ContaçÃo de história na educaçÃo infantil com crianças de 2-3 anos historytelling in early childhood education with 2-3 years of children



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CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL COM CRIANÇAS DE 2-3 ANOS

HISTORYTELLING IN EARLY CHILDHOOD EDUCATION WITH 2-3 YEARS OF CHILDREN
Neusa Maria Fortunato Bianchini- neusinhabianchini@hotmail.com

Graduando do UNISALESIANO

Profª Ma. Fátima Eliana Frigatto Bozzo- UNISALESIANO- elianaboz@terra.com.br

Prof. Me Marcos José Ardenghi – Unisalesiano – marcos@unisalesiano.edu.br



RESUMO
Reconhecer a importância que a contação de história exerce na formação da criança, possibilitando o desenvolvimento da imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. O objetivo foi mostrar alguns meios a serem usados durante a contação de história, visto que esta atividade oferece à criança nesta faixa etária, de 2-3 anos, o desenvolvimento oral, psicológico, enriquece o vocabulário, estimula a memória e trabalha a timidez, esperando através desta atividade despertar o gosto em ouvir, entender e recontar histórias seja com ou sem ajuda. O método utilizado foi o de observação por meio de pesquisa qualitativa, sendo a pesquisa realizada em uma escola infantil municipal, na cidade de Lins-SP. Durante a contação, foram usados recursos variados. Esta participação se deu de maneira espontânea através de gestos e da fala, mostrando com isso a grande importância e influencia que a contação de história exerce na educação infantil, a contação de história é fundamental para aquisição de conhecimento, interação e compreensão do uso da oralidade como fonte de expressão.
Palavras-chave: Educação Infantil. Contação de História. Desenvolvimento da Criança
ABSTRACT
Recognizing the importance that storytelling plays in children’s education,enabling the development of imagination, emotions and feelings of pleasurable and meaningful way. The objective was to show some media to be used during the storytelling, once this activity provides to the child inside this age range, 2-3 years, oral, psychological development, enriches the vocabulary, stimulates memory and works shyness, hoping through thes activity to improve the willing to listen, understand and retell stories with or without any help.The method used was the observation by means of qualitative research, which had being conducted in a municipal nursery school in the city of Lins- SP. During storytelling, many resources. Thes participation occurred spontaneously using gestures end speech thereby showing the importance end influence that storytelling plays in early childhood education, that storytelling is fundamental to the acquisition of knowledge, interaction and understanding of the use of orality as a source of expression.
Keywords: Childhood education. Storytelling. Development of the child.

INTRODUÇÃO
A contação de histórias precisa ser vista como uma das ferramentas que proporcionam à criança o contato com novos conhecimentos de mundo.

Reconhecer a importância da contação de histórias na educação infantil é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa.

Procurou-se mostrar através deste trabalho que de forma lúdica e prazerosa pode-se agregar diversos assuntos relacionados à inserção de conhecimentos pertinentes a educação infantil, fazendo uso de recursos para atrair a atenção de seu público alvo.

A realização da contação de histórias usando o método de observação, possibilitando ao educador avaliar se seus objetivos estão sendo alcançados, podendo com os resultados buscar novos meios para envolver a criança, respeitando seu desenvolvimento e maturidade.

Foram observados também durante a contação de histórias se os recursos usados estavam auxiliando as crianças a ouvir e entender histórias.

Os registros deixaram claro que os recursos, além de estimularem e prenderem a atenção faz com que as crianças manifestem o gosto por ouvir, entender, recontar e até recriar histórias.

Através dos registros feitos durante a contação das histórias escolhidas, foi avaliado o grau de envolvimento de cada criança, como também a contribuição dos recursos usados em cada uma.

Os objetivos dessa pesquisa foram buscar meios para a realização de uma boa contação de história, visando estimular o gosto por ouvir histórias, através das histórias escolhidas; verificar se as crianças estão se apropriando das histórias e se as mesmas estão estimulando o gosto por ouvir e entendê-las.

Foi usado para esta pesquisa o método de observação, onde foi registrada a participação de cada criança em uma ficha.

Foi colocado como problema a ser investigado se os recursos usados para contação de histórias ajudam a estimular o gosto das crianças de 2-3 anos por ouvir, entender e até mesmo recontar histórias.

