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Estes debates públicos deram origem a diversos livros como "Imortalidade da Alma", "O Diabo e a Igreja", "Cartas a Esmo", e grande número de artigos publicados em jornais da Capital e Interior de São Paulo, que fizeram a Doutrina com toda a sua pureza ser conhecida por milhares de pessoas.


***
Mas talvez a polêmica que tenha tido mais repercussão tenha sido a com o Professor Faustino Ribeiro Júnior, um médium curador, que diz-se, tirava proveito material dessa mediunidade, e que, convertido ao Protestantismo, publicou uma série de artigos no periódico "Alpha", de Rio Claro, atacando o Espiritismo, mas todos eles brilhantemente refutados por Cairbar Schutel.

Dessa contenda intelecto-religiosa, surgiu a obra "Espiritismo e Protestantismo - em face dos Evangelhos e da Ciência".

Cairbar se empolgava tanto quando assacavam inverdades contra o Espiritismo, que chegou ao ponto de diversas vezes ficar aos domingos pela manhã do lado de fora da igreja escutando o sermão do Padre, para depois ir até o "Clarim", redigir a resposta a seus ataques, imprimi-la em Boletim e distribuí-lo à tardezinha na porta do Templo.
***
E é com ar de superioridade que ele anuncia que faria em seu sermão uma prédica contra a Doutrina Espírita e que ofereceria direito a réplica.

Cairbar preparou-se condignamente para esse dia, mas - pudera - doce ilusão! O direito lhe é negado, e ele se vê obrigado a responder com uma Carta Aberta à população duas horas depois da infeliz alocução do vigário.

"O Clarim" de 15/08/1914 reproduz esta Carta, que continha pontos de esclarecimento da Doutrina, e assim noticia o fato:
Os padres missionários em Festa
"(...) Não tendo sido, conforme a promessa que acompanhou o convite, concedida a palavra de defesa, e tendo sido o ataque feito com tanta deslealdade à nossa Doutrina, o Centro "Amantes da Pobreza" respondeu duas horas depois em Carta Aberta, que foi profusamente distribuída ao povo.
"O Clarim" na Festa
"O Clarim", com edição consideravelmente aumentada, circulou por toda a cidade, sendo distribuído a todos os romeiros que vieram assistir aos festejos católicos que se realizaram nesta cidade."

Em agosto de 1914, o Bispo de São Carlos envia a Matão um seu representante para uma comemoração religiosa, a qual encobria apenas uma artimanha para desfechar novos ataques ao Espiritismo.




XI
Nasce o Clarim
A conversão do ilustre católico Cairbar Schutel e a fundação de um Centro Espírita na pequena cidade de Matão causou furor e espanto à comunidade.

De início, pensou-se ser apenas uma fase daqueles respeitáveis senhores da sociedade local e que, fazendo-lhes uma oposição rigorosa e firme, logo eles retornariam ao aprisco católico.

Mas estavam redondamente enganados. Aquele edifício já havia sido levantado sob os alicerces sólidos de uma Doutrina lógica e coerente, e prova está que, oitenta anos já se passaram, e muito embora as borrascas, as chuvas e os ventos, ele ainda permanece de pé, espargindo luzes aos quatro cantos do mundo.

Era um caminho sem volta. Mas cedo o grupo percebeu que seria necessário lutar com mais armas para enfrentar a oposição e os ataques do Clero.

E deste sentimento surgiu a idéia de se fundar um jornal. Que melhor maneira de desfazer as diatribes ditas de cima do púlpito, senão através de um órgão de imprensa?

Sim, seria o ideal. Mas e o nome para ele?

"Não queremos um jornal para gritar de alto e bom som que nossa profissão de fé agora é a espírita?" obtemperou alguém - "Então chama-lo-emos "O Clarim".

E assim foi denominado. Com oitenta anos de vida independente ele continua dando suas clarinadas jornalísticas e preservando o Ideal de seu fundador e idealizador, Cairbar de Souza Schutel.

A fundação deu-se a 15 de agosto de 1905, um mês após a criação do Centro Espírita; e tornou-se tradição todo ano se comemorar a data, quando suas oficinas e Redação abriam as portas para receber inúmeros lidadores espíritas de projeção de outras plagas para um merecido festejo.

