Correio Braziliense: 40 anos Do pioneirismo à consolidação



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Direitos


  • Manifestar livremente o pensamento, exercendo a profissão sem censura política, ideológica ou social.

  • Exercer a profissão sem ser discriminado em razão de raça, religião, sexo, preferência sexual, doenças físicas ou mentais, convicções políticas ou condição.

  • Ter acesso amplo às fontes de informação jornalística, especialmente aos fatos que influenciam a vida pública.

  • Preservar o sigilo da fonte.

  • Assinar matérias de sua autoria.

  • Recusar-se a redigir notícias quando impedido de usar informações que considere relevantes e a elaborar trabalhos de caráter publicitário se não for contratado para tal fim.

  • Ser informado sobre a organização da empresa onde trabalha e participar da orientação das atividades da redação.


Deveres

  • Respeitar a verdade: comprovar a correção da informação antes de a notícia ser publicada, recorrer a diversas fontes, garantir a audiência das partes interessadas.

  • Mencionar fato ou circunstância cuja exatidão não possa imediatamente comprovar somente quando o determinar o interesse público da informação, fazendo menção expressa a sua natureza duvidosa.

  • Observar meios éticos e legais na obtenção da informação, identificando-se, sempre que solicitado, como jornalista no exercício da profissão.

  • Obter documentos e fotografias com assentimento da pessoa diretamente envolvida caso a divulgação deles lhe venha expor a vida privada.

  • Respeitar a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas.

  • Distinguir com clareza o fato e a opinião sobre o fato.

  • Excluir das matérias as referências discriminatórias.

  • Exercer a profissão de forma isenta, sem interferência de interesses pessoais, religiosos ou ideológicos, tendo com a empresa relação de total lealdade.

  • Expressar com precisão o conteúdo das matérias em manchetes e títulos.

  • Promover a pronta retificação das informações inexatas ou falsas.

  • Respeitar os direitos de propriedade intelectual, evitando plágio e contrafação.

  • Recusar duplo emprego, envolvimento político ou cargos públicos, em situações que gerem conflitos de interesse no exercício da profissão.

  • Rejeitar presentes, favores, vantagens, tratamento especial ou privilégios que possam comprometer a integridade do jornalista ou independência do jornal.

  • Garantir a presunção de inocência até a condenação do indivíduo por sentença transitada em julgado.

  • Proteger, na redação das matérias, vítimas e testemunhas de caso policial e pessoas que não estejam diretamente envolvidas nele – como familiares e amigos.

  • Suprimir da notícias dados identificadores de pessoas que sofreram abusos sexuais, salve expressa manifestação em contrário da vítima.

  • Excluir da matéria nome, documento, fotografia ou ilustração relativos a crianças ou adolescentes a que se atribua ato infracional.

  • Respeitar respeitos profissionais ou de Estado.

  • Respeitar compromissos assumidos com as fontes de informação.

  • Relatar as notícias com clareza e independência, sem levar em conta os interesses do grupo econômico que edita o jornal ou dos anunciantes.

  • Admitir e respeitar reclamações do público e a imprensa em geral.

  • Denunciar limitações à liberdade de expressão dos jornalistas. Eventuais casos de censura interna do jornal devem ser relatados à Comissão de Ética, encarregada de zelar pela aplicação deste código.

  • Defender os interesses coletivos, as reformas sociais e a ordem democrática


Comissão de Ética

  • A Comissão de Ética se pronunciará sobre casos propostos pela redação ou pela direção da empresa quando houver dúvidas na aplicação do Código de Ética.

  • A Comissão de Ética terá cinco membros com mandato de um ano e direito a recondução: dois representantes da redação, dois da diretoria e um da sociedade civil, definido de comum acordo entre a redação e a direção da empresa.

  • Será sem remuneração o exercício do cargo de membro da Comissão de Ética.

  • Terão estabilidade dos membros da Comissão de Ética, eleitos pela redação enquanto estiver em curso o respectivo mandato.