Durante a realização da pesquisa foi observado que os recursos estimulam de forma positiva no desenvolvimento infantil, interferindo diretamente no seu estado psicológico emocional e cultural, possibilitando o gosto por ouvir, entender e recontar histórias.


  1. A IMPORTANCIA DA LEITURA

A leitura e a escrita permanecem todo período de escolarização; desde os primeiros anos, mesmo antes das crianças dominarem o código linguístico, quando se busca construir uma atitude curiosa pelo livro e prazer pela leitura, até a vida adulta.

Despertar o prazer nos alunos pela leitura na escola significa abrir caminhos para que possa melhorar suas habilidades, familiarizar-se progressivamente com a leitura, adquirir o hábito de ler e a utilizá-la para ter acesso a novos conteúdos de aprendizagem nas diversas áreas do conhecimento.

A leitura sempre esteve no centro de reflexões educacionais de vários pesquisadores, por ser uma prática que o indivíduo utiliza para desenvolver habilidades que muito ajudarão na construção de sua autonomia.

A leitura existe por uma necessidade, a qual é justificada pelas exigências de um mundo letrado, enfatizando a palavra como essencial à formação do ser humano.

Como diz Bamberger (1975, p. 37): “Para muitas crianças a leitura está intimamente associada às atividades e exigências da escola, concluindo a sua educação elas deixam de ler, porque ‘a vida’ agora significa algo diferente da escola”.

Na leitura, o leitor está diante de palavras escritas pelo autor o qual não está presente para completar as informações. Por isso é natural que o leitor forneça ao texto informações enquanto lê, contudo, o texto também atua sobre os esquemas cognitivos do leitor.

É por meio da leitura que as pessoas podem ter acesso ao legado cultural da humanidade, construído ao longo dos anos. E isso é maravilhoso! Tudo que se quer saber sobre qualquer área do conhecimento pode ser encontrado, aprendido e estudado por meio da leitura.

A leitura na educação infantil tem papel fundamental. Nessa fase, a criança descobre o mundo que a cerca e observa com cuidado e curiosidade tudo e todos que estão em sua volta.

As crianças desde pequenas buscam leituras que lhes motivam como gibis e revistas recreativas. Porém é importante e necessário que tenham contato com os diversos gêneros textuais para familiarizarem-se com todo tipo de texto. Assim, cartas, bilhetes, jornais, revistas, panfletos, listas telefônicas podem ser considerados gêneros mais lidos e fontes ricas de informação. Os chamados materiais de ação como placas, regras de jogos, leituras de reflexão e distração também fazem parte de materiais que enriquecem a criança em se tratando de leitura.

Na educação infantil, os momentos de leitura não devem ser restritos apenas a literatura. As situações podem ser variadas: ler para obter informações específicas, para saber mais sobre um assunto ou porque surge uma curiosidade.

Contar ou ler histórias para as crianças desde pequenas será de grande importância para despertar nelas o gosto pela leitura e assim contribuir para o seu desenvolvimento e aprendizagem.



Contar histórias não é uma tarefa fácil. É necessária uma preparação anterior, deve-se conhecer quais histórias vão ser contadas e quais serão seus ouvintes, deverá ter domínio da narrativa para que se possa prender a atenção de quem estará ouvindo, no caso, a criança. Quem estiver como contador precisa conhecer a história muito bem, porque assim terá confiança no que estiver contando e a criança terá facilidade para compreender melhor a história sem apresentar dificuldades de entendimento. Deve-se mostrar também o livro para que se possa ter uma noção melhor dos personagens.

O trabalho com a literatura infantil é de fundamental importância para o desenvolvimento intelectual e emocional da criança. A partir dos contos, das histórias, lendas, parlendas e da motivação do professor, a criança tem a oportunidade de exercitar a imaginação, criando imagens a partir do seu contexto social. O ambiente narrado na história, as cores, os cheiros, os objetos, os sons, os personagens ganham proximidade com os fatos vivenciados no cotidiano vivido ou imaginado pelas crianças.

