CIÊncia moral teórica positiva



Baixar 1.76 Mb.
Página4/23
Encontro08.08.2016
Tamanho1.76 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   23

FILOSOFIA SEGUNDA




As Sete Ciências


Cabe aqui algumas definições gerais, de alguns termos, para melhor esclarecimento sobre o texto à seguir:


a) Lógica: é o conjunto dos processos afetivos, intelectuais e práticos pelos quais se adquiri e se interliga o conhecimento das leis que regulam os fenômenos desde a Matemática à Moral, tomando por base os elementos fornecidos direta ou indiretamente pelos oito sentidos, tanto do Campo Objetivo como do Subjetivo, onde aplicável.

b) Dogma é o conjunto das leis que regem os fenômenos .

c) Sentimento é o meio lógico pelo qual raciocinamos segundo as afeições que nos dominam .

d) Imagem é o meio lógico pelo qual raciocinamos combinando em nosso cérebro as representações diretas dos seres e dos fenômenos.

e) Sinal é o meio lógico pelo qual raciocinamos, combinando em nosso cérebro representações indiretas dos seres e dos fenômenos.
O Estudo Analítico do Dogma Positivo desenvolve as especulações correspondentes ao conhecimento de cada uma das Divindades Positivas.
O Estudo do Gran Meio estabelece a lógica positiva, pela convergência dos Sentimentos, das Imagens e dos Sinais, capazes de inspirar as concepções, que convêm as necessidades Morais, Intelectuais e Práticas da Humanidade. ( 445)

1.) As concepções da Matemática, relativa aos fenômenos de número, de extensão e movimento, combinam os elementos lógicos, quando os sinais se subordinam às imagens animadas pelos sentimentos de Veneração e de Apego, que o Gran Meio excista nos corações que o rendem Culto Religioso.(494) Coração = órgãos dos sentimentos.
O Gran Meio é auxiliado pela influência Moral do Gran Ser, cujas criações numéricas, geométricas e mecânicas comovem a veneração e a mais profunda Bondade, entre o sacrifício dos artistas, dos pensadores e dos industriais, e ainda dos povos que os auxiliaram, para submeter os números, as formas e os movimentos à serviço da Humanidade.
A ciência matemática do Gran Meio, serve de base, por suas doutrinas numéricas, geométricas e mecânicas; à ciência astronômica do Céu; à ciência Física do Fluido; à ciência química do Gran Fetiche.
Mas a ciência do Gran Meio , serve também de base , por seus métodos lógicos à Ciência Vital da Vegetabilidade, à ciência Social da Animalidade e à ciência Moral da Humanidade.
A geometria esboça o método comparativo, próprio da Biologia.(475).
A geometria cartesiana e o cálculo leibnitziano iniciam a construção da Síntese Subjetiva. * Cálculo – Noção de derivada – onde Leibnitz, idealizou o valor numérico da derivada sendo o Limite de y/x , escrito como dy/dx; isto é, dy/dx = lim y/x = f ’(x) {quando x tende para 0} ; A regra da função inversa, usando a noção de Leibnitz, também colaborou com a Síntese Subjetiva. Se dy/dx =/0, então dx/dy = 1/ (dy/dx)
A ciência matemática aplica a principal das leis morais, que consiste que a submissão é a base do aperfeiçoamento.
A matemática estabelece a subordinação forçada da inteligência às leis lógicas.
Apesar de que no domínio matemático se obedece por força e sem amor; e portanto sem fé; sempre o hábito da obediência, ainda involuntária, se manifesta como uma das bases da felicidade pessoal e social, porque elimina a dúvida teórica e a não solução pratica.

Os estudos matemáticos são pouco apropriados para cultivar a veneração, e muito menos favorecem a Humildade.


