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Vejo homens de fronte erguida para o alto e outros curvados em busca dos tesouros da Terra; vejo bons e vejo maus, uns inteligentes e outros estúpidos, uns santos e outros diabos; vejo sãos e enfermos, bonitos e feios. Pergunto-lhes de onde vieram, quem são e para onde vão, mas nenhum deles me responde!" Eis a chave deste livrinho precioso!


Sumário

Breve explicação

I - Nos degraus da evolução / 06

II - As religiões sacerdotais / 08

III - As tábuas do Sinai / 10

IV - Alvorada espiritual / 12

V - Os cegos de espírito / 14

VI - Eunuco branco de dia - Eunuco preto de noite / 16

VII - O berço da alma / 18

VIII - Revendo o passado / 20

IX - Corpos humanos e animais / 22

X - Conhece-te a ti mesmo - "Surge et ambula" / 24

XI - Ciência sem religião / 26

XII - Combate ao preconceito / 29

XIII - A inteligência e o instinto - O raciocínio e a memória / 31

XIV - O transformismo de Lamarck, Darwin e outros / 33

XV - A lei da evolução anímica / 35

XVI - Exemplo da inteligência dos animais / 37

XVII - Ligeira crítica da psicologia humana / 39

XVIII - O cão de Aubry / 41

XIX - O cão de Manheim / 43

XX - “Zou”, o cão da senhora Borderieux / 45

XXI - Uma leoa do Saara / 47

XXII - O homem decaído / 49

XXIII - O mundo das abelhas / 51

XXIV - Lei providencial do trabalho / 53

XXV - Santo Antão e seu suíno / 55

XXVI - Um gato obedece e reconhece um espírito / 57

XXVII - Visão e percepção dos animais / 58

XXVIII - O leão de São Jerônimo / 60

XXIX - O corvo mensageiro e São Paulo, o eremita / 62

XXX - O progresso da alma - A memória - O perispírito / 64

XXXI - Demonstração positiva da alma dos animais / 66

XXXII - Manifestações póstumas dos animais / 68

XXXIII - O cão Boby do Dr. Jorge Graeser / 70

XXXIV - Manifestação de um cão / 72

XXXV - Os cães da Cruz Vermelha / 74

XXXVI - Ciência e progresso / 76

XXXVII - Advento do espírito - O sétimo dia / 78

XXXVIII - A justiça divina e a lei do progresso / 80

XXXIX - Apelo em favor dos animais / 82

XL - A revelação progressiva / 84

XLI - A Doutrina da imortalidade / 87

XLII - A previsão de Aksakof / 89

XLIII - Prova da existência da alma pela fotografia / 92

XLIV - Prova da imortalidade da alma / 94

Súmula / 95

BREVE EXPLICAÇÃO

O único intuito deste livro é demonstrar, com bases sólidas, fatos verificados e verificáveis; e, com argumentos irrefutáveis, a Imortalidade da Alma e, portanto, a Vida Eterna. E para que conseguíssemos aproximar-nos tanto quanto possível dessa verdade, patente hoje aos olhos de todos, era nosso dever traçar as linhas gerais da evolução, a começar do ponto em que se nos mostra o principio anímico, embora em seu período embrionário.

Nesta obra, como nas demais que temos dado à publicidade, nos esforçamos em expor com clareza a Doutrina que propagamos, e que, como o leitor há de ter notado, não é uma "doutrina pessoal", mas, sim, um conjunto de ensinamentos transmitidos pelos Espíritos da Verdade, Apóstolos da Nova Revelação prometida pelo Maior dos Enviados - Jesus Cristo, ensinos estes que não são Impostos como crença cega, sem estudo e sem exame, mas entregues a todos os Espíritos de boa vontade, a todas as almas que conseguiram libertar-se dos dogmas do farisaísmo científico e religioso, que se dispuserem a adotar os métodos Indutivos de uma ciência positiva, para chegarem ao conhecimento da Verdade em sua brilhante pureza.

