místico ( devoto, piedoso) e ascético (doutrina que considera o exercício pratico, que leva a efetiva realização da virtude à plenitude da moral, como essencial desta vida moral ; próprio do Catolicismo.

No entanto o destino social dessa grande doutrina, o catolicismo, retificou suas tendências místicas mediante o principio da Caridade. Que cultivou a bondade para servir ao próximo, pelo amor primeiramente à Deus.

Assim o Apego Fetichista se combina com a Veneração Politeísta, e com a Bondade Montesina*, para fundar a unidade da Alma, com a plenitude do Altruísmo. * Aqueles que habitam nas montanhas.
Se preparava assim a criação do Gran Ser – Família Pátria e Humanidade.; cujo passado, presente e futuro prometem a Veneração, o Apego e a Bondade do Sentimento humano, respectivamente.
A decomposição espontânea do regimen católico feudal (séculos XIV e XV) renovou o enfraquecimento da Veneração, em nome dos princípios de liberdade e igualdade. O egoísmo assim livre de romper a unidade moral e perturbar a saúde corporal. A generalidade da perturbação do Altruísmo determinou o caráter epidêmico da peste negra, na Segunda geração do século XIV, que fez recordar Atenas, na Segunda geração do século de Péricles.
{Quando eclodiu a Guerra do Peloponeso em 431 a.C., Péricles reuniu os moradores da Ática em Atenas e permitiu que o exército inimigo destruísse as diversas zonas do país. No ano seguinte, a peste se espalhou pela superpovoada cidade, o que minou a confiança popular.} {{Gripe espanhola, pandemia de gripe, causada pelo vírus da influenza A, que devastou o mundo entre 1918 e 1919, atingindo 1/5 da população mundial (cerca de 600 milhões de vítimas) e matando mais pessoas (entre 20 e 25 milhões de óbitos) do que a I Guerra Mundial. Acredita-se que a doença tenha se originado na Ásia, mas devido a fraqueza psíquica – Moral; redundando na fraqueza orgânica dos europeus, no final da Primeira Grande guerra. Na Europa, provocou uma carnificina nos campos de batalha: metade dos soldados americanos mortos caíram devido à gripe. Chegou às Américas trazida pelas tropas que retornavam. Ato Imoral gera fraqueza do Soma.

Durante a fase de decomposição sistemática do regimen medieval (séculos XVI e XVII), as ilusões religiosas do protestantismo, protegeram em parte a unidade moral dos povos anglo-saxções, mas elevaram a quebra moral dos povos latinos; devastados com pragas epidêmicas em cinco gerações sucessivas, que acumularam com a Peste de Milão, na Segunda geração do século XVI.

A filosofia moderna, com Bacon, inicia o estudo das reações que o alimento e a saúde ou enfermidade do corpo exercem sobre as faculdades da Alma.
Descarte considera a medicina como o meio de aperfeiçoar a espécie humana; baseando o aperfeiçoamento da Alma, no aperfeiçoamento do corpo.
Leibnitz completa o princípio de Aristóteles, reconhecendo a independência da alma, com relação ao sistema sensitivo do corpo. Nada há na alma, disse, que não venha dos sentidos, exceto a própria alma e seus sentimentos

O século XVIII e a grande crise que até agora estamos vivendo, o mundo tem mantido o desconcerto moral, em meio ao intenso desenvolvimento dos elementos do regimen industrial e do Dogma Positivo.

Esses elementos tem permitido melhorar as condições materiais extremas da saúde, com a confiança egoísta nos meios profiláticos, muitas vezes desumanos.

Mas a falta de praticar os sentimentos Altruístas, deixa os homens em perfeita indesponibilidade Sentimental, expostos a enfermidades individuais ou epidêmicas.

O Culto do Gran Ser, Família, Pátria e Humanidade, na Doutrina Universal, determinará o triunfo do Altruísmo na Natureza Humana, assegurando definitivamente a unidade da Alma e a Saúde do Corpo.

O Dogma e o Regimen da Doutrina Universal permitirão consolidar o Amor, isto é, os sentimentos Altruístas, dando por destino a vida teórica e prática do homem; bem como o conhecimento e o serviço do Gran Ser, amado.



Enfermidade

A desordem da harmonia vital, pode ter sua origem no exterior ou no interior, quando se ultrapassam os limites normais de variação, em um sentido qualquer, seja pela ação prolongada, seja do meio ou do organismo. (541)

As influencias do meio ou do organismo caracterizam os sintomas específicos do acidente ou da enfermidade.

A medida em que a espécie se eleva, tende a prevalecer a influencia do organismo.


As chamadas enfermidades se reduzem a simples sintomas de patologias, que consiste na perturbação da harmonia orgânica, ou seja da saúde. A enfermidade, ou perda da saúde corporal, depende da perturbação da unidade cerebral.

A unidade cerebral consiste na preponderância dos sentimentos Altruístas, que ligam a natureza humana ao passado, ao presente e ao futuro, do meio subjetivo em que vive.

Esse meio subjetivo é o que determina a indisposição, quando se perde a preponderância do Altruísmo na vida subjetiva, e ela é invadida pelo egoísmo.

A indisposição evolui de conformidade com a marcha geral das reações cerebrais. Essa marcha começa com a ruptura da unidade cerebral, pela perturbação da região altruística, que afeta desde de logo a região egoísta; depois a região ativa e finalmente a região especulativa ( inteligência) do cérebro.


As perturbações sucessivas das regiões cerebrais: sentimental, ativa e especulativa, se ligam as perturbações sucessivas dos três sistemas corporais, vegetativo, muscular e sensitivo, respectivamente.
A enfermidade se distingue da indisposição, porque ela consiste em uma dilatação especial, de uma das fases corporais ou cerebrais da indisposição; dilatação devida a predisposição dos órgãos vegetativos, musculares ou sensitivos do corpo; ou dos órgãos sentimentais, dos órgãos ativos ou intelectuais do cérebro; desde que esta predisposição dependa do estado dos órgãos, ou das influencias do meio objetivo ou do meio subjetivo.(560)
Caso se prolongue a fase Sentimental da perturbação da saúde, por carência da predominância moral do Altruísmo, os sintomas sentimentais da enfermidade se caracterizam por anomalias do instinto conservador, ou pelas séries sexual ou maternal do egoísmo; segundo que a perturbação do Altruísmo, se refere mais especialmente à Veneração, ao Apego ou à Bondade.
As influencias subjetivas que perturbam a Veneração para os seres protetores da vida material e espiritual, determinam a desconfiança e excitam o instinto conservador.
As enfermidades se manifestam por sintomas morais de gula, cobiça e timidez, seja em forma aguda ou crônica.
Se o Apego perde o seu conteúdo Moral, a enfermidade afeta de preferencia os instintos sexual, destruidor e orgulho, determinando sintomas agudos ou crônicos de luxuria (sensualidade – excesso), cólera, ódio, maledicência, difamação, menosprezo, presunçoso, arrogância.
Quando a perturbação da Vida Altruísta afeta a Bondade, a enfermidade Moral se caracteriza, sobre tudo, pela exaltação de algum de seus instintos maternal, construtor, vaidade; e se manifesta, por sintomas agudos ou crônicos de avareza, mesquinhez, inquietude, curiosidade, petulância, vanglória.
A perturbação moral do instinto conservador ou das series sexuais e maternal pode persistir em afetar os sintomas corporais vegetativos, musculares e sensitivos, se as regioes cerebrais ativa e especulativa (caracter a e a inteligência ), mas dominando a conduta na vida objetiva e sobre tudo, a imaginação na vida subjetiva.
A vontade pode refrear as manifestações dos egotismos na conduta, mas eles ficam livres de revela-se nas imaginações que ocorrem durante a vigília ou o sono.

