CIÊncia moral teórica positiva



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A PATRIA
A Família estabelece as bases da Moral Humana, determinando os desejos por meio do Altruísmo, e separando os desejos de cunho egoístico. No Lar, se adquire a pureza dos sentimentos, sob a influência da Mulher, como Mãe, irmã, esposa e filha.
Os contatos sociais, são o melhor estimulante e regulador das forças Morais. Eles desenvolvem o Altruísmo, e consagram e disciplinam as satisfações egoísticas do destino social. O Apego liga os de mesmo nível ( os amigos, os irmãos, os primos ) e regula o presente ; a Veneração se refere aos superiores ( os pais, os grande homens e mulheres que possuíram e possuem sabedoria, cultura, ciência) e consagra o passado; a Bondade tende para fazer algo de bom para os inferiores ( crianças, os anormais, os mendigos ) e os prepara para o futuro ou no caso dos mendigos, os alcólatras, os toxomaníacos e os anormais, os entende como estado patológico, e os encaminha para condições mais saudáveis, para tratamento do psique e/ou do soma, afim de os tornar mais sociáveis, dentro do contexto Moral Positivo.
A Vida Privada e a Vida Pública cultivam, respectivamente, o Apego e a Bondade, e ambas simultaneamente a Veneração.(302)
A existência Social, permite e provoca o desenvolvimento dos Sentimentos Altruístas, durante a compressão dos Sentimentos egoístas.(93)
Se a Família determina a cooperação dos Sentimentos, mediante a influencia Moral da Mulher, na vida doméstica, a Pátria regulamenta, a cooperação das ações, sob as Ordens do Patriciado, na vida Cívica.
A Pátria complementa a Moral Sentimental da Família, com a Moral Pratica, que disciplina as atividades e os diversos ofícios ou profissões.
A Pureza Sentimental da Vida Privada, se completa com as virtudes Cívicas da Vida Pública.
A Sã Política e a Industria, disciplinam as funções gerais, dos órgãos, isto é, dos sistemas organizacionais e também os ofícios especiais, isto é, as profissões.
O Governo Político e o Governo Industrial, qualquer que seja a forma, como se operacionalizam e se perpetuam, sempre dirigindo a cooperação ativa, para satisfazer as necessidade materiais da natureza humana.
O Patriciado que tem o governo Prático da Pátria, se inspira em vontades ou desejos Altruísticos da Mulher, que se comunica aos nobres desejos de bem estar geral, por meio da opinião pública, ilustrada ou delineada pelo Governo Teórico da Humanidade.

Nos Lares dos Proletários, laboratórios da opinião pública, a Mulher faz sentir a sua delicada influencia afetiva, em favor da ordem nacional e internacional.


