Controladoria e contabilidade gerencial I



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UNISALESIANO LINS

SEMESTRE

CIÊNCIAS CONTÁBEIS

CONTROLADORIA E CONTABILIDADE GERENCIAL I



Profª M.Sc. Rosiane Cristina Sozzo Gouvêa

INTRODUÇÃO

O momento atual caracteriza-se com uma intensidade de mudanças significativas como o desenvolvimento tecnológico, o aumento da competitividade, a complexidade do ambiente econômico e a globalização, colocando as empresas diante de novos desafios.


A administração com pressões competitivas levam as empresas a obtenção de novas formas de vantagens competitivas, caracterizadas por intensos e contínuos esforços oferecendo produtos e serviços inovadores com padrão de qualidade, a um custo mais baixo, e provocando uma maior satisfação dos clientes .
Por sua vez, Johnson e Kaplan ( 1993, p.3) afirma que:

O ambiente econômico contemporâneo exige excelência dos sistemas corporativos de contabilidade gerencial. Com a tremenda competição global, o rápido progresso na tecnologia de processos e produtos e as violentas flutuações nas taxas de câmbio e preços das matérias primas, o sistema de contabilidade gerencial de uma organização precisa fornecer informações oportunas e precisa, para facilitar os esforços de controle de custos, para medir e melhorar a produtividade, e para a descoberta de melhores processos de produção.


Uma das técnicas utilizadas para auxiliar no avanço competitivo é o uso do sistema de informações, oferecendo as empresas relatórios gerenciais com informações que auxilie no processo de gestão criando vantagens competitivas no mercado concorrente.
CATELLI e GUERREIRO (1992, p.10) reconhecem que o “movimento de mudanças é intenso e que os gestores enfrentam novos desafios a cada dia, tendo de trabalhar com novos modelos de gestão e informações mais consistentes com a realidade.
Com um enfoque especial a contabilidade através da aplicação de varias técnicas e procedimentos com grau detalhado de informações feitos sob medida para o usuário, ocupa um lugar preponderante na administração dos negócios, sendo utilizada como ferramenta de apoio nas atividades de tomada de decisões pelos gestores.
Sob o ponto de vista teórico, evidencia a contabilidade gerencial, em contínua evolução através da elaboração de relatórios que dêem suporte às etapas de planejamento, execução e controle das atividades empresariais, com elo de comunicação vital e bidirecional das metas e objetivos da organização para que possam chegar à melhor tomada de decisões, e colaborar para otimizar os resultados da empresa.
Diante dessa importância, abordaremos a Controladoria como fonte de dados, planejamento e relatórios gerenciais, compatibilizando planos e procedimentos, propiciando, assim, maior agilidade à contabilidade e maiores informações gerenciais para a tomada de decisão, determinando, então a necessidade da cultura de controle e a utilidade do planejamento e da contabilidade gerencial como sistema de informações dentro das organizações.
ORIGEM DA CONTABILIDADE GERENCIAL
Com as transações ocorridas nas organizações com demandas de produtos de troca, já eram conhecidos controles gerenciais simples, mas que atendiam as necessidades das informações das organizações para devidos fins. A revolução industrial, ocasionou a necessidade das organizações buscarem aperfeiçoamentos em suas informações para melhor administração e controle dos seus negócios.
ATKINSON et. al ( 2000, p.39) descreve:

A demanda pela informação gerencial contábil pode ser relacionada aos estágios iniciais da a revolução industrial nas tecelagens, em fabrica de armas e em outras operações industriais. Os registros das tecelagens no início do século XIX, mostram que, os administradores recebiam informações sobre o custo por hora de conversão de matéria – prima ( algodão) em produtos intermediários ( fio e linha de costura) e em produtos acabados (tecidos) e o custo por libra de produto por departamento e por funcionário. Os proprietários usavam tais informações gerencial contábil para dois propósitos diferentes:

1 – Para controlar e melhorar a eficiência.