O professor, para ser um bom contador de histórias, em primeiro lugar tem que gostar de ler. Afinal de contas, ele será um exemplo que pode ser imitado pelas crianças. Com essa idéia, Cavalcante (2002, p. 25) afirma que “a melhor técnica para narrar histórias de maneira sedutora é ser um bom contador, absolutamente apaixonado pelo mundo do faz de conta”. É importante também que o professor busque atualizar-se, a fim de ficar cada vez mais qualificado para desenvolver um bom trabalho didático junto às crianças, principalmente na educação infantil.

Abramovich (2002) diz que contar histórias é a mais antiga das artes. Nos velhos tempos, o povo assentava ao redor do fogo para esquentar, alegrar, conversar, contar casos. Pessoas que vinham de longe de suas Pátrias contavam e repetiam histórias para guardar suas tradições e sua língua. As histórias se incorporam à nossa cultura. Ganharam as nossas casas através da doce voz materna, das velhas babás, dos livros coloridos para encantamento da criançada. E os pedagogos, sempre à procura de teorias e processos adequados à educação das crianças, descobriram esta “mina de ouro”: as histórias.

Abramovich (2002, p. 23) afirma que “as histórias são fontes maravilhosas de experiências. São meios preciosos de ampliar o horizonte da criança e aumentar seu conhecimento em relação ao mundo que a cerca”. As histórias têm como valor específico o desenvolvimento das ideias, e cada vez que elas são contadas acrescentam às crianças novos conhecimentos.

O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo (a mesma história ou outra). (ABRAMOVICH, 2002) Afinal, pode nascer de um texto.

Contar histórias é tarefa importante na educação infantil. A narrativa para crianças pequenas envolve todas as oportunidades de interação que elas têm com seu mundo imaginário. Ouvir histórias de várias formas, fazer de conta, dramatizar com fantoches as leva a aprender melhor a realidade.

Experimentando a linguagem do faz-de-conta, a criança vai dominando o mundo, compreendendo como ele é, aprende também a dominar regras, trabalhando suas emoções, seus medos.

A criança consegue imaginar que uma coisa pode funcionar como outra. Um pente pode virar um microfone. Em suas brincadeiras, a criança passa a experimentar diversos modelos e vai atribuindo ao objeto diversas funções, desenvolvendo sua criatividade e fantasia.

Para Coelho (2008, p.12), ”a história aquieta, serena, prende a atenção, informa, socializa, educa. Se elas as escutam desde pequeninas, provavelmente gostarão de livros, vindo a descobrir neles histórias como aquelas que lhes eram contadas”.

Se o livro for apresentado para a criança não só como instrumento de ensino e sim fonte de prazer, certamente ela irá interessar-se por ele, tendo a chance de conhecer a grande magia que o livro proporciona.

Portanto, cabe ao professor buscar conhecimentos para saber adequar os livros às crianças, gerando momentos de prazer e estímulos para a leitura.




  1. HISTÓRIAS E SUAS ESTRATÉGIAS

São muitos os meios para a contação de histórias, permitindo ao mediador e ouvinte viajarem por um mundo de sonhos e fantasias. São inúmeras as técnicas e recursos a serem usadas na contação de história, mas nenhum recurso terá sentido se não for utilizado com emoção. Sem emoção, o contador de histórias não conseguirá transmitir o significado daquela leitura. Ao narrar uma história, se está compartilhando momentos, emoções e despertando sentimentos.

As histórias devem ser contadas calmamente, porém com ritmo e entusiasmo.

A contação de histórias para crianças possibilita o aprender a gostar de ouvir, adquirindo com isso o impulso inicial para a leitura. Estimula o desenvolvimento psicológico, enriquece o vocabulário, estimula a imaginação, observação, memória, a reflexão e a linguagem.

Para Coelho (2008), o narrador deve estar consciente de que a história é importante. Ele apenas conta o que aconteceu, emprestando vivacidade à narrativa, cuidando de escolher bem o texto, recriando-o na linguagem oral, sem as limitações impostas pela escrita. A história é que sugere o melhor recurso de apresentação, inclusive as interferências feitas por quem as conta.

Afirma Coelho (2008) que conhecer a história, ter domínio da técnica traz naturalidade e segurança para quem conta.