A Direção Política do Patriciado, é inspirada pelos sentimentos Altruístas da Mulher, para eliminar a guerra, a miséria, a corrupção e as doenças, e conciliar o Trabalho Material com o desenvolvimento Intelectual e Moral.
A influência feminina, confere à Sã Política e a Indústria, o caráter Altruístico, que lhes corresponde, eliminando as lutas egoístas, de domínio político e de monopólio industrial, que mantém o Mundo na Guerra, na Miséria, na Corrupção, e na Doença, com o sacrifício popular.
A disciplina pratica do governo e do povo, requer o entendimento recíproco, na Veneração, dos que obedecem, com a abnegação dos que comandam.
Somente desta forma pode-se obter a harmonia, entre o Patriciado e o Proletariado, e sua respectiva felicidade.
Somente a separação entre a Autoridade Espiritual e o Poder Temporal, permite liberar a Moral Positiva, e subordinar à Ela a Política, tornado-a uma Sã Política, impondo moralmente a obrigação, de empregar a fortuna e o poder, em benefício da comunidade social.
Todas as influências morais positivas da sociedade se concentram no poder Sentimental da Mulher, os quais servem de apoio à Autoridade Intelectual do Sacerdócio e ao Poder do Patriciado Industrial e Político.
A reação moral da atividade Industrial, atenua os estragos da anarquia mental e favorece a disciplina e o decréscimo dos instintos pessoais, sobretudo o da nutrição e da sexualidade. (283)
A atividade material evita além disso, os desvios ociosos ou místicos, da autoridade intelectual do Sacerdócio e da Influencia Moral da Mulher. (309)
Mas, quando se exageram as vantagens Morais e Políticas da existência Industrial, sempre se esquece a importância da organização espiritual.(324).
A administração dos serviços sociais e a riqueza, são funções públicas, que se referem as instituições e capitais que pertencem a Humanidade. A riqueza não pode estar plenamente na mão do Patriciado Fabril e Bancário. Esta Globalização atual e esta teoria não natural, de que as leis de mercado, resolvem os problemas sociais, é uma bela balela, idéias de economistas do final do Século XX - Globalização de Grandes Conflitos.
Todos os funcionários e os gestores da vida pratica, devem sempre estar animados de um intenso sentimento comum de patriotismo cívico, e de profunda convicção, de que todos concorrem, ao serviço material da Humanidade, na Pátria, sem nenhum propósito egoísta de mútua exploração.
Esse sentimento cívico, estendido à todos cidadãos, os liga por Sentimentos recíprocos de Apego, quando no presente; por um conjunto de sentimentos de Veneração ao passado, e ao futuro da Pátria estão ligados pelo Sentimento de Bondade.
Estes sentimentos se consolidam com o Amor ao Território Nacional, ao ocorrer a ligação entre o Gran Fetiche - o Planeta Terra, ao elemento civil do Gran Ser.

O Lugar do nascimento, não deixa nenhuma impressão ou recordação ou saudade, tanto no coração - Sentimento; como no espírito - Inteligência, se não ocorrer a existência subjetiva e objetiva, através dos laços domésticos e cívicos.


É necessário que se sinta e se venere, a cooperação social, neste local onde se nasce, isto é, neste sítio natal, que concentra as recordações do passado, as emoções do presente e as ocorrências do futuro. (273)
A organização Militar da Pátria, dominou por completo o egoísmo doméstico, determinando as mais gloriosas abnegações, mas desenvolveu desgraçadamente o egoísmo nacional, que aspira a fazer prevalecer a própria Pátria sobre os demais povos.(254)
A organização Industrial da Pátria, domina o egoísmo nacional, permitindo estabelecer serviços mútuos e abnegados entre os povos; e desenvolvendo, o caráter internacional da atividade pacifica. O egoísmo nacional também se manifesta, na vida das empresas internacionais, devido a tendência aos monopólios.
O Sentimento de Humanidade, cultivado pela existência subjetiva dos Anjos da Guarda*, nas orações privadas, quando do Culto Doméstico e pelo Culto Público à Pátria e à Humanidade, para prevalecer o Altruísmo, na vida Industrial das Nações; tanto em seu regime interno, como em suas relações internacionais. (*) – (Mãe; Irmã; Esposa e Filha)
O Regime da Humanidade domina o egoísmo nacional, estabelecendo a harmonia religiosa dos povos, sob o império do passado e do futuro do Gran Ser.
A nacionalidade se faz viciosa, quando provoca divergências intencionais.
As dominações efêmeras, isto é pouco duradouras ou frágeis, e desastrosa do Ocidente, sobre o resto do Mundo, são substituídas por abnegados serviços, em favor do aperfeiçoamento moral, teórico e pratico dos povos.(418)
O Patriotismo, ainda que reduzido ao simples civismo, constitui o verdadeiro sentimento social. A união cívica ficará sempre, como a mais extensa das predileções sentimentais, pois combina todos os aspectos da existência humana; material, mental e moral. (213)
A Pátria colabora para Educação da Natureza Humana, nas diversas idades da vida.

Devemos procurar situações que favoreçam que mais de 70% das populações tenham a sua origem nos campos; onde os primeiros 14 anos de existência se passem na vida rural, mais favorável que a vida urbana, para a saúde e o desenvolvimento da infância.


