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Como libertar-se


  1. Qual a importância da libertação dos rótulos das nossas “cascas”?

  2. Discorra a respeito de: “Os rótulos temporários geralmente nos prendem em laços psicopatogênicos, em relações persona-persona neurotizantes, potencialmente criadoras de doenças em todos os níveis.”

  3. Discorra a respeito de: “As famílias de Espíritos encarnados, estruturadas da maneira como estão, sob uma ótica não-reencarnacionista, com seus rótulos de pai, mãe e filho como estados reais e absolutos, é a mais forte fonte inicial de competições e disputas, pois geralmente aí estão os reencontros de Espíritos conflitantes em busca de harmonização.”

  4. Discorra a respeito de: “A Psicoterapia Reencarnacionista, por lidar com a Reencarnação, atua em prol da união entre todas as pessoas por trás dos rótulos ilusórios, e isso deve iniciar-se pelos rótulos familiares, estender-se para os rótulos regionais e os nacionais, a fim de que, um dia, todos os habitantes da Terra considerem-se verdadeiramente irmãos. E isso vai acabar com as injustiças, a miséria, as guerras.”

  5. O que significa: “Libertar-se exige coragem, pois o começo da relativização traz consigo uma sensação semelhante ao processo de desencarne, porém ainda encarnado.”

  6. Como lidar adequadamente com o Karma?

  7. Discorra a respeito de: “Libertar-se exige coragem e a maioria de nós ainda não a possui suficientemente. Estamos quase todos presos em nossos nomes, em nossos sobrenomes, em nossos objetivos pequenos e mesquinhos, em nossa curta e distorcida visão.”


O perdão
O perdão é um atributo dos Espíritos superiores e é uma verdadeira arte conseguirmos, realmente, perdoar alguém. Geralmente, quando nós acreditamos estar perdoando, estamos é tomando a decisão de afastarmos, para o mais longe possível, o objeto de nossa raiva ou nossa mágoa, e, evidentemente, isso está longe do perdão. Muitos afirmam que já perdoaram o seu pai, a sua mãe, o seu ex-marido, a sua ex-esposa, etc., mas, na verdade, apenas decidiram que não querem mais incomodar-se com aqueles desafetos.

Geralmente, a vontade que temos é de nos afastarmos de quem não gostamos, de quem nos fez (ou faz) mal, de nos libertarmos, isso é da natureza humana, mas tal procedimento está muito longe do ato de perdoar. A libertação, em relação a outra pessoa, está na nossa mente e não no espaço físico, e é a raiva e a mágoa que nos prende, mesmo que não vejamos quem não gostamos. Para nos libertarmos verdadeiramente de alguém, precisamos curar a raiva e a mágoa, em nossos pensamentos e sentimentos, mas para isso é necessário perdoar.

Algumas pessoas, nas consultas, perguntam por que devem perdoar, se o outro foi tão mau, injusto, irresponsável, agiu de uma maneira desleal, lhe prejudicou tanto, do ponto de vista emocional ou material, enfim, por que perdoar, se aquela pessoa não merece? Devemos mostrar-lhes que tudo depende de quem está enxergando e analisando aquela situação, se o seu eu encarnado (persona) ou o seu Eu Superior (espiritual).

É muitíssimo diferente o raciocínio de um e de outro, pois enquanto o eu encarnado apega-se a fatos da vida atual, em conflitos da infância, em acontecimentos recentes, geralmente baseado em dicotomias como "gosto dele (dela) ou não gosto", "ele (ela) não gosta de mim", "ele (ela) me fez (faz) mal", etc., o Eu Superior conhece a história antiga desses conflitos, que geralmente vêm arrastando-se vida após vida, há muito e muito tempo, e sabe que o mais importante não é "gosto ou não gosto", "o que me fez", "o que me faz", e sim a busca da evolução, do crescimento espiritual, de cada uma das partes que estão em litígio, que passa pela melhoria dos nossos pensamentos e sentimentos negativos em relação a nossos desafetos. A purificação do Espírito, a melhoria, ou cura, das negatividades em nossos pensamentos e sentimentos, é muito mais importante do que o que nos fizeram ou não fizeram, do que nos fazem ou não fazem. Os fatos são os fatos, mas o importante é o que aflora de negativo de dentro de nós.