O papel de um contador de histórias não está apenas na escola, mas também nas famílias, nos professores, ou naqueles que gostam de contá-las. Segundo Coelho (2008), “contar histórias é uma arte, por conseguinte requer certa tendência inata, uma predisposição, latente, aliás, em todo educador, em toda pessoa que se propõe a lidar com crianças”. (p. 50)

O contador tem papel fundamental, pois para a formação de uma criança é importante ouvir histórias para que seu desenvolvimento seja melhor e segundo Abramovich (2002), “[...] escutá-las é o início da aprendizagem para ser um bom leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo.” (p.16)

Sendo assim, a história quando contada deve ser bem planejada, e pode ser por qualquer pessoa, mas deve ser narrada para encantar, dar prazer para aquele que a ouve. Segundo Abramovich (2002), “o contar é o uso simples e harmônico da voz.” (p.18)

O educador, ao contar histórias, pode também variar na escolha de recursos e, mesmo que não saiba contar muito bem histórias, o uso desses recursos poderá facilitar e transformá-lo em um artista capaz de transmitir com segurança e entusiasmo o texto às crianças.

Na verdade o que mais encanta é a própria história, mas existem muitos recursos visuais que podem ser usados para enriquecê-la ainda mais.

O uso do livro é fundamental ao contar histórias para o publico infantil, pois são as imagens contidas nele que irão facilitar a compreensão da narrativa

Para Coelho (2008, p. 33), “Devemos mostrar o livro para a classe virando lentamente as páginas com a mão direita, enquanto a esquerda sustenta a parte inferior do livro, aberto de frente para o público”.

A gravura também é um recurso bastante utilizado com crianças pequenas, segundo Coelho (2008) elas permitem que observem detalhes e contribuem para organização do pensamento, facilitando, mais tarde a identificação da idéia central, dos fatos principais ou secundários.

Antes de começar a contação, as figuras precisam estar organizadas na sequência da história que será contada. Isso ajudará na compreensão e contribuirá para o entendimento da mesma.

O avental é também um recurso bastante interessante e é usado como cenário da história, seus personagens são removíveis e no desenrolar da história eles vão sendo colocados no lugar e são fixados com velcro.

Os personagens que fazem parte da história ficam guardados no bolso do avental e vão sendo retirados no momento de sua atuação.

O uso do avental é uma técnica que estimula o raciocínio e mexe com o sentimento, contribuindo de forma reflexiva para melhor compreensão do tema que está sendo abordado durante a contação.

A caixa é um recurso que pode ser feito com a ajuda das próprias crianças. Elas não têm tamanhos definidos, podendo ser grandes ou pequenas, redondas ou quadrados. Servem de cenário e também para guardar os personagens, quando não estão sendo usados.

Ao iniciar a contação, o contador vai retirando os personagens, causando suspense e diversão.

Fantoches são bonecos que podem ser feitos de diversos materiais: tecidos, feltro, estopa, E.V.A e outros.

Os bonecos são muito usados em teatro, articulados com as mãos, possibilitando com isso serem usados por qualquer criança.

Segundo Amaral (1993, p. 165), “O fantoche é versátil e espontâneo. Sua manipulação, feita com a mão do ator, traz facilmente emoções à tona. As peças são em geral curtas, mas às vezes também se prolongam numa estrutura de peça mais dramática”.

Dedoches são pequenos fantoches usados nos dedos. Essa técnica é bastante interessante e não necessita de treinamento, permitindo o desenvolvimento da oralidade de forma lúdica.

Usando ou não os recursos existentes para uma boa contação de história, o educador exerce um papel essencial em sua aplicação, pois estará instigando seus alunos à criatividade, à autonomia, auxiliando no desenvolvimento de uma postura investigativa e se apropriando dos conhecimentos do mundo.

Além de chamar a atenção pelas cores e o movimento das mãos, eles conseguem distrair e fazer com que as crianças pensem em como aquele pequeno personagem pode fazer parte de uma grande história. Os dedoches estimulam a memória e o raciocínio, além de ilustrarem e darem mais vida às histórias.

O contato das crianças com a literatura infantil enriquece sua formação.