É por aqui que resulta a convivência de apreciar essas imagens para interpretar os estados sentimentais da Alma.


A fase propriamente moral da enfermidade é a mais importante e a mais difícil de se reconhecer.
A mais importante porque ela determina a predisposição do organismo ao desenvolvimento dos sintomas ; vegetativo, muscular e sensitivo; e dos sintomas cerebrais, sejam ativos ou mentais.
A fase sentimental da enfermidade, é também a mais difícil de reconhecer, tanto por sua generalidade, como pelo seu caráter muitas vezes crônico. Estas condições solidárias, permitem confundir o estado de enfermidade, com o de saúde; e até considerar enfermos os que estão realmente sãos ; porque não manifestam os egoísmos, que se está acostumado a observar na generalidade dos indivíduos.
O reconhecimento da enfermidade no seus sintomas sentimentais, só podem ser feitos pelos que conhecem os antecedentes individuais, e podem por tanto, apreciar as operações morais por detalhes em aparência, mas insignificantes na conduta.
Por isto, esta é a mais importante das funções morais da Família, que não somente educa os sentimentos, mas que reconhece à tempo e repara oportunamente as perturbações sentimentais. Assim se faz sentir as recíprocas influencias orais das idades e dos sexos, na associação afetiva do Gran Ser em favor do aperfeiçoamento da natureza humana.
O meio objetivo é essencialmente material vital e social; e suas influencias morais, se devem ao meio subjetivo que se refere ao presente. O meio subjetivo que se refere ao passado e ao futuro exercem só influencias morais.(552)
Uma vez alterado o domínio altruísta nos órgãos afetivos do cérebro, se desenvolvem as perturbações inerentes às influencias corporais do instinto nutritivo e das impulsões que recebe das séries sexual e maternal do egoísmo.
As influencias vegetativas do instinto conservador, afetam desde logo o sistema circulatório; em seguida as funções nutritivas das células, e por fim as funções especiais de absorção, secreção e excreção das células vegetativas, em conformidade com os laços que estabelecem entre o cérebro e o corpo os nervos vasos motores, tróficos e secretores.
O sistema circulatório é o intermediário entre a perturbação cerebral e a vegetativa. Este sistema constitui de certo modo o órgão de expressão dos estados cerebrais.
A distribuição ou a elevação do gasto circulatório, altera o aporte nutritivo e concorre para o transtorno vegetativo. Basta uma conturbação venosa para determinar alterações no pulmão, no fígado, nos rins e na pele.
As alterações arteriais podem determinar sintomas nefríticos e pulmonares com a conseqüente hipertensão sanguínea, e hipotrofias cardíacas, que constituem uma reação do organismo, diante de um aumento das exigências funcionais.
As dilatações para-simpáticas, que favorecem as funções secretoras, musculares e nervosas das células; provocam congestões, se por venturas ocorrerem por excesso. Do mesmo modo, as contrações simpáticas, que favorecem especialmente as funções de nutrição e de proliferação celular, determinam hipertrofias e hiperplasias nutritivas , caso se façam excessivas.
As perturbações vaso motoras, provocadas por determinados tipos de alimentos em excesso, tais como as gemas dos ovos e gorduras saturadas que provocam o metabolismo do colesterol, gerado principalmente pelo fígado; para criar a arteriosclerose, determinam o engrossamento da capa elástica arterial; ou sejam o sintomas escleróticos, devido a origem corporais. No entanto, há também a influencia destas perturbações vasomotoras de origem cerebral: como exemplo caindo a pressão sanguinia sistêmica, o aumento reflexo da descarga adrenérgica, causando vaso dilatação coronária, e aumenta o fluxo sanguinio, pelo sistema coronário; enquanto os vasos cutâneos renais e esplênicos (baço), apresentam vaso constrição. O essencial nestes sintomas, é uma alteração dos centros vaso motores determinadas por influências corporais ou cerebrais; como exemplificado acima.
A patologia racional, liga os diversos caracteres da perturbação circulatória e suas conseqüências orgânicas à verdadeira fonte sentimental da indisposição.
As contrações ou dilatações anormais do sistema circulatório se devem a respectiva influencia que as séries egoístas exercem sobre o instinto conservador, seja excitante: maternal – construtor – vaidade.
A perturbação vaso motora sucede a alteração das funções nutritivas de assimilação e de desassimilação celulares, que se manifesta por sintomas termo reguladores.
Nestas duas funções gerais da nutrição das células vegetativas, musculares e nervosas, podemos considerar que a assimilação está sempre subordinada a desassimilação; que resulta, seja da própria estrutura celular vital ou das suas funções secretoras, de contração ou de sensibilidade.
Se a assimilação e a depuração celulares se superam respectivamente, se produz hipertrofias e proliferação anormais, ou necroses celulares, com os conseqüentes transtornos da excreção orgânica.
Se a assimilação e a desassimilação são imperfeitas, isto é, se as substancias não se metabolizam , ou se não mineralizam na suas formas normais, decaem todas as funções do organismo, ou bem dizendo se produzem depósitos anormais da assimilação ou das depurações imperfeitas.
As perturbações insalubres, que afetam as funções nutritivas das células, podem estender-se para as suas funções de proliferação, determinando seus excessos ou suas deficiências.
O organismo, pelas suas enervações vasomotoras, tróficas e secretoras, modifica as condições da vida celular; e estabelece um regulamento mais ou menos estável entre a proliferação e a destruição das células que o compõem.
Os excessos na proliferação das células estruturais dos sistemas vegetativos, muscular e nervoso determinam hiperplasias, cujas células podem não cumprir suas funções orgânicas de secreção, contração e sensibilidade; e concentrar a sua vida em sua própria nutrição e reprodução, transformando-se assim, em verdadeiras parasitas.
Ao contrário, as deficiências na proliferação celular, determinam a atrofia e até a necrose dos tecidos orgânicos.
Os excessos ou as deficiências da proliferação celular, se manifestam, respectivamente , durante a indisposição de caráter excitante ou depressivo, e em geral, se ligam a ação deficiente ou excessivas das secreções internas.
As alterações na proliferação ou geração das células migratórias, determinam excessos ou deficiências, próprias dos estados leucêmicos, eritérmicos ou aleocémicos e hemolíticos.

A enervação vegetativa que exerce o instinto conservador sobre o organismo, retém ou impulsionam a nutrição e a proliferação celulares, não somente atuando sobre o sistema circulatório, como também excitando ou tranqüilizando as funções secretoras, de contração e sensitivas das células.


A perturbação das funções nutritivas das células, sucede as de suas funções vegetativas de secreção, sejam internas ou externas, de absorção ou excreção.
O período das perturbações secretoras é o período febril; quando a enervação nutritiva que determina a condição térmica, não está auxiliada pelas secreções que suprem e mantém a influencia nervosa.

Pelos órgãos de absorção e excreção penetram no organismo e são expulsos, os tóxicos e os elementos orgânicos e inorgânicos que não podem ser incorporados e que devem ser eliminados. Sua ação nociva se acrescenta durante o período da perturbação das secreções, sobre tudo, quando se atenuam as secreções sedativas, que determinam o repouso funcional das células vegetativas, e fortalecem assim, sua própria vida nutritiva; o que permite ao organismo livrar-se dos processos de contaminação pelos microorganismos externos.