Na Primeira infância, ( da concepção aos 7 anos) : Educação dos Sentimentos; o sentimento de Pátria se concentra na Cidade, cuja existência subjetiva, aparece como um Ser Supremo, em que se sacrificam as Vegetações e os Animais, que vivem nos campos, para alimentar e servir aos que habitam à cidade. A criança melhor aprecia o conjunto da cidade, quando vive afastado dela, que quando habitando-a; ele desta forma faz com que o seu Lar, na fazenda, subordine a Cidade; isto é, o seu Lar é mais tudo, que a Vila ou cidade.
O desenvolvimento das Artes do Belo - Belas Artes, da Segunda Infância(dos 7 aos 14 anos), permite estender o sentimento e o conceito de Pátria à Nacionalidade, aos seus antecedentes históricos, e a geografia Moral e Política do Gran Fetiche ou Planeta Terra. As profundas emoções, que a criança experimenta ao trabalhar os seus conhecimentos da Arte do Belo, perante a idealização das Pátrias Militares do passado, e de Pátrias industriais e Altruístas do futuro, exaltam seu patriotismo e o desejo de conhecer sua própria Pátria.
Durante o desenvolvimento da adolescência - ( 14 e 21 anos) que se efetua geralmente na cidade ou vila, se intensifica e se disciplina o sentimento Pátrio, com a Educação Teórica e Educação Prática, onde o adolescente passa a conhecer o Dogma Científico, e, iniciando-o desta forma, na Doutrina da Humanidade.
O adolescente passa a conhecer então, a verdadeira subordinação da Pátria ao Gran Ser, do qual constitui o elemento ativo.
Se a Família o ensinou a amar o Gran Ser , a Pátria o ensina à Servi-lo.
Esta disciplina do Patriotismo, que purifica o adolescente, do egoísmo nacional, isto é, do nacionalismo, se consolida, com as viagens internacionais, que deve ocorrer sobretudo nesta época da vida.
O desenvolvimento dos laços de Sentimentos, de Inteligência e de Ação, durante a Educação Teórica, une as Almas de forma definitiva às Divindades Positivas : O Gran Meio, o (Céu) Cosmo, o Fluido o Gran Fetiche ( O Planeta Terra) a Vegetabilidade e a Animalidade, e habilitam aos fiéis, para terminar a sua adolescência, com a adoração e conhecimento do Gran Ser : Família, Pátria e Humanidade, ao quais estão destinados à servir pelo resto de sua vida Objetiva, e ao qual aspira a Incorporação, para a sua vida Subjetiva.
Depois de ter recebido a Educação sentimental, na Primeira Infância, a Educação Estética na Segunda Infância e a Educação Teórica na Adolescência, o Ser Humano, dedica os seus 7 anos de juventude, na sua preparação prática, para escolher, pela sua aptidão, a melhor forma que poderá ser útil, ao servir ao futuro da Humanidade.
Esta plenitude do sentimento do amor Pátrio, que se desenvolve no jovem, fortifica e dignifica os sentimentos domésticos, pela subordinação da Vida Privada de Família à Vida Pública da Pátria.
A Mulher, por sua vez , após ter cumprido sua Educação Sentimental, Estética e Teórica, desenvolve a sua juventude no Lar, edificado pelo seu matrimonio. Ali, Ela também experimenta o verdadeiro patriotismo, cultivando a Bondade para o futuro da Pátria. Esse sentimento de amor, à anima, à auxiliar o seu esposo, em serviços da Pátria; e bem como ser a mestra para formar o corpo e a alma de seus futuros servidores - os seus filhos.
A intensidade dos sentimentos patrióticos e domésticos, fazem o homem ficar digno, isto é, merecedor de ser honrado, uma vez terminado a sua juventude, por ter sido formado em um novo elemento da Humanidade.
Na Família de seus pais, ele cultivou seus sentimentos de Veneração e Apego, junto aos laços involuntários de filiação e fraternidade. Quando em sua própria família, cultiva a plenitude do Amor e da abnegada Bondade, mediante os laços voluntários do matrimonio e de paternidade.
Os sacramentos da Destinação e do Matrimonio, consagram a sua vida pública, e a sua vida privada em serviço da Humanidade, em serviço da Pátria e em Serviço da Família.
A Mãe que desenvolveu o Amor Pátrio, auxiliada pelos avós e pelos mestres, é para a Nova Família, o representante da Pátria. Ela combate o egoísmo doméstico, por meio de emotivos exemplos de Cidadania.
O homem pode assim, durante a sua virilidade, subordinar a sua vida privada à Vida Pública e preparar-se para a sua completa abnegação paternal, onde a educação de seus filhos e a formação do seu Lar, exigem a sua elevada maturidade.
O Amor à Pátria, isto é, aquele Amor que se destina à vida, para servir à

