Correio Braziliense: 40 anos Do pioneirismo à consolidação



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Considerações


Como afirmou José Marques de Melo1 “cada processo jornalístico tem suas próprias peculiaridades, variando de acordo com a estrutura sócio-cultural em que se localiza, com a disponibilidade de canais de difusão coletiva e com a natureza do ambiente político e econômico que rege a vida da coletividade” e o Correio Braziliense é um espelho disso, teve uma trajetória ascendente sob vários aspectos em seu 40 anos de história, mas sempre influenciado pelo contexto que o cercava. Desde a cobertura da invasão da UnB pela segunda vez, até a série de reportagens sobre o confronto entre manifestantes e policiais na porta da estatal Novacap, o jornal aperfeiçoou a sua cobertura, se aproximou cada vez mais da população e dos problemas da cidade, além de abrir espaço para a expressão da opinião da sociedade civil. Alguns aspectos, entretanto, levaram anos para se transformarem, como é o caso da linha editorial governista de caráter oficialista, rompida de forma extremada com a chegada de Ricardo Noblat, em 1994; assim como a modernização das rotinas produtivas só aperfeiçoadas a partir do mesmo ano.

A falta de organização na cobertura da invasão da Universidade é patente basta que se observem as edições, as matérias foram como que coladas nas páginas sem muita metodologia, segundo Carlos Chagas2 era uma característica daquele período uma falta de racionalização das rotinas produtivas. Entretanto, é preciso que se pondere também que naquela época os jornais ainda não necessitavam de apuro estético, pois não havia uma forte concorrência com a TV. A indignação dos jornalistas ficou clara na cobertura, pois não era a primeira vez que a universidade era invadida e mas o fantasma da ditadura não permitia grandes denúncias e para burlar a censura a revolta dos profissionais do jornal acabou sendo expressa por meio da seleção de trechos dos discursos indignados dos parlamentares na Câmara e no Senado. O alinhamento do jornal com o poder constituído era clara nos editoriais que defenderam o ministro da Justiça, Gama e Silva, e a Polícia Militar. Todavia, os editoriais também criticaram o uso da força na invasão, mas é claro, que sem questionar o regime militar3. O traço oficialista fica expresso no grande número de fontes oficiais ouvidas na cobertura cujas matérias receberam destaque gráfico4. Os reclamos e protestos da sociedade civil foram registrados, mas sem o destaque recebido pelas fontes oficiais, entretanto, é preciso que se ressalte que a ausência de uma sociedade civil organizada institucionalmente, e da incipiente organização do Poder Judiciário na cidade, dificultaram exercício da cidadania por parte dos atingidos pela violência, na defesa dos seus direitos fundamentais. Com relação a identidade da cidade e seus habitantes ela é inexistente neste período, muito em função dos poucos anos da capital, pois não havia tido tempo para o estabelecimento de laços entre os jornalistas e a cidade, em razão desta ainda estar na fase de organização.

As edições que tratam da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek deixam transparecer a evolução na organização da cobertura, pois há textos que tratam da biografia, das opiniões de políticos e de pessoas comuns que conheceram o ex-presidente, da repercussão internacional e de uma análise crítica do desempenho político do presidente. Oliveira Bastos, como já foi dito anteriormente, não teve problemas com os militares e a censura para fazer a cobertura dado seu respaldo junto ao governo, fato que permitiu até a ousadia de insinuar o desconforto da Presidência da República com a morte do ex-presidente. No tocante as fontes dos textos, ainda há uma prevalência clara das fontes oficiais, os anônimos não têm a mesma importância no texto que autoridades, mas mesmo assim são ouvidos e têm um certo espaço. Com relação a identidade da cidade e seus habitantes, a cobertura da morte do criador da cidade deixa transparecer o quanto os 16 anos da capital já eram suficientes para inspirar um apego a um passado recente.

O aspecto mais marcante da cobertura do distúrbio conhecido como Badernaço é discrepância entre opinião dos jornalistas e a linha editorial do jornal5. Mais uma vez o jornal omitiu-se diante dos fatos deixando de analisar as razões do protesto e fixando-se em saber a autoria do quebra-quebra, opção que acabou não atingindo um alvo6. As reportagens se equilibraram entre a investigação da cronologia dos acontecimentos e o evitar colocar sob suspeição o governo local na participação no incidente. O próprio declinar progressivo da publicação de matérias sobre o assunto, nos dias subsequentes ao fato, apontou para certeza de que havia setores interessados, e que tinham acesso ao jornal, que não concordavam que a cobertura continuasse. O passo adiante dado pelo Correio em termo de amadurecimento de caráter jornalístico é a abertura de espaço para a sociedade civil, o que não chega a ser um mérito, uma vez que ela começava a estar mais organizada em função do fim da ditadura. É perceptível, entretanto, a evolução na caracterização dos interesses da cidade e dos seus habitantes nessa cobertura, o jornal parece cada vez mais enraizado com a cidade.

