Conteúdo programático



Baixar 0.96 Mb.
Página7/22
Encontro07.08.2016
Tamanho0.96 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   ...   22

Se a pessoa vai para outra vida (Táticas de retorno)

Nesses casos, como nós queremos que a recordação sempre termine quando já lembrou que chegou ao Mundo Espiritual, até tudo ter passado e estava sentindo-se ótima, nós devemos trazer o seu relato de volta para a situação que estava contando antes de ir para outra vida, salientando o que estava acontecendo, por exemplo: “Sim, mas e aquele lugar escuro.............. o que aconteceu? Continua me contando.........................” ou: “Sim, mas aqueles homens.................... estavam te procurando.......................... o que aconteceu lá?...................................” ou: “Vamos ver o que estava acontecendo lá naquele lugar................. tu (você) estava naquela carroça................... correndo.................. o que aconteceu?....................”

Na maioria das vezes, a pessoa volta para a situação anterior e continua nos contando aquela vida. Algumas vezes, ela diz: “Passou” ou “Não sei” ou insiste na situação nova que “pulou”, devemos continuar insistindo, 3, 4, 5 vezes, usando Táticas diferentes, sempre relativas à situação, o que estava acontecendo, devemos teatralizar um pouco, se era medo, falar como medo, se era solidão, falar meio triste, se era raiva, falar como raiva, algumas vezes fazendo perguntas que não são curiosidade, e sim para a pessoa voltar para aquele momento anterior, por exemplo: “Mas aquele lugar............................... tu (você) estava sozinha?.................... ou tinha mais pessoas........................” ou “Era um homem só......................... ou vários............................, vamos lembrar............................... me conta............................. é importante!” ou “Era de dia? Ou era noite?” enfim, o importante é levar o relato de volta para a situação anterior, para ela continuar contando, até chegar ao Ponto Ótimo.

Algumas vezes, após 4 ou 5 tentativas, a pessoa insiste na outra situação, não retorna para a anterior, nesse caso, deixamos continuar seu relato, até chegar ao final da recordação, no Ponto Ótimo, e aí quando ela está bem, tranqüila, perguntamos: “E aquele lugar que tu (você) estava naquela vida?..................... aquele lugar escuro.......................... o que aconteceu depois? Como saiu de lá........................ sozinha...................... Deus mandou alguém............... etc.” ou: “E aqueles homens............................. que estavam te perseguindo......................... será que te acharam?............................. ou: como tu (você) conseguiu escapar naquela vida em que estavas fugindo?............................. vamos ver..................................... vamos lembrar................................ me conta!” ou: “E naquela vida......................... estavam te levando para a forca............................ o que aconteceu?..............................”. Aí, já estando bem, no Astral, geralmente a pessoa recorda com facilidade aquela situação anterior que ela “pulou” por medo de ver o que iria acontecer, e então lhe ajudamos a recordar aquela situação que ficou pendente, até chegar ao Ponto Ótimo no Astral.

Se a pessoa não recorda a situação anterior, após usarmos várias Táticas de retorno, aguardamos para a próxima sessão, para ver se ela vai recordar aquela situação ou não. Se recordar, ajudamos a desligar-se completamente dela, se não aparece na regressão, provavelmente os seus Mentores terminaram o trabalho durante o seu sono, ou seja, desligaram-na completamente de lá.
ATENÇÃO: Devemos lembrar que cada palavra ou frase nossa trás a atenção da pessoa de volta para cá, então devemos interferir o mínimo necessário. Tudo o que falarmos tem de ter uma finalidade, nada é por curiosidade ou por ansiedade do terapeuta. Falamos mais na fase do relaxamento e da elevação de freqüência, até a pessoa acessar a situação do passado onde está sintonizada. A partir daí, falamos apenas o necessário. Se a recordação é fácil, usamos principalmente o “Sim”, “Continua” “E depois?”. As Táticas devem ser usadas quando necessário e adaptadas ao momento:
1.Se não consegue identificar onde está

2.Se não consegue recordar que e como saiu da situação

3.Se não consegue recordar como subiu para o Mundo Espiritual

4.Se não consegue recordar como chegou ao Ponto Ótimo ou o melhor que ficou.


Nas vezes em que a pessoa não chega ao Ponto Ótimo e vai para outra encarnação ou abre os olhos para retornar, devemos fazê-la retornar ao ponto em que estava, para que recorde que (e se) chegou ao Ponto Ótimo. Como nós não podemos saber se ela chegou ou não ao Ponto Ótimo, partimos do princípio que sim e vamos insistindo em seu relato no Plano Astral, levando a sua recordação adiante, adiante... Sim, e aí no Mundo Espiritual a gente vai convivendo com as pessoas... ou: Vamos lembrar o que se aprende aí no Mundo Espiritual...” ou: “Vamos lembrar quando foi passando o tempo, aí no Mundo Espiritual... o que foi melhorando... as pessoas estudam... trabalham... convivem...” Quanto mais adiante ela for na Linha do Tempo, melhor ficará.
O final da recordação
A recordação deve obrigatoriamente terminar quando a pessoa já recordou que está no Mundo Espiritual sentindo-se muito bem (Ponto Ótimo) ou o melhor que ficou naquela ocasião. Nunca devemos terminar a recordação logo após a situação traumática da vida passada que acessou, ou na morte, ou logo após o desencarne, se ficou aqui na Terra após morrer, ou no Umbral, ou flutuando, pois ONDE TERMINA A REGRESSÃO, FICA A SINTONIA.

Mesmo que já esteja recordando que está no Mundo Espiritual, nunca devemos terminar a recordação se ela ainda está sozinha, se ainda não está relacionando-se com as pessoas lá, se ainda sente medo, ou tristeza, ou raiva, ou a dor “física” que sentia, etc., pois ela voltará da regressão melhor do que estava quando na Terra mas ainda sentindo-se como terminou a regressão.

Algumas vezes, a estadia no Astral (período inter-vidas) não chegou ao ponto de tudo ter passado completamente, a pessoa ter ficado ótima, nesse caso não devemos inventar nada, como: “Imagine que tudo passou, que tu (você) ficou muito bem, que tudo passou, que Jesus veio e te curou, que teus Mentores te curaram, etc.” A recordação na Regressão pelo Método ABPR é fiel. Se a pessoa não ficou ótima e reencarnou assim, foi assim que aconteceu. Algumas vezes quando a pessoa está no Astral e começa a contar outra vida, devemos insistir em retornar a recordação para lá onde ela estava, para vermos se ela não ficou ainda melhor do que estava, são os casos em que está ainda sozinha, ainda sentindo alguma dor, a tristeza que sentia, a culpa que sentia, etc. Insistimos (Tática de retorno ao relato do período inter-vidas) algumas vezes e podemos até chegar a ter de perguntar se ela reencarnou assim ou se ficou melhor antes de reencarnar... Devemos ser exigentes conosco mesmos e sempre procurar ajudar a pessoa a recordar até chegar ao Ponto Ótimo, embora em uns 5 a 10% das vezes chegamos apenas a um ponto bom.

Quando já recordou estar sentindo-se muito bem, todas as ressonâncias da vida passada desapareceram, está feliz, relacionando-se, estudando, trabalhando (Ponto Ótimo), dizemos:

Então relaxa........................... te solta................................ aproveita essa Luz................................. essa Paz............................... essa serenidade................................... se vier mais alguma coisa.......................... uma outra vida passada.......................... tu (você) me diz....................................... ou alguma orientação espiritual, uma instrução......................................... se não, descansa, relaxa, aproveita.................................................
E permanecemos em absoluto silêncio, observando a pessoa, seu rosto, suas mãos, as pernas, o corpo, para vermos se ela continua bem, tranqüila, ou se está indo para outra encarnação... Se percebermos que ela está em outra situação do passado, porque começa a falar dela ou demonstra gestualmente, com expressões no rosto, movimentos do corpo, recomeçamos a regressão para ajudá-la a recordar (nesse caso, evidentemente não é necessário o relaxamento e a elevação da freqüência, pois ela já acessou a situação do passado). Falamos: O que está acontecendo... O que é... E vamos segundo o roteiro até o fim da Regressão.

Mas se ela continua bem, calma, tranqüila, por alguns minutos, perguntamos em voz baixa: E como tu (você) está te sentindo? Se ela fala que está bem, que tem muita Luz, que é bom, etc., dizemos: Então pode ir voltando........................ retornando............................... mexendo tuas mãos.................................. teus pés....................................... vai voltando................................... abrindo os olhos................................. retornando..........................


Quando a pessoa volta, devemos botar a mão em seu ombro, ou fazer um leve cafuné na sua cabeça, olhar para ela com uma expressão suave, simpática, e falar baixinho: E aí?.................................. tudo bem?.......................................

Não esquecer que a pessoa está voltando da Luz, que seu Mentor continua ali, que o trabalho ainda não acabou. Podemos dizer: O que tu (você) achou?.................................... Nós devemos estar bem calmos, tranqüilos, simpáticos, falando bem pouco, baixo, sem interpretações, sem diagnósticos, sem psicologês.

Começamos a ajudar a pessoa a fazer os links................ devagarinho................... com calma................. O Mentor dela ainda está ali, ela ainda está sendo intuída... Podemos dizer: Lembra, aquela vida.............................. E deixamos ela falar, fazer o link do que viu lá, o que entendeu, o que aprendeu................ Damos um toque sutil, deixamos ela falar, entender....................... Podemos dar água para a pessoa, podemos ficar de mãos dadas com ela............... Depois de alguns minutos, podemos perguntar se ela quer sentar..................... podemos colocar um travesseiro em suas costas.................

A conversa vai aprofundando, ela vai entendendo, nós vamos ajudando... fazendo os links... o que entendeu... Ajudamos a ir encontrando a sua Personalidade Congênita, como era naquela vida, como era naquela outra vida que acessou, o que ainda é parecido nela hoje em dia, o que tem a ver consigo hoje... Ou se foi uma Regressão apenas para desligamento, a origem da sua fobia, do pânico, da depressão, das dores, etc.


IMPORTANTE
Se ficarmos em dúvida, ao final de tudo, que a pessoa possa estar sintonizando em outra vida passada, referindo por exemplo:

  1. Cansaço

  2. Frio

  3. Calor

  4. Medo

  5. Tristeza

  6. Choro

  7. Raiva

  8. Indignação

  9. Enjôo, etc.

devemos pedir que deite novamente (ou se ainda está deitada, que feche os olhos), relaxe, não devemos dizer a ela que pode ser que ela esteja sintonizando em outra vida passada, podemos dizer: Vamos dar uma relaxadinha................. pra ficar bem............................... temos tempo....................vamos aproveitar.................... E aí permanecemos em silêncio por uns 3 a 5 minutos, observando-a, seu rosto, as mãos, as pernas, o corpo... Se ela ficar bem, tranqüila, calma, depois desse tempo, perguntamos baixinho: Como está te sentindo? Se a pessoa disser que está bem, tudo bem, perguntamos: Está claro? Tem luz? Se ela diz que sim, que está bem, pedimos para ir abrindo os olhos, pode levantar. Foi alarme falso... Mas se ela disser que é escuro, ou está frio, ou está com calor, ou está cansada, ou está com medo, ou começar a chorar, manifestar raiva, etc., ela realmente estava acessando outra vida passada e aí continuamos a Regressão. Se ela não percebe onde está, ajudamos a perceber, se já percebeu, ajudamos a recordar como saiu. É uma nova Regressão, e tem de ir até o Ponto Ótimo (ou o melhor que chegou naquela ocasião).


ATENÇÃO: NUNCA TERMINAR UMA REGRESSÃO SEM TER CERTEZA QUE A PESSOA ESTÁ NO MUNDO ESPIRITUAL no ponto ótimo (Ou o melhor que ficou naquela ocasião)

Táticas para a Regressão


  1. Discorra a respeito das várias Táticas para quando a pessoa demora a perceber que está em uma situação do passado

  2. Discorra sobre as Táticas para quando demora muito e a pessoa não consegue recordar que saiu da situação, ou afirma que não saiu, que nunca saiu, que está lá, que não vai sair, etc.

  3. Discorra a respeito de quando a pessoa vai para outra vida (Táticas de retorno)

  4. Discorra a respeito de ajudar a pessoa a recordar que chegou ao Ponto Ótimo ou o melhor que ficou naquela ocasião

  5. O que falamos ao final da Regressão, quando a pessoa está no Mundo Espiritual sentindo-se muito bem?

  6. Como devemos agir quando a pessoa volta, está abrindo os olhos?

  7. Quais os cuidados após a Regressão em relação a uma possibilidade que a pessoa possa estar indo para outra encarnação?


CONVERSA PÓS-REGRESSÃO
Quando, ao final da sessão de regressão, a pessoa está no Ponto Ótimo (ou o melhor que ficou naquela ocasião no Mundo Espiritual após a encarnação acessada), e nos informa que nada mais vem a sua mente, nós dizemos a ela que pode relaxar, aproveitar esse momento, e permanecemos alguns minutos em silêncio, observando-a para ver se nos dá algum sinal de que esteja indo para outra encarnação passada, e vamos dizendo a ela que, então, pode ir voltando, mexendo as mãos, os pés, abrindo os olhos, que está tudo bem, não tem pressa... E colocamos a mão suavemente em seu ombro ou em seu braço, ela está retornando de uma sessão em que vivenciou momentos traumáticos e que, ao seu final, estava lá no Mundo Espiritual, então devemos ter muito respeito e conversar com ela, devagarinho, calmamente, sem atropelo, sem interpretações psicológicas complicadas, sem “psicologês”.

A conversa pós-regressão é um dos pontos altos do nosso trabalho e onde o psicoterapeuta dá o arremate ao que a pessoa acessou ou pode estragar tudo. Se foi uma sessão apenas de desligamento de situações de onde vem os sintomas fóbicos, o transtorno do pânico, uma depressão severa, etc., que motivou sua vinda até nós, o mais importante é que ela tenha entendido que não tem uma doença e, sim, que estava sintonizada em situações do seu passado, de onde vinham os sintomas que vinha sentindo e que, agora, isso saiu de dentro do seu Inconsciente e ela desligou-se daquelas situações pela recordação delas, até o seu final, até ter recordado sua subida para o Mundo Espiritual e sua estadia lá, quando todos os sintomas foram desaparecendo, esvanecendo-se.

Se foi uma sessão de conscientização, em que sua Personalidade Congênita evidenciou-se, devemos ver se ela entendeu isso, e, se não, aos poucos, na conversa pós-regressão, ir colocando alguns elementos de sua recordação para que ela vá entendendo há quanto tempo é assim...

Quando a pessoa retorna falamos bem baixinho, com simpatia: “E aí? Como estás te sentindo?”. Ela responde que está bem. Perguntamos se ela quer uma água, ir ao banheiro... Se ela quer água, dizemos: “Fica aí tranqüilo(a), que eu busco uma água para ti...”. Se fala que quer ir ao banheiro, pedimos que levante, sem pressa, a conduzimos até a porta do banheiro, aguardamos do lado de fora, para que, ao abrir a porta, nos veja ali, e a conduzimos ao consultório para conversarmos.

Se a pessoa não quer água nem ir ao banheiro, falamos: “Vou acender a luz, está bem?”. Se ela fica deitada, conversamos ali ao lado da cama/maca, se levanta e senta na sua poltrona, sentamos na nossa para conversarmos. Tudo sempre calmamente, sem atropelo, sem risadas forçadas, sem excesso de simpatia, sem muito alarde... Ela está “mexida”, acessou situações traumáticas, está pensando nelas, está raciocinando, está procurando lembrar o que acessou, o que viu, está entendendo uma série de coisas, estão caindo “fichas”... Devemos ser bem profissionais, atenciosos, sem exagero de nenhuma espécie.

A importância maior da conversa pós-regressão é o entendimento que a pessoa teve do que seus Mentores Espirituais lhe mostraram, do que lhe disponibilizaram: a origem de um sintoma, o entendimento de seu padrão comportamental, o reconhecimento de alguém, etc. Vamos conversando... Ela vai lembrando... Se necessário, damos um toque: “Teve aquela vida em que tu eras...” Ela vai falando, lembrando... Nós vamos, quando necessário, lhe ajudando a associar fatos, características de personalidade, tendência de sentimentos... Tudo calmamente, e ao mesmo tempo vamos prestando atenção para sinais que possam nos fazer desconfiar de que ela esteja sintonizada ou sintonizando em outra encarnação, se isso acontecer, algo nos chamar a atenção, como ela referir dor de cabeça ou uma dor em alguma parte do corpo, tontura, enjôo, frio, calor, cansaço, irritação, impaciência, medo, etc., devemos pedir-lhe que, se estiver deitada que feche os olhos, dizendo algo como: “Fulano(a), fecha os olhos, para tu ficares melhor – olhando no relógio – temos tempo, fecha os olhos, relaxa, está tudo bem...”. Ela fecha os olhos, ficamos quietos observando... Se passam 2 ou 3 minutos e nada acontece, perguntamos bem baixinho: “Como estás te sentindo?”. Se fala que está bem, perguntamos: “Algum lugar... alguma idéia... como estás te sentindo...” Se o lugar é claro, diz que está bem, falamos que pode ir abrindo os olhos, que está tudo bem. Se fala que é escuro ou está sentindo alguma coisa desagradável, ela está em outra encarnação, e a sessão continua, até o seu final no Mundo Espiritual e então fazemos novamente o procedimento aqui recomendado. Se já levantou, pedimos que deite... para relaxar... para isso passar...

Algumas vezes, o que a pessoa acessou fica bem evidente para ela, nos fala do que está entendendo, o que está clareando, e não precisamos interferir em seu raciocínio pós-regressão. Outras vezes, a pessoa demonstra que não está entendendo o que seus Mentores lhe mostraram no “Telão” e, nesse caso, devemos interferir mais, mas cuidando para não conduzirmos o seu entendimento, pelo risco de estarmos projetando coisas nossas. “Lembra aquela vida em que tu eras aquele padre... O que isso tem a ver contigo hoje?” E deixamos ela falar... “Tu já te sentia sozinho(a), abandonado(a)...” (E a Personalidade Congênita vai surgindo) A pessoa fala algumas coisas... damos uns “toques”... E aquela outra vida, tu eras aquela mulher, que perdeu o marido... Lembra?” E assim vamos indo, conversando, ajudando a pessoa a recordar o que viu, o que está entendendo, numa conversa tranqüila, agradável, simpática, sem excessos.

Se tudo transcorre bem, a pessoa sente-se bem, entendeu o que seus Mentores quiseram lhe mostrar, não demonstra nenhum sinal de que possa estar sintonizada ou sintonizando em outra encarnação, vamos encerrando nosso encontro, combinando o próximo, se é outra sessão de regressão, se é uma conversa, e vamos nos despedindo, a acompanhamos até a porta, lhe damos um abraço fraternal, desejamos que ela sinta-se bem, alguma coisa que nos avise, e assim cumprimos o nosso papel de auxiliar dos seus Mentores Espirituais nessa sessão de “Telão”.



Conversa pós-Regressão


  1. Como deve ser a conversa com a pessoa após a Regressão?

  2. Como o psicoterapeuta pode prejudicar todo o trabalho dos Mentores na conversa pós-Regressão?

  3. Discorra a respeito de: “A importância maior da conversa pós-regressão é o entendimento que a pessoa teve do que seus Mentores Espirituais lhe mostraram”

  4. O que fazemos se desconfiarmos que a pessoa está regredindo para outra vida?

Raciocínio X Contra-Raciocínio

(versão persona X versão Espírito)
Nós, psicoterapeutas reencarnacionistas, trabalhando com a Terapia da Reforma Íntima, escutando as histórias de vida e das infâncias das pessoas em nosso consultório, histórias permeadas de mágoa, sentimento de rejeição, raiva, crítica, medo, insegurança, etc., sabemos que elas são a versão que a nossa persona criou da história, ou seja, a visão que teve dela, como nós a lemos quando éramos crianças, a história que continuamos a ler quando já adolescentes, adultos ou velhos, interpretações do nosso Ego, a maneira limitada como nos vemos e como vemos os outros, incluindo a nossa família e as demais pessoas que entram ou passam pela nossa vida.

Cada um de nós, desde criança, aprende que é uma certa pessoa, de uma certa família, de um certo gênero sexual, uma certa cor de pele, de um lugar, de um país, etc., e passa toda a sua vida encarnada acreditando nisso, principalmente porque todas as demais pessoas acreditam nisso também em relação a si, e em todos os terapeutas que vamos, eles mesmos acreditam nisso a seu respeito e então não têm dúvidas disso em relação aos seus pacientes.

Mas o que a quase totalidade de nós não recorda, mesmo os reencarnacionistas, é que, se pensarmos no tempo anterior à nossa fecundação, onde estávamos, quem éramos lá no Plano Astral, quando não éramos uma pessoa, não éramos de nenhuma família, nenhum gênero sexual, não tínhamos cor de pele, não éramos de um certo lugar, de um certo país, etc., ou seja, se todos nós pensarmos onde estávamos antes da nossa fecundação, recordaremos que éramos um Espírito, no Mundo Espiritual, no período inter-vidas, vindo da encarnação anterior a essa, nos preparando para retornarmos para a Terra, encarnarmos novamente, para continuarmos o nosso caminho de retorno ao Todo.

E se não éramos nada do que pensamos que somos, como nos conhecemos e vemos, e como conhecemos e vemos os outros, o raciocínio conseqüente é de que estamos imersos no que os orientais chamam de Maya, a Ilusão. O que é isso? Significa que tudo é real, mas é temporário, é tudo verdadeiro mas passageiro, parece permanente mas é impermanente. Ora, se é temporário, se é passageiro, se é impermanente, então não pode ser realmente real e verdadeiro e então podemos dizer que é uma realidade ilusória ou uma ilusão aparentemente verdadeira.

Todas as pessoas que acreditam na Reencarnação sabem disso mas não lembram com a intensidade e a freqüência que o assunto merece. E por que esse assunto merece um estudo mais aprofundado e uma atenção mais redobrada do que comumente se dá a ele? Porque aí está o que chamamos em Psicoterapia Reencarnacionista de Raciocínio X Contra-Raciocínio, ou seja, o raciocínio não-reencarnacionista a nosso respeito, da nossa vida, da nossa infância, e das demais pessoas que fazem parte disso, incluindo a nossa família de origem e as demais pessoas que entram na história, e o raciocínio reencarnacionista disso tudo, totalmente oposto em sua visão e abordagem, em sua interpretação e resultado.

Exemplificando: uma pessoa vem à 1ª consulta para iniciar um tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista, uma série de consultas e sessões de regressão, com a finalidade de ajudar as pessoas a saberem para o que reencarnaram, qual a sua proposta de Reforma Íntima, e como realmente aproveitarmos essa encarnação nesse sentido, o que nos trará mais evolução espiritual, e a agradabilíssima sensação de dever cumprido após desencarnarmos e retornarmos para Casa. Essa pessoa nos fala de si, da sua vida, vai nos contando o que lhe incomoda, os seus conflitos, freqüentemente relata a sua infância, e nós vamos escutando a sua história, a história segundo a sua persona. Ela não está nos contando a versão verdadeira da história, está nos relatando como leu a sua infância, como a entendeu, como lê a sua vida atual, como vê as pessoas, como sente e interpreta tudo isso, e geralmente o relato vem impregnado de mágoa, de sentimentos de rejeição, de raiva, etc.

Com bastante freqüência, essa pessoa já consultou outros profissionais, já contou essa história muitas vezes tanto para eles como para pessoas amigas, para familiares, e todos escutam e analisam a sua história exatamente da mesma maneira que ela: como algo real e verdadeiro, porque também acreditam na versão de sua persona a respeito de sua própria história de vida.

Mas basta irmos para 1 ano antes da nossa fecundação, e lembrar quem éramos, onde estávamos, por que o nosso Espírito precisou dessa infância, necessitou dessa família, por que pediu esse pai, essa mãe, esses irmãos, ou ser filho(a) único(a), porque veio o(a) mais velho(a), ou 2º(ª), ou 3º(ª), ou caçula, porque precisou vir homem ou mulher, bonito(a) ou feio(a), branco(a) ou negro(a), rico(a) ou pobre, etc., para irmos saindo do lugar de vítima e nos colocando no lugar verdadeiro, o de co-criador de nossa infância e de nossa vida.