Para que serve um jornal

“Um jornal serve para servir. Servir principalmente a uma cidade. Um jornal, se for só papel, serve para cobrir o chão quando pintamos a casa ou embrulhar o peixe no mercado. Um jornal, se for só negócio, serve apenas para crescer em lucros, máquinas e construções. Um jornal, se for mero símbolo, tradição e história, serve para discursos pomposos mas ocos de compromisso com a vida. Um jornal-grife funciona só para o marketing ou propaganda de empresa líder de mercados. Mas o que faz um jornal servir é algo além da mercadoria ou da imagem que projeta. Um jornal não tem senhor, domínios, posses ou possessões. Um jornal serve quando não é escravo até do próprio sucesso. Então para que serve um jornal, mesmo ? Um jornal serve para publicar o que se fala, refletir o que se publica, aprofundar o que se opina sobre o publicado e ampliar todas as opiniões sobre o dito e o refletido. Um jornal serve para servir ao seu eixo principal de credibilidade: o leitor. Um jornal serve para ir além da notícia quando busca suas relações, seu contexto, bastidores, as circunstâncias que geraram o fato e até avaliar suas conseqüências. Um jornal serve para pensar. E ser pensado por gente livre. Um jornal não é administrado por máquinas servis. Um jornal serve quando desperta atitudes. Quando analisa os atos, que sofre mas também é ator nada passivo. Serve quando é veículo dos muitos meios, modos, culturas e linguagens componentes de uma sociedade. Serve e é estimulante e rico quando abriga as contradições e com elas convive. E só estará vivo em intensa atividade se servir aos que os lêem e os sustentam. Um jornal serve quando não teme. Nem o conflito natural das divergências, nem o confronto acintoso de quem tenta intimidá-lo. Um jornal serve quando se expõe até a equívocos, mas extrai lições e busca avançar mão permitindo que a prudência se confunda com o medo. Um jornal serve como serviço público, que é a definição mais básica de imprensa como instituição. Um jornal serve para reagir, para admitir e apontar erros, para estabelecer as linhas de diálogo com as representações organizadas de uma cidade. Serve também para o indivíduo que não adquiriu voz partidária, sindical ou até mesmo de classe tal a sua exclusão no convívio social. Um jornal serve para emocionar, dar prazer, informar por inúmeros suportes do fato além do texto, deleitar, entreter, indignar, comover e demonstrar que vive intensamente o seu tempo e a sua região. Um jornal não é só um amontoado de linhas, textos, fotos e traços. Um jornal serve quando se torna fundamental, preciso, precioso, indispensável para o que na verdade o mantém vivo: a credibilidade. Um jornal serve para reconhecer seus talentos e sua vocação maior de compromisso com seu serviço primordial: um jornal serve para servir!


“Para que serve um jornal”, Correio Braziliense, 19/09/99.

1 SILVA, Carlos Eduardo Lins da. Mil Dias. São Paulo, Trajetória, 1988.

2AMORIM, Salomão. “Correio Braziliense: a força e a fraqueza de um jornal”, in Jornalismo de Brasília: impressões e vivências. Brasília, no Lantana Comunicações, 1993.

3 CHIARINI, Adriana, “Como os diários impressos podem continuar interessantes com a concorrência dos serviços em tempo real – As reformas do Globo e do Correio Braziliense em 2000, a procura de uma resposta”, defendida em dezembro de 2000, na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília.

4 Foi no comício da cidade de Jataí, em Goiás, em 4//4/1955, que JK foi indagado pelo cidadão Antonio Soares se ele levaria a capital para o interior do Planalto Central. CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília 40 anos”. Brasília, Correio Braziliense, abril de 2000, pág. 33.

5 SILVA, Luiz Sergio Duarte de. A construção de Brasília – modernidade e periferia. Goiânia, UFG, 1997, pág 39.

6“Do ponto de vista econômico, Brasília resolverá situações já esgotadas, porque vai criar um novo centro de gravidade, para maior equilíbrio, melhor circulação e mais perfeita comunicação entre litoral e o interior, entre o norte e o sul”, Juscelino Kubitschek, ... “O Brasil de hoje não é apenas Copacabana, Arpoador, Ipanema, amáveis, nem mar, nem paisagem da baía”, Raquel de Queiroz. VASCONCELOS, Adirson. Uma marcha que começa. Brasília, s/e, 1968, págs 7 e 16, respectivamente.

