CongregaçÃo dos sacerdotes do coraçÃo de jesus dehonianos



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SUPERIOR GERAL

CONGREGAÇÃO DOS SACERDOTES

DO CORAÇÃO DE JESUS

Dehonianos

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Prot. N. 0224/2011 Roma, 10 de Dezembro de 2011
Aos Superiores das Entidades SCJ


Mensagem para as Festas Natalícias

Natal festa para todos

“Preparaste-me um corpo… Então, Eu disse:

Eis que venho para fazer, ó Deus, a tua vontade”.

Heb. 10,5-7 (passim)

No Natal, o projeto salvífico de Deus na história manifesta uma inaudita novidade. Deus já não se limita a abençoar de fora uma nova etapa do tempo, mas entra pessoalmente nela, percorrendo os caminhos do mundo. Doravante, Deus fará história connosco: “Eis que venho”. E vem para todos, ricos e pobres. Vem para nós, vem no contexto histórico e cultural em que vivemos, e no momento particular do nosso percurso pessoal de vida.

O Natal é um tempo para narrar a vida por inteiro, tal como ela é, feita de acontecimentos mais ou menos importantes, de dores e cansaços, sofrimentos e desilusões, mas também de experiências alegres, que provêm dos laços e encontros que a existência nos oferece e que reconhecemos como dons de Deus. Com gratidão queremos reler algumas iniciativas e experiências vividas no ano que termina.

O Natal é festa da Incarnação, é manifestação por excelência da dignidade da pequenez humana, é solidariedade e dom, imagem perfeita da nossa pobreza assumida como sinal de adesão ao Reino de Deus na terra. Nesta linha, o tema da carta para a festa do Sagrado Coração de Jesus - “Livres e solidários na gestão dos bens” -, ajudou-nos a compreender que Deus nos dá os bens necessários para a vida e para a missão. A economia é uma dimensão fundamental na vida de todos nós. Não a podemos ignorar ou enfrentar superficialmente. O próprio Jesus se confrontou com essa realidade, e sempre viu os bens deste mundo na sua relação com as pessoas e com o projeto do Pai.

A Incarnação do Filho de Deus no quotidiano, e no processo de crescimento e maturação como o de cada pessoa, é um convite a acolher com responsabilidade os processos formativos da nossa vida. O curso para formadores, organizado no ano de 2010-2011, no colégio internacional, em Roma, deu a um grupo de nossos confrades a possibilidade de viver um itinerário de amadurecimento do coração à luz do Coração de Cristo, para serem, nas realidades formativas, pessoas capazes de preparar corações solidários. O curso para os ecónomos, que está a começar, também no colégio internacional de Roma, propõe-se alcançar os mesmos objetivos. A maior parte dos participantes são jovens. Os jovens, como os reis magos, olham o céu, procuram felicidade, sonham com uma estrela, manifestam desejos e, com seu caminho, constroem o futuro. Os encontros dos nossos jovens, incluindo as Jornadas Mundiais da Juventude, em Madrid, são vida narrada com gratidão. Em todos há a procura de um significado, e a descoberta de que a humanidade, na sua pobreza, espera Aquele que, do Alto, nos vem visitar.

Neste panorama, descobrimos que houve dois encontros que marcaram amplas áreas da nossa presença: as conferências da Ásia e da Europa, celebradas como conclusão das visitas do Governo geral àqueles continentes. Mundos distantes, profundamente diferentes, um rico de perspetivas, outro carregado de memórias e de história, mas ambos cheios de desafios e de sinais de pobreza que não podem ser adiados. A Palavra que se fez carne indica-nos o caminho do encontro e do diálogo para a construção da família de Deus. Na Europa, a secularização revelou-se como o resultado de um processo em que a comunidade cristã perdeu gradualmente a capacidade de dialogar com muitos dos nossos contemporâneos, que acabaram por perder a referência a Deus. É urgente que aprendamos a escutar o ser humano que anseia por Deus, ainda que disso não tenha consciência, e aprender a escutar-nos reciprocamente como dehonianos na Europa, para abrir os caminhos da solidariedade, que levem a um itinerário de colaboração entre as entidades. As nossas pobrezas internas tornam-se oportunidade para alargar os espaços de encontro e de ajuda. Nesse sentido, faz-nos bem pensar, com os nossos confrades da Ásia, no valor do diálogo com as outras religiões, com as culturas, com os pobres. Na sua conferência manifestaram esta necessidade e compromisso com a expressão: “tríplice diálogo”.

