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Parte XVI

NA PRESENÇA DE DEUS

 

Uma das passagens bíblicas do Antigo Testamento que sempre me fascinou está registrada em 1 Crônicas 17*. Um dos motivos dessa minha fascinação, que não deixa de vir acompanhada de um profundo sentido de reverência, será apresentado no decurso deste artigo.



O texto de Crônicas trata da aliança do Senhor com Davi e da oração de ações de graça que este fez. Você poderá lê-lo na íntegra agora mesmo, para uma melhor compreensão daquilo que pretendemos abordar logo em seguida.

Sucedeu que, habitando Davi em sua própria casa, disse ao profeta Natã: Eis que moro em casa de cedros, mas a arca da aliança do Senhor se acha numa tenda. Então Natã disse a Davi: Faze tudo quanto está no teu coração; porque Deus é contigo. Porém naquela mesma noite, veio a palavra do Senhor a Natã, dizendo: Vai, e dize a meu servo Davi: Assim diz o Senhor: Tu não edificarás casa para a minha habitação; porque em casa alguma habitei, desde o dia que fiz subir a Israel até ao dia de hoje; mas tenho andado de tenda em tenda, de tabernáculo em tabernáculo. Em todo lugar em que andei com todo o Israel, falei acaso alguma palavra com algum dos seus juízes, a quem mandei apascentar o meu povo, dizendo: Por que não me edificais uma casa de cedro? Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Tomei-te da malhada, e detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo Israel. Eu fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos de diante de ti, e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra. Preparei lugar para o meu povo Israel, e o plantarei, para que habite no seu lugar, e não mais seja perturbado, e jamais os filhos da perversidade o oprimam, como dantes; desde o dia em que mandei houvesse juízes sobre o meu povo Israel; porém abati a todos os teu inimigos; também te fiz saber que o Senhor te edificaria uma casa. Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. Esse me edificará casa; e eu estabelecerei o seu trono para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; a minha misericórdia não apartarei dele, como a retirei daquele, que foi antes de ti. Mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será estabelecido para sempre. Segundo todas estas palavras, e conforme a toda esta visão, assim falou Natã a Davi.

Então entrou o rei Davi na casa do Senhor, ficou perante ele, e disse: Quem sou eu, Senhor Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui? Foi isso ainda pouco aos teus olhos, ó Deus, de maneira que também falaste a respeito da casa de teu servo para tempos distantes; e me trataste como se eu fosse homem ilustre, ó Senhor Deus. Que mais ainda te poderá dizer Davi, acerca das honras feitas a teu servo? pois tu conheces bem a teu servo. Ó Senhor, por amor de teu servo, e segundo o teu coração, fizeste toda esta grandeza, para tornar notórias todas estas grandes cousas! Senhor, ninguém a semelhante a ti, e não há outro Deus além de ti, segundo tudo o que nós mesmos temos ouvido. Quem há como o teu povo Israel, gente única na terra, a quem tu, ó Deus, foste resgatar para ser teu povo, e fazer a ti mesmo um nome, com estas grandes e tremendas cousas, desterrando as nações de diante do teu povo, que remiste do Egito? Estabeleceste a teu povo Israel por teu povo para sempre, e tu, ó Senhor, te fizeste o seu Deus. Agora, pois, ó Senhor, a palavra que disseste acerca de teu servo e acerca da sua casa, seja estabelecida para sempre; e faze como falaste. Estabeleça-se, e seja para sempre engrandecido o teu nome, e diga-se: O Senhor dos Exércitos é o Deus de Israel; e a casa de Davi teu servo será estabelecida diante de ti. Pois tu, Deus meu, fizeste ao teu servo a revelação de que lhe edificarias casa. Por isso o teu servo se animou para fazer-te esta oração. Agora, pois, ó Senhor, tu mesmo és Deus, e prometeste a teu servo este bem. Sê, pois, agora servido de abençoar a casa de teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de ti, pois tu, ó Senhor, a abençoaste, e abençoada será para sempre.

Depois de receber um balde de água fria em suas boas e louváveis intenções, Davi é alentado novamente com a excelente notícia de que o seu reino seria estabelecido para sempre. Imediatamente ele esquece a tristeza e começa a louvar a Deus numa oração de ações de graça. Desta belíssima oração queremos destacar um dos pontos cruciais da mesma, que é a primeira parte do versículo que diz: "Então entrou o rei Davi na casa do Senhor, ficou perante ele, e disse..." (1º Cr 17.16).

Observe a expressão: "ficou perante ele". Ela é tão fundamental e imprescindível no relato bíblico que eu me atrevo a dizer que a oração, a adoração, o louvor, ou qualquer atitude cristã que possa ser definida como digna do agrado de Deus não subsiste quando não se compreende o que realmente significa estar na presença de Deus. Antes de começar a abrir a boca para falar, Davi se colocou na presença do Senhor.

Defendo a tese de que estar na presença de Deus, com toda a implicação que ela significa, é tão importante quanto a oração em si ou qualquer ato cúltico propriamente dito.

A expressão hebraica hfwoh:y y^en:pIl (perante o Senhor) que aparece apenas uma única vez na oração de Davi, ocorre muitas vezes no Antigo Testamento. Somente no livro de Levítico a expressão, com seus sinônimos correlatos, aparece cerca de sessenta vezes. Sua única ocorrência na oração de Davi é suficiente para determinar todo o conteúdo da oração do salmista.

Antes de tratarmos acerca do que significa estar diante do Senhor, é importante tentarmos compreender primeiramente em que consiste a presença de Deus.



A PRESENÇA DE DEUS

Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento há pelo menos três sentidos básicos e essenciais onde os substantivos hebraico {yinfP e grego pro/swpon (rosto, face, semblante) e as preposições y^en:pIl e e)nw/pion (perante, diante de, em face de) são, respectivamente, utilizados para indicar a presença de Deus na Bíblia. Em primeiro lugar, temos a presença geral e inescapável de Deus, como aquela que é descrita no Salmo 139.7-12: Para onde me ausentarei do teu Espírito? para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá. Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma cousa.

Um segundo sentido é o que podemos chamar de presença celestial de Deus. Em Eclesiastes 5.2 lemos: Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras. "Céus" aqui é o lugar da habitação de Deus, às vezes denominado "alturas", "alturas dos céus" ou "céus dos céus" (Sl 113.5; Jó 22.12; 1 Rs 8.27). É, de certa forma, o lugar onde habita a glória de Deus. Digo "de certa forma" porque o termo "alturas", por exemplo, não é designativo de lugar, pois Deus habita a eternidade, mas é significativo daquilo que está além do que está criado, pois Deus já estava lá antes que houvesse céus e terra. Os anjos de Deus estão diante de sua presença celestial (Mt 18.10; Lc 1.19). Os ímpios, por sua vez, serão banidos por toda a eternidade da presença abençoadora de Deus (2 Ts 1.9), visto que diante do Senhor não pode haver nenhuma jactância de justiça própria (1 Co 1.29). Mas os crentes serão apresentados imaculados perante o Senhor pela obra que Cristo realizou em favor deles (Jd 24), para desfrutarem, como queria o salmista, da plenitude de alegria na presença de Deus (Sl 16.11).