2 – Para decisões de preço e de mix de produtos.

Os administradores mediam a eficiência do processo que convertia o algodão bruto em fios e tecidos prontos. Os administradores comparavam a produtividade entre os funcionários e traçavam a produtividade deles individualmente sobre vários períodos de tempo. Os administradores usavam essa informação para recompensar os funcionários mais produtivos e para estabelecer metas de produção para aqueles menos eficientes. Essas informação ajudou a manter e a melhorar a eficiência dos processos internos críticos.

Para os propósitos de tomada de decisão, a informação de custo ajudou os administradores a determinares a determinar quanto as compras adicionais de maquinaria nova podiam ser justificadas pela maior produtividade. Os administradores também usavam informações sobre o custo e a lucratividade dos produtos para ajudar o salário por peça dos funcionários e para estabelecer metas de preços para vender tecidos ou fios e, particularmente, para itens que eram especializados e encomendados por meio de pedidos individuais.


Com a revolução industrial, nas indústrias, onde os administradores necessitavam de receber informações detalhadas dos custos dos diversos produtos, de departamentos, e de funcionários, aumentou a demanda de utilização e aplicação de métodos e técnicas para fornecer informação da contabilidade gerencial para o melhor controle e a eficiência e decisão dos preços dos produtos.
JOHNSON e KAPLAN (1993, p.6) descrevem:

A emergência, há mais de 150 anos, de tais organizações criou uma nova demanda por informações contábeis. Com os processos de transformações – antes supridas, a um preço, por trocas de mercadorias – passando a ser executados dentro das organizações, surgiu a demanda por indicadores para determinar o “preço” do produto de operações internas. Na falta de informações de preços dos processos de transformações ocorrendo dentro da organizações, os proprietários criaram indicadores que sintetizassem a eficiência com a qual a mão – de – obra e matéria – prima eram convertidas em produtos acabados, indicadores servindo também para motivar e avaliar os gerentes que supervisionavam o processo de transformação. Tais indicadores eram especialmente importantes, já que as fábricas costumavam se localizar a considerável distância do escritório central dos proprietários. Assim sendo, a contabilidade gerencial desenvolveu-se em apoio às atividades lucrativas de empresários para quem empresas administrativas, hierárquicas e de múltiplos processos eram mais eficientes do que os processos de transformações mediante contínuas transações no mercado.


A contabilidade Gerencial, já fornecia elementos indicativos na antigas civilizações para a administração e controle, com base no acompanhamento e controle de produtos que eram realizados de maneira simples e através de códigos próprios, antes mesmo do surgimento oficial da escrita.
Os primeiros indicadores que surgiram no processo da contabilidade gerencial eram simples, mas atendiam às necessidades das empresas, no processo de produção e motivação para os funcionários quanto ao cumprimento de suas metas e auxiliava nos processos de decisões .
O sistema de informações contábeis gerenciais, auxiliou no processo de coordenar as ocorrências para determinações de potenciais de ganhos, através de informações de custos e receitas dos produtos.
Assim também conforme descreve, ATKINSON et. al (2000, p.39) :

As empresas ferroviárias que se desenvolveram nos meados do século XIX eram empresas enormes e complexas que não poderiam Ter funcionado sem um abrangente sistema contábil de informações gerenciais que fornecesse medidas sumárias de desempenho para administradores descentralizados e dispersos. Os administradores financeiros das ferrovias desenvolveram medidas como o custo por tonelada – milha, para tipos individuais de mercadorias e para cada segmento geográfico de operações. Eles desenvolveram e usaram uma nova medida, chamada quociente operacional, que media a proporção entre despesas e receitas, usando-as para duplo controle operacional, para avaliar a eficiência operacional dos administradores locais e para custeamento de produtos para medir a lucratividade de vários tipos de negócios: passageiros versus frete, região por região. Essas medidas capacitavam os administradores locais a agirem baseados na única informação que eles tinham sobre as condições locais que eram consistentes com a maximização dos lucros para totalidade da ferrovia.


