ContribuiçÕes de tomás de aquino para a história da educaçÃO: interrelaçÕes entre ética e educaçÃO



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2 Em pesquisa rápida no Google Acadêmico, as palavras “ética” e “educação” trazem, apenas em língua portuguesa para os anos de 2008 e 2009, 4210 ocorrências. Disponível em: , consulta em 01/04/2009.

3 O renascimento das cidades foi parte de um conjunto de profundas transformações que ocorreram no Ocidente medieval, a partir do Ano Mil. Pela complexidade dessas transformações não nos cabe discuti-las neste trabalho, uma vez que nos afastaria de nosso objetivo.

4 O nome mais antigo da obra é Summa Theologiae (Suma de Teologia). Hoje a obra é mais referenciada por Summa Theologica, forma mais recente e de menor frequência na literatura medieval. Por esse motivo, preferimos utilizar o nome Suma de Teologia, ainda que a tradução mais recente da obra para a língua portuguesa nomeie-a de Suma Teológica (TORRELL, 1999).

5 Sabemos que Le Goff não é especialista em Tomás de Aquino. Ao propormos, neste trabalho, uma discussão que se pautasse principalmente nesse autor, o fizemos porque ela privilegia a análise da cidade medieval em diversos textos e esse espaço é essencial à discussão da Universidade e de seus mestres.

6 Sabemos que a norma para a referência em citação obedece ao padrão: (AUTOR, data da publicação utilizada, página); entretanto, para textos medievais utilizamos: (AUTOR, sigla da obra, localização da citação no interior da obra).

7 Como sabemos, tanto no século XIII como muito tempo depois, a maioria da população do que veio a se tornar “Europa” habitava os campos. Sabemos também que muitas relações sociais persistiram nos moldes feudais até pelo menos a época da Revolução Francesa e que mesmo as cidades não foram ilhas independentes. No entanto, consideramos as cidades como espaços privilegiados desse processo.

8 Segundo Le Goff “Um documento excepcional diz respeito às corporações parisienses na segunda metade do século XIII, no final do reinado de São Luís. É a coletânea de estatutos de ofício — com a exceção, notável, dos açougueiros — que o preboste real de Paris, Étienne Boileau, fez redigir para fins de controle e vigilância por volta de 1268. Esse registro, do qual apenas possuímos cópias, entre elas uma contemporânea do original, denominava-se L’Establissement des mestiers de Paris e é conhecido sob o nome de Livre des métiers (Livro dos ofícios). Os cento e um ofícios cujas regulamentações ele fornece sob diversas formas — o que testemunha a divisão extremamente minuciosa do trabalho segundo as diferentes operações técnicas de fabricação e segundo os diversos objetos fabricados e vendidos [...]”. (LE GOFF, 1992, p. 105).

9 Segundo Le Goff (2007), dois modelos de corporação universitária foram instituídos na Idade Média: o parisiense e o bolonhês, sendo que só o primeiro chegou aos dias de hoje. Segundo o mesmo autor, a primeira universidade foi a de Bolonha, que, embora tenha recebido seus primeiros estatutos do papa somente em 1252, desde 1154 conseguira privilégios do imperador. Já a universidade de Paris obteve privilégios papais em 1174 e do rei em 1200, mas só recebeu o estatuto do legado pontifício em 1215 e a bula Parens scientiarum em 1231. Não temos, nesse trabalho, a intenção de discutir o modelo bolonhês, nem o nascimento da instituição naquela cidade. Para maiores detalhes, consultar: VERGER, J. As universidades na Idade Média. São Paulo: Editora da UNESP, 1990 e ULLMANN, R. A universidade medieval. 2ª ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000.

10 Le Goff diz “mais ou menos” uma vez que diversas ordens não monásticas surgiram no século XIII e o papado tratou de controlar o movimento, reduzindo-as a apenas quatro em 1274, no Segundo Concílio de Lyon: os Pregadores (também conhecidos por Dominicanos ou Jacobinos), os Menores (Franciscanos ou Cordeliers), os Agostinianos e os Carmelitas (LE GOFF, 1992, p. 46).

11 A disseminação dessas ordens foi grande: “Com o auxílio do catálogo dos conventos mendicantes da França medieval de Richard W. Emery, foi possível localizar 423 conventos fundados entre o início dos anos 1210-1220 e 1275, 215 entre 1275 e 1350” (LE GOFF, 1992, p. 54).

12 Le Goff afirma que as cidades importantes do Ocidente medieval tinham em torno de 10 a 20 mil habitantes e apenas algumas tinham um número bem superior, sendo a maior incontestavelmente Paris, que, por volta de 1300 tinha, “sem dúvida”, 200 mil habitantes (2007, p. 147).

13 O terceiro período apontado por Le Goff é posterior à morte de Tomás de Aquino.

14 O conflito entre seculares e mendicantes pelos rumos que a instituição deveria tomar foi complexo e teve alguns picos. Por esse motivo não nos cabe tratar detalhadamente dele neste trabalho. Grosso modo, começou com a opção da corporação por uma greve em defesa de seus direitos (1229-1231), que não foi acatada pelos mendicantes e durante a qual foi outorgada a primeira licença de teologia para um dominicano. A partir de então, em diferentes situações, os seculares acusavam os mendicantes de não se integrarem à universidade, pois privilegiavam a própria regra e colocavam em risco a autonomia da corporação. Na questão doutrinal, conflitaram principalmente acerca do lugar que se deveria conceder aos estudos de Aristóteles. Discutimos essa questão no tópico “A corporação de mestres e estudantes de Paris, foco privilegiado das relações de poder” de nossa dissertação de mestrado: CAVALCANTE, T. Aspectos educacionais da obra de Santo Tomás de Aquino no contexto escolástico-universitário do século XIII. Campinas: Unicamp [dissertação], 2006. p. 55-79.

15 Artes aqui tratadas enquanto divisão do conhecimento: Artes Liberais e, desde o século XII, também as Mecânicas.

16 A referencia às categorias profissionais aparece em diversos textos formulados no século XIII: “A nova palavra das ordens mendicantes, pronunciada do púlpito ou na praça, dirige-se muitas vezes a esta ou aquela categoria socioprofissional e leva amplamente em conta a nova sociedade urbana. São os sermones ad status ("sermões aos estados do mundo"), atentos aos pecados considerados específicos de cada categoria, consignando a constituição de novos grupos sociais, como outras tantas comunidades pecadoras, a serem salvas em comum” (LE GOFF, 1992, p. 190 ).



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