A próxima etapa a ser vencida, no entanto, passou a ser a impressão. Quem é que se arriscaria a desafiar o Clero e indispor-se contra uma sociedade inflexível, à época, como era a católica?

Cairbar descobriu essa pessoa. Era Francisco Veloso, um progressista intrépido, de Taubaté, que imprimia o jornal "Alvião", anarquista. Chamava-se a Tipografia "Norte de São Paulo", era localizada na Rua Piedade, n.º 30, e Cairbar sempre foi grato a este senhor, que rodou o jornal até que a primeira máquina impressora do "Clarim" fossa adquirida em 1907. O editor do jornal "Alvião" era Ernesto Penteado, também espírita, mas mais afeito à política.

Nos seus oitenta anos de existência, "O Clarim" apenas uma vez deixou de circular. A tiragem normal era de 10.000 exemplares semanais, mas em épocas de dificuldades o jornal circulava quinzenal ou mensalmente. De algumas edições especiais chegaram a ser tirados até 47.000 exemplares, principalmente na época de Finados, quando Cairbar os enviava a espíritas de diversas cidades de todo o Brasil e até mesmo do Exterior, para serem distribuídos gratuitamente nos cemitérios.

O número 16 do jornal, de 15 de maio de 1907, justifica a breve interrupção que sofreu em sua circulação sob o título "Nova Fase":

"Motivos que falaram mais alto que a nossa vontade obrigaram-nos a interromper a publicação de "O Clarim", mas os obstáculos tendem a desaparecer e a enorme falange de Espíritos luzeiros da Verdade nos dizem: "um novo arranco na senda do Dever, na Estrada do Progresso, em busca da Verdade", e essas vozes sublimes instigando-nos a tomar parte no combate da Luz contra as Trevas, do Amor contra o ódio.

Que o Bondoso Criador nos envie os instrumentos preciosos para o labor que, por sua Infinita Misericórdia, nos for concedido".

Para manter "O Clarim" e, posteriórmente, a RIE, Cairbar revelou-se, antes de tudo, um consciente empresário, montando uma boa equipe de representantes, todos espíritas, que viajavam e faziam a cobrança dos assinantes. Dentre esses colaboradores, estavam João Leão Pitta (Piracicaba), Mariano Rango D'Aragona (Rio de Janeiro), Umberto Brussolo e outros.

Um fragmento de correspondência sua para Onofre Dias, de São Paulo, retrata bem o esquema utilizado pelo Diretor da Casa Editora "O Clarim":

"(...) Você deve saber que o tempo da Reforma da Revista está passando, e nós, em vista de ter o viajante de percorrer os assinantes, não cortamos os que se acham em atraso. Mas para não acarretar prejuízos para a Revista e "O Clarim", necessitamos apressar o recebimento atrasado dos assinantes. E é este o motivo porque desejamos saber o que o amigo resolveu e se continua com as viagens.

Como temos de enfrentar grandes despesas, ora com o pagamento do papel importado, cujas partidas chegam este mês e porvindouro, ora com o pagamento da máquina, urge que se abrevie a viagem.

Cumpre-me ainda lhe fazer ver que para controlar estas despesas e poder manter a empresa com suas publicações, convém ficar estabelecida a porcentagem dos representantes em viagem, que resolvemos do modo seguinte:

Vinte e cinco por cento, seja no que receber "O Clarim" e da Revista. Para a venda de obras de nossa edição, o representante em viagem terá 30 por cento. Para a venda de obras que não são de nossa edição, como as de Allan Kardec e outras, 10 por cento.

As vendas de livros devem ser anotadas separadamente para facilitar a escrita.

Creio que assim ficará bem. E de se ver que as despesas de viagem são naturalmente por conta do representante.

Acho conveniente que as viagens sejam o mais rápido possível, porque assim a despesa ficará diminuída. As viagens demoradas prejudicam ao representante, que não se sente compensado de sua fadiga, assim como desequilibra o controle financeiro das publicações, que lutam hoje com grandes dificuldades para sua manutenção, visto retardarem muito os assinantes o pagamento de suas assinaturas e nós termos de enfrentar despesas mensais de operários e material que não são pequenas (...) "

Sobre as dificuldades que o jornal enfrentava, José da Cunha, tipógrafo deste por muitos anos, presta seu depoimento: "Muitas vezes o Schutel entrou chorando nas oficinas dizendo que talvez aquele fosse o último número do jornal, devido às dificuldades financeiras e aos entraves burocráticos para liberar o papel na alfândega do Rio. No entanto, a tristeza, sabíamos, era passageira- Ele nunca perdeu a confiança nos Espíritos e fiava-se na intervenção deles em favor da Obra".

