Conceito Editorial "Em Cartaz"



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Julho/2008

Projeto BH . A Cidade de Cada Um


Conceito Editorial

“Em Cartaz”

Coleção BH. A cidade de cada um lança Cine Pathé



Lugar inesquecível para os freqüentadores das matinês e sessões noturnas dos cinemas de bairro da segunda metade do século XX, o cine Pathé, após quase uma década de seu fechamento, ganha uma homenagem que resgata parte de uma história que ainda não se perdeu no tempo. No dia 26 de junho, na Livraria da Travessa, a Conceito Editorial lança o livro Cine Pathé, de Celina Albano, da coleção BH. A cidade de cada um.
Criada em 2004, a coleção foi idealizada pelos jornalistas José Eduardo Gonçalves e Sílvia Rubião, e, nesta edição, conta com o patrocínio do Hospital Mater Dei e da CBMM, através dos recursos das Leis Federal e Municipal de Incentivo à Cultura.
A proposta da coleção é se aventurar na memória afetiva de Belo Horizonte pelo olhar de seus melhores cronistas. Com mais de 10 mil exemplares vendidos, ela reúne textos inéditos com relatos variados que empreendem uma viagem sentimental pelas ruas, bairros e espaços da cidade, para desvendar não só a geografia, mas também a alma, o sabor e as cores da cidade. Uma importante forma de registrar esses lugares e referências que já desapareceram ou sofreram profundas transformações.
Coisa de cinema
Em Cine Pathé, Celina Albano faz um maravilhoso passeio não só pela história deste cinema, inaugurado no dia 8 de maio de 1948, mas também pela história da produção cinematográfica nacional e mundial da segunda metade do século XX, pelos cinemas de bairro que pipocaram naquela época e pela própria Savassi.
“O requinte de suas instalações o diferenciava dos outros cinemas de bairro: sala de 1.000 lugares com poltronas confortáveis, equipamentos sofisticados, além da tela luminosa Westrec, considerada a mais perfeita em termos de visibilidade e projeção. O filme de estréia foi Devoção, um típico melodrama de Hollywood, produzido pela Warner Brothers”. Começava, assim, “uma história de amor de gerações de belo-horizontinos com um cinema de bairro, o cine Pathé”.
São tantas as histórias e fatos inusitados que ali ocorreram, que merecia um filme. No dia 22 de fevereiro de 1953, por exemplo, “os freqüentadores do Pathé organizaram um movimento de protesto contra o aumento de 80 centavos no preço do ingresso. Uma demonstração da importância que o cinema representava no lazer dos moradores do bairro dos Funcionários”.
O cine Pathé era também o alvo predileto das brincadeiras das turmas da região: “pular o muro da Rua Alagoas para não pagar ingresso; subir na laje da fachada para jogar baralho; trocar os letreiros dos filmes em cartaz, criando títulos irreverentes como A Carga da Brigada Ligeira para A Ligeira Briga da Cagada, O Jardim Encantado por Jacinto na Merda ou As Pupilas do Senhor Reitor por As Putas do Senhor Rei. Uma brincadeira que ficou na história dessa rapaziada foi a do dia do ‘foguetório’ de bombinhas no cigarro. O barulho foi tão assustador que provocou o nascimento do filho do famoso goleiro do Atlético, Kafunga. Ele estava no cinema com sua esposa e teve que levá-la direto para a maternidade”.
Ao longo de 50 anos, “grandes sucessos de bilheteria foram exibidos na sua tela: O Egípcio, baseado no best seller do escritor Mika Waltari, com Edmund Purdon, Jean Simmons, Gene Tierney e Victor Mature; O Pecado Mora ao Lado, de Billy Wilder, com Marilyn Monroe em uma de suas cenas mais famosas, a do vestido branco esvoaçando no ar de um bueiro em Nova York; a superprodução de Cecil B. de Mille, O Maior Espetáculo da Terra, com Cornel Wilde, Gloria Graham e James Stewart; 20 Mil Léguas Submarinas, da obra de Júlio Verne, com Kirk Douglas; Melodia Imortal, a lacrimejante história do músico Eddie Duchin, com Tyrone Power e Kim Novak; O Homem Que Sabia Demais, o eletrizante thriller de Alfred Hitchcock, com James Stewart e Doris Day; e as sensacionais acrobacias de Burt Lancaster, Gina Lolobrigida e Tony Curtis, em Trapézio”.
A onda de fechamento das salas dos cinemas de bairro da década de 80 não atingiu o Pathé. Após quase duas décadas resistindo e “depois de meio século fabricando sonhos, proporcionando momentos alegres e tristes, exibindo em sua tela obras-primas e malditas, sucessos e fracassos de público, suas portas pantográficas foram fechadas no dia 18 de abril pelos herdeiros de Antônio Luciano, o maior proprietário de cinemas de Minas Gerais”. Hoje o cinema permanece fechado e em suas instalações funciona um estacionamento.
A protagonista
Maria Celina Pinto Albano, nascida em Belo Horizonte, é doutora em Sociologia. Ainda na infância, no bairro dos Funcionários, viu surgir o Cine Pathé e com ele uma grande paixão pelo cinema, tendo, mais tarde, se tornado crítica do Estado de Minas. Foi professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, secretária de Cultura de Minas Gerais e do município de Belo Horizonte. Especialista em políticas públicas, sempre privilegiou em suas pesquisas temas relacionados com o espaço urbano e a cultura. “Escrever este livro foi como passar em revista não só a história do Pathé que tanto marcou várias gerações, mas também a vida cultural da cidade, instigando uma reflexão sobre as mudanças que a capital vem experimentando nos últimos anos”.
Outras histórias
Também fazem parte da coleção Lagoinha, de Wander Piroli, Mercado Central, de Fernando Brant, Estádio Independência, de Jairo Anatólio Lima, Rua da Bahia, de José Bento Teixeira de Salles, Fafich, de Clara Arreguy, Parque Municipal, de Ronaldo Guimarães, Praça Sete, de Angelo Oswaldo de Araújo Santos, Livraria Amadeu, de João Antonio de Paula, Sagrada Família, de Manoel Lobato, e Pampulha, de Flávio Carsalade. Ainda este ano serão lançados os títulos Caiçara, Sion e Lourdes.
Além dos livros, outra ferramenta importante de resgate dessa memória é o site do projeto: www.bhdecadaum.com.br. Nele, o público pode conhecer melhor a coleção, ler crônicas inéditas sobre a cidade, sugerir assuntos e – o mais importante – escrever a sua própria história.

