Contabilidade



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CONTABILIDADE

MÓDULO 1


Índice


1. Objetivo do curso 3

2. Introdução 3

3. Perspectiva histórica 3



1. Objetivo do curso


O objetivo do curso é, além de ensinar as bases da ciência contábil, seus fundamentos, princípios e demonstrações, desenvolver as habilidades de contadores que não sejam meramente processadores de informações contábeis, mas sim que elaborem e analisem os demonstrativos contábeis, realizem diagnósticos e implementem soluções para os problemas econômicos e financeiros da empresa.

2. Introdução


A contabilidade é a ciência que desenvolveu uma metodologia que capta, registra, acumula, resume e analisa todos os fatos econômicos e financeiros que ocorrem em uma entidade. Por entidade entendemos desde as pessoas físicas até as entidades de Direito Público, como estados, municípios e União, passando por entidades privadas, com ou sem fins lucrativos, como é o caso das fundações.

As transações ou operações que ocorrem em uma entidade são, entre outros exemplos, compras, vendas, pagamentos e recebimentos. Esses eventos, em geral, estão associados a documentos comprobatórios, como a nota fiscal, a fatura, a duplicata, a nota promissória e o recibo.

Captação, registro, acúmulo e resumo das transações da entidade geram as demonstrações contábeis, das quais o nosso curso se ocupará com o balanço patrimonial e com a demonstração de resultado do exercício.

3. Perspectiva histórica


A história da contabilidade mistura-se e desenvolve-se em paralelo às iniciativas econômicas do homem. Poderíamos mesmo fazer um paralelo entre história e contabilidade na medida em que o surgimento de meios de registro da história em cavernas, papiros e placas de argila também foram os meios de registro das transações econômicas e de bens sob propriedade. Tomando uma certa liberdade literária, podemos dizer que a contabilidade se desenvolveu como uma espécie de história dos bens e das transações, pois evoluiu na medida em que o ser humano migrava da realidade de subsistência para a realidade da produção de excedente, com a agricultura organizada, a produção de manufaturas e o comércio entre pessoas e regiões. O próprio conceito de excedente pressupõe algum tipo de contagem, medição ou contabilidade, ainda que rudimentar e não expressa em unidades monetárias como hoje.

Segundo o professor Francisco D’Auria, na obra Primeiros Princípios de Conta bilidade Pura (1949), a história da contabilidade pode ser esquematicamente dividida nos seguintes períodos:



  • Contabilidade primitiva (Idade Antiga)

- Incorpora a atividade humana desde o início da agricultura e desenvolvimento das cidades.

  • Vai das fases mais remotas da idade do bronze até as diversas civilizações da Mesopotâmia, Egito: fenícios, hebreus, gregos.

  • Período estacionário (Idade Média)

  • Durante a Idade Média, a Europa é fragmentada em feudos, e as limitações de tráfego entravam o comércio. As atividades de usura são proibidas a cristãos, e o poder da Igreja não vê com bons olhos iniciativas que tirem os homens da ordem estamental que divide todos entre nobres, religiosos e servos.

  • Primeira sistematização (século XV)

  • Em 1494, o Frei Luca Pacioli publica a obra Tractatus de Computis et Scripturis, que apresentava o método de partidas dobradas, usado até hoje.

  • A publicação de Luca de Pacioli ocorre em um cenário em que as cidades italianas já desenvolviam um vibrante comércio com o leste, através do Mediterrâneo, e em que o comércio, a produção com vistas ao lucro e mesmo a atividade bancária e de câmbio já não sofriam as mesmas restrições.

  • Período da consolidação (séculos XVI a XVIII)

  • Paulatinamente, a Europa vai migrando dos feudos para estados nacionais. Surge um contingente de pessoas que não mais se enquadravam nas divisões anteriores. Não eram servos da gleba nem nobres.

  • Dentro desse contexto, encontramos entidades como a Liga Hanseática, que realizava comércio no norte da Europa, Companhia Das Índias e as navegações, que expandiram os limites comerciais dos impérios português, espanhol, holandês e francês.

  • Fase científica (século XIX)

  • Ao longo do século XIX, a máquina a vapor e outros progressos científicos permitem a migração do sistema de produção descentralizada, em que a manufatura era feita por artesãos, para a fabricação por operários em ambientes que concentravam os fatores de produção. A escala de produção aumenta brutalmente, os processos de produção tornam-se contínuos e as abordagens de controle, medição, acúmulo e apuração têm que acompanhar essa tendência.

  • Atualidade (a partir do século XX)

  • Continuam as consequências da Revolução Industrial com a incorporação da força elétrica e de combustíveis fósseis para o funcionamento das máquinas.

  • A linha de montagem e as escolas de administração científica demandam uma contabilidade sofisticada.

  • Progressivamente, as situações apresentadas na contabilidade precisam atender a transações transnacionais, processos contínuos, mercados financeiros voláteis e instrumentos financeiros complexos.

  • Nascem uma economia financeira e uma indústria de investimentos que, em grande parte, usam a contabilidade como um de seus principais fundamentos.





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