Comunidade e cotidiano: categorias e obstáculos à pesquisa em história da educaçÃO



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Encontro01.08.2016
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COMUNIDADE E COTIDIANO:
CATEGORIAS E OBSTÁCULOS À PESQUISA
EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

G.T. 1. Historiografia e questões teórico-metodológicas da história da educação
Paulo de Tarso Gomes

UNISAL/Americana-SP

paulo.gomes@am.unisal.br
Neste trabalho discutimos algumas categorias fundamentais para a análise da práxis educativa de experiências sócio-comunitárias, nomeadamente a categorias que se aplicam a processos sociais que instituem comunidades, sua relação com outras categorias, principalmente a de movimentos sociais, para, em seguida, tomar em consideração algumas armadilhas que o debate contemporâneo em história e sociologia da educação tem encontrado em relação a essas categorias, que aqui consideramos como obstáculos epistemológicos, a saber, a restrição ou mesmo afirmação de impossibilidade da práxis comunitária transformadora, seja em virtude do caráter fragmentário do discurso, seja em virtude do caráter local da ação, destinada a satisfazer interesses sempre locais, sem alcance histórico. O percurso realizado neste trabalho parte da crítica de um conceito aberto de comunidade como grupo social caracterizado por contigüidade espaço-temporal e unidade lingüístico-comunicacional, considerado insuficiente na pela filosofia social; a distinção entre comunidade e movimentos sociais, como categorias e como práxis e, finalmente, a consideração da práxis comunitária como uma ruptura e não como reiteração do cotidiano que institui historicamente a comunidade. Concluímos pela diferenciação entre comunidades e movimentos sociais, pela afirmação da possibilidade da práxis comunitária transformadora, mesmo ante o caráter fragmentário dos discursos, dado que a práxis se completa na ação que tem por destino uma totalidade histórica. Entendemos que na pesquisa histórica o lugar da grande narrativa não foi aniquilado pela impossibilidade de realização da meta idealista de uma grande narrativa que venha a conter a totalidade histórica, visto que a grande narrativa histórica é a construção em discurso de uma cosmovisão que não é fim em si mesma, mas a análise que precede a localização da ação, que é a abertura da práxis à história. Mesmo a possibilidade de propor campos e domínios da história que podem ser propostos fora da grande narrativa, como o estudo do cotidiano, não aniquilam, mas dialeticamente permitem limitar esse discurso e a intenção idealista de tomá-lo como fim em si mesmo e, não, como discurso destinado à práxis. Indicamos ainda a necessidade de aprofundar as relações entre as lutas comunitárias, como lutas sociais em relação a processos históricos mais abrangentes, com discussão mais amadurecida na comunidade científica de história, como é o caso da luta de classes.
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