Nas atividade ferroviária, um abrangente sistema contábil de informações gerenciais fornecia medidas de desempenho para administradores que mediam o quociente operacional com proporção entre despesas e receitas medindo a eficiência operacional e para custeamento do produto e lucratividade de vários tipos de negócio.
Nas empresas metalúrgicas e outras siderúrgicas como a manufatura do ferro e aço, utilizava-se o custo dos insumos usados na produção de aço e trilho para o controle operacional e avaliação do desempenho dos gerentes de departamentos e funcionários e para verificar a qualidade do produto,. Também utilizava o custo para avaliar investimentos que ofereciam melhorias para processo e produtos, e antes da assinatura de contratos, elaborava cuidadosamente análise e estimativa dos custos envolvidos.
ATKINSON et. al. (2000, p. 46-47) também descreve:

Muitas inovações nos sentidos de contabilidade gerencial ocorreram nas décadas iniciais do século XX para apoiarem o crescimento de empresas multidivisionais diversificadas.(...) Os executivos de tais empresas diversificadas tinham que projetar técnicas avançadas para coordenar as atividades operacionais de suas diferentes divisões. Essas técnicas incluíram o orçamento operacional, um documento que projeta receitas e despesas durante o próximo período operacional, incluindo previsões mensais de vendas, produções e despesas operacionais, tanto quanto o orçamento de capital, um documento que autoriza aquisição de recursos com vidas úteis de vários anos, como fábricas e equipamentos.

Talvez a mais duradoura das inovações introduzidas neste período tenha sido o desenvolvimento da fórmula do ROI - Retorno sobre investimento (Return on Investment), uma medida de desempenho que a empresa DuPont usou para o desempenho do planejamento, da avaliação e do controle do lucro obtido pelos proprietários da empresa, para os gerentes, auxiliava decidir quais suas divisões deveriam receber aporte de capital para expandir a capacidade.

O desafio e a oportunidade, para as organizações contemporâneas, delineadas ao sistema de contabilidade gerencial podem e devem ser projetados em apoio às operações e estratégia da organização. A tecnologia existe para implementar sistemas radicalmente diferentes dos hoje em uso. O que falta é conhecimento . Mas tal conhecimento pode emergir da experimentação e da comunicação. O espírito inovador visível há cem anos, no princípio do movimento de administração científica, pode ser recuperado por gerentes inovadores e pesquisadores acadêmicos comprometidos com o desenvolvimento de novos conceitos no projeto de sistemas de contabilidade gerencial relevantes.


Com a competição no mercado e no momento de grandes mudanças com avanços no campo social, na evolução econômica e na tecnológica mundial, e o atendimento das exigência dos clientes tem obrigado as empresas a se manterem num constante processo de aprimoramento e inovações com controle de informações gerenciais para os produtos e serviços serem comercializados a um custo mais baixo possível com qualidade e satisfação dos clientes..
Conforme definem IUDÍCIBUS e MARION (2000, p.282)

O ambiente das empresas de competitividade global é internacional e está colocando, para os contadores e para a contabilidade, desafios e, ao mesmo tempo , oportunidade de desenvolvimento, que podem marcar uma nova fase na evolução da contabilidade. Eis as principais tendências, que assinalamos:



  1. Internacionalização dos mercados, com a necessidade de harmonização de princípios contábeis em níveis supranacional.

  2. Necessidade da contabilidade de custos adequar-se, sem perder suas vantagens comparativas de sistema de baixo custo, às novas filosofias de qualidade total, competitividade e eficiência.