As séries egoístas: sexual-destruidor-orgulho e a maternal-construtor-vaidade, concentram a ação do instinto cronstrutivo, sejam sobre os órgãos especiais à sexualidade e à maternidade respectivamente; ou seja sobre as secreções excitantes ou tranqüilizantes, que favorecem a atividade ou o repouso das vísceras, dos músculos e dos sentimentos.
A fase secretora da indisposição, perturba sucessivamente por excesso ou por imperfeição, as funções especiais da vida vegetativa do organismo: a absorção e a excreção.
A elaboração por absorção ou por excreção das substancias alimentícias, podem ser anormais, seja pelas condições do meio ou pelas do organismo, que provocam deficiências na nutrição celular.
Se a elaboração dos alimentos é superior ou inferior às necessidades da assimilação celular, se produz depósitos e excreções anormais, dos produtos elaborados, ou seja, ocorrem atrofias e necroses celulares, com os seus respectivos processos eruptivos e febris da depuração irregular.
As anomalias próprias da gula, favorecem os excessos de absorção, que excedem a necessidade de reposição, das quantidades normais, com as quais o organismo mantém as suas exigências contínuas e episódicas de nutrição celular, dentro deste meio anormal de substancias nutritivas. Nas espécies animais onde este ajuste das quantidades de depósito nutritivos, fica livre das perturbações à que está submetida o Homem; devido a causa da perversão egoísta de sua vida subjetiva.
Os elos entre os processos orgânicos da vida vegetativa, permitem reduzir as perturbações nutritivas dos grupos: devido às demoras ou às rapidezes da assimilação e desassimilação celular.

A lentidão ou a deficiência da nutrição celular, ou os excessos de elaboração orgânica, determinam os depósitos e as excreções anormais, de água, sais, açúcares, gorduras e proteínas; como nos sintomas de edemas, calcinósicos, diabéticos, obesos e urêmicos da enfermidade.


Pelo contrário, a rapidez ou o excesso da nutrição celular; ou as deficiências de elaboração orgânica – metabolismo, determinam o esgotamento anormal das reservas de água, sais, açucares, gorduras e proteínas, como nos sintomas colérico, tuberculósicos, glicosúricos, lipémicos, urêmícos e convulsivos.
As lentidões / retardos ou a rapidez / aceleração da nutrição, estão ligados, respectivamente as deficiências ou excessos das secreções excitantes – hormônios das glândulas: supra-renal, tiróide, hipófise; ou o excesso ou deficiência das secreções tranqüilizantes, oriundas das glândulas pancreática, paratiroide e epificiária (pineal).
Na nutrição lenta ou rápida, o instinto conservador está fortalecido por algum dos instintos tranqüilizantes: maternal, construtor e da vaidade, ou pelos instintos e excitantes : sexual, destruidor do orgulho. Por isso, tais perturbações da nutrição predominam, no sexo feminino e nos homens intelectuais ou no sexo masculino e nos homens políticos, respectivamente.
As conseqüências orgânicas, isto é, as alterações metabólicas, das perturbações nutritivas, afetam as regioes cerebrais, torácica e abdominal, segundo o temperamento, hereditário ou adquirido, intrínseco ao indivíduo.
Assim, as lentidões / retardos ou a rapidez / aceleração das funções nutritivas correspondem, respectivamente, nos órgãos cerebrais, aos temperamentos sensitivos ou ativos; nos órgãos torácicos, aos traços psicofisiológicos linfáticos ou sangüíneos; e nos órgãos abdominais, aos traços psicofisiológicos fleumáticos (escarro)e biliosos.
As perturbações ou sintomas patológicos, que correspondem à fase vegetativa da indisposição, pode assim classificar-se somente em dois grupos: as lentidões / retardos ou a rapidez / aceleração funções nutritivas.

Estes dois estados opostos da indisposição, se originam das depressões ou excitações próprias do instinto conservador, ou provocadas pelas ‘séries tranqüilizantes ou excitantes do egoísmo, quando este perde a influencia reguladora, que sobre ele exerce o Altruísmo da Veneração, do Apego e da Bondade, para com o meio objetivo da existência humana.


Os processos externos da nutrição, da sexualidade e da maternidade, determinam com freqüência os sintomas morbosos (insalubre) das diversas fases da indisposição. Esses processos externos perturbam as secreções internas alimentares, excitantes e tranqüilizantes que auxiliam a enervação.
No período de perturbação das secreções, se manifesta imediatamente, o transtorno das funções musculares, por carências de substancias necessárias às funções de contração, ou das que excitam ou tranqüilizam os movimentos musculares.
As perturbações dos movimentos afetam desde logo os músculos da vida vegetativa, e em seguida, os da vida animal de relação.
As perturbações musculares das vida vegetativa, na circulação, na respiração e na digestão se ligam às três fases das alterações vegetativas que se relacionam sucessivamente com as enervações vasomotoras, tróficas e secretoras.
Caso se retarda a reação afetiva do Altruísmo, as influencias físicas, químicas e vitais do meio ou as predisposições do organismo podem prolongar as fases vasomotoras, nutritiva ou secretora da perturbação muscular, determinando sintomas vaso-cardíacos, ronquio-pulmonares e gastrointestinais da enfermidade.
Estes sintomas, em geral, de caráter agudo, podem se tornar crônicos, se a alteração das funções, determinar trocas permanentes na estrutura vegetativa ou muscular dos sistemas circulatório, respiratório ou digestivo.
As perturbações sucessivas das musculaturas desses sistemas concorrem com as perturbações conexas da circulação sangüínea, e da nutrição celular e das secreções orgânicas, para determinar a perturbação das musculaturas externas ligadas a iniciativa - coragem, a prudência e a perseverança do caráter (ação).
Estas perturbações predominam, respectivamente, nas musculaturas da cabeça, dos membros superiores e dos membros inferiores; e se manifestam por sintomas de paralisia ou de tetânico, nos movimentos da expressão, de ação e de locomoção.
A perturbação dos músculos, determina neles, contrações lentas e persistentes, e não rápidas e passageiras como as dos músculos sadios. Se produzem assim os sintomas espasmódicos e de rigidez tetânica, capazes de produzir dores musculares, ainda nas musculaturas internas, como no cólico.(pescoço)
A perturbação motriz pode afetar a enervação própria dos sistemas musculares, alterando a sua situação passiva, e determinando trocas de tendência muscular, que não exige trabalho, como nas contrações hipnóticas.
A perturbação pode afetar os centros motores da região do Telencéfalo, do Diencéfalo e do Tronco Encefálico, alterando os reflexos da vida vegetativa ou visceral, nos seus nervos aferentes e eferentes (sistema autônomo); bem como no que se refere ao sistema nervoso de vida de relação ou somático, nos seus nervos aferentes e eferentes.
Pode finalmente a perturbação estender-se aos Núcleos de Base e Centro Medular e ao Cerebelo que possui influencia sobre as áreas motoras do córtex, produzindo desta forma alterações nos movimentos voluntários, e aos já iniciado, a degeneração de suas células provoca a Sindrome de Alzeimer , a perda de memória e de raciocínio; afetando a linguagem.
A terceira fase da indisposição corporal, corresponde ao sistema sensitivo.
Estas perturbações podem afetar os órgãos do sentido e suas ligações com a Medula Espinhal e o Encéfalo.
As alterações dos órgãos cessam ou intensificam as sensações. A insuficiência dos “elos” com a medula espinhal ou com o cérebro, perturbam as reações motrizes reflexas ou voluntárias.
A coordenação dos movimentos voluntários de ação ou expressão, se faz impossível, se não ocorrem as sensações previstas do tato, do esforço - muscular ou da audição.
A alteração dos órgãos do sentidos podem determinar a persistência da sensação instantânea, de onde resulta a confusão sucessiva das impressões .
Os estados fisiológicos e patológicos que concentram as influências corporais dos sentidos, incrementam suas reações nutritivas, secretoras e musculares.
O mais importante destes estados fisiológicos, o da gestação, deve ser especialmente, contemplado para reduzir as sensações somente ao estado estimulante e evitar toda a excitação capaz de influir sobre o desenvolvimento do novo Ser.
Assim a formação Moral Positiva tem seu início, durante a gestação; desta forma a educação do homem, mediante influências corporais, devem acompanhar as influências cerebrais.
Nos estados patológicos, é indispensável moderar as sensações, reduzindo-as ao estado de tranqüilidade, para não incrementar a perturbação moral, nem diminuir a resistência do organismo.
As perturbações nutritivas, de contração ou as de enervação do organismo; sejam elas devido as influências exteriores ou interiores, se relacionam especialmente com impressões térmicas, musculares e tácteis.

