Colégio de reumatologia recomendações para a Grelha de Avaliação Final do Internato Complementar de Reumatologia



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COLÉGIO DE REUMATOLOGIA

Recomendações para a Grelha de Avaliação Final do Internato Complementar de Reumatologia

A Lei portuguesa, através da Portaria nº 183/2006 que define e aprova o Regulamento do Internato Médico (RIM), normaliza as aferições dos Internos de especialidade, consagrando a avaliação contínua mas exigindo uma prova de avaliação final do tipo sumativo, o que se compreende pela falta de mecanismos de controlo de qualidade dos próprios centros de formação, aparecendo pois este exame final como uma prova de medida global da aptidão do Interno. Pelas normas legais, este exame final é constituído por 3 provas, uma curricular, uma teórica e uma outra prática, dando assim uma dimensão alargada do perfil do candidato.

Numa tentativa de uniformizar todas estas avaliações da prova final, alguns Colégios de Especialidade da Ordem dos Médicos, têm vindo a publicar grelhas de aferição que, não sendo obrigatórias no seu uso, constituem recomendações que os juris podem utilizar para que as suas conclusões possam ser o mais justas e efectivas, tanto durante uma prova, como ao longo das diferentes épocas de exame. Estas grelhas servem, por outro lado, como um meio de recolha e registo de dados que são essenciais para fundamentar as classificações atribuídas.

Assim, decidiu a Direcção do Colégio de Reumatologia publicar uma Grelha de Avaliação Final que tem por base o RIM e algumas sugestões de outros Colégios, com as adaptações próprias para a Especialidade.

A utilização destes critérios e instrumentos de registo de avaliação deve ser consumada por cada um dos elementos que constitui o Júri, com as adaptações consideradas necessárias para cada caso.

Grelha de Avaliação Final de Reumatolgoia
I. Prova de Discussão Curricular
Os elementos a valorizar e a cotação a atribuir deverão ser os seguintes:





Parâmetro

Classificação máxima

a)

Descrição e análise da evolução da formação ao longo do Internato

  1. Consultas

    1. Primeira vez

    2. Seguimento

    3. Subespecialidade

    4. Patologias obsvervadas

    5. Regime de acompanhamento

    6. Aferição de qualidade

    7. Utilização de protocolos

  2. Internamentos

    1. de internamentos e de doentes

    2. Patologias

    3. Notas de alta

    4. Regime de acompanhamento

    5. Demora média

    6. Mortes

  3. Hospital de dia

    1. Nº de doentes

    2. Patologias

    3. Regime de acompanhamento

    4. Utilização de protocolos

  4. Técnicas (deverá ser apresentado documento do orientador ou do responsável por esta área a atestar a capacidade de execução autónoma das técnicas)

    1. Diagnósticas

    2. Terapêuticas

Aferições da avaliação contínua ao longo do internato

9 valores

b)

Descrição e análise do contributo do trabalho do candidato para os serviços e seu funcionamento.
1. Cargos desempenhados

2. Actividades

3. Participação em actividades de sub-especialidades

Regular


Esporádica

Sem participação



3 valores

c)

Frequência e/ou classificação de acções de formação (cursos, congressos, jornadas ou outros), cujo programa de formação seja de interesse para a área profissional e se enquadrem na fase de formação em que foram efectuados

A valorização das acções de formação será feita por ordem decrescente:



  1. Acções de formação realizadas por organismos com reconhecida idoneidade, onde se verificou avaliação de conhecimentos.

  2. Acções de formação organizadas por organismos com reconhecida idoneidade, onde se verificou controlo de presenças.

  3. Participações em Jornadas, Congressos ou outros

1,5 valores

d)

Publicação ou apresentação pública de trabalhos.

A valorização da publicação ou apresentação pública de trabalhos,para além de privilegiar a qualidade, deverá obedecer aos seguintes critérios. por ordem decrescente:




  1. Publicação numa revista nacional ou estrangeira com revisão por peritos, como primeiro autor

  2. Publicação numa revista nacional ou estrangeira com revisão por peritos, como co-autor.

  3. Participação activa em projectos de investigação de reconhecido mérito no âmbito da Reumatologia.

  4. Comunicação em reunião científica de âmbito nacional ou internacional, como primeiro autor.

  5. Comunicação em reunião científica de âmbito nacional ou internacional. como co-autor.

  6. Outras publicações ou comunicações.




3,5 valores

e)

Trabalhos escritos ou comunicados no âmbito dos serviços e da área profissional.

A valorização dos trabalhos efectuados no âmbito dos Serviços, para além de privilegiar a qualidade e o seu interesse para a melhoria da qualidade assistencial do Serviço, deverá obedecer aos seguintes critérios, por ordem decrescente:




  1. Apresentação de trabalhos de casuística.

  2. Colaboração na elaboração de protocolos de actuação clínica.

  3. Apresentação de casos clínicos.

  4. Trabalhos de revisão teórica.

  5. Participação em clubes de leitura.

1,5 valores

f)

Participação dentro da área de especialização na formação de outros profissionais.

