Corehi sul



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c e n t r o a c a d ê m i c o d e h i s t ó r i a

universidade federal do paraná

da luta não me retiro... mesmo!

g e s t ã o 2 0 0 8 / 2 0 0 9




COREHI - SUL
Data: 18/07/08

Presentes: FAPA, UFSC, UFPR, UEL, UFRGS, PUC – RS, UFSM


Pauta:

-Informes;

-Organização FEMEH sul;

-FEMEH nacional;

-Bandeiras;

-EREH.
INFORMES


Wagner (UFPR) relata os problemas existentes na UFPR a partir do REUNI: se implementa um curso noturno somente bacharelado voltado para a industria cultural. Essa mudança se deu não a partir de um novo paradigma epistemológico, mas de uma demanda mercadológica. Enfrenta-se bastante resistência na universidade e dificuldade em acumular carga teórica para fazer esse debate. Informa que essa escola foi sede do EREH 2008, com a temática América Latina Contemporânea, o qual contou com a presença de muitos estudantes. Afirma ainda que o CAHIS conseguiu viabilizar a tiragem de um jornal, O GRITO, o qual pretende estender a outra universidades.
Beto (UEL) afirma que esse ano eles conseguiram mobilizar mais pessoas para o ENEH e o EREH. Além disso, ele lembra que teremos uma batalha contra o ENADE. A UEL pretende retomar e sediar o EPEH desse ano. No ano de 2007 se empreendeu uma luta contra o plano de segurança da UEL. Também envolveram-se em uma luta para que o DCE continuasse com os estudantes, participando de uma ocupação do prédio. Esse ano haverá um congresso estudantil estatuinte na UEL, o que é muito importante para o movimento estudantil.
Fabiano (FAPA) informa que em sua universidade o CA é proibido de passar em sala de aula. Esse ano haverá a VII semana acadêmica “História, Mídia e Movimentos Sociais”, a qual contará com a presença de movimentos sociais.
Alan (PUC – RS) informa que o CA da PUC foi reaberto há 2 anos. Ele havia sido fechado em 2000 por uma ordem judicial, devido à uma disputa do DCE do PDT. As fraudes e repressões do DCE desarticulam o movimento da universidade. O CA é, além de história, também de geografia, ciências sociais e filosofia. Ainda assim, o pessoal da história continua bastante afastado do movimento. Eles tentarão levar a cabo a semana acadêmica esse ano.
Leandro (UFRGS) fala da primeira semana acadêmica que eles organizaram, com o tema “1968”. Estão levando a cabo, também, debates acerca da implementação do REUNI nas humanas. Esse debate ainda não se deu especificamente em história. Eles organizaram o plebiscito sobre o REUNI. Participaram dos encontros do movimento estudantil de história na medida do possível, mas estão incentivando a participação no movimento de área.
Roberto (UFSM) informa que ao longo da discussão do REUNI eles sofreram um interdito proibitório da reitoria. Houve uma mobilização contrária ao decreto, mas ele ainda assim foi aprovado. Na história, está-se implementando um curso noturno de somente dois anos e meio. Esse curso foi barrado. Agora se pensa o curso noturno, mas não via REUNI. O DA teve problemas de comunicação com a FEMEH nesse último período. Esse semestre eles organizarão uma semana acadêmica sobre História do Tempo Presente.
Sérgio (UFSC) disse que antes o pessoal dessa faculdade não participava do movimento estudantil de área. Ano passado, através do processo de luta, dentro do qual ocorreu uma ocupação de reitoria por 10 dias, despertou-se o movimento. Agora eles se articulam através de assembléias mensais onde fazem discussões. Destaca-se a necessidade de construir as discussões e a FEMEH.
ORGANIZAÇÃO DA FEMEH SUL
Fez-se uma pequena avaliação da última gestão da FEMEH – SUL, que não conseguiu se mobilizar por diversos motivos, dentre eles a comunicação.
Fabiano propõe que a FEMEH tenha representantes estaduais. Também destaca a necessidade de novos formatos para os encontros, com brigadas de limpeza para aproximar as pessoas da construção, por exemplo.
Beto fala do problema de comunicação e propõe reuniões por skype (um programa de comunicação por voz online) para solucionar esse problema.
Alan propõe que uma pessoa de cada CA represente a FEMEH na secretaria estadual.
João coloca que o problema de comunicação deve ser resolvido. Além disso, mesmo que haja grande participação, precisa-se qualificar os espaços. Ele também aponta a inviabilidade de haver uma pessoa de cada CA na coordenação estadual.
Wagner lembra que pelo critério de revezamento entre os estados, Santa Catarina deveria ser a próxima secretaria regional sul e verifica se não há problemas nesse sentido no fato de a UEL assumir o cargo.
Fabiano lembra que devemos destacar a presença dos estudantes nos espaços. Propõe ainda formatos de mesas mais curtas nos encontros. O papel dos COREHIs e COEEHIs é lembrado como importante na construção do MEH.
Becca propõe que cada CA se organize internamente de modo a construir a FEMEH, como através de um responsável específico, por exemplo. Além disso, destaca que para que a FEMEH articule suas lutas é essencial que as escolas saibam a situação uma das outras. Nesse sentido propõe que se mandem informes mensais à lista da FEMEH sul da situação da universidade. Além disso, propõe um banco de dados dos contatos atualizados nos CA’s permanente. Além disso, destaca a necessidade de os relatos das reuniões das secretarias sejam divulgados através da lista. O jornal é apontado como um importante veículo de comunicação.

Cris coloca que as reuniões de COREHIs e COEEHIs não podem se sobrepor à discussão feita nos encontros. Além disso, vê o jornal como um instrumento importante de integração da FEMEH. Ele apóia a candidatura da UEL para a regional e diz que a UFSC se canditará para nacional. As secretarias estaduais são novamente destacadas como importantes fóruns de organização do movimento. Além disso, ele destaca a necessidade de haver espaços de formação para que o movimento se prepare para discutir com as universidades pagas.


Encaminhamentos:

- A UEL será a nova secretaria regional.

- A FEMEH – SUL empregará secretarias estaduais para melhorar a comunicação, sendo:

Regional PR: UFPR

Regional SC: UFSC

Regional RS: PUC – RS

- Os COREHIs e COEEHIs será temáticos, tendo espaços de formação.

- Próximo COREHI acontecerá nos dias 30 e 31 de agosto em Caxias do Sul. Haverá um espaço de formação sobre o ENADE e a discussão de universidade que o tema acarreta. UEL, UCS e FAPA formarão uma comissão de organização desse COREHI, planejando sua organização, programação, etc. A convocatória e a programação do COREHI devem ser enviadas à lista da FEMEH – SUL até dia 10 de agosto.

- Que os CAs pensem em propostas para o jornal da FEMEH – SUL até o próximo COREHI.

- Que os CAs pensem em propostas de financiamento para a FEMEH – SUL até o próximo COREHI.

- Caroline (UFRGS) pesquisará até o próximo COREHI a viabilidade de a FEMEH ter uma conta de banco.

- Que cada CA se organize internamente para se articular com a FEMEH – SUL.

- Que cada CA envie um informe da situação de sua universidade mensalmente à lista da FEMEH – SUL.

- Que os relatos das reuniões das secretarias regionais e estaduais sejam mandados para a lista da FEMEH.

- Que a comunicação por skype seja considerada como um dos meios para reuniões, sem anulas as reuniões presenciais de COREHI.

- Que a FEMEH – sul conte com um projeto piloto de jornal online, até que se viabilize financiamento, formando um coletivo editorial.


FEMEH NACIONAL
Leandro destaca a necessidade de, mais do que fortalecer a regional da FEMEH, construirmos também a nacional.
Cris acha importante contarmos com alguém do sul do país na coordenação nacional.
Wagner destaca que se deve dar preferência à escola sede do ENEH que tiver a proposta mais política.

Emílio coloca a importância da presença da secretaria nacional na construção do ENEH.


Encaminhamentos:

- Que as escolas do sul votem para a próxima sede do ENEH a partir de critérios políticos e que, se sentirem necessidade de uma coordenação nacional com a presença de uma escola do sul, votem na UFSC.


BANDEIRAS
João destaca as prisões políticas e a criminalização dos movimentos sociais como bandeiras importantes a serem tocadas ao longo do próximo período.
Alan reforça a necessidade de se
Beto lembra que também precisa-se tocar as lutas contra o REUNI e o boicote ao ENADE.
Emílio relata que o MPL vem sendo duramente reprimido em Londrina, onde ele e alguns companheiros apanharam ao panfletar em um terminal. Destaca-se o não à repressão do ME.
Roberto lembra da abertura dos arquivos da ditadura, bandeira a qual deve ser priorizada por atingir mais os estudante de história.
Becca lembra ainda que a discussão de concepção de história é essencial para subsidiar a discussão do MEH.
Wagner lembra da questão da dicotomia bacharelado x licenciatura.
Sérgio coloca a questão do Ensino a Distância, como algo que também deve ser debatido.
Böing destaca a necessidade de o ENADE ser o tema de formação do COREHI.
João levanta que a discussão do ENADE pode ser vinculada à discussão de uma educação popular, e que tal ligação deve ser feita na formação do COREHI.
Cris lembra da questão da assistência estudantil. Além disso, destaca que na UFSC há um projeto de se fazer novos campus no interior, ao invés de trazer a discussão de uma outra universidade para essa região.
Fabiano destaca a necessidade de não haver aparelhamento das entidades por parte de partidos políticos.
João lembra que devemos nos pautar junto às universidade privadas, também, através, por exemplo, da discussão da regulamentação das mensalidades.
Encaminhamentos:

- Boicote ao ENADE.

- Luta pela ampliação do direito à assistência estudantil, discussão da interiorização das universidades federais através do REUNI e da construção de uma universidade federal do oeste em Santa Catarina.

- Pela discussão e luta pela abertura dos arquivos da ditadura militar no Brasil e por uma discussão de um plebiscito sobre o assunto buscando unidade com os movimentos sociais e sindical.


EREH

Foi decidido que os lucros dos encontros serão destinados 50% à escola sede e 50% à FEMEH – sul.


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