Nunca devemos esquecer que, para aproveitarmos uma encarnação, essa passagem do nosso Espírito pela Terra, os fatos "negativos" são os melhores sinalizadores para enxergarmos as nossas negatividades. Exemplificando: se um pai foi mau e agressivo, autoritário, espancador, com um filho, é mais do que compreensível que esse filho sinta raiva e mágoa, afinal de contas é isso que ele pode sentir de um pai que lhe fez isso, ninguém pode lhe recriminar e obrigá-lo a gostar daquele pai, mesmo com argumentos de que isso já passou, seu pai já está mais velho, já mudou, etc. Do ponto de vista do seu eu encarnado, sentir raiva e mágoa é o correto, é o justo, qualquer um sentiria isso em seu lugar! Mas o que seu Eu Superior pensa disso? Como não é fácil acessar o Eu Superior, e "escutar" os seus conselhos e orientações, podemos levantar algumas questões nas conversas no consultório. Por exemplo, por que reencarnou como filho daquele Espírito mau e agressivo, o seu "pai"? O que pode ter havido entre ambos em encarnações anteriores, ou seja, é a Lei do Retorno ou é a continuação do mesmo conflito vilão-vítima? O que cada um deles veio purificar em si nessa atual encarnação?

Enquanto o eu encarnado desse Espírito que veio com o rótulo de filho, acha-se pleno de razões para sentir raiva e mágoa do Espírito que tem o rótulo de pai, o seu Eu Superior acena com algumas questões que merecem ser analisadas. Em trabalhos de meditação profunda, através de ampliação da Consciência, em sessões de regressão, etc., as explicações podem ser encontradas, mas como são procedimentos ainda pouco utilizados, pode-se partir para raciocínios teóricos que ajudem o eu encarnado a vislumbrar a maneira correta de pensar e de agir, escapando da limitada visão, curta e horizontal, que todos nós comumente utilizamos durante a vida terrena.

Nós não viemos perto de um pai e de uma mãe com os quais não temos nada a ver, pelo contrário, tendemos a nos aproximar de Espíritos encarnados com os quais temos antigas relações, seja de amor ou de conflitos. Isso é inevitável, pelos cordões energéticos que unem as pessoas entre si.

Então, ter vindo como "filho" daquele "pai" mau e agressivo, não foi um azar, ou um acaso, muito pelo contrário, está servindo a uma finalidade e, pelo menos, teoricamente, esse Espírito que veio como filho precisa pensar nessas questões para não desperdiçar sua atual encarnação, baseado nos limitados raciocínios do seu eu encarnado. Algumas situações podem explicar esse reencontro:

1. Tudo pode ter sido muito diferente, em vidas passadas, com a atual vítima sendo o vilão e o atual vilão sendo a vítima. Isso é quase regra quando ambos são agressivos, bravos, violentos. Podemos sugerir a alguém que tem raiva de um dos pais, que foi agressivo com ele na infância, que pense, já que também tem uma tendência a sentir raiva e irritação, no que pode ter feito com essa pessoa, em outras vidas, há séculos atrás, quando certamente era ainda mais raivoso e agressivo do que é hoje... Quem sabe, ao invés de filho(a) era marido, patrão, feitor, e agora veio como filho daquele para curar a raiva? Mas ainda sente raiva. Quem sabe tem duas Missões: melhorar sua tendência de sentir raiva e resgatar-se com aquele Espírito que veio como seu pai?

2. Se é um Espírito calmo, pacífico, pode ter vindo para aprender a defender-se, a impor-se, a libertar-se, não na infância quando está à mercê, mas mais tarde, quando cresce e já tem condições de ir fazer sua vida, de afirmar a sua personalidade. Uma das maneiras de melhorarmos uma tendência de submissão, de não-luta, é virmos filho de alguém autoritário, agressivo, o que pode ativar nosso lado guerreiro. Ou é um Espírito superior que veio para ajudar um mais inferior a elevar-se espiritualmente, mas está fazendo isso? Ou está sofrendo?

Nas consultas de Psicoterapia Reencarnacionista, nesse tipo de conflito, temos de analisar a personalidade do Espírito que está “pai” e do que está "filho". Se esse é fraco e passivo, pode ter vindo nessa situação para aprender a ser forte, libertar-se, lutar por seus direitos, comumente curar-se de sentimentos de mágoa e rejeição, ou seja, pode ter reencarnado como vítima e precisa libertar-se desse papel, ou então é um Espírito superior, mas aí precisa agir como tal. Se é violento e agressivo, pode estar certo que, em outras épocas, fez coisas muito erradas com esse que, atualmente, tem o rótulo de seu pai ou mãe, e o que se apresenta aí é uma tentativa de resgate e harmonização entre eles, pela Lei Universal de Ação e Reação, e uma busca da evolução espiritual de ambos, que é a melhoria, ou cura, da agressividade, da violência, da dificuldade de amar, que eles apresentam.

Em qualquer das situações, o "pai" (ou a “mãe”) trouxe aquele Espírito do Plano Astral como seu "filho", para resgatarem-se, harmonizarem-se, e para ambos evoluírem espiritualmente, e o "filho" veio, sabendo quem seria seu "pai", ou “mãe”, para tentar a mesma coisa. E algum deles está conseguindo melhorar? Está sendo curada a mágoa e a passividade ou a violência e a agressividade congênitas? Algum deles está cumprindo suas metas pré-reencarnatórias ou continuam com seus antigos comportamentos?Quantos reencarnacionistas não enxergam assim, são reencarnacionistas teóricos.

Se o que está como pai não mudou com a idade, não melhorou, continua violento, agressivo, está ficando velho e não evoluiu, o que deve fazer o que veio como filho? O seu eu encarnado lhe diz para sentir raiva ou mágoa, que ele tem razão, que seu pai foi ruim, lhe bateu, lhe machucou, por que deve perdoá-lo? Mas o seu Eu Superior lhe diz para curar a sua raiva e a sua mágoa, mesmo tendo razão, ou acreditando que tem, pois isso fará com que alcance a evolução espiritual (a finalidade da encarnação).

E então temos aí o grande trabalho do Espírito encarnado: libertar-se de suas imperfeições, de seus pensamentos e sentimentos negativos, mesmo acreditando que tem razão para senti-los! Se nós seguirmos os conselhos do nosso Eu Inferior, sempre acreditaremos ter razão para sentir raiva, mágoa, tristeza, ressentimento, etc., mas, então, quando iremos nos libertar dessas negatividades, quando iremos nos purificar? Conclui-se, então, que o importante para o crescimento espiritual não é acreditar ter razão, e sim purificar-se. Os Egos sempre “têm razão”.

Se o filho passivo é um Espírito muito evoluído que veio, por vontade própria, para ajudar aquela família, para dar um exemplo para Espíritos menos conscientes, de que devemos ser amorosos uns com os outros, respeitar-nos, sermos realmente companheiros nessa jornada evolutiva, está exercendo isso? Tem agido como um verdadeiro Anjo-da-Guarda? Ou caiu na tristeza, na mágoa, na auto-vitimação, e perdeu-se nas armadilhas da encarnação?

O perdão é, então, uma maneira muito eficiente de curarmos nossos sentimentos negativos, por isso é tão importante que consigamos desenvolver essa arte. Por isso, o Divino Mestre Jesus veio para a Terra para nos trazer a lição do Perdão, por isso ele pediu para o Pai perdoar quem lhe crucificava, pois eles não sabiam o que estavam fazendo. Nós, quando temos raiva, ódio, de alguém, “com razão”, também não sabemos o que estamos fazendo, crucificando nosso pai, nossa mãe, nosso ex-marido, nossa ex-esposa, um “inimigo”... Na verdade, estamos juntos na mesma Cruz.