É importante que a criança venha a adquirir o gosto em ouvir histórias, pois assim terá um amplo repertório de informações.
3 PESQUISA
A pesquisa foi realizada com dezesseis crianças, com idade de 2-3 anos, em uma escola de educação infantil, modalidade creche. A escola Emei “Profª Maria Aparecida da Silva Elias” é uma escola municipal e fica na cidade de Lins-SP. Esta pesquisa foi realizada durante os meses de agosto a setembro pelo método de observação, e a análise dos dados pesquisados foi realizada pelo método qualitativo.

Os objetivos a serem observados foram:



  1. Se a criança durante a contação de história presta atenção e demonstra interesse;

  2. Se a criança entende o que está sendo falado durante a contação de histórias;

  3. Se a criança consegue recontar a história com a ajuda do professor;

  4. Se a criança consegue recontar a história sozinha.

A observação não é apenas um instrumento descritivo, mas um recurso de investigação e planejamento, pois este processo é indispensável para o acompanhamento do desenvolvimento da criança. É preciso verificar se está acontecendo a interação com o que está sendo oferecido e se sua participação está ocorrendo de maneira espontânea, revelando seu interesse pelas histórias que estão sendo contadas a elas.

Essas informações facilitaram o planejamento do educador, levando em conta o que já sabem e o que ainda necessitam saber.

O método qualitativo tem por objetivo analisar e interpretar os dados, refletir e explorar o que eles podem proporcionar, buscando regularidade para criar um profundo e rico entendimento do contexto pesquisado.

Foram usadas para esta pesquisa três histórias infantis, as três obras foram escolhidas levando-se em conta a fase em que a criança se encontra, fase pré - mágica, onde bichos e seres da natureza são o que mais as encantam.

Portanto o educador deve escolher a história a ser apresentada às suas crianças, respeitando sua etapa de desenvolvimento.

Foi observado pela pesquisadora que, durante a contação das histórias escolhidas, usando recursos variados e adequados para cada conteúdo a grande maioria das crianças participam de maneira significativa, demonstrando com isso que estão se apropriando dos conhecimentos que estão sendo apresentados.

É de grande importância a utilização de atividades que possibilitem à criança trabalhar o uso da oralidade e aprendizagem da língua.

Como se vê na linguagem oral, a criança, ao participar de práticas sociais, demonstra seus desenvolvimentos e suas conquistas.


CONCLUSÃO
O contador, tendo compreensão dos benefícios que a contação de histórias oferece para a educação infantil, irá tomar posse desses benefícios, proporcionando um maior envolvimento das crianças, oportunizando o contato com novos conhecimentos, sensações e experiências.

A contação de histórias feita pelo educador pode ser comparada a um fortificante receitado por um médico ao seu paciente. Todos os dias em pequenas doses, o medicamento vai fazendo efeito e fortalecendo o doente; da mesma forma se dá a contação de histórias, a criança vai se apropriando de conhecimentos, sensações e quando percebe já está tão envolvida que não saberá mais ficar sem ouvir, contar ou recontar histórias.

Claro que essa apropriação de conhecimento não se dá para todos da mesma forma e na mesma hora. Por isso temos que respeitar a maturação de cada criança, oferecendo estímulos adequados a cada uma.

Ao contar histórias, o educador estará provocando na criança a vontade de comunicar-se oralmente, levando-a a dialogar com seus colegas sobre o assunto apresentado.

Percebe-se que, à medida que a criança vai vivenciando novas experiências, a evolução da fala vai se ampliando naturalmente. Cabe ao educador criar situações para que a criança sinta necessidade de falar, escutar e querer compreender a linguagem.

Conclui-se que ao ouvir histórias a criança passa a conhecer diferentes maneiras de viver, agir, pensar, dispondo de informações que alimentam sua imaginação, levando-a ao prazer pela leitura.


REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, F. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 2002.
AMARAL, A. M. Teatro de formas animadas. São Paulo: Edusp, 1993.
BAMBERGER, R. Como incentivar o hábito da leitura. São Paulo: Cultrix, 1975.
CAVALCANTI, J. Caminhos da literatura infantil e juvenil: dinâmicas e vivências na ação. São Paulo: Paulus, 2002.
COELHO, B. Contar histórias: uma arte sem idade. São Paulo: Ática, 2008.


Universitári@ - Revista Científica do Unisalesiano – Lins – SP, ano 5., n.11, jul/dez de 2014



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