  3. Considerando que análises mais recentes têm demonstrado que o modelo decisório e as necessidades informativas, tanto de tomadores de decisões internas à empresa como de agentes externos são basicamente os mesmos; não mais se justifica, em nível conceitual, a existência de uma teoria da Contabilidade financeira (para os usuários externos) e o que se denomina contabilidade Gerencial na verdade uma coletânea de tópicos que ainda não ganhou uma estrutura coerente.

Esforços terão que serem realizados a fim de estruturar princípios Fundamentais de

Contabilidade e, consequentemente, montar uma teoria que abarque tanto a Contabilidade gerencial quanto a Financeira (e a de Custos, como parte da Gerencial, é claro).

A origem da contabilidade gerencial através de seus estudos e análises já eram indicadores para o processo de gestão e toma de decisão empresaria. Com o avanço tecnológico, com a globalização e o aumento da competição e a redução do ciclo de vida dos produtos quanto a redução de custos, a informação contábil gerencial demonstrou uma maior participação na utilização de informações financeiras para o processo de gestão.
JOHNSON e KAPLAN (1993, p.224) afirmam:

Caso os sistemas de contabilidade gerencial das organizações não se mostrem capazes de fornecer sinais proveitosos da eficiência dos processos de rentabilidade dos produtos, a capacidade dos executivos de administrarem suas empresas diminuirá...

Sistemas de contabilidade gerencial - por si sós – não levarão a organização ao fracasso. Tampouco sistemas contábeis gerenciais excelentes irão assegurar seu sucesso. Mas eles podem, certamente, contribuir para o declínio ou sobrevivência das organizações. Com as organizações diversificadas tentando competir com entidades menores e mais focalizadas, a necessidade por sistemas excelentes – para direcionar os investimentos de capital, fornecer metas aos gerentes descentralizados, coordenar operações, julgar a eficiência de processos internos e avaliar a rentabilidade dos produtos oferecidos – será alta.
Os contadores gerenciais, devem na medida do possível atender as necessidades os usuários envolvidos no processo de gestão da empresa, para que esta possa assegurar o sucesso na participação do mercado direcionado e coordenando as unidades descentralizadas com avaliação da rentabilidade dos produtos.
A contabilidade gerencial, esta em uma era de inovações e de grandes oportunidades de crescimento. O desenvolvimento e aprimoramento desta função depende do desempenho do contador em relacionar-se com os diversos níveis da empresa conhecendo principalmente todos os seus processos, e integrando com os usuários para conhecer a real necessidades de informações, para melhor desempenhar suas funções, principalmente com um bom relacionamento com a administração, destacando a todos os integrantes da empresa as metas e objetivos que se pretende alcançar, e principalmente a atuação de cada um no cumprimento dos objetivos planejados.
Temos que estar preparados e sempre envolvidos com as mudanças e desenvolvimentos econômicos, sociais e tecnológicos que constantemente ocorrem de maneira rápida. A informação contábil é essencial para o controle e desenvolvimento empresarial, mas estas necessitam constantemente de serem revistas e analisadas, para constatar se estão produzindo os resultados necessários para o processo de gestão.


Definições da contabilidade gerencial

No que diz respeito à contabilidade gerencial, SÁ (1971, p.29) menciona que:

Entendemos por contabilidade gerencial, como conceito básico, formador do método que orientará o conjunto de conhecimentos contábeis organizado para observar o objeto da ciência sob o aspecto administrativo, notadamente sob os da tomada de decisões.

A contabilidade gerencial é, pois uma organização de conhecimentos científicos para conseguir efeitos práticos na direção dos empreendimentos, quer sejam eles lucrativos, quer visem a suprir apenas idéias. Não se constrói, portanto, uma outra contabilidade; utiliza-se da doutrina e da técnica existente para encaminhá-las na observação de uma finalidade definida, qual seja a da correta administração do patrimônio.


