Colégio estadual lourdes alves melo – efm



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V - MARCO CONCEITUAL
5.1 - CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE
Segundo Saviani, o entendimento do modo com funciona a sociedade não pode se limitar as aparências. É necessário compreender as leis que regem o desenvolvimento da sociedade. Que não trata aqui de leis naturais, mas sim leis históricas, ou seja, leis que se constitui historicamente.

DALBEN (2004, p.55) comenta sobre a sociedade:

A atualidade tem apresentado um ritmo acelerado de transformações, com a sociedade vivendo uma dinâmica muito acentuada de alterações, num processo frenético. (...) Mais do que nunca, são exigidas dos sujeitos umas participações intensas e efetivas, transparências em seus posicionamentos e a explicitação dos objetivos das suas decisões.”

A sociedade com a qual sonhamos é diferente desta que estamos vivenciando, e o que nós educadores iremos fazer para provocar na sociedade a mudança que desejamos?

Primeiramente, os educadores precisam clareza e discernimento na condução do trabalho pedagógico a fim de garantir o objetivo comum, transmitido aos nossos alunos valores que precisam ser resgatados, educando para a cidadania. Assim sendo, temos os desafios de superar as relações de dominação que impedem os sujeitos de direitos à conquista da cidadania plena. Neste sentido, devemos lutar por uma sociedade em que se promova a igualdade e a dignidade, que respeite as diferenças oferecendo aos cidadãos oportunidades sócio-culturais e profissionais. Enfim, ajudando-os a reivindicar seus direitos, lutando por uma nova maneira de viver o sistema social.
5 .2- CONCEPÇÃO DE HOMEM
Pensamos na formação de um homem numa visão sócio – histórica, onde este possa transformar–se num sujeito ético, construtor da democracia e da justiça social.

Conforme MARCHIORATO (2004), pretendemos formar um homem síntese de múltiplas relações sociais, capaz de reinventar a autonomia do ser humano.

Ou seja, buscamos a formação de cidadãos para uma sociedade aberta e democrática, capazes de abrir caminhos e democratizar a sociedade para que possam converter as informações que fluem de maneira caótica em muitos espaços sociais, em conhecimentos verdadeiros e saberes ordenados.
5. 3 - CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO
A educação é um fenômeno próprio dos seres humanos, sendo ao mesmo tempo uma exigência do processo de trabalho, trabalho não material, ou seja, a produção de ideias, conceitos, valores, símbolos, atitudes, habilidades, Saviani afirma que “o trabalho educativo é o ato de produzir, direto e intencionalmente em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto de homens. Assim, o objeto da educação diz respeito, de um lado, a identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos para fazerem parte da humanidade; por outro lado, diz respeito a descoberta das formas mais adequadas para atingir esses objetivos. ( 1991, p.21).

A educação é uma prática social, uma atividade específica dos homens situando – os dentro da sociedade - ela não muda o mundo, mas o mundo, pode ser mudado pela sua ação na sociedade e nas suas relações de trabalho.


5.4 - CONCEPÇÃO DE ESCOLA
A escola como instituição social contribui para o desenvolvimento do educando nos seus aspectos sociais, cognitivos e afetivos, integrando – o na sociedade como membro ativo e participante. Na escola deve ocorrer a igualdade de oportunidades existentes na sociedade, respondendo as necessidades de socializar, de transmitir a cultura, de integrar, de capacitar para o exercício pleno da cidadania.

Moreira ( 2004, p18), aborda sobre a escola:



A escola pode voltar–se para a abertura e a dissidência, para a desestabilização e a subversão do status, para o movimento e a mudança. (...) Pode contribuir para a construção de uma cultura compartilhada. Pode constituir-se num espaço de lutas, buscarem relações, diálogos, práticas, confrontos e desafios que anunciem novos tempos.

Nesta perspectiva a escola deve tornar-se um espaço de criação, valorizando a existência de diferentes culturas, despertando assim no aluno o espírito de pesquisa, de busca de ter prazer no aprender no conhecer coisas novas, proporcionando igualdade de oportunidades e compensando as desigualdade sociais existentes na sociedade.


5.5 - CONCEPÇÃO DE CONHECIMENTO
A apropriação do conhecimento é um direito fundamental, é uma exigência da cidadania.

De acordo com MARCHIORATO (2004):



O conhecimento é uma produção histórica social e sua construção esta diretamente vinculada ao processo de ação reflexão, a partir de sua problematização, de análise e de compreensão teórica dos elementos e sua inter – relação.

Portanto, cabe a escola, através dos educadores a transmissão do conhecimento elaborado, tornando - se necessário viabilizar as condições da transmissão e apropriação destes conhecimentos. Nesse sentido, pensamos num conhecimento que promova a reflexão e ação sobre a realidade, possibilitando um processo mais significativo de apropriação e socialização da produção do saber.


5.6 - CONCEPÇÃO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Pode–se definir ensino como sendo o processo reflexão–ação sobre a realidade, possibilitando apropriação, socialização e produção do saber. A aprendizagem é instrumentalização política, fazendo do conhecimento um componente do processo de cidadania unindo o educando a realidade social. Nesse sentido as aprendizagens que os alunos realizam na escola serão significativas na medida em que eles consigam estabelecer relações entre os conteúdos escolares e os conhecimentos previamente construídos, que atendam ás expectativas, intenções e propósitos de aprendizagem do aluno.

Aprender e ensinar são processo inseparáveis, isto acontece porque o ato de ensinar “e o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada individuo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto de homens” (SAVIANI,1995,P.17). Este processo se efetiva quando o indivíduo se apropriam dos elementos culturais necessários a sua formação e a sua humanização.

Nada mais democrático que ensinar com compromisso que haja a aprendizagem por parte de todos os alunos. A forma, o tempo e o entorno pelo qual se aprende, por parte dos sujeitos, são diferentes. Isso deve ser considerado. Não se trata negligenciar o que deve ser ensinado em nome das dificuldades do sujeito, deve se, sim, modificar as formas de mediação para que o aluno aprenda.

É a preocupação da escola com o atendimento á diversidade social, econômica e cultural existentes que lhe garante ser reconhecida como instituição voltada, indistintamente, para a inclusão de todos os indivíduos, o grande desafio dos educadores é estabelecer uma proposta de ensino que reconheça e valorize práticas culturais de tais sujeitos sem perder de vista o conhecimento historicamente produzido, que constitui patrimônio de todos ( SEED/PR, 2005).