Com o Perdão, estaremos atingindo dois objetivos ao mesmo tempo: faremos o nosso Espírito evoluir e conseguiremos nos harmonizar com outro Espírito, com quem, geralmente, temos um antigo conflito. E se a outra pessoa não harmonizar-se conosco, não evoluir? Isso é de inteira responsabilidade dela, estará perdendo tempo, deixando de aproveitar uma encarnação para alcançar essas metas, e devemos ter compaixão e lamentar sua falta de visão espiritual. Mas, geralmente, quando uma das partes melhora seus sentimentos em relação à outra, pela influência energética positiva, uma melhoria começa, gradativamente, a ocorrer também no mais renitente e, aos poucos, a harmonização vai processando-se e, assim, a evolução espiritual de ambos vai ocorrendo.

O perdão beneficia, principalmente, a quem o exerce, e, por extensão, a quem o recebe. Quem mantiver sua raiva, sua mágoa, acreditando que tem razão para senti-las, estará, na verdade, prejudicando o seu Espírito, deixando de fazê-lo evoluir, por ter "razão". Não é fácil perdoar, o mais "fácil" é afastar-se do objeto de sua raiva e de sua mágoa, não querer encontrar, não telefonar, não conviver. Essa é uma maneira equivocada, típica do Eu encarnado, cego e surdo, o que faz, então, perpetuarem-se as nossas imperfeições, prejudicando os objetivos pré-reencarnatórios do nosso Espírito. Após desencarnar, no Plano Astral, nas reuniões, nos grupos de estudo, seremos mais um a afirmar: "Ah, se eu soubesse!" e "Ah, se eu lembrasse!". E algum dos Mestres presentes nos perguntará: "Mas você não percebeu que bastava perdoar?"

O perdão é uma arte e, portanto, disponível a poucos. Algumas vezes, nas palestras, nas aulas, no consultório, quando se fala na necessidade de perdoarmos nossos desafetos, visando a nossa elevação espiritual, os comentários geralmente são de que somente os Santos e os Mestres são capazes disso. Isso é evidente, mas nós não estamos indo em busca do seu nível, do seu grau? Os nossos Espíritos não almejam outra coisa além disso! Então, se o nosso eu encarnado empenhar-se nessa difícil tarefa, estará fazendo exatamente o que nosso Espírito espera que façamos, mas se não fizermos, por que não somos Santo ou Mestre, estaremos retardando alcançar essa meta.

É muito perigoso, para o aproveitamento da encarnação, analisarmos as coisas a partir da infância ou do decorrer da vida, pois não sabemos nada do que já aconteceu antes dessa vida, em outras encarnações, quem fomos, quem nossos pais foram, os nossos irmãos, cônjuges, etc. Então, o mais aconselhável é olharmos basicamente para a nossa evolução espiritual, buscando eliminar os nossos próprios defeitos, nos purificarmos, e não ficarmos presos a pensamentos e sentimentos negativos, baseados numa razão aparente para senti-los.

Devemos olhar principalmente para as nossas próprias imperfeições e tratarmos de eliminá-las! E sempre que alguém não gostar de nós, nos tratar mal, principalmente se estiver em nossa família, devemos deixar interrogada a causa disso... Se também temos pouco amor em nosso coração, se somos agressivos, o que podemos ter feito para essa pessoa em outras encarnações, que o seu Inconsciente sabe e faz com que ela não goste de nós? E se nós não gostamos de alguém, como podemos criticar ou condená-lo, se temos tão pouco amor?

Quem for realmente reencarnacionista, na prática, não deve perder-se nas ilusões dos rótulos e esquecer das ligações dos cordões energéticos, que fazem com que venhamos filhos, nos relacionemos, sejamos “pais” de Espíritos afins ou de Espíritos conflitantes, e cair no erro de aferrar-se à raiva ou à mágoa de um pai ou de uma mãe, de um marido,ou ex, de sua esposa, ou ex, de um”filho”, mesmo tendo "razão", isso é uma visão enganosa, limitadora e patogênica.



Ser reencarnacionista é buscar, prioritariamente, eliminar seus próprios defeitos e não permanecer focado nos defeitos dos outros. Cada eu encarnado deve cumprir sua Missão, que é colocar-se a serviço do seu Eu Superior na busca da elevação espiritual, e o perdão é a chave para isso. A regra básica é: o que aflorar de negativo de dentro de nós é o que veio para ser curado, e alcançarmos isso é infinitamente mais importante do que as coisas ruins que nos fizeram ou nos fazem. Essas coisas "ruins" foram os gatilhos que somente uma encarnação propicia e os Espíritos reencarnam justamente para passar por esses gatilhos.

O perdão


  1. Por que, para a nossa evolução espiritual, é benefício próprio perdoar um desafeto?

  2. Discorra a respeito da “Libertação” que trás o perdão, em relação à necessidade de reencontros kármicos futuros de aspecto conflitante.

  3. Como a Psicoterapia Reencarnacionista, por ser uma terapia que visa passar o comando do nosso pensamento para nosso Eu Superior, pode colaborar para que enfraqueça o raciocínio, que leva à mágoa ou à raiva, da nossa persona em relação a um desafeto?

  4. O que são os cordões energéticos entre dois Espíritos conflitantes e como ele pode ser rompido?

  5. Discorra a respeito de: “O Ego diz ´eu tenho razão!´, o nosso Eu Superior diz `Lembre-se da missão do resgate e busca de harmonização entre Espíritos conflitantes´”

  6. O que pode explicar uma relação conflitada entre um pai ou mãe e um filho(a), já que sabemos que pedimos (necessitamos) para encarnarmos próximos?

  7. Como a Psicoterapia Reencarnacionista, por oportunizar a mudança do Raciocínio (versão persona) para o Contra-Raciocínio (Versão Espírito) pode fazer com que nem seja mais necessário perdoar alguém?

A Reforma Íntima
Muito se fala na Reforma Íntima, mas até há pouco tempo atrás, quando a noção de Reencarnação era apenas uma concepção religiosa, não entendíamos bem o que isso queria dizer para nós, individualmente, na prática. Era um conceito teórico, nós sabíamos que reencarnávamos para nos reformar, mas ninguém sabia em que... O que faltava era a noção da Personalidade Congênita, embora esse termo esteja em “Obreiros da Vida Eterna”, psicografado por Chico Xavier, na década de 40. Dentro de uma cultura católico-judaica, baseada em culpa e castigo, em um Deus que pune, no temor a esse Deus, acreditávamos que não podíamos roubar, nem matar, não podíamos cobiçar a mulher do próximo, nem o homem da próxima, e por aí afora. Mas podíamos ser tristes, nos magoarmos, nos sentirmos rejeitados, abandonados, solitários, podíamos nos achar mais que os outros, menos que os outros, podíamos ser egoístas, preguiçosos, pois isso não nos levaria para o Inferno. Nunca haviam nos ensinado que, no caminho que leva à Purificação, qualquer inferioridade deve ser eliminada e que essas coisinhas à toa, essas características que todo mundo tem, são inferioridades, pensávamos que era normal ser assim... Não podíamos ser maus para os outros, para nós, podíamos...

Aproveitar a encarnação? Como assim? Ninguém sabe como era nas outras encarnações... Como podemos saber para o que reencarnamos? E como sabermos se viemos aproveitando as encarnações, no sentido espiritual? Como saber isso sem lembrar das encarnações anteriores. Que mistério...

Atualmente, com a nova Psicoterapia Reencarnacionista, cuja base é a Personalidade Congênita, o trabalho individual de cada um de nós em relação à sua Reforma Íntima, ficou bem mais claro, por ela basear-se justamente nela. Esse trabalho profundo, de conhecimento de nossas imperfeições (congênitas) e o modo de eliminá-las, pode ser realizado sozinho ou quando não conseguir, com apoio psicológico de um psicoterapeuta reencarnacionista. O triste veio para aprender a lidar com os fatos da vida sem entristecer-se, o magoado, sem magoar-se, o rejeitado, sem sentir-se assim, o solitário, sem isolar-se, o vaidoso, sem envaidecer-se, o que se sente menos que os outros, aprender a dar-se o valor, o preguiçoso, a aproveitar o tempo, o egoísta, a dividir, e assim por diante.

