Colonialismo interno (uma redefinição)



Baixar 110.7 Kb.
Página6/6
Encontro29.07.2016
Tamanho110.7 Kb.
1   2   3   4   5   6

As categorias da acumulação redefinem-se historicamente. Processos iterativos ampliados consolidam-se com políticas macro das forças dominantes. Estas impulsionam as tendências favoráveis ao sistema. Freiam ou desarticulam as tendências que lhes são desfavoráveis. Ainda que esse proceder esteja longe de acabar com as contradições do sistema, e inclusive em prazos relativamente curtos ou coloque na ordem dos “sistemas em extinção”, durante a etapa atual, cuja duração é difícil calcular, lhe dá uma fortaleza inegável. Ela provém da desarticulação de categorias sociais como “a classe operária”, ou “Estado-nação”, ou “Estado Benfeitor”, ou “Estado Independente” surgido de condições coloniais e que se torna ou resulta ser dependente, ou “Estado Socialista” ou “Nacionalista”, surgido dos movimentos revolucionários e de libertação nacional que se torna ou resulta ser capitalista e neoliberal e que até se inscreve nos países endividados sujeitos às políticas do Banco Mundial (BM), ou Fundo Monetário Internacional (FMI), e à Tesouraria do governo dos Estados Unidos. A força dos centros de poder mundial e dos antigos países imperialistas também provém da estruturação e reestruturação de mediações nos sistemas sociais com refuncionalizações “naturais” e induzidas das classes, camadas e setores médios e de políticas de distribuição que incluem desde “estímulos” especiais ao grande capital e seus associados até políticas de marginalização, exclusão e eliminação das populações mais discriminadas e desfavorecidas, tudo combinado com políticas de prêmios e castigos que nos Estados Benfeitores correspondem a direitos sociais, e nos neoliberais a donativos focalizados e ações humanitárias. A fortaleza dos centros de poder do capitalismo mundial também se baseia na articulação e combinação de suas próprias forças desde os complexos militares-empresariais e científicos, passando por suas redes financeiras, tecnológicas e comerciais, até a organização de complexos empresariais das chamadas companhias transnacionais e multinacionais que controlam a partir de seus próprios bancos passando por seus meios de publicidade até seus mercados de serviços, mercadorias, territórios e “consciências”. Para a maximização do domínio e das utilidades, a articulação dos complexos militares-empresariais e políticos é fundamental. Todos eles trabalham em forma de sistema auto-regulado, adaptativo e complexo que tende a dominar o sistema-mundo sem dominar as imensas contradições que gera. Dentro de suas políticas cabem os distintos tipos de colonialismo organizado que se combinam, complementam e articulam em projetos associados para a maximização de utilidades e do poder das empresas e dos estados que as apóiam.

Nessas condições, fenômenos como o colonialismo operam em suas formas internacionais clássicas; nas intra-nacionais que aparecem com o surgimento dos Estados Nação que fizeram objeto de conquista povos vizinhos –como Inglaterra fez com Irlanda, ou como Espanha fez com o País Basco– o que vindo de uma história colonial depois das guerras de independência mantém com as antigas populações nativas as mesmas ou parecidas relações de exploração dos antigos colonizadores. E a elas acrescentam-se as empresas transnacionais e as regiões transnacionais controladas pela nova organização expansiva do complexo militar-empresarial dos Estados Unidos e associados internos e externos. A estreita articulação dessas forças é percebida cada vez mais pelas etnias, nacionalidades ou povos que enfrentam as oligarquias e burguesias locais, nacionais, internacionais e as empresas transnacionais.

Os movimentos alternativos, sistêmicos e anti-sistêmicos, não podem ignorar as grandes mudanças que ocorreram nas categorias sociais do sistema de acumulação e dominação capitalista, hoje hegemônico em nível mundial. E se o reconhecimento dessas mudanças presta-se à formulações que dão por mortas categorias anteriores como o imperialismo, o Estado-nação, ou a luta de classes o qual é completamente falso, mais bem corresponde às “operações encobertas” das ciências sociais e ao uso de linguagens “politicamente corretas” de que dizem representar uma “esquerda moderna”, sistêmica ou anti-sistêmica, o problema real consiste em ver como se reestruturam as categorias da acumulação e dominação, e em que forma aparecem suas redefinições atuais e conceituais nos novos processos históricos e nos distintos espaços sociais.

