Confederação Mundial das Ex-alunas e Ex-alunos das fma caminhamos juntos rumo à assembléia confederal de 2015



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Confederação Mundial das Ex-alunas e Ex-alunos das FMA

CAMINHAMOS JUNTOS RUMO À ASSEMBLÉIA CONFEDERAL DE 2015
Segundo núcleo: (marzo abril)

Palavras da Madre Yvonne Reungoat às Delegadas e Ex-alunas/os das FMA”


Neste segundo núcleo do nosso itinerário formativo rumo à próxima Assembléia Mundial Eletiva de 2015, partilhamos a mensagem que a Madre Yvonne Reungoat, Superiora Geral das Filhas de Maria Auxiliadora, fez por ocasião do Centenário da Associação das Ex-alunas/os das FMA em 29 de julho de 2009, em Cinecittà, Roma.

Também este núcleo consta de duas partes: na primeira apresentamos um documento tomado do Magistério da Associação; a segunda consiste em compilar uma ficha de trabalho para o Conselho Confederal, Federal, de União e para todas as ex-alunas e os ex-alunos do mundo. Apresentaremos no nosso site www.exallievefma.org na rubrica Vida Associativa a leitura do texto integral de cada núcleo em 5 línguas e serão publicados também através do facebook: Confederação Mundial Ex-alunas FMA.



Por favor, enviar as respostas às perguntas 2, 3, 4 ou simplesmente podes enviar só a resposta à pergunta que queres compartilhar enviando-a ao endereço E-mail maritzafma@yahoo.com.
Palavras da Madre Yvonne Reungoat
Estamos em Roma-Cinecittà, o bairro de Dom Bosco, a dois passos da basílica ereta em honra do nosso comum Pai e Fundador, de cujo Projeto nasceu o primeiro núcleo da Família salesiana. O seu espírito informa os ambientes educativos salesianos e os grupos da Família que nele se reconhecem. Com admiração extasiada, fazendo eco ao Reitor Maior, contemplamos a árvore desta família, que hoje se tornou bosco (bosque).

O espírito de Dom Bosco permeava a vida e a missão do seu terceiro sucessor, Padre Filippo Rinaldi, o direto fundador da Associação Ex-alunas, como tão bem ilustrou Paola Mancini, no volume Caleidoscópio, revisitando sua história centenária.

Padre Rinaldi, animador externo do oratório feminino de Turim, foi homem sensível aos sinais dos tempos, atento a descobrir o gênio da mulher. Queria que ela saísse de seu isolamento cultural e partilhasse seu enorme potencial.

Foi sua a ideia de criar uma Associação de ex-alunas que levassem ao mundo o espírito cristão segundo o estilo salesiano, assimilado nos ambientes educativos das Filhas de Maria Auxiliadora, o que as tornava inconfundíveis. Isso aconteceu em 1908.

A cem anos do nascimento da Associação e no encerramento do ano centenário, parece-me poder dizer que o balanço é positivo. A associação cresceu, porque está presente em um número sempre mais vasto de nações e de culturas. Cresceu sobretudo na consciência de ser ramo leigo da Família salesiana, da qual compartilha o espírito e a missão.

É indiscutível que, nestes últimos dez anos, houve uma tomada de consciência da identidade carismática da Associação, que não é ligada às FMA apenas por vínculos afetivos e de gratidão, mas é associada à sua missão no mundo. Sempre mais frequentemente as ex-alunas/os são a nossa longa manus, as pessoas mais próximas com que podemos contar e, em não poucos casos, entregar a missão e as obras das quais, por insuficiência de novas vocações, somos forçadas a nos retirar. Não se trata, porém, só de substituição, mas de assunção de um espírito que, desde as origens, via o perfil das ex-alunas como pessoas empenhadas em âmbito educativo, caritativo, social, em continuidade de intentos com a obra das FMA.

Cresceu a relação de reciprocidade com o nosso Instituto. As ex-alunas e os ex-alunos são interlocutores ativos como irmãs e irmãos, a ponta avançada da nossa presença nos lugares onde se decidem as políticas referentes à vida humana e a sua dignidade, as políticas educativas e as que dizem respeito à bioética e à sustentabilidade do nosso planeta.

Com frequência nós os temos ao nosso lado, como nossos mestres, não só do ponto de vista das competências, mas também da espiritualidade e do elã missionário; admiramos sua presença capilar na Igreja e na sociedade, especialmente ao lado dos mais pobres, com o estilo simples, amoroso, concreto, do espírito salesiano. Em muitos lugares se caracterizam pela alegria salesiana que difundem, de modo contagiante.

O tema do Centenário As mãos no mundo as raízes no coração centrou o seu objetivo e abre hoje o segundo centenário. Para ser fecundo, o segundo século de vida da Associação deverá continuar unindo mãos e coração, frutos e raízes, ação e contemplação, Marta e Maria.

