CivilizaçÃo romana



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CIVILIZAÇÃO ROMANA
O Império Romano foi uma das principais bases da chamada civilização ocidental e o herdeiro de uma série de traços das culturas da Grécia e do Oriente.

Após sucessivas etapas, Roma formou um gigantesco Império ao longo do Mediterrâneo, que os romanos chamavam de "mare nostrum" . Dessa forma, foram integrados os mais diversos povos e culturas, enquanto as trocas de mercadorias e técnicas se realizaram nas mais variadas direções do Oriente e do Ocidente.


Geografia: Situada entre a Península Balcânica e a Península Ibérica, a Itália apresenta um reduzido número de portos naturais. Isto no entender de alguns historiadores teria retardado o desenvolvimento marítimo e comercial dos povos que se fixaram em território italiano.


O conjunto de condições geográficas influenciou também a evolução política da Itália. A Península Itálica formava um todo, de modo que a relativa facilidade de comunicações criou condições favoráveis à unidade política do país.

Fundação de Roma - Lenda e História


São muito incompletas as informações sobre o período mais primitivo da história romana. Ao que parece, em sua origem Roma foi uma aldeia de pastores e agricultores latinos, que se desenvolveu a partir do Monte Palatino, lugar protegido, mas de fácil acesso ao Rio Tibre. Outras aldeias de latinos e sabinos se formaram nas colinas próximas, e, às constantes ameaças de invasão, uniram-se sob a liderança de Roma, formando uma só cidade.

A história de Roma é comumente dividida em três períodos: Monarquia - República - Império.

Através da lenda, Roma foi fundada por Rômulo e Remo, filhos da vestal Réia Silvia e do deus Marte.

Monarquia

Desde sua fundação lendária em 753 aC. até 509 aC., Roma viveu o período da Monarquia, sobre o qual não existem documentos escritos. Por isso, as pesquisas arqueológicas são a única forma de reconstruir cientificamente esse período da história de Roma.



De acordo com a tradição, Rômulo foi o primeiro Rei. A ele seguiram-se outros seis, dos quais os três últimos eram de origem etrusca, fato que demonstra o domínio da cidade pelo Império Etrusco.

  • -Economia: a agricultura e o pastoreio constituíram a base da economia no período da Monarquia, enquanto o comércio e o artesanato eram de pouca importância.

  • Sociedade: No exército quem participava era somente os grandes proprietários de terras; na família, o chefe era o "pater"que exercia a autoridade maior sobre os demais membros. Nos primeiros tempos não existia propriedade privada da terra. As famílias proprietárias das maiores propriedades exerciam forte influência política, tornando-se a classe dominante de Roma.

A sociedade romana, no período monárquico estava assim dividida:

Patrícios : eram cidadãos romanos e tinham poder econômico e político.

Clientes: dependiam das famílias patrícias, às quais prestavam determinados serviços, recebendo em troca proteção econômica, social e jurídica.

Plebeus: homens livres e sem direitos políticos.

Escravos: era pouco numerosa na época da Monarquia e só atingiu grandes proporções a partir da República e das conquistas feitas em Roma. Geralmente eram prisioneiros de guerra.

  • Política: O poder político era exercido pelos Reis, mas não de forma absoluta. O monarca era escolhido pelos chefes das grandes famílias patrícias e exercia funções de comandante do exército, sacerdote e juíz supremo. Sua autoridade era limitada por duas instituições políticas: a Assembléia do Povo e o Senado . Do Senado participavam apenas os chefes das famílias patrícias. Era o principal órgão legislativo. A Assembléia do povo era formada por todos os patrícios em idade militar, com direito a referenciar ou não as decisões do Senado.

Queda da Monarquia


Os reis etruscos tentaram governar de forma despótica, concentrando poderes em suas mãos, em detrimento do Senado. Os Patrícios, percebendo uma situação perigosa ao seu domínio, passaram a conspirar para a derrubada da Monarquia. De acordo com a tradição lendária, por causa de um só conflito em 509 a C., os Patrícios deram um golpe de estado. Isto determinará o término do período da Monarquia e da dominação etrusca em Roma.

A República e o Império


Esse período, nos dois primeiros séculos, foi marcado pela agitação social e política, resultante dos conflitos entre patrícios e plebeus. Foi também uma fase de crescente militarização de Roma, empenhada em inúmeras guerras de conquistas.

  • Política: Com a República, os Patrícios estabeleceram uma forma aristocrática de governo, reforçando a sua classe. Ao mesmo tempo, criaram maior número de "magistraturas" para impedir a concentração dos poderes governamentais nas mãos de uma só pessoa.

Com a queda dos reis, passaram a existir dois magistrados, denominados "cônsules"- com amplos poderes civis, militares e religiosos. Além dos cônsules, existiam outros magistrados com funções inferiores, encarregados da administração e justiça : eram os censores, questores , edis e pretores.

As mais importantes instituições do período monárquico continuaram a existir na República. O Senado, sob o domínio dos patrícios passou a ser o principal órgão do governo, controlando a política interna e externa, zelando pela integridade da religião e dos costumes. Os Senadores eram os que de fato, decidiam os rumos da política romana.



Conflitos entre Patrícios e Plebeus: A história de Roma foi marcada pela luta constante entre Patrícios e plebeus, desde a época da Monarquia. Esses conflitos foram provocados pela situação de inferioridade social, política e jurídica dos plebeus.