Em meio às grandes mudanças ocorridas desde o triunfo global do capitalismo, o colonialismo interno, ou intracolonialismo, e sua relação com o colonialismo internacional, formal e informal, e com o transnacional, é uma categoria complexa que se reestrutura em suas relações com as demais, e que reclama ser considerada em qualquer análise crítica do mundo que se inicie a partir do local ou do global.

Se os fenômenos de colonização externa no início do capitalismo foram a origem do imaginário eurocentrista e antiimperialista que não deu o peso que tinha ao colonialismo no interior dos Estados-nação estruturados como reinos, repúblicas ou impérios, hoje resultaria do todo falso uma análise crítica e alternativa da situação mundial ou nacional que não inclua o colonialismo interno articulado ao internacional e ao transnacional.

À necessidade de reconhecer a enorme importância das lutas dos cidadãos contra o Estado tributário que fazia deles meros “sujeitos”, ou à necessidade de incluir as lutas dos trabalhadores contra os sistemas de exploração e dominação do capital, ou as dos povos colonizados e oprimidos que lutam pela independência soberana do Estado-nação frente ao imperialismo e o colonialismo internacional, acrescenta-se a crescente luta dos povos que dentro de um Estado-nação, enfrentam os três tipos de colonialismo, o internacional, o intranacional e o transnacional.

As novas lutas que livram os povos rebeldes ou em resistência contribuem para esclarecer a complexidade ou interdefinição que alcançaram as categorias do capitalismo e fazem ato de presença em todas elas. Também registram as amargas experiências de mediação, cooptação e corrupção que as distintas revoluções sofreram com a integração dos movimentos revolucionários e reformistas aos sistemas políticos do Estado, fosse este liberal, social-democrata, nacionalista, socialista ou comunista.

As novas forças emergentes, também levam a repensar a democracia, a libertação e o socialismo dando um novo peso à lógica da sociedade civil frente à do Estado, aos valores ético-políticos das comunidades e das organizações autônomas da resistência ou da alternativa, frente a um capitalismo que “colonizou o conjunto da vida cotidiana”.

Nas colocações emergentes põe-se o acento na formulação moral e política do respeito a cada um, à própria dignidade e autonomia da pessoa e também da coletividade a que se pertence a fim de construir um poder alternativo inflexível que baseado nas unidades autônomas e suas redes, redescubra, por suas recordações e experiências, a luta encoberta de classes, hoje convertida em guerra pelos “ricos e os poderosos”, e que os cidadãos, os povos e os trabalhadores descobrem ou redescobrem por experiências próprias conforme as crises se agudizam e os movimentos alternativos se fortalecem.

A presença do novo colonialismo internacional, interno e transnacional, encontrou uma importante confirmação no terreno militar desde que à guerra internacional acrescentou-se a “guerra interna” até converter-se no objetivo central teórico-prático das forças político-militares hegemônica. A “guerra interna” foi considerada desde os anos sessenta pelos complexos militares-empresariais das grandes potências como a forma principal da guerra mundial. A mudança implicou uma importante inovação nas artes e nas tecnociências militares ao articular os exércitos de ocupação nacionais, com os multinacionais e transnacionais. A mudança deu-se nas guerras abertas e encobertas, e nas forças convencionais e não convencionais, militares e paramilitares. Em todos os tipos de guerras e de guerreiros, de soldados e de agentes se articulou o nacional, o internacional o multinacional e o transnacional os povos oprimidos por um colonialismo descobriram todos os colonialismos. Sua dura vivência foi parte de sua imensa capacidade teórica, de um sentido e uma prática muito distante da “sociedade tradicional”.

A guerra interna apareceu originalmente associada à guerra contra insurgente do chamado Terceiro Mundo; mas de fato ficou incluída na nova teoria da “guerra de variada intensidade” que se livra no mundo interno, com previsões de inclusão da mesma nos países metropolitanos, fato contemplado desde os anos sessenta e que se pôs em andamento a partir do 11 de setembro de 200l. Este tipo de guerra não somente mostrou seu caráter internacional, intranacional e transnacional como guerra contra insurgente, mas também como nova guerra de conquista que combina a ocupação violenta e pacífica dos territórios da periferia com as novas guerras de conquista contra os Estados-nação do ex Terceiro Mundo e suas distintas etnias.