Para Vygotsky (1995) a aprendizagem é um processo histórico, fruto de uma relação mediada e possibilita um processo interno, ativo e interpessoal. O conhecimento é, fruto de uma relação mediada entre o sujeito que aprende, o sujeito que ensina e o objeto do conhecimento. Os processo de produção do conhecimento permitem, ao aluno sair do papel de passividade e fazer parte dessa relação, através do desenvolvimento de suas funções psicológicas superiores, entre elas a linguagem.

Conhecer o processo de aprendizagem como propriedade do sujeito implica valorizar o papel determinante da interação com a escola. Situações escolares de ensino e aprendizagem são situações comunicativas na qual os alunos e professores co–participam, ambos com uma influência decisiva para o êxito do processo.

A Aprendizagem é um processo dinâmico, cumulativo e permanente de subjetivação do mundo objetivo produzido culturalmente e historicamente. Ocorre pelo processo de interação e mediação entre os sujeitos, numa construção coletiva de conhecimento.
5.7 - CONCEPÇÃO DE CIDADANIA
A Constituição brasileira de 1988, consagra, desde o seu Titulo I ( intitulado Dos Princípios Fundamentais), uma nova concepção de cidadania, iniciada com o processo de internacionalização dos direitos humanos. Ao contrário do que ocorria no constitucionalismo do Império que apregoava uma cidadania passiva, hoje, em face da Constituição vigente, a cidadania que se busca é a cidadania ativa.

Essa nova concepção de cidadania introduzida pela Carta de 1988 prega que cidadão é aquele que vai além de mero cumpridor de seus deveres e busca participar nas tomadas de decisões da sociedade que participa.


5.8 - CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA
A extensão do uso de recursos tecnológicos na educação, além se construir como prática para atuar no cotidiano, contribui para inclusão digital levando os agentes do currículo a se apropriarem criticamente dessas tecnologias, de modo que descubram as possibilidades que elas oferecem no incremento das práticas educacionais.

As tecnologias não devem ser tratadas como sujeitos das práticas pedagógicas, como se pudessem estabelecer a mediação entre o aluno e o conhecimento, mas sim, considerando como impulsionadora dessas práticas.


5.9 - CONCEPÇÃO DE LETRAMENTO
Um dos avanços consideráveis atualmente é talvez o uso da denominação letramento, (que muitos teóricos postulam ser sinônimo de alfabetização) em seus diferentes concepções. Segundo Soares (1998), letramento é uma palavra recém chegada ao vocabulário de Educação e das ciências Linguísticas. Consultando o Dicionário Houaiss (2001) que contempla a denominação letramento, são atribuídos três significados ao termo: 1. Representação da linguagem falada por meio de sinais; escrita; 2 alfabetização (processo); 3 (década de 1990) conjuntos de práticas que denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de materiais escritos (Dicionário Houaiss, 2002 p. 1474).

Na concepção acima delineada, entendemos que a referida autora parte dos pressupostos de que existe um elo, uma conexão entre alfabetização e letramento.

Vamos mais adiante ainda: a autora concebe alfabetização (aquisição do código da leitura da escrita pelo sujeito) como pré requisito para o letramento ( apropriação e uso social da leitura e da escrita pelo sujeito). Subjacente a essa concepção de letramento está a idéia de que a escrita pode trazer consequências de ordem social, cultural, política, econômica e linguística, quer para o grupo social em que seja introduzida, quer para o indivíduo que aprende a usá–la (Soares, 1998, p. 17).

Partindo do princípio de afirmar que o sujeito, para ser considerado letrado ou estar em processo inicial de letramento, segundo Soares, precisa ser no mínimo alfabetizado, ou seja, ter adquirido a tecnologia da leitura escrita, equivale afirmar, que pessoas que não adquiriram a tecnologia da leitura e da escrita, portanto são pessoas “analfabetas,” pois não sabem codificar/decodificar letras e palavras, são consideradas iletradas. Essa questão é muito polêmica, uma vez que existem teóricos que afirmam que, em uma sociedade moderna, marcada pelo avanço científico e tecnológico, onde a escrita está presente em todo o contexto social do individuo, é impossível afirmar que existem pessoas iletradas.

Kleimam (1995) e Soares 1998) ao discutirem sobre a questão da origem do letramento, afirmam que o termo começou a ser utilizado no Brasil, por especialistas na áreas de educação e das ciências linguísticas a partir da publicação da obra da professora Mary Kato (No Mundo da Escrita; uma perspectiva psicolinguísticas, Editora Ática, 1986) e significa a capacidade de articular os conhecimentos de alfabetização em práticas reais do uso da linguagem.

5.10 - INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E TRANSTORNOS FUNCIONAIS
Analisando alguns eixos da política educacional indicado, com base em experiência vivenciada, como essência para a universalização do ensino fundamental, sempre destacando suas implicações para o atendimento escolar de alunos com Deficiência Intelectual e Transtornos funcionais.

Pautando-se na garantia do acesso e sua permanência, como resultado da qualidade de ensino oferecido.

Uma nova concepção vai–se consolidando em torno do conceito de escola inclusiva. Seu significado vai além da educação especial e aponta para a transformação da educação no sentido de construir escola de qualidade para todos, aberta a diversidade dos alunos, como: cultural, social e pessoal.

Considerando a Instrução nº 016/2011 –SEED/SUED: O trabalho pedagógico a ser desenvolvido na Sala de Recursos Multifuncional –Tipo I, NA Educação Básica deverá partir dos interesses, necessidades e dificuldades de aprendizagem específicos de cada aluno, oferecendo subsídios pedagógicos, contribuindo para a aprendizagem dos conteúdos na classe comum e utilizando –se ainda, de metodologias estratégias diferenciadas, objetivando o desenvolvimento da autonomia, independência e valorização do aluno.


5.11 - ESTÁGIO NÃO OBRIGATÓRIO
Segundo a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, art.1º, “ Estágio é o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, modalidade profissional de jovens e adultos. O estágio poderá ser obrigatório ou não – obrigatório, conforme determinação das diretrizes curriculares da etapa, modalidade e área de ensino e da proposta pedagógica do curso. O estágio obrigatório tem definida carga horária e requisito para a aprovação e obtenção de diploma. O estágio não – obrigatório é atividade opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória. Os conhecimentos escolares buscam uma educação que possibilite a compreensão dos princípios científicos – tecnológicos e históricos da produção moderna, de modo a orientar os estagiários a desenvolverem as ações no ambiente de trabalho relacionado aos conhecimentos universais necessários para compreendê–los a partir das relações de trabalho. Formar para o mundo do trabalho, portanto, requer o acesso aos conhecimentos produzidos historicamente pelo conjunto da humanidade, a fim de possibilitar ao futuro trabalhador se apropriar das etapas do processo de forma conceitual e operacional. Isto implica em ir para além de uma formação técnica que secundariza o conhecimento, necessário para se compreender o processo de produção em sua totalidade.
5.12 - CONCEPÇÃO DE GESTÃO
A escola trabalha com a transformação do ser humano, ao fazê–lo seguramente direciona as suas ações.