As mãos no mundo as raízes no coração, como já evidenciava Madre Antonia, são um tema-síntese da mesma vida cristã.

Temos enormes desafios pela frente. O futuro da Associação depende também da sua capacidade de responder a eles. Enumero alguns:
1. A identidade

Hoje em dia, quase se tem medo de nomeá-la, às vezes em nome do respeito da cultura e identidade dos outros, e prefere-se passar ao largo. Mas assim não se consegue verdadeiramente empenhar-se pelo outro, compreendê-lo, interagir de modo propositivo. Simplesmente deixa-se levar.

As ex-alunas e os ex-alunos ao invés, são portadores de grandes valores testemunhados com a vida e as escolhas decisivas de cada dia. Tais escolhas requerem que se saia com destemor, que se manifeste com humilde realismo e, ao mesmo tempo, com determinação em quem e em que acreditamos, por que vivemos.

O evangelho de Jesus e a modalidade com que foi assumido por Dom Bosco e Maria Domingas, são para nós pontos de referência significativos. Somente pertencendo a alguma coisa e a alguém é possível ser capazes de apostar a própria vida, sair da fragilidade que deriva do relativismo prático em que poderíamos cair.

O magistério da Igreja e o magistério salesiano são guia seguro porque oferecem paradigmas de avaliação e de orientação no mundo fragmentado em que nos encontramos.
2. A relação

As relações se deparam, hoje, com uma realidade que, em todos os contextos, se tornou multicultural. A mesma internacionalidade da Associação inclui um nível de relações marcadas pela interculturalidade: um caminho que exige algumas passagens fundamentais. Entre outras:

1. Descobrir a multiculturalidade do próprio contexto de vida (comunidade, paróquia, território, cidade/região/país)

2. Conhecer sempre mais criticamente a própria cultura

3. Desconstruir os nossos preconceitos em relação ao outro (pessoas, grupos, etnias, religiões) e tentar se colocar na pele dos outros; descentrar-se a partir do outro

4. Valorizar a multiculturalidade e superar os preconceitos vivendo e trabalhando juntos (co-laborar), numa caminhada de conhecimento recíproco, confronto sereno, diálogo respeitoso, comunicação humanizadora entre culturas diferentes. é importante desejá-lo, cultivar atitudes profundas e viver as relações deixando-se transformar por elas

5. Educar e educar-se para a mundialidade e a cidadania mundial. Ser criativos para tornar efetivamente fecunda a rede que une os membros da mesma família, no mundo inteiro

Como Família salesiana temos as melhores condições para percorrer esse caminho, compartilhando a espiritualidade salesiana, fundada sobre a confiança, sobre o carinho que abre o coração e o dispõe a mudar.
3. A emigração

é um fenômeno que todos os dias cresce debaixo de nossos olhos, em todos os contextos do mundo, que está modificando nossas realidades e questiona nossos comportamentos. O que buscam os migrantes, quando saem de sua terra? Como acolher-nos reciprocamente, como interagir, o que mudar em nós para enriquecer-nos humanamente, em contato com novas presenças e realidades?

Talvez jamais saberemos quantas histórias de dor estão por detrás de cada escolha ou... não escolha. Uma coisa sabemos desde já: que somos chamados a assumir esse peso da forma que nos é própria. Como grupos da Família Salesiana privilegiamos a educação das meninas, dos meninos, dos adolescentes, dos jovens, interessando-nos pela família deles e acompanhando-os no caminho de integração dialética no novo ambiente.

A respeito disso, gostaria de estimular-vos a descobrir projetos concretos, permanecendo atentos às situações próximas e às mais distantes.
4. A atenção à família, lugar natural da confiança, do amor

Na família são colocadas as bases do amor preveniente. Ela é um âmbito privilegiado em que ex-alunas e ex-alunos podem se empenhar. Já o fizestes nestes anos, especialmente a partir da Estréia do Reitor Maior de 2006. é importante cuidar, antes de tudo, da família que representais. Muitos de vós são casados e têm filhos. São fundamentais o sistema de valores que transmitis, os gestos que fazeis, além das palavras, a vida que contais com o que sois. Construir a própria família sobre os valores nos quais credes é o primeiro compromisso de todo ex-aluno/a.

De vários lugares hoje se apela à família para reconstruir a sociedade arruinada e desorientada. Ameaçada por tantos desafios. De que modo a família salesiana no seu conjunto pode dar o testemunho de ser família, dando assim sinais convincentes e credíveis de como é possível viver essa realidade, do ponto de vista natural e/ou espiritual?

Penso que a redescoberta carismática do nosso ser família salesiana possa ajudar em tal sentido.

A atenção à família requer atenção à vida e às políticas que a sustentam do nascer ao seu crepúsculo; pede que façamos ouvir a nossa voz para que se realize o Projeto de Deus sobre ela. Requer também que estejais atentos à família que constituís como Ex-alunas/os. Padre Rinaldi sublinhou desde o início a solidariedade entre os membros, o apoio mútuo e o cuidar-se reciprocamente especialmente nos momentos de necessidade.