Humanidade, deve dominar por completo o homem, durante sua maturidade.


Este é o período decisivo, para surgir ou não, a plena responsabilidade

na vida cívica do homem.


A Pátria, de acordo com a décima quinta Lei da Filosofia Primeira, está subordinada objetivamente à Família, e subjetivamente à Humanidade. Lei do Intermediário - Lei do Intermediário ou da Continuidade - “Todo intermediário deve ser subordinado a dois extremos, cuja ligação opera” .(Augusto Comte / Buffon )
A Família estabelece as bases Objetivas de sua existência, mas é a Humanidade que a propicia o Mundo Subjetivo, e institui na Pátria os seus Agentes ( Proletários), seus Ministros (Patriciados) e seus Interpretes (sacerdotes ou Mestres), como na Família os seus Representantes (Mulheres).
O Gran Ser é Sentimento de Amor na Família; Inteligência e Fé na Humanidade; é Ação ou Atividade e Esperança na Pátria.
É a Humanidade que provoca a formação de todos os laços ou elos Morais da Pátria.
O Fetichismo Primitivo estabeleceu o fundamento Sentimental da Pátria, pelo Amor a terra (sitio) em que se vive; as suas montanhas, a seus rios, as suas praias e a seus bosques. Este amor se faz mais intenso na vida Sedentária, quando já não ocorria a atividade nômade.
O Politeísmo desenvolveu o Amor à Pátria, sobre a base fetichista, do amor ao solo natal. Assim surgiu o patriotismo profundo ou exaltado, enérgico e freqüentemente fanático – Teologismo Fanático - que constituía o objeto quase exclusivo da educação moral (47).
Desgraçadamente, o ódio aos estrangeiros, acompanhava o Amor aos compatriotas. (48)
O Sentimento fundamental do Patriotismo foi modificado e enobrecido, quando da civilização romana, pela benevolência para com os vencidos, este sentimento se aproximava da caridade universal, criada pela civilização católica feudal, em um verdadeiro objetivo do desenvolvimento moral.(51) As crianças devem ser educadas para à Pátria e não para a Humanidade.
O Catolicismo modificou o patriotismo, mediante o sentimento mais elevado da Humanidade, o de Fraternidade Universal, tão felizmente vulgarizado, pelos católicos, sob o doce nome de caridade. (61)
Enquanto o Politeísmo ligava a moral pessoal à moral social, sem conhecer o indispensável intermediário da moral doméstica; o catolicismo fez depender, as virtudes públicas, das virtudes privadas.(72) - Moral Pessoal, é o conjunto das relações éticas, do indivíduo, para consigo mesmo.
A decomposição do regime católico feudal, iniciou a desmoralização do sentimento de Pátria, fazendo-o retroceder ou decair, para o egoísmo politeísta, de domínio e de ódio.
Esta desmoralização da vida pública, se expandiu para a vida privada, desde logo doméstica e por fim pessoal.
A reorganização moral pela Doutrina Positiva, inicia-se , pela regeneração do sentimento pátrio, subordinando-o à Humanidade.
O conceito doutrinário da Pátria, a identifica com o Gran Ser, considerando-a como seu elemento Sentimental, como seu elemento ativo e como seu agente intelectual.
A Pátria incorpora sua vida e sua Ação, à Animalidade e à Vegetalidade.
A Pátria se liga ao Gran Fetiche, pelo Amor ao Território Nacional.
A Pátria incorpora o Fluido, na sua linguagem e nas suas Belas Artes.
A Pátria se liga ao cosmos (Céus), pelo clima e sua situação geográfica.