O terceiro sentido da presença de Deus refere-se àquela presença especial do Senhor com o seu povo para abençoá-lo. A expressão maior dessa presença foi revelada no Emanuel, o Deus conosco, Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Acerca deste sentido específico da presença de Deus, Geoffrey W. Bromiley faz uma observação interessante. Diz ele: "Pode-se notar que a ênfase da Bíblia não recai na presença divina como uma imanência geral, daí a naturalidade com que se pode dizer que Jonas procurou fugir da presença de Deus (Jn 1.3), ou que os adoradores comparecem diante da presença de Deus (Sl 95.2)" (EHTIC, Vol. III, p. 179). E ainda: "Somos recebidos na presença eterna de Deus somente se tivermos recebido primeiramente a presença de Deus conosco na Pessoa de Jesus Cristo (Jo 1.12)".

É a este terceiro sentido da presença de Deus (presença especial com o seu povo) que vamos nos referir daqui por diante.

O CRISTÃO NA PRESENÇA DE DEUS

Existe uma diferença marcante entre a presença de Deus propriamente dita e o estar na presença de Deus. Que Deus está no meio do seu povo para abençoá-lo é indiscutível. Vimos algumas passagens bíblicas que comprovam esta verdade. Temos hinos bíblicos, teológicos e doutrinários que dizem acertadamente que Deus está aqui. Isso é verdade. A presença de Deus é uma realidade que devemos cantar e crer de todo o nosso coração. A presença de Deus é essencial em nossa vida. Recomendo, para uma maior compreensão da presença especial de Deus, a leitura do excelente artigo de David Wilkerson The Power of the Lord’s Presence !.

Entretanto, estar na presença de Deus é outra coisa. Eu posso afirmar com sinceridade e inteireza de coração que "Deus está aqui", mas isso não significa que necessariamente eu esteja na presença de Deus. Como pode ser isso? Talvez você esteja pensando: "Ora, se Deus está aqui, é evidente que estamos na presença dele". Repito: Que Deus está aqui é fato, porém, isto não significa que necessariamente estamos na presença dele. Imagine uma igreja congregada para orar, louvar e adorar a Deus. Deus está no meio dela (cf. Hb 2.12). Não temos dúvida alguma em relação a isto. Contudo, será que podemos afirmar do mesmo modo que a igreja também "está na presença dele"? Infelizmente não.

Estar na presença de Deus significa se aproximar com a fé e a segurança de que verdadeiramente estamos perante o Senhor. Permita-me esclarecer este ponto com um comentário de R. A. Torrey sobre a oração. Torrey fez a seguinte colocação a respeito da expressão "a Deus" de Atos 12.5:

A primeira coisa a ser notada neste versículo é a breve expressão "a Deus". A oração que tem poder é aquela oferecida a Deus.

Alguns dirão porém, "Mas toda oração não é feita a Deus?"

Não. Grande parte da chamada oração, tanto pública quanto particular, não é feita a Deus. Para que a oração possa ser realmente dirigida a Deus, é preciso primeiro uma aproximação definida e consciente de Deus quando oramos; devemos ter uma compreensão definida e nítida de que Deus está se inclinando e ouvindo quando oramos. Nossa mente está ocupada com a idéia daquilo que precisamos e não com o Pai poderoso e cheio de amor a quem pedimos. Freqüentemente não estamos ocupados nem com a necessidade nem com Aquele a quem estamos orando, mas nossos pensamentos estão vagando aqui e ali, pelo mundo afora. (Como Orar, pp. 20,21).

Quem de nós nunca cometeu os pecados descritos por Torrey, da desconcentração e do esquecimento de Deus na oração? E por que vez ou outra acontece assim conosco? Exatamente porque freqüentemente perdemos a perspectiva da presença de Deus antes de orarmos.

Antes de orar é preciso fazer como o salmista, se colocar diante do Senhor. Antes de orar é preciso estar no espírito dessa presença, e se aproximar de Deus com fé e convicção. Quando nos colocamos na presença de Deus, e nos encontramos face a face com Ele no lugar em que oramos, nossa oração não se perde no ar e nem falamos coisa com coisa. Se queremos orar corretamente, precisamos, antes de tudo, conseguir uma audiência com Deus. É preciso entrar em Sua presença.

Agora, o mesmo princípio da oração deve ser aplicável ao louvor e adoração do crente e em sua vida diária com Deus. Lembremos que Jesus ensinou que os verdadeiros adoradores são aqueles que o Pai procura para adorá-lo em espírito e em verdade (Jo 4.23). Isto significa que Deus deseja que os seus adoradores estejam verdadeiramente em sua presença. E o autor aos Hebreus descreve nossa responsabilidade neste particular do seguinte modo: Tendo,pois irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima (Hb 10.19-25). A Bíblia Almeida Revista e Atualizada dá a esta passagem o sugestivo título: O privilégio de acesso dos crentes à presença de Deus.

Dentre tantas coisas boas que o autor aos Hebreus nos fala, fica evidente que para uma aproximação correta de Deus é preciso a sinceridade de um coração humilde e agradecido diante do Senhor, além da pureza de espírito e fé. "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam" (Hb 11.6).

Viver na presença de Deus dia-a-dia deve ser o ideal cristão. O próprio Deus havia ordenado a Abraão: "Anda na minha presença e sê perfeito". E acerca de Enoque é dito: "Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si" (Gn 5.24).

Meu irmão, minha irmã, prepare-se para estar diante de Deus. Certifique-se, antes de sua oração ou de qualquer ato de adoração a Deus, se você realmente está na presença do Senhor . Não ouse orar ou cantar louvares a Deus se ainda não estiver certo de estar na presença desse Deus que está sempre com você.

Estar na presença do Senhor é muito mais que uma convicção gerada por nossos falíveis sentimentos. É a certeza da fé que toca o coração de Deus.

(*)O mesmo relato também aparece,
com pouquíssimas variações, em 2Samuel 7.

Parte XVII

O DEUS NÃO DESISTE DE AMAR
(Exposição em Oséias)

 

Oséias (seu nome significa "salvação"), profeta de Deus que viveu entre 741 e 701 AC.( datação fácil de ser verificada pela lista de reis do v.1) Oséias em seu livro denuncia claramente a corrupção, o orgulho e a idolatria do povo de Israel; a certeza do julgamento de Deus e finalmente a misericórdia dEle diante de um povo arrependido.


Os primeiros 3 capítulos fornecem a chave para a compreensão do livro todo, nos quais se vê a infidelidade de Israel para com Jeová durante o período de sua história. Nos caps. 1 a 3, a infidelidade de Israel e a paciência e longanimidade de Jeová são representadas pela analogia do casamento do profeta com uma prostituta. Gômer.

