Com a presença do Grupo Coral de Proença-a-Nova Calçada Romana soprou as velas do 13º aniversário



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- Com a presença do Grupo Coral de Proença-a-Nova
Calçada Romana soprou as velas do 13º aniversário
Apesar do dilúvio que se abateu sobre Alqueidão da Serra na tarde do passado dia 22 de Outubro, o Coral Calçada Romana levou a cabo o concerto comemorativo do seu 13º aniversário de actividade.

Conforme o programado, a Capela de Nossa Senhora da Tojeirinha acolheu o Coral Calçada Romana e o simpático Grupo Coral de Proença-a-Nova, que se deslocou até à capital da calçada à portuguesa, para uma hora de boa música, presenciada por um número assinalável de público, sobretudo se atendermos às condições atmosféricas.

A anteceder a actuação dos corais, o Dr. Carlos Vieira, a pedido da organização, efectuou uma pequena alocução sobre a Capela de Nossa Senhora da Tojeirinha, a sua história, as suas lendas e riquezas. Salientou a coragem do povo alqueidoense que, em tempos de muita pobreza, soube dignificar a sua devoção à Virgem através da reconstrução e manutenção daquele templo. Foram quinze minutos extremamente interessantes porque permitiram a quem visitava o Alqueidão, naquela tarde, conhecer um pouco mais da história daquele lugar, e porque contribuíram para sensibilizar todos para a necessidade de preservar e valorizar um património que, pelos menos nos últimos tempos, tem estado algo “escondido” e esquecido.

Abriu o concerto o coral aniversariante. O Calçada Romana interpretou apenas quatro peças, dando a primazia da actuação ao coral convidado. Cantou “Da pacem, Domine” e “Vem cantar, irmão”, de Malkior Franck, “Christus natus est nobis”, de João José Baldi, um antigo cónego da Sé da Guarda, e “Surrexit Christus”, de Pergolesi. Foi uma actuação bem conseguida que o público premiou com bastantes palmas.

Seguiu-se o Grupo Coral de Proença-a-Nova, que conta já, nos seus vinte e nove anos de existência, com várias actuações por toda a Europa, nomeadamente junto das comunidades emigrantes, e no Brasil. O coro oriundo da Beira Baixa interpretou várias peças bastante conhecidas de todos, como “Panis Angelicus”, de César Frank, “Ave Verum Corpus”, de Mozart, o Espiritual Negro “My Lord”, numa versão bastante interessante, e “Aleluia”, de Haendel. Várias destas peças foram acompanhadas ao órgão, o que transmitiu ainda maior grandiosidade à excelente interpretação.

No final registou-se a habitual troca de lembranças, tendo os responsáveis do coro de Proença elogiado o Coral Calçada Romana pela perfeição da sua actuação e por conseguir subsistir, com esta qualidade e durante tanto tempo, numa terra tão pequena como Alqueidão da Serra.


Convívio juntou população à volta do seu coro

Ao concerto seguiu-se um lanche-convívio animado musicalmente pelo Grupo de Cantares de Alvados e aberto a toda a população que, mais uma vez, venceu o mau tempo e compareceu, em número assinalável, no salão da capela de Nossa Senhora da Tojeirinha. Durante o convívio foram servidas algumas das iguarias características de Alqueidão da Serra, como as suas famosas morcelas (confeccionadas pelas senhoras do coral!), as cavacas (obra da Sr.ª Benvinda), os coscorões e as filhós (saídas das mãos da D. Amália, ex-coralista).



Merece destaque o apoio dado a estas iniciativas pela Paróquia de Alqueidão da Serra (em particular pelo Pároco e pelo Conselho Económico Paroquial), pela Junta de Freguesia de Alqueidão da Serra, pela Câmara Municipal de Porto de Mós (cujos vice-presidente e vereadores das obras particulares e da cultura fizeram questão de estar presentes) e pela Sr.ª Lurdes Ascenso, do restaurante local.





































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