No Natal toda a realidade parece falar de renovação e também a nossa Congregação não deixa de viver este apelo. Tomaram posse novos conselhos nas entidades, e agrada-nos recordá-los com profunda estima e reconhecimento. Mas não pode passar despercebido o caminho profundamente novo da província dos Camarões e do distrito da Índia. Os conselhos de ambos são compostos por confrades crescidos e amadurecidos nesses contextos. O mistério da Incarnação, pelo qual Deus assume no seu Filho a carne humana, para nos tornar participantes da sua vida, também se manifesta nestes passos que, vistos superficialmente, poderiam parecer simples questões organizativas.

Mas o Natal não é só vitalidade e novidade. É também reflexão e interioridade. Algumas comissões, particularmente a dos Leigos dehonianos, reunida em Roma, em Outubro passado, e o grupo de Justiça, Paz e Reconciliação, reunido em Madrid, trabalharam com este espírito. Durante este ano também se pôs em movimento um projeto de atenção aos nossos confrades idosos, com uma equipa que procura formas adequadas para acompanhar o envelhecimento de pessoas e comunidades, em ato em várias províncias da Congregação. Com a idade diminuem as atividades, mas abrem-se perspetivas de maior entrega e reflexão. Os idosos são os nossos companheiros mais velhos que no Natal, com Jesus que vem até nós, oferecem o clima de família às nossas comunidades e nos ligam à nossa história em que o Senhor sempre esteve presente como pastor atento.

Há um outro sinal que se faz novidade e dom no Natal e Ano novo, que é a VIII Conferência geral a realizar em Neustadt, de 16 a 21 de Julho de 2012, e que terá como tema: “Educare” como dehonianos as jovens gerações. Somos convidados a tomar consciência de que, à nossa missão apostólica, está confiado o cuidado dos mais jovens para que amadureçam na vida de fé. Na mesma linha de ação se insere a revisão da Ratio formationis generalis, em que se está a trabalhar. Não se trata de redigir mais um documento, a confiar àqueles que trabalham no setor, mas de uma ocasião para dar identidade à formação que queremos para o religioso dehoniano do nosso tempo.

Queremos partilhar convosco também um pouco da satisfação que experimentámos na semana de exercícios espirituais que como Cúria fizemos. Refletimos e meditámos sobre alguns temas importantes da nossa espiritualidade, com o contributo de cada um de nós, e compreendemos o valor e a força que têm para o serviço que, como Administração geral, somos chamados a prestar à Congregação e ao mundo. Na diversidade das propostas e das competências, compreendemos, mais uma vez, o valor que cada um é para o outro. Juntos, procurámos dar vida nova a coisas já vividas, sem medo de mostrar a nossa fé, mesmo que pobre.

Dão os primeiros passos nestes temas os jovens que fizeram a primeira profissão e iniciaram o seu caminho na Congregação. Agradecemos ao Senhor, que continua a chamar e a oferecer-nos presenças importantes, para que o carisma do P. Dehon continue a ser oferecido a este nosso tempo. Os confrades falecidos durante este ano vivem os mesmos temas na paz do Senhor, e, estamos certos, nos ajudarão na fidelidade ao dom recebido.

No Natal, com o seu Ecce venio, Jesus ligou a vida de Deus à nossa. Graças a este mistério, os acontecimentos, as atividades e os programas, que marcam a existência da Congregação, como a de cada membro e a de cada pessoa, tornam-se lugares de encontro com o Senhor da História. Desejamos a todos que saibam compreender a presença de Deus no quotidiano, uma presença tão íntima que vos faça dizer como o P. Dehon servindo-se das palavras de S. Paulo: "A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim" (Gal 2,20).

Esta comunhão com Aquele que assumiu a pobreza e a fragilidade da nossa condição, nos faça crescer na liberdade e na solidariedade, e o Natal seja ocasião de gratidão e de renovação do dom de nós mesmos.
Feliz Natal de 2011

P. José Ornelas Carvalho scj

Superior geral

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