A “guerra interna” como guerra mostra que a maioria dos Estados–nação e suas classes dominantes jogam predominantemente como cúmplices ou associados nas ações contra os povos, sem que por isso deixem de existir enfrentamentos entre os Estados-nação das grandes potências. As etnias vêem a unidade de seus opressores na preparação dos exércitos nacionais que vão às escolas metropolitanas, que recebem o treinamento de seus especialistas para usar as armas que esses países vendem aos ricos e poderosos do próprio país ou província na qual vivem. Descobrem como essa unidade estende-se aos paramilitares nativos que recebem treinamento e armamento de caciques, governos nacionais e estrangeiros, até formar verdadeiros complexos transnacionais, com suas hierarquias e autonomias relativas, convencionais e não convencionais. Com as guerras internas e as de baixa intensidade os povos adquirem uma consciência crescente do caráter internacional de suas lutas, e ainda que vejam a conveniência de se apoiar nos Estados que simpatizam com elas, seus referentes principais acham-se na sociedade civil dos pobres e empobrecidos, dos marginalizados e dos excluídos em seus movimentos e organizações.

Durante a nova etapa da conquista do mundo, cada vez mais aberta e sem freio, em que o complexo-militar dos Estados Unidos, seus associados e subordinados mostram dispor de uma imensa força para destruir, intimidar, disciplinar e comprometer quase todos os governos do mundo, e para dividir e enfrentar os povos, já não somente recebem especial relevo as lutas e guerras entre etnias que desde Kosovo até o Iraque tornaram-se instrumentos do imperialismo, mas também os novos movimentos sociais por um mundo alternativo que aprofundam suas lutas contra o imperialismo, o neoliberalismo, o capitalismo e contra as mais distintas formas de opressão laica ou religiosa, que lhes impeçam de alcançar certos valores universais de democracia, justiça e liberdade.

Esses movimentos de nacionalidades, povos e etnias constituem a avançada do movimento histórico mundial desde o fim do Estado de Bem Estar, Socialista ou Populista, e manifestam em seus chamados e comunicados um nível de consciência sem precedente que não somente obedece à leitura que fizeram das rebeliões do fim do século, nem à reformulação dos legados de experiências anteriores, mas também a uma contradição necessária dos estados social-democratas, populistas ou desenvolvimentistas e do socialismo de Estado. Em muitos dos países periféricos, durante os governos populistas ou socialistas, deu-se uma política educativa que incluiu entre seus beneficiários muitos jovens das nacionalidades e minorias étnicas (Stavenhaguen, l996: 105-114). Ligados a seus povos originais, um bom número de jovens das etnias ou nacionalidades foram capazes de captar o universal concreto em suas variedades, em suas especificidades e em suas novidades históricas. Descobriram o novo mundo sem encobrir o passado. Descobriram o mundo atual e as linhas de um mundo alternativo emergente e por construir. A mudança ocorreu nas regiões periféricas e centrais. Deu-se entre os habitantes urbanos marginalizados, entre os movimentos de jovens, mulheres, homossexuais, desempregados, endividados, excluídos, e em alguns dos velhos movimentos de camponeses e trabalhadores ou de revolucionários e reformistas, mas entre todos esses destacaram-se os movimentos das etnias, dos povos indígenas que captaram a velha e nova dialética do mundo desde as formas de opressão, discriminação e exploração local, até as transnacionais, passando pelas nacionais e internacionais.

A luta pela autonomia dos povos, das nacionalidades ou as etnias não somente uniu a as vítimas do colonialismo interno, internacional e transnacional, mas também se encontrou com os interesses de uma mesma classe dominante, depredadora e exploradora, que opera com seus complexos e articulações empresariais, militares, paramilitares e de civis estes organizados como suas clientelas e agregados em um paternalismo atualizado e um populismo focalizado.

Em suas formas mais avançadas os novos movimentos colocam uma alternativa distinta à estatista revolucionária ou à reformista, e também à anarquista e libertária. Nem lutam para reformar o Estado, nem brigam para tomar o poder do Estado em uma guerra de posições e movimentos, nem pretendem criar aldeias ou regiões isoladas dirigidas por suas comunidades ao estilo daqueles anarquistas do Peru ou da Catalunha que declararam que em seu povoado havia desaparecido o Estado, e mais cedo que tarde o Estado acabou com eles. A proposta dos zapatistas está combinando as antigas formas de resistência das comunidades com sua articulação a maneira de redes muito variadas. As redes não somente incluem distintos povos indígenas que antes se enfrentavam entre si e que agora atuam conjuntamente para resistir e governar, mas também muitas minorias, etnias ou povos das mesmas províncias ou países, e de regiões como mesoamérica ou indoamérica, e até outras maiores e mais longínquas com as quais ao menos entram em comunicação por via eletrônica. As redes também incluem os camponeses que não se identificam por uma cultura ou língua distinta da nacional. Incluem os trabalhadores, os estudantes, os intelectuais, as populações marginais urbanas e outros chamados novos movimentos como os de gênero, os ecologistas, os de devedores e aposentados, e em geral os dos empobrecidos, marginalizados, excluídos, desempregados, e ameaçados de extinção.