7 Muitos autores fazem referência ao “clima” nacionalista e desenvolvimentista que vivia o país, naquele período, como Aldo Paviani, que comenta, em seu artigo, os argumentos levantados à época para a interiorização do país. Geraldo Joffily também discute os antecedentes para implantação de Brasília. Já Luiz Sérgio argumenta que o momento do surgimento de Brasília está relacionado a uma década classificada por ele de “utópica”. Já José Antônio Tobias descreve a evolução do pensamento nacionalista na história do Brasil, desde a colônia até a atualidade. JOFFILY, Geraldo Irenêo. Brasília e sua ideologia. Brasília, Thesaurus, 1977. MIRANDA, Antonio. Brasília, Capital da utopia, visão e revisão. Brasília, Thesaurus,1985. PAVIANI, Aldo. Brasília em questão – espaço urbano, ideologia e realidade. São Paulo, Projeto Editores Associados, 1985. SILVA, Luiz Sergio Duarte de. Obra citada. TOBIAS, José Antonio. História das Idéias no Brasil. São Paulo, Pedagógica e Universitária, 1987.

8 “Em sessão de 9 de junho de 1821, da Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Império do Brasil, José Bonifácio apresenta o documento Memória sobre a necessidade e meios para edificar no interior do Brasil uma nova capital que poderia chamar-se Brasília ou Petrópolis “. CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília 40 anos”. Brasília, Correio Braziliense, abril de 2000, pág. 73. CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília, de 1789 a 1960”, Brasília, Correio Braziliense, 24/04/60.

9 Segundo o júri que escolheu o projeto de Lúcio Costa, a proposta do urbanista era única que contemplava não só a idéia de construir uma cidade, mas a capital do país. “O Projeto e a história do Plano Piloto, as primeiras asas”. CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília 40 anos”. Brasília, Correio Braziliense, abril de 2000, pág. 44.

10 Por uma questão de convenção informal se costuma chamar o Plano Piloto de Brasília e vice-versa, mas não é correto geograficamente, pois Brasília corresponde a cidade e o Plano a uma parte dela.

11 As características fundamentais da obra de Le Corbusier eram: o uso de pilotis, telhados planos, fachadas livres e sem ornamentação, janelas horizontais de forma a permitir o aproveitamento da luz do sol e a integração com a paisagem. Para o arquiteto, a vida em família devia se integrar à utilização de serviços comunitários. CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília 40 anos”. Brasília, Correio Braziliense, abril de 2000, pág. 45.

12 Relatório do Projeto de Lúcio Costa para o Plano Piloto. CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília 40 anos”. Brasília. Correio Braziliense, abril de 2000, pág. 46.

13 SILVA, Luiz Sérgio Duarte da. Obra citada, pág. 23.

111 Luiz Sérgio Duarte comenta, em vários trechos de seu livro, que o país vivia uma atmosfera de nacionalismo e otimismo, um desejo de entrar para a modernidade, superando o subdesenvolvimento, “com Brasília fortalecia-se a idéia de que a renovação do Brasil era possível e de que o melhor instrumento para isso era a nova capital” . SILVA, Luiz Sérgio Duarte da. Obra citada, págs 14.

2 Idem, pág 74.

3 Primeiro acampamento de operários que se formou durante a construção e que permaneceu. Hoje correspondendo à cidade Núcleo Bandeirante.

4 Vários depoimentos de pioneiros referem- se a este espírito de aventura e disposição para o trabalho. SILVA, Luiz Sérgio Duarte da. A construção de Brasília como experiência moderna na periferia capitalista: aventura. Brasília, cadernos de pesquisa no 6 Goiânia, Arquivo Público do Distrito Federal, 1997, págs 6 e 7.

5 Segundo depoimento colhido pelo cineasta Vladimir Carvalho, no filme “Companheiros Velhos de Guerra”, um operário chegou a trabalhar 48 horas seguidas.

6 SILVA, Luiz Sérgio Duarte da. Obra citada, pág. 19.

7 ZARUR, Sandra Beatriz Barbosa de C. A sobrevivência da Vila Planalto, de acampamento pioneiro a bairro histórico de Brasília. Dissertação, Brasília, UnB, 1991, pág. 4. MIRANDA, Yvonne R. de. Memórias de uma repórter de política — Brasília de 1960 a 1968. Rio de Janeiro, Nórdica, 1996, pág. 58.

8 SILVA, Luiz Sérgio Duarte da.Obra citada, pág. 67.

9 MIRANDA, Antonio. Obra citada, pág. 151.

Apesar dos baixos índices de violência, marcou a história da construção de Brasília, entretanto, um caso de violência policial: o massacre da construtora Pacheco Fernandes. No carnaval de 1959, a Guarda Especial de Brasília invadiu o acampamento dos operários da construtora, que estavam amotinados, e disparou contra eles, deixando um número de mortos e feridos cujo montante não foi apurado até hoje.



10 MIRANDA, Yvonne R. de. Obra citada, págs. 64 e 65. SILVA, Luiz Sérgio Duarte da. A construção de Brasília – modernidade e periferia.Goiânia, UFG, 1997, pág. 65. A construção da cidade de Brasília, segundo conta lenda que chegou até os nossos dias, foi profetizada pelo padre italiano Dom Bosco, canonizado em 1934, que em uma visão teria visto “entre o paralelo 15 e 20... terra prometida, de onde correrá leite e mel...”. CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília 40 anos”. Brasília. Correio Braziliense, abril de 2000, pág.27.

21 KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília. Rio de Janeiro, Bloch, 1975, legenda de foto.

11


12 Segundo dados da Novacap, coletados durante a construção, Brasília teve a seguinte evolução populacional: 1956 500 habitantes

1957 12.700 “

1959 64.314 “

1960 127.000 “



13 CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília 40 anos”. Brasília. Correio Braziliense, abril de 2000, pág. 65.

14 VASCONCELOS, Adirson. A marcha que começa. s/e, 1968.

15 Luiz Sérgio Duarte reproduz vários depoimentos de pioneiros que comentam sobre as expectativas de melhoria das condições de vida. SILVA, Luiz Sérgio Duarte da. A construção de Brasília como experiência moderna na periferia capitalista: aventura. Brasília, cadernos de pesquisa no 6 Goiânia, Arquivo Público do Distrito Federal, 1997, pág. 10.

16 A jornalista comenta sobre a secura, a poeira, os ratos, a falta de pássaros e a arborização por volta dos anos 60 e 61. MIRANDA, Yvonne R. de. Obra citada, págs. 46 e 47.

17 MIRANDA, Yvonne R. de. Obra citada, págs. 58 e 60.

18 ABREU, Talita Aparecida de. Katucha. Obra citada, pág. 78.

19 VASCONCELOS, Adirson. As cidades-satélites de Brasília. Brasília, Senado Federal, 1988.

 Idem.

20 Idem.

21 Idem.

22 CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília 40 anos”. Brasília. Correio Braziliense, abril de 2000, pág. 63.

23 A cidade, nos primeiros anos, era um reduto dos cariocas, que fundaram a primeira escola de samba de Brasília, a Associação Recreativa e Cultural Unidos do Cruzeiro - ARUC.

24 VASCONCELOS, Adirson. Obra citada.

35 VASCONCELOS, Adirson. Obra citada.

25


26 Idem.

27 Idem.

28 CORREIO BRAZILIENSE. “Brasília 40 anos”. Brasília. Correio Braziliense, abril de 2000, pág. 129.

39 VASCONCELOS, Adirson. Obra citada.

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30 Para conseguir receber do governo do DF estrutura mínima para funcionamento da cidade, os moradores fundaram uma associação, em 1973, que muito lutou para implementação da satélite, “Os incansáveis da Ceilândia”.

31 Este ficou conhecido como o “prefeito jardineiro”, por promover um amplo ajardinamento da cidade.

32 Eram os aventureiros, no entendimento de muitas pessoas, que chegavam para fazer “a vida”. Dizia o senador Irineu Bornhausen à época: “Descasque um pouco a camada do dourado entusiasmo desses adoradores de Brasília e encontrará por baixo alguma forte conveniência pessoal”. O comentário se refere-se, sem dúvida, aos salários, mas as pessoas também eram atraídas pelas boas condições de saúde e educação públicas, incluindo a UnB, uma das melhores universidades do país. MIRANDA, Yvonne R. de. Obra citada, pág. 56.