Temos adotado em nossos escritos o trabalho de síntese, talvez mais difícil do que se deliberássemos fazer largas e longas tiradas. Com este alvitre procuramos poupar, ao leitor, enfadonhas e fastidiosas dissertações que, as mais das vezes, obscurecem os princípios que queremos ver elucidados.

E não nos temos arrependido de tal deliberação, razão porque mantemo-la neste livrinho, em que reunimos nossos ditames em poucas páginas, evitando redundâncias que só serviriam para fazer volume.

O Divino Mestre, ensinando seus discípulos; a orar, disse-lhes que não seria, pelo muito falar que seriam ouvidos por Deus; assim também não seremos compreendidos pelos homens pela quantidade de palavras, mas sim pela sua qualidade.

Isso não significa que tenhamos a presunção de haver feito obra completa; mas a consciência nos diz que fizemos obra útil.

Se este nosso livrinho conseguir, como um bom cicerone, levar o estudante ao areópago desses grandes benfeitores da Humanidade, teremos recebido o salário do nosso trabalho.


I
NOS DEGRAUS DA EVOLUÇÃO

O orgulho humano cavou um abismo intransponível entre o reino hominal e o reino animal.

A falta de estudo, de observação, de meditação, em uma palavra, a ignorância presunçosa permitiu o destaque do homem, classificando-o como um ser à parte na Criação.

A velha legenda bíblica: "façamos o homem à nossa imagem e semelhança", tomada à letra, não podia deixar de concorrer exuberantemente para a desclassificação dos animais da ordem hierárquica que prende todas as almas, sem solução de continuidade, sem lacunas apreciáveis.

A escala animal, situada num dos reinos da Natureza, não pode deixar de obedecer às irrevogáveis Leis de Deus, que se verificam em toda a Criação, desde o grão de areia soprado pelo vento dos desertos, ao mais fulgurante Sol que se agita e caminha com extraordinária velocidade nos desertos do Espaço, em demanda das grandes constelações, atraído pela força de gravitação.

Na Natureza tudo se encadeia, tudo se liga; é uma corrente infinita em que todas as coisas e todos os seres, presos pelos mesmos elos, tendem sempre para um estado melhor: tudo tem por alvo o Progresso, a Evolução para a Perfeição; só Deus, ó Supremo Criador de todas as coisas, é a Perfeição Infinita, a Luz Misteriosa e Eterna, a Fonte de Toda a Sabedoria e de Toda a Vida!

Não há santo, nem sábio, por maior que seja, que não esteja caminhando para estágios de maior perfeição; assim como não há ente animado, por mais insignificante que pareça, por mais microscópico que seja, que não esteja submetido à Lei da Evolução, decretada pelos desígnios divinos.

Tudo caminha pela grande estrada da Vida rumo ao ápice da montanha, do progresso humano, realizado para exercitar passos de maior ascensão pelos degraus da intérmina escadaria da Espiritualidade, onde, em cada andar, todos recebem nova previsão de experiências para o prosseguimento da eterna viagem, na qual conquistam, cada vez, mais conhecimentos e, portanto, gozam de maior soma da felicidade que engrandece as suas individualidades.

Quanto mais alto se coloca o ser, mais amplos são os horizontes que descortina, mas penetrante é sua vista, mais lúcida a sua inteligência, maior o seu amor, maior a sua liberdade! Em vez de diminuir, cresce; em vez de perder a individualidade, aumenta-a; sua razão ilumina-se e os generosos sentimentos que lhe assinalam a existência são forças de que ele se serve ao serviço do Bem e do Belo, para glorificação da Imortalidade, de que se constitui paradigma!