Ao desenvolver suas tarefas pedagógicas e administrativas de forma aberta, não autoritária, e incentivando a curiosidade e a participação crítica do aluno, ajudando a transformar o cidadão.

Com esse processo é necessária a construção coletiva de determinados princípios que assegurem a escola, a existência de uma gestão democrática e dialógica. Para que ocorra uma maior integração da escola por meio da participação da sociedade, no processo de ensino e aprendizagem, deve–se promover constante diálogo e cooperação com a comunidade do entorno escolar.

Por meio da participação de todos e pelos instrumentos previstos em Lei, Projeto Político Pedagógico, o Regimento Escolar, órgãos colegiadas, a APMF, Grêmio Estudantil e o Conselho Escolar, efetiva–se a gestão democrática, capaz e criar as práticas no interior da escola, ajudando a transformar o cidadão.

A escola abrange, em última instância, a dinâmica de mudanças sociais, das interações pessoais e profissionais , desenvolvendo seus objetivos mediante a participação conjunta de seus profissionais e alunos, de modo integrado. A melhor maneira de realizar a gestão de uma organização é a de convergir o esforço coordenado de todos para a realização de uma tarefa mediante a formação de equipe atuante, levando em consideração o seu ambiente cultural.

Com base nestes pressupostos, pode–se entender que os professores, equipe pedagógica, funcionários, alunos, pais e comunidade não só fazem parte de um mesmo ambiente cultural, como também o constroem pelo seu modo de agir e através de sua interação.

Diante disso, a gestão na escola ganha uma dimensão e uma importância que desafiam os profissionais envolvidos, pois não deve secundarizar seu papel precípuo: o compromisso com emancipação humana por meio da apropriação dos conhecimentos produzidos historicamente.

A escola existe para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitem o acesso ao saber elaborado, bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber. (SAVIANI, 1985). O caminho a ser percorrido por uma gestão educacional democrática será construída e reconstruída no interior do sistema de ensino, à medida que se avançar na compreensão de que a participação favorece a experiência coletiva ao efetivar a socialização de decisões e a divisão de responsabilidades. Ela afasta o perigo das soluções centralizadas e dogmáticas desprovidas de compromisso com os reais interesses da comunidade escolar, efetivando -se como processo de gestão. A participação constitui-se, em elemento básico de integração social democrática. (PRAIS, 1996, P.84).

A Gestão Democrática na escola se constitui em processo coletivo de decisões e ações, e consequentemente, possibilita recuperar o papel do gestor na liderança do processo educativo.

Com a Gestão Democrática, parte-se do princípio que, primeiro o diretor não estará sozinho nem para decidir e nem para agir. Cada sujeito do processo educativo, têm suas funções específicas, porém, o planejamento e implementação das ações parte do coletivo.

Portanto, para que a gestão democrática seja legitimada é necessária a participação efetiva de toda a comunidade escolar.
5.13 - CONCEPÇÃO DE CULTURA
A palavra cultura implica o conjunto de práticas por meios das quais os significados são produzidos e compartilhados em um grupo.

A cultura é resultado de toda a produção humana e segundo Saviani, ‘’ para sobreviver o homem necessita extrair da natureza, ativa e intencionalmente, meios de sua subsistência. Ao fazer isso ele inicia o processo de transformação da natureza, criando um mundo da cultura’’ ( 1992,p. 19). Podemos considerar que de um ponto de vista antropológica, “cultura é tudo o que elabora, e elaborou o ser humano, desde a mais sublime música ou obra literária até as formas de destruir–se a si mesmo e as técnicas de torturas, a arte, a ciência, a linguagem, os costumes, os hábitos de vida, os sistema morais, as instituições sociais, as crenças, as religiões, as formas de trabalho”’ (Sacristan, 2001, p. 105).

Todo conhecimento, na medida em que se constitui num sistema de significação, é cultural. Toda a organização curricular, por sua natureza e especificidade precisa completar várias dimensões da ação humana, entre elas a concepção de cultura. Na escola, em sua prática há a necessidade da consciência de tais diversidades culturais, especialmente da sua função de trabalhar as culturas populares de forma a levá-los a produção de uma cultura erudita, como afirma Saviani: “a mediação da escola, instituição especializada para operar a passagem do saber espontâneo ao saber sistematizado, da cultura popular a cultura erudita, assume um papel político fundamental”. (Saviani, apud, Frigotto, 1994 p. 189).

Respeitando a diversidade cultural e valorizando a cultura popular e erudita cabe a escola aproveitar essa diversidade, existente, para fazer dela um espaço motivador, aberto e democrático.


5.14 - CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO
Compreendemos a avaliação como um dos aspectos do ensino, pelo qual o professor estuda e interpreta dados da aprendizagem do aluno, diagnosticando se houve apropriação do conhecimento, como também analisando sua própria prática pedagógica.

De acordo com LUCKESI (2003):

A avaliação é um processo dinâmico, podendo ser instrumento que auxilia o professor na seleção e intervenção pedagógica e permite ao aluno uma tomada de consciência de suas conquistas, dificuldades e possibilidades.”

Partindo do pressuposto que a avaliação da aprendizagem é um instigante e promissor objeto de pesquisa para o desenvolvimento profissional do professor, ele ao mesmo tempo reflete sobre o significado dos erros e acertos dos alunos, preocupando-se em compreender os diferentes processos que os alunos utilizam ao apropriar-se dos conhecimentos e ao inquietar-se frente ao resultado obtido. É importante refletir sobre a relação entre suas propostas didáticas e a real aprendizagem do aluno, superando assim a dificuldade encontrada.

Ainda conforme LUCKESI (2003):

A escola deve superar a prática avaliativa construída por questões disciplinares de controle dos alunos, de castigo de condutas sociais e de autoritarismo, com visão punitiva que reforça o erro e não o conhecimento trabalhado.”

