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Boicote, Resistência e Desistência



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Boicote, Resistência e Desistência


  1. Por que alguns alunos começam a ter vontade de desistir do Curso de Psicoterapia Reencarnacionista (Curso de Reforma Íntima)?

  2. Como sabermos o que o nosso Ego pensa?

  3. Qual a sua idade?

  4. E qual a idade de sua persona atual?

  5. Quem deve estar no comando de sua vida? Você ou a sua persona (Ego)?

  6. Quem vem comandando a sua vida?

  7. Como o nosso Ego nos seduz?

  8. O que significa: “O nosso Ego é infantil ou adolescente”?

  9. Como alcançarmos a maturidade?


As armadilhas
Nas consultas, após a pessoa entender que não é o que pensa ser, uma persona, e sim um Espírito manifestando-se como uma persona temporária, passageira, o psicoterapeuta reencarnacionista deve conversar sobre Reencarnação. Deve lembrar-lhe que viemos de outro plano dimensional para cá nos manifestar em um corpo físico, em uma persona temporária, durante algum tempo e que, um dia, iremos embora, subiremos novamente. Isso é básico em uma consulta de Psicoterapia Reencarnacionista, devemos conversar sobre a Reencarnação para podermos entender o que são as armadilhas da vida terrena e ajudar a nós mesmos e as pessoas que nos procuram a evitarem-nas e, se já caímos nelas, podermos sair, libertar-nos.

Muitas pessoas referem que sua infância foi muito dura, que passaram por dificuldades, quer seja de ordem afetiva, quer seja de ordem financeira, problemas com um dos pais, ou com ambos, ou com outras pessoas. Muitos permanecem com esses traumas pelo resto de sua encarna­ção, influenciando gravemente seu comportamento. Os sentimentos são conseqüência dos pensamentos e esses vêm do raciocínio, então a cura dos sentimentos é possível através da simples mudança do raciocínio. O raciocínio não-reencarnacionista (“versão persona”), auto-centrado, de vitimação, leva às doenças, pois a maioria dos doentes de doenças crônicas como asma, reumatismo, problemas cardíacos, digestivos, renais, etc., criam essas doenças em si por sofrerem equivocadamente por essas questões da infância, e encontramos neles, por trás dos seus sintomas físicos, questões emocio­nais como mágoa, ressentimento, medos, raiva, tristeza e insegurança.

Os doentes acreditam que essas questões emocionais, que geraram suas doenças físicas, têm sua origem na infância, no início dessa atual trajetória terrena, esquecidos que nós mesmos criamos a estrutura da nossa infância. Os sentimentos e as tendências inferiores, quando intensas, já nasce­ram conosco, e foram afloradas e não geradas na infância pelas situações consideradas como "injustas". A mágoa, a rejeição, a raiva, o medo e a insegurança são os fatores causais mais freqüentes das doenças crônicas, então como resolver isso? Aí é que entra a Psicoterapia Reencarnacionista para ajudar no nosso esclarecimento de nossas questões kármicas e reencarnatórias. Devemos ajudar as pessoas a entender que não nascemos puros e imaculados, que trazemos sentimentos e características inferiores para tentar aqui melhorar, ou eliminar. Devemos mostrar-lhes que não devem continuar acreditando que toda aquela mágoa, aquela raiva, iniciaram na infância, como se tivessem nascidos perfeitos, que não trouxessem esses sentimentos consigo ao nascer.

As psicoterapias tradicionais, baseadas no binômio vítima-vilão, criaram uma concepção de que na infância, alguém fez surgir a nossa mágoa, a nossa raiva, a nossa sensação de inferioridade, a tristeza, solidão, abandono, etc., e fazer as pessoas libertarem-se dessa inverdade não é uma tarefa fácil. É como o mito da pureza da criança, mas que pureza? Um Ser perfeito, como Jesus, pode ter sido uma criança pura, nós não temos essa pureza, apenas as nossas imperfeições e inferioridades ainda estão latentes, aguardando os gatilhos para manifestarem-se. É como um copo que já vem repleto de sentimentos e a infância que pedimos (precisamos) e Deus nos deu, enche mais um pouquinho... Fazendo as regressões vamos esvaziando o copo, ficando o que é dessa encarnação atual. E, ao mesmo tempo, as pessoas vão vendo de onde vinha o que estava no copo. Mais adiante, mas sempre a critério do seu Mentor Espiritual, elas podem, talvez, ver o que fizeram, que geralmente é a mesma coisa que sofreram. O nosso sofrimento na maioria das vezes é um retorno.