A Pátria se une ao Gran Meio, pela vida subjetiva de seus bons servidores; pelos símbolos numéricos 3-4-5, do ensino lógico - matemática, da física e da moral do Sacerdócio; do mando interior, exterior, financeiro e industrial do Patriciado; e da obediência bancária, comercial, serviço, fabril, mineira e agrícola do Proletariado; e também pela sua imagem geométrica, dita fronteiras, onde estão encerradas um certo numero de Famílias.


A Imagem Moral da Pátria é espelhada pela Mãe, que representa a Pátria dentro da Família.
A HUMANIDADE
O Gran Ser, visto por uma visão analítica - Família, Pátria e Humanidade, ao se desenvolver sobre a Terra, se caracteriza por uma existência subjetiva, que harmoniza o Amor - por meio da Família; a Ordem - por meio da Pátria; e o Progresso - por meio da Humanidade; todos os três, sofrendo as influencias do passado, do presente e do futuro, respectivamente.
O Gran Ser, constrói e aplica a existência subjetiva, graças às suas propriedades ou atributos morais, intelectuais e práticos.
O Gran Ser, na sua vida Sentimental, se compõe exclusivamente de atributos de Veneração para com o Passado - Material, Intelectual e Moral, que o domina ; a Bondade para com o Futuro que o idealiza ; e o Apego, para suas atividades no Presente.
O Gran Ser, nos seus atributos Intelectuais de Poesia, de Filosofia e de Ciência, se harmoniza plenamente, e se destina à aperfeiçoar a existência subjetiva, idealizando o Belo, legislando o Verdadeiro e realizando o Bom.
Seus atributos Práticos de Educação, de Sã Política e de Industria, sujeitam-se à sua gloriosa vida subjetiva, à existência objetiva do homem, na Sociedade e no Mundo.
O Gran Ser, é uma existência indivisível, que se aperfeiciona, sem cessar, e que se manifesta, em diversos estados de desenvolvimento, nos Indivíduos, nas Famílias, nas Pátrias e também nas modificações da vitalidade e da materialidade (297).

Os ideais, do aperfeiçoamento individual, consiste em se incorporar os atributos ou propriedades ou os fenômenos sentimentais, intelectuais e práticos do Gran Ser.