A contabilidade gerencial, através de um sistema de informações, de métodos e conhecimento da organização e da utilização do planejamento, fornecerá informações para atender a necessidade de seus usuários, com relatórios que demonstram os resultados por atividades e global da empresa, comparando-se o planejado com o realizado, para análise da gestão empresarial e da necessidade de tomada de decisões, visando auxiliar a empresa a atingir seus objetivos.
CREPALDI (1998, p.18) define a contabilidade gerencial como “o ramo da contabilidade que tem por objetivo fornecer instrumentos aos administradores de empresas que os auxiliem em funções gerenciais. É voltada para a melhor utilização dos recursos econômicos da empresa, através de um adequado controle dos insumos efetuados por um sistema de informações gerenciais.”
A Contabilidade Gerencial é um processo com a finalidade de produzir informações estratégicas, econômicas e de gestão das operações, de custos e das demais atividades organizacionais que ocorrem na empresa, para o processo decisório e de controle, com medidas de desempenho e lucratividade.
A contabilidade gerencial é definida por ATKINSON et al. ( 2000, p.36) como :

um processo de produzir informações operacional e financeira para funcionários e administradores. que só deve ser direcionado pelas necessidades informacionais dos indivíduos internos da empresa e deve orientar suas decisões operacionais e de investimentos (...) Medidas da condição econômica da empresa, como as de custos e lucratividade dos produtos, dos serviços, dos clientes e das atividades das empresas, são obtidas dos sistema de contabilidade gerencial (...) como medida de desempenho econômico de unidades operacionais descentralizadas, como as unidades de negócios, as divisões e os departamentos, ligando a estratégia da empresa à execução da estratégia individual de cada unidade operacional, sendo também, um dos meios primários pelo qual operadores/funcionários, gerentes intermediários e executivos recebem feedback sobre seus desempenhos, capacitando-os a aprenderem com o passado e melhorarem para o futuro.


A Contabilidade Gerencial utiliza em suas aplicações outros campos de conhecimento, como os conceitos da administração, da estrutura organizacional, bem como da administração financeira. Com a utilização de procedimentos e técnicas contábeis, produz relatórios de informações, desenvolvidos conforme as necessidades dos usuários, para serem utilizados no processo de avaliação ou nas tomadas de decisões da empresa.


A Contabilidade Gerencial, conforme ATKINSON et al. (2000, p.67-68), foi definida pelo Instituto de Contadores Gerenciais (Institute of Management Accouting), como “o processo de identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, interpretação e comunicação de informações financeiras usadas pela administração para planejar, avaliar e controlar dentro de uma empresa e assegurar uso apropriado e responsável de seus recursos.”
O desenvolvimento da contabilidade gerencial, conforme PADOVEZE (1997, p.394) “assume o gerenciamento contábil total da empresa em seus aspectos globais, setoriais e específicos. Para que isso possa acontecer e se consiga executar uma contabilidade gerencial, é de vital importância, por parte dos responsáveis pelo gerenciamento das informações contábeis, o conhecimento profundo da produção em todos os aspectos.”

CARACTERÍSTICAS DA CONTABILIDADE GERENCIAL
Para IUDÍCIBUS (1998, p.21), a contabilidade gerencial pode ser caracterizada superficialmente como:

um enfoque especial, conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira de balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, um grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório. A contabilidade gerencial, num sentido mais profundo, está voltada única e exclusivamente para a administração da empresa, procurando suprir suas informações que se encaixam de maneira válida e efetiva no modelo decisório do administrador.

Considera-se que o modelo decisório do administrador leva em conta cursos de ações futuras, informações sobre situações passadas ou presentes que serão de valor para o modelo decisório, a mediada que o passado e o presente sejam estimadores daquilo que poderá acontecer no futuro.

As principais características da Contabilidade Gerencial são apresentadas no Quadro abaixo:



Características dos Processos da Contabilidade Gerencial


PROCESSO

CARACTERISTICAS

  • IDENTIFICAÇÃO

Reconhecimento e avaliação de transações empresariais e outros eventos econômicos para ação contábil apropriada.