II
AS RELIGIÕES SACERDOTAIS
Os animais e a metempsicose
A providência divina

As religiões parasitárias têm negado com a maior desfaçatez a alma aos animais. Fascinados pela vida material e seu bem-estar, que visam a usufruir; cerceados pelo dogma execrando que condena o raciocínio, oblitera a consciência e impõe a fé passiva, os sacerdotes, presos às suas doutrinas restritas, trabalham para manter a ignorância do povo, negando-lhe o direito de pesquisa e livre-exame, condição indispensável para a conquista dos conhecimentos que acionam a Evolução Espiritual.

Dai o desprezo pelos animais, os maus tratos aos mesmos inflingidos, em completo desacordo com as leis do amor e da caridade, atrás das quais se escondem os ministros e confessores para tirarem delas os proventos materiais. E se é verdade que a caridade tem conseguido fazer alguma coisa pelos pobres animais, muito mais tem concorrido as metempsicose dos antigos que ensinava a volta ao corpo de um animal da alma do homem mau, para pagar o capital e juros das dividas contraídas pelos seus desvarios.

Só o terror de sofrimentos presentes e futuros consegue sofrear as índoles más, o que até faz suspeitar da natureza humana de homens em quem existe a centelha da Luz Imperecível.

Mas não era só a metempsicose; as lendas antigas, que passavam de boca em boca e dizendo do sofrimento que esperava aos que maltratavam os animais, essas estórias cheias de alegorias, em que se destacavam as "almas forçadas a impetrar a intervenção das almas dos animais", também muito concorreram para que fossem diminuídos, em certo tempo, os suplícios por que têm passado os nossos irmãos inferiores.

Entretanto, a providência não tem descurado do bem-estar dos animais, que, se de um lado têm de passar pela escola do trabalho e pelo cadinho do sofrimento, como o gênero humano, para desenvolverem as suas aptidões, de outro lado têm os mesmos direitos que temos do descanso e do bom trato.

Desde os peixes que vivem no mar e os pássaros que trinam melodiosos cantos nos arvoredos, até o leão das selvas e o gorila que habitam os bravios sertões da África, a Previdência proporciona meios de vida, para todos faz levantar o seu Sol, para todos faz descer as suas chuvas; aos peixes dá os rochedos como aconchego; às aves dá os ramos das árvores, o feno dos campos para seus ninhos; aos demais; as frondosas matas e as cavernas para habitação!

"Olhai as aves do céu, diz o Mestre ensinando a Fé e o Amor aos seus discípulos, não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros e o vosso PAI Celestial as alimenta".



III
AS TÁBUAS DO SINAI


Ensinos escriturísticos
A justiça de Deus

Quando, no Sinai, explodiu o Verbo Divino e apareceram as Tábuas da Lei com os Mandamentos do Decálogo, o Senhor impôs ao homem, como um dos seus sagrados preceitos, a proteção aos animais, aos quais devemos proporcionar "o descanso no sétimo dia", conforme se nos depara em Êxodo, XX, 10: "Não farás nenhuma obra no sábado (7.° dia), nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, NEM TUA BESTA, nem o teu estrangeiro que está dentro de tuas portas". Quando o Senhor anunciou o "dilúvio" a Noé, e ordenou Ihe a construção da Arca, mandou-lhe também que recolhesse todos os animais, como se verifica em Gênese, VII, 1 a 3.

E para que teria o Senhor criado os animais, se neles não existisse uma alma Imortal, imperfeita mas perfectível, dotada, portanto, dos atributos essenciais para a conquista da felicidade na senda da Evolução!

Que deus é esse que cria seres que sentem e que amam, em quem se verificam os mesmos cinco sentidos que caracterizam o bípede humano, fá-los passar por uma série longa de sofrimentos e por fim aniquila-os para sempre, extingue-os na noite tenebrosa da morte!

Onde está a justiça, a equidade, a caridade, a sabedoria do Criador, dando a vida a seres inferiores que, não obstante, irradiam inteligência, demonstram perfectibilidade, externam sentimentos afetivos; fisicamente mantêm-se como nos mantemos; suscetíveis ao amor e ao ódio, sentem, sofrem, choram, e não se lhes permite gozar o mérito do seu trabalho, as recompensas dos seus gemidos, os resultados do seu amor, a luz dos seus conhecimentos, a imortalidade da sua vida!