A vida moral do homem, está destinada à incrementar os sentimentos de Apego, de Veneração e de Bondade, que o Gran Ser tem se mirado nos modelos morais da Santidade.
A vida teórica ( vida de inteligência - contemplação e meditação) do homem, se destina a assimilar cada vez mais, os atributos poéticos, filosóficos e científicos do Gran Ser, e também interpretar suas novas criações.
A vida ativa ou prática do homem, se dedica à cooperar na Ação Educativa, Ação da Sã Política e na Ação Industrial do Gran Ser, que aperfeiçoa a existência universal.
A Mulher por sua natureza sentimental Altruísta, representa os atributos Morais do Gran Ser, de uma forma mais efetiva que o homem, cuja natureza teórica ou de natureza prática ( vida de relacionamento com o Mundo e o homem), é mais apropriada para ligar-se à seus atributos intelectuais e ativos.
O Gran Ser não tem existência individual, e sim, existência coletiva, tanto no espaço como no tempo.
Em seus atributos morais, intelectuais e práticos, cooperam para manter o futuro, o passado e o presente, respectivamente.
Os atributos Morais do Gran Ser, são de Sentimentos Altruístas originados na Mulher; desejos de aperfeiçoamento ideal, com origem no Sacerdócio; e vontade de ações abnegadas, originados no Patriciado.
Esses atributos Morais, inspiram e dirigem o poder do Proletariado.
Os atributos Intelectuais se fixam especialmente no Sacerdócio, e em seus auxiliares estéticos e científicos.
Os atributos Práticos correspondem à Mulher e ao Sacerdócio na Educação; o Patriciado na Sã Política; e o Proletariado na Indústria.
O Gran Ser coloca subordinado à Presidência Doméstica (Mulher) dos seus representantes, os Interpretes de suas Leis - Os Sacerdotes; aos Ministros (Patriciados) de seus projetos; e os Agentes (Proletários) do seu poder.(306)
Amar, saber, querer e poder, são os atributos que dominam, a Mulher, o Sacerdócio, o Patriciado e o Proletariado, respectivamente.
A existência do Gran Ser repousa nas existências da Animalidade, da Vegetabilidade, do Gran Fetiche, do Fluido, do Cosmos e do Gran Meio, onde todas estas existências concorrem e se subordinam ao Progresso do Gran Ser, que se resume no Universo.
O Poder Supremo do Gran Ser, é a resultante continua de todas as forças susceptíveis, de concorrer voluntariamente ao aperfeiçoamento universal; o que faz incorporar ao Gran Ser, não somente os animais e os vegetais que nos são auxiliares, se não também os Seres materiais, cuja colaboração voluntária o estabelece a Síntese Subjetiva*. O Gran Ser envolve entorno de si, tudo que no Universo é levado para Harmonia. ( * ou a Síntese Final*, ou a Doutrina Positiva*, ou Positivismo na sua fase final ou Subjetivismo)
As Pátrias são seres coletivos, que representam principalmente, os atributos práticos do Gran Ser, desenvolvendo a Educação, a Sã Política e a Indústria. A cooperação prática do trabalho, na vida cívica, é auxiliada, por Sentimentos Altruístas, que aproximam o patriotismo, para o Amor Supremo ao Gran Ser.
As Famílias, seres coletivos elementares da Sociedade, assimilam todos os atributos morais do Gran Ser. A Veneração final, a Bondade maternal, o Apego fraternal e o Amor Conjugal, que reúnem todos os Sentimentos, manifestam em grande parte, a existência Moral do Gran Ser.
A Família estabelece os laços da solidariedade e da continuidade. As crianças representam o futuro, e os velhos o passado, que inspiram e guiam o presente, durante as Idades da madureza.
A existência coletiva do Gran Ser, reúne os Amores de Família, e os Trabalhos da Pátria, à seus próprios ideais subjetivos* . * seus planos, seus sonhos.
Somente os que ainda não nasceram e os mortos, despojados dos egoísmos, próprios da vida objetiva, podem representar o Sentimento e a Inteligência do Gran Ser*, enquanto os vivos permanecem como os agentes ou proletários de sua* atividade.
Mas a plenitude do desenvolvimento do Gran Ser, só pode ser representada, pelo futuro, com o objetivo de que ocorra todos os aperfeiçoamentos universais.
A Mulher ideal, que o futuro espera, desprovidas de quase todos os egoísmos, alheia aos excessos dos prazeres dos sentidos, inspirada na veneração suprema, o intenso Apego e Bondade infinita; cujo seleto cérebro, domina a vida ativa e vegetativa do seu imaculado corpo, sendo desta forma a verdadeira representante do Gran Ser.

As Mulheres do passado, quando suas vidas subjetivas de puro Altruísmo, constituem hoje a vanguarda, nesta marcha gloriosa à procura da Virgem Mãe, que idealiza o futuro da Humanidade.


