Comissão organizadora



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Anais IV Senabraille


Sumário



COMISSÃO ORGANIZADORA.......................................................

02

RELATÓRIO.....................................................................................

04

1 - ALGUMAS AÇÕES DO PROGRAMA USP LEGAL PARA A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL NA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.................................................

14


2 - BRAILLE VIRTUAL: O USO DO E-LEARNING PARA DIFUSÃO E DESMISTIFICAÇÃO DO SISTEMA BRAILLE ENTRE PAIS, CRIANÇAS, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DE ESCOLAS INCLUSIVAS....................................................................................

19

3 – PROJETO ASSINO EMBAIXO..................................................

24

4 – PROJETO INTEGRAÇÃO SOCIAL UNIA.................................

37

5 - TECNOLOGIAS PARA ACESSO DOS DEFICIENTES VISUAIS AOS HANDHELDS DO TIPO POCKET PC.....................................................................................................

55


6 - “A INCLUSÃO DOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA VISUAL NA UNIVERSIDADE PÚBLICA”.......................................

72


7 – CATÁLOGO DE ASSUNTO INFORMATIZADO ATRAVÉS DO PROGRAMA FICHAVOX..........................................................

74


8 – BRAIMATECA: FACILITANDO A APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA PELO DEFICIENTE VISUAL.

76




COMISSÔES
Diretoria
Presidente de Honra

Rogério Massaro Suriani – Reitor do Centro Universitário Senac/SP


Presidente

Jeane dos Reis Passos – Diretora de Bibliotecas do Senac/SP


Vice Presidente:

Marília Mesquita Guedes Pereira – Coordenadora da SubComissão Brasileira de Bibliotecas Braille da FEBAB - Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições.


Relatora Geral:

May Brooking Negrão

arminda Nogueira de Castro Ferreira – FEBAB

Secretária Geral:

Cristiane Camizão Rokick – Senac/SP


Secretário Executivo

Odair José Barros Bazante – Espaço Braille – Senac/SP


Comissão Científica:
Dra. Joana Belarmino – UFPB

Nely Garcia – USP

Dra. Ana Isabel B.B. Paraguay – USP

Elisabet Dias de Sá

Dra. Maria Tereza Mantoan

Fabiana F. G. Bonilha - UNICAMP


Comissão Hospitalidade, Transporte e Apoio Geral.

Titular: Isabella Limões Lopes Cancado – Senac/SP

Integrantes: André Luiz Nascimento Gomes - Espaço Braille – Senac/SP

Marina Sierra de Camargo – Senac/SP


Subcomissão de Acessibilidade:

Joana Maria Rey – Biblioteca Municipal de Guarulhos

Neusa Matheus – Espaço Braille – Senac/SP

Juliana dos Santos de Souza – Espaço Braille – Senac/SP



Comissão Programação

Jeane dos Reis Passos

Deise Tallarico Pupo - UNICAMP

Marília Mesquita Guedes Pereira – FEBAB




Subcomissão de Oficinas:

  • Ricardo Quintão Vieira – Espaço Braille – Senac/SP

  • Fabiana F. G. Bonilha - FEABAB

  • Sandra M. Mendonça Domingues – Biblioteca Nacional

  • Cristiane Camizão Rokicki – Senac/SP

  • Júlio César Pires – Laramara


Comissão Editorial

: Jeane dos Reis Passos – Diretora de Bibliotecas Senac/SP

Marilia Mesquita Guedes Pereira - FEBAB


  • Odair José Barros Bazante – Espaço Braille – Senac/SP

  • Ricardo Quintão Vieira – Espaço Braille – Senac/SP

  • Ivone Tálamo

  • Marcus Vinicius Barili Alves - Editora Senac/SP

  • Fundação Dorina Nowill

  • Júlio César Pires – Laramara

  • Silvia Helena Rodrigues Carvalho – UNICAMP


Comissão Divulgação

Titular: Marina Sierra de Camargo

Integrantes:


  • Danilo – Comunicação Senac/SP

  • Jean Braz da Costa – UNICAMP

  • Adriana – Impress

  • FEBAB


Atividades sociais (eventos)

Titular: Cristiane Camizão Rokicki e Ana Cristina

Integrantes:


  • Prefeitura de Paraibuna

  • Marina Sierra de Camargo – Senac/SP

  • Isabella Limões Lopes Cancado – Senac/SP

  • Danilo – Comunicação Senac/SP


Subcomissão de Stands

  • Thais Aline de Queiroz – Senac/SP



Comissão Relações Internacionais

Jeane dos Reis Passos – Diretora de Bibliotecas - Senac/SP

Carminda Nogueira de Castro Ferreira - FEBAB

Maria Elizabete Gasparetto - Unicamp

Elizabete Maria Ramos de Carvalho - IFLALAC

RELATÓRIO DO IV SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS BRAILLE

SÃO PAULO, SP, BRASIL

30 DE NOVEMBRO A 3 DE DEZEMBRO, 2005

Reunindo um número expressivo de representantes de entidades da sociedade civil, de bibliotecas públicas e universitárias e profissionais de várias áreas dedicados a discutir a INCLUSÃO SOCIAL DO DEFICIENTE VISUAL: EDUCAÇÃO, DIGITAL E EMPREGO, realizou-se em São Paulo no Centro de Convenções do Centro Universitário SENAC – Campus Santo Amaro, o IV SENABRAILLE, uma realização do SENAC São Paulo, da Fundação FORCE – e do CRB8a – Conselho Regional de Biblioteconomia Oitava região, e que contou com o apoio da Sub-Comissão de Bibliotecas Braille da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecas e Instituições (FEBAB), Fundação Dorina Nowill para Cegos, UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas, IFLA – Federação Internacional de Bibliotecas, Laramara Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, UFPB - Universidade Federal da Paraíba, MINC - Ministério da Cultura e do Consulado Americano.


O caráter nacional do evento e sua amplitude foram evidenciados pela presença de profissionais de todas as regiões brasileiras e de uma expressiva representação de tomadores de decisão para debater o tema proposto.


A abertura oficial do evento, que aconteceu na noite de 30 de novembro, contou com a presença de representantes do Centro Universitário SENAC, da Fundação Dorina Nowill, da Fundação Force da Holanda, da IFLA e da FEBAB a quem foram dadas às palavras. Delas advieram, entre outras, as seguintes informações: a editora SENAC disponibilizará gradativamente livros em Braille tendo sido posteriormente distribuído aos presentes o livro em Braille de Nuno Cobra A semente da vitória; a possibilidade de projetos a serem apresentados à Melinda e Gates Foundation e que a Microsoft que patrocinou um software desenvolvido para cegos; a tradução da obra Library services for visually impaired people: a manual of best practices já foi feita, tendo sido patrocinada pelo SENAC com a possibilidade de ser impressa em tinta e em Braille pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
As palestras e mesas redondas, estiveram em sua maioria, centradas nos três sub-temas, visaram a atender o objetivo último proposto, ou seja, a inclusão social do deficiente visual.
Algumas palestras que complementavam o tema foram incluídas: propriedade intelectual, por representante da WIPO (World Intellectual Property Organisation), competência informacional, a IFLA e a bibliotecas na sociedade da informação, a experiência da biblioteca pública da Bahia , o diagnóstico de bibliotecas Braille no Brasil e a experiência do SENAC e seu espaço Braille.

A representante da IFLA discorreu sobre a Cúpula Mundial da Informação (WSIS) que, por interferência da IFLA, incluiu temas como a aprendizagem vitalícia e o apoio a incapazes e deficientes, sobre o movimento dos telecentros, algumas atividades importantes de bibliotecas públicas e sobre as seções e publicações da organização voltadas aos cegos. Estimulou a apresentação de projetos à IFLA, oportunidade raramente aproveitada pelo Brasil.


A representante do SENAC discorreu sobre a instituição completando 60 anos e alguns de seus programas atuais e sobre a função do espaço Braille da Biblioteca Central e seus equipamentos.
A representante da WIPO discorreu sobre a legislação internacional que rege o direito do autor sendo que sua palestra ocasionou muitas perguntas e observações quanto o escaneamento de livros, a disponibilidade de acervos digitalizados, e a prática de algumas bibliotecas. Em relação ao direito autoral abordou as convenções e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, a legislação brasileira e de outros países.
O equilíbrio entre o direito do autor e as exceções aos deficientes deve ser mantido e a liberação de uma obra depende da relação comum entre os produtores e os usuários, sempre na dependência das partes envolvidas.
A inclusão digital como elemento facilitador do acesso à informação foi objeto de palestras, entre outros, de representantes da Defnet, Acessibilidade Brasil e da Prodam - Companhia de Processamento de Dados do Município. Entre os assuntos tratados incluem-se os referentes à legislação, ao trabalho de um deficiente visual em empresa de informática, o fator econômico como obstáculo à inclusão e a

necessidade de mudanças sócio-econômicas que influenciarão o acesso a novas técnicas de comunicação. A questão de livros digitais e e.books provocou uma polêmica entre os presentes bem como a questão de Telecentros não adaptados ao deficiente visual tendo sido proposta, neste caso, seu fechamento.


Em relação ao sub-tema educação visando à integração social foram apresentados: o trabalho desenvolvido pelo CAP/Belo Horizonte em relação à formação de professores da rede pública de educação, a escola de informática e cidadania em parceria com o Comitê de Democratização da Informática e sobre o letramento. Os princípios de educação do deficiente visual, técnicas e programas da Fundação Dorina Nowill também foram apresentados e contamos na mesma mesa redonda com apresentação dos entraves para a educação, inclusive o do preconceito a ser vencido pela comunidade, a baixa escolaridade e a falta de educação profissional.
O representante da CORDE, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República discorreu sobre a legislação e os problemas de sua aplicação como a de professores não preparados, escolas que não querem matricular deficientes, sem esquecer da problemática para acessibilidade dos prédios que também foi lembrada pelo palestrante. Mencionou o Programa nacional do Livro Didático em Braille do MEC. Foi levantada pela plenária a existência de uma Comissão sobre o Livro Acessível, da Casa Civil da Presidência da República, cujos membros ainda não foram nomeados.
O sub-tema empregabilidade foi desenvolvido por representantes da Laramara, do IRIS - Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social, da Fundação Dorina Nowill e por uma representante em recursos humanos da CPFL – Companhia Paulista de Força e Luz.

Os representantes da LARAMARA discorreram sobre a fundação, seus objetivos entre eles, a autonomia e independência do cego. Foram apresentados alguns dos seus programas e as possibilidades de empregabilidade com exemplos de cegos empregados na própria LARAMARA e em várias atividades em empresas. A frase “as melhores coisas da vida foram feitas para serem vistas com o coração” foi aplaudida em plenário.


Foram apresentadas as parcerias feitas pela organização e algumas diretrizes, como a necessidade de se positivar a imagem do deficiente visual e sobre o encontro da oportunidade com a pessoa qualificada, o que garante a empregabilidade.
A representante da IRIS, acompanhada de seu cão guia discorreu sobre sua carreira no Ministério Público/SP e sobre a Promotoria de Proteção à Pessoa com deficiência do mesmo. A instituição deverá lançar brevemente a Biblioteca Virtual Jurídica.
A deficiente visual da CPFL discorreu sobre a abertura de 50 vagas para a companhia e de sua divulgação e sobre o andamento do programa que demonstrou que a maioria dos deficientes provinha de famílias de baixa renda. Na empresa são feitas palestras sobre como conviver com os deficientes (todos os tipos) e destacou a necessidade de conhecimento pela comunidade do que é ser um deficiente.
Algumas perguntas foram feitas em relação à definição de revistas e títulos gravados pela Fundação Dorina Nowill, sendo que seu presidente esclareceu que a revista escolhida é a de maior circulação no país e que os livros considerados bestsellers estão disponíveis em duas semanas e discorreu sobre os livros recém digitalizados.
Na mesma ocasião, a Fundação Laramara informou que está envolvida com o Projeto Daisy no Brasil.

No desenvolvimento dos sub-temas foi lembrada a frase do compositor/cantor Cazuza:


“Quero olhar o mundo com a coragem do cego”, apresentados alguns dados estatísticos e a necessidade de um projeto do MINC – Ministério da Cultura de uma reunião por ele patrocinada das bibliotecas/setores Braille das bibliotecas públicas brasileiras.
Na sessão de Apresentação de Trabalhos tornaram-se conhecidas algumas experiências desenvolvidas por bibliotecas informatizadas e/ou serviços voltados ao deficiente visual, uma fonte importante para aperfeiçoamento de serviços semelhantes. Destacam-se os trabalhos desenvolvidos pela Universidade de São Paulo, com seus programas USP Legal, Rede Saci, Projeto Lumiére do Instituto de Psicologia, o curso on line de uso de periféricos, os softwares livres (lupa digital e para o aprendizado do Braille), brinquedos digitais e o Manual para orientação dos docentes sobre alunos com deficiência.
A Biblioteca Pública do Amazonas apresentou seu trabalho em relação aos deficientes visuais e seu preparo para o ingresso na Universidade Estadual do Amazonas.
Foi apresentada pelo CAP de Belo Horizonte a metodologia para o aprendizado do alfabeto e assinatura do nome despertando grande interesse dos presentes.
Entre outras apresentações tivemos também a Braimateca que Facilita a aprendizagem da matemática pelo deficiente visual com materiais confeccionados com imãs, alfinetes de costura, resina e borracha, de autoria da Antonieta Aparecida Gonçalves Pereira Kanso e outra com o tema Tecnologias para acesso dos

deficientes visuais aos Handhelds do tipo Pocket PC, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas.


O plenário, reduzido, pela simultaneidade de programas, lamentou a pequena audiência, bem como a ausência de alguns representantes de trabalhos apresentados. Aventou-se a possibilidade de não publicação de trabalhos não apresentados.

O diagnóstico de bibliotecas Braille no Brasil foi apresentado pela presidente da Sub Comissão Brasileira de Bibliotecas Braille.
As oficinas tiveram uma grande participação dos presentes, sendo que a voltada à Elaboração de Projetos, teve um grande público devendo ser repetida nos outros eventos SENABRAILLE.
As visitas ao Centro Cultural São Paulo e à Fundação Dorina Nowill despertaram grande interesse dos participantes.
Também despertou grande interesse nos participantes os estandes que foram colocados na entrada do evento e que contou com a participação da Editora Senac, Fundação Dorina Nowill, Laramara, Livraria Ernest Reichmann, Terra Eletrônica e Pró-Vista.
O evento foi enriquecido com a apresentação de grupos folclóricos do interior de São Paulo, uma cortesia da Prefeitura Municipal de Paraibuna.
Na última sessão do evento foram discutidas as sugestões apresentadas pelos

participantes quanto à organização do próximo SENABRAILLE bem como as Recomendações do evento.


As amplas discussões que se seguiram à apresentação dos temas evidenciaram a necessidade de continuidade de tal fórum de debate.
Foi lamentada pelos presentes, a ausência de representantes de entidades públicas voltadas aos deficientes visuais, sentida neste e em outros SENABRAILLE, embora tenha sido grande a presença de deficientes visuais as regiões do país.
A organização do evento, programação e serviços de apoio e outros, num evento que não contou com o apoio governamental, demonstrou a seriedade e o esforço de todos que a ele se dedicaram. O plenário aprovou moção de agradecimento aos organizadores do evento, e em especial ao corpo de 30 voluntários que incansavelmente contribuíram para o sucesso do evento e para facilitar o acesso do deficiente visual às unidades do SENAC envolvidas na programação. Lembrando também dos alunos de turismo, hotelaria e gastronomia que foram responsáveis pela recepção, preparação e serviços do coquetel de abertura.

Considerações Finais
Do início da década de 90, quando realizamos o I SENABRAILLE, até o presente, grandes conquistas foram feitas. Esperamos que até o próximo SENABRAILLE novas conquistas sejam realizadas e que efetivamente, em nosso país, possamos um dia ver o deficiente visual devidamente integrado à sociedade da informação, tendo conquistado finalmente, não somente a tão necessária inclusão digital, mas também a social.

SUGESTÕES PARA A ORGANIZAÇÃO DOS PRÓXIMOS SENABRAILLE
1. Realização de sessão de pôsteres com cartazes e painéis para divulgar os trabalhos desenvolvidos pelas bibliotecas Braille;
2. Momento de familiarização do espaço físico do evento para os deficientes visuais como sugerido pelo representante do LARAMARA;
3. Evitar a realização de muitas atividades simultâneas para que não haja esvaziamento de sessões como, por exemplo, a apresentação de trabalhos;
4. A realização de uma oficina com apresentação da metodologia DE TREINAMENTO DE ASSINATURAS (PROGRAMA “ASSINO ABAIXO DO PAC/BH);
5. Que o SENABRAILLE continue tendo como foco principal a PROBLEMÁTICA DAS BIBLIOTECAS Braille com todos os aspectos multidisciplinares que sejam transversais ao tema;
6. Continuidade da promoção de oficinas, algumas com carga maior, e que seja repetida a de elaboração de projetos;
7. Divulgação da legislação pertinente ao deficiente visual e os sites em que se situam

(www.nppd.ms.gov.br; rede saci e alguns órgãos oficiais);



8. A realização do SENABRAILLE em novembro de 2007, sendo bienal e obedecendo a agenda nacional de eventos aprovada em assembléia geral da FEBAB em julho de 2005;

Justificativa: tempo suficiente para amadurecimento de propostas e projetos, ou seja, realizações na área; custos envolvidos na organização de eventos.


9. propostas para sediar o V SENABRAILLE devem ser encaminhadas à Comissao Brasileira de Acessibilidade a Informação Por Portadores de Deficiência/FEBAB até junho de 2006.

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