É ainda Cunha quem fala das condições em que era impresso "O Clarim": "Eram muito difíceis as condições de trabalho naquele época. As máquinas, manuais e muito primitivas, não ofereciam maneira de o trabalho se desenvolver com presteza. A impressão era feita página a página, num processo rudimentar com muitas dobraduras. Muitas vezes tínhamos que trabalhar noite a dentro para o jornal não atrasar, e, na época de inverno, acendíamos fogo debaixo das máquinas, porque a sala era de chão batido e esfriava demais as pernas. Também criávamos certos expedientes como acender fogo perto das tintas para não secarem e não sair defeitos ou partes brancas nas páginas. Só mesmo muita criatividade, perseverança e vontade para cobrir nossas deficiências operacionais".

A partir de 15/05/1908, "O Clarim" passou a ter 6 páginas e a aceitar publicidade que não conflitasse com os princípios doutrinários.

Ao buscarmos avaliar as dificuldades e as inúmeras etapas a serem percorridas até que um jornal chegue às mãos do leitor, mesmo nos dias de hoje e mormente quando esse jornal é do interior, podemos aquilatar quais os obstáculos que o intrépido "O Clarim" teve de transpor, quais os óbices que foi forçado a vencer e a luta que enfrentou o órgão; pobre e espírita, iniciado por um editor sem a menor experiência do ramo, o que equivale dizer, uma aventura de finalidade nobre, mas onde o único vento a favor - e o que bastou - foi o amor à Causa Espírita.

Por isso, "O Clarim", um pequeno grande periódico, tão querido dos espíritas, representa um orgulho para a imprensa espírita brasileira, pelo exemplo extraordinário de pioneirismo, tenacidade e ânimo forte, que empolgou e espargiu luz a várias gerações de espíritas da Pátria do Cruzeiro.

Atualmente, ele sai do prelo com 8 páginas, é mensal, e tem tiragem de 4.500 exemplares.




XII
Curiosidades pinçadas nos 1.°s números de "O Clarim"
Negócio Importante
"O Comércio de S. Paulo", de 21 do p.p. em sua seção telegráfica escreve: "Roma, 22 - Corre como certo que está prestes a se realizar o acordo entre o Vaticano e o Quirinal. O Papa desistirá de suas pretensões sobre o poder temporal na Itália a troco de uma pensão anual de 3.800.000 Lm. pagas pelo Governo da Itália".

E o caso de Esaú e Jacob com o prato de lentilhas. Que fome." (1/6/1907).


Aos Confrades da Imprensa
"Agradecemos a todos os nossos colegas que não levando em conta a longa interrupção desta Folha, tem nos animado com suas assíduas visitas.

A "Aurora", o "Arrebol" e todos os demais colegas que dispensaram-nos palavras benévolas e carícias fraternais, nossos agradecimentos." (1/6/1907).


Conferência Pública
"Hoje, às 8 e 1/2 da noite, na sala do Centro, à Rua 7, sessão pública. São admitidos os contraditores, seja qual for o credo a que pertençam, desde que saibam portar-se debaixo das regras da civilidade. (...)" (15/6/1907).
"O CLARIM"
Assinaturas
- Por seis meses .........., 3$000

- Enviamos "O Clarim" gratuitamente a todos que não puderem pagar assinatura. (15/6/1907).


INVENÇÕES DO CATOLICISMO
"A água benta foi instituída no ano 120, a penitência em 157, a missa latina em 431, o purgatório em 593, os sinos no ano 1.000, o celibato dos padres em 1016, as indulgências em 1119, as dispensas em 1200, a confissão geral em 1215 e a infalibilidade papal em 1870" (1/7/1907).
Congresso Espírita no Brasil
"É com grande júbilo que reforçamos a idéia do nosso prestante colega de "O Mundo Oculto" sobre a Organização do 1.º Congresso de Espiritismo no Brasil.