Na Matemática, a fácil instituição das comparações e das coordenações mentais, desenvolve para limites extremos a vaidade indutiva e o orgulho dedutivo; o que suscita um pueril sentimento da importância individual. (492)
Na ação prática, os agentes só tem orgulho e vaidade, pelos instrumentos que empregam e não pela facilidade que manejam. Além disso, os trabalhadores se ligam aos instrumentos materiais, pelos sentimentos nobres de carinho, e perante sua fatal destruição, experimentam profundo pesar.
Os laços sentimentais permitem aos trabalhadores venerar o Passado, que elaborou estes instrumentos, e sentir-se animados de intensa bondade, para o Futuro, ao que se destinam o resultado do trabalho; a pesquisa.
A Matemática é a ciência em que a teoria está mais longe da prática.
As aplicações do cálculo são vagas, porque determinam as soluções sem especificá-las ou as relacionam sem valorizá-las.
As aplicações práticas da geometria e da mecânica, estática ou dinâmica, requer apreciações de ordem física, alheias a Matemática.
Na Matemática, entre os três elementos lógicos: sentimentos, Imagens e Sinais, predominam os sinais. Eles superam nesse domínio teórico, à participação das imagens e muito mais as dos sentimentos.
Dentro do domínio matemático, os elementos lógicos especializam as suas influencias relativas: os Sinais em Cálculo, as Imagens em Geometria e os Sentimentos em Mecânica.
Só na Moral, os Sinais estão de acordo com as Imagens e com os Sentimentos que os inspiram.
Caso se considere a Lógica, como o estudo Matemático do Gran Meio; a Física como o estudo astronômico, físico e químico do Gran Fetiche; e na Moral como o estudo biológico, sociológico e moral do Gran Ser; se observa que na Matemática predominam os Sinais e o Método Dedutivo; na Física as Imagens e o Método Indutivo; e na Moral, os Sentimentos e o Método Construtivo.
Uma harmonia inalterável liga respectivamente o Gran Meio, o Gran Fetiche e o Gran Ser com os Sinais, as Imagens e os Sentimentos, próprios à deduzir, induzir e construir. (453)
Esta comparação lógica entre os três elementos da “Trindade Religiosa”, está de acordo com a comparação análoga, entre os três atributos Intelectuais da Humanidade: a Poesia, a Filosofia e a Ciência.
Na Ciência predominam os Sinais e a Dedução; na Filosofia predominam as imagens e a Indução; na Poesia os Sentimentos e a Construção.
A comparação lógica estendida à Religião, manifesta a preeminência dos Sinais no Regimen; da Imagens no Dogma e dos Sentimentos no Culto. A Oração desenvolve a mais perfeita harmonia lógica, subordinando os Sinais às Imagens e ambos aos Sentimentos.
Ao consolidar-se o Culto Privado da Família; ao desenvolver-se o Culto Civil da Pátria; e o preparo do Culto Universal à Humanidade, ocorrerá a tríplice cultura: estética, teórica e prática, da Educação do Homem.
Na Primeira Infância se inicia o Culto Doméstico, sobre a angélica proteção da Mãe.
A Segunda Infância, a adolescência e a juventude se aplicam sucessivamente à experimentar as emoções estéticas da Poesia, à adquirir as concepções teóricas da Filosofia e da Ciência; e finalmente exercitar-se nas atividades práticas da Industria.
As Almas assim preparadas podem sentir em toda sua plenitude as profundas emoções do Culto das Divindades Positivas, entorno da Humanidade, e cuja adoração universal, farão incorporado o Culto da Pátria e da Família.
A Cultura estética prepara especialmente o Culto do Gran Meio, que deve presidir ao desenvolvimento da lógica positiva, no estado filosófico da Matemática.
O Culto do Gran Meio, favorece a purificação da Alma, separando as Imagens que tem origem nos instintos egoístas, como profanações do Gran Meio da vida Subjetiva. Esta purificação se aplica, sobre tudo, ao instinto sexual, que é o mais perturbador da unidade altruísta da natureza humana.
Para que nas Almas, o estado religioso da Inteligência, seja fixo e geral, ele deve se basear nas doutrinas elementares e universais da Matemática.
A Matemática se liga diretamente à Moral pela regulamentação numérica dos hábitos de elaboração e expressão mental e ação prática; hábitos que favorecem a subordinação do egoísmo ao Altruísmo.
As concepções numéricas tem na Moral, uma eficácia direta, em virtude de sua atitude expontânea e sistemática, para aperfeiçoar a disciplina humana.(468)
As Leis Numéricas às vezes subjetivas e objetivas, disciplinam a inteligência, submetendo-as à Ordem Exterior.(471).
A Instituição dos números auxilia os Sentimentos, para regular não somente o Caráter, senão também a Inteligência.
Apesar de serem insertas as cifras, nas previsões sociais, conservam como sempre sua aptidão para fixar as idéias, e ainda, sob o aspecto Moral, servem para consolidar os sentimentos.(466) (538)
A Matemática inicia na Unidade, combinando a Solidariedade geométrica, com a Continuidade mecânica.(498).
A Matemática também é satisfatória ao Sentimento, como a inteligência, quando esta se liga, as nobres emoções; considerando-a como o primeiro grau da Fé Universal, e como o único Método, apto para criar verdadeiras convicções.
A noção geral de limite, no cálculo, na geometria e na mecânica, coincide, na Moral, com a noção de modelo, emanado da noção de tipo na Filosofia Primeira.(470)
A Moral estabelece a verdadeira teoria dos números, que consiste em segurar as leis numéricas da existência humana.(469)
O aperfeiçoamento Moral se liga a Matemática, já que todas as modificações naturais, artificiais e ainda ideais da Ordem Universal, se combinam ao grau do fenômeno; e se apresentam como numericamente reguladas.(472)