A formação de redes e organizações autônomas coloca uma nova alternativa de luta com crescentes capacidades de enfrentar o sistema dominante enquanto articule e reestruture as forças heterogêneas que não somente dão um valor primordial à autonomia necessária, mas também à dignidade, irrenunciável, de pessoas e coletivos. Essas colocações não somente incluem um novo uso dos meios eletrônicos e de massas, mas também comunicações presenciais. Através de uns e outros a leitura e o diálogo coletivos combinam os espaços de reflexão, criação e atuação de pequenos grupos com os atos de massas com discursos dialogais. Ademais, transmitem o projeto em distintas formas de raciocinar, sentir e expressar-se, isto é, em uma mistura de gêneros literários e de artes pedagógicas e retóricas que não permite separar os discursos histórico-políticos dos filosófico-científicos unidos, sem perder muito do que se está vivendo e criando. O conjunto de um fenômeno de diálogo integral, ou de pensar-sentir-fazer, que desde sempre existiu, adquire um relevo especial como se suas articulações fossem em grande medida intuídas e deliberadas. A comunicação interativa e intercultural torna-se possível por um respeito ao diálogo das crenças, das ideologias, e das filosofias ligado à descolonização da vida cotidiana e dos “momentos estelares” da comunidade crescente, esboço de uma humanidade organizada. A busca do universal no particular, da unidade na diversidade recorre e combina as experiências revolucionárias, reformistas e libertadoras ou libertárias anteriores, enquanto enlaça velhas e novas utopias, mais acessíveis a uma prática alternativa e mais disposta a compreender suas próprias contradições e algumas formas de superá-las. Entre os zapatistas, o projeto de redes como projeto de governo que articula autonomias, materializou-se com a transformação recente de zonas de solidariedade em “municípios autônomos em rebeldia”, que não somente se articulam entre si mas também com o exterior, com a nação, e um pouco, por agora, com o mundo (González Casanova, 2003). O centro do projeto radica em construir as autonomias da alternativa a partir das bases, e em articular comunidades e coletividades autônomas decididas a resistir às políticas neoliberais que combinam repressão, cooptação e corrupção para a intimidação e a sujeição.

Os novos movimentos e muitas das populações que são suas bases de apoio sabem que o controle do Estado chega aos partidos políticos e aos meios de comunicação, de alimentação, de saúde, de educação, de intimidação, de persuasão, e implica uma luta pela alternativa que se coloque o problema da moral coletiva como uma das forças mais importantes para a resistência pacífica dos povos, uma resistência armada de valor e inteligência, mais que de fuzis, e disposta a negociar sem sucumbir, construindo forças de tal modo articuladas e autônomas que imponham uma política de transição para um mundo capaz de sobreviver e de viver. Nesse terreno os novos movimentos, se reencontram com o único dos anteriores, o “26 de Julho”, que conseguiu subsistir não somente frente à ofensiva que o capital neoliberal e oligopólico desataram nos últimos vinte anos, mas também frente ao assédio e bloqueio que o governo dos Estados Unidos lhe impôs há meio século.

Isolar categorias como o colonialismo interno de outras como a luta pelas autonomias e a dignidade dos povos e das pessoas é um ato de inconsciência intelectual tão grave como isolar a sobrevivência de Cuba e dos imensos sucessos sociais e culturais de seu povo-governo, da força moral que lhe legou Martí, a quem com razão se chama o autor intelectual da revolução cubana. Os isolamentos de categorias podem ser a melhor forma de não definir as categorias. São a melhor forma de não entender as definições históricas da classe trabalhadora e da luta de classes cuidadosamente encobertas ou mediatizadas pelas estruturas atuais e mentais do capitalismo realmente existente.

Bibliografia

Baschet, Jérome 2002 L’étincelle Zapatiste. Insurrection in-dienne et résistance planetaire (Paris: Noël).

Díaz Polanco, Héctor 1987 Etnia, nación y política (México: Juan Pablos Editor).

Díaz Polanco, Héctor e López y Rivas, Gilberto 1986 Nicaragua: autonomía y revolución (México: Juan Pablos Editor).

Fanon, Frantz 1961 Les damnés de la Terre (Paris: Maspero).