Já é tempo dos espíritas do Brasil se reunirem para organizar as bases de uma propaganda mais acentuada e mais contínua, buscando desprezar os motivos que a todos os instantes interrompem a boa marcha da Doutrina em várias localidades (...)"

Divergindo, porém, da opinião do ilustrado colega sobre a época por ele determinada para a realização do referido Congresso, por achá-la demasiadamente afastada, propomos a sua mudança para Março ou Junho. "A noite vem, e é preciso que enquanto é dia façamos as obras ordenadas pelo Nosso Divino Mestre".

Por enquanto, é o que nos ocorre dizer" (15/8/1907)


João Eid
"Vitimado por um abscesso no fígado, desencarnou em São Paulo o Espírito que nesta existência tomou o nome que serve de epígrafe a esta notícia. (...)

Uma ocorrência digna de nota narra o nosso colega "O Jornal de Notícias" de Araraquara, que, com a devida vênia, transcrevemos:

"Muitos amigos quiseram mandar rezar uma missa de 7.º dia, o que não foi possível dada a circunstância de o falecido ter pertencido a uma religião contrária à Religião Católica". (era espírita)

Disseram-nos que o vigário da paróquia, ao ser lhe feito o pedido para celebrar a missa, disse:

"João Eid não precisa de missa para ir para o Céu!"

Parece que o padre Van Esse já está compreendendo que a verdadeira religião é a Caridade", C.S. (15/9/1907)


Ao Público
"As sessões teóricas da C.E. "Amantes da Pobreza" se realizam aos sábados às 8 horas da noite e são públicas.

O Centro mantém uma pequena Farmácia Homeopática, da qual se tem encarregado, obsequiosamente, o nosso irmão Calixto Nunes de Oliveira. Os medicamentos são distribuídos grátis a todos que deles necessitarem, seja qual for a sua crença ou posição social que ocupem.

A Biblioteca do Centro acha-se à disposição de todos aqueles que quiserem estudar Ciência Espírita independente de remuneração". (15/11/1907).
Sr. J.M. (Araraquara)
"Não podemos permitir que o amigo assista às sessões de comunicações, visto elas nada lhe adiantarem. Não é bastante ver, é preciso compreender, e para compreender, o amigo precisa tomar deliberação de estudar.

Estude o "Livro dos Espíritos" e o "Livro dos Médiuns", que não faremos questão de dar-lhe ingresso em nossas sessões práticas." (15/12/1907)


Entre Frades
"Os frades alemães franciscanos intimaram os seus colegas espanhóis domiciliados no Convento de Santo Antonio, em Santos, a abandonar a residência que será ocupada pelos primeiros.

E dizem que lobo não come lobo!.. " (10/02/1908)


Batina ao Lado...
"Do "Alpha", de 8 do corrente, transcrevemos a notícia que traz o título acima.

"Consta que o padre Pedro Saliva, vigário do Rio Grande vai abandonar o sacerdócio para se casar com a rica viúva Leal, mãe do engenheiro Arlindo Leal."

De nossa parte felicitamos ao Padre Saliva e fazemos votos para que seus colegas, quando não seja por outro motivo, pelo menos - por este, possam se ver livres da negra sotaina que tão ridículos os torna". (15/2/1908 )
Jardim Zoológico no Vaticano
"Roma, 28: Sabe-se que Sua Santidade, o papa Pio X pretende instalar um jardim zoológico em uma parte do Parque do Vaticano"

Quererá S. Santidade estudar a Evolução Anímica?!

Era mesmo o que faltava no Vaticano: um Jardim Zoológico!" (10/3/1908)
Em Araraquara, um novo mirante?
"Pessoa que nos merece todo o conceito informou-nos que o rev. o vigário de Araraquara estabeleceu uma taxa de 200 réis por pessoa para quem quiser subir na torre da Igreja Matriz daquela cidade.

Afirmam-nos que tem sido grande o número de curiosos visitantes da torre. Padres, padres...

Não haveria um imposto para esse nosso comércio clerical?

Ficam à disposição do vigário as colunas do nosso jornal para vs. rev.o desmentir a notícia. (10/4/1908) ".