O psicoterapeuta reencarnacionista deve lembrar às pessoas que seu pai e sua mãe são também Espíritos e, mais do que provavelmente, vêm se encontrando freqüentemente nessas passagens terrenas, e que eles também aqui estão tentando eliminar suas imperfeições, tentando purificar-se. Devemos falar sobre os rótulos temporários e ilusórios da encarnação pois é preciso entender que ninguém é pai, mãe, filho, irmão, marido, esposa, etc., apenas as personalidades terrenas acreditam que são. Convencida a pessoa dessas verdades óbvias, entendendo que não nasceu puro e estando ciente da relatividade dos rótulos, a próxima etapa é conversarmos sobre o por que ter nascido naquela família, naquele ambiente, filho daquele pai, daquela mãe, estar passando por tal ou qual situação, etc.

O objetivo é ajudá-lo a entender o que é estar encarnado aqui, em um Plano Físico, de natureza passagei­ra, a enfrentar essas situações, superá-las, e mostrar-lhe que, em tornando-se um vencedor de seu destino, alcançará a meta única da Reencarnação: a evolução. E isso é atingi­do ou não, dependendo da atuação da nossa persona, o que é diretamente proporcional aos nossos pensamentos e sentimentos, e ao alinha­mento com a nossa Essência.

Colocar as questões aparentemente injustas ou desagradáveis como ques­tões potencialmente positivas e não negativas, ou seja, experiências oportunizadoras necessárias para a nossa evolu­ção, faz com que as pessoas, ao invés de vitimizarem-se, passem a entender que esses reencontros, esses conflitos, são, na realidade, testes necessários e indispensáveis, e se os vencerem estarão cumprindo a sua Missão. Se forem derrotados, essa encarnação vai aos poucos perdendo seu sentido, pela repetição de erros e enganos (mágoa, raiva, medo, insegurança, etc.) já cometidos em encarnações anteriores. O caminho para a vitória é a liberdade emocional, de si mesmo e dos outros, através da compreensão da relatividade da perso­na e de suas ilusões, por seu caráter temporário, de apenas uma encarna­ção. Na verdade, quanto mais "obstáculos" encontrarmos pelo caminho, mais estaremos sendo exigidos por nós mesmos para vencê-los e superá-los. E se os testes e provas parecem pesados demais, das duas uma: ou somos evoluídos o suficiente e nos propu­semos na fase pré-reencarnatória a enfrentá-los para tentar vencê-los ou somos "me­recedores" daquilo por acúmulo de erros e enganos em vidas terrenas anteriores e optamos por vivenciá-los na esperança de superá-los. O grande erro é esquecermos de quem na realidade somos e cairmos na vitimação, no sentimento de "coitadinho de mim", de injustiçado, e entrarmos, então, na grande causa das doenças emocionais e mentais e suas posteriores repercussões físicas: as armadilhas.

O que são essas armadilhas? As armadilhas é o próprio Ego e tudo que foi criado pelos nossos Egos desde tempos memoriais. Se formos capazes de imaginar tudo o que acontece em nossas vidas desde a fecundação até o dia do desencarne, aí estão as armadilhas. Alguém pode exclamar: "Mas então é tudo!", e realmente é. Como é o tudo? Tentemos mostrar, pelo menos em parte: nosso nome, nossos denominados pais, irmãos, parentes, ambiente familiar, as escolas, as programa­ções das tevês, as músicas, as revistas, os jornais, a moda, os ídolos, os políticos, a política, as religiões, as filosofias, o sucesso, o fracasso, os amores, os desamores, a vida pessoal, a vida social, a vida profissional, os amigos, os colegas, os concor­rentes, os patrões, os empregados, os esportes, os fins de semana, as férias, etc. Pode-se encher folhas e folhas dos aspectos dessas armadilhas, pois é absoluta­mente tudo o que diz respeito à vida terrena. O melhor nome para essa Grande Armadilha é encarnação. Tudo faz parte dos testes, o aparentemente po­sitivo e o aparentemente negativo.