5. O empenho de evangelizar

Remontando à Encíclica Deus caritas est (n. 18), na apresentação da Estréia para 2010, o Reitor Mor faz uma declaração, que é compromisso para toda a Família salesiana: «assumir o desafio de ajudar os jovens “a olhar os outros não mais apenas com os próprios olhos e com os próprios sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo”».

As/os jovens nos pedem - às vezes sem explicitar o desejo - Queremos ver Jesus. Padre Pascual focaliza a Estréia sobre esse núcleo central: responder ao anseio existencial dos jovens, levando a eles o evangelho com amor apaixonado, como fizeram Dom Bosco e Maria Domingas, Dom Rua, primeiro sucessor de Dom Bosco e seu fidelíssimo discípulo (cujo centenário de morte ocorre em 2010), Padre Rinaldi, a quem só faltava a voz de Dom Bosco, e tantos outros.

Juntos, talvez possamos reassumir essa missão juvenil, da qual verdadeiramente começa a regeneração da sociedade. Evangelizar educando é obra de amor. Quando esse amor transparece nos gestos, nas palavras, na vida, ele se comunica em círculos concêntricos e produz a alegria de sentir-se amados e de dar amor.
6. A formação permanente

é a grande aposta, hoje. Precisamos de reaprender não só a linguagem para nos fazer compreender pelos jovens, mas um novo modo de viver juntos, de compreender as instâncias da realidade que nos circunda.

O momento histórico em que vivemos, rico de grandes oportunidades, mas marcado por um difuso mal-estar, tanto nos adultos como nos jovens, exige que nos questionemos sobre o papel profético da Família Salesiana.

A fragilidade dos valores, a derrocada econômica dos Países ocidentais com suas consequências em nível mundial, o desafio da comunicação numa sociedade fortemente midiática e a do ambiente exigem uma contínua reconversão ao que é essencial para a pessoa humana segundo o projeto de Deus.

Achar momentos para formar-se juntos como Família Salesiana é uma oportunidade que, reforçando os nossos vínculos sobre a base comum da espiritualidade salesiana, pode achar-nos menos despreparados para encontrar as/os jovens na sua carência de vida, de amor, de esperança.

Faço votos de que sempre mais se possam criar espaços onde FMA e Ex-alunas/os se encontrem para se formarem juntos, para buscar, na complementaridade das vocações, as respostas educativas adequadas ao hoje em cada contexto, mas também para crescer juntos na fé, para manifestar ao mundo, de modo visível e credível, o rosto de Jesus, para deixar-nos guiar pela palavra de Deus, apoiando-nos reciprocamente para encarná-la na nossa vida.

Somos chamados a ser levedo de qualidade que pode fazer fermentar a massa. é o amor que muda o mundo. Maria Domingas abriu seu coração ao amor de Deus, que o preencheu totalmente. Esse mesmo amor, do pequeno lugarejo de Mornese, se difundiu por todos os continentes, e pode ter em cada um/a de nós a mesma força transformante para estarmos disponíveis a nos deixar enviar pelo Senhor a comunicar, de modo irresistível, a boa notícia do evangelho.


FICHAS DE TRABALHO PARA O CONSELHO CONFEDERAL, DE FEDERAÇÃO, DE UNIÃO E PARA TODAS

AS EX-ALUNAS E OS EX-ALUNOS DO MUNDO
1. Lê atentamente o texto do segundo núcleo: “Palavras da Madre Yvonne Reungoat às Delegadas e Ex-alunas/os das FMA”.

2. Como ramo leigo da Família Salesiana, qual linha operativa propões para trabalhar em sinergia com os grupos da Família Salesiana existentes no teu território?

3. As Ex-alunas/os são a longa manus das FMA no mundo. Poderias mencionar três sinais concretos desta afirmação na realidade de hoje?

4. Entre os desafios que a Madre Yvonne apresenta, quais soluções proporias para o primeiro e o quarto desafio?


Em 27 de abril 2014 acontecerá a canonização de João Paulo II.

A ele confiamos as nossas intenções do coração.



ORAÇÃO PARA IMPLORAR GRAÇAS ATRAVÉS

DA INTERCESSÃO DE JOÃO PAULO II
Ó Trindade Santa, agradecemos-te por ter doado à Igreja João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da tua paternidade, a glória da Cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de amor. Ele, confiando totalmente na tua infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, deu-nos uma imagem viva de Jesus Bom Pastor e indicou-nos a santidade como medida alta da vida cristã ordinária, como estrada para alcançar a comunhão eterna contigo. Concede-nos, pela sua intercessão, segundo a tua vontade, a graça que imploramos, na esperança que ele seja logo incluído no número dos teus santos. Amém.




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