Novas canonizações
"Segundo telegramas de Roma para jornais, o Papa vai promulgar os decretos de canonização de novos santos.

Preparem-se os escultores que novos altares vão ser erigidos". (15/5/1908).


União Espírita do Estado de São Paulo
"Do nosso confrade Raul Silva, digno l.º Secretário da União Espírita do Estado de São Paulo, recebemos uma circular comunicando-nos a unificação dos Grupos da Capital, a fim de ficar constituída a Federação Paulista que servirá de centro e sede à reunião de todos os Grupos do Interior.

Felicitamos os ilustres confrades autores da lembrança e fazemos votos para que suas tentativas dêem felizes resultados" (15/6/1908).


Palestra Semanal
"Embora com pouca concorrência, realizou o C. E. "Amantes da Pobreza", a sua 1.ª palestra deste mês.

A prosa versou sobre a União dos Espíritas, a fim de que possamos realizar as suas aspirações grandiosas, que outras não são que não o progresso da Humanidade. (...)" (11/5/1912).


Um Espírito adiantado
"Chateauneuf tinha nove anos de idade quando foi apresentado a um bispo que lhe perguntou:

"Meu amiguinho, diga-me, onde está Deus, que lhe dou uma laranja".

O menino respondeu:

"Diga, V. Rev., onde Ele não está, que lhe darei duas". (15/8/1913).


O Espiritismo na Academia
"O Comandante Darget, nosso ilustre confrade e dedicado trabalhador da Grande Seara, remeteu a M. Darboux, secretário perpétuo da "Academie des Sciences", uma memória sobre "Le Spiritisme e ses effets sur la plaque photographique".

Não há dúvida de que é chegado o tempo em que o Espiritismo bate às portas das Academias - e há de entrar com o nome: Espiritismo!" (04/04/1914)


Apontamento histórico
"Foi em 1829 que a Inglaterra concedeu o direito da dissecação de cadáveres, até então interdita pelos padres em nome da religião,"para que fossem mais fáceis as pesquisas de reconstituição dos corpos no Vale de Josaphat quando ressoassem as trombetas do Juízo Final" (10/4/1914).
Loteria de Almas
"A Imprensa mexicana noticiou que o Clero organizou no México loterias "para livrar as almas do Purgatório". Cada bilhete premiado dá direito à liberdade de uma alma pelo menos, e de quatro almas no máximo".

Eis, aqui, o resultado da última loteria do mês de dezembro: "Loteria das Almas: Os números seguintes sorteados, e os felizes que foram premiados podem estar seguros que os seus bem-amados ficaram livres para sempre do Purgatório.

N.º 41: A alma da srta. Calderon conhece os gozos do Paraíso.

N.º 762: A alma da viúva Francisconi ficou livre para sempre".

E digam que o catolicismo romano não vai em progresso. Já temos "igreja-automóvel" e agora loteria das almas. Só vendo-se... contando se ninguém..." (2/5/1914).
Curso de Esperanto
"Sob o título em epígrafe, "O Clarim", em 4/7/1914, iniciou o Curso desse idioma em capítulos, constituindo-se no 1.º jornal espírita a fazê-lo".
"O Clarim" em propaganda
"Com o intuito de concorrer com seus esforços para maior divulgação do Espiritismo, a redação O Clarim deliberou fazer distribuí-lo aos domingos na Estação da Estrada de Ferro aos viajantes". (19/7/1914).
As missões católicas em Matão
"Versou o sermão de quinta-feira, em grande parte, sobre os pecados da carne.

A alguns pareceu que, apesar de todo o cuidado do reverendo, no tratar tão difícil assunto, o sermão esteve um tanto escabroso, por isso não publicaremos aqui o seu resumo". (8/8/1914).


Victor Hugo e os cegos
"Passava um dia, o grande poeta e espírita convicto, pelo Boulevard dos Italianos, quando um pobre homem estendeu a mão segurando um cartão em que se lia: "É cego".

O Autor de "Os Miseráveis", tomou o cartão das mãos do cego, entrou num Café e escreveu o seguinte:

"É cego como Homero e Belizário. Tem por companhia uma pobre criança. A mão que socorrer este infeliz, ele nunca a verá, mas Deus a vê por ele".

Desnecessário é dizer que as esmolas caíam no chapéu do pobre cego em profusão". (10/12/1914).


Declaração

"Não se entenda como sendo a minha pessoa a publicação das graças concedidas a Benedito Pires do Prado. Naturalmente trata,se de indivíduo de igual nome ao meu.

Esta declaração tem o intuito de responder a todos que me perguntam se ainda uso fazer promessas. Benedito Pires do Prado, espírita, de S. João Baptista das Cachoeiras, Minas Gerais" (2/9/1916)
"O Clarim" em Finados
"O Clarim" circulará no dia 2 de novembro com uma Edição de 47.000 exemplares que serão distribuídos nas Necrópoles de diversas cidades dos Estados brasileiros e muitos exemplares em Portugal". (...) (14/10/1916).
"Uma missa em ação de graças peta entrada dos EUA na guerra"
Londres, 21 - Com a assistência do rei, da rainha e de todos os ministros de Estado, foi celebrado, na Capital de São Paulo, um serviço solene em ação de graças pela entrada dos EUA na guerra.

O pregador escolhido fora o Bispo americano das Filipinas." (12/5/1917).

O Espiritismo em Inhambupe-BA

"Cemitério espírita? - O núcleo "Verdade e Luz" acaba de inaugurar um Cemitério que fez construir com grandes sacrifícios para que os que não puderem "comprar o sagrado", para finalmente serem depositados os despojos de todos aqueles que não entrarem na "comunhão católica romana". O que motivou esse empreendimento, foi a existência de um único cemitério nesta povoação, e pertencente a uma Confraria Romana, presidida e dirigida pelo vigário da Freguesia. Está claro que neste local só são depositados corpos dos que são católicos, se puderem pagar o terreno para "sua eterna morada". Com o intuito de remover as dificuldades que pudessem surgir por ocasião de enterros de "não católicos", o Centro construiu o Cemitério aludido". (14/7/1917).


"As conferências do Padre Miguel Martins"
"Notícias de Bangu, dizem estar ocupando a tribuna sagrada da Matriz, o Pe. Miguel, que tenciona provar em suas conferências: 1.ª) Os absurdos do Espiritismo; 2.ª) A existência do Diabo; 3.ª) A existência das penas eternas do Inferno; 4.ª) a necessidade da confissão ao Padre e a importância da missa.

São uns patuscos esses padres. O que vale é que ninguém os toma mais a sério..." (25/8/1917).


"De estadista a frade"
"O Dr. Lucien J. Jerome, ex-embaixador da Inglaterra no Equador, renunciou a carreira diplomática e entrou como noviço num convento de frades.

Depois digam que o Espiritismo é que faz loucos..." (23/3/1918).


"Agradecimentos ao "São Carlos"
"O nosso colega "São Carlos", órgão do Bispado, passou para as suas colunas o substancioso artigo "O Crente", do nosso querido colaborador Vinícius.

Agradecemos ao órgão romano a gentileza; foi pena que ela não se completasse com a assinatura de Vinícius que o Bispo de S. Carlos suprimiu, talvez "por falta de espaço".

Em todo caso, se a lição Espírita foi boa que S. R. aproveite-a.

Nossas Felicitações." (15/6/1918).


Imprensa Espírita
"Entre jornais e revistas, estão em circulação no mundo 145, sem contar com as de psiquismo, metapsiquismo, ocultismo, etc... que tratam também de Espiritismo, e excluindo também, aqueles que não estão em atividade. (15/4/1918).

Pelas colunas de "O Clarim", sintamos nas palavras do próprio Cairbar, os tempos dificílimos que foram os primeiros anos de vida do jornal, numa matéria em que cita também os pioneiros que o auxiliaram:

"Em 15 de agosto de 1905, O Clarim circulou, pela primeira vez, com uma edição de 200 exemplares. A sua publicação era quinzenal, e o seu formato bem pequeno. Logo depois, fez breve parada para voltar à liça com o formato um pouco maior. O ano de 1910 foi para nós de grandes dificuldades financeiras que ameaçavam nova suspensão do jornal por tempo indeterminado. Entretanto, calamos essa dificuldade e a resolução que tínhamos de não prosseguir por falta de dinheiro.

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