Com a compreensão da noção de Personalidade Congênita, a finalidade da encarnação torna-se simples, e óbvia, é isso mesmo, reencarnamos para melhorar nossas características inferiores de personalidade, nossas tendências negativas de sentimentos, nossas atitudes existenciais mesquinhas e limitadas, nossas palavras, enfim, estamos encarnando e desencarnando há milhares de anos para nos tornarmos puros, perfeitos, como alguns já são e outros estão lá na frente nos ensinando como se faz.

Durante uma encarnação, quanto menos tempo perder-se, melhor. E o que é perder-se tempo? Quando temos uma tarefa para realizar, quanto mais tempo nos dedicarmos a ela, mais chances teremos de sucesso. A auto-observação quanto à exteriorização de nossos defeitos é imprescindível, e a sublimação no exato momento, trás a cura. A Reforma Íntima deve atuar sobre as características ainda imperfeitas que nosso Espírito apresenta, que são nossas há muitas encarnações, e que nos diferenciam dos Mestres e dos Seres de luz, e das pessoas encarnadas que estão na nossa frente nessa estrada.

Através da compreensão da Personalidade Congênita, que diz que somos como somos porque nascemos assim, quem reencarnou, por exemplo, com baixa auto-estima e um sentimento de inferioridade, que características acredita que deve reformar? E quem veio autoritário, agressivo, veio reformar o que em si? E as pessoas que sofrem de mágoa e com tudo se entristecem, necessitam de uma reforma onde? E os materialistas? E os egoístas? E os desonestos? E quem é medroso? E quem é preguiçoso? E quem está perdido e não sabe seu rumo?

Todas as Escolas de Psicologia trabalham em cima da Reforma Íntima, mesmo as herdeiras da noção não-reencarnacionista, mas apenas as que lidam com a Reencarnação sabem que isso já veio com o Espírito (Consciência) ao retornar, e não iniciou na infância, mas sim, desde aí, manifestou-se. A Reforma Íntima é exatamente o que a Psicoterapia Reencarnacionista deseja que cada pessoa realize, durante essa encarnação, ou nas próximas, se não conseguir nessa. A Reforma Íntima é nossa meta de trabalho psicoterápico. Mas, para isso, é obrigatório que nos libertemos do comando do nosso Ego, do jugo da persona sobre o Espírito.

Reforma Íntima é o retorno do Espírito ao seu estado original de pureza. Se não conseguirmos nos re-formar muito, pelo menos, devemos nos re-formar o mais que pudermos, pois estaremos ganhando tempo e aproveitando mais essa passagem pela Terra. E podemos melhorar em qualquer idade, mesmo lá pelo "fim"... Sempre vale a pena, a Reencarnação só acaba no último momento.

Nunca devemos esquecer que quem reencarna não somos nós e sim o nosso Espírito, somos apenas o representante visível dele e o encarregado de sua evolução aqui na Terra, dessa vez. Sempre é bom lembrar que a persona vai ficar por aqui, enquanto que o Espírito um dia vai embora, para retornar mais tarde, construir uma nova persona, e continuar a sua busca da purificação.

Para a re-forma íntima, devemos sempre estar atentos à nossa Personalidade Congênita, colocando-nos inteiramente a serviço do nosso Mestre interno, que anseia pela limpeza dos pensamentos e dos sentimentos inferiores e negativos, e isso só pode ser feito aqui, no convívio com os gatilhos terrenos. O que obstaculiza a nossa reforma é a crença de que formamos nossa personalidade na infância, e que a nossa tristeza, nossa mágoa, nossa baixa auto-estima, nossa raiva, nossa agressividade, vêm de lá, por causa do pai ou da mãe. Que engano terrível! E muitas pessoas reencarnacionistas acreditam nisso, perderam-se no raciocínio limitado da Psicologia oficial.

A re-forma íntima é a própria finalidade da encarnação, mas poucas pessoas estão suficientemente atentas a isso e realmente engajadas nesse trabalho. E isso porque nunca, até hoje, a noção de Personalidade Congênita tinha sido realmente entendida. A maioria de nós perdeu-se nas armadilhas de uma encarnação, e perde seu tempo culpando "vilões", esquecendo de olhar para seu próprio telhado de vidro. Mas, hoje em dia, cada vez mais pessoas estão chegando em nossos consultórios querendo tratar as suas inferioridades congênitas, as imperfeições do seu Espírito, ou em outras palavras, a finalidade de sua encarnação, a sua Missão evolutiva. Não estão querendo perder mais tempo queixando-se e conflitando-se com o pai, com a mãe, com o ex-marido, etc. Já entenderam que o importante não são os fatos da vida e sim o que emerge de negativo de dentro de cada um de nós diante desses fatos. Aí estão as impurezas, e aí estão as mágoas, as raivas, as depressões, etc. Aí está o erro.

Se relembrarmos o que nos aconteceu desde a infância até hoje, e percebermos a maneira emocional como reagimos à eles, ficaremos impressionados ao verificar como sempre reagimos do mesmo modo aos eventos que nos desagradam. Ou ficamos tristes, ou magoados, ou irritados, ou nos sentimos rejeitados, ou sentimos medo, ou nos sentimos inferiores, ou nos sentimos superiores etc. E aí está o que nosso Espírito veio curar na Terra, a nossa imperfeição, e espera que a "casca" atual seja competente nessa tarefa, pois se traz isso consigo, no mínimo, a "casca" da vida passada foi incompetente para eliminar esse defeito! Mas se as pessoas culpam outros por seus defeitos, suas imperfeições, quando irão curar-se?

O Espírito que sofre de tristeza, veio eliminar a tristeza; o que traz mágoa, veio descartar essa tendência; o que vem com baixa auto-estima, veio mudar essa maneira distorcida de enxergar-se; o "superior" veio para enxergar melhor; o irritado, impaciente, veio aprender a ter calma; o que tem medo, veio para adquirir força; e assim por diante. Isso é tão óbvio! Por que as pessoas, então, ficam perdendo tempo (e a encarnação...) dizendo "É assim que eu sou...", "Foi por causa do meu pai...", "Foi a minha mãe...", "Isso veio da infância...", etc.?

Deveriam dizer: o meu Espírito é assim, como posso mudar isso? De que maneira posso me re-formar? Com aproveitar essa encarnação com o maior sucesso (espiritual)? Mas, infelizmente, raríssimos pensam assim e, então, as suas encarnações são sucessivamente repetitivas e mal aproveitadas. Lembrem-se: a Personalidade Congênita é a chave do real aproveitamento da encarnação.

Além das conversas em consultório sobre esse tema, uma maneira produtiva das pessoas realmente acreditarem na noção da Personalidade Congênita são as sessões de regressão, nas quais seus Mentores Espirituais aproveitam para lhes mostrar vidas passadas onde eram extremamente parecidos consigo mesmos ao que são hoje, evidenciando nossa incompetência em aproveitarmos as encarnações para nos reformar, para evoluirmos espiritualmente, para nos purificarmos. Nos enredamos nas picuinhas da vida terrena, nos enraivecemos, nos magoamos, magoamos os outros, ganhamos, perdemos, coisas, pessoas, bens, e a vida vai passando, a “casca” envelhecendo e o Espírito aguardando que olhemos para ele, que o coloquemos no comando da nossa jornada. Mas nossos Egos não permitem, não abrem mão de sua posição, nossos Egos são como aqueles velhos ditadores que já estão com os dias contados mas insistem em permanecer em seu egoísmo centralizador. E as vidas vão passando e a nossa evolução espiritual é minimamente alcançada. Queremos isso, queremos aquilo, queremos e queremos, mas não o principal: a Purificação.