UM CASAMENTO PERTURBADO

Deus diz a Oséias "Vai, toma uma mulher de prostituições...."(1.2). Ao ler esta estranha ordem de Deus a um profeta, o leitor pode pensar que Oséias ao recebê-la saiu e foi a um lugar de prostituição daquela cidade, à procura de uma mulher de vida fácil para casar-se com ela. Mas não é bem assim. É mais natural aceitar que Deus tenha ordenado a seu profeta que se casasse uma jovem pura, linda, mas que, em seu pre-conhecimento sabia que posteriormente haveria ela de cair em imoralidade. O que seria um quadro nítido do atual relacionamento de Israel com Deus, pois o povo também traia Deus, como uma mulher trai o marido. Esta interpretação está igualmente de conformidade com a prática profética, pois os profetas se referem a Israel como nação pura no tempo de sua união com Jeová.

Deus ama seu povo, e por isso permitiu uma tragédia na vida de Oséias para que compreendesse o profundo amor que existe no coração Divino. Como afirmou alguém; "DEUS ESCONDEU UM EVANGELHO NO CORAÇÀO DOS SOFRIMENTOS DE OSÉIAS".

A história do casamento deste profeta com uma prostituta, é também a história sobre o amor de Deus pelo seu povo. Deus disse a Oséias que fizesse a última coisa que um profeta responsável poderia esperar. " Vai, toma uma prostituta por esposa". Mas esta é também a história de Deus com seu povo. Foi exatamente isso que Deus fez quando se associou a nós.

Portanto, conhecer a história do amor de Oséias por Gômer, é conhecer o amor de Deus para com sua igreja, seu povo escolhido. Palavras não seriam suficientes para explicar a realidade do amor Divino pela sua igreja, e por isso Deus usa o casamento de Oséias, sua tragédia, seus sofrimentos, para transmitir o fato de Ele tem um profundo interesse por nós. Foi preciso uma representação da vida real, para Deus dizer o quanto nos ama.

TRÊS FILHOS COM NOMES SINISTROS


Desse casamento com Gômer, nasceram-lhe três filhos:

1) JEZREEL - v.4- Era o nome de uma cidade famosa por sua atrocidades. Era como colocar hoje o nome de seu filho de "Vigário Real", ou " Aparecida do Norte " ou "Morro do Alemão". O julgamento de Deus estava chegando(v.5)

2) LO-RUAMAH- V.6- Que significa "NÀO FAVORECIDA', Ou seja aquela que não recebe favor ou graça. O nome dessa criança é um quadro do divino desprazer com a apostasia de Israel. Deus diz "Porque eu não tornarei a favorecer a casa de Israel"(l-6).

3) LO-AMMI v.9- Que significa. 'NÀO MEU-POVO'. Gômer engravida pela terceira vez e Oséias fica profundamente a balado. Sabia ele, que este filho não era fruto do seu casamento. Ele não era o pai daquela criança, mas sim fruto da deslealdade de sua mulher.

Deus instruiu Oséias a dar-lhe o nome de "Não Meu- povo". A separação completa de Deus do seu povo; um Deus ,santo não poderia concordar com o "adultério"do seu povo. Ele diz "Porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus"(v1.9)

Depois do nascimento do terceiro filho, Gômer se afastou mais longe ainda de Oséias o profeta e seus filhos eram literalmente a mensagem de Deus àquele povo de espiritualidade superficial e que tratava a palavra de Deus levianamente.

Em face de toda esta tragédia que acontece no lar de Oséias, existe ai, uma lição maravilhosa aplicada ao povo de Israel, e que pode ser aplicada ao povo de Deus em todos os tempos. A igreja é a noiva de Cristo, e assim deve proceder pura, em santificação, desviando-se da corrupção de qualquer espécie, preparando-se para o dia glorioso quando irão se encontrar para uma união perpétua. O amor de Deus para com sua igreja é triplicado aqui no amor de Oséias por Gômer.

O CONTEXTO RELIGIOSO DE ISRAEL

Oséias conhece bem a que nível se encontrava a espiritualidade daquele povo.

1) Atribuía a Baal as dádivas que Jeová lhes dava(2.8)

2) Havia muita religiosidade, mas pouco cristianismo(4: 15,6:6)
Israel tinha uma religião, mas não tinha um amor leal. Oferecia abundantes sacrifícios mas não tinha conhecimento de Deus(4:6)
Deus não se agrada da proclamação da salvação pela fé, se não há correspondente transparência de vida moral e social. O povo estava enganando a si mesmo. "As cãs se espalham sobre ele, e ele não o sabe"(7:9). Todo mundo percebe sua incoerência, menos ele.
Foi a religião divorciada da prática que levou Oséias bradar o recado divino "Misericórdia quero, e não sacrifícios! O conhecimento de Deus, mais do que holocaustos"(6:6)

3) Crentes apenas de fim-de-semana(8:1-3)


Como Israel, a nossa sociedade quer uma religião acomodatícia , que não exija, nem imponha restrições à vida social , econômica ou sexual. Os Israelitas eram "crentes" fervorosos no sábado e domingo, mas nos outros dias da semana eram enganadores em seus desejos sexuais. Eram adoradores no domingo, mas durante a semana "salve-se quem puder". Quando se separava de Deus, o que só prevalecia era perjurar, matar, roubar, mentir e adulterar"(4:1-2)

4) Vida cristã vazia de conteúdo (6:1-4)

Havia confissões vazias e conversões ineficazes. O arrependimento de Israel era tão passageiro como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada.

Esta era a situação degradante em que se encontrava o povo do Senhor. Tinha se desviado de Deus, abandonou a Javé para ir atrás de outros deuses, de outros amantes(2:5).

O GRANDE AMOR DE DEUS (a analogia aplicada)

O povo havia se prostituído espiritualmente, e como não poderia deixar de ser tornou-se escravo.


Voltamos a Gômer. Naquele tempo, a prostituta corria o risco de se transformar em escrava, e foi exatamente o que aconteceu a Gômer. Sua situação se tornou tão aviltante que acabou sendo vendida em praça pública como escrava(3:1-2)

Gômer se corrompera, se desviara se vendera e caíra num estado deplorável de humilhação. Repetidas vezes tinha ela traído os votos matrimoniais. Mas vemos na ordem de Deus a Oséias em 3:1, quando diz "vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera" o persistente amor do Senhor pelo seu povo eleito.

Amados, é por demais impressionante que Oséias tendo passado por esse trágico e humilhante episódio familiar, descobre que ainda ama sua esposa infiel e percebeu com isso que o amor de Deus era assim também. DEUS AMA TAMBÉM AS PIORES PESSOAS.

Como nenhum outro escritor, Oséias consegue captar a força extraordinária do amor de Deus pela sua igreja. Deus não desiste de amar . Ele ama tais pessoas apesar de sua infidelidade, embora olhem eles para outros deuses.

Oséias , que tanto sofreu no lar com a infidelidade de sua esposa, entendeu o coração de Deus quando descreveu o amor divino nestes termos "MEU CORAÇÀO ESTÁ COMOVIDO DENTRO DE MIM, AS MINHAS COMPAIXÒES A UMA SE ACENDEM"(11:8).

O profeta conseguiu reconstruir seu lar com Gômer, quando a comprou no leilão de escravos por "15 moedas de prata e um ômer e meio de cevada"(3:2). Que linda figura Oséias trás diante de nós. Seu nome que significa " salvação ", nos faz pensar na pessoa de Jesus, o nosso Salvador, que em demonstração de seu grande amor por nós, pagou o preço do nosso resgate da escravidão do pecado.


O apóstolo Paulo escreve sobre isso quando diz em II Co 6:20 "Porque fostes comprados por preço", e Pedro diz o preço que foi pago "Sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou outro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que legaram vossos país, mas pelo precioso sangue de Cristo..."
(1 Pe 1:18,19).
Nós também estávamos escravizados pois João diz...'Todo aquele comete pecado, é escravo do pecado"(João 8:34). Semelhante a Gômer, nós também precisava- mos ser resgatados, o preço precisava ser pago.

Em 'Oséias, o amor triunfou. O amor em Cristo ,triunfou também. Agora aonde se dizia de Israel "Vocês não são favorecidos"" passa-se a dizer "Vocês são amados, favorecidos". E onde se dizia de Israel que era chamado de "não -meu -povo ", passa a ser chamado de "Vocês são meu povo" porque eu vou perdoá-los e restaurá-los( 1:10,21).

Deus tinha dado vitória ao lar de Oséias, em nome do amor inabalável. Gômer, teve o significado de seu nome de volta (perfeição) .

Gômer estava de volta ao lar, e os filhos não levavam mais aqueles nomes feios. A família estava unida novamente, e tudo por causa do amor.

O profeta do coração quebrantado chegou a aprender que o coração de Deus é também assim. Quão desesperadamente Deus ama os pecadores! Quão deliberadamente ele busca os pecadores! E quão devotadamente Ele os atrai a Si mesmo! DEUS NUNCA DESISTE DE AMAR,
POIS ELE É AMOR.

Parte XVIII

O ESPÍRITO SANTO E A SALVAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

 

O Antigo Testamento é o berço de toda doutrina bíblica. E não existe nada revelado a respeito do Espírito Santo no Novo testamento que não tenha sido sugerido antes no Velho.



Com toda a evidência se depreende do Antigo Testamento que a origem da vida depende da ação soberana do Espírito Santo. Retirar o Espírito significa morte!

Como realidade presente
O Espírito Santo atuava como vivificador no Antigo Testamento. Mas de que maneira o Espírito regenerava os crentes no Antigo Testamento? Como ele aplicaria a obra redentora de Cristo se o próprio Cristo não tinha vindo? Será que os crentes do Antigo Testamento foram igualmente regenerados e salvos como os crentes do Novo Testamento?

Um dos motivos que nos levaria a fazer tais perguntas seria, a priori, o fato de que o Antigo Testamento não apresenta o Espírito Santo atuando de maneira tão proeminente na salvação de indivíduos como o Novo Testamento.

A palavra "regeneração" que aparece no Novo Testamento não é encontrada em nenhum livro do Velho Testamento. O termo grego que designa a regeneração pelo Espírito não tem nenhum equivalente no hebraico. Nem mesmo na Septuaginta, a versão grega pré-cristã do Antigo Testamento, aparece as palavras palingenesi/a ou genna/w que traduzem a idéia bíblica de regeneração e novo nascimento, respectivamente. O que mais se aproxima é a forma verbal e(/wj pa/lin ge/nwmai, que é uma tradução livre de Jó 14.4: "Morrendo o homem, porventura tornará a viver?". No entanto, aqui não existe nenhum pensamento do renascimento espiritual do indivíduo como há no Novo Testamento. O que temos no Velho Testamento são promessas claras de uma renovação futura (cf. Jr 31.31-33; Ez 11.29; 36.26,27).

Mas apesar da obra regeneradora do indivíduo não ser enfatizada no AT, não significa que o Espírito Santo não tenha atuado salvificamente. Mesmo assim, a possibilidade de alguém ser regenerado no Antigo Testamento foi totalmente descartada pelo teólogo alemão Friedrich Daniel Ernest Schleiermacher (1768-1834). Para ele era impossível que alguém tivesse sido regenerado na antiga dispensação, uma vez que Cristo não se fez Verbo encarnado e Sua obra, portanto, não podia ser aplicada àqueles crentes.

Evidenciada pela fé no Messias

Não há dúvida que os crentes do Velho Testamento foram regenerados. Seria contradição de termos falar de "crentes não regenerados". Eles eram crentes de fato e o autor da carta aos Hebreus no capítulo 11 de sua epístola atesta esta veracidade. Ele não os nomearia como heróis da fé se não fossem regenerados e salvos. E como o Espírito Santo os regenerava e os salvava em Cristo Jesus? Simplesmente aplicando a obra redentora do Messias no qual eles criam (cf. Jó 19.25). A explicação desta aplicação no Antigo Testamento é entendida quando vamos ao Novo e lemos sobre o "Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo" (Ap 13.8).

Desta maravilhosa declaração aprendemos que:

A expiação de Cristo é referida como algo determinado por Deus;


O princípio de sacrifício e redenção por parte de Cristo é mais antigo que o mundo;
Os decretos e propósitos de Deus são tão concretos e reais como o próprio acontecimento.
Quando a Trindade vivia na solidão da eternidade, a morte de Cristo já estava declarada como ocorrida antes que tudo existisse.

Simbolizado no sistema sacrificial

A ausência do fato histórico da expiação de Cristo no Antigo Testamento não anula, de forma alguma, o seu valor para os crentes daquela época; e muito menos a aplicação da mesma pelo Espírito Santo. Isto é fácil de ser percebido quando vemos os santos do Antigo Testamento oferecendo sacrifícios de animais a Deus e sendo perdoados e salvos. Não por causa dos sacrifícios em si, "porque é impossível que sangue de touros e bodes remova pecado" (Hb 10.4), mas eram perdoados e salvos porque criam na promessa simbolizada no sistema sacrificial.

O Novo Testamento nos dá claras indicações, e declarações explícitas, que os sacrifícios de animais no Velho Testamento foram símbolos do mais excelente sacrifício de Cristo (Cl 2.17; Hb 9.23,24; 10.1; 13.11,12).

Donald Guthrie é verdadeiro quando diz que o "sistema sacrificial do Antigo Testamento tinha validez somente porque prenunciava o sacrifício supremo e definitivo de Cristo" (D. Guthrie, Hebreus: Introdução e Comentário, p. 191). David Martin Lloyd-Jones é ainda mais preciso quando declara que eles "faziam essas ofertas pela fé. Criam na palavra de Deus, que Ele um dia no porvir proveria um sacrifício, e pela fé se mantiveram firmes nisso. Foi a fé em Cristo que os salvou..." (D. M. Lloyd-Jones, A Cruz: A Justificação de Deus, p. 10).

E era somente por causa da obra regeneradora do Espírito Santo que eles podiam "olhar" para Cristo e exercer fé nEle, pois, no conceito bíblico, onde há fé salvadora, houve regeneração pelo Espírito.


Parte XIX

... POUCO MENOR DO QUE DEUS
Refletindo Sobre O Salmo 8

 

Um dos mais conhecidos e apreciados hinos da palavra de Deus. Marcante nas suas expressões, responde a duas perguntas: "Quem é Deus?" e "que é o ser humano.



Começa e termina com a mesma expressão: "Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra", que está no começo do primeiro versículo e em todo o verso final.

É significativo que assim aconteça para que não esqueçamos que este hino não está exaltando o ser humano, apesar de perguntar: "Que é o homem mortal para que te lembres dele?" Exalta, sim, o nosso Deus.

Como referido, o Salmo responde a duas perguntas: Quem é Deus e quem é o ser humano. Vejamos inicialmente a resposta a esta última pergunta.

"POUCO MENOR DO QUE DEUS"

Examinemos o verso 4:

"Que é o homem mortal para que te lembres dele;
o filho do homem para que o visites?

É uma pergunta cheia de assombro, até porque os versos anteriores falaram das maravilhas do universo, do céus, do espaço, das estrelas, dos planetas, da obra criadora de Deus.

Depois de olhar para o céu estrelado e se maravilhar com sua beleza, pergunta o salmista, "à luz de tudo o que foi dito acima, coitado do ser humano, quem é ele? Que é o ser humano?"

A verdade é que somos apenas uma poeira, menos que um grãozinho de poeira. No espaço todo, o planeta Terra é um grãozinho ao redor de uma estrela de quinta grandeza, e nós, seres humanos, apenas uma minúscula partícula de um grão de poeira. É de admirar, portanto, que apesar de tudo isso, Deus concedeu a cada um capacidades maravilhosas.

A pergunta como foi traduzida pode dar idéia "Que é o homem?" (mas a mulher, não). E não é essa a pergunta. O original em hebraico pergunta "Que é o ser humano? A propósito, tanto faz dizer "o homem" quanto "o filho do homem", expressões que querem significar a mesma realidade. Mas não fala do homem masculino. As palavras que aqui estão são 'enosh e 'adam (ben 'adam), de onde veio o nome Adão. Ambas querem dizer "ser humano" ou "humanidade". A palavra em hebraico é 'enosh, pessoa humana, ser humano. Assim, "Que é a pessoa humana para que Deus olhe para ela com tanto carinho?" Que é a pessoa humana para que Deus olhe com tanta atenção, dela se lembre e a visite?" A resposta é dada no próprio Salmo. Está no verso 5, onde é dito que o ser humano foi criado "pouco menor do que Deus". Essa última expressão significa que nossa criação trouxe-nos uma condição muito especial.

Algumas Bíblias trazem a tradução, "Pouco menor que os anjos o criaste". Afinal, o ser humano foi criado "pouco menor que os anjos" ou "pouco menor do que Deus"? A Bíblia hebraica menciona a palavra "Deus". Ali está 'Elohim, plural de majestade para Deus. Para se traduzir "anjos", deveria ser malachim, palavra parecida, mas não igual. 'Elohim é o plural de 'Eloah, idêntica a 'El, significando ambas "Deus"; malachim é a forma plural de malach, que significa "mensageiro, portador" e que se traduz como "anjo", transliterado do grego aggelos e quer dizer o mesmo: "mensageiro, estafeta", ou "portador".

Traduções que falam em "pouco menor que os anjos" refletem a primeira tradução da Bíblia hebraica para outra língua, neste caso, a grega. Isso ocorreu para que os judeus que habitavam no norte da África, e já não mais falavam hebraico e aramaico, pudessem ler o Tanach (o Antigo Testamento). Os tradutores acharam que era uma irreverência usar a expressão "pouco menor do que Deus", e utilizaram essa alternativa não encontrada no original.

Interessante que no Novo Testamento está dito que os anjos são servidores da pessoa humana, colocados à disposição dos salvos por Deus para que ministrassem. Está em 1.13, 14: "A qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha destra até que ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés? Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?"

Há, mesmo, uma ordem: Deus ('Elohim), em seguida, O Ser Humano ('enosh e ben 'adam), e abaixo de nós, para servir a Deus e para nos servir Os Anjos, os malachim.

DEUS > O SER HUMANO > OS ANJOS

A pergunta fica então "Que é a pessoa humana para que lembres dela?" Nada é. Inspirado pelo Espírito, o salmista coloca algumas qualidades concedidas por Deus:

A pessoa humana foi criada um pouco abaixo dEle (v. 5a). Que extraordinária grandeza nesse grão de poeira que somos nós! Dizem os biólogos que somos formados de 70% de água. O restante é pele, fibras musculares, ossos, cabelos unhas. Se pudéssemos pegar alguém e colocar numa centrífuga, encheríamos um balde com a água extraída. Só água. Por isso, não podemos entender como pode haver tanta água orgulhosa, vaidosa, ciumenta, cheia de jactância.

Mas diz a Escritura que fomos criados um "pouco menor do que Deus" (v. 5). Se assim é, alguma coisa aconteceu que nos fez perder essa qualidade. Esse fato é denominado a Queda, e está relatado em Gênesis, capítulo 3.

É muita dignidade, mas há quem não pense nisso. Como há quem se degrade a ponto de não ter qualquer sentido na vida, ela perde o significado? Como alguém não pode se compreender imagem e semelhança de Deus e não se ver criada com amor e carinho, e como uma obra especial de Deus porque imagem e semelhança de Deus?
O Salmo 8 responde quem é o ser humano: aquele que foi criado imagem e semelhança de Deus.

Nossos primeiros pais foram criados com dignidade e receberam a incumbência de serem gerentes da Terra, pois Adão fora colocado para lavrar e guardar o jardim (Gn 2.15). Deveriam os pais primevos desenvolver a Terra, mas se rebelaram e perderam esse status. Com isso, fomos arrastados pela Queda. Aliás, o próprio texto do Salmo 8 diz: "Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo dos seus pés" (v. 6).

Deus colocou em nossas mãos a administração dos recursos do planeta. Significa que os rios, os lagos, os mares, as dunas, as florestas, tudo deve ser preservado para o benefício do ser humano. Estão prevendo que dentro de mais alguns anos não haverá alimentação para todos. Nossos trinetos e seus filhos vão ter dificuldades. O resto de Mata Atlântica no sul da Bahia está sendo devastado de modo terrível. Não estamos gerenciando bem, pois 32 hectares são diariamente derrubados na Floresta Amazônica!

O ser humano é o gerente de Deus na Terra. Cada um de nós é chamado a ser supervisor das coisas que Deus criou. O que se chama de ecologia é o equilíbrio das coisas. A palavra, que vem do grego, é sugestiva. A raiz é oikos, "casa", e de onde procede "economia". Ecologia é o estudo para a preservação da nossa casa, que não outra coisa senão o mundo onde vivemos. Quando não cuidamos da higiene, rebaixa-se a qualidade de vida pela perda da saúde. Recordemos, portanto, que esse "tomar conta" da casa, o gerenciamento dos interesses do planeta nos foi dado pelas mãos de Deus como dizem o Gênesis e o Salmo 8.

Tem mais: "de glória e de honra o coroaste". Na língua de Davi, "glória" é kavod. Na riquíssima língua hebraica, uma palavra significa um universo de coisas. Kavod significa também "peso". O apóstolo Paulo usa a expressão redundante "peso de glória" (2Co 4.17). Ele fez um jogo de palavras com o hebraico falou de "kavod de kavod" ("glória extraordinária"). E esse "peso de glória" foi colocado em nós.

Uma compreensão da sinonímia de "glória" e "peso" nos pode ser dada por uma fotografia que saiu na antiga revista O Cruzeiro. Nela era apresentada uma cena ocorrida no aniversário do rei Aga Khan, da Arábia Saudita. Era um homem enorme. Uma balança fora colocada num tablado. O rei sentou-se num dos pratos e no outro prato, seus súditos colocavam jóias, ouro, pedras, moedas até equivaler o seu peso. O peso do rei era traduzido em jóias e metais preciosos. Uma verdadeira glória essa fabulosa riqueza! Então o rei ordenava que o recolhido fosse destinado às obras sociais. Cada ano isso acontecia. Fica evidente o significado do hebraico.

A Glória de Deus é o peso que Ele tem na nossa vida. Como se perdeu o senso da majestade divina. Deus tem sido minimizado! Perdeu-se o senso de quem Deus é.

"Que é o ser humano?" É criado em glória e honra (v. 5b). Vezes inúmeras essa glória e honra têm sido jogadas no lixo. Não entendemos como uma pessoa pode se degradar a ponto de perder a identidade, quem ele é, e se drogar, beber, e se prejudicar.



E DEUS, QUEM É?

A outra pergunta é "Quem é Deus?" O salmista começa seu hino de louvor com uma expressão, e a repete no final:

"Ó Senhor, Senhor nosso,
quão admirável é o teu nome em toda a terra" (vv. 1a, 9)

Que sugestivo! Começou com Deus e terminou com Deus! E ele responde à pergunta sobre A Pessoa divina: Deus é Aquele que tem um Nome admirável. Os deuses do passado tinham nomes estranhos com significados mais estranhos, até. Um deus na Babilônia era Shamash, o Sol. Adoravam-no e diziam que era um deus. Uma deusa era Sin, a Lua. Ensinam, mesmo, que o monte Sinai tem este nome porque teria existido ali um antigo santuário a essa deusa. Os filisteus adoravam Dagon, o peixe.

Não sabemos pronunciar o Nome de Deus. Quando Moisés teve uma visão da kavod divina, a Glória de Deus no arbusto que pegava fogo e não se queimava, a "sarça ardente", o brilho de Deus, recebeu a missão de voltar ao Egito, e perguntou, "Quem está me mandando ao Egito?" O Senhor lhe disse: "Eu Sou".

Como é o Nome de Deus que é tão admirável? Diz a Escritura Sagrada que Ele Se apresentou a Moisés e disse que Seu Nome era Eu-Sou-O-Que-Sou. Parece um enigma, uma enorme interrogação: "Eu Sou O Que Sou".

Essa tradução aqui colocada, tem outras possibilidades. No original, aparece o verbo hayah na forma do incompleto. O passado é completo: "Ontem fui à feira" É um ato que já terminou, motivo porque está no completo. "Estou agora no santuário da igreja". Já chegou ao seu fim esse ato? Ainda não; é incompleto. "Amanhã será feriado". É tempo futuro; já chegou? Não; então é incompleto. "Saia daqui!" É uma ordem. Já aconteceu? Não; é incompleto. Isso quer dizer que podemos traduzir o Eu Sou o Que Sou de outras maneiras: "Eu Serei o Que Sou", "Eu Sou o Que Tenho Sido", "Eu Continuo a Ser o Que Sempre Fui". O Nome de Deus tem muitas possibilidades de tradução. Versões mais contemporâneas da Bíblia colocam apenas "Eu Sou o Eterno", que diz tudo.

Podemos chamar a Deus por diversos outros Nomes. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento utilizam várias designações para falar de Deus. Quando se diz El Elyon, estamos falando do Deus Altíssimo.

Ele é chamado na Bíblia de El Shadday, o Deus Todo-poderoso, também de Javé-jirê, o que Deus que provê as coisas, o Deus que providenciará as coisas, o Deus que tudo vê, El Roeh, Aquele que tudo prevê. Pode ser chamado o Deus da paz, Adonai Shalom.

Poderíamos seguir com outras designações do nosso Deus. Mas uma coisas sabemos: Ele é o que tem o Nome Admirável em toda a terra! Primeira grande lição acerca de Deus é que Ele é o que tem o Nome admirável.

Segunda lição: Ele é o que tem glória, pois ""Puseste a tua glória sobre os céus" (v. 1b). Percebam: Deus é superior ao espaço criado, pois não Se identifica com ele. Há quem pregue que Deus é a substância de todas as coisas. Isso se chama panteísmo. Vê uma linda flor, e diz "A substância dessa flor é Deus"; "a substância do mar é Deus", a substância da nuvem é Deus". Os hindus batem numa árvore e perguntam, "Deus, estás aí?" A Bíblia diz que Deus é superior a tudo o que Ele criou, não é a substância das coisas. Mas tudo é Sua obra:

"Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos,


A lua e as estrelas que preparaste..."

O Sol, a Lua, os planetas, estrelas, cometas, o que eram os deuses dos outros. O nome da deusa-estrela era Ishtar, de onde vem o nome Ester, e da mesma raiz o latim stella e daí "estrela".

Enquanto os povos pensavam que as obras criadas eram deuses, o hebreu declarava a sua fé, esperança e completa dedicação e piedade ao Deus Criador. "Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra..." Só temos que render graças, glória, nossa admiração, reverência e louvor ao Deus que nos criou e sustenta.

Deus é Aquele que é sempre vencedor. Como bem expressa o verso 2:

"Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e vingativo".

Deus é o que sempre vence. Ele é o Deus do paradoxo! Vence com crianças que ainda estão sendo amamentadas! Venceu os egípcios, não porque arregimentou um tremendo exército: apenas o mar se abriu, os hebreus passaram, os egípcios entraram no mar, e o mar se fechou. Nosso Deus é o Deus dos paradoxos.

Quem é Deus? Deus é o Criador, Aquele de Cujas mãos tudo saiu.

"Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos,


a lua e as estrelas que preparaste,"

Gênesis 1 é de uma incrível felicidade. Temos uma descrição da obra criadora. A luz, separação entre luz e trevas, o Sol, os mares, a terra, os peixes, os grandes répteis, as aves, mamíferos, animais selvagens e animais do campo, o ser humano. Porém, enquanto alguns olham apenas a obra criadora, que é em si maravilhosa, outros a olham e fazem uma leitura um pouquinho diferente: vêem uma verdadeira batalha dos deuses.

E esta batalha significa que os povos no entorno de Israel (os arameus no Norte, os fenícios no noroeste, os filisteus no sudoeste, os edomitas, os babilônios) tinham os seus deuses e todos estão representados em Gênesis 1, mas apenas como produtos e subprodutos das mãos do Deus Que Tudo Cria. Era o caso dos babilônios e dos egípcios que adoravam o Sol. Na Babilônia era chamavam-no Shamash; no Egito, Rá. Era Sin, a Lua, entre os babilônios, os assírios.

Animais também eram cultuados. No Egito, praticamente o panteão, o elenco dos deuses, era formado por animais: entre outros, o crocodilo, o touro, o gato, o íbis, o chacal, o falcão. Alguns deuses deuses eram representados como tendo o corpo de homem e a cabeça de animal. O deus da morte era Anúbis, o chacal com corpo de homem. No Museu Nacional do Rio de Janeiro, há múmias de filhotes de crocodilo; no Museu do Cairo, vimos múmias de gatos, também considerados sagrados.

O Mar Mediterrâneo, chamado de Grande Mar (Yam haGadol) era cultuado; os peixes eram cultuados, como no caso dos já mencionados filisteus.

As florestas eram deuses para os cananeus. Essa religião da natureza está representada entre nós pelo candomblé. É o culto de Baal no nosso meio. Salvador tem um grande e lindo parque público (o de São Bartolomeu) dedicado aos orixás.

Mas nosso Deus é o Criador. Não faz por menos: enquanto adoravam a obra criada ("Ó, Sol! Ó, Sol! Recebe meus louvores!), o hebreu dizia "Você está adorando a criatura do meu Deus El Shaddai, o Criador dos céus e da terra (Baruch Atah Adonai Melech haOlam...")". Por isso o Salmo começa dizendo, "Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra...", e termina do mesmo modo. É um salmo de louvor. A piedade deve estar sempre presente na expressão de louvor
Parte XX

PROJETO DE VIDA
Eclesiastes 1.1; 2.1,11

 

O livro de Eclesiastes tem se constituído num verdadeiro enigma para muito. Há quem não o leia porque não entende; e há quem o leia sem tirar muito proveito, a não ser de um outro versículo escolhido.


Na realidade, este livro se apresenta como um enigma. Enigma como o da esfinge à espera de ser decifrado: cabeça de ser humano, corpo de leão, asas de águia e patas de touro. Mas não é touro, nem águia, nem leão, nem gente. É nesse enigma que o autor vai desenvolvendo o seu raciocínio, mostrando que, no fundamento das coisas temporais, tudo é futilidade, tremenda e imensa futilidade...

"VAIDADE DE VAIDADES" (1.2)

Talvez a mais conhecida expressão do livro seja mesmo "vaidade de vaidades" "Hevel hahavelim" é um superlativo da língua hebraica que coloca a palavra hevel na sua forma mais elevada. Hevel significa muita coisa (como é típico da língua hebraica): "vapor, sopro", e por causa da fugacidade do vapor que logo desaparece, também tem a acepção de "futilidade, ineficácia, inutilidade, inconstância, ilusão, vacuidade, e vaidade", ou seja, "coisa vã, vazia".


É precisamente isso o que o autor de Eclesiastes enfatiza: a futilidade, a ilusão e ineficácia dos projetos humanos. Usa, até, expressões como "trabalhar para o vento"1, "aflição de espírito"2; "enfadonha ocupação".3
O livro, escrito na primeira pessoa, é um testemunho da experiência pessoal da vida do autor (chamado o Pregador, o Eclesiaste, e Koheleth, palavra que significa "aquele-que-fala-na assembléia").
É possível, então, fazer uma releitura do texto. 1.2 diz:

"Futilidade das maiores,


diz o Pregador,
inutilidade das coisas vazias,
tudo é ilusão!
Tudo é transitório!"

E não é mesmo? Heráclito, filósofo grego do século 50 a. C. explicou que ""Ninguém toma banho duas vezes no mesmo rio", por causa do constante fluxo das águas, e Isaías 40.6,7 também o clara com toda clareza:

"Diz uma voz: Clama.
E eu disse: Que hei de clamar?
Todos os homens são como a erva,
E toda a sua beleza como as flores do campo.
Seca-se a erva, e caem as flores,
Soprando nelas o hálito do Senhor.
Na verdade o povo é erva".
A época em que este livro foi escrito não era problemática em termos políticos e econômicos. No entanto, o Eclesiaste (ou Pregador) sendo homem de reflexão, de profundidade, percebeu a tremenda dificuldade em termos espirituais e emocionais. A religião era só ritual, prazer da hora, êxito comercial. E ele o diz:

"Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus. Inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que procedem mal.


Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus. Deus está nos céus, e tu estás na terra, pelo que sejam poucas as tuas palavras.
Porque da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras.
Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo. Ele não se agrada de tolos; o que votares, paga-o.
Melhor é que não votes do que votes e não pagues.
Não consintas que a tua boca faça pecas a tua carne, nem digas diante do anjo que foi erro Por que razão se iraria Deus contra a tua voz e destruiria a obra das tuas mãos?
Na multidão dos sonhos há vaidade, assim também nas muitas palavras. Portanto, tu teme a Deus".

E deste modo ele desafia a corrupção, a leviandade, o mundanismo e os valores apodrecidos do seu tempo. Uma leitura dos capítulos 4, 9 e 10 ajudará a entender esse fato. Só como exemplo:

" "O que ama o dinheiro nunca se fartará dele; quem ama a abaundância nunca se farta da renda. Isto também é vaidade",4

e,
"Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade",5



Bem como,

"Ai de ti, ó terra, cujo rei é criança, e cujos príncipes banqueteiam de manhã".6

E qual a nossa situação como indivíduos? Como famílias? Como igreja? Há quem passe o dia, a semana, o tempo numa tremenda futilidade; sem projeto de vida, de modo vazio, oco, medíocre. Projeto de crescimento, nem pensar...

"TODAS AS COISAS SÃO CANSEIRAS" (1.8)

Esta expressão do verso 8 é digna de reflexão mais detida. O fato é que temos um vocábulo no hebraico que é davar. Ele pode ser traduzido indiferentemente por "coisa, palavra, fato, evento, acontecimento. E isso oferece outras possibilidades de tradução:

* *Todas as coisas estão cheias de cansaço, ninguém o pode exprimir,"7
" *Toda palavra é enfadonha, e ninguém é capaz de explicá-la"8
* "Todas as coisas nos cansam tanto, que não há palavras que cheguem para explicar"9
* "Todas as palavras estão gastas, não se consegue mais dizê-las"10
* "Todas as coisas são canseiras, mais do que ninguém o pode declarar"11

É a mais pura das verdades! Estamos cansados dos acontecimentos que nos chegam de outros países; fatigados das coisas que nos ocorrem na ruas da cidade, no comércio, no banco, na escola. Estamos enfadados das palavras mentirosas, dos discursos demagógicos, dos sermões sem unção, vazios; estamos cansados das promessas de lealdade, das tapinhas nos ombros, das juras de fidelidade e amor que recendem a engano. É verdade..., "todas as coisas (ou "todos os acontecimentos, todas as palavras, todos os discursos, todos os fatos") nos cansam tanto, que não encontramos maneira de explicá-los".


O autor passa a enumerar seus projetos em busca de sentido para a vida. Começa pela formação acadêmica:

"Apliquei o meu coração a esquadrinha, e a informar-me com sabedoria de tudo o que acontece debaixo do céu. Que enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os afligir!" (1.13)

Diz ele que depois de muito se aplicar à filosofia, à aventura do saber, descobriu sua futilidade,12pois, por mais que se dedicasse à aquisição de conhecimentos (científicos, literários, filosóficos), isso nada lhe adiantou na busca de satisfação espiritual ou moral. Com toda certeza,, um anel de universidade não satisfaz essa busca.
Fala, em seguida, da "boa vida" ( prazer, hedonismo). Vivemos numa sociedade tremendamente erotizada. Pobres criancinhas nossas orientadas, educadas que são pelas novelas das 6, 7, e das 8, e pelas "Angélicas" e outras animadoras da TV... Infelizmente, em algumas igrejas ditas evangélicas, Jesus Cristo saiu e Eros13 entrou, visto que o espírito erotizante está em tudo. Perdeu-se o senso da Grandeza, da Majestade, da Justiça de Deus e do Senhorio de Jesus Cristo, e tem-se dado lugar às águas impuras, e os pastores deixam de ser profetas para serem animadores de auditório, porque o que importa é encher os bancos, mesmo que custe a decadência da qualidade de doutrina, de ordem no culto e de respeito ao "em espírito e em verdade" que deve qualificar as reuniões cristãs evangélicas.
A verdade é que a qualidade do cristianismo evangélico vem piorando, decaindo dia a dia, mês a mês, ano após ano. Que projeto de vida você quer para a sua igreja?
O Pregador disse que o Prazer, a "boa vida" é fútil.14 Por quê? A razão é simples: é propaganda enganosa. O prazer promete mais do que realmente dá; porque a sua busca, a sua aventura termina em desengano e frustração.
O Eclesiaste fala de trabalho, de realizações. De fato, o trabalho esteve a serviço do prazer.15 Observe-se que ele procurou seu Jardim do Éden particular.16 Faz mal ter uma casa de campo? Uma casa de praia? Um sítio? Sem dúvida, é algo desejável. Mas não a ponto de tirar o irmão e seus filhos do convívio da igreja. Projete seu filho, sua filha daqui a dez anos. Qual a possibilidade de seu filho (que você não tem trazido à Casa do Senhor hoje), estar daqui a dez ou doze anos nos arraiais do Senhor?

UM PROJETO DE VIDA

O livro de Eclesiastes é progressivo no seu curso, no seu projeto de vida. A verdade é que todos os projetos humanos são futilidade, menos o projeto de Deus para você. Responda com sinceridade:

* Que projeto de vida tem você?
* Que projeto de vida tem você para você e sua esposa como casal cristão?
* Que projeto de vida têm vocês para a família como um todo?
* E no trabalho?
* E na igreja?
* E para a eternidade?

Afinal, a sabedoria é fútil! O prazer não tem sentido! O esforço é igualmente vazio!


"Lembra-te do Criador enquanto és jovem..."17 Isso vale para todos. Já imaginou viver sem Deus? Isso tem nome. Chama-se secularismo.
Mas, sem Deus o que é que resta?

* Resta a Morte (2.16)


* Resta o Mal em todas as suas formas: injustiça, opressão do menos valido, inveja, avidez de lucro, exploração do outro, pecado, sede pelo mal.18
* Restam os limites tanto do tempo quanto da oportunidade (9.11,12) porque não somos donos do nosso destino.

Qual o seu projeto de vida? A geração evangélica de vinte anos para cá tem sido vitimada por baixos padrões morais e espirituais, por doutrinas antibíblicas, por práticas anti-evangélicas, por ensino fraco. Como resultado, temos crentes sem convicção doutrinária correndo de igreja em igreja num turismo eclesiástico desenfreado, indo a grupos que não são outra coisa senão sincretismo entre evangelho e rock pesado ou pior: práticas mistas do evangelho e do candomblé.



PARA CONCLUIR

"Lembra-te do teu Criador..." é um grande, excelente, nobre, salvador projeto de vida. Na realidade, você pode mudar a orientação de sua história pessoal, porque a sabedoria reside em levar em conta o que está em 12.13: temer a Deus e guardar os seus mandamentos. O criminoso na cruz mudou toda a sua história pessoal, e nos últimos momentos seu projeto de vida: "Senhor, lembra-te de mim quando estiveres no teu reino". A sabedoria você a encontrará em Jesus Cristo, pois 1Coríntios 1.30 ensina que "vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção..." Isso é felicidade; não as honrarias, a riqueza, a vida longa, e a aparente paz. Na verdade, a felicidade real e possível está em nos unirmos na comunhão de Jesus Cristo e em serví-Lo.


"Temer a Deus" (que não é medo, terror, pavor). "Temer a Deus", que é respeito, reverência, adoração, comprometimento, nos coloca no Seu plano..

1 Cf. 5.16.


2 Cf. 2.11.
3 Cf. 1.13.
4 Ec 5.10.
5 Ec 7.15.
6 Ec 10.16.
7 VersãoRevisada da IBB.
8 Bíblia de Jerusalém.
9 Bíblia Sagrada: Tradução Interconfessional.
10 Bíblia Tradução Ecumênica.
11 Almeida Edição Contemporânea.
12 Cf. vv. 17,18.
13 Esta referência não diz respeito a um conceito psicanalítico ou freudiano do Eros, mas ao senso comum.
14 Cf. 2.1b,2.
15 Cf. 2.10.
16 Cf. vv. 4-8.
17 Cf. 11.7-12.8.
18 Cf. 3.16; 4.1; 4.4; 4.8; 5.8; 7.20; 9.3.
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