Cogerh uma verdadeira lenda



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COGERH UMA VERDADEIRA LENDA
AUTOR: Berthyer Peixoto Lima
Nascia em 1993 a COGERH

Uma companhia de recursos hídricos diferente

Luis Carlos Pontes foi seu primeiro presidente

Zequinha seu motorista seu chofer

E para fortalecer esse pequeno elo

Teve a participação do Pedro Castelo.


COGERH do argentino Molinas

Diretor de poucos hermanos,

Mas de farta gordura e de cintura nada fina

Que se afundou numa poltrona por alguns anos.


COGERH do lendário Viana

Que na FUNCEME previa água de chuva

Aqui gerenciava nossa água bruta

Para no final trabalhar na ANA.


COGERH que se emocionou com o Zaranza

O nosso grande Poseidon do Ceará

Que afastava todos os males feito carranca

Para que as águas todos pudessem aproveitar.


COGERH da gestão participativa

Do João Lúcio, Clara, Hugo e Bira

Que permeava a sociedade como única prerrogativa

Tremulando a bandeira da integração que descentraliza.


COGERH de um tempo justo

De diretores como o Joaquim e o Rogério Menescal

E das viagens insólitas do Célio Augusto

Contribuindo para a construção dessa história colossal.


COGERH do caso da formiga atômica

Que destruiu o canal Ererê deixando a imprensa atônita

Quando explicado pelo técnico Osny

Em seu relato que fez toda a opinião pública rir.


COGERH da passagem do cometa Yarley

Que viveu o sonho dessa nova gestão

Visitando cada gerência numa eufórica procissão

Uma experiência que até hoje em seu coração arde.


COGERH de ousadas mudanças

Hasteadas pela Izelda Rocha

Que trouxe outros ritmos e outras danças

Reacendendo novos rumos numa incandescente tocha.

COGERH que inevitavelmente foi um dia

Adestrada por marcha de um comando

De um coronel que através do apito regia

Estratégia de quartel como único plano.


Um coronel que de hidráulica tudo erra

Confundia um sangradouro escavado em rocha

Com uma enorme erosão à mostra

A válvula dispersora aberta

Com vazamento na barragem de terra.
Acompanhado de seu cadete invocado

Um engenheiro civil e advogado

Que tinha maior medo de levar choque

Em tomada d'água de água em estoque.


COGERH de um não tão distante passado

Da Aleuda, César, Djalma e Ronaldão

Do Alexandre com seu eterno jargão

Repetindo “parabéns, parabéns” pelo check-list aplicado.


COGERH onde o prefeito de Quixeramobim

Confundiu o técnico com o motorista de camisa de cetim

O técnico era Gianni um regueiro mal arrumado

Enquanto que Péricles era o motorista de pano passado.


COGERH das grandes histórias sem fim

Das memoráveis lembranças do amigo Yuri

E do seu fiel escudeiro Bortolin

Que não admite que nenhuma adutora se fure.


COGERH elegantemente feminina

Da Rosana Garjule, Luciana, Iná e Regina

Verdadeiras amazonas desse reino de águas cíclicas

Hoje abrilhantada pela Fernanda, Eveline, Silvana e Tereza Cecília.


COGERH estridente e de falas em ciranda

De notas agudas da Márcia Sampaio

E dos discursos intermináveis do Paulo Miranda

Num estranho equilíbrio desse grande balaio.


COGERH de diferentes brilhos

Do Mapurunga que não anda em trilhos

Ou do confiável e pacato Eduardo César

Que não arrisca sair da trilha que não cessa.


COGERH de imensa e incurável saudade

De funcionários obstinados e de atitude fiel

Que deixaram um legado de amor e amizade

Eternizados na memória como o Alencar e o Seu Daniel.

COGERH que no seu matinal silêncio

Mostra o trabalho da dona Antônia, Gláucia e Stênio

Em vassouradas firmes do Wellington, Nilsin, Nildo e Ronaldinho

E na rotina mictória do Adauto e no dialeto indecifrável do Vaginho.


