Constitui a tomada de posição do apóstolo ante uma precisa situação da Igreja de Corinto



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1 CORÍNTIOS
23.02.08

G. Barbaglio


1,10-4,21 constitui a tomada de posição do apóstolo ante uma precisa situação da Igreja de Corinto.

- a comunidade estava dividida

- reinava um verdadeiro culto da personalidade

- nem todos os coríntios agregavam-se aos grupinhos

- a complexidade desta situação de Corinto é enfrentada por Paulo com um discurso articulado que tem em vista os temas eclesiológico e cristológico

1,10-17: a unidade da Igreja

1,18-25: a antítese entre a pregação apostólica de Cristo crucificado e aprocura de uma sabedoria humana intelectual e orgulhosa

1,26-2,5: exemplificações da antítese

3,1-17(18): volta a falar das divisões, vistas sobre o pano de fundo do precedente discurso sapiencial, esclarecendo sobretudo o papel dos pregadores e dos mestres da comunidade

4,1-13: aprofundamento sobre o papel dos pregadores do Evangelho


5,1-6,20 bloco literário que se articula em três trechos

6,12-20: retorna ao tema da imoralidade, levando em consideração não mais situações concretas e particulares, mas as justificativas teóricas elaboradas pelos espiritualistas de Corinto para sustentar seu comportamento em matéria sexual

- Paulo preocupa-se com a Igreja, com sua autenticidade de vida, que estava sendo comprometida

- Paulo procura preservar a igreja como autêntico lugar de uma vida nova criada por Deus, como espaço vital livre da escrava submissão ao pecado. Dada a situação concreta, ele se refere à imoralidade e à injustiça

- Diante da Igreja está o “mundo”, como espaço de domínio das forças do mal

- As fórmulas “os de dentro” e “os que estão fora” são a plástica evidência da oposição entre Igreja e mundo (5,12-13). Dois horizontes de vida contrapostos

- a comunidade cristã ... é um lugar alternativo de vida, tornado possível pela iniciativa salvífica de Deus; quem nele se insere assume a responsabilidade de manter e reforçar as distâncias que o separam do reino do mal. Deve ser defendido com determinação
7,1-40 constitui a resposta a uma precisa questão formulada numa carta mandada a Éfeso. Não pode ser reduzido a uma exposição geral e completa do tema “casamento e celibato”, em si e por si. Não é uma doutrina ou teologia sobre o casamento e o celibato.

Paulo é chamado a pronunciar-se sobre os estados de vida matrimonial e celibatário. Somos obrigados a imaginar a influência que seu próprio estado de vida exerceu sobre a resposta

Parece certo que Paulo teve de enfrentar não apenas idéias e propósitos ambiciosos, mas também práticas precisas. Prova disso é a minuciosa casuística presente em sua resposta, que não se limita aos princípios gerais.

O fato de terem escrito ao apóstolo, pedindo a sua orientação, significa que a experiência não devia estar isenta de hesitações, incertezas e dúvidas.

A exposição do texto manifesta um timbre acentuadamente casuísta, procurando resolver os múltiplos casos em que se articula o problema do casamento e do celibato.

À questão posta, Paulo responde com uma proposição absoluta, enunciando uma solução na linha de princípio. Mas a faz seguir de uma proposição hipotética, que tem a finalidade de indicar um comportamento diferente, tendo em vista condições particulares.

Paulo fala com autoridade apostólica.

O caráter normativo de suas soluções emerge também dos repetidos imperativos

As respostas baseiam-se no binômio: solução ideal e solução realista

O que preocupa o apóstolo é a adesão total a Cristo

Sua solução do problema vai na direção da firmação de uma radical e polivalente liberdade em relação ao casamento e ao celibato, justamente como liberdade-de e liberdade-para. Nenhum dos dois estados tem valor absoluto. Enquanto realidades boas, ambas são possíveis.
8,1-11,1 pode-se destacar a constante presença do tema da liberdade

os “fracos” encontravam-se em dificuldade, existencialmente. Em suas vidas ainda era forte a lembrança da floresta: o passado idolátrico continuava sendo um perigo iminente. Eram frágeis e estavam sujeitos a perturbações de consciência


Isto revela uma outra face da divisão na Igreja de Corinto


A seção apresenta não só um problema de relacionamento com o mundo, com sua estrutura religiosa pagã, mas levanta também uma problemática eclesial interna.

8,1-13: Paulo faz referência aos slogans deles, citando-os, e à prática conseqüente, para em seguida expor seu juízo, que é um misto de concordância e de reserva.

- o texto é dialético no conteúdo e na forma. Confrontam-se duas posições, reveladoras de duas mentalidades muito diferentes

- vê o problema a partir de motivações que não têm nada a ver com os fortes ou os fracos

- o amor supera a gnose, é muito mais importante do que ela

- vv. 4-6 decisiva é a atitude subjetiva do homem, que em sua vida concreta pode criar ídolos para si mesmo. Não basta saber que existe um só Deus; é preciso provar que na própria vida não há outros deuses, ou seja, realidades finitas e criadas, que são erigidas em valores absolutos.

- vv. 6-13 crítica à prática libertária dos fortes (devido respeito à consciência dos fracos). Para os fracos, comer a carne sacrificada aos ídolos equivale a um gesto idolátrico. Há pessoas que pensam diferente na comunidade. É preciso levá-las em conta. O “eu” é limitado pela pessoa do outro, ou melhor, vive dentro de um contexto comunitário e social. É simplesmente um crime destruir aquele que Cristo salvou pagando com o preço da própria morte, tornando-o nosso irmão. A liberddade como irrestrito poder de ação, construída sobre um saber objetivo, enclausura o “eu” em si mesmo.

9,1-27: a página tem caráter auto-biográfico. Paulo fala de si, de suas opções, de sua vida. No centro está o apóstolo. É apologética. Paulo se apresenta como servidor da mensagem cristã. Paulo é atacado, contestado, julgado. Caráter vivaz e apaixonado da página.

- vv. 1-2 afirmação da própria missão apostólica

- vv. 3-18 reivindicação do direito apostólico de ser mantido pela comunidade, e explicação darenúncia voluntária

- vv. 19-23 afirmação da própria liberdade e disponibilidade

- vv. 24-27 apresentação do próprio exemplo de duro empenho



Perguntas retóricas, que supõem sempre respostas afirmativas. Pl faz analogias

11,2-14,40 os fiéis se reuniam para celebrar a eucaristia, precedida de uma refeição comum


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