A valorização da participação na formação cientifica de outros profissionais, deverá obedecer aos seguintes critérios, por ordem decrescente:




  1. participação estruturada no ensino pré e/ou pós-graduado na área da Reumatologia. para além da actividade clinica diária.

  2. participação no ensino da enfermagem, na área da reumatologia

  3. Outras actividades




1 valor


g)

Actividades cumpridas no ambito de programas doutorais em investigação clínica (art 27º do RIM)

0,5 valor

Sugere-se que em cada um dos parâmetros enunciados, se inclua a apreciação da discussão respectiva, nomeadamente:



  1. qualidade da argumentação do candidato, tendo em conta a sua capacidade de síntese e de comunicação.

  2. organização e capacidade de estruturação do currículo.


II. Prova Prática

Os elementos a valorizar e a cotação a atribuir deverão ser os seguinte, tendo em conta que, de acordo com a lei, deverá estar presente pelo menos um dos elementos do júri no decorrer desta prova:







Parâmetro

Classificação máxima

a)



Qualidade da relação estabelecida com o doente: empatia, comunicação, obtenção da confiança e linguagem utilizada.

Qualidade da anamnese e observação.

História: capacidade de colher e interpretar correctamente uma história profícua em:


  1. Apresentar os sintomas iniciais de uma doença reumática e a sua evolução no que refere a envolvimento articular, dor, rigidez, fraqueza muscular, perda de função e manifestações fora do aparelho locomotor, tanto sistémicas como de órgão.

  2. Descrever a disfuncionalidade causada pela doença reumática.

  3. Detectar os problemas psicossociais associados.

  4. Pesquisar outros problemas médicos.

Exame objectivo: Capacidade de executar um exame objectivo detalhado e identificar:



  1. O sistema musculoesquelético normal e suas variantes (por exemplo o dos idosos).

  2. Os sinais clínicos associados à inflamação, às lesões estruturais das articulações e estruturas periarticulares (músculos, tendões, ligamentos, bolsas serosas e osso).

  3. As situações dolorosas difusas

  4. O envolvimento sistémico e de órgão associado às doenças reumáticas bem como as suas complicações.




5 valores

b)

Qualidade da história clínica: incluindo clareza da linguagem; capacidade de síntese, formulação dos problemas, hipóteses diagnósticas e discussão.
Diagnóstico diferencial: Capacidade de utilizar os dados coligidos de modo a formular diagnósticos diferenciais e um plano de investigação conducente ao diagnóstico definitivo perante a situação concreta do doente, tendo em consideração os grandes grupos sindromáticos:

Monoartropatias

Oligoartropatias

Poliartropatias

Artropatias raquidianas

Doenças multissistémicas

Mialgias

Fraqueza muscular

Doenças regionais dos membros ou do raquisDor musculoesquelética generalizada ou difusa

Urgências reumatológicas

Outros


4 valores

c)

Capacidade de estabelecer um plano de investigação, de solicitar, justificando, os exames complementares adequados e sua interpretação

3 valores

d)

Relatório final, com diagnóstico mais provável; plano de avaliação incluindo índices de actividade da doença, da afectação da funcionalidade, da dor e da qualidade de vida do doente*; plano terapêutico; prognóstico e plano de seguimento.

*(deve demonstrar conhecimento da existência, do valor, da indicação, da utilidade e das limitações dos diversos índices metrológicos em aplicação nas doenças reumáticas)



5 valores

e)

Argumentação na discussão dos relatórios

3 valores


III. Prova Teórica

A Prova Teórica pode ser oral ou escrita, devendo abranger as diversas áreas da Reumatologia (art. 82º do RIM)

Recomenda-se um teste escrito, com respostas de escolha múltipla de acordo com os conteúdos do Programa de Formação em Reumatologia.

No caso de se optar por um prova oral, os elementos a valorizar e a cotação a atribuir deverão ser os seguintes:




Parâmetro

Classificação máxima

Nível de conhecimentos nas diferentes áreas da Reumatologia

9 valores

Integração de conhecimentos e grau de maturidade clínica

8 valores

Capacidade de síntese e expressão

3 valores



Classificações
As classificações em cada prova devem permitir distinguir cinco grupos de candidatos:


Grupo

Classificações

Não aprovados

Menos de 10 valores

Com qualidade suficiente para o exercício da especialidade

10-13 valores

Com boas qualidades para o exercício da especialidade

14-17 valores

Com muito boas qualidades para o exercício da especialidade

18-19 valores

De nível excepcional

Superior a 19 valores

Lisboa, 23 de Fevereiro de 2008





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