Ferro, Marc e Mandrillon, Marie-Helène 1993 L’Etat de Toutes les Russies. Les états et les Nations de l’ex-URSS (Paris: La Découverte).

Gallissot, René 1981 “L’impérialismo e la questione coloniale et nazionale dei popoli oppressi” em Storia del marxismo (Turim: Einaudi).

González Casanova, Pablo 1963 “Sociedad plural, colonialismo interno y desarrollo” em América Latina. Revista do Centro Latinoamericano de Ciencias Sociales (México) Ano VI, Nº 3, julho-setembro.

González Casanova, Pablo 1965 La democracia en México (México: Ediciones ERA).

González Casanova, Pablo 1987. (1969) Sociología de la explotación (México: Siglo XXI Editores).

González Casanova, Pablo 1994 “Las Causas de la rebelión en Chiapas” em Política y sociedad (Madri) Nº 17, setembro-dezembro.

González Casanova, Pablo 2000 “La formación de conceptos en los pueblos indios” em Velasco, Ambrosio (org.) El concepto de heurística en las ciencias y las humanidades (México: Siglo XXI).

González Casanova, Pablo 2001 “Los zapatistas del siglo XXI” em OSAL (Buenos Aires) Nº IV, junho.

González Casanova, Pablo 2003 “Los caracoles zapatistas. Redes de resistencia y autonomía (Ensayo de interpretación)” em Memoria Revista Mensual de Política y Cultura (México) Nº 177, novembro.

Gramsci, Antonio 1977 Quaderni del carcere (Turim: Einaudi-Edizione Valentino Gerratana).

Hájek, Milos 1980 “La questione nazionale in Europa” em Storia del marxismo (Turim: Einaudi).

Harvey, Neil 2000 La lucha por la tierra y la democracia (México: Era)

Johnstone, Frederick 1970 “White Prosperity and White Supremacy in South Africa Today” em African Affairs, Vol. 69, Nº 275, abril.

Lafont, Robert 1971 La revolución regionalista (Barcelona: Ariel).

Larry, James 2000 “Mercenaries, Private Armies and Security Companies in Contemporary Policy” em International Politics, Vol. 37, Nº 4.

Lefebvre, Henri 1968 Espace et politique (Le droit a la ville suivi II) (Paris: Anthropos).

Lênin, Vladimir Ilich 1985 Obras Completas (Moscou: Editorial Progreso).

“Los pueblos indígenas y la revolución guatemalteca” 1982 (Guatemala) mimeo.

Mariátegui, José Carlos 1928 Siete ensayos de interpretación de la realidad peruana (Lima: Amauta).

Marx, Karl 1963 “Discours sur le libre-échange, em Oeuvres (Paris:La Pléyade).

O’Meara, Dan 1975 “The 1946 African Mine Workers Strike and the Political Economy of South Africa” em Journal of Common Wealth and Comparative Politics, Vol. 13, Nº 2, julho.

SACP (South African Communist Party) 1970 The Road to South African Freedom (Moscou: Nanka Publishing House).

Saladino García, Alberto 1983 Indigenismo y marxismo en América Latina (México: UNAM).

Shram, Stuart e Carrère d'Encausse, Hélène 1965 Le marxisme et l'Asie 1853-1954 (Paris: Armand Colin).

Soja, Edward W. 1995 Postmodern Geographies. The Reassertion of Space in Critical Social Theory (Londres: Verso).

Southhall, Roger J. 1983 “South Africa’s Transkei. The Political Economy of an Independent Batustan” em Monthly Review (Nova Iorque).

Stavenhagen, Rodolfo 1963 “Clases, colonialismo y aculturación. Ensayo sobre un sistema de relaciones interétnicas en Mesoamérica” em América Latina. Revista do Centro Latinoamericano de Investigaciones en Ciencias Sociales (Rio de Janeiro) Ano VI, Nº 4, outubro-dezembro.

Stavenhaguen, Rodolfo 1996 Conflictos étnicos y estado nacional (México: Siglo XXI).

Ustinova, M. 1990 “Causes of the Interethnic Conflicts in the Baltic Regions”, mimeo.

Vorkunova, Olga 1990 “Management of National and Ethnic Conflicts in the Soviet Union”, IPRA Conference, Groningen, Holanda 3-7 julho, mimeo.



Wright Mills, C. 1963 “The Problem of Industrial Development” em Horowitz, Irving L. (eds.) Power, Politics and People (Nova Iorque, Oxford University Press).


Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal