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Raciocínio X Contra-Raciocínio



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Raciocínio X Contra-Raciocínio

(versão persona X versão Espírito)


  1. Quando chega uma pessoa em nosso consultório e nos conta uma história, o que estamos escutando?

  2. Como podemos fazer para mudar a nossa versão persona para a Versão do nosso Espírito a respeito da nossa infância?

  3. Por que os psicoterapeutas acreditam na versão persona da história das pessoas que vão realizar um tratamento?

  4. Como podemos enxergar os fatos da nossa vida como os nossos Mentores Espirituais enxergam?

  5. Discorra a respeito de: “Os nossos sentimentos são consequência dos pensamentos e esses dependem do nosso raciocínio a respeito de uma pessoa ou situação.”

  6. Discorra a respeito de como o Raciocínio (versão persona) mantém ou pode até amplificar o que veio para ser curado nessa encarnação e o Contra-Raciocínio (Versão Espírito) colabora para a nossa Reforma Íntima

Os dois tipos de Psicoterapia
Existia até hoje apenas um tipo de Psicoterapia, seguida por todas as Escolas psicoterápicas, desde as mais ortodoxas até as mais recentes: a psicoterapia dos sentimentos. Há séculos todos nós temos utilizado esse paradigma, o de tratar os sentimentos das pessoas que nos procuram no consultório. O que tem nos importado é os seus sentimentos, é o nosso foco, onde colocamos a nossa atenção, o que desejamos que melhorem.

Estamos sempre tentando ajudar as pessoas a melhorarem os seus sentimentos, amenizarem as suas dores, as suas mágoas, os seus sentimentos de rejeição, as suas raivas, as suas críticas, na esperança, de que, quem sabe, com terapia, elas evoluam para um patamar mais elevado de sentimentos, libertem-se, voem para um lugar onde o ar seja mais puro, o panorama mais belo e o horizonte mais amplo.

E, realmente, com as terapias, diversas e diversificadas, ortodoxas ou modernas, oficiais ou alternativas, muitas pessoas melhoram os seus sentimentos, muitas perdoam seus algozes, uma grande parte consegue amenizar os seus sofrimentos emocionais. E grande parte das pessoas terapeutizadas realmente pode afirmar que estão melhores, que amenizaram a sua vida, que acalmaram os seus sentimentos subterrâneos ou vulcônicos, que sentem-se melhores, que convivem melhor com os demais, até com os causadores dos seus males, que estão vivendo de uma maneira bem mais satisfatória, trabalhando melhor, sentindo-se mais leves e felizes. E a nossa missão, a dos psicoterapeutas, vai-se realizando, e seguindo o nosso trabalho sentindo que estamos fazendo o possível, e em muitos casos, estamos conseguindo.

Mas nesse tempo todo, temos fracassado nessa nossa boa intenção de realmente curar as pessoas de suas feridas, e nos curarmos das nossas, por um motivo muito simples: a história de vida que elas nos contam não é versão verdadeira, ela é a versão da história criada por uma estrutura muito superficial da nossa personalidade: a nossa persona. A persona, desde a infância, lê as coisas, vê a realidade à sua volta da maneira como consegue, como é capaz, com a visão superficial característica de sua própria superficialidade, e que parece real, mas não é. A persona é uma ilusão que criamos a nosso respeito e a sua história é, então, a ilusão da ilusão. E essa versão da história é a que acreditamos e ela mimetiza-se em nossos sentimentos e, quando vamos realizar um tratamento psicoterápico, é ela que contamos para nosso terapeuta que, por também acreditar na versão personal da sua própria história, acredita na nossa e resolvemos então em conjunto melhorarmos os sentimentos que vêm junto com ela, e às vezes conseguimos, às vezes não, ou seja, temos sucesso ou fracassamos.

Mas, mesmo quando temos sucesso e os sentimentos amenizam, acalmam-se, suavizam-se, todos fracassamos no principal, pois a versão personal permanece a mesma, e ela arrasta-se a vida toda, até que um dia morremos, desencarnamos, subimos para o Mundo Espiritual e lá em cima, gradativamente, vamos recordando a verdadeira interpretação da nossa história e ela sempre é bem diferente daquela que acreditávamos... Pois a versão verdadeira é a versão do nosso Espírito e passamos uma vida toda acreditando na versão da nossa persona, que parecia tão real, tão coerente, mas que era, na verdade, uma interpretação superficial, aparente, de uma história bem mais profunda, bem mais antiga, a verdadeira, a que escondia-se por trás do que chamamos de “as ilusões dos rótulos das cascas”.