A LDB nº 9.394/96, no capítulo II, artigo 24, inciso 5, aborda sobre avaliação. A Lei define claramente que a avaliação não pode ser aceita como um simples instrumento classificatório, ela aponta a recuperação dos estudos e também os avanços em cursos e séries, enfim, ela deve comprometer-se com o bom êxito do aluno, seu conhecimento informal e seu desenvolvimento cognitivo.

Nessa perspectiva, os profissionais de nosso estabelecimento adotam a avaliação diagnóstica, formativa, contínua e cumulativa, cumprindo assim sua função de instrumento auxiliador no processo ensino-aprendizagem.

A avaliação não se reduz ao instrumento de avaliativo, esses instrumentos são meios e recursos utilizados para se alcançar determinado fim, de acordo com os encaminhamentos metodológicos e em função dos conteúdos e critérios estabelecidos.

Os instrumentos de avaliação devem ser previamente estabelecidos e descritos na Proposta Pedagógica Curricular e no Plano de Trabalho Docente.

Os critérios de avaliação devem estar em consonância com as Diretrizes Curriculares Estado Paraná, Projeto Político Pedagógico, Plano de Trabalho Docente.

Ao elaborar o Plano de Trabalho Docente, deve considerar avaliação como parte inerente ao processo de ensino aprendizagem. E a mesma deve ser realizada em função dos conteúdos e ser coerente com os pressupostos e metodologias da disciplina.


5.15 - RECUPERAÇÃO DE ESTUDOS
A Recuperação de Estudos consiste na retomada de conteúdos durante o processo de ensino aprendizagem, permitindo que todos os alunos tenham oportunidades de apropriar – se do conhecimento historicamente acumulado, por meio de metodologia diversificada. A recuperação de estudos, concomitante ao processo letivo, tem por lógica pedagógica recuperar os conteúdos não apropriados, utilizando diferentes instrumentos de avaliação e de metodologia, que serão vias para apropriar – se dos conteúdos que não foram aprendidos e que deverão ser retomados no processo de recuperação de estudos. De acordo com Vasconcelos (2003).
5.16 - CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO
Quando falamos em currículo logo pensamos em plano e proposta pedagógica ou organização de conjunto de atividade distribuída no espaço e tempo escolares, mas na verdade currículo têm um sentido e significado mais amplo, ele está diretamente relacionado a experiência coletiva e cultural de cada comunidade.

Sua organização deve refletir as práticas sócio–culturais, colocando as a serviços de uma educação formadora, que pense na construção de uma proposta curricular voltada para a interação entre as diversas culturas, os diversos saberes, pois são eles que promovem sua ressignificação. Assim sendo, a matriz curricular do Colégio é composta de 75% da Base Nacional Comum e 25% da Parte Diversificada.

Segundo, CORDIOLI (2004):

Os conteúdos ao expressar experiência social acumulada, devem contemplar as experiências das diversidades de ambientes culturais dos alunos para orientar as atividades pedagógicas em sala de aula.”

Desta forma, um currículo constitui - se de saberem populares e acadêmicos bem como na transmissão de bens culturais científicos ou não, abordando assim temas de interesses ou necessidades dos alunos e da comunidade.

Para CORDIOLLI, ( 2004)

Os temas e objetos de estudos a partir do ambiente cultural podem estar ancorados a partir de eixos como: a investigação da contextualização da instituição escolar, a sistematização das histórias de vida dos alunos, a identificação dos elementos dos ambiente culturais e levantamento de expectativas de estudo. .....”

Nesse sentido, o currículo define-se pela organização de conhecimentos e valores sendo ensinados, formado e vivenciado.



5.17 - DESAFIOS EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEOS

É necessário pontuar alguns dos desafios educacionais contemporâneos inseridos na escola e nas políticas educacionais, hoje são marcos legais, que têm seus princípios e história determinadas pela cobrança da sociedade civil e organizada e, mais pontualmente, dos movimentos sociais – entre outros. Sendo assim, tais leis e lutas históricas e coletivas da humanidade não serão negadas pela escola, mas são integrados ao currículo quando faz parte da totalidade de um conteúdo nele presente, fazendo parte do recorte do conteúdo e como necessidade para explicação de fatos sociais, seja por questões da violência, das relações – étnicas – raciais, da educação ambiental, do uso indevido de drogas etc.


5.18- EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Na escola, as diferenças individuais estão sempre presentes e a atenção á diversidade nos leva a refletir sobre a educação inclusiva, isto é, uma educação de qualidade para todos, eliminando rótulos e preconceitos, mas não esquecendo que os portadores de deficiências intelectuais precisam de atendimento educacional diferenciado, ministrados por professores especializados, para que possam desenvolver suas potencialidades.

As escolas devem estar preparadas na suas estruturas físicas, adotando medidas especiais com equipamentos, instalações, materiais e principalmente contar com o pronto atendimento da mantenedora.


5.19 – DIVERSIDADE
A Seed, desde 2007, instituiu o Departamento da Diversidade que discute e define as políticas para o atendimento a todos os sujeitos que historicamente encontram – se excluídos do processo de escolarização e/ou da pauta das políticas educacionais.

Segundo dados do IDEB/2009, observam – se a elevação no índice de matrículas nas escolas públicas do Paraná. Nessa perspectiva assumimos o compromisso político e social de garantir o todo o direito ao acesso á escolarização e ao saber sistematizado historicamente.

O trabalho com a diversidade na escola, prioriza o estudo e o envolvimento de Equipe Escolar: Direção, Equipe Pedagógica, Professores, e Funcionários, visando cumprir a sua função social, contextualizando os temas mais relevantes com a organização curricular escolar.
5.20 – HISTÓRIA E CULTURA AFRO – BRASILEIRA E INDÍGENA
É responsabilidade da escola a valorização dos africanos e seus descendentes, fiscalizando para que no seu interior, os alunos negros indígenas deixem de sofrer os continuados atos de racismo de que são vítimas, com compromisso de formar cidadãos atuantes e democráticos, capazes de compreender as relações sociais e étnicas raciais de que participam.

Cabe a este estabelecimento de ensino cumprir as leis nº 10.639/03 e 11.645/08, incluindo no plano de trabalho docente o estudo da história e cultura afro – brasileira e indígena, através do envolvimento da sua equipe multidisciplinar, envolvendo a Direção, Equipe Pedagógica, Professores e Funcionários, para orientar e auxiliar o desenvolvimento das ações relativas à este tema, ao longo do ano letivo.

Vamos citar sucintamente, as informações que consideramos importante de cada uma das populações que aqui viveram antes da chegada dos europeus e das populações indígenas que aqui viviam e continuam a viver até os dias de hoje.

5.21 - HISTÓRIA E CULTURA AFRO – BRASILEIRA E AFRICANA
Pelo Parecer nº 03/2004, da conselheira relatora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, de 10 de março ano, o Conselho Nacional de Educação regulamentou a alteração à Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional pela nº 10.639, de 9 de Janeiro de 2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de Historia e Cultura Afro –Brasileira e Africana na Educação Básica de todo o país. A Lei buscou o cumprimento dos preceitos legais como o artigo 3º e 5º da Co0nstituição Federal que assim determinam:

Art. 3º, v – Promover o bem de todos, sem preceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Art. 5º, I – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo – se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade e à propriedade, (...)

A Convenção Nacional do Negro na Constituinte, realizada em Brasília nos dias 26 e 27 de Agosto de 1986, apresentaram aos membros da Assembléia Nacional Constituinte as seguintes reivindicações: “O processo educacional respeitará todos os aspectos da cultura brasileira. É obrigatória a inclusão nos currículos escolares 1ª e 2º graus, do ensino de História do Negro no Brasil.

As atividades relativas ás várias temáticas, como saúde, pois a capoeira pode ser considerada um esporte; educação e cultura, pois e arte, como elementos de dança e de folclore; cidadania, pois manifestação e expressão de um povo em busca da sobrevivência, liberdade e dignidade, tendo como tema principal a educação para a PA, pois tem como objetivo diminuir a agressividade, com erradicação da violência e desenvolvimento de valores humanos.

5.22 - EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Com o desenvolvimento tecnológico e o consumo desordenado tem causado impactos que vem reduzem o potencial do ambiente em produzir riquezas e de manter a vida . Desses impactos podemos citar o aquecimento da atmosfera, o aumento dos níveis dos oceanos, a poluição da água, o desgaste do solo e a extinção de espécies animais, e vegetais.

O futuro do planeta depende da consciência ambiental das futuras gerações, cabe a escola é formar cidadãos capazes de desenvolver qualidade de vida para todos a espécies . Este é o maior desafio, pois tanto o desenvolvimento quanto a preservação ambiental são essenciais para o suprimento das necessidades de todos.



5.23 – SEXUALIDADE
A sexualidade na escola é inerente á vida e a saúde, que se expressa desde cedo no ser humano.

O aluno sofre influência de outras fontes: livros, da família e principalmente da mídia. Essas fontes atuam de maneira decisiva na formação dos jovens e adultos e são trazidas pelos alunos para dentro da escola, cabendo á mesma desenvolver ações crítica, reflexiva e educativa em consonância com os conteúdos da série ou ano em que o aluno esta cursando.


5.24 – DROGAS
Este assunto será abordado de acordo com a necessidade dos alunos, levando-se em consideração a sua idade e série, sendo introduzido em consonância com os conteúdos estabelecidos nas diretrizes curriculares.

5.25 - EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO
A escola tem um papel fundamental neste tema e em parceria com os programas de educação para o trânsito, promover a mudança cultural e comportamental dos indivíduos, conscientizando os todos usuários, o respeito ás leis e a humanidade no trânsito, educando para cidadania e garantindo a segurança no exercícios pleno do direito de ir e vir.
5.26 - TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA ESCOLA
O tema referente ao uso das tecnologias educacionais é relevante e merece ser considerado por todos aqueles que movimentam os currículos independentemente do lugar que esses atores ocupam. Esse não pode e não deve ser desvinculado do pensamento curricular, ao pensamento pedagógico quando ele se detém na consideração das práticas pedagógicas.

A aceleração renovação dos meios tecnológicos nas mais diversas áreas, influencia, consideravelmente a mudanças que ocorrem na sociedade. O acesso ás tecnologias da informação e comunicação amplia as transformações sociais e desencadeia uma serie de mudanças na forma como se constrói o conhecimento. A escola, bem como outros lugares onde se fomenta o currículo, não pode desconsiderar esses movimentos.

Frente a esse cenário de desenvolvimento tecnológico e das mudanças sociais dele oriundas, na educação se tem procurado construir novas concepções pedagógicas elaboradas sobe a influência do uso dos novos recursos tecnológicos, resultando em práticas que promovem o currículo nos seus diversos campos dentro do sistema educacional.

O uso desses recursos tecnológicos na educação não deve se limitar simplesmente ao treinamento de professores para o uso de mais uma tecnologia, tornando meros repetidores de experiências que nada acrescentam de significativo á educação. O fundamental e levar os agentes dos currículos a se apropriarem criticamente dessas tecnologias, de modo que descubram as possibilidades que oferecem no incremento das práticas educacionais, além de ser uma prática libertadora, pois contribui para inclusão digital.


5.27- ORGANIZAÇÃO INTERNA
A organização interna do colégio é formada pelas seguintes equipes:
5.27.1 - FUNÇÃO ESPECÍFICA DE CADA SEGMENTO ESCOLAR
5.27.1.1 - EQUIPE TÉCNICA PEDAGÓGICA
Direção:
Cabe ao diretor do colégio a responsabilidade máxima quando á execução eficaz da política educacional do sistema e desenvolvimento dos objetos educacionais.

O diretor é um coordenador de um processo que envolve relações internas e externas, de todo o sistema educativo no qual a escola está inserida, elaborando e gerindo os planos, programas e projetos envolvendo quatro dimensões básicas, relacionadas e articuladas entre si: administrativa, jurídica, financeira e pedagógica, sempre com a participação dos agentes no âmbito escolar.



Equipe Pedagógica
O papel da Equipe Pedagógica no colégio é o de contribuir para a melhoria do processo ensino – aprendizagem, desenvolvendo ações para criar soluções para situações problemas da escola. Também contribuir com os professores no aprimoramento do seu crescimento de seu desempenho na sala de aula ( conteúdos, métodos, técnicas, formas de organização de classe), desenvolvendo estratégias que ajudam os alunos a terem um melhor desempenho em sua aprendizagem.

Partindo daquilo que a realidade local oferece, através do Projeto Político Pedagógico, a equipe pedagógica assume uma postura de comprometimento com os demais profissionais que atuam na escola através de uma prática reflexiva sobre as necessidades, possibilidades e desafios que pressupõe o cumprimento da função social e política da educação escolar.


Corpo Docente
Os professores desempenham uma função central para a organização das atividades da aprendizagem, além de lecionar matérias. Eles direcionam as atividades por caminhos viáveis e quando os alunos não atingem os objetivos propostos, os professores devem ter a sensibilidade para saber o que os alunos precisam a cada momento, guiando–os na superação de suas dificuldades.