Se todos nós fizermos esse exercício de imaginação, no mínimo, começaremos a nos questionar a esse respeito, a nos perguntar “Por quê?”, e a partir daí o nosso raciocínio, que até agora era irrefutável e convicto, começará a questionar-se, a desmanchar-se, e todas aquelas convicções tipo “Meu pai não gostava de mim!” ou “Eu sou assim porque vim numa família muito pobre, muitos filhos, passamos fome...”, permeadas de mágoa e rejeição, dor e sofrimento, começarão a transformar-se no que chamamos de Contra-Raciocínio. Ou seja, o raciocínio anterior, não-reencarnacionista, criado pela persona em conjunto com as demais personas, numa sociedade de personas, começará a dar lugar a um novo raciocínio, reencarnacionista, baseado nos questionamentos de “Por que o nosso Espírito “pediu” por isso?”. Sempre lembrando que “pediu” significa “necessitou”.

Essa questão Raciocínio X Contra-Raciocínio (“versão persona” X “Versão Espírito”) é a Psicoterapia Reencarnacionista, a Terapia da Reforma Íntima. Baseando-se na Reencarnação, ela lida com as Leis Divinas que regem a nossa encarnação e das demais pessoas que estão em nossa vida: A Lei da Necessidade, a Lei da Finalidade e a Lei do Merecimento. A necessidade é por que precisamos passar por isso, a finalidade é para que possamos crescer, evoluir, interagindo com as pessoas e as situações e o merecimento é o que merecemos receber do Amor Universal, que sempre está certo e justo, mesmo quando parece errado e injusto.

A principal tarefa do psicoterapeuta reencarnacionista é ajudar as pessoas que vêm realizar um tratamento, e acreditam na Reencarnação, a libertarem-se da versão ilusória da história de sua persona e iniciarem uma busca da versão verdadeira dela, a versão espiritual. A primeira, que chamamos de “Raciocínio”, mantém as pessoas atreladas aos seus sentimentos negativos, de uma maneira tão forte, que torna-se quase impossível uma cura verdadeira desses sentimentos. A segunda, que chamamos de “Contra-Raciocínio”, vai fazendo com que, pela mudança da visão da nossa infância, dos fatos lá ocorridos, da interpretação que demos a ela quando éramos crianças, e que ainda mantemos em nossa criança interior, vão diluindo-se os sentimentos negativos, vão enfraquecendo de uma maneira tão segura e gentil, de um modo tão profundo e regenerador, que, aos poucos, pela mudança do raciocínios, começam a mudar os pensamentos, e os sentimentos vão desaparecendo por si só.

No Curso de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista, os alunos aprendem, primeiramente, a realizar isso em si mesmos, para capacitarem-se a ajudar as pessoas nessa missão fundamental, a de colocar o Ego sob comando superior, retirar-lhe a supremacia, tirar seus distintivos e medalhas e, em seu lugar, colocar curativos e poções para curar as dores e as tristezas que lhes mantinham no lugar, sentimentos esses que, na verdade, criaram esses artifícios. A Psicoterapia Reencarnacionista é a Terapia da libertação das ilusões, da libertação do domínio do Ego, da libertação de nós mesmos, como viemos sempre e sempre, vida após vida, nos vendo e entendendo, para que o nosso Espírito possa, finalmente, assumir o comando de nossa vida. Mas para isso é necessário que o Contra-Raciocínio sobrepuje e elimine o Raciocínio, senão não conseguiremos nos libertar verdadeiramente do comando egóico, que nos aprisiona e onde está a mágoa, o sentimento de rejeição, a raiva, o medo, a sensação de inferioridade, a timidez, ou os seus contrapontos, igualmente ilusórios, a vaidade, o orgulho, o autoritarismo, a prepotência, a soberba.

Existem dois tipos de psicoterapias:


  1. A tradicional, a Terapia da persona e suas questões egóicas, que é praticamente fadada ao fracasso pois é quase impossível curar as ilusões de uma estrutura ilusória.

  2. A Terapia da libertação do Ego, e essa é a Psicoterapia Reencarnacionista, que visa passar o comando para o nosso Eu Superior, para o nosso Espírito, para os nossos Mentores Espirituais, e através da qual é possível, e até bem fácil, curar nossas inferioridades: é só nos libertarmos do Ego e da versão ilusória de sua história.

1   2   3   4   5   6   7   8   9   10   ...   22


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal