Confederação Mundial das Ex-alunas e Ex-alunos das fma



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Confederação Mundial das Ex-alunas e Ex-alunos das FMA


CAMINHEMOS JUNTOS, RUMO À ASSEMBLEIA CONFEDERAL DE 2015
PRIMEIRO NÚCLEO:
Palavras do Reitor Maior,

às Delegadas, Ex- Alunas e Ex- Alunos das FMA”
Janeiro- Fevereiro 2014
Esta nova rubrica intitulada “Caminhemos juntos” nasceu do desejo de promover um caminho formativo para Ex-Alunas, Ex-Alunos e Delegadas de todo o mundo , em vista da Assembleia Confederal de 2015. O ano 2015 é um ano muito significativo para todos nós, membros da Família Salesiana pois coincide com a celebração do Bicentenário do nascimento do nosso querido pai D. Bosco.

Queremos propor-vos para o ano 2014, um itenerário, dividido em 6 nucleos temáticos , que nos vão ajudar a aprofundar a natureza, a missão e a visão da Associação dos Ex- Alunos das FMA, partindo do magistério da Associação. Cada nucleo é formado por duas partes: na primeira parte apresentar-se-à a síntese de um documento tirado do Magistério da Associação e a segunda parte vai ser para preencher uma ficha pessoal e outra ficha em grupo que nos leve à refletir e a partilhar nos conselhos de Confederação, de Federação e de União. Vamos apresentar no sito www.exallievefma.org , na rubrica “ Vida Associativa” o texto integral de cada núcleo , em 5 línguas e também vai ser publicado no facebook: Confederazione Mondiale Exallieve FMA.

Gostariamos imenso que partilhásseis connosco a reflexão feita sobre o primeiro núcleo, respondendo às pergunbtas 3,4,5 da ficha do Conselho. Este material será um documento muito precioso que será apresentado na Assembleia Mundial em 2015. Por isso o vosso contributo é indispensável. Pedimos que as vossas reflexões sejam enviadas para o E-mail maritzafma@yahoo.com e paolastai@fastwebnet.it.

No primeiro núcleo: “Palavras do Reitor Maior, às Delegadas, Ex- Alunas e Ex- Alunos das FMA” apresentamos a homilia que o Reitor Maior fez durante a Eucaristia, celebrada na Basílica Menor de S. João Bosco em Cinecittà, Roma no dia 29 de julho de 2009, por ocasião do encerramento do Centenário da Associação dos Ex-Alunos das FMA.


PALAVRAS DO REITOR MAIOR
A celebração do encerramento do Centenário da Confederação Mundial das Ex-alunas/os convocou-nos de novo, esta vez em Roma, na Basílica de Dom Bosco.

Concluístes um Centenário e neste momento aprestai-vos a iniciar um outro, rico de possibilidades e, ao mesmo tempo, de desafios, que se tornam pesados, como este da crise econômica e financeira que está fazendo atribular o mundo inteiro. Trata-se de uma crise que, como evidencia o Santo Padre, na sua recente encíclica “Caritas in veritate”, põe em claro uma tentativa de organizar a sociedade baseada num desenvolvimento intra-mundano, no qual prevalece a avidez e põe-se em risco a fraternidade e a solidariedade e, portanto, a justiça social.

Viestes aqui, à Basílica de Dom Bosco, para exprimir a vossa gratidão ao Senhor pelo dom que nos fez em Dom Bosco, com o seu carisma, com a sua missão e com a sua espiritualidade, da qual somos herdeiros.

Mas viestes também porque quereis encontrar em Dom Bosco inspiração e energia e, de modo particular, dos caminhos do futuro.

E, como de costume, a palavra de Deus que escutamos oferece-nos as linhas para definir melhor aquilo que o Senhor espera da Confederação neste primeiro século do terceiro milênio.

Hoje ouvimos redizer-nos a mensagem de Dom Bosco, sintetizada nas palavras de São Paulo à sua predileta comunidade de Filipe: «O que aprendestes, recebestes, escutastes e vistes em mim é aquilo que deveis fazer». E que coisa é o que escutamos e vimos nele para dever reproduzi-lo em nós e continuá-lo.

Talvez seria oportuno ir aos fatos para poder entender melhor e imitá-lo fielmente.

Na reviravolta política, social, econômica e religiosa italiana, que caracterizou boa parte do século XIX, Dom Bosco sentiu o drama de um povo que se afastava da fé e sentiu, sobretudo, o drama da juventude, predileta de Jesus, abandonada e traída nos seus ideais e nas suas aspirações pelos homens da política, da economia, quem sabe também da Igreja. O contexto atual não é tão diverso. Pelo contrário!

Contra tal situação, Dom Bosco reagiu energicamente, encontrando formas novas de opor-se ao mal; às forças negativas da sociedade resistiu denunciando a ambiguidade e o perigo da situação, “contestando” – do seu modo, entende-se – os poderes fortes do seu tempo.

Sintonizou-se, então, para desenvolvê-las e potenciá-las, com as possibilidades que lhe ofereciam as condições histórico-culturais e as conjunturas econômicas do momento histórico. Fundou assim oratórios, escolas de vários tipos, laboratórios de artesãos, jornais e revistas, tipografias e editoras, associações juvenis religiosas, culturais, recreativas, sociais; igrejas, missões no exterior, atividades de assistência aos emigrantes, além das duas congregações religiosas e daquela laical que continuaram a sua obra.

Teve sucesso graças também aos seus destacados dotes de comunicador nato, malgrado tantas faltas de recursos econômicos, culturais e intelectuais. Sempre impelido por uma superior audácia de fé, em circunstâncias difíceis, pediu e obteve ajudas de todos, católicos e anticlericais, ricos e pobres, homens e mulheres do dinheiro e do poder, de expoentes da nobreza, da burguesia, do baixo e do alto clero. Os seus pedidos de ajuda não podiam não ressoar direta ou indiretamente como desafio, como condenação moral daqueles que tinham fechado o coração para a realidade dolente do próximo.

A importância histórica de Dom Bosco deve ser encontrada, porém, antes que nas tantíssimas «obras» e em certos elementos metodológicos, relativamente originais, como o famoso “Sistema Preventivo de Dom Bosco”

  • na percepção intelectual e emotiva que teve do alcance universal, teológico e social, do problema da juventude «abandonada», isto é, da enorme porção de juventude da qual não se ocupava ou ocupava-se de um modo completamente inadequado;

  • na intuição da presença em Turim por primeiro – na Itália e no mundo depois – de uma forte sensibilidade, no ambiente civil e no “político”, do problema da educação da juventude e da sua compreensão por parte das classes mais atentas da opinião pública;

  • na idéia que lançou de necessárias intervenções, em larga escala, no mundo católico e civil, como necessidade primordial para a vida da Igreja e para a sobrevivência mesma da ordem social;

  • e na capacidade de comunicá-la a largas fileiras de colaboradores, de benfeitores e de admiradores.

Nem político, nem sociólogo, mas simplesmente padre-educador, Dom Bosco partiu da idéia que a educação podia fazer muito, em qualquer situação, se realizada com o máximo de boa vontade, de compromisso e de capacidade de adaptação. Comprometeu-se a mudar as consciências, a formá-las para a honestidade humana, para a lealdade cívica e política e, nesta perspectiva, a “mudar” a sociedade, mediante a educação.

Transformou os valores fortes nos quais cria – e que defendeu contra todos – em fatos sociais, em gestos concretos, sem recuos no espiritual e no eclesial, entendido como espaço isento dos problemas do mundo e da vida. Pelo contrário, forte da sua vocação de sacerdote educador, cultivou um cotidiano que não era ausência de horizontes, mas antes dimensão encarnada do valor e do ideal; que não fosse nicho protetor e recusa do confronto aberto, mas sincero medir-se com uma realidade mais ampla e diversificada; que não era um mundo restrito para poucas necessidades para satisfazer e lugar de repetição quase mecânica de atitudes tradicionais; que não era recusa de toda tensão, do sacrifício exigente, do risco, da renúncia ao prazer imediato, da luta. Teve para si e para os salesianos a liberdade e o orgulho da autonomia. Não quis ligar a sorte da sua obra ao imprevisível variar dos regimes políticos.

A figura e o significado de Dom Bosco e da sua obra são histórica e universalmente reconhecidos, e nós somos os seus herdeiros.

