Com dramaturgia de Jô Bilac, direção de Fábio Ferreira e performance da atriz Camila Rhodi, a dona do fusca laranja estréia dia 8 de abril no Oi Futuro Flamengo



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Encontro01.08.2016
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Com dramaturgia de Jô Bilac, direção de Fábio Ferreira e performance da atriz Camila Rhodi, A DONA DO FUSCA LARANJA estréia dia 8 de abril no Oi Futuro Flamengo.
A Dona do Fusca Laranja é uma performance-instalação autoficcional que fala de perdas e acontece dentro de um fusca, onde o público é convidado a passear com a personagem central da história, que circula motorizada pelas ruas do Rio de Janeiro. A dramaturgia de Jô Bilac é inspirada em fatos reais, ocorridos com a atriz Camila Rhodi, a partir do roubo do seu fusca e as lembranças de histórias com o carro. A encenação de Fábio Ferreira dialoga com diversas formas de artes, inclusive recursos digitais. Com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro, a peça estréia dia 8 de abril, cumprindo temporada de sexta a domingo, no Oi Futuro Flamengo, até 29 de maio.
A performance acontece em três momentos:
O primeiro momento é muito exclusivo, apenas para os três passageiros do fusca. Ele tem início às 17 horas, quando o fusca dirigido pela atriz Camila Rhodi parte do Oi Futuro Flamengo com apenas três passageiros, para circular pelas ruas da cidade com a Dona do Fusca. Cada dia haverá um roteiro diferente de ruas, histórias e acontecimentos, que se repetem a cada semana. São três diferentes histórias que serão contadas uma a cada dia (sexta, sábado e domingo). O público é assim conduzido a partir dessas histórias, autoficcionais, da atriz com o seu fusca. Dessa forma, ele é capaz de se identificar, rir e se sensibilizar com essas histórias cotidianas. Durante o “passeio”, tudo que acontece e se fala dentro do fusca, e a reação dos caronas, está sendo filmado por duas câmeras, uma na parte da frente e outra atrás do carro.
O segundo momento é para todas as pessoas que circulam pelo Oi Futuro Flamengo. Ele começa logo após os passageiros serem deixados no Oi Futuro, quando a atriz parte novamente dirigindo o fusca e vai para um ponto da cidade onde o fusca tem uma história – onde ela viu o carro pela primeira vez, onde ele foi roubado, etc. Nesse local, estacionado, a atriz fica numa clausura, com as câmeras ligadas, transmitindo em tempo real para o Oi Futuro, ela escreve, escuta os cassetes que costumava ouvir no carro roubado, convida pessoas que estão na rua para conversar, telefona do celular e marca encontro com amigos, fala com as pessoas do Oi Futuro, onde no foyer, entre 19h e 20h, estará acontecendo uma Jam Session comandada pelo músico performático Siri e por Rick Seabra, que tem uma mesa de cortes com imagens do material gravado durante o passeio com os três passageiros e as câmeras em tempo real (da clausura da atriz). Neste período acontece um pequeno show de imagem e som.
E o terceiro momento é para as 50 pessoas que adquiriram os convites. Quando o fusca chega com a atriz no Oi Futuro e tem início a dramatização da performance quando, no foyer do Oi Futuro, serão expostos fragmentos do fusca (pára-choques, retrovisores, paralamas, volante, etc) e a própria Camila Rhodi, que vai se encaixar num box na parede de exposição. Neste momento será narrado várias circunstâncias do fusca a partir das suas peças. Haverá também textos falados e gravados, de textos de e-mails recebidos pela Camila Rhodi, depois do roubo do fusca, que serão lidos pelos próprios autores e exibidos por pequenas três telas localizadas junto a exposição.
A narrativa sobre o roubo do fusca é o mote que Jô Bilac usa para tratar de algo bem mais universal: a perda! Assim, toma o argumento auto-biográfico para se perguntar como cada um de nós pode lidar com isso.
A escolha pela autoficção como narrativa
Com A Dona do Fusca Laranja, a atriz Camila Rhodi dá continuidade a experiência narrativa contemporânea autoficcional iniciada com o espetáculo A Filha da Chacrete, de 2008. Segundo a atriz “a escolha pela autoficção como narrativa cria um paralelo à cultura do narcisismo da sociedade midiática e também reflete esse sujeito que se cria ao longo dos séculos. Através da memória se possibilita o resgate a importância da simplicidade como instrumento de reflexão sobre as diversas possibilidades na vida de cada pessoa.” 
SOBRE OS CRIADORES
Jô Bilac, dramaturgo – Ator, escritor, dramaturgo e diretor de teatro. Formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ e Escola de Teatro Martins Penna, é autor das tragédias urbanas: Cachorro (vencedor do I Mercadão Cultural – RJ nas categorias "Melhor Esquete" e "Melhor Direção"), Limpe todo sangue antes que manche o carpete, Selvagerias no elevador vermelho, Sangue na caixa de areia, Circo dos horrores, Festa na piscina, Os mamutes, Bruxarias Urbanas, Os vaudevilles histéricos, Desesperadas, Bette Davis e a máquina de Coca-Cola e Alguém acaba de morrer lá fora. Fez parceria com Mateus Solano e Miguel Thiré no texto 2 p/ Viagem e com Larissa Câmara no texto Serpente verde sabor Maçã. Em 2010, além de Rebú, com a Cia Teatro Independente e Savana Glacial, direção de Renato Carrera, a primeira superprodução O Matador de Santas, teve direção de Guilherme Leme, com Angela Vieira, Mário Borges, Rafael Sieg e Izabela Bicalho no elenco.
Camila Rhodi, atriz-performer – Atriz e pesquisadora em Artes Cênicas. Bacharel em comunicação, atriz formada pela Escola de Teatro Martins Penna e pós-graduada em Educação Estética pela Unirio, onde desenvolveu sua monografia “Processo de criação da cena a partir da performance autobiográfica”. Produziu e atuou no monólogo autoficcional peça A Filha da Chacrete, de 2008. Trabalhou com os diretores Antônio Guedes, Jô Bilac, Camila Vidal, Paula Sandroni, Elza de Andrade, Fábio Cordeiro, Flávio Souza, Ana Paula Bouzas e Leandro Muniz. Seus últimos trabalhos em TV foram a série Amorais, direção de Fernando Ceylão, no Canal Brasil e o curta BV, direção de Negra Li e Cavi Borges, pela Conspiração Filmes. Está no elenco do espetáculo Todos os cachorros são azuis, direção de Michel Bercovitch, que estréia dia 3 de junho, no Planetário da Gávea.
Ricky Seabra, designer e performer em vídeo – Responsável por cinco espetáculos como artista residente no KC nOna (Bélgica). Apresentou trabalhos como parte da programação do Instituto Telemar; Culturgest Lisboa (Portugal); Instituto Cultural Itaú; Brakke Grond (Amsterdam) e Kaai Theater (Bruxelas). Ministrou workshop junto ao diretor belga Dirk Verstockt no DasArts (Amsterdam). Seus espetáculos “Aviões & Arranha-céus”, “Isadora.Orb” e “Império Love to Love You Baby” participaram dos em festivais: Festival Inacoustumé, Menagerie de Verre (Paris); The National Review of Live Arts (Glasgow); Danza del III Milenio, Teatro Due (Parma, Itália); Rio Cena Contemporanea; FIT de São José do Rio Preto; Festival Cena Contemporânea Brasília; Festival de Dança de Joinville; Festival de Teatro de Recife; Bienal de Dança de Fortaleza; Festival Panorama de Dança e Palco Giratório. Foi contemplado pelos editais: Funarte, Petrobras, Caixa Econômica e Série Novos Talentos, na Holanda.
Siri, artista sonoro – Ao contrário do que normalmente se espera da música contemporânea brasileira, o artista sonoro faz música misturando arranjos de instrumentos de cordas e de sopro com inusitadas percussões, vídeo-arte e performance. Em seu trabalho de estréia, “Siri” (independente), de 2004, o músico levou aos palcos sua parafernália musical e encantou o público com seu inusitado instrumento: uma sucata de Fusca 69 com motor, latarias e capota. Uma verdadeira orquestra urbana. Siri pretende dar continuidade ao seu legado de experimentação musical, apostando em uma convivência entre todas as formas de criação. Uma simultaneidade de expressões que nos liberta da cristalização de modelos estabelecidos pela indústria. Ele rompe com espaços limitados e incorpora tecnologias atuais, em uma multiplicidade de expressões que parece não ter mais limite. Por sua ousadia em criar um espetáculo multimídia com projeção, instalação, performance e cenário, é considerado um dos artistas mais criativos de sua geração. O percussionista, compositor, arranjador e produtor, Ricardo Mattos (Siri), trabalhou com artistas de reconhecimento nacional e internacional como: Sivuca, MPB-4, Lenine, Ana Carolina, Bossa Cuca Nova, Roberto Menescal e Jocy de Oliveira, entre outros. Já tendo se apresentado em diversas cidades brasileiras,e em países da Europa (Portugal, Espanha, França, Suíça, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, País de Gales, Itália, Bélgica e Holanda) e Japão.
Fábio Ferreira, diretor – Além da peça A Dona do Fusca Laranja, em 2011 dirige: Barba Azul, a esperança das mulheres, de Dea Loher; Mistério Bufo, de Vladimir Maiakovski, em Santiago do Chile; O Idiota, de Dostoievsky; Ricardo III: Penso Ver o que Escuto, de Willian Shakespeare, uma co-produção com a Royal Shakespeare Company para o World Shakespeare Festival. Diretor teatral, pesquisador, professor universitário e produtor cultural. É bacharel em Artes Cênicas no Curso de Teoria do Teatro pela Unirio, pós-graduado em História Social da Cultura pela PUC-Rio e doutorando em Teoria Literária na USP. Criador e diretor geral do Rio Cena Contemporânea (1996-2008). Crítico convidado do Jornal do Brasil (1992-93) e da Revista Bravo (1996-98). Foi diretor da Divisão de Artes Cênicas (1993-96), Diretor de Projetos Artísticos e Culturais (2001), e Presidente da RIOARTE (2001-03), responsável pela criação e gestão dos Teatros do Rio, do Centro Coreográfico do RJ e do Centro de Arte Hélio Oiticica. Criador e editor da Revista Gesto – dança & estética (2002). Foi consultor do Programa Petrobras Cultural (2006-07). Dirigiu o espetáculo Mistério Bufo que cumpriu temporada em 2009 no CCBB em Brasília e em 2010 no OI Futuro Flamengo. Como diretor do Grupo Odradek/Rio encenou: Menos Um (2001); Doce Criatura (2003); Discursos (2005); Traço Obs. (2007), entre outras. Ainda em 2011, com a Projéteis - Cooperativa Carioca de Empreendedores Culturais, assume a programação da Sala Paraíso, localizada no Teatro Carlos Gomes.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Jô Bilac

Direção: Fábio Ferreira

Concepção: Camila Rhodi, Fábio Ferreira e Jô Bilac

Atriz-performer: Camila Rhodi

Performer Musical: Siri

Performer em Vídeo: Rick Seabra

Iluminação: Renato Machado

Instalação Cênica: Tainá Xavier

Figurino: Camila Rhodi

Preparadora Vocal: Clarisse Lopes

Produção de Imagens: Orlando Avila

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Fotografia: Renato Marques

Programação Visual: Tania Grillo

Assistente de Direção: Dulce Penna

Assistente de Produção: Débora Amorim

Produção: Camila Vidal e Estela Albani – Ativa Produções

Realização: PROJÉTEIS - Cooperativa Carioca de Empreendedores Culturais


SERVIÇO
A Dona do Fusca Laranja

Texto: Jô Bilac

Direção: Fábio Ferreira

Com Camila Rhodi

Local: Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro 63, Flamengo, RJ. Tel.: 3131-3060

Estréia: 8 de abril, sexta-feira

Temporada: Sextas, sábados e domingos

Horário/Duração/Público/Ingresso:

- 17h (1° Momento: 3 passageiros passeiam com a personagem central da história, circulando no fusca laranja pelas ruas da cidade) / Duração: 60 min. / GRÁTIS

- 19h (2° Momento: Jam Session com performance musical de Siri, performance em vídeo de Rick Seabra e a exposição O Museu do Fusca, no foyer no Oi Futuro) / Duração: 60 min. / Aberto a todas as pessoas que estiverem circulando pelo Oi Futuro / GRÁTIS

- 20h (3° Momento: Performance-instalação A Dona do Fusca Laranja, no foyer no Oi Futuro) / Duração: 50 min. / Capacidade de público: 50 pessoas / GRÁTIS

Classificação etária: Não recomendado para menores de 18 anos



Até 29 de maio
SINOPSE
Performance-instalação autoficcional que fala de perdas e acontece dentro de um fusca, onde o público é convidado a passear com a personagem central da história.
ATENDIMENTO À IMPRENSA
assessoria de imprensa Ney Motta
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21 2539-2873 e 8718-1965
neymotta@terra.com.br


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