As reações Morais que são próprias da matemática, depende sobre tudo, de sua capacidade para constituir tipos de fixidez, de evidencia e de regularidade, que refreiam o egoísmo e permitem subordiná-lo ao altruísmo.


A Matemática tende a disciplinar a Inteligência, fazendo surgir, de seu próprio desenvolvimento, o freio irresistível da evidência.
Resumindo a Matemática, : É a Ciência que tem por Objeto os fenômenos de número, de forma e de movimento ;tem por Fim, o estabelecimento das Leis Naturais que determinam as Grandezas umas pelas outras, segundo as relações precisas que existem entre elas; a Matemática tem por Método a dedução; que é o modo de raciocinar pelo qual se vai do geral ao particular, formando conclusões especiais emanadas de proposições gerais.

Prosseguindo:


O aperfeiçoamento Moral, baseado na submissão, exige tanto a subordinação do interior ao exterior, pela Fé; como o estabelecimento da harmonia interior pelo Amor. (459)
A influencia religiosa do Gran Meio, sucede à do Céu, que afeta o Culto, o Dogma e o Regimen da Doutrina da Humanidade ou Positiva.
O Fetichismo se tem perpetuado através do Teologismo, pelas influencias do Céu, até incorpora-se ao Positivismo.
2 ) A adoração Universal do Culto deve presidir ao estudo da Astronomia.
O Culto do Céu, favorece especialmente a repressão do Orgulho e a Dedicação à Veneração, à Fé Intelectual e a Submissão Prática; bases do Amor, da Ordem e do Progresso, respectivamente.
Os astros abastecem centros comuns de Veneração aos contemporâneos, aos antepassados e aos descendentes.
O espetáculo celeste se liga em uma mesma contemplação, ao Passado, ao Presente e ao Futuro.
O Céu abastece aos Homens laços comuns de Amor e de Culto.
Os astros favorecem a organização da autoridade espiritual das sociedades humanas, nas Fetichocracias Astroláticas.
Os astros foram os padres dos deuses do politeísmo teocrático, quando o espirito abstrato substituiu o espírito concreto e fictício da racionalidade primitiva ou fetichista.
A astrolatria é uma criação eterna do sentimento humano. A influência cultural do Céu irá sempre num crescente, para consolidar a harmonia entre os povos e os homens.
Venerar um destino flexível é o indício e a garantia de uma verdadeira regeneração.
A unidade é completa quando o Amor se estende das prescrições voluntárias às obrigações involuntárias.
A eficácia moral da fatalidade modificável deve ser glorificada no Culto ao Céu. (443) (444)
A disciplina moral é impossível, se não se reconhecem fenômenos modificáveis, que refreiem a independencia vagabunda e orgulhosa da Inteligência.
O verdadeiro destino moral, seja sentimental ou de caráter da inteligência, consiste em conhecer as leis dos fenômenos, para prever e respeitar os que são não modificáveis; ou para aperfeiçoar com gratidão e bondade, os que são modificáveis. (388)
A Astronomia constitui a primeira base do sentimento de veneração da ordem real, apresentando fenômenos submetidos as leis inflexíveis, que não admitem modificações voluntárias. (389)
A Astronomia preside a transformação das concepções absolutas em relativas, como nas idéias que se referem ao tempo, ao horizonte, e as estações climáticas, e sobre tudo, pela subordinação do conceito absoluto do sistema astronômico do Universo, pelo conceito relativo do sistema astronômico do Mundo. Mas a astronomia demonstra, que o relativo não supõe o arbitrário, e que pode conciliar-se com a perfeita estabilidade própria dos fenômenos celestes.
A existência do altruísmo na natureza humana e o movimento da Terra, tem sido os principais resultados da Ciência Moderna, porquanto constituem as duas bases, uma subjetiva e outra objetiva, da verdadeira relatividade.(292) Relatividade aqui, indica que tudo se relaciona e nada é absoluto.
A ciência celeste estende a relatividade das idéias às esperanças, e portanto, aos sentimentos. Ela dissipa a segurança absoluta da condição terrestre, e exige a mais ampla resignação, ao destino celeste, para não alterar a felicidade privada da existência humana.
O Altruísmo subordina a felicidade às condições interiores da vida subjetiva, e não as garantias de segurança e bem estar da vida objetiva.
As Almas que ligam a felicidade à vida subjetiva altruísta, resistem dignamente às desgraças objetivas.
Ainda que quando a Terra viesse ser transtornada por um choque celeste, subordinar o egoísmo ao altruísmo até o final da vida, constituirá o supremo bem ao supremo dever. (390)
O estudo do Céu, desenvolve e sistematiza o método de observação, cuja aplicação é demasiado simples na Matemática, e demasiado complicada nas ciências superiores (biologia, sociologia e moral) para que seus resultados sejam tão importantes e suficientes como em Astronomia.
A Astronomia desenvolve o modelo das hipóteses positivas, sempre verificáveis, como a que se refere ao movimento da Terra. (325)
A Astronomia regulamenta o segundo dos dualismos lógicos, subordinando o abstrato ao concreto. Ela domina o desenvolvimento do abstrato da Matemática, cuja aplicação às ciências superiores, não tem importância teórica, e só utilidade prática nas investigações especiais.
Os fenômenos Matemáticos de numero, extensão e movimento perdem o caráter abstrato, que tem no Gran Meio; e adquirem no Céu o importante caráter concreto dos principais tipos de materialidade.(326)
A Astronomia subjetiva e relativa, é concreta com respeito a Matemática, a física, a química e a biologia; e abstrata com respeito as ciências sociais e morais; pois não estuda ainda suas condições, no cosmos.

Ela oferece uma destinação mais científica que lógica. Na grandiosidade de suas doutrinas, supera a importância dos seus métodos.(325)


A ciência do Céu manifesta a impossibilidade de poder estabelecer uma Síntese Objetiva.
A aplicação do método construtivo, na verdadeira Síntese Subjetiva, subordina o Céu à Terra e à Humanidade; o que permite reduzir a idéia de Universo à idéia de Mundo. O estudo do Sistema Solar deve ainda reduzir-se aos astros que se ligam à vida sentimental e ativa da Humanidade, por suas relações reais, com o Planeta Terra.
Se estuda o Céu para se conhecer o Gran Fetiche, gloriosa e ativa morada do Gran Ser.(327)
A assimilação newtoniana, da gravitação celeste, com a massa terrestre e a influencia dos astros nas marés, ligam o estudo da Terra ao conhecimento do Céu.(391)
Apesar da supremacia objetiva do Céu sobre o Fluido, o Gran Fetiche, a Vegetalidade, a Animalidade e o Gran Ser; a construção da Astronomia aplica a subordinação subjetiva do Céu ao Gran Fetiche e ao Gran Ser.
A Astronomia manifesta as verdadeiras condições da fé positiva, estabelecendo concepções demonstráveis; aceitas por fé demonstrável. Esta condição das crenças, se estende aos princípios morais, que não devem ser discutidos e sim aplicados.
A harmonia doutrinária ou religiosa da Inteligência humana, seria impossível, se as leis científicas e os deveres morais, tivessem que ser sempre demonstrados.
A Razão deve se subordinar à Fé.
A Razão humana aceita as crenças ou as elimina sem nenhuma demonstração.
As dúvidas acerca da existência ou não existência dos corpos exteriores, suscitada pelo espírito grego, subsistiram ainda sem a razão popular, não fosse ela eliminada, sem necessidade de recorrer a nenhuma demonstração. (82)