Com o retorno da Reencarnação à memória de mais e mais pessoas aqui no lado ocidental do nosso planeta, o que antes parecia ser apenas um conceito religioso, com a chegada da Psicoterapia Reencarnacionista, entra no consultório dos terapeutas e revela-se um assunto psicoterápico. Com o ingresso da Reencarnação no consultório, as histórias que as personas nos contam, começam a ser questionadas e mesmo que seja muito difícil sabermos a versão verdadeira da história das pessoas que vêm buscar esse tipo de tratamento, uma coisa sabemos: aquelas versões, recheadas de mágoa, de sentimento de rejeição, de raiva, de crítica, de indignação, não são as verdadeiras, elas foram lidas dessa maneira, desde a infância, continuaram sendo lidas assim na adolescência, na vida adulta e na imensa maioria dos casos até a velhice chegar e até a hora da morte.

E então, nós saímos do nosso corpo falido, subimos para o Mundo Espiritual e lá, aos poucos, vamos nos libertando dos nossos rótulos e conseqüentemente de nossa persona anterior e, na medida que isso vai acontecendo, vamos percebendo que passamos uma vida toda acreditando em algo, em uma visão da nossa vida, em uma interpretação de uma história que, agora, começa a diluir-se, até desaparecer por completo. Aqui embaixo, éramos o filho ou a filha de alguém, o pai ou a mãe de alguém, tínhamos um nome e um sobrenome, tínhamos um gênero sexual, pertencíamos a uma raça, tínhamos uma cor de pele, uma nacionalidade, e aos poucos, no Mundo Espiritual, vamos deixando de ser tudo isso, vamos perdendo os nossos rótulos, como se fossemos nos descascando, e o que vai acontecendo? Vamos encontrando a versão verdadeira da nossa história, bem diferente daquela que passamos décadas acreditando aqui na Terra, uma visão tão certinha e coerente, de mágoa, de rejeição, de raiva, que contávamos para as pessoas, contávamos para os nossos terapeutas, e nós acreditávamos nela, e todos acreditavam nela, pois todas as pessoas passam toda a sua encarnação acreditando em suas histórias, sem perceber que elas são, apenas, as versões criadas pelas nossas personas e que as nossas personas são cascas temporárias com rótulos também temporários.

Agregando a Reencarnação à psicoterapia devemos analisar as nossas mazelas, dramas, sofrimentos, como surgindo a partir da nossa infância ou devemos pensar por que precisamos dessa infância? As psicoterapias tradicionais enxergam a infância como o começo da vida, o início das coisas, onde surgem os sentimentos, onde inicia a nossa história enquanto que a Psicoterapia Reencarnacionista afirma que ela é a continuação da nossa vida aqui na Terra, interrompida ao final da encarnação anterior, é uma estrutura kármica co-criada por nós e pelo Todo (Deus), baseada nas Leis Divinas da Finalidade, da Necessidade e do Merecimento, e a nossa história é uma história muito antiga, que jaz escondida dentro do nosso Inconsciente, e que a sabedoria do Dr. Freud intuiu que deveria ser aberto e estudado, e agora é continuado por nós, chamados de “alternativos”, “esotéricos” e outros adjetivos não tão simpáticos, que, apenas, resolvemos obedecer ao Mestre vienense.

É muito difícil uma cura verdadeira de um sentimento que está atrelado a uma versão ilusória de uma história de vida e é muito fácil a melhoria de qualquer sentimento se conseguirmos ajudar as pessoas a libertarem-se da visão egóica de sua história e encontrarem a visão espiritual dela. A Psicoterapia Reencarnacionista, sendo uma psicoterapia que lida com o raciocínio, deixa os nossos sentimentos, e das pessoas que tratamos, apenas como uma provável sinalização do que veio ser melhorado nessa encarnação, e atenta para o pensamento, para a versão personal da história de vida, pois é aí que o sentimento pode ser realmente curado, já que o sentimento vem do pensamento e esse vem do raciocínio.

A “versão persona” da história mantém aprisionado o sentimento, enquanto que libertar-se dela e encontrar a visão espiritual dela vai eliminando, gradativamente, o sentimento, pelo entendimento que trás, baseado na necessidade dos gatilhos e dos reencontros. Uma coisa é pensarmos que sentimos mágoa pelo que nosso pai ou nossa mãe nos fez, outra coisa é recordar que o nosso Espírito “pediu” (necessitou) aquele pai ou aquela mãe para tentar curar uma antiga mágoa, centenária ou milenar, e que para encontrá-la necessitava de coadjuvantes em sua trajetória, comumente chamados de “vilões”, para que ela aflorasse de dentro de si, e que muito provavelmente em encarnações passadas havia feito a mesma coisa, ou pior, para aqueles Espíritos ou para outros, e que agora a Sabedoria Universal lhe presenteava com o que se chama de Retorno, que é a oportunidade que Deus nos dá para o resgate e a cura.

A Psicoterapia Reencarnacionista, a Terapia da libertação, existe para que, quando voltarmos para Casa, não nos envergonhemos quando nos mostrarem o Telão e digamos: “Errei de novo?” e escutemos: “Não se preocupe, terás uma nova oportunidade...”.

Os dois tipos de Psicoterapias


  1. Discorra a respeito da afirmação: “Existem dois tipos de psicoterapias: as tradicionais (as psicoterapias das personas e seus conflitos egóicos) e a Terapia da libertação do Ego (a Psicoterapia Reencarnacionista

  2. Quais os benefícios e os inconvenientes de uma psicoterapia que aborda os sentimentos da pessoa em tratamento?

  3. Por que apenas agora chegou na Terra a Psicoterapia Reencarnacionista?

  4. Qual a semelhança em realizar um tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista aqui na Terra e um tratamento no Mundo Espiritual após o nosso desencarne?


Os gatilhos
É de fundamental importância que saibamos, cada um de nós, por que voltamos para a Terra, para vivermos mais uma "vida" aqui. Viemos e construímos uma "casca". Não foi para sofrer, para pagar, e muitas pessoas ainda apegam-se a conceitos antiquados e equivocados, relativos a castigos, penas, etc., quando, na verdade, estamos aqui porque estamos vinculados, vibratoriamente, a esse Plano, ou seja, a nossa freqüência vibratória não é suficientemente elevada que nos permita acessar definitivamente Planos superiores a esse. De vez em quando vamos para outros Planos, principalmente durante o sono, se estivermos com uma freqüência compatível com esses locais, mas no nosso dia-a-dia e nas nossas reencarnações, é aqui que estamos, para, um dia, sairmos daqui e alcançarmos níveis mais elevados consciencialmente.

Para que isso aconteça, para elevarmos nossa freqüência, para que nos libertemos deste planeta e deste Plano ainda tão imperfeito, precisamos nos libertar de nossas inferioridades espirituais e então precisamos dos gatilhos, que são as pessoas e situações que encontramos aqui e que nos ajudam a encontrar as nossas imperfeições, e para isso estamos aqui, e vamos e voltamos, vamos e voltamos, vamos e voltamos... Que vergonha precisarmos de tantos retornos.

Muitas pessoas perguntam-se por que essa tarefa precisa ser realizada aqui e não lá no Plano Astral superior? Isso é fácil de entender, basta raciocinarmos que isso precisa ser feito em algum lugar aonde existam estímulos para que as nossas imperfeições manifestem-se: são os gatilhos. Para os nossos tipos de defeitos, aqui é o lugar ideal, aqui estão os fatos (gatilhos) que fazem emergir as nossas inferioridades. E os fatos "negativos", pessoas ou situações, o que nós não gostamos, são os melhores para isso.

Quando estamos no Astral superior é como quando estamos em nosso Centro Espírita, parecemos todos “santos”, somos pacienciosos, carinhosos e caridosos, os nossos defeitos ocultam-se ou disfarçamos bem, mas quando voltamos para nossa vida cotidiana, aí as nossas características negativas de personalidade voltam a manifestar-se. Podemos raciocinar do mesmo modo para entendermos porque viemos do Plano Astral para cá, de um lugar "melhor", mais evoluído, para um lugar "pior", menos evoluído. Quando estamos lá, devido ao estilo de vida vigente, baseado na igualdade e na fraternidade, nós parecemos “santos” pois os nossas inferioridades não aparecem, permanecem latentes, mas quando estamos aqui, aí sim, pelas condições socioculturais vigentes, eles vêm à tona e nós nos confrontamos com o que precisamos curar. Lá não existem os gatilhos, eles estão aqui, e começam na infância. Quando os gatilhos são repetitivos, aparecem a todo instante, é porque não estamos melhorando suficientemente rápido. Quando os gatilhos (para aquela inferioridade) começam a escassear é um sinal de que estamos melhorando, naquele aspecto.

Viemos para um Plano inferior para que as nossas inferioridades venham à tona e possamos nos purificar delas. E o principal trabalho é, então, saber exatamente o que precisamos curar em nosso Espírito, as nossas imperfeições, e detectarmos quando elas se manifestam, mas aí surge uma questão: a maioria de nós acredita que tem razão quando sente ou manifesta as suas negatividades. Por isso, a Psicoterapia Reencarnacionista, criada no Plano Astral, desceu para a Terra, para ajudar a todos nós a nos libertarmos do raciocínio egóico dos fatos da nossa infância e da nossa vida e passarmos para um estágio mais evoluído de raciocínio, em que nosso aspecto superior vê as coisas de cima e pode nos libertar do nosso egoísmo e do nosso egocentrismo.

Um dos maiores entraves à evolução espiritual, que é simplesmente a melhoria das nossas inferioridades, é que o nosso Ego sempre acha que tem razão... Quem tem raiva de alguém, o seu Ego (persona) acredita que tem razão para sentir essa raiva, quem sente mágoa e ressentimento, acredita que são plenamente justificados esses sentimentos, quem é medroso, acredita realmente na força do seu medo, quem é tímido, acredita plenamente em sua incapacidade de manifestar-se, quem é orgulhoso, vaidoso, egocêntrico, acredita realmente em sua superioridade, quem é materialista, acredita firmemente no valor das coisas materiais, e assim por diante.

O maior obstáculo à evolução é que o Espírito encarnado sempre acredita que tem razão em seus raciocínios. E também quem rouba, quem mata, quem trai, etc. O psicoterapeuta reencarnacionista deve entender bem essa questão dos gatilhos e aplicar em si mesmo, ficar atento ao que aflora de si e perceber o conflito Ego (“eu tenho razão”) X Eu Superior (“Meu Ego está errado”).

Quem veio para melhorar a tendência de sentir raiva, precisará de gatilhos que a façam aflorar, por exemplo, um pai agressivo, um irmão implicante, colegas no Colégio que aticem sua raiva, e durante a vida terrena irá deparando-se com gatilhos que têm essa finalidade: mostrar que ainda tem raiva para curar. O mesmo se aplica para quem reencarnou para melhorar uma tendência congênita de sentir mágoa, de sentir-se rejeitado, sentir-se abandonado, de achar-se superior, de achar-se inferior, etc. O antídoto da raiva é o amor, o da mágoa é a compreensão, o do medo é a coragem, o da timidez é a espontaneidade, o do orgulho é a humildade, o do materialismo é o entendimento da reencarnação. Mas o que possibilita que curemos essas crenças negativas, é a conscientização de que já viemos para esse Plano terreno com essas características de personalidade em nós e que aqui, no confronto com certas situações específicas de nossa vida, desde a infância, elas vieram à tona. Cada um de nós manifesta aqui o que já trouxe consigo de suas encarnações passadas, positiva e negativamente. Tudo é uma continuação, nós somos o que somos, e aí revelamos o nosso grau espiritual.

O psicoterapeuta reencarnacionista sabe que não é melhor ou superior às pessoas que vêm ao seu consultório, apenas porque está sentado naquela cadeira, porque tem sua secretária lá na sala, porque chegam pessoas para consultar consigo, desabafar, pedir conselhos, fazer regressão. Nós somos auxiliares do Mundo Espiritual e cumpriremos com maior ou menor eficiência essa missão dependendo do nosso grau de humildade e de reconhecimento da nossa condição de igualdade entre nós e quem chega para consultar. A profissão de terapeuta é geralmente uma das maiores armadilhas em que nosso Ego cai, a maioria começa a sentir-se superior, principalmente quando começa a ficar famoso, aí começa o festival de vaidades, e daí, para cair no ridículo, é um passo: fala vaidosamente em curar a vaidade e orgulhosamente apregoa a sua humildade. Os Mestres, os verdadeiramente superiores, ao lado, olhando, aconselhando, e os obsessores também, rindo, aproveitando a brecha... Aí entra o garçom trazendo o café e ele tem mais amor no coração do que nós, entra a faxineira e ela é superior a nós espiritualmente.

Para que possamos saber exatamente por que o nosso Espírito reencarnou, precisamos assumir as nossas inferioridades e aceitá-los como nossos, correlacionando os fatos "negativos" que acontecem em nossa vida, da infância até hoje, com a maneira negativa que nós sentimos e reagimos a eles. Aí encontraremos o que viemos aqui fazer, curar em nosso Espírito, pois os fatos são os fatos, mas o que fazem emergir de imperfeito em nós, revela a finalidade de estarmos novamente aqui, a finalidade da nossa atual encarnação.

Se os fatos (os gatilhos) nos provocam mágoa e ressentimento, eles estão mostrando que viemos curar mágoa e ressentimento, se provocam raiva e agressividade, nos mostram que viemos curar raiva e agressividade, se provocam medo ou retraimento ou sensação de incapacidade, ou qualquer outro sintoma negativo, aí está o motivo da encarnação. Uma pessoa muito materialista, apegada ao dinheiro e aos bens materiais, revela que seu Espírito reencarnou para curar essa postura fútil e superficial e aprofundar-se nos verdadeiros valores do amor e da caridade. O distraído, aéreo, veio para curar esse tipo de fuga, para aterrar. E assim, com qualquer característica negativa nossa, desde as mais graves até as mais "inofensivas".

O que mais importa em uma encarnação é a maneira equivocada com que reagimos aos fatos, e se essa maneira repete-se, aí está, sem dúvida, o que veio ser curado. Muitos de nós, antes de reencarnar, no Astral superior, antecipamos a atual encarnação, nos grupos de estudos e nas conversas com os Orientadores, e lá sabemos exatamente o que viremos tentar curar nessa passagem. Nós sabemos quem serão nossos pais, se viremos em uma família rica ou pobre, se viremos numa "casca" branca ou negra, etc., e então é perda de tempo ficarmos brigando com os fatos "negativos" da nossa infância, com características desagradáveis de personalidade de nosso pai ou nossa mãe, como se não soubéssemos o que encontraríamos aqui! E por mais negativos que pareçam os fatos da nossa infância, tudo está, potencialmente, a nosso favor, pois visa o nosso progresso, a nossa cura, a nossa purificação, ao nos mostrarem nossos defeitos. Mas raras pessoas atingem os seus objetivos pré-reencarnatórios, porque não entendem realmente o que é Reencarnação, mesmo grande parte dos reencarnacionistas, principalmente os que se queixam de sua infância e dos fatos de sua vida.

Devemos começar pela mudança de raciocínio, tirar o comando do nosso Ego e entregar para o nosso Eu Superior, subirmos do chakra umbilical para o cardíaco, e assim, irmos melhorando todos os tipos de comportamento, de características de personalidade, de sentimentos, que nos diferenciam dos nossos irmãos mais evoluídos do Plano Astral, dos Mestres, dos Orientadores. Eles estão lá em cima, num lugar de freqüência vibratória mais elevada, o que nós temos e eles não têm mais, são as impurezas e as imperfeições, das quais viemos nos libertar. E também estão aqui em baixo prontos para nos conduzir se o nosso Ego assim o permitir... O pensamento vem do Ego e então uma das chaves para a evolução é a meditação, aprendermos a pensar cada vez menos, para nos colocarmos num lugar de submissão ao Superior. O nosso caminho ruma para a Perfeição e esses Seres nos sinalizam o rumo, mas para isso é preciso que não culpemos nada e ninguém, e entendamos que as nossas imperfeições são coisas nossas, que nos acompanham há muito tempo, há muitas encarnações, e se isso acontece, é porque não temos realmente aproveitado nossas encarnações para nos libertarmos delas, nos curarmos, nos purificarmos.

Colocar as questões aparentemente injustas ou desagradáveis como ques­tões potencialmente positivas e não negativas, ou seja, experiências oportunizadoras necessárias para a nossa evolu­ção, faz com que, ao invés de nos vitimizarmos, passemos a entender que esses fatos, são, na realidade, testes necessários e indispensáveis, e se os vencermos estaremos cumprindo a nossa Missão. Se formos derrotados, essa encarnação vai aos poucos perdendo seu sentido, pela repetição de erros e enganos (mágoa, raiva, medo, insegurança, etc.) já cometidos em encarnações anteriores. O caminho para a vitória é a liberdade emocional, de si mesmo e dos outros, através da compreensão da relatividade da perso­na e de suas ilusões, por seu caráter temporário, de apenas uma encarna­ção. Na verdade, quanto mais "obstáculos" encontrarmos pelo caminho, mais estaremos sendo exigidos por nós mesmos para vencê-los e superá-los. E se os testes e provas parecem pesados demais, das duas uma: ou somos evoluídos o suficiente e nos propu­semos na fase pré-reencarnatória a enfrentá-los para tentar vencê-los ou somos "me­recedores" daquilo por acúmulo de erros e enganos em vidas terrenas anteriores e optamos por vivenciá-los na esperança de superá-los.

Mas se o psicoterapeuta reencarnacionista não colocar isso em prática, de nada adiantará seu discurso, suas pregações, estará enganando a si mesmo. A Missão única de todos nós é a busca da Purificação, tudo o mais são necessidades do nosso Ego. Sair do “eu” e endereçar-se para o “nós” é a lição que todos os Mestres ensinam. Todos admiram mas ninguém imita...

Os gatilhos


  1. O que são os gatilhos da vida terrena?

  2. Por que os gatilhos são potencialmente benéficos para nós?

  3. Como a nossa persona enxerga os gatilhos e como o nosso Eu Superior os vê?

  4. Qual a relação entre entendermos a função dos gatilhos e a Reforma Íntima?

  5. Discorra a respeito de: “Viemos para um Plano inferior para que as nossas inferioridades venham à tona e possamos nos purificar delas”

  6. Discorra a respeito de: “Um dos maiores entraves à evolução espiritual, que é simplesmente a melhoria das nossas inferioridades, é que o nosso Ego sempre acha que tem razão...”

  7. Discorra a respeito de: “O que mais importa em uma encarnação é a maneira equivocada com que reagimos aos fatos, e se essa maneira repete-se, aí está, sem dúvida, o que veio ser curado”

  8. Por que alguém se magoa?

  9. Por que alguém sente raiva?

  10. O que significa: “Você pediu para passar por isso?”

  11. Você pediu...” é um castigo ou uma necessidade?

  12. Qual a finalidade da Lei do Retorno na nossa busca de purificação?

Boicote, Resistência e Desistência
A Psicoterapia Reencarnacionista é a Terapia da Reforma Íntima e o Curso de Formação dessa nova psicoterapia é um Curso de Reforma Íntima, uma Terapia em Grupo com essa finalidade. Por isso, observa-se, algumas vezes, nos primeiros meses do Curso, uma certa inquietação em alguns alunos, uma tendência inexplicável de desistir, uma idéia de que não era bem o que queria, que não era como pensava, que não vai poder dar continuidade, que não terá tempo, não terá capacidade pessoal, financeira, intelectual ou espiritual para seguir no Curso, que, pensando bem, não tem certeza mesmo se quer ser um psicoterapeuta reencarnacionista profissional (em consultório) ou trabalhar com essa psicoterapia gratuitamente em seu Centro Espírita, e outras artimanhas nas quais os nossos Egos são especialistas.

O Curso de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista é uma oportunidade para mostrarmos para o nosso Ego, que ele é muito sorrateiro mas finalmente o pegamos, começamos a identificá-lo, a descobrir como ele vem nos enganando, nos iludindo e dominando há séculos. Nas sessões de regressão, vamos acessando encarnações passadas e vendo como estávamos iludidos naquelas épocas, como acreditávamos ser uma persona, como nos confundíamos com os rótulos ilusórios das nossas “cascas”, como sofremos, nos magoamos, nos enraivecemos, disputamos, competimos, lutamos, matamos ou morremos, em nome de nada.

E na medida em que vamos acessando esse nosso passado e entendendo como fomos, naquelas épocas, totalmente cegados pelo nosso Ego, vamos percebendo como hoje em dia ainda o somos e começamos a querer nos libertar desse jugo, a expandir o nosso campo de ação, a elevar os nossos pensamentos, a dominar os nossos sentimentos, a refrear os nossos instintos, a passar o comando da nossa vida terrena para o nosso Eu Superior e para os nossos Mentores Espirituais, que estão sintonizados com níveis mais elevados de Energia e Vibração. E aí, nesse momento, em que começamos a querer isso, o nosso Ego começa a inquietar-se e é essa inquietude que começamos a sentir no início do Curso. Parece que somos nós que estamos sentindo isso, mas é ele. Nós somos um Ser eterno, infinito, existimos há centenas de milhares de anos, enquanto que a nossa “casca” atual tem apenas algumas dezenas de anos e o nosso Ego nos ilude que nós somos essas poucas dezenas de anos.

Quando, com o Curso, nós vamos des/cobrindo quem somos verdadeiramente e entendendo que evolução espiritual é sinônimo de des/cascamento, de desap/ego, de libertação do ego/ísmo, de expansão do ego/centrismo, de endereçamento para o heterocentrismo, é começar ou intensificar a passagem do comando do nosso “eu” para o “nós”, começando a entender que sofrer por si é atestado de um ainda baixo nível espiritual, que ficar triste e magoar-se é apenas encontrar o que viemos melhorar nessa atual encarnação, que sentir raiva é estar sob o comando do nosso umbigo, que acreditar-se mais do que os outros é um atestado de miopia espiritual, achar-se menos do que os outros é apenas o orgulho ferido, e tantas outras manifestações infantis do nosso Ego, ele começa a achar que somos seus inimigos, que estamos contra ele, que queremos destruí-lo, e começa a utilizar a sua arma favorita: a sedução.

Como ele faz isso? Começa a nos adular, a nos dar razão em tudo, nós sempre estamos certos, em caso de dúvida ele nos convence que é isso mesmo, essa psicoterapia é simples demais, não pode ser... Como assim, eu sou como sou porque nasci assim? Eu pedi a minha infância? Quer dizer que não sou uma vítima e, sim, um co-criador? Eu atraio os fatos da minha vida? Tudo é gatilho? Estamos todos dentro de uma Grande Armadilha? Estou preparando a minha próxima infância?

É muito complicado, parece fácil, mas não é, acho que não é para mim... Pensava que era um Curso de Regressão e me dizem que eu vou aprender a não fazer Regressão, vou ser só um auxiliar do Mentor Espiritual das pessoas, e nem chamam de paciente, chamam de pessoa, vou desistir... Ano que vem eu faço de novo, acho... E tem a Lei do Esquecimento, acho que a Regressão infringe essa Lei... O Conselho não permite, vou me complicar...

E de argumento em argumento, aquele aluno que enviou e-mail, que queria tanto fazer o Curso, que esperou meses para o Curso começar, ali pelo 2º, 3º mês, começa a ter dúvidas, a questionar, a pensar em desistir... O que está acontecendo? Leu os textos, os livros, acessou os sites, achava tudo tão interessante, comentou com muitas pessoas que iria fazer o Curso, veio tão entusiasmado para a aula inaugural, está apenas no início, e já pensando em desistir? Pede opinião em casa, comenta com os colegas, fala com os amigos, cada um diz uma coisa, que tem razão... que não tem razão... quem sabe não é esse Curso mesmo... mas pode ser bloqueio, pode ser resistência, não é a primeira vez que desiste de algo que queria tanto... Como assim, bloqueio? Bloqueio de que? E resistência? Claro que já desistiu outras vezes, mas todo mundo já desistiu de coisas, isso é normal. Não vou mais, pronto! Ah, não, fica chato, vou mandar um e-mail para o(a) profi, mas falar o que? Vou inventar uma desculpa qualquer, não, isso não, tenho de falar a verdade, mas nem sei porque estou querendo parar, não tenho tempo, não, tempo eu tenho... É falta de dinheiro, mas gasto com tanta bobagem... Explicaram que a Regressão Terapêutica não infringe a Lei do Esquecimento, sei não... O Conselho não permite, mas eu já sabia disso... O que faço? Vou mais uma aula e lá eu decido.

Esse é um exemplo típico da sedução que o Ego exerce sobre alguns alunos no começo do Curso. Na verdade, o que está acontecendo? É um bloqueio: o Ego bloqueia o acesso ao nosso Eu Superior e nos faz ficar rodeando em volta de nós mesmos, de argumento em argumento, de pensamento em pensamento, vamos ficando tontos, como que auto-hipnotizados, e vão aflorando as nossas inferioridades e não as vemos... Vem a crítica, vem a impaciência, vem o orgulho, vem a prepotência, vem a rejeição, vem o medo, vem a insegurança, vem a dúvida, vem a solidão, e nós nos digladiando dentro de nós...

O Curso é de Reforma Íntima, de ver como éramos em encarnações passadas, nos compararmos como somos hoje, de reler a nossa infância, sair da vitimação, de aproveitar uma encarnação no sentido espiritual, de melhorar os nossos sentimentos pela mudança do nosso raciocínio, de programar a nossa próxima encarnação, de passar o comando para os nossos Mentores Espirituais, de humildade, de obediência, de submissão, de querer ser igual aos outros, enfim, tudo aquilo que o nosso Ego não quer, não gosta, pois se acha muito especial, tem de ser o centro do espetáculo, seja falando pelos cotovelos, seja falando apenas pelos pensamentos, seja sendo o mais evidentemente feliz, seja parecendo ser muito infeliz, seja sendo um grande vencedor, seja sendo um pobre perdedor, o Ego tem de aparecer, essa é a sua especialidade. Não importa como, ele tem de aparecer!

O Ego não é um vilão, ele é apenas infantil, e como toda a criança, tem desejos, anseios, inseguranças, necessidades, carências e ele, no comando da nossa vida, o que significa no comando dos nossos pensamentos e dos sentimentos, nos domina a tal ponto que quase todos os alunos quando chegam no Curso, acreditam realmente que são homens, mulheres, que têm um nome, um sobrenome, que são filhos de alguém, de uma certa nacionalidade, de uma certa raça, de uma certa cor de pele, que em uma profissão, enfim, todos esses rótulos passageiros do nosso Ego. É ele no comando...

Quando vamos recordando que somos um Espírito encarnado dentro de uma “casca” temporária, tendo chegado na família que pedimos, na infância que necessitávamos, com os pais e demais membros da família que precisávamos, ou seja, quando começamos a nos “descascar”, o Ego entra em pânico, acha que não gostamos dele, que queremos expulsá-lo da nossa vida, que iremos renegá-lo, que vai ser morto, começa a sentir-se rejeitado (se veio com essa tendência), a magoar-se (se veio com essa), se veio com raiva, começa a sentir raiva, se veio prepotente, começa a achar que está tudo errado no Curso, se veio acreditando-se inferior, que não vai ser capaz, se vem há muitas vidas escondendo-se, vai sentando nas cadeiras dos cantos, só falta entrar parede à dentro, se quer mostrar que é brilhante, senta bem na frente, se acha que é meio burrinho, vai lá para trás, se veio com uma tendência secular de questionar, de criticar, para não perder o hábito, questiona e critica, e assim, em um Curso de Reforma Íntima, em que necessitamos primeiro nos descascar para depois nos descobrirmos, o Ego, amedrontado e inseguro, para defender-se, ataca! E quer ir embora.

E começa a resistir, já não ouve direito o que o(a) professor(a) fala, vai entrando em seus próprios pensamentos, vão aflorando as inferioridades, e elas sempre vêm tingidas de “eu tenho razão”, vai enxergando tudo como vem enxergando há várias vidas, vai endurecendo, reforçando as suas muralhas, protegendo o seu patrimônio, resguardando as suas conquistas, vai ficando ansioso, nervoso, quer sair da aula, quer ir embora, não quer mais voltar, no mês seguinte, o dilema - vou ou não vou? - e o Ego implorando que não, fica em casa, está frio, está quente, estou com dor de cabeça, ah, hoje estou cansado, tenho outro compromisso, e não vem na aula, ou vem e fica olhando... Os pensamentos subjugados, os sentimentos aflorados, o Ego em pânico, trancando-se cada vez mais em si, pelo menos o lanche é bom, ou podia ser melhor, os monitores todos fardados, de branco, parece religião, estou achando esse Curso muito caro, acho que não vou poder continuar, o dia inteiro sentado, a gente fica meio duro, ou eu que sou tenso?, no final tem a meditação, aí é bom, um silêncio, bem legal, a gente relaxa, todo mundo se abraça, até mês que vem, não sei se eu volto, vou ver durante o mês, acho que não era bem o que eu pensava, acho que não é para mim, mudança, transformação, Reforma Íntima, aproveitar a encarnação, ver o Telão aqui na Terra, e essa Simulação de Plano Astral, imaginar que já morreu e está prestando conta para sua própria Consciência... Pior que esse só o tal de “Não pode falar eu, meu e minha!”, falar o que então? Sei lá, vou ver o que faço... Já desisti outras vezes, mas não faz mal, tem muitos Cursos, esse não é muito técnico, é mais intuitivo, aprender a obedecer, submissão, na Regressão só falar “Sim”, “Continua”, “E depois?”, parece tão sem graça, deixar os Mentores direcionarem a recordação, não pode comandar, não pode dirigir, não pode nem levar a Regressão para a queixa do paciente, quer dizer, do cliente, está bem, da pessoa, e as regressões que assisti, o pessoal fala baixinho, não se escuta nada, dá até sono, não é que eu esteja desinteressado, é chato mesmo, uns colegas vão mais para a frente, ficam atentos, se esforçam para ouvir, eu não, vou fechar os olhos, não é para regredir, acho até que nem vou conseguir regredir, tem de se entregar, abrir mão do comando, confiar no Mundo Espiritual, eu confio, mas, bem, vamos ver, esse mês eu penso, se vou ficar, se vou sair...

E enquanto isso, o nosso antigo conhecido, o velho Ego, lá dentro, confundindo Reforma Íntima com sofrimento, abrir mão do comando com subserviência, não dirigir com ser escravizado, submeter-se com ser pisoteado, não está entendendo nada, só quer uma coisa: que tudo fique como está! Não está bom, mas pode piorar...

O que podemos dizer a essa parte tão infantil e ingênua da nossa personalidade, tão querida e pueril, é que a Psicoterapia Reencarnacionista lhe ama, só quer o seu bem, quer lhe ver crescer, amadurecer, ser livre e saudável, mas não esqueça: Sorria, você está sendo firmado.



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