Como viver a vida sem fracassar? Entendendo a relatividade de tudo por aqui e permitindo que a única parte real e absoluta de nós, a nossa Essência, assuma o comando. Como ser derrotado? Vivendo como se tudo fosse real, incorporar os rótulos e os chavões e acreditar ser a sua persona, ignorando a sua Essência, ou relegando-a a lembranças ocasionais. As armadilhas não são negativas em si, pois são necessárias para nos testarmos. Aqui na Terra é um campo minado de armadilhas.

O que aprendemos e planejamos no Plano Astral, antes de reencarnarmos, viemos praticar aqui. O ponto não é as ar­madilhas e sim o fato de entrarmos nelas acreditando que são coisas reais, quando são apenas aspectos passageiros terrenos, verdades ilusórias. Pois se nós não somos o que pensamos ser, apenas estamos, na realidade nada é o que parece ser. E então onde está a verdade? Ela está oculta, é invisível, está em nossos campos energéticos sutis, está no mundo invisível, está em toda nossa trajetória de reencarnações passadas e está no nosso futuro, após o desencarne, nas "vi­das" seguintes.

Alguém apressado poderia en­tão dizer: "Bem, então não tenho que fazer mais nada, já que tudo é uma ilusão". A resposta é não! Muito pelo contrário, estamos aqui para conhecer as armadilhas, vivenciá-las todas, no início de uma maneira automática, inconsciente, mais adiante, começando a entender, e vendo que são questões pas­sageiras que aí estão para nos testar, obstáculos ou situações que de­vemos enfrentar e vencer, sob o ponto de vista da nossa Essência, a fim de obtermos a única coisa que viemos aqui buscar: a auto-evolução, que implica na ampliação da nossa capacidade de amar livremente a tudo e a todos. Se cairmos em estados emocionais negativos, estaremos sendo derrotados. Se assumirmos a independência emocional, principalmente das ilusões do nosso aspecto temporário, estaremos nos habilitando a vencer, pois isso acarreta­rá um aumento da responsabilidade da nossa personalidade terrena com a sua Essência.

Os sentimentos inferiores e os pensamentos negativos que os criam, são criações do nosso Ego e a libertação mais fácil e rápida é através da nossa própria libertação do nosso Ego. Ou seja, é muito difícil alguém libertar-se da mágoa ou da raiva, se não libertar-se do seu Ego, pois são criações ilusórias dele. O nosso Ego sente mágoa, como curar essa mágoa sem a nossa libertação do Ego? A mágoa é uma sensação ilusória de outra ilusão, que é o Ego. Só quando entendemos (e praticamos) que não somos nosso Ego (nosso nome, sobrenome, cor de pele, nacionalidade, etc.) e sim um Espírito manifestando-se temporariamente nele, é que podemos olhar nossa mágoa, nossa raiva, com um olhar superior que permite a sua extinção.



A seguir, vamos enumerar algumas das maneiras mais freqüentes de cairmos nas armadilhas:

  1. Nos considerarmos melhores que os outros, mais inteligentes, mais capazes, mais bonitos, melhores nos espor­tes, etc.

  2. Nos considerarmos piores do que os outros, menos inteligentes, menos capazes, menos bonitos, piores nos esportes, etc.

  3. Aumentarmos a nossa congênita tristeza, mágoa, ressentimento, sensação de inferiorida­de, de impotência, de carência, saudade, pessimismo, etc.

  4. Aumentarmos a nossa antiga raiva, ódio, inveja, ciúme, orgulho, vaidade, arrogância, prepo­tência, autoritarismo, crítica, julgamento, etc.

  5. Dedicarmos nossa vida à ob­tenção de dinheiro, bens materiais, conforto a qualquer preço, trabalhar em qualquer coisa que nos proporcione isso, ansiarmos pelo fim-de-semana para não fazermos nada além do que nos proporciona prazer, ansiarmos pelas férias para não fazermos nada além do que nos proporciona prazer, não fazer nada na vida além do que nos proporciona prazer, esperarmos pela aposentadoria para não fazermos nada além do que nos proporciona prazer.

  6. Dedicarmos a vida, sepultando sonhos e projetos pessoais, ao cuidado dos fi­lhos, da casa e do marido, e depois queixar-se e arrepender-se disso.

  7. Passarmos as noites assistindo novelas e filmes na televisão.

  8. Reservarmos uma grande parte da vida na admiração de jovens esportistas, freqüentando os estádios, gritando, brigando, xingando o juiz, escutando diariamente os programas especiali­zados nas rádios, assistindo sem parar os jogos na televisão, acreditando que tudo aquilo é algo realmente importante, que é um ganhador se seu time ganha, que é um vencedor se seu país vence.

  9. Despendermos grande esforço para adquirir as roupas que estão na moda, os sapatos, os óculos, os enfeites, os aparelhos, todos os supérfluos possíveis e imagináveis que demonstrem que é uma pessoa moderna e atualizada.

  10. Procurarmos sempre trocar de carro, de preferência por um importado, símbolo de status.

  11. Reunirmo-nos seguidamente para jogar cartas, dama, xadrez, bocha, bolão, bilhar, freqüentar bingos, cas­sinos, hipódromos, etc.

  12. Passarmos os fins de semana em Punta del Este ou Can­cún ou algum outro paraíso do dolce far niente.

  13. Trabalharmos em qualquer em­prego ou atividade que lhe possibilite adquirir essas coisas sem atentar para a validade do que está fazendo, se é útil para as pessoas ou não, se é honesto ou nem tanto.

  14. Não lermos, não estudarmos, não assistirmos palestras, não fazermos cursos, não freqüentarmos locais de elevado nível consciencial, não procurarmos adquirir conhecimentos que elevem nossos potenciais morais e éticos, não praticarmos re­laxamento ou meditação, não interiorizarmo-nos.

  15. Fugirmos de nós mesmos, nos conectan­do demasiadamente ao externo.

Enfim, é impossível enumerar-se todas as maneiras de cairmos nas armadilhas, pois é vasto demais. Na realidade são todos os hábitos e costumes que impliquem em ganho para o nosso Ego, a serviço da nossa personalidade inferior, e que não estejam alinhados ao nosso bem supremo. E também tudo que nos faça girar apenas em torno do nosso próprio umbigo, como é o caso dos "sofredores" e dos "infeli­zes", o que o Mundo Espiritual chama de "O egocentrismo do sofrimento". Tudo que implicar em “eu”, “meu” e “minha” faz parte da Grande Armadilha, prende e adoece. Tudo que implicar em beneficiar a humanidade, está alinhado com Deus, liberta e cura.

Uma maneira segura de não cairmos na Armadilha é, conectados à nossa Essência, pensarmos no que estamos fazendo, para quê estamos fazendo e o que visamos exatamente. Ou seja, a finalidade. Não somos ingênuos ou utópicos a ponto de querermos que todas as pessoas devam apenas trabalhar em empregos ou atividades altamente gratificantes, edificantes, altruísticas e espiritualizadas, pois da maneira injusta, piramidal, como nossa sociedade está estruturada, já é de enorme benefí­cio estarmos empregados e não há a mínima possibilidade de, por enquanto, exigir-se condições ideais de trabalho e querer que todas as atividades se ocu­pem da elevação consciencial da humanidade. Ainda não é tempo, pois o ser humano precisa evoluir muito para chegar a esse nível. Então qual a saída? Permanecermos atentos para a nossa verdadeira identidade, por trás das ilusões da persona e das armadilhas que existem apenas para testar nossa capacidade de superá-las, e assim então podermos nos transfor­mar e ao mundo.

A melhor maneira de vivenciarmos essa rápi­da estadia nesse corpo e dimensão física, nessa personalidade passageira, é nos elevarmos consciencialmente, o que é alcançado pela busca de conexão com a nossa Essência. Devemos entender o verdadeiro papel do ser humano, sua origem, seus objetivos, entendermos a questão do real e do irreal de todas as coisas, sabermos quem realmente somos e quem são os nossos afins, co­nhecermos profundamente todas as manifestações da Armadilha e aprender­mos a lidar e passarmos por elas, vencendo-as, transformando-as aos poucos e irmos dividindo, com nossos parceiros de jornada, os conhecimentos que vamos adquirindo. Ou seja, sabermos o que somos, o que estamos fazendo aqui e onde queremos chegar. Se considerarmos que a maior parte das pes­soas não sabe disso e angustia-se tanto com essa dúvida e sendo tão claro, tão simples, pois basta enxergar a verdade por trás das ilusões, não se torna evi­dente que o assim pensar permitirá que dentro de alguns séculos a raça hu­mana atinja seu objetivo?

Uma das tarefas do psicoterapeuta reencarnacionista é mostrar a realidade para as pessoas, evidenciando que tudo é simples, nada é com­plicado, obscuro, misterioso ou oculto. É a constatação de que não somos o que pensamos ser, nem os outros o são, apenas estamos, e que reencarnamos apenas para evoluir. A consciência da temporalidade das coisas e a percepção das várias manifestações da Armadilha, que apenas fazem parte dos testes e pro­vas pelas quais necessitamos passar para crescer, faz com que nos tornemos aptos a evoluir. A ig­norância desses fatos torna tudo obscuro e sem sentido e essa é a maior causa do sofrimento do ser humano, em seus aspectos mentais e emocionais e em suas repercussões físicas. A doença, como diz o Dr. Bach, é resultado do erro e da ignorância e do conflito entre a Alma e a personalidade inferior, ou seja, a doença vem das ilusões.

Somos seres que estão evoluindo nesse planeta e isso implica na necessidade de passarmos pelas situações aqui vigentes e que irão nos atingir, nos conflitar. A finalidade disso é fazer vir à tona o que temos de curar em nós, o que ainda temos de imperfeito. Então nós descemos do Plano Astral da Terra para encontrarmos essas situações, e elas são consideradas ruins, injustas e cruéis porque fazem aflorar o que temos de desagradável em nós. Por exemplo, alguém que necessita curar uma antiga tendência de magoar-se, sentir-se abandonado e rejeitado, necessitará passar por situações, muitas vezes desde sua infância, que lhe façam confrontar-se com isso para que venha à tona essa tendência. Num primeiro momento ele sentir-se-á magoado, abandonado e rejeitado, pois essa é sua tendência, isso é o que veio "dentro" dele para ser curado, e se continuar toda a sua vida com esses sentimentos negativos (que vem dos raciocínios da infância), com essa tendência, passará por mais e mais situações semelhantes e de nada adiantará o sofrimento decorrente, já que o que deve ser curado e não está sendo, seguidamente será confrontado com situações semelhantes (gatilhos). Se desencarnar com essa tendência, vol­tará a encarnar para passar por situações idênticas, em seu conteúdo emocional, para tentar novamente. Então, nesse exemplo, se uma infância extremamen­te traumática, com um pai ou uma mãe ausente, fizeram emergir tais sintomas, visto pelo enfoque terreno, ilusório e patogênico, foi uma situação injusta e cruel, que "gerou" a mágoa e o sentimento de rejeição. Mas, visto pelo enfoque reencarnacionista, nada foi injusto e cruel e sim expe­riências necessárias, elaboradas no próprio tecido do destino daquela Alma, e que visam fazer aflorar o que veio para ser curado nessa encarnação e que necessitava de tais situações para ser revelado e poder ser curado. Quem veio curar o orgulho vai ter de passar por situações que façam aflorar o orgulho, quem veio curar a mágoa vai ter de passar por situações que façam aflorar a mágoa, quem veio curar a raiva vai ter de passar por situações que façam aflorar a raiva, e assim por diante.

Para quem veio para trabalhar questões como dinheiro, beleza, poder, etc., desde a infância surgirão situa­ções e experiências que farão vir à tona o que veio para ser curado. Se for enca­rado pelo ponto de vista da personalidade inferior o mais provável é que a verdade seja distorcida e as ilusões predominem, gerando conseqüências com­portamentais em desacordo com os objetivos da Essência. Isso se aplica em quem reencarna em famílias com grande poder aquisitivo, em uma “casca” muito bonita, atraente, etc. E também o contrário, em quem nasce em famílias muito pobres, quem nasce com uma “casca” feia, etc. O psicoterapeuta reencarnacionista deve sempre lembrar para as pessoas que existe um por que de ter vindo em uma família rica, ou em uma pobre, com um veículo físico bonito, ou feio, etc. Tudo tem uma explicação e uma finalidade, e sempre visa aflorar o que necessitamos purificar em nós. Uma pessoa não vale pelo que aparenta ser e sim pelo que é realmente. Muitas vezes, al­guém de uma classe inferior, para usar um termo de estratificação social, é mais evoluído espiritualmente do que outro de classe mais elevada, mas é tratado como inferior. Todos nós conhecemos empregadas domésticas mais evoluídas do que suas patroas, secretárias mais evoluídas do que seus patrões, funcionários mais evo­luídos do que seus diretores.

Enquanto ainda estamos longe do tempo em que todas as pessoas exercerão trabalhos gratificantes e edificantes, que visem a evolução de si próprios e da humanidade, é de fundamental importância que os terapeutas e as terapias em geral atentem para essas questões aqui colocadas. Aos que não sabem o que estão fazendo aqui, os que não acham importante viver, os que prendem-se em sentimentos negativos, em pensamentos autodestrutivos, os que fogem nas drogas, socialmente aceitas ou não, os que vivem por viver, os que prendem-se ao fútil e ao superficial e a todos os que não sabem do que estamos falando aqui, o psicoterapeuta reencarnacionista deve mostrar que existe, sim, um objetivo em viver, que é importante estarmos aqui, que a vida terrena é como uma corrida de obstáculos e que é de fundamental importância para as Essências que as suas personalidades terrenas sejam vencedoras nessa prova. É preciso que saibam que esses obstáculos desaparecerão quando forem vencidos, pois não mais serão necessários, e que não são negativos em si, mas apenas experiên­cias possibilitadoras de vitória.

A vida terrena é como uma Escola e cada dia é um dia de aula, e não devemos cabular as aulas nem freqüentá-las sem prestar atenção, olhando para o teto ou para os lados. Devemos sentar nas primeiras filas, prestar atenção ao que nossos mestres ensinam e estudar bastante em casa. Os melhores professores são os amigos mais evoluídos, encarnados ou desencarnados, o nosso Mestre Interior e as pessoas com as quais temos dificuldade, aversão, ou nossos inimigos. Dependendo das lições que aprendermos nessa Escola e do progresso que fizermos, a estadia terá ou não valido a pena. Na realidade, sempre é de proveito para a Essência o fato de haver encar­nado, mesmo que a persona não tenha cumprido sua missão, não tenha correspondido à confiança que a Essência colocava nela. Mesmo no erro aprende-se bastante e até, muitas vezes, é através dos erros e dos enganos que nós aprendemos mais. Como se diz, a dor ensina a gemer... A pessoa inteligente aprende com seus erros, a pessoa sábia, aprende com os erros dos outros. Devemos nos colocar em nosso devido lugar, entendermos as nossas circunstâncias e buscarmos conectar com nossas Essências e vivermos em função dos seus objetivos e metas evolucionistas. Existem muitas encarnações, ou seja, oportunida­des, mas cada uma delas é importante e deve ser bem aproveitada. Sa­ber viver a vida, aproveitar a vida, é isso e não o que se observa comumente, viver-se perdendo tempo com o que não acrescenta em progresso moral e ético e em autoconhecimento, em evolução interna.

Muitos filhos, bem intencionados, recomendam aos seus pais de corpo físico velho, que aproveitem o tempo que lhes resta para viajar, conhecer lugares, divertir-se, etc. Entendemos a boa intenção, mas não lhes daríamos o mesmo conselho. Sugerimos que viajem para fora mas também para dentro de si, para se conhecerem melhor e que busquem entender, aprender, da melhor maneira possível, as lições que essa encarnação lhes apresentou e continua lhes apresentando, tratem de aproveitar os últimos anos antes de subir para corrigir seus erros, seus enganos, curar sua tristeza, suas mágoas, suas frus­trações, a fim de já irem curando seus corpos emocional e mental, não deixando essa tarefa para depois. A grande angústia da velhice é a da Essência em relação ao escoamento do tempo da encarnação, quando há uma constatação do fracasso e do pouco aproveitamento real das lições. A persona acha que seu tempo passou, que já é tarde demais, que já tem 60 ou 70 ou 80 anos, mas a Essência sempre vê, por sua visão superior, mais abrangente, que ainda é tempo, que sempre é a hora certa para as grandes mudanças, para os grandes insights, para a interiorização rumo ao cami­nho verdadeiro. Tudo é uma continuação, nós viemos da última encarnação e vamos para a próxima, então não existe tempo, o que exis­tem são oportunidades. Aos queridos velhinhos, aconselhamos que viagem para dentro, rumo à sua Essência, ela lhes agradecerá. Não se percam na ilusão da idade do corpo físico, ele é descartável. E os adultos, que já chegaram à metade do caminho, o seu rumo está certo? Onde vai dar essa estrada? E os adolescentes, cuidado! As armadilhas vêm disfarçadas de modismo, de liberdade... As crianças estão chegando agora a esse mundo, no lugar certo, perto de quem precisam, seu pai, sua mãe, seus irmãos, e vice-versa.


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