O professor tem que ser sujeito da história pedagógica de sua classe e de suas ações na escola, desenvolvendo um ensino de qualidade baseado na criticidade, que significa ir além problemas, trabalhando com um conhecimento aberto, em diálogo com outros ramos do saber com o mundo, em constante questionamento, atualizado; enfim, ter compromisso com a transformação da realidade social do educando.


5.27.1.2 – EQUIPE ADMINISTRATIVA
Setor que serve de suporte ao funcionamento de todos os setores do estabelecimento de ensino, proporcionando condições para que os mesmos cumpram suas reais funções.
Secretaria
É o setor do colégio responsável por todos os serviços de estruturação escolar e correspondências do estabelecimento.
Agentes Educacionais I
Atribuições:

Zelar pelo ambiente escolar, preservando, valorizando e integrando o ambiente físico escolar; executar atividades de manutenção e limpeza, tais como: varrer encerar, lavar salas, banheiros, corredores, pátios, quadra, e outros espaços utilizados pelos alunos, profissionais docentes e não docentes da educação, conforme a necessidade de cada espaço; lavar, passar e realizar pequenos consertos em roupas e materiais; utilizar aspirador ou similares e aplicar produtos para limpeza e conservação de mobiliário escola; abastecer máquinas e equipamentos, efetuando limpeza periódica para garantir a segurança e funcionamento dos equipamentos existentes na escola; disponibilizar lixeiras em todos os espaços da escola, preferencialmente, garantindo e coleta seletiva de lixo, orientando os usuários – alunos ou outras pessoas que estejam na escola para tal; coletar o lixo diariamente, dando ao mesmo o destino correto; executar serviços internos e externos, conforme demanda apresentadas pela escola; racionalizar o uso de produtos de limpeza, bem como zelar pelos materiais como: vassouras, baldes, panos, espanadores, rodos, etc; comunicar com antecedência á direção da escola sobre a falta de material de limpeza, para que a compra seja providenciada; abrir fechar portas e janelas nos horários estabelecidos para tal, garantindo o bom andamento do estabelecimento de ensino e o cumprimento do horário de aulas ou outras atividades da escola; guardar sob sua responsabilidades chaves da instituição, quando for o caso, ou deixar as chaves nos locais previamente estabelecidos; zelar pela segurança das pessoas e do patrimônio, realizando rondas na dependências da escola, atentando para eventuais anormalidades, bem como identificando avarias nas instalações e solicitando, quando necessário, atendimento policial, do corpo de bombeiros, atendimentos médicos de emergências devendo, obrigatoriamente comunicar as ocorrências á chefia imediata. Controlar o movimento de pessoas nas dependências do estabelecimento de ensino, cooperando com a organização das atividades desenvolvidas nas unidades escolares, encaminharem o público aos diversos setores da escola, conforme necessidade; acompanhar os alunos em atividades extraclasses quando solicitado; preencher relatórios a sua rotina de trabalho; participar de cursos, capacitações, reuniões, seminários ou outros encontros correlatos às suas funções exercidas ou sempre que convocado; agir como educador na construção de hábitos de preservação e manutenção do ambiente físico, meio – ambiente e do patrimônio escolar; efetuar outras tarefas correlatas ás ora descrita; preparar a alimentação escolar sólida e líquida observando os princípios de higiene, valorizando a cultura alimentar local, programando e diversificando a ,merenda escolar; responsabilizar –se pelo acondicionamento e conservação dos insumos recebidos para a preparação da alimentação escolar; verificar a data da validade dos alimentos estocados, utilizando – os em datas próprias, a fim de evitar o desperdícios e a inutilizarão dos mesmos; atuar como educador junto a comunidade escolar, mediando e dialogando sobre as questões de higiene, lixo e poluição, do uso da água como recurso natural esgotável, de forma a contribuir na construção de bons hábitos alimentares e ambientais; organizar espaços para distribuição de alimentação escolar e fazer a distribuição da mesma, incentivando os alunos a evitar o desperdício; acompanhar os educando em atividades extraclasse e extracurriculares quando solicitado; realizar chamamento de emergência de médicos, bombeiros, policiais, quando necessário, comunicando o procedimento á chefia imediata; preencher relatórios relativos a sua rotina de trabalho; comunicar ao(à) diretor(a) , com antecedência, falta de algum componente necessário á preparação da alimentação escolar; para que o mesmo seja adquirido; efetuar outras tarefas correlatas ás ora descrita.

Agentes Educacionais II
Atribuições:

Cabe á secretária da instituição escolar onde trabalha, as atividades administrativa do estabelecimento de ensino,atuando com educadora e gestora dos espaços e ambientes de comunicação e tecnologia; manter em dia a escrituração escolar: boletins estatísticos; redigir e digitar documentos em geral e assinar atas; receber e expedir correspondência, juntamente com a direção da escola; emitir e assinar, históricos e transferências escolares; classificar, protocolar e arquivar documento; prestar atendimento ao público, de forma pronta e cordial; atender ao telefone; prestar orientações e esclarecimento ao público em relação aos procedimentos e atividades desenvolvidas na unidade escolar; lavrar termos de abertura e encerramento de livros de escrituração; manter atualizados dados funcionais de profissional, docentes e não docentes do estabelecimentos de ensino; manter atualizada lista telefônica com os números mais utilizados no contexto da escola. Comunicar à direção fatos relevantes no dia a dia da escola, manter organizado e em local acessível a legislação atinente ao estabelecimento de ensino; executar trabalho de mecanografia e de reprografia; acompanhar os alunos, quando solicitado, em atividades extraclasse ou extracurriculares; participar de reuniões escolares sempre que necessário; participar de eventos de capacitação sempre que solicitado; manter organizado o material de expediente da escola; comunicar antecipadamente á direção sobre a falta de material de expediente para que os procedimentos de aquisição dos mesmos sejam realizados. Executar outras atividades correlatas como: catalogar e registrar livros, fitas, DVD, foto, texto, CD; registrar todos os materiais didáticos existente na biblioteca, no laboratório de ciências e de informática; restaurar e conservar livros e outros materiais de leitura; atender aos alunos e professores. Administrar o acervo e a manutenção do banco de dados; zelar pelo controle e conservação dos documentos e equipamentos da Biblioteca; conservar, conforme a orientação do fabricante materiais existentes nos laboratórios de informática e de ciências; reproduzir materiais didáticos através de cópias reprográficos ou arquivos de imagem e som em vídeos, “slides”, CD E DVD, registrar empréstimo de livros e materiais didáticos, organizar agendas para utilização de espaços de uso comum; zelar pelas boas condições de uso de televisores e outros aparelhos disponíveis nas salas de aulas; zelar pelo bom uso de murais, auxiliando na sua organização, agir como educador, buscando a ampliação do conhecimento do educando, facilitada pelo uso dos recursos disponíveis na escola; quando solicitado; participar das capacitações propostas pela SEED ou por outras de interesse da unidade escolar; decodificar a medir o uso dos recursos pedagógicos e tecnológicos na prática escolar; executar outras atividades correlatas ás ora descritas.