Serviço


Lançamento do livro Cine Pathé

Editora: Conceito Editorial

Local: Livraria da Travessa – Av. Getúlio Vargas, nº 1045

Data: 26 de junho

Horário: 19h

Preço do livro no lançamento: R$15,00


Assessoria de imprensa e comunicação

Conceito Comunicação Estratégica


Fernanda Aguilar

31-3225-1888 / 31-8611-0431



conceitocomunicacao@terra.com.br

Rua Alagoas, 1314 sala 408 - Savassi - BH








Agosto/2008


Projeto BH . A Cidade de Cada Um




MEMÓRIA AFETIVA

Carmo, Caiçara e Lourdes vêm integrar a coleção BH. A cidade de cada um
A coleção BH. A cidade de cada um lança mais três “roteiros de viagem” pelas ruas, bairros e espaços da cidade para desvendar sua geografia, alma, sabor e cores. Que tal subir a Avenida Nossa Senhora do Carmo, dobrar a Rua Rio Verde, descer a Rua da Bahia, adentrar a Igreja de Lourdes, cair no Cemitério da Paz e deparar com um óvni? Tudo isso é possível com os novos títulos da coleção - Carmo, de Alberto Villas, Caiçara, de Jorge Fernando dos Santos, e Lourdes, de Lucia Helena Monteiro Machado -, que serão lançados no dia 18 de agosto, pela Conceito Editorial, nos jardins internos do Palácio das Artes.
Com a proposta de se aventurar na memória afetiva de Belo Horizonte pelo olhar de seus melhores cronistas, a coleção foi criada em 2004, idealizada pelos jornalistas José Eduardo Gonçalves e Sílvia Rubião. Ela é uma importante forma de registrar lugares e referências que já desapareceram ou sofreram profundas transformações. Estas edições contam com o patrocínio da Prossegur, da Gasmig e da CBMM, através dos recursos das Leis Federal e Municipal de Incentivo à Cultura.
Apertem os cintos
Partindo do Carmo, junto com o autor Alberto Villas visitamos um bairro ainda em construção no final da década de 40. Um bairro que se mistura com o “São Pedro, Anchieta, Funcionários e até um pouquinho do Cruzeiro. Não existe um muro – ainda bem – dizendo que bairro é que bairro naquele pedaço de chão de Belo Horizonte”.
E “enquanto o Carmo ia se enchendo de casas e mais casas, nas suas ruas iam aparecendo os primeiros personagens, tipos inesquecíveis do bairro. Um deles ninguém nunca soube o nome ou origem, mas era conhecido como Tarado de Óculos. Alguns diziam que ele viera do bairro de Santa Teresa, mas isso nunca ninguém provou, porque ninguém nunca dirigiu uma palavra sequer a ele”.
Tipos inesquecíveis também podem ser encontrados num passeio pelo Caiçara, região antigamente “ocupada por pequenos sitiantes, que guardavam o gado em currais de varas fincadas no chão como a cerca das aldeias indígenas, chamada kai’sara, na língua tupi. Daí teria surgido o nome do lugar”.
Mas mais inesquecível ainda para o autor Jorge Fernando dos Santos foi o dia em que avistou um óvni. “Era terça-feira, 24 de novembro de 1970, e eu tinha 14 anos. (...) Fomos todos para o terreiro bem a tempo de ver o imenso objeto circular. Pareciam dois pratos de sopa emborcados, emitindo luzes de várias cores. Dava a impressão de que a parte inferior girava para um lado e a de cima, para o outro, tendo escotilhas no meio. O objeto não produzia nenhum ruído e surgiu do nada, em meio a uma névoa cinzenta. Parou por alguns segundos quase sobre nossas cabeças e, sem fazer nenhuma manobra, retornou pelo mesmo rumo de onde viera, sumindo nas nuvens em direção à Cidade Industrial”.