Como poderemos nós, criaturas imperfeitas, amar de todo o nosso coração, de toda a nossa alma um Deus que se compraz no mal, que vive da injustiça, que não ama suas criaturas?

Não, esse deus tirano, esse pai que cria filhos para os devorar, não é o Deus Sábio, o Deus Bom em quem Jesus e o Espiritismo nos mandam crer!


IV
ALVORADA ESPIRITUAL
Princípios espíritas

Graças ao Espiritismo, Revelação que Deus nos envia pelos Espíritos Superiores, já começa o homem a viver não só de pão, mas também dos conhecimentos que vai adquirindo e com os quais se vai engrandecendo para a conquista do Ideal.

A luta pela vida já não impede ao homem o estudo da Criação; o brilho do ouro já não lhe ofusca as vistas com a mesma intensidade, e a Natureza, com toda a sua magnificência atrai-lhe a alma para o Bem e para o Belo, que se desdobram por todo o infinito.

A vida, em luta de séculos contra a morte, começa a ver o seu triunfo, e, daqui a pouco tempo, a morte, na memorável frase do Doutor dos Gentios, será tragada na vitória, marcando uma nova era de luz e de verdade para toda a Humanidade.

A Filosofia dos Espíritos, que tem por ponto de apoio a alma, com os fatos irrefragáveis por ela provocados e constatados em todos os pontos do globo, não podia descurar a solução do problema anímico, ansiosamente esperada pelos homens livres de preconceito, e tão malfadada pelo espírito de seita, esse terrível inimigo das grandes idéias que nos vem libertar da ignorância.

Na verdade, o assunto é tão relevante, digno de tanta consideração, que logo no primeiro livro, O Livro dos Espíritos, as inteligências do Alto resolveram abordá-lo com pena de mestre, deixando claro, patente, que: "os animais não são simples máquinas; que, se o instinto domina a maior parte deles, outros operam por vontade determinada, com inteligência; que eles têm uma linguagem para se advertirem e exprimirem as sensações que experimentam; que, embora limitada, eles têm liberdade de ação; que a alma dos animais sobrevive à morte do corpo; que ela segue uma lei progressiva, como a alma humana; que o principio inteligente de que são dotados, tiram-no, como o homem, do elemento inteligente universal; finalmente, que esses animais passarão um dia, do reino animal, para o reino hominal, porque a alma do homem, no seu início, na sua infância, teve por origem uma série de existências que precedem o período que chamamos Humanidade".

No cap. XI, 592 a 610, o leitor encontrará explicado o problema que, sem solução, atravessou tantas gerações!

É que da sua solução dependia o estudo claro e sucinto do Porquê da Vida, também atirado aos báratros do mistério, pelos cegos condutores de cegos de que falava Jesus no seu ensino parabólico.




V
OS CEGOS DE ESPÍRITO

É preciso que se tenha conquistado uma caridade quase ilimitada, para suportar com tranqüilidade o ataque desleal, injusto e sistemático que contra o Espiritismo movem os sacerdotes de Roma e do Protestantismo. E preciso que se tenha pleno conhecimento dos preceitos cristãos que nos aproximam de Jesus: caridade para com aqueles que nos caluniam e injuriam; é preciso que se conheçam os mandamentos: "Ama aos teus inimigos; faze o bem aos que te odeiam; bendize aos que te maldizem; ora pelos que te perseguem. e caluniam, para que sejas filho do nosso Pai que está nos Céus que faz levantar o seu Sol sobre os bons e maus e faz descer as suas chuvas sobre os justos e os injustos".

De fato, é de admirar que haja criaturas humanas, dotadas de inteligência, que repudiem uma moral, uma filosofia tão pura como do Espiritismo!