No caso das eleições gerais em 1990, o jornal produziu uma cobertura burocrática, sem grandes vibrações cívicas, estando longe de ser um sucesso editorial, principalmente porque não favoreceu ao debate entre os candidatos, possibilitando, assim, aos habitantes do DF conhecerem melhor os candidatos da sua primeira eleição. Esta opção se deve ao fato de o jornal estar comprometido com um apoio ao candidato Joaquim Roriz, vide o espaço concedido a ele durante a cobertura das eleições. Tendo em vista esses aspectos faltou engajamento maior do jornal com um evento de muita importância para cidade e seus habitantes, e o Correio perdeu a oportunidade de se fazer presente e estreitar mais ainda os seus laços com os leitores.

A cobertura do confronto entre os funcionários em greve da estatal Novacap e a polícia, em 1999, mostra, antes de mais nada, a competência do jornal em produzir textos com análises, dados, informações complementares de caráter técnico, depoimentos e até algumas notícias de interesse humano. Entretanto, o Correio nesta época, já estava em posição de confronto total com o governo de Joaquim Roriz, o que tornou o tom da cobertura raivoso e com investigações voltadas para descoberta de informações, fatos ou situações que pudessem incriminar o governo. Apesar de os jornalistas se utilizarem do ritual estratégico da objetividade7, os textos acabaram por levar o leitor a se posicionar contra o governo. É um momento completamente oposto a invasão da UnB, em 1968: há liberdade de imprensa, o país está em uma democracia, há maiores e melhores meios técnicos para a obtenção de um bom produto jornalístico e a equipe de redação tem formação acadêmica, entretanto, todas essas vantagens estavam a serviço da perseguição do governador e o Correio pecou pela falta de isenção, por levar às últimas consequências as desavenças entre o diretor de redação Ricardo Noblat e o governador eleito do Distrito Federal, Joaquim Roriz, em prejuízo dos leitores. Além desses aspectos de caráter político mencionados, há uma dificuldade, detectada por autores como Bárbara Phillips e Michael Kunczik8, de os jornalistas olharem os fatos sob o enfoque de contextualização global dos acontecimentos, tendo em vista o processo histórico e a linha do tempo. A produção jornalística é voltada para um ponto apenas da linha do tempo, descontextualizando, muitas vezes os fatos dentro de um processo histórico. Além disso, para Bárbara Phillips os jornalistas “partilham certos hábitos mentais e uma perspectiva especial acerca da realidade social, na qual a sua ordem é dominada por pessoas – os seus planos, intenções e motivos – não por estruturas, forças sociais ou processos”. Michael Kunczik agrega também a observação de que - em se referindo aos jornalistas americanos mas o comentário pode ser aplicado aos brasileiros - a nova geração de jornalistas está sempre a caça de escândalos e situações negativas, e que o bom jornalismo passou a ser quando alguém é “derrubado”.



A título de considerações finais sobre as coberturas, apesar dos fatos escolhidos para análise serem especialmente de repercussão local, pois o objetivo era observar a linha editorial do Correio, é preciso que se diga que foi perceptível a influência do que chamou Venício Lima9 de “oficialismo”, em decorrência da proximidade dos jornalistas com o poder e as fontes, nas coberturas de uma maneira geral, com exceção do caso Novacap. Como também é preciso que se ressalte que a linha editorial não é fruto somente de uma decisão da direção de um veículo, mas como atestam os estudos de Gateekeper, Newsmaking10, ou autores como Manuel Carlos Chaparro e Jorge Claúdio Ribeiro11, a produção da notícia sofre distorções de várias ordens que muitas vezes não são transparentes ao leitor comum: da pauta dirigida, do processo de recolha de dados, dos fatos, da edição por parte de repórteres e editores, seja por motivações políticas ou mercadológicas; de enfoque e de interesses do jornal. E para se ter uma visão completa da linha de um veículo é necessário que se estudem o maior número possível desses aspectos. Além disso, como afirmou Mouillaud12

cada jornal – e cada tipo de jornal – pode ser considerado como uma expectativa de acontecimento. Desenha em torno de si um campo do acontecimento que é equivalente do umwelt (meio ambiente) dos acontecimentos. Existem tantos campos quanto categorias de jornais, até mesmo, até mesmo jornais individuais (tal como do campo eclesiástico do La Croix ou do campo partidário do L`Humanité).
Considerações Finais

Dos panfletários e pouco noticiosos diários do primeiro ciclo da imprensa no Brasil, em muito evoluíram os jornais brasileiros na forma, no conteúdo e na linha editorial, mas o modelo de imprensa empresarial que rege os diários na contemporaneidade traz em si implicações que ora influenciam na maneira de confeccionar, ora influenciam na isenção dos periódicos, como pode ser observado na obra de Mario Sergio Conti, Notícias do Planalto, que deixa entrever como funciona os bastidores do meios de comunicação no Brasil. E na afirmação de Octávio Frias Filho13, “não se pode esquecer em nenhum momento a base empresarial da imprensa e a característica de produto que tem a notícia e o jornal”. Além disso, é pertinente o comentário de Carlos Eduardo Lins Silva14 quando afirma que os jornais não podem ser contra o estabilishment, pois correm o risco de serem expulsos deles. Estas ponderações não devem conduzir a uma visão pragmática do papel da imprensa, mas deve servir como um estímulo para que este quadro possa sempre ser modificado, aperfeiçoado continuamente por aqueles que produzem os jornais e os que os estudam, para que a sociedade ganhe com veículos de comunicação fortes empresarialmente e consequentemente, independentes, e fiscalizados pelos leitores e os estudiosos da mídia impressa. Isto posto, é possível que se localize o jornal Correio Braziliense no tempo e no espaço.

Do velho Correio Braziliense, de Hipólito da Costa, o novo Correio do século XX herdou apenas o nome e a defesa aguerrida da permanência da capital. O jornal cadeia dos Diários Associados não nasceu movido por uma causa como seu homônimo, e tantos outros jornais do país, ele veio na esteira expansionista do seu criador o jornalista, Assis Chateaubriand. Exatamente por não ter nascido em função de uma causa ou por razões mercadológicas, ele pôde criar laços com a cidade, seus problemas e com os peculiares habitantes de Brasília, uma capital artificial.

A paternidade dos Diários Associados influenciou a infância do jornal, pois ele recebeu por herança a tradição governista da cadeia. O fato de viver sob o regime militar quase metade de sua existência trouxe conseqüências, como o ranço oficialista que ele custou a se desvencilhar. Este traço oficialista veio de uma tradição de notícias centralizadas em Brasília e do predomínio das fontes oficiais durante a Ditadura. A crise que se seguiu a doença do líder dos Diários Associados, em 1960, deixou uma espécie de vácuo editorial para os rumos do nascente jornal, que só veio a se recuperar com a chegada do jornalista Evandro Oliveira Bastos, na década de 70, para depois da saída deste jornalista, permanecer um longo período sem um projeto editorial claro e consistente.

A falta de uma economia dinâmica na capital também contribuiu para sua falta de independência e seu alinhamento com os executivos local e federal, especialmente o primeiro. Outro aspecto que contribuiu para sua linearidade na linha editorial durante tantos anos foi o fato de não haver concorrentes que o desfiassem, contexto que fez o Correio ocupar uma situação confortável durante largo período de sua existência, só acordando para o mercado e suas exigências quando começou a ser ameaçado pelos diários de outras capitais, interessados no público de Brasília. O fato de ser “chapa branca” não depreciou nem desmereceu o jornal a ponto de fazê-lo perder leitores, como pondera Gisela Tashner15, outros veículos também se comportaram desta maneira e também não perderam leitores. Além disso, como afirma a autora, existem outros temas dentro da cobertura executada pelos jornais, além da política e economia, que interessam aos vários tipos de leitores que compõem o universo do público dos diários.

De início seu público declarado eram os funcionários públicos, naquela época a classe média, mas com o passar dos anos seu alvo foi se diluindo e foram as reformulações ocorridas no início da década de 90 que fizeram o Correio se posicionar novamente em direção a classe média. Sua vocação foi desde o início a prestação de serviço aos seus leitores e à população em geral, um dos motivos pelos quais criou vínculos com a cidade. Diferentemente dos chamados grandes jornais do Rio de Janeiro e São Paulo, fundados em razões de causas políticas ou mercadológicas, ele pôde dedicar mais atenção a cobertura da cidade, com isso o jornal criou uma aura própria, como define Lourenço Diaféria16: “cada jornal tem um leitor específico”, uma aura espiritual que o localiza”. O Correio não tem só a cara da cidade, como ressaltou Amorim17, ele criou laços com seus habitantes, seja por meio dos classificados, das preocupações com a defesa das questões urbanas de Brasília - tão sensíveis em razão do título de Patrimônio Cultural da Humanidade concedido pela Unesco. Além disso, ele se identifica com Brasília, porque reflete as contradições desta cidade tão diferente. Corroborando com esta observação está Vera Regina Veiga França18, em seu estudo sobre o jornal O Estado de Minas, observou a profunda identidade deste jornal com a sociedade mineira: tradicional e conservador no tocante a moral. Segundo ela “essa identificação não se encontra inscrita diretamente em algum lugar ou valor, mas sim tecida na própria narrativa do jornal”.

Como todos os grandes veículos de comunicação19 ele sofreu forte influência de todos aqueles que o dirigiram, desde Ari Cunha e Edílson Cid Varela até Paulo Cabral e Ricardo Noblat. Todos deixaram suas marcas na forma de conduzir a redação e a parte administrativa do jornal, como é possível observar na história dos maiores diários do país. É clara a marca atual de Ricardo Noblat que reformulou o jornal completamente, trazendo qualidade gráfica, além de um projeto editorial que o Correio não havia tido antes de forma tão clara e expressa.

Não há erros ou acertos. Há opções que foram tomadas dentro de contextos políticos, econômicos e culturais. A falta de um projeto editorial durante a maior parte de sua existência, a exemplo de outros jornais do país, deixou o Correio ao sabor de contingências históricas. Mas para entendê-lo ainda mais profundamente é necessário um estudo aprofundado de sua linha editorial, por meio de seus editoriais de períodos determinados, para que venha à tona suas opções políticas e contradições mais claramente. Houve avanços ao longo de sua existência, do provinciano diário da nascente capital, ao bem acabado jornal da sede dos poderes do país, ele tem conseguido manter e expandir seu espectro de leitores, vencer a concorrência de outros veículos, e se adaptar aos novos ventos do mercado de jornais com estratégias de marketing e de modernização de conteúdo e forma.

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Entrevistas

Adirson Vasconcelos. Editor, Diretor da Agência Meridional e assessor da presidência do jornal, 1960/1990. Entrevista em 03/07/2000.

Adriano Lafetá. Repórter, 1980/2001. Entrevista em 19/01/2001.

Alfredo Obliziner. Repórter e editor, 1960/2001. Entrevista em 24/07/200 e 12/10/2000.

André Gustavo Stumpf. Editor, 1994/2001. Entrevista em 11/12/2000.

Ari Cunha. Editor-chefe e colunista, 1960/2001. Entrevista em 20/06/1999.

Armando Mendes. Editor, 1994/2001. Entrevista em 20/02/2001.

Cláudio Ferreira. Repórter, 1986/1996. Entrevista em 05/06/2001.

Dad Squarisi. Colunista, 1994/2001. Entrevista em 15/09/1998.

Donalva Caixeta. Repórter, 1968/1975. Entrevista em 06/11/2000.

Edison Lobão. Colunista, 1972/1978. Entrevista em 31/08/2000.

Ernesto Guimarães. Revisor e repórter, 1960/1970. Entrevista em 18/11/1999.

Evandro Oliveira Bastos. Editor-chefe, 1976/1982. Entrevista em 30/09/2000.

Helival Rios. Repórter, 1972 e 1986. Entrevista em 05/11/2000.

José Hélder de Souza. Editor, 1960/1970. Entrevista em 09/11/1999.

José João. Gráfico, 1960/2001. Entrevista em 20/11/2000.

José Natal. Repórter, editor, colunista, 1967/1990. Entrevista em 23/11/2000.

Kleber Praxedes. Editor, 1994/2001. Entrevista em 15/12/2000.

Liana Sabo. Repórter, colunista, 1968/2001. Entrevista em 29/06/2000.

Luiz Adolfo. Repórter, editor, colunista e editor-chefe, 1978, 1983, 1989. Entrevista em 13/01/2001.

Maria Valdira. Repórter, 1968/1974. Entrevista em 18/09/2000.

Naide Ferreira. Repórter e colunista, 1967/1983. Entrevista em 18/09/2000.

Oswaldo Abílio. Diretor industrial, 1985/2001. Entrevista em 21/09/2000.

Paulo Pestana. Editor, Entrevista em 14/10/1998.

Ricardo Noblat. Diretor de redação, 1994/2001. Entrevista em 15/05/2001.

Ronaldo Junqueira. Editor editor-chefe, 1975/1990. Entrevista em 11/01/2001.

Sonja Maria Rego. Repórter, 1972. Entrevista em 09/10/2000.

Tetê Catalão. Repórter e colunista, 1994/2001. Entrevista em 15/09/1998.



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