  • MENSURAÇÃO

Quantificação, incluindo estimativas, transações impresariais ou outros eventos econômicos que têm ocorrido ou previsões dos que podem acontecer.




  • ACUMULAÇÃO

Delineação de abordagens disciplinadas e consistentes para registrar e classificar transações empresariais apropriadas e outros eventos econômicos.

  • ANÁLISE

Determinação das razões para reportar a atividade e sua relação com outros eventos econômicos e circunstanciais.

  • PREPARAÇÃO E

INTERPRETAÇÃO

Coordenação e planejamento de dados contábeis, provendo informações apresentadas logicamente, o que inclui, se apropriado, as conclusões referentes a esses dados.

  • COMUNICAÇÃO

Informação pertinente para a administração e outros para usos internos e externos.


  • PLANEJAMENTO

Quantificação e interpretação dos efeitos de transações planejadas e outros eventos econômicos na empresa; inclui aspectos estratégicos, táticos e operacionais e requer que o contador forneça informações quantitativas, históricas e prospectivas para facilitá-la; isso inclui, também, participação no desenvolvimento do sistema de planejamento, estabelecendo metas alcançáveis e escolhendo meios apropriados de monitorar o progresso em direção às metas.




  • AVALIAÇÃO

Julgamento das implicações de eventos históricos e esperados e ajuda na escolha do curso ótimo de ação; inclui a tradução de dados em tendências e relações: comunicação das conclusões derivadas, efetivamente e prontamente, das análises.



  • CONTROLE

Assegurar a integridade da informação financeira relativa às atividades e aos recursos e aos recursos da empresa; monitoramento e medição do desempenho e indução a qualquer ação corretiva exigida para retornar a atividade a seu curso intencional; fornecimento de informações aos executivos que operam em áreas funcionais que possam usá-las para alcançarem o desempenho desejável.

  • ASSEGURAR RECURSOS DE

RESPONSABILIDADE

Implementar um sistema de reportar o que está alinhado com as responsabilidades organizacionais e contribuir para o uso efetivo de recursos e de medidas de desempenho da administração; transmitir os objetivos e as metas da administração ao longo da empresa na forma de responsabilidades nomeadas, que são base para identificar responsabilidades; sistema que fornece, contabiliza, reporta e que acumulará e informará receitas apropriadas, despesas, ativos, obrigações e informação Quantitativa relacionada para gerentes que terão, então, melhor controle sobre estes elementos.




  • RELATÓRIOS

Preparação de relatórios financeiros baseados em princípios de contabilidade geralmente aceitos, ou em outras bases apropriadas, para grupos não administrativos, como acionistas, credores, agências regulamentadoras e autoridades tributárias; participação no processo de desenvolver os princípios de contabilidade que estão subjacentes ao relatório externo.


Fonte: adaptado de ATKINSON et al. (2000, p.67).
A Contabilidade Gerencial consiste em preparar, de forma simples e objetiva, as informações financeiras para o processo de gestão da empresa, com conhecimento e acompanhamento amplo do contador gerencial nos processos de planejamento, execução e controle, apurando as variações ocorridas e suas possíveis causas.
MARTINS apud SANTOS e PINHEIRO (2001, p.21), consideram que, “para a contabilidade gerencial não deve haver nunca princípios, muito menos legislação (...) devemos no campo da Contabilidade Gerencial procurar conhecer a necessidade do gestor, para bem atendê-lo, só que sem normatizar ou muito menos legislar a esse respeito; a validação deve se consubstanciar na aceitação das regras que provarem ser úteis.”
Na aplicação da contabilidade gerencial em uma empresa, regras demais poderão atrapalhar o processo de atendimento das necessidades de informações para os usuários, porém, não se pode deixá-la solta demais, devendo-se criar parâmetros com aplicações úteis e confiáveis ao processo de gestão empresarial.
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