COGERH dos campos e dos sertões

De aventuras duras vencidas por campeões

Que no seu anonimato de pulo e salto

Mostra os guerreiros Rocha, Antônio e João Paulo.


COGERH de infinitas e eternas labutas

E de instigantes e gregas lutas

Golpeadas por pequenos deuses e humildes reis

Como o aprendizado fantástico do Walt Disney.


COGERH da certeza e da precisão

De ações diárias de coleta e medição

Feitas pelo Flávio, Francimeyre e Marciana

Um, torcedor do fortaleza, outra, amante de gatos e a última, uma musa jaguaribana.


COGERH fabulosamente agigantada pela GEMET

Que não se furta em enfrentar duros desafios todo ano

Pelos incansáveis Fernando, Vicente, Seixas, Alex e Adriano

Patrícia, Ana, Gesteira, Sandra, Deilton, Krishna e Gorette.


COGERH de muitas e engraçadas resenhas

Vividas e recitadas pela Márcia e pelo Treze

São histórias abertas e sem quaisquer senhas

Contadas nesse poema de grande interesse.


COGERH do sisudo Raimundo

Que se zanga com diárias do terceirizado

COGERH da Izeuda Fiuza do início do mundo

Cuja história começou com seu Roque ao seu lado.


COGERH que devagar o caminho vai trilhando

Em promessas catódicas do Arimatéia

E do ritmo pausado do engenheiro Adriano

Que desenha esquemas elétricos em forma de colméia.


COGERH que um dia trouxe a esperança

De um filho pródigo que a casa retorna,

Pois Teixeira mesmo ranzinza e de cara torta

Nos mostrou o avanço em suas poucas andanças.


COGERH do presente de uma outra rota

Comandada atualmente pelo Rennys Frota

Dos diretores Paulo Pinho e do Ricardo Adeodato,

De discurso longamente pragmático feito um mestre gato.


COGERH que hoje tem tantos outros nomes

Que peço perdão por não citá-los,

Pois minha pobre memória não aguenta

Os novatos que somam mais de cinquenta,

Mas sei que seus feitos irão deixá-los

Nessa companhia que venceu a sede e a fome.
E na velocidade do pestanejar dos meus cílios

Me recordo do “lá de nóis” do seresteiro Marcílio

Que pode fazer dupla com o violeiro Virgílio

E sem precisar suar em grandes piques

Fito a calma em lençóis que embalam o amigo Henrique

Que num bocejo lento e despreocupado

Chama para uma conversa sem pressa o Adahil Sena e o Quesado.
COGERH de mulheres arrojadas que nada temem

Assim como a Lucrécia, Débora Rios, Renata ou a Zulene

E isso é um dito que digo e repito de vera

Que não me deixe mentir o jurídico do Ricardo Veras.


Assim como um satélite que orbita em espaço aberto

A COGERH do Denilson desenha mapas de planejamentos

Em imagens georreferenciadas pelo João Sílvio, Bruno e Alves Neto

Profissionais que amam a bela arte do geoprocessamento.


COGERH da excelência em saber os recursos hídricos gerir,

Pois assim encantou a sociedade organizada,

E no sutil auxílio mecânico do Sóstenis e do Almir

As estações de bombeamento garantiram a água transportada.


COGERH embrionariamente interiorana

De muita força e muita gana

Cujos conflitos foram mediados em cientes golpes

COGERH do Júnior, Lauro, Almeida, Telma e Vicente Lopes.


COGERH que se hoje posso sorrir

E que garante o futuro dos cearenses

Muito se deve aos nossos aguerridos AGIR's

E aos funcionários de campo que são artistas circenses.


Eu também não poderia esquecer

De mais um pequeno nome lembrar

E sem querer me vangloriar

A COGERH é sim um pouco Berthyer.


Das águas aportadas sobre o nosso solo

Ou daquelas confinadas em profundas fendas

Todas são cuidadosamente levadas ao colo

Pela nossa COGERH que se tornou uma verdadeira lenda.



Fortaleza, 25 de setembro de 2012.


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