Alunos
Participar com responsabilidade do processo ensino – aprendizagem, permanecendo na escola durante o ano, participando das múltiplas situações de aprendizagem, e entender que o conhecimento é uma produção humana, resultado do trabalho coletivo e construído historicamente ao longo dos tempos pela humanidade.
Pais ou Responsáveis
Pais e ou Responsáveis, entendida como primeiro contexto de socialização, o grupo familiar tem papel importantíssimo de acompanhamento responsável nas atividades da escola e compromisso com a qualidade do processo educativo, contribuindo para que a educação desenvolvida pela escola possa garantir a valorização e a integração do saber da criança, do adolescente e do jovem.
5.27.1.3 - INSTÂNCIAS COLEGIADAS
Atualmente o colégio possui as seguintes instâncias colegiadas:
Pré – Conselho de Classe
É o momento da Equipe Pedagógica com o professor e alunos de forma a colherem dados para serem levados as discussões no momento do Conselho de Classe.
Conselho de Classe
Conselho de classes: é um órgão colegiado presente na organização da escola, em que os professores das diversas disciplinas, juntamente com equipe pedagógica e direção reúnem – se para refletir e avaliar o desempenho pedagógico dos alunos por série e turma. Esta reunião se dá bimestralmente, e sempre que fizer necessário.

O Conselho de Classe apresenta característica básica que diferencia de outros Órgãos Colegiados e que lhe dão a importância de estudos e tomadas de decisões.

É um órgão deliberativo sobre objetivo de ensino a serem alcançados.

Usos das metodologias e estratégias de ensino; critérios para apropriação do desempenho dos alunos, elaboração de fichas para possíveis soluções das dificuldades.

O Conselho de Classe desempenha seu papel de mobilizar a avaliação escolar no intuito de desenvolver um maior conhecimento sobre o educando, a aprendizagem, o ensino, a escola e especialmente congregar esforços no sentido de enriquecer a perspectiva educativa, que visa o sucesso de todos.
Conselho Escolar
É um órgão colegiado, representativo da comunidade escolar, de natureza deliberativa, consultiva, avaliativa e fiscalizadora sobre a organização e a realização do trabalho pedagógico e administrativo da instituição escolar em conformidade com as políticas e diretrizes educacionais.

O Conselho Escolar é caracterizado como o espaço de debate e decisões, possibilitando a delegação de responsabilidade e o envolvimento de diversos participantes, permitindo que estes explicitem seus interesses e suas reivindicações. Uma das principais atribuições é aprovar e acompanhar a efetivação do Projeto Político Pedagógico.



APMF
A Associação de Pais, Mestres e Funcionários – APMF tem como finalidade colaborar no aprimoramento da educação e na integração família, escola e comunidade. Ela exerce a função sustentadora, jurídica das verbas públicas recebidas e aplicadas pela escola, com a participação dos pais no seu cotidiano, em cumplicidade com a administração escolar.
Grêmio Estudantil
É um órgão colegiada da escola e se constitui na representação organizada dos alunos. Como já citada os alunos possuem cadeira garantida no Conselho de Classe e são representados pelo Presidente do Grêmio Estudantil. Disso discorre que os alunos possuem um órgão colegiado que representa perante o conselho escolar, podendo, assim, fazer proposta e discussões, pleiteando direitos que possam estar sendo descumpridos pela escola.

Segundo Jélvez, 1990 no parágrafo da lei nº 7.398, estabelece que os representantes do grêmio estudantil sejam escolhidos pelo voto direto e secreto. O processo de eleição deve ser precedido de discursos, debates, confrontos de ideias e explanação de programas, gerando um saudável hábito de reflexão e participação política visando a um amadurecimento dos estudantes frente a própria problemática . Com isso, o grêmio estudantil deixaria de ser uma instância manipulada pela direção e passaria a auxiliar na ampliação e efetivação da democracia nos processos de gestão e organização da escola. Portando cabe aos professores, diretores, membros da comunidade escolar e alunos a plena efetivação de garantia de direitos. Os alunos agremiados devem atuar de forma criativa na escola, participando das discussões, diagnósticos e levantamentos da realidade do cotidiano escola. Com esta ação, os estudantes estarão sendo preparados para exercerem o papel de cidadãos críticos na atual sociedade capitalista. Tem como função:



  • Representar condignamente o corpo discente, defendendo os interesses individuais e coletivo dos alunos da escola;

  • Incentivar a cultura literária, artística e desportiva de seus membros;

  • Promover a cooperação entre administradores, funcionários, professores e alunos no trabalho escolar buscando seus aprimoramentos;

  • Realizar intercâmbios e colaboração de caráter cultural e educacional com outras instituições de caráter educacional, bem como filiações ás entidades gerais;

  • Lutar pela democracia permanente na escola, através de direitos de participação nos fóruns internos de deliberação da escola.

A organização estudantil é a instância onde se cultiva gradativamente o interesse e participação do aluno, para além da sala de aula. O Grêmio é o reflexo dos alunos, serve de elo com a direção, equipe pedagógica, professores e comunidade da instituição educativa.

Ele possibilita a democratização de decisões e forma o sentimento de responsabilidade.


VI – MARCO OPERACIONAL
6.1 – AS GRANDES LINHAS DE AÇÃO
As linhas de ação do Colégio terão como base os eixos norteadores da Educação. Nessa perspectiva, desenvolverá ações para:

  • Que a relação escola x pais seja intensificada, com a participação mais ativa dos pais, com compromisso e responsabilidade no acompanhamento escolar de seus filhos através de reuniões de pais, visitas mais freqüentes na escola para saber sobre o desenvolvimentos dos filhos, no ensino aprendizagem e de sua freqüência em sala de aula.