No vosso caso concreto, caríssimas/os Ex-alunas/os, isto significa reforçar a vossa identidade cristã, que deveis testemunhar nesta sociedade hodierna e traduzi-la no programa apostólico que nos indica Jesus na página evangélica de Mateus que nos foi proclamada. Deveis levar a boa-nova do Reino de Deus, e acompanhar este anúncio com o testemunho de vida cristã, numa sociedade sempre mais secularizada, pluricultural e multi-religiosa, com o compromisso de dar qualidade de vida a todos, especialmente aos mais pobres e necessitados. Sois chamadas/os a redar vida àqueles que vivem sem esperança, ou que habitam neste mundo beatamente sem nenhuma transcendência, a inserir na sociedade com plenitude de dignidade e de direitos aqueles que são marginalizados ou descartados por motivos de raça, cultura, sexo ou religião, a libertar as pessoas dos demônios do prazer, do poder, do dinheiro. Isto quer dizer que toda a nossa vida é chamada a ser vivida como vocação e missão.

A evangelização – que é a razão nossa de ser Igreja – é inseparável da promoção humana, do nosso compromisso para tornar mais humana esta sociedade.

Não deveria existir, portanto, nenhum âmbito ou contexto onde não temos espaço para o nosso testemunho e missão. Demos ao mundo a contribuição dos valores da educação salesiana. Este é o fundamento para que as Ex-alunas e os Ex-alunos sejam membros da Família Salesiana.

Eis, caríssimas/os ex-alunas/os, quanto escutamos e vimos em Dom Bosco e quanto somos chamados a continuar a desenvolver com fidelidade dinâmica. Àquela que lhe foi dada como mãe e mestra, Maria Imaculada Auxiliadora, confiamos o nosso compromisso para sermos hoje penhor de esperança para as pessoas mais pobres, necessitadas e em risco”.
FICHA DE TRABALHO PARA OS CONSELHOS DE CONFEDERAÇÃO, FEDERAÇÃO E UNIÃO:

  1. Lê atentamente o texto do primeiro núcleo “Palavras do Reitor Maior, às Delegadas, Ex- Alunas e Ex- Alunos das FMA”.

  2. Que pontos da mensagem do Reditor Maior te impressionam mais e porquê?

  3. D. Bosco reagiu inergicamente para encontrar novas formas de vencer o mal; opos-se às forças negativas da sociedade denunciando a ambiguidade e o perigoso das situações, “ manifestando-se” - à sua maneira, está claro- contra os poderosos do seu tempo. Como é o nosso protesto sócio político? O que é que fazemos para o bem comum?

  4. Como Ex- Alunos, como é que estamos a viver na sociedade os valores da Educação salesiana recebida?

  5. Que caminho propões ao teu Conselho para tornar reais as palacras do Reitor Maior aos Ex- Alunos, : “Toda a nossa vida é para ser vivida como vocaçãoi e missão”?


FICHA DE TRABALHO INDIVIDUAL:

  1. Lê atentamente o texto do primeiro núcleo “ Palavras do Reitor Maior, às Delegadas, Ex- Alunas e Ex-Alunos das FMA”.

  2. Na tua vida, encontras na espiritualidade salesiana a inspiração e a energia para vencer as dificuldades que enfrentas? Como?

  3. Nesta crise sócio-económica e antropológica, eu Ex- Aluna/o do terceiro ou do quarto nível, o que é que fazes para marcar a diferença e testemunhar os valores do Evangelho na família, no trabalkho e onde vivo?

  4. Para aprofundar este tema propomos-te que leias a Estreia de 2014: “ Vamos à fonte da experiência Espiritual de D. Bosco, para caminhar na santidade segundo a nossa vocação específica.”

Pai e Mestre da juventude
São João Bosco,
Pai e Mestre da juventude,
dócil aos dons do Espírito e aberto às realidades do teu tempo
foste para os jovens, sobretudo humildes e pobres,
um sinal do amor e da predileção de Deus.

Sê nosso guia no caminho de amizade com o Senhor Jesus,
para podermos perceber nEle e no seu Evangelho
o sentido da nossa vida e a fonte da verdadeira felicidade.

Ajuda-nos a corresponder com generosidade
à vocação que recebemos de Deus,
para sermos na vida cotidianaconstrutores de comunhão,
e, em comunhão com a Igreja inteira, colaborarmos com entusiasmo,
na edificação da civilização do amor.

Obtém-nos a graça da perseverança
na vivência da vida cristã em grau elevado,
segundo o espírito das bem-aventuranças;
e faze com que, guiados por Maria Auxiliadora,
possamos encontrar-nos um dia contigo
na grande família do céu. Amém.







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