A existência ou não existência dos deuses nunca foi demonstrada.
O Céu por seu grandiosidade real, cultiva na forma objetiva, a primeira das grandes virtudes : a Humildade.
A futilidade do orgulho humano perde o conteúdo, perante o espetáculo celeste.
O descobrimento das leis naturais celestes, engrandece a Humanidade, que pelo sucessão secular de seus agentes seletos, elaborou estas leis, que dominam os sentimentos – Coração - e o caráter Humano, pela Veneração pela Fé e pela Humildade.
A admiração venerante é igualmente necessária à apreciação do Belo, ao estudo do Verdadeiro e a elaboração do Bom.
Todo Regimen Humano, seja pessoal, doméstico civil ou universal, está submetido às condições astronômicas da Humanidade.
Os hábitos privados, os costumes domésticos, o serviço público, a educação e o culto religioso, se regem pelas criações celestes das horas, dos dias, das semanas, dos meses, dos anos, do dos séculos e das eras.

Resumindo : Astronomia é a Ciência matemática dos astros; tem por Objeto os fenômenos de numero, de extensão e de movimento (ou, respectivamente, dos aspectos aritméticos - algébricos, geométricos - trigonométricos e mecânicos ) dos corpos celestes; a Astronomia tem por Fim o estabelecimento das leis naturais com as quais podemos prever com certeza a disposição dos astros do firmamento, em momento exato de um futuro mais ou menos longínquo; e tem por Método a observação, que é o modo de raciocinar pelo qual induzimos mediante a contemplação dos fenômeno; tais como estes fenômenos se apresentam à nós, naturalmente; sem que nós lhes introduzamos nenhuma modificação .Mesmo com a evolução atual da Astronáutica, estas definições da astronomia não se modificam, pois alcançado-se um outro astro este passa a ser objeto das outras ciências


O estudo do Céu sucede o estudo do Fluido liquido e gasoso que envolve a Terra.
A adoração universal do Fluido deve presidir ao estudo da Física.
O Culto do Fluido favorece especialmente a repressão do instinto maternal de apropriação, perante as duas principais provisões da vida: o ar e a água, cuja doação geral, é o modelo de desprendimento e de generosidade.
O Fluido recebe as influencias do Céu, que modificam as condições atmosféricas, as correntes aéreas, sua condensação nas nuvens, sua precipitação nas chuvas, e sua congelação nos gelos.
3.) Todos os fenômenos Físicos, estão subordinados às condições astronômicas.
Na Ordem Física, a afeição, isto é, a simpatia, se estende do seres às atividades mecânicas, às que tem sabor, às das térmicas, às das odoríficas, às das ópticas, as das acústicas, as das elétricos-magnéticas, as das radioativas, e outras ainda desconhecidas, mas que provavelmente existam, mas ainda não foram percebidas pelo ser humano, de forma direta ou indireta; a cujo estudo se destinam hoje em dia, estas 8 oito seções da Síntese Subjetiva na Física.
As atividades mecânicas dos corpos são a base da Indústria. Graças a elas se efetua a locomoção sobre a Terra e os Mares, sobre a águas e através da Atmosfera e fora dela.
A construção dos lares, das cidades e dos templos, subordinam a ordem física à vida doméstica, civil e religiosa da Humanidade.
As Atividades do sabor estabelecem o laço direto entre a existência física e a existência vital vegetativa, em seus fenômenos de nutrição e secreção.
Este laço com a Vegetalidade, que se estende à Animalidade favorece a Vida Objetiva da Humanidade, mas determina o problema Moral, de refrear a gula, com a instituição social da comida.(refeições)
As atividade térmicas dos corpos foi a origem do maior dos descobrimentos que a Mulher realizou: O FOGO, que liga o progresso industrial da Humanidade ao seu primitivo estado fetichista.
Esta maravilhosa descoberta feminina, que instituiu o Lar, permitiu ao Gran Ser atenuar as influencias do Céu sobre as estações e os climas do Gran Fetiche.
A adoração do Fluido terrestre se complementa com a adoração do Fogo, símbolo do Lar e da Inteligência Humana.
As atividades odoríficas ligam a existência física à Animalidade; e suas influencias sociais e morais se incorporam à Humanidade, com a instituição social da linguagem das flores, na comunicação dos nobres sentimentos.
As atividades ópticas dos corpos independem das condições celestes, pela invenção do Fogo.
As imagens óticas da inteligência humana são as que auxiliam mais diretamente as construções mentais.
Assim foi possível desenvolver-se a linguagem mímica e as criações da Arquitetura, da Escultura e da Pintura.
As atividades luminosas permitem ao Fluido terrestre servir de intermediário na comunicação das idéias e das emoções humanas.
A atividade acústica dos seres confere ao fluido terrestre uma importância sentimental direta, pelas criações da Música e da Poesia.
A Luz e o Som, desenvolvem as criações humana da Linguagem e de suas ramificações estéticas.
As atividades eletromagnéticas que se manifestam em forma imponente no seio da atmosfera, os relâmpagos, se ligam diretamente à Humanidade, favorecendo os seus laços de solidariedade e de continuidade.
As atividades radioativas, que se manifestam de forma imperceptível e perceptível, pelos sentidos humanos, provocam tanto estragos como benefícios ao ser humano; com o conhecimento da constituição atômica dos elementos da matéria, foi possível estruturar a composição dos átomos e suas partículas, que demonstram as formas de ligação dos elementos entre si, para compor as moléculas das substancias e das reações químicas, da fase seguinte, à Física, da cadeia enciclopédica da Filosofia Segunda.

Estas atividades centralizam as modificações da Ordem Física que convém às necessidades materiais, intelectuais e morais do Gran Ser.

Elas caracterizam o progresso industrial remontando-se da sensível atividade do âmbar até o domínio do raio; a comunicação a geração elétrica do movimento, da luz e do som. (âmbar : resina fóssil que, em tempos pré-históricos, escorria de certas árvores coníferas hoje extintas. Costuma ter cor amarelada ou parda. Arde com uma chama brilhante e é usada em arte e em joalheiria).
A Física apresenta um destino exterior regido por leis imutáveis, mas susceptíveis de serem modificadas pelas vontades humanas.
Cada um dos fenômenos, que resulta dos exercícios das atividades físicas dos corpos, está submetido à leis imutáveis, mas os seres se combinam em diversos graus estas atividades materiais, que permite modificar uma, por meio da outra.

A Física é portanto, teórica e pratica; e nela se aplica pela primeira vez, na escala enciclopédica da Filosofia Segunda, a perfeita subordinação da teoria à pratica.


O método experimental se desenvolve sob duas formas na Física. Desde de logo com o destino teórico, para estabelecer as leis imutáveis dos fenômenos próprios, das diversas atividades físicas dos seres; e em seguida com o destino prático, para investigar qual é o sistema material que relaciona as atividades físicas, na forma que convém à modificação, que se deseja.
O estabelecimento teórico das leis físicas se opera, em geral, por construção indutiva de uma hipótese, que se verifica por meio do método experimental.
A determinação prática dos sistemas físicos, que permite modificar umas atividades por meio de outras; se obtém pela experimentação, guiada por previsões mentais derivadas das conhecidas.
Assim se opera a harmonia entre o mundo subjetivo da Humanidade, e o mundo objetivo em que Ela se desenvolve.
A adoração do Fluido: a Atmosfera e os Mares, e das criações humanas: do Fogo, da Linguagem e das Belas Artes, que ligam o Fluido ao Gran Ser, deve presidir ao estudo da Síntese Subjetiva na Física.
Resumindo : A Física é a Ciência que tem por Objeto as propriedades gerais dos corpos, ( a saber, o peso, o calor, a luz, o som, a eletricidade, o magnetismo, o sabor, o odor, a radioatividade); corpos estes ordinariamente apreciados em massa. A física tem por Fim o estabelecimento das leis naturais com as quais podemos prever, com maior exatidão possível, todos os fenômenos que possa apresentar um corpo colocado em um conjunto qualquer de circunstancias dadas; A Física tem por Método a experimentação, que é o modo de raciocinar pelo qual induzimos mediante a contemplação dos fenômenos artificialmente produzidos, introduzindo-lhes as modificações à apreciar
Enquanto a Física estabelece a noção de matéria, pelas atividades comuns, com a abstração dos seres que as manifestam, a Química substitui a noção de matéria, pela de substancia, que se refere ao grau de composição dos corpos.


Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   23


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal