Como funciona a Gestão de Saúde Pública no Brasil?



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Como funciona a Gestão de Saúde Pública no Brasil?

http://mcj.com.br/como-funciona-a-gestao-de-saude-publica-no-brasil/ acesso 26Set2019


A saúde pública no Brasil é até bem simples de ser compreendida em todos os níveis. O modelo toma como base os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS), e algumas de suas soluções são referenciadas no exterior. Compreender essa estrutura permite oferecer soluções mais práticas e eficientes para as instituições de saúde, bem como os profissionais interessados adequarem seus recursos e ideias de acordo.

 

Tal como todas estruturas de gestão pública brasileiras, o SUS separa suas instituições de saúde em três grandes níveis, que apesar de terem a jurisdição federal, estadual e municipal, elas se comportam de formas distintas tanto em tamanho como nas prioridades nas quais devem atender.

 

Vejamos como essas instituições funcionam na prática, e de que maneira a gestão de saúde pública pode ser melhorada.

Os três tipos de gestão de saúde pública no Brasil

 

Antes de entrarmos na organização em si, precisamos deixar um ponto bem claro, que é com relação a gestão pública do país como um todo. Na maior parte dos setores, estamos acostumados às questões de nível local, ou seja, que são de responsabilidades do município; as de nível regional, que são de responsabilidade do estado; e as de nível federal, que é de responsabilidade da união.

 

Logo, quando vemos algum tipo de problema referente ao sistema de saúde de qualquer unidade, é importante saber qual é o nível de abrangência da mesma. De forma geral, as instituições de saúde – hospitais em sua grande parte -, são de nível regional, já que atendem pessoas não apenas de sua própria cidade, como da região próxima. E aqui, cada estado possui sua maneira de organizar a localização destes hospitais, mas já chegaremos a essa parte.

 

Com tal organização em mente fica mais fácil definir a importância de todas as unidades de saúde de uma cidade. E elas contam com um tipo de classificação próprias, as quais você pode ver a seguir.



Básico

 

Englobam basicamente todas Unidades Básicas de Saúde, que podem ser postos de vacinação, maternidades públicas, clínicas com especializações médicas, entre outras. São os mais comuns em bairros nas grandes e pequenas cidades, direcionando pacientes para unidades específicas de tratamento, ou tratando casos mais específicos ali mesmo.

 

As unidades básicas de saúde são de responsabilidade única da prefeitura, e a ela pode ser relacionada alguns exemplos de atividades:

 


  • Campanhas de vacinação

  • Campanhas de conscientização de doenças

  • Controle de Zoonoses

  • Consultas básicas de saúde

  • Consultas com médicos especializados.

  • Acompanhamento da gravidez

 

Podemos dizer que, nos casos mais leves e nos moderados, que os postos de saúde funcionam como uma “triagem”: quando seus casos não são resolvidos nos próprios locais, eles são encaminhados para as unidades de média ou alta complexidade, dependendo do caso.
Média Complexidade

 

Unidades Básicas de Saúde podem realizar quaisquer processos que não dependam de equipamentos com alto custo, e acompanhamento constante em suas clínicas. Para estes casos, existem as unidades de Média Complexidade. Elas são de responsabilidade do governo estadual, embora a gestão municipal tenha papel fundamental nos aspectos logísticos.

 

Podemos considerar as unidades de média complexidade como hospitais de pequeno porte. Eles realizam processos que demandam mais tempo e recursos, porém não realizam todos eles. Alguns exemplos de atividades podem ser vistas adiante.

 


  • Realização de exames especializados

  • Procedimentos cirúrgicos

  • Unidades de Emergência e de Tratamento Intensivo

  • Acompanhamentos e Reabilitações

 

De forma geral, as unidades de Média Complexidade servem não apenas para atender uma região específica, como ser alternativas viáveis para quem precisa de tratamento, porém sem a urgência que demandam as unidades de Alta Complexidade.

 

Também são nessas unidades em que os sistemas de gestão de hospitais, bem como profissionais especializados, são essenciais para o bom funcionamento e atendimento da população, principalmente na integração com os sistemas do SUS.

 

Alta Complexidade

 

De responsabilidade primária da União, os centros de Alta Complexidade basicamente lidam com as mesmas questões das unidades de média complexidade, porém com uma abrangência de recursos, profissionais e procedimentos ainda maior. Apenas profissionais altamente especializados e capacitados são enviados para estas unidades.



 

Alguns dos serviços prestados por unidades de Alta Complexidade podem ser vistos a seguir.

 


 

Nota-se que as unidades de Média e Alta Complexidade realizam basicamente as mesmas tarefas, com algumas ligeiras diferenças de escala. Logo, não é incomum que estas unidades muitas vezes sejam construídas juntas, ou bem próximas umas das outras. É bem importante para os gestores de clínicas e prestadores de serviços terem estas noções bem claras, para que as soluções sejam diretas.

Como aprimorar a gestão da saúde pública?

 

É importante ressaltar que a interligação de todas essas unidades de saúde é feita pelo cartão SUS, para integrar os dados do paciente em um único sistema, e evitar confusões quanto ao seu acompanhamento em mais de uma unidade.



 

E é com esse aspecto que os gestores e prestadores de serviços na área tecnológica podem inovar e trazer soluções práticas para tornar a gestão de saúde pública mais eficiente. Os sistemas de prontuários eletrônicos integrados é a porta de entrada na maior parte das vezes, tanto que tem sido incentivado pelo próprio SUS em seu programa.

 

Essas soluções, embora tenham cobertura a nível federal, é de responsabilidade a nível regional, o que permite, dentro de certos limites, ser criativo e versátil na concepção de ideias e soluções. A MCJ dedica-se justamente a trazer estas soluções tão importantes quanto necessárias para a saúde pública. Não deixe de fazer uma consultoria, e alcançar esses mesmos patamares. Até a próxima!

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