Quando a indisposição se transforma em enfermidade, com sintomas vegetativos, musculares ou nervosos; se produzem os fenômenos febris, dolorosos e neuróticos, respectivamente.


As perturbações vegetativa, muscular e sensitiva, estão ligadas as impressões térmicas, musculares e táctil, respectivamente.
As perturbações dos sistema vegetativo, muscular e sensitivo do corpo, derivadas da perturbação dos Sentimentos, levam ocorrer alterações nas regiões ativas (cerebelo) e especulativa ou da inteligência (telencéfalo/diencéfalo).

Caso ocorra o prolongamento da indisposição corporal, devido aos fatores de origem vegetativa, muscular ou sensitiva; e se as influencias subjetivas do presente , do passado e do futuro, continuam influenciando sem a participação dos sentimentos altruístas de apego, veneração e bondade; pode a perturbação cerebral estender-se da região sentimental para a região ativa, afetando inicialmente e iniciativa (coragem), a prudência ou a perseverança do caráter do indivíduo.


Então podemos concluir que a enfermidade se manifesta por questões morais anormais de: indolência ou de veemência; de retraimento ou imprudência; de inconstância ou tenacidade.
A perturbação da região Sentimental do Encéfalo, fortifica ou debilita o estimulo, a retenção ou a freqüência dos movimentos voluntários e da aprendizagem motora.
As perturbações se manifestam principalmente pelos músculos da cabeça quando se referem ao estímulo; pelos músculos dos braços quando se referem às retenções; pelos músculos da pernas, quando se referem às freqüências.
Assim ocorrem os sintomas paralíticos dos movimentos de expressão, mímica e oral; e dos movimentos de ação e de locomoção.
Quando a perda da unidade sentimental do Altruísmo, leva à perturbar a região intelectual do Encéfalo, seja por influencia do organismo ou do meio objetivo ou subjetivo, os sintomas patológicos, podem afetar as funções passivas dos gânglios cerebrais, as funções ativas do órgão da linguagem ou, afetam as funções da vida subjetiva dos órgãos da contemplação concreta e abstrata ou da meditação indutiva e dedutiva.
Os gânglios cerebrais ligados ao Sistema Nervoso de Vida de Relação ou Somático, responsáveis pelo relacionamento entre o Organismo do Indivíduo com o meio ambiente, por meio de impulsos; bem como as “imagens” interiores à região ativa do cérebro (cerebelo); cujas reações voluntárias, impulsionadas pelos sentimentos, correspondem simultaneamente à essas percepções e a essas imagens. As perturbações desses gânglios, determinam os sintomas de inconsciência, próprios do sonambulismo e dos hipnóticos.
Nestes estados se estabelece a conexão entre os sentimentos e a inteligência, e ainda entre a inteligência e o caráter; com os movimentos musculares endurecidos – rígidos; sem que ocorram as ações de movimento do cerebelo.
Os sintomas histéricos em que se exagera a influência sensitivas do corpo Sobre o Encéfalo, provocam reações motrizes anormais, e ainda “inconscientes”, que mantém o músculo em uma posição forçada. Estas contrações histéricas podem desaparecer mediante influencias cerebrais, determinadas por sugestões hipnóticas; que estabelece o laço, entre a impressão sensitiva, e as impulsões motrizes, sem a participação das percepções ou impulsos ganglionares; ou seja “conscientes”. * A palavra consciência no positivismo, expressa a lógica e a inconsciência , é a ilógica.
A perturbação da região especulativa, isto é, da inteligência, podem afetar os laços dos gânglios de percepção, com os órgãos intelectuais da contemplação, que administram os elementos da meditação e da expressão. A deficiência das influências mentais dos gânglios do Sistema Nervoso de Vida de Relação ou Somático, perturba a subordinação das construções subjetivas para serem postas em práticas, determinando reações musculares incoerentes (eferente).
A perturbação dos gânglios cerebrais pode variar desde da falta de percepção das sensações e das imagens, própria da hipnoses e do sonambulismo respectivamente; até a percepção exagerada, própria da histeria sensitiva e das alucinações.
A perturbação do órgão da linguagem, que liga a percepção ganglionar das sensações corporais e das imagens cerebrais, com os movimentos da expressão, dando origem, devido a estes laços, aos sinais mímicos e fonéticos; pode afetar as próprias funções do órgão gerador dos sinais ou os laços com os gânglios de percepção, ou com os centro motores de músculos da expressão, donde resultam os sintomas cíclicos, ou somente percebível pela mudança de comportamento ou pelas ações musculares, da enfermidade.
Se a perturbação afeta diretamente as faculdades intelectuais, suas excitações ou depressões determinam os sintomas de loucura ou de idiotismo, nos quais, predominam respectivamente, as funções do lobo frontal direito ou frontal esquerdo do cérebro, já que o estado que expressa a razão, se caracteriza pelo funcionamento harmônico de ambos os lóbulos, que relacionam a natureza humana, com o mundo subjetivo e com o mundo objetivo em que vive.
As perturbações próprias da Inteligência, se relacionam com a contemplação concreta, que pode afetar a construção das imagens de cada Ser, segundo o conjunto das diversas percepções que lhes correspondem, e simultaneamente determinar os sintomas de loucura ou idiotismo, que permitem contemplar o que se deseja ou o que se teme; ou desconhecer o que se contempla.
Caso as perturbações afete a contemplação abstrata, se faz impossível imaginar as propriedades comuns aos seres independente deles; ou bem se dá um caráter objetivo aos resultados da abstração subjetiva, desviando desta forma o espírito (inteligência) para a demência empírica, ou para as vesânias dogmáticas* do espiritualismo ou do materialismo. *= diversas alienações mentais.

Caso a perturbação intelectual afete a meditação indutiva, se altera o poder de comparar entre si as idéias dos seres, que alimenta a contemplação concreta; ou os conceitos de qualidade, que alimenta a contemplação abstrata. O Idiotismo indutivo faz impossível conceber os tipos concretos e as leis abstratas, ou por outro lado, a loucura indutiva que leva a conceber tipos e leis de ordem subjetiva, sem base objetiva.


Caso a perturbação intelectual comprometa a meditação dedutiva, que coordena as leis concretas e abstratas, que alimenta a contemplação; e os tipos e leis que elabora a meditação indutiva, se anulam as construções mentais, ou se criam sistematizações subjetivas sem base objetiva; segundo se impera a tendência à idiotice ou a loucura dedutivas.
Uma vez “perturbada” a unidade cerebral, baseada na subordinação do egoísmo ao Altruísmo, pode evoluir uma série de alterações corporais e cerebrais, sem produzir enfermidades, reduzindo-se assim o processo, a uma simples indisposição, que determina, por reações que seguem a mesma ordem sucessiva.
Na reação sentimental, que renova o predomínio Altruísta, sucedem as reações corporais vegetativas, muscular e sensitiva, e também as reações cerebrais ativa (caráter) e especulativa (inteligência).
Durante a fase vegetativa da indisposição funcional, se faz sentir as influencias físicas, químicas, microbiológicas do meio ambiente, que determinam a enfermidade e o caráter anual, endêmico e epidêmico de seus sintomas morbosos (que origina doenças).
As influências físicas concorrem especialmente para alterar o sistema circulatório; as influências químicas concorrem especialmente na perturbação do sistema nutritivo; e as influencias vitais próprias do meio, se faz sentir, durante o desarranjo das funções secretoras, que participam da absorção e da exalação orgânicas.
As influências sociais se faz sentir, sobretudo, durante as fases muscular e ativa da perturbação, e as influencias morais, durante as fases sensitivas e especulativa.
Às influencias do meio externo, também se unem às influencias do próprio organismo, cujas condições somáticas e psíquicas contribuem para o prolongamento e intensificação das fases somáticas: vegetativa, muscular e sensitiva; e também das fases psíquicas: sentimental(espírito), ativa (caráter) e especulativa (inteligência), da indisposição, determinando assim a enfermidade.
Deste modo se manifestam os sintomas somáticos e psíquicos da enfermidade, quando por influencias do exterior ou do organismo, se prolonga algumas das fases da indisposição.
Se tem verificado à respeito dos acidentes infecciosos, afim de que seja possível à ação dos micro-organismos, necessita-se algo mais que sua penetração no soma humano; este algo mais, é a predisposição mordosa, a qual envolve todas as condições morais e físicas do indivíduo, que facilitam o estabelecimento da enfermidade.
Durante as epidemias de cólera, estão muito mais dispostos a contrair a enfermidade os estados de indisposição gástricas, ou de “ estar com medo” de cair enfermo.
Este conceito da disposição se subordina ao conceito positivo da indisposição, ou seja, da perturbação da Saúde, derivada da perda da Unidade Cerebral ou Psíquica, à qual está submetida a saúde do corpo (soma).
A predisposição, seja ela oriunda do estado do organismo ou das influências do meio, só se faz sentir durante algumas fases da indisposição, que ao prolongar-se, constitui propriamente a enfermidade.
Deste modo qualquer que seja o estado do organismos, e as influencias do meio, não se manifesta a predisposição, se não se produz a indisposição, por perda da saúde somática, que depende da unidade psíquica.
Isto não quer dizer que as influências do meio, caso se extrapolem, não venham a perturbar ou aniquilar o organismo humano. Mas estas perturbações não constituem enfermidade senão acidental, cujas conseqüências o organismo trata de reparar.
Entre os acidentes pôr influencias físicas do meio, o resfriamento pode extrapolar a ação do instinto conservador, que incrementa a atividade nutritiva das células; diminuindo as suas funções secretoras e vindo a perturbar assim , o estado metabólico, bioquímico, do meio celular. A maior atividade nutritiva, geralmente determina congestões locais, na envoltura mucodermica e nos órgãos vegetativos, congestões que provocam as proliferações celulares próprias e estranhas. Assim se produzem os sintomas inflamatórios da pele, dos brônquios e pulmonares; do estômago e intestinos, do fígado, do baço e dos rins.
A falta acidental de alimentos diminui a atividade nutritiva e as funções de secreção, de contração, descontração e de sensibilidade, das células vegetativas, musculares e nervosas; favoreçam a ação microbiana, apresentando degenerações lentas e persistentes, como no caso da ação dos bacilos Mycobacterium tuberculosis.
A insuficiência alimentícia acidental, pode referir-se às absorções especiais de produtos vitamínicos, que auxiliam a ação das secreções internas excitantes ou tranqüilizantes das funções vegetativas, musculares e nervosas, donde resultam os acidentes hemorrágicos.
As perturbações próprias dos acidentes anafiláticos e idiosincrásicos se referem à teoria geral das dosagens - posologia
Toda substancia que penetra no organismo exerce uma ação tranqüilizante, indiferente ou excitante, sobre as funções orgânicas, segundo as dosagens em que são ministradas.
A dosagem indiferente, é aquela que pode incorpora-se ao organismo, sem tranqüilizar nem excitar suas funções. Por isso, esta dosagem pode ser denominada alimentícia.
Toda dosagem inferior a “dosagem indiferente” ou alimentícia, é considerada tranqüilizante; e toda dosagem superior é dita excitante.
O valor da “dosagem indiferente” é variável para cada indivíduo; e para um mesmo indivíduo, segundo seu estado saúde ou enfermidade; por esta razão a Medicina é uma Arte Sistemática; com base, principalmente na ciência Biologia e nas demais ciências.
A absorção de dosagem excitantes hipersensibilisa o organismo, que cada vez mais se excita com menores doses.
Pelo contrário, as absorções das doses tranqüilizantes habitua o organismo, que resiste cada vez mais, a maiores doses sem excitar-se. Desta forma é possível evitar-se os acidentes anafiláticos e idiosicrásicos, administrando pequenas doses tranqüilizantes ou excitantes; em todo caso inferires as “dosagem indiferentes”.
O organismo se hipersencibiliza com a absorção de proteínas anormais. As menores quantidades ou dosagens provocam a febre e as grandes quantidades provocam o esfriamento ou calafrios, o colapso e a morte.
A teoria das dosagens se aplica às toxinas, que paralisam as funções vegetativas do organismo.
As células migratórias, que penetram por acidente no organismo, circulam por ele, e se incorporam de forma mais ou menos permanente; se seus produtos de desassimilação e decomposição, são eliminados pelo organismo desde que este regule suas proliferações.
As células estranhas são assim imunizadas pelo organismo que se adapta à elas. Essas células, podem fazer seus produtos tóxicos, durante a indisposição do organismo, que diminui suas atividades vegetativas.
As influências do clima podem determinar as infeções endêmicas, mas quando as influencias sociais generalizam a indisposição, se desenvolvem os sintomas infeciosos com caráter epidêmico.
Na ação reguladora da proliferação das células estranhas, o organismo é auxiliado pelas mesmas funções nutritivas dos micro organismos, os quais não podem desenvolver-se, no meio de seus próprios produtos de desassimilação. Assim, a absorção destes produtos impede o desenvolvimento dos próprios micro organismos que os segregam.
Estes produtos da desassimilação microorgânica, que não são totalmente eliminadas, detém a infeção e determinam a imunidade, se ainda permanecer as secreções defensivas, próprias das células do organismo, que limitam a proliferação, e ainda elimina os microorganismos estranhos.
As perturbações morbosas , derivados dos próprios microorganismos ou estranho à eles, estão sujeitos a lei de Broussais, segundo a qual os processo do organismo enfermo, isto é, o metabolismo patológico, não pode ser senão, uma ampliação ou atenuação, dos que se verificam no estado de saúde.
As influências preponderantes do meio, no acidente, e do o organismo, na enfermidade, podem alterar a constituição vital, para torna-la incompatível com a existência; perturbando-se então a saúde, na forma aguda ou crônica, por mais perfeita que seja a unidade cerebral.
Estados orgânicos podem transmitir-se por heriditariedade.
A Ciência Biologia, estuda a natureza e a sucessão dos sintomas corporais, que manifestam a enfermidade, quando prolonga alguma das fases de indisposição: vegetativa, muscular ou sensitiva do soma.
Mas somente a Moral pode estudar a natureza e a sucessão dos sintomas cerebrais da enfermidade, quando prolonga uma das fases, afetiva, ativa ou especulativa da indisposição.
Os elos entre psico e o soma, que subordinam recíproca e respectivamente as perturbações sentimentais, ativas e especulativas do cérebro, e as perturbações vegetativas, musculares e sensitivas do soma, demonstram que a verdadeira medicina, não pode existir, sem a Ciência Moral Positiva; ciência suprema, que dá a conhecer a natureza humana, resumindo assim o conjunto das ciências preliminares, que estudam especialmente as condições sociais, vitais ou biológicas, químicas, físicas, astronômicas e matemáticas; onde vive o Ser humano.
A fonte da enfermidade e sua cura pertence exclusivamente a Moral Positiva, a qual se subordinam a saúde, e as eficiência dos métodos terapêuticos. - Psicosomática
A Moral Positiva estabelece o regime vegetativo de alimentação, o muscular de exercício e o nervosos de sensibilidade, que convive com a saúde corporal, de acordo com a Higiene Moral que mantém a Unidade Cerebral.
A Moral Positiva não só se refere à saúde do próprio organismo, como as dos antepassados e as dos descendentes, pois conserta e evita a enfermidade hereditária.
A dupla influência do mundo objetivo e do mundo subjetivo sobre a Natureza Humana, justificando suas maiores perturbações patológicas, com respeito às raças animais.
O mundo objetivo relativo ao presente, aos quais estão submetidos quase que exclusivamente as espécies animais, reduz ao mínimo as suas indisposições, e em geral, suas perturbações patológicas tem o caráter de acidente, por influencias físicas, químicas e biológicas do meio exterior, sobre o próprio organismo animal, ou sobre os seus antepassados, nas formas hereditárias.
O Homem, pelo contrario, a medida que a Humanidade desenvolve seu meio subjetivo, está cada vez mais protegido contra as influencias do meio exterior, e predomina na verdadeira enfermidade, derivada de indisposição, a qual deve exclusivamente às influencias do meio subjetivo, que é o único que pode perturbar a unidade afetiva, e portanto, a saúde humana.
Nas espécies animais que podem apreciar o meio objetivo em que vivem; por intermédio do Apego ou da Veneração, para com este meio que contemplam, faz com que ocorra a unidade psíquica e a da saúde de seu soma.
O Homem não somente necessita esses laços Altruístas com o meio objetivo, senão sobretudo, laços de Veneração e Apego e de Bondade, com o meio subjetivo passado, presente e futuro que administra a Humanidade. Se por algum momento perde esses laços Altruístas, a sua unidade psíquica e seu soma mergulha à mercê das anomalias dos instintos egoístas, que determinam a indisposição do organismo.
Durante as épocas irreligiosas, em que decresce o Sentimento Altruísta; em que a dúvida empírica substitui a Fé Dogmática; em que se anula o Regimen Moral Positivo; aparecem os programas de animalizar a Vida Humana, para se retrogradar ao estado primitivo.
Perante a falta de meios Morais Positivos, para conservar a Unidade Psíquica, e portanto, a saúde corporal, se trata de suprimir no homem a vida subjetiva, depreciando o passado, despreocupando-se com o futuro, e reduzindo a existência humana aos fenômenos musculares e sensitivos da vida do presente.
Esta triste condição animal, afasta por momento, as perturbações da saúde inerentes à existência subjetiva; mas reduz a longevidade e a resistência do organismo aos acidentes do mundo exterior e do meio social. Os atletas e os sensualistas ( amor aos prazeres materiais) tem vida curta.
A influência perturbadora que exerce o mundo subjetivo, emana dos sentimentos egoístas que se unem ao futuro, ao presente e ao passado da existência humana.
A harmonia psíquica nestes três campos da vida subjetiva se ligam especialmente aos sentimentos de bondade para com o futuro, ao de apego ao presente e ao da veneração para com o passado.
As perturbações do Soma que se derivam da influência do egoísmo sobre a administração passada, presente ou futura, afetam respectivamente as regiões, intelectual, ativa e sentimental do psico, e portanto d sistema sensitivo, muscular e vegetativo do soma.
As anomalias subsequentes, nas sensações, nas contrações e nas secreções, determinam perturbações relacionadas a nutrição das células nervosas, musculares e vegetativas.
Assim podem ocorrer e manter-se as alterações de nutrição (tróficos) dos órgãos e cerebrais, torácicos e abdominais, que estão mais especialmente ligados aos sistemas sensitivos, muscular e vegetativo do corpo.
As anomalias da enervações vasomotoras , tróficas e secretoras afetam os sistemas sensitivo, muscular e vegetativo do soma, segundo a origem do passado, do presente e do futuro das influências egoístas do meio subjetivo que perturbam a unidade Moral Positiva.
Uma vez destruído o Império da Veneração, os egoísmos do passado afetam a enervação vasomotoras simpática ou parasimpático da região cerebral; a enervação trófica que acelera ou retarda a nutrição do sistema sensitivo, e a enervação secretora das glândulas da hipófise ou da epífise.
Os sintomas mórbidos de caráter nervosos predominam nos temperamentos ativos de Haller (*) e sensitivos de Cabanis (**), na raça branca, e comprometendo especialmente as faculdades do psiquismo humano. (*) Haller emancipou a biologia do materialismo e do espiritualismo, conhecendo a sensibilidade nervosa e a irritabilidade muscular, prevendo a ação muscular na circulação, como existia na respiração e na digestão. Foi precursor direto de Bichat e da Doutrina de Broussais (subordinou a patologia à fisiologia, realizando a aspiração de Boerhaave. (**)Fundador da doutrina moral das relações entre o corpo e o cérebro.

As perturbações morais que se referem ao passado determinam a obsessão, que pode conduzir a loucura. O altruísmo de veneração, fonte da humildade, restabelece e mantém a unidade psíquica, pelo arrependimento do mal, que se cometeu; e pela conformidade do mal que havia recebido.


Do mesmo modo com a destruição do Império do Apego, os egoismos do presente afetam especialmente a enervação vasomotora da região torácica, a enervação torácica do sistema muscular e a enervação secretora das glândulas tiróide e paratiroide.
Os sintomas mórbidos da ação muscular predominam nos temperamentos sangüíneos e linfáticos e na raça amarela, e comprometem especialmente as faculdades ativas do cérebro.
As perturbações morais que se referem ao presente determinam a agitação, que altera o regime cardíaco e o ritmo respiratório. O altruísmo de Apego, fonte da paz, acalma as violências do egoísmo.
Da mesma forma, perante a falta de bondade, os egoismos do futuro afetam especialmente a enervação vasomotora da região abdominal, a enervação trófica do sistema vegetativo e a enervação secretora das glândulas supra-renal e pancreática.
Por isso, nos comerciantes da linhagem judaica e nos políticos, as inquietações contínuas da cobiça e da ambição, perturbam as funções das vísceras vegetativas, especialmente o fígado, como nas diabetes.
Os sintomas mórbidos de caráter vegetativo predominam nos temperamentos de mau gênio, isto é, bilioso e lento, e na raça negra; e comprometem especialmente as faculdades sentimentais do cérebro.
Se produzem assim os sintomas sensitivos do corpo, desde a insensibilidade, e os sintomas intelectuais do cérebro, desde o idiotismo até a loucura.
Se produzem igualmente sintomas musculares do soma, desde a paralisia até os tétanos ( espasmos musculares generalizados); e os sintomas ativos do cérebro, desde a indolência até a agitação.
Do mesmo modo se produzem os sintomas vegetativos do soma, desde as necroses, até as hiperplasias celulares; e os sintomas sentimentais do psico, desde a apatia, até à paixão.
O caráter excitante ou deprimente dos sintomas patológicos depende da convergência que prestam ao instinto conservador, seja da série sexual ou da série maternal do egoísmo.
As excitações ou depressões do instinto conservador são favorecidas respectivamente, pelas influencias dos instintos excitantes: sexual, destruidor e orgulho; ou dos instintos tranqüilizantes: maternal, construtor e vaidade; estas séries egoístas perdem a ação, devido ao altruísmo de Apego, sobre a primeira, e do Altruísmo de Bondade, sobre a Segunda.
Os instintos egoístas sexual, destruidor e orgulho excitam o instinto conservador, que contrai os vasos, por enervação simpáticas, que provocam as secreções excitantes, supra-renal, tireoídica e hipoficiária; que aceleram a circulação, tonifica, a musculatura, favorecendo o impulso dos movimentos e a iniciativa do caráter; que acelera a nutrição nervosa, com a qual apaga a sensibilidade e amortece a inteligência.
Os instintos egoístas: maternal, construtor e vaidade, deprimem o instinto conservador, que dilata os vasos por enervação parassimpática, que provocam as secreções tranqüilizantes: pancreática, paratiroidica e epificiária, que retarda a circulação, relaxa a musculatura e favorece a retenção dos movimentos e a prudência do caráter; que retarda a nutrição nervosa, que finalmente exista a sensibilidade e aclara a inteligência.
Os instintos sexual e maternal teem laços especiais com os órgãos da secreção externa e interna, e favorecem, respectivamente, a excitação ou a depressão dos processos conservadores da vida vegetativa.
Os sintomas mórbidos próprios da fase vegetativa, de excitação ou depressão, se caracterizam corporalmente pelas secreções supra-renal ou pancreática e psiquicamente pelos instintos sexual ou maternal.
O sintoma próprio da fase muscular se caracterizam corporamente pelas secreções tiroídica e paratiróidica, e psiquicamente pelos instintos destruidor ou construtor.
Do mesmo modo, os sintomas próprios da fase sensitiva, de excitação ou depressão, se caracterizam corporalmente pelas secreções hipoficiária ou epificiária e psiquicamente pelos instintos de orgulho e vaidade.
Estes caracteres somáticos e psíquicos não são exclusivos senão predominantes.
Os sintomas da fase vegetativa da indisposição, quaisquer que sejam as influencias psíquicas ou somáticas que os determine, sempre se caracterizam pela aceleração ou retardamento da nutrição celular.
Estes processos de aceleração ou de retardamento se referem especificamente aos sistemas corporais vegetativo, muscular ou sensitivo, quando a perturbação afetiva emana do par sexual-maternal; destruidor-construtor; ou orgulho-vaidade, segundo seus respectivos laços com as secreções abdominais, torácicas e cerebrais.
O conceito de ações excitantes ou tranqüilizantes é relativo a função, que se considera e não pode estendesse à todos os elementos que concorrem para ela; entre os quais uns se excitam, enquanto outros se tranqüilizam, para que não se altere a função.
Assim é a enervação simpática e a solidária secreção supra-renal, que excitam a nutrição; se conciliam com o relaxamento das musculaturas bronquial, intestinal e da vesícula com a tonificação das musculaturas externas, circulatórias e esfíncteres*; respectivamente. *(Designação comum a diversos músculos anulares, existentes em diversas estruturas ocas (bexiga, estomago, etc), que ao se relachar ou contair-se, regula o transito do que está no seu conteudo.) Exemplo: movimento peristáutico do intestino.

As enervações parassimpáticas e as secreções tranqüilizantes que retardam a nutrição, exercem reações musculares inversas.


A teoria geral da enfermidade serve de base à terapêutica.
A terapêutica racional se baseada na teoria da enfermidade, como a higiene na teoria da saúde.
Em geral a terapêutica deve modificar o regimen higiênico, tanto quanto o estado patológico tem modificado o estado fisiológico normal.
A terapêutica se subordina a higiene, como a patologia à fisiologia (329).
No entanto, é necessário não exagerar a subordinação da patologia à biologia, já que nenhuma arte é susceptível de uma completa racionalidade.
A terapêutica deve guiar-se por explorações patológicas racionalmente coordenadas.
Os estudos clínicos assinalam as lacunas e as imperfeições da biologia, se for incompatível com a apreciação sistemática do organismo (540)
Entre os acidentes devidos às influências físicas do mundo exterior, alguns chegam a alterar a estrutura e outros só o funcionamento do organismo. Os primeiros requerem em geral, a intervenção cirúrgica e os segundos exigem processos terapêuticos que reparam a perturbação funcional.
A ação terapêutica deve em geral, resistir por influências físicas, químicas e biológicas a perturbação vegetativa das funções circulatórias, nutritiva e secretora.
Estes processos terapêuticos devem ser acompanhados para manter mais perfeitamente possível a unidade moral positiva, pois toda perturbação sentimental, que determine a indisposição corporal, pode inverter os sintomas do acidente exterior, em sintomas de verdadeira enfermidade.
Os processos terapêuticos diante dos acidentes infecciosos, devem consistir em modificar o meio celular, pela incorporação oportuna ou preventiva dos produtos antibióticos, de origem de microorganismos específicos; em prevenir que as células exerçam sua própria defesa , procurando dar à elas o maior repouso possível, em suas funções orgânicas, sejam vegetativas, musculares e nervosas, e em manter toda indisposição, que converta o acidente em enfermidade.
A segurança Moral, que procura a confiança na proteção dos seres divinos, ou em meios profiláticos das autoridades sanitárias, tem concorrido sem duvida, para manter a harmonia cerebral, ou psíquica; e a evitar os temores que perturbam a Unidade e que são tão favoráveis ao contágio epidêmico.
A submissão venerante às condições sociais, biológicas e materiais, que nos impõe a Humanidade, unida à confiança aos meios Morais Positivos, que nos administra para manter a unidade cerebral, reduzirá ao mínimo as probabilidades do contágio, que se deve estar, em todo caso, disposto a aceitar com resignação.
Quando a perturbação da unidade cerebral inicia a disposição, e quando as influências do organismo ou do meio exterior prolongam sua fase vegetativa e determinam a enfermidade, deve-se antes de tudo, tratar-se de provocar a reação sentimental que restabeleça a unidade cerebral.
A terapêutica das perturbações emanadas do egoísmo que se referem ao passado, ao presente e ao futuro, e que afetam, respectivamente, a vida vegetativa dos órgãos cerebrais, torácico ou abdominais, exige o comungar de emoções especiais de veneração, apego ou de bondade , para eliminar a fonte sentimental da enfermidade.
Só baseado na medicação moral, podem ser eficaz os métodos terapêuticos, que atuam sobre o sintomas circulatórios, nutritivos ou secretores das regiões sentimentais.
Se oferece assim um amplo campo à experimentação clinica, para determinar a natureza e as dosagens dos agentes físicos, das substancias farmo-químicas, sejam próprios ou estranhos, que melhor se relacione com as funções que se trata de normalizar.
Os processos terapêuticos relativos à nutrição ou a proliferação exagerada ou deficiente de células próprias do organismo; sejam fixas ou migratórias, devem consistir em atenuar ou ativar a depuração orgânica, e impulsionar ou reter a atividade secretora, contrátil e sensitiva das células ; ou seja, em despertar ou adormecer suas funções de cooperação. Esta terapêutica biológica seria sempre ineficaz, sem a terapêutica e a higiene Moral Positiva, que restabelecem e mantém a Unidade Cerebral.
A intervenção cirúrgica, durante a enfermidade, só se faz necessária quando a aceleração nutritiva e o excesso de proliferação celulares, determinam depósitos ou tecidos parasitários, incompatíveis com as funções de cooperação orgânica.
Se os sintomas da enfermidade afetam o sistema muscular do corpo, a terapêutica pode atuar sobre as musculaturas internas e externas.
Os laços especiais da enervação vaso motoras, com a musculatura vasocardiaca; da enervação nutritiva ou trófica, com a musculatura bronco-pulmonar, e da enervação secretora com a musculatura gastro-intestinal, permitem aplicar às influências físicas, químicas e biológicas sobre as enervações vasomotora, trófica e secretora, para exercer e fortificar ou tranqüilizar e/ou debilitar, à ação anormal dos sistemas musculares que os correspondem, mais especialmente.
Se a alteração das funções tem chegado a afetar a esturra destes sistemas musculares, provocando sintomas crônicos; a terapêutica se reduz a favorecer as hipertrofias ou atrofias compensadoras das musculaturas, capazes de normalizar o funcionamento orgânico.
As relações especiais das musculaturas externas, de expressão, de ação e de locomoção, com as musculaturas internas, circulatória, respiratória e digestiva; e portanto, com as enervações vasomotoras, tróficas e secretoras, permitem chegar até elas, a ação terapêutica das influencias físicas, químicas e biológicas, para fortalecer ou debilitar suas ações anormais.
Mas as musculaturas externas são também susceptíveis de serem submetidas voluntariamente ao exercício ou ao repouso de suas funções motoras, modificando-se assim em forma terapêutica o regimen ginástico.
As influências Sentimentais, da Veneração e da Bondade, que mantém a Unidade cerebral ou psíquica, se transmitem aos músculos, por intermédio das faculdades do caráter; de iniciativa ou coragem, nos movimentos de expressão; de prudência, nos movimentos de ação; e de perseverança, nos movimentos de localização.
Se a enfermidade prolonga a terceira fase da indisposição corporal, e se perturbam as funções normais dos órgãos dos sentidos ou de suas conexões bulboraquianas ( coluna vertebral –seguimento do sistema nervosos central, contínua a medula) e o encéfalo; a terapêutica deve modificar o regimen sensitivo, para excitar ou acalmar as funções anormais.
A esta terapêutica voluntária, que somente o exercício ou repouso das sensações, devem unir-se as influencias físicas, químicas e biológicas que modifiquem as enervações vasomotoras, tróficas e secretoras que afetam a vida vegetativa dos órgãos sensitivos.
Essas influências terapêuticas podem também modificar as sensações internas inconscientes que determinam as necessidades anormais de beber álcool, tomar café, de fumar tabaco e maconha ou ópio, ou craque, ou injetar-se de morfina ou cocaína.
A Arte Clinica investigará, cada vez com maior êxito, quais são as influencia físicas, químicas ou biológicas que modificam melhor as sensações internas, para eliminar os vícios sensitivos.
Quando a perturbação das funções sensitivas compromete a estrutura dos órgãos da sensibilidade e dos sintomas mórbidos, ao adquirirem adquirem caráter crônico; a terapêutica só pode aspirar à favorecer as compensações por melhor ou maior exercício dos sentimentos sanos.
Quando a perturbação se manifesta por sintomas morais, da região ativa do cérebro - cerebelo – deve se recusar antes de tudo, o cultivo das influencias sentimentais do Apego, da Veneração e da Bondade, para normalizar as funções da iniciativa ou coragem, da prudência e da perseverança do caráter. Essas influências sentimentais emanam da subjetividade Altruísta que se refere ao presente, ao passado e ao futuro.
As influências morais podem ser auxiliadas por meios terapêuticos que fortaleçam ou debilitem as musculaturas da cabeça, dos braços ou das pernas, para excitar ou acalmar o exercício anormal de iniciativa, isto é da coragem, da prudência ou da perseverança.
Os laços das faculdades do caráter com as musculaturas externas de expressão, de ação e de locomoção, e os destas com as musculaturas internas da circulação, da respiração e da digestão, permitem estender para os sintomas morais, da região ativa do cérebro, o cerebelo, a ação terapêutica das influencias físicas, químicas e biológicas.
Se a perturbação se estende ao intelecto, e afeta os gânglios cerebrais, a terapêutica deve desde logo procurar as sensações, e em seguida despertar imagens, que permitam normalizar as percepções ganglionares e que sejam conciliantes com o predomínio do altruísmo sobre o egoísmo, para conservar a unidade cerebral.
Se as perturbações afetam o órgão da linguagem ou seus laços com gânglios cerebrais e os centros motores dos músculos da expressão; a terapêutica deve desenvolver a compensação das percepções e das impulsões motrizes, mediante exercícios sensitivos e musculares.
As anomalias da contemplação concreta podem corrigir-se com exercícios graduados de observação, que comovem os sentimentos Altruístas de Veneração, de Apego e de Bondade; e venham anular na vida subjetiva do passado, do presente e do futuro; os menosprezo, os ódios e os temores egoístas, que perturbam a atenção, a recordação e a imaginação.
Podem do mesmo modo, corrigir-se as anomalias da contemplação abstrata, por meio das harmonias sensitivas e imaginativas das propriedades físicas e morais que despertem na abstração; cultivando ao mesmo tempo, as afeiçoes para os seres que as manifestam e para seus assédios objetivos e subjetivos; estabelecendo assim a subordinação da inteligência ao sentimento, que é a base do equilíbrio mental.
Quando se perturbam a meditação indutiva ou a meditação dedutiva, podemos corrigir suas depressões ou suas exaltações anormais, renovando o desenvolvimento regular das comparações e das coordenações mentais.
Para conservar e sobre tudo, para repor a harmonia mental das funções indutivas e dedutivas, é impossível cultivar intensamente o Altruísmo, desde que subordine a razão individual à fé coletiva, e submeta a inteligência aos nobres impulsos do próprio coração.(sentimentos)
O estudo das induções da ciência, a meditação dos sistemas da filosofia e a leitura das construções da poesia, podem ser empregados como meios terapêuticos para normalizar a racionalidade Humana.
Todos os sintomas das perturbações da harmonia mental, emanam sempre das influencias egoístas do orgulho e da vaidade, que insubordinam o indivíduo contra a Humanidade e submete sua inteligência no idiotismo ou na loucura.
Na Natureza Humana convergem o mundo objetivo e subjetivo, construído pela Humanidade, para conservar a saúde, e curar a enfermidade, mediante as influências diretas que exercem, respectivamente, sobre o sistema vegetativo, muscular e sensitivo do soma; e sobre as regiões sentimentais, ativas e especulativas do encéfalo, e pelas influencias indiretas que o mundo objetivo exerce sobre o soma por intermédio do encéfalo .
Dada a intima conexão entre as existências corporal e cerebral, a Medicina deve incorpora-se à Moral Positiva.(355)
A saúde pode ser restabelecida pela harmonia cerebral. (211)
A atividade do organismo tende fazer prevalecer o estado normal de saúde, sobre as alterações que experimenta, segundo a Decima Lei da Filosofia Primeira. - Todo estado estático ou dinâmico, tende a persistir espontaneamente, sem nenhuma alteração, resistindo as perturbações exteriores. (Generalização universal do principio de Johannes Kepler) O enunciado é claro e preciso, pois esta Lei nos mostra a tendência natural de todo o estado estático ou dinâmico, isto é, de equilíbrio ou de movimento, à conservar-se indefinidamente, a persistir sem nenhuma alteração, resistindo às perturbações exteriores .Esta lei evidencia em primeiro lugar, a necessidade de se distinguir os estados estático e dinâmico. O primeiro é caracterizado pelo equilíbrio, pelo arranjo natural de todos os elementos que o constituem; o segundo, o dinâmico, representa o movimento, a sucessão expontânea de estados estáticos. Em qualquer dos dois, e de modo geral, em todas as transformações observáveis, há a tendência natural destes estados a persistirem espontaneamente, sem nenhuma alteração, resistindo as perturbações exteriores .A tendência própria ao fenômeno, é portanto a de continuar indefinidamente a verificar-se no mesmo estado de equilíbrio ou de movimento, sem nenhuma alteração, resistindo as perturbações exteriores.
O organismo tende espontaneamente a refrear a influência das funções perturbadoras.(224)
Os instintos egoístas que mais perturbam a saúde tendem a acalmar-se com o seu próprio exercício; isto é, exercício específico.
A excitação excessiva dos sentidos ou dos músculos determina a fadiga, que define ao organismo as suas reações perturbadoras.
Todavia a Intensidade e a Bondade do trabalho mental, não é compatível com a fadiga cerebral (525).
A Teoria da Enfermidade é o complemento da Teoria Vital da Natureza Humana.




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