Colégio visconde de porto seguro



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COLÉGIO VISCONDE DE PORTO SEGURO

Unidade II

O médico-fantasma

Esta história tem sido contada de pai para filho em uma cidade brasileira. Tudo começou numa noite de lua cheia de um sábado de verão.

Dois garotos conversavam sentados na varanda da casa de um deles.

― Você acredita em fantasma? ― perguntou o mais novo.

― Eu não! ― disse o outro.

― Acredita sim! ― insistiu o mais novo.

― Pode apostar que não ― replicou o outro.

― Tudo bem. Aposto minha bola de futebol que você não tem coragem de entrar no cemitério à noite.

― Ah, é? ― disse o garoto que fora desafiado. ― Pois, então, vamos já para o cemitério que eu vou provar minha coragem.

Assim, os dois garotos foram até a rua do cemitério. O portão estava fechado. O silêncio era profundo. Estava tão escuro... Eles começaram a sentir medo.

Para ganhar a aposta, era preciso atravessar a rua e bater a mão no portão do cemitério. O garoto que tinha topado o desafio correu. Parou na frente do portão e começou a fazer caretas para o amigo. Depois se encostou ao portão e tentou bater a mão nele. Foi quando percebeu que ela estava presa.

― Socorro! Alguém me ajude! ― ele gritou, desmaiando em seguida.

Nisso, apareceu um velhinho vindo do fundo do cemitério, abriu o portão e chamou o outro menino.

― Seu amigo prendeu a manga da camisa no portão e desmaiou de medo. Coitadinho, pensou que algum fantasma o estivesse segurando.

O garoto reparou que o velhinho era muito magro, quase transparente.

― Obrigado. Como é que o senhor se chama?

― Eu sou médico daqui. Vou acordar seu amigo.

O velhinho passou a mão na cabeça do menino desmaiado e ele despertou no mesmo instante.

― Vão para casa, meus filhos ― ele disse. ― Já passou da hora de dormir.

No dia seguinte, os meninos foram procurar o velhinho para agradecer-lhe a ajuda. Mas não o encontraram, nem no cemitério, nem em lugar nenhum. E foi assim que ambos perderam o medo de fantasma, quando perceberam que nem todos os seres misteriosos fazem o mal. Pelo contrário, podem até ajudar. Como aquele médico, que nunca mais apareceu.
(História do Folclore brasileiro. Heloisa Prieto. Lá vem história outra vez. Companhia das Letrinhas.)

Vamos entender melhor o texto?




  1. A história “O médico-fantasma” é um texto de medo. Justifique com duas características de história de medo.

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  1. Os dois garotos da história fizeram uma aposta. Qual seria o prêmio e o que um deles teria de fazer?

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  1. Em sua opinião, os meninos da história foram corajosos? Por quê?

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  1. Quando o garoto mais velho disse que não acreditava em fantasma, estava dizendo a verdade? Justifique sua resposta.

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  1. Por que os garotos concluíram que o velhinho do cemitério era um fantasma?

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  1. Você acha que o médico era realmente um fantasma? Justifique sua resposta, retirando do texto um trecho que confirme sua opinião.

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  1. Por que a mão do garoto ficou presa no portão?

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  1. Que será que o menino preso no portão do cemitério pensou quando não conseguiu se soltar?

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  1. Você teria coragem para ir a um cemitério à meia-noite? Por quê?

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FIQUE SABENDO

O conto de assombração faz parte da tradição oral popular, que passa de uma geração para outra.

Nos contos de assombração alguns elementos contribuem para criar um clima de mistério e medo. Por exemplo:


  • Tempo: à noite, geralmente descritos em noite de lua cheia.

  • Personagem: há sempre um fantasma ou um ser misterioso.

  • Cenário: um cemitério ou algum local abandonado, escuro e assombrado.



  1. Copie do texto o trecho que indica que esse conto é da tradição oral.

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11- Agora, numa folha de bloco, você dará continuidade ao texto modificando o final. Releia a história e continue a partir do trecho do último parágrafo “No dia seguinte...”. Eles voltaram para casa? Será que eles conseguiram sair do cemitério naquela noite? O que poderia ter acontecido aos meninos quando voltaram ao cemitério? Seja criativo!







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