Em todos os tempos, as Mulheres que melhor representam a Humanidade, são as inspiradoras dos Grandes Homens. Entre todas Elas, a mais digna de representá-la, será por muitos séculos e séculos, a que Inspirou esta sublime Utopia - Clotilde De Vaux - , na mente do mais elevado dos Gênios e dos “Santos” - Augusto Comte.
Na Família, a Mãe, a Irmã, a Esposa e a Filha, são as representantes domésticas da Virgem Mãe, se tiverem a capacidade de comunicar ao coração humano sua Bondade, seu Apego e sua Veneração.
Na Pátria, a Mulher Proletária, sem vaidade, nem orgulho, pacífica e trabalhadeira, abnegada, terna e moderada; humilde, afetuosa e carinhosa, representando desta forma a Virgem. Os Anjos da Guarda dos Diretores ou Governantes Espirituais (Sacerdotes) e dos Diretores Temporais ou Governantes Temporais ( Executivos Políticos), são por Ela assimilados.
A realização da Utopia Feminina, isto é, pelo fenômeno da paternogênise, que é o desenvolvimento do ovo à partir de um óvulo não fecundado por espermatosóides; isto é, uma autofecundação, que pode ser Telítoca [ só fêmeas] ; Arrenótica [ só machos] ou Anteferótica [machos e fêmeas ao mesmo tempo] : Existem vários tipos de Paternogênises Naturais: Facultativa – As Abelhas – onde existe Fecundação {nascem zangão e a rainha} e Paternogenicas as abelhas operárias; Obrigatória { nascem os purgões – { todos os ovos são paternogênicos} - Geográficas : Insetos - que dependem da região ou local ), que resume todos os aperfeiçoamentos morais da natureza humana, e se supõe, que a Família e a Pátria tenham alcançado os limites máximos de seus progressos, com o predomínio Universal do Altruísmo, na Educação Individual e na Ação Social.
A pureza fraternal, terá se estendido às relações morais entre os sexos. A Mulher será um Ser Superior, para o qual o homem à seu serviço, fará um Mundo melhor. O Altruísmo Internacional afastará da história, os conflitos militares; e o Altruísmo Nacional dará à Indústria, seu verdadeiro destino, de servir gratuitamente ao Futuro. Eliminadas assim a Guerra, na existência física; e a miséria na existência doméstica, poderá com certeza, se eliminar a enfermidade, na existência individual, graças ao triunfo universal do Altruísmo.
O triunfo do Altruísmo, na colaboração das Pátrias, para servir a Humanidade, eliminará a guerra.
O triunfo do Altruísmo na colaboração das Famílias, para servir à Pátria, eliminará a miséria.
O triunfo do Altruísmo, nos indivíduos que vivem para a Família, para a Pátria e para a Humanidade, eliminará por fim, a Enfermidade, isto é, as doenças.
A estas condições sociais e morais da Utopia feminina, se unem as condições do aperfeiçoamento vital e material da natureza humana.
O domínio do Altruísmo sobre o egoísmo, e o império do cérebro sobre o Sistema Nervoso Visceral ou de Vida Vegetativa, por meio de comandos, criados pelo próprio cérebro do ser feminino, junto ao Telencéfalo e Diencéfalo, principalmente nos órgãos onde atuam as glândulas hormonais; simultaneamente com o Sistema Límbico, estabelecerão a subordinação completa do corpo (soma) à Alma, condição biológica da Utopia Feminina.
O Império crescente, que vem exercendo o homem, sobre o mundo exterior, o permitirá faze-lo concorrer cada vez mais, ao aperfeiçoamento da vitalidade, da sociabilidade e da moralidade humana. O mundo humanizado favorecerá o surgimento da Virgem Mãe.
Esta grandiosa Utopia Religiosa, resume todos os programas do progresso universal, em suas condições físicas, vitais, sociais e morais.
O Futuro, o Passado e o Presente do Gran Ser, se ligam ao coração (sentimento), ao espirito (inteligência) e ao caráter (ação) da natureza humana, respectivamente.
As vontades Sentimentais emanam do futuro do Gran Ser, que inspira os desejos de aperfeiçoamento.
Os conhecimentos teóricos emanam do passado, que guiam os ideais da ordem futura.
As ações praticas se ligam ao presente, que realiza o progresso, pelo desenvolvimento da ordem.
A vida subjetiva do homem, é por isso, eterna.


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