Os orientais recomendam o desapego, palavra que termina com “ego”, o Dr. Bach diz que a doença básica do ser humano é o egoísmo, palavra que inicia com “ego”, e nós não entendemos, não queremos entender, nos apegamos a nós mesmos, nos agarramos à nossa “casca”, à nossa vida”, passamos o tempo todo falando “Eu” e nos acreditamos espiritualizados. Rezamos pedindo para nós e os nossos e acreditamos que estamos rezando, pedimos Luz para nós e os nossos, saúde para nós e os nossos, proteção para nós e os nossos...

Quem está realmente no comando da nossa vida? Quantas vezes falamos “eu” durante o dia? Quantas vezes falamos “nós” sem nos referirmos aos nossos próximos? Todos nós admiramos Gandhi, São Francisco de Assis, Chico Xavier, Tereza de Calcutá, Yogananda, Dalai Lama, o quanto temos nos aproximado de sua sabedoria? Todos nós amamos Jesus, o quanto estamos realmente caminhando em direção ao amor incondicional? O quanto estamos aprendendo da arte do Perdão? Queremos ser perdoados, o quanto perdoamos? Todos nós amamos a Nossa Senhora, o quanto temos sido bons filhos e filhas? Todos queremos ser amados, o quanto amamos? Todos nós somos filhos e filhas de Deus, o quanto estamos agradecidos ao Pai pela vida? Mais geralmente nos queixamos, nos queixamos e nos queixamos... E queremos, e queremos e queremos... E agradecemos tão pouco, e damos tão pouco.

Essa é mais uma oportunidade para todos nós avaliarmos o nosso merecimento, a nossa coerência, a nossa integridade, a nossa credibilidade interior, percebermos se nosso discurso mantém-se na prática do cotidiano, uma oportunidade para os alunos, para os monitores e para os Ministrantes. Devemos perceber se o que falamos é o que fazemos no dia-a-dia, se realmente estamos praticando, se estamos promovendo a nossa Reforma Íntima, em nossa casa, no nosso local de trabalho, na rua.

É muito fácil parecer perfeito em nosso Centro Espírita, no nosso consultório, na sala de aula 1x/mês, mas só nós sabemos o que vai no nosso coração, em nossos pensamentos, em nossos sentimentos, o que fazemos quando acreditamos que ninguém está nos vendo, o que falamos sem pensar, apenas nós nos conhecemos realmente, aqui no mundo encarnado. Mas no mundo invisível, os Mentores estão nos vendo, Deus sempre nos vê, nosso coração está aberto, nossos pensamentos e sentimentos estão abertos, estamos todos expostos, inclusive para nossos irmãos de menos consciência. O que emitimos, recebemos. O que fazemos, retorna para nós. A vida é uma só, há milhares e milhares de anos, e assim vamos indo, regidos por nós mesmos (Livre-Arbítrio) e pelas Leis Divinas.

A Reforma Íntima é o que todos queremos e agora com a Psicoterapia Reencarnacionista e a noção clarificada da Personalidade Congênita, está muito mais fácil aproveitarmos as encarnações. Todos os alunos já devem estar sabendo para o que reencarnaram, qual a sua proposta de Reforma Íntima, e já sabem que só conseguirão ser psicoterapeutas reencarnacionistas se tiverem uma credibilidade interior que o permita, e isso é íntimo de cada um, os monitores já são formados e estão aprofundando-se nessa Terapia, os Ministrantes já estão ensinando como se faz, mas quem realmente está mudando, transformando-se, reformando-se? Cada um sabe isso de si para si mesmo, cada um é responsável por sua encarnação.



A verdadeira evolução espiritual não aparece nas nossas palavras e nas nossas atitudes e, sim, nos nossos pensamentos e nos nossos sentimentos. Podemos disfarçar, ocultar, fingir, para todas as pessoas que convivem conosco, mas não podemos enganar a nós mesmos, lá dentro de nós, onde residem os pensamentos e os sentimentos. Daí o alívio que sentimos em nossa Consciência, que nos traz paz e alegria, ou o peso, que nos traz angústia e mal-estar.
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