A primeira grande revolta plebéia assumiu a forma de uma greve. Os plebeus abandonaram Roma e ameaçaram fundar no Monte Aventino, outra cidade. Os patrícios ficaram alarmados com o prejuízo que Roma sofreria, caso isto se concretizasse, uma vez que os plebeus dominavam o comércio, o artesanato e parte da agricultura, além de constituírem a maioria dos soldados do exército.

A economia e a segurança da cidade estavam ameaçadas. Diante dessa situação, os plebeus conquistaram alguns direitos políticos: foram criados os "Tribunos da Plebe", responsáveis pela defesa dos plebeus contra as arbitrariedades dos magistrados patrícios. Os novos tribunos eram invioláveis e tinham o direito de veto às leis prejudiciais aos plebeus.

No entanto, na prática, o poder dos tribunos da plebe ficava limitado, pois eles eram eleitos pela Assembléia Centuriata, onde os Patrícios predominavam. Por isso, uma conquista mais importante dos plebeus foi a constituição da Assembléia da Plebe, em 471 a C., que passava a eleger os tribunos representantes de sua classe. Algum tempo depois, os plebeus obtiveram nova vitória: "as primeiras leis escritas de Roma", a chamada "Lei das Doze Tábuas".

Todas essas conquistas diminuíram as desigualdades nos aspectos jurídicos, político e econômico. Os patrícios continuaram a exercer grande poder, principalmente por intermédio do Senado. No entanto, a nobreza romana deixou de ser apenas patrícia, pois passou a incorporar plebeus enriquecidos.

As melhorias na condição social e política da plebe deram ao Estado romano uma estabilidade que lhe permitiu enfrentar as guerras resultantes de sua expansão.

A expansão de Roma: Os primeiros séculos do período republicano caracterizaram-se pela expansão e crescente militarização de Roma. À medida que aumentavam seus territórios, os romanos começaram a entrar em choque com seus vizinhos que também se expandiam. Nesses choques, os romanos saíram quase sempre vitoriosos, e primeiramente estenderam seu domínio sobre toda a Itália.
As Guerras Púnicas: Depois da conquista da Itália, o imperialismo começou a projetar-se no Mediterrâneo Ocidental. A expansão por essa área correspondia aos interesses de várias camadas sociais, que pretendiam ampliar suas atividades comerciais. No entanto, essas pretensões expansionistas chocavam-se com o imperialismo cartaginês. Cartago possuía um desenvolvimento como o de Roma, considerada como uma potência no século V a C.. Com todos os conflitos terminados, Roma saiu vitoriosa e Cartago foi obrigado a aceitar as condições de paz impostas. Sua população foi aniquilada; seu território declarado maldito.

A conquista de um vasto império alterou profundamente a sociedade romana: mudanças econômicas, sociais, políticas e culturais, tiveram como conseqüência mais importante a transformação da República em Império.



Primeiro Triunvirato: Durante o período de 78 a 73 a C., várias revoltas dentro do Senado despertavam a preocupação de três militares - Pompeu, Crasso e Julio Cesar. Eles se uniram e formaram o Primeiro Triunvirato - que foi uma aliança para administrar melhor o território.

Devido à extrema situação de miséria a que o povo estava submetido, ocorreram vários distúrbios sociais. Após vários conflitos entre os primeiros triúnviros, Júlio Cesar consegue chegar ao poder de Cônsul e Ditador. No entanto, suas atitudes assustam uma parte da nobreza que compunha o Senado. Por este motivo, Júlio Cesar foi assassinado.



Segundo Triunvirato: Roma mergulhou em novo caos. O Senado estava incapaz de governar. A população estava inquieta com a morte de seu líder. Diante dessas atitudes e conflitos sociais, Marco Antonio, Lépido e Otávio formaram o Segundo Triunvirato.

Otávio aos poucos afastou Lépido do poder e tornou-se o Senhor de Roma. Foi grande governador, merecedor de júbilos por solucionar graves problemas e decretar por algum tempo a paz romana.

Verificou-se grande progresso econômico, social sem afetar qualquer classe social.

Com as grandes conquistas verificou-se um grande número de escravos - prisioneiros de guerra - que chegavam até as cidades tomando o lugar de escravos antigos. Isto fez com que houvesse desemprego em maioria. Com o término das conquistas, cessou o fornecimento de escravos, tornando a mão-de-obra interna extremamente cara. Para substituir os escravos, foi introduzido o sistema de Colonato. A vida urbana ficou cada vez menor e mais pessoas no campo. O exército, por falta de investimentos também decaiu. Pode-se dizer que as principais causas da decadência do império foram:

-- extensão do território;

- crises políticas e econômicas;

-- decadência de costumes;

-- lutas entre as várias camadas sociais;

-- as migrações bárbaras.

Uma das mais importantes transformações internas foi o crescimento do Cristianismo, que passou a ser a religião dominante do Império Romano.

Na verdade, a decadência do Império teria suas origens, no domínio imperialista exercido por Roma, na tentativa de obter mais territórios e mais poder, dominando toda a região . Alguns historiadores defendem a hipótese de que alguns governantes romanos tinham por objetivo a "conquista de todo mundo".

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Bibliografia: CAMPOS, Raimundo. História Antiga. São Paulo, Moderna, 1995.

BURNS, Edward. História das Civilizações. São Paulo, Globo, 1994.



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