Chegando ao nosso último destino, Lucia Helena Monteiro Machado nos guia por um bairro marcado pela fé. “A Igreja de Lourdes pontuava a vida dos moradores ao seu redor. As badaladas dos sinos marcavam as horas, as meias-horas e os quartos de hora. Soavam tristes para os enterros e alegres para os casamentos”.
Naquela época das famosas missas dançantes no Minas Tênis Clube e do footing na Praça da Liberdade, Lourdes ditava a moda e a arquitetura, que, “ao contrário do bairro Funcionários, sempre foi eclética, com casas mais ou menos luxuosas, pelos padrões da época, que diferiam bastante dos atuais, mais puxados para o exagero”.
Os guias
Alberto Villas nasceu em Belo Horizonte em 1950, assim que seus pais acabaram de construir uma casa no Carmo. Viveu no bairro até os 23 anos, quando se mudou para Paris, onde morou até 1980. Jornalista e escritor, tem dois livros publicados pela Editora Globo: O Mundo Acabou (2006) e Afinal, o que viemos fazer em Paris? (2007). Atualmente, mora em São Paulo, onde é editor do programa Fantástico, da Rede Globo, mas ainda vive sonhando com o bairro do Carmo.
Jorge Fernando dos Santos nasceu em Belo Horizonte, em 1956. Jornalista, escritor e compositor, foi repórter, cronista, editor de cultura e de suplementos do Estado de Minas. Mora no Caiçara desde os seis anos e publicou 26 livros, entre eles as novelas infanto-juvenis O rei da rua (1988) e Chuvas de abril (1993), ambientadas no bairro. Sua obra mais conhecida é Palmeira seca, romance ganhador do Prêmio Guimarães Rosa e adaptado para teatro e minissérie da Rede Minas. Também é dramaturgo, co-autor da comédia Pérolas do Tejo. Em 2005, publicou o ABC da MPB (livro e CD), premiado com o selo de Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Já Lucia Helena Monteiro Machado, a Duda, nasceu em Juiz de Fora. Ainda criança mudou-se para Belo Horizonte, onde durante mais de 30 anos morou no bairro de Lourdes. Sempre muito ligada ao meio cultural, foi bailarina do Balé Klauss Vianna e participou da Geração Complemento na área de Literatura. Graduada em Psicologia, é professora de História da Arte e colaboradora do caderno Pensar, do Estado de Minas. Publicou guias turísticos de Paris, Barcelona e Florença e os livros A Filha da Paciência (2001) e Mulheres Incríveis (2003). Com outros autores, participou dos livros Belo Horizonte, a Cidade Escrita (1996) e Presença do CEC (2001).
Outros roteiros
Também fazem parte da coleção os seguintes títulos: Lagoinha, de Wander Piroli, Mercado Central, de Fernando Brant, Estádio Independência, de Jairo Anatólio Lima, Rua da Bahia, de José Bento Teixeira de Salles, Fafich, de Clara Arreguy, Parque Municipal, de Ronaldo Guimarães, Praça Sete, de Angelo Oswaldo de Araújo Santos, Livraria Amadeu, de João Antonio de Paula, Sagrada Família, de Manoel Lobato, Pampulha, de Flávio Carsalade, e Cine Pathé, de Celina Albano.
Além dos livros, outra ferramenta importante de resgate dessa memória é o site do projeto: www.bhdecadaum.com.br. Nele, o público pode conhecer melhor a coleção, ler crônicas inéditas sobre a cidade, sugerir assuntos e – o mais importante – escrever a sua própria história.


Serviço


Lançamento dos livros Carmo, Caiçara e Lourdes

Editora: Conceito Editorial

Local: Jardins internos do Palácio das Artes. Av. Afonso Pena, nº 1537

Data: 18 de agosto

Horário: 19h30

Preço dos livros no lançamento: R$15,00



Assessoria de imprensa e comunicação

Conceito Comunicação Estratégica


Fernanda Aguilar

Fones 31 3225.1888 31 8611.0431



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