  • Buscar os princípios da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola mantendo a liberdade de aprender e ensinar, respeito ao pluralismo de ideais e concepção pedagógicas e a garantia de um padrão de qualidade nos serviços.

  • Contribuir para que nas suas diferentes disciplinas, a educação aconteça de forma que todos se tornem participantes do processo ensino e aprendizagem em igualdade de condição, para o acesso ao conhecimento ocorra de forma que mantenha seu vínculo com a realidade escolar assegurando o desenvolvimento intelectual dos alunos.

  • Partir dos saberes vivenciados pelos alunos e do conhecimento universal historicamente acumulado pela humanidade respeitando diversidade dos sujeitos, trabalhando as diferença de modo a reconhecê–la e valorizá-la

  • Abrir espaço ao diálogo, para que os alunos possam ouvir e ser ouvidos, como forma de conhecer sua trajetória e especificidades culturais que os caracterizam.

  • Garantir condições de acesso e permanência do aluno nas escolas, principalmente dos que apresentam necessidades educativas especiais através da Sala de Recursos Multifuncional - Tipo I.

  • Que a escola busque a parceria de outras instituições e órgãos, como: secretaria da saúde, esportes, cultura e outras, para a implementação de projetos que visem melhorar o ensino oferecido.

  • Divulgar a comunidade escolar a parceria com a Universidade de Maringá – PAS- UEM. Etapa 1, 2 e 3 seguindo os Editais e outros processos de seleção que visam a participação do aluno.

  • Que os membros que compõem os órgãos colegiados: Conselho Escolar, APMF. e Grêmio Estudantil participem ativamente e compareçam nas reuniões sempre que forem convocados a fim de garantir os princípios da gestão democrática.

  • Que os espaços educativos do Colégio: Biblioteca, Laboratório de Informática e Ciências, quadra esportiva sejam bem utilizados pelos professores, dinamizando as aulas e contribuindo para uma aprendizagem significativa.

  • Que as escolas desenvolvam projetos de incentivo a leitura e a pesquisa, como forma de que estes venham se tornarem bons leitores e adquirem uma visão ampla de leitura de mundo.

  • Que as escolas busquem a parceria de outras escolas dos municípios vizinhos, para troca de ideias, informações e experiências didáticas diversificadas.

  • Que a escola junto com a mantenedora ofereça condições e viabilidade para a formação continuada dos profissionais da educação, afim de que estes possam capacitar–se no seu trabalho obtendo um melhor desempenho na sua função.

  • Que a evasão e as reprovas sejam minimizadas, buscando a parceria das famílias, Conselho Tutelar e outros órgãos.

  • Que possa ser estabelecida uma relação de confiança mútua e de participação entre pais e professores, pois aqueles, embora leigos, convivem por mais tempo com as crianças e adolescentes e trazem dados importantes para o desenvolvimento do trabalho escolar.

  • Que a comunidade escolar cultive um espírito de critica e respeito pela dignidade humana, capazes de associar fatores pessoais e sociais ao Projeto Pedagógico e possa assim contribuir para que os alunos se tornem cidadãos.



6.2 - GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA PÚBLICA
A consolidação da gestão democrática está garantida nos princípios de: participação, autonomia e liberdade.

Uma gestão escolar democrática incluí a ampla participação dos representantes de diferentes segmentos da escola nas decisões, ações administrativas e pedagógicas desenvolvidas no interior da escola visando a:



  • Participação - Quando há o envolvimento da comunidade escolar (alunos, pais, professores, funcionários, pedagogo e direção), no acompanhamento, controle e definição das políticas educacionais, bem como a organização do trabalho educativo.

  • Autonomia – Está ligada á concepção emancipadora da educação, assumindo uma atitude de liderança, mobilizando e organizando-se.

  • Liberdade – Independentemente da função que exercem ou lugar que ocupam na estrutura escolar, os profissionais têm oportunidades para expressar e expor suas ideias e opiniões.

Viabilizando tais princípios a autoridade e a responsabilidade são compartilhadas, articuladas nas ações gerais desenvolvidas. Dessa forma, garantimos a participação efetiva de todos os segmentos da escola na construção da concepção, na execução e avaliação da proposta pedagógica do colégio.

Atualmente os órgãos colegiados do colégio são: Conselho Escolar, Conselho de Classe, Grêmio Estudantil e APMF. Todas colaboram no sentido de caminhar na direção da democracia e na construção de sua identidade, discutindo propostas e ações conjuntas por meio de parcerias, contribuindo assim para a melhoria da qualidade da escola.



6.3 - PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
6.3.1 - FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
A formação continuada integra-se na escola através de reunião dos professores em conjunto com os demais funcionários, diretores e apoio pedagógico do colégio.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu Título VI, diz que são considerados profissionais da Educação não só os professores, mas todos aqueles que apóiam o processo de ensino aprendizagem como diretores, os orientadores, os coordenadores educacionais. Portanto, todos terão direito a participar de grupo de estudos, partilhar dúvidas, questões e saberes num processo contínuo de reflexão sobre os problemas e as dificuldades, e propor alternativas para melhor andamento do ambiente escolar.

Para isso é necessário que a equipe gestora e os demais componentes da equipe estimulem os profissionais da educação em geral, como membros da APMF e Conselho Escolar, Grêmio Estudantil a participarem de cursos, seminários, conferências, encontros, trocas de experiências, estudos reflexivos, cedidos pelos órgãos competentes dessa instância colegiadas para bom funcionamento do colégio.

O Artigo 61 da LDB aborda que a formação continuada terá como fundamentos:



I – a associação entre teoria e prática, inclusive mediante a capacitação em serviços.

II – aproveitamento da formação e experiência anteriores em instituições de ensino e outras atividades.

Nesse sentido a formação integra–se na prática cotidiana. Todos terão direitos de participação, partilhando dúvidas, sugestões e saberes num processo contínuo de reflexão, contribuindo para o aprimoramento e melhor andamento do ambiente escolar.

Esta capacitação se dará através de grupo de estudos, seminários, cursos, simpósios, conferências, encontros e oficinas cedidas pela SEED.

Esta formação continuada faz parte de uma política pública que visa garantir a qualidade da aprendizagem de todos os alunos.

O artigo 67 da LDB assegura que o sistema de ensino promoverá a valorização dos profissionais da educação destinando períodos reservados aos estudos, planejamentos e avaliação, incluídos á carga horário de trabalho. Assim sendo a formação continuada também se dará nos momentos de hora atividade com leituras e elaboração de material de apoio didático pedagógico.




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