Parece inacreditável que pessoas de grande responsabilidade perante Deus, em vez de se dedicarem ao estuda dessa admirável Doutrina, que vem ressuscitar o puro Cristianismo, empreguem toda a sua vida a difamá-la, a negá-la, a caluniá-la, como tem acontecido até aqui!

Essas mesmas pessoas, quando nada mais têm que dizer contra a sublime filosofia que proclama, como nenhuma outra, o Amor do Pai Celestial, com a mesma malevolência que a agridem, perguntam: "Que descoberta nos trouxe o Espiritismo, que novidade nos ensina ele, qual dos mistérios insondáveis foi por ele resolvido?"

Ainda mesmo que os Ensinos dos Espíritos não tivessem resolvido: a habitabilidade de outros planetas; a diversidade de raças e condições, pela pluralidade das existências corpóreas; os fenômenos psíquicos, pela ação dos Espíritos encarnados e desencarnados, só este problema da "alma dos animais", que ele veio resolver, que nenhuma ciência, nenhuma religião nem sequer tentou estudar, só este seria o bastante para distingui-lo como uma Revelação Divina, que marca uma nova fase de progresso para o nosso planeta! Infelizmente, os que têm olhos não vêem, os que tem ouvidos não ouvem. Melhor seria que nascessem cegos e surdos, pois assim é possível que em momentos de clarividência e clariaudição compreendessem a Palavra de Vida Eterna!




VI
EUNUCO BRANCO DE DIA - EUNUCO PRETO DE NOITE

Na sua generalidade, o homem nasce, vive e morre sem se conhecer e sem conhecer o que existe no mundo!

O ignorante volve os olhos para o que está em torno dele, e pensa que no mundo todo nada mais existe além do que a sua vista alcança; e se tem noticias de coisas novas, ou as vê como miragem, esses fenômenos passam por sua alma como sonha fugaz que na mesma hora se apaga.

O sábio entronizado na sua sabedoria, como o rei em palácio, só trata da sua alta individualidade, para quem faz convergir todas as atenções. E assim anda o mundo! Vêem cegos, mudos, aleijados, esfarrapados; vêem videntes, ricos, sábios bem ornados, pela mesma forma que vêem as estrelas do céu e as areias do mar; não lhes estudam os efeitos, não lhes procuram as causas!

Existem bugres, cafres boçais, hotentotes? Existem homens que dificilmente se diferenciam dos gorilas? Existem quadrúmanos que são quase manos? Que importa!

Não faltando o pão e o pagode; havendo pasto para as paixões, campo para os vícios, é o que se quer!

"Saúde e dinheiro é o de que todos precisam"!

"A lei é comer, vestir, desfrutar a vida o mais possível; tudo o que passa dai é banal, irrisório, indigno de cérebros bem formados e de uma sociedade culta como a sociedade atual".

E assim deixam os homens o cenário do mundo, sem roupas, sem bagagem; entram na Eternidade gelados pelo indiferentismo, apoucadas pela negação; e, entenebrecidos pela ignorância se debatem contra a luz que os ofusca, até que, exaustos, atraídos pela materialidade que constituía o seu tesouro na Terra, voltam a habitar um novo e debilitado corpo, em que o fogo depurador das paixões cega-lhes os olhos, torce-lhes os membros para que, verdadeiros párias, descarreguem sobre essa mesma saciedade que as aplaudia e admirava, o peso dos seus sofrimentos, das suas misérias, da sua indigência!

Aqueles que no mundo fecham os olhos à luz da Verdade, e recusam o progresso que, semelhante a grande nau, lhes proporciona viagem de instrução e lhes dá grande soma de conhecimentos, só obterão a cura da sua cegueira no mundo, onde novamente lhes será facultado ingresso para a viagem providencial.

O homem precisa conhecer-se, saber quem é, donde veio e para onde vai, para iniciar-se na Moral Cristã.

O estudo da Moral e da Sabedoria lembra a população de uma ilha, que só pode chegar ao continente pelos meios proporcionados pela navegação; enquanto os rejeita, permanece no meio em que foi colocada.




VII
O BERÇO DA ALMA

Donde viria o homem?

Em que tempos nasceu, em que plagas, chorou pela primeira vez?

Onde cresceu? Onde estudou? Onde aprendeu o que sabe?

Vejo homens de fronte erguida para o alto, vejo outros curvados em busca dos tesouros da Terra; vejo bons, vejo maus; uns inteligentes, outros estúpidos; uns santos, outros diabos; vejo sãos, vejo enfermos; bonitos e feios; pergunto-lhes donde vieram, quem são e para onde vão, mas nenhum deles me responde!

Mas eu sei que vieram de muito longe, porque trazem no seu físico os traços indeléveis da animalidade e sua alma reflete os instintos dos seres inferiores da criação!

Por mais que o homem se mascare, por mais polido que se mostre, por mais superior que se diga, nunca enganará a visão penetrante do Espírito, que sonda as profundezas da Terra e esquadrinha os refolhos do coração!

Se estudarmos com atenção a alma humana, e lhe remontarmos a origem, veremos o homem desaparecer da Humanidade, e só poderemos encontrar novamente as suas pegadas, deixando o reino hominal e entrando no reino animal, infância espiritual de todos os sábios e ignorantes, de todos os ricos e pobres, de todos os bons e maus, de todos os grandes e pequenos que vagueiam neste mundo de Deus!

Todos nós pagamos o nosso tributo ao reino inferior para chegarmos ao reino humano.

Ninguém adquire, sem trabalho e sem esforços, certa soma de bem estar, por menor que seja, nem certo grau de superioridade.

A lei inexorável do destino, que nos leva para estados cada vez melhores, obriga-nos à luta, e a luta não se faz sem dores e sem trabalhos, que nos garantem o mérito das nossas ações.

"Será humilhação para os grandes gênios, o terem sido fetos informes nas entranhas maternas?" - pergunta um elevado Espírito numa mensagem que transmitiu para colaboração de O Livro dos Espíritos.

E nós com ele respondemos: "Não, se alguma coisa deve humilhar o homem é a sua inferioridade perante Deus, a sua incapacidade para sondar a profundeza dos seus desígnios e a sabedoria das leis que regem a harmonia do Universo".

A alma não podia deixar de ter o seu começo, o seu nascimento, no reino animal, nos seres da criação, onde passou por todas as transformações indispensáveis ao seu progresso; onde evoluiu, chorando ali, trabalhando acolá, brincando além, para após essas alternativas de tristezas, de gemidos, de lutas e de alegrias, despontar na Humanidade, onde mediante o seu progresso, mais esclarecida e dotada de outros atributos prepara o glorioso surto de gênio para a posse da Vida na Imortalidade!




VIII
REVENDO O PASSADO
Todas as almas têm a mesma origem

Não é sem um sadio orgulho que admiro as florestas por onde passei, as lutas que enfrentei, as lágrimas que derramei!

Não é sem pesar que conto o tempo que perdi na inércia, abrasado pelo fogo das paixões más; não é sem gratidão que me elevo ao Senhor, pedindo-lhe prêmios para aqueles que foram os guias da minha alma, os mestres da minha vida, o lenitivo nas minhas aflições!

Cada corpo por que passei, como as contas de um colar presas pelo mesmo fio, entoa o cântico eterno com que louvo o meu Criador, pelo amparo com que me cercou, pela vida que me concedeu!

"Todas as almas têm a mesma origem, e são destinadas ao mesmo fim; a todos o Supremo Senhor proporciona os mesmos meios de progresso, a mesma luz, o mesmo Amor". O cão é sempre cão, como o asno é sempre asno, mas o Espírito que anima aqueles corpos vêm de longe e destina-se às esferas elevadas onde reina a felicidade; tudo tem um alvo, e acreditar que Deus criou seres inteligentes sem futuro, seria blasfemar contra a sua bondade e justiça!


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