33 Katucha era o codinome de Talita Aparecida Abreu, que foi a primeira colunista do Correio Braziliense , cuja coluna começou a ser publicada no primeiro dia de circulação do jornal. ABREU, Talita Aparecida de. Katucha. A epopéia de Brasília e dos seus pioneiros contada dia a dia. Brasília, Belo Horizonte, 1983, pág. 54.

34 GONZALEZ, Suely, Franco Neto. “As formas concretas da segregação residencial em Brasília”, in PAVIANI, Aldo. Brasília em questão – espaço urbano, ideologia e realidade. São Paulo, Projeto Editores Associados, 1985.


35 BAHIA, Berê. 30 anos de cinema e festival - a história do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: 1965-1997. Brasília, Fundação do Distrito Federal, 1998.

46 Entrevistas com os jornalistas Ari Cunha, Alfredo Obleziner e José Hélder deSouza, em 20/06/99, 24/07/00 e 09 /11/99, respectivamente.

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37 Esta banda contava com os artistas radicados em Brasília, entre eles o designer Nanche de Las Casas e o músico Ney Rosauro.

48 Série de shows com artistas conhecidos e menos conhecidos do público, que faziam turnês pelo país, patrocinadas pelo governo federal.


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39 Em janeiro de 89, a cidade começou com 7 mil habitantes e em setembro já eram 50 mil pessoas.

40 CARNEIRO, Glauco. Brasil, primeiro   História dos Diários Associados. Brasília, Fundação Assis Chateaubriand, 1999, pág.38.

41 A cassação foi amparada em decreto presidencial de 1967, do governo do gen. Humberto Castello Branco, que limitava o número de TVs por grupo de comunicação, cujo cumprimento foi adiado até 1980 por meio de negociações políticas entre os governos federais que se sucederam ao gen. Castello Branco e os Diários Associados.

423 "O Programa Associado: “O nosso programa, que é fazer órgãos de doutrina e de informação, não comporta direita nem esquerda. Estamos no céu e na terra para servir à unidade brasileira. Somos todos militantes dessa idéia. O equilíbrio nacional é a nossa maior preocupação, o que não exclui, outrossim, o equilíbrio social, que também, muito, mas muito nos preocupa; nossos jornais não se limitam a ser os refletores, se não os guias e moderadores do sentimento ambiente das multidões, contribuindo para a formação da consciência pública e assumindo o papel de construtores do espírito; estamos longe de sermos um empreendimento de timbre exclusivamente capitalista. Não almejamos o lucro pelo lucro e não cultuamos a propriedade como um tótem sagrado. Nosso ancoradouro não é tanto no capitalismo, como na produção. Esta sim é que desejamos ver amparada, sua situação protegida, a sua sorte cuidada porque ela é a matriz do poder econômico do país; nossa cadeia de informação é um sistema fortificado, a fim de baluartar a unidade brasileira. Ilumina os corações dos operários associados uma ardente fé patriótica. Somos um pequeno exército nacional, à paisana, penetrado da consciência de nossos deveres e da santidade de nossas tarefas, fiel à divisa de nossa bandeira que é o serviço da integridade nacional. Sem paixões exaltadas nem ódios profundos, e às vezes com um pouco de pimenta baiana, servimos o nosso prato diário a todos os brasileiros, aos carnívoros e aos mansos, fazendo subir conosco às estrelas e sorrir dos festins canibalescos em que nos divertimos como antropófagos olímpicos...".CARNEIRO, obra citada, pág. 111.

434 CARNEIRO, obra citada, pág. 118.

5 Nesta época a cadeia possuía 40 jornais e revistas, mais de 20 rádios e quase uma dezena de estações de TV. MORAIS, Fernando. Chatô, o rei do Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 1994, pág. 613.

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6 A Meridional foi criada para servir de elo aos jornais de Assis Chateaubriand. Só existiam no mundo à época a AP, UPI, Havas, Reuters e a Woff. Antes da Meridional houve, no Brasil, apenas uma curta experiência, em 1910, coordenada por Cásper Líbero e Raul Pederneiras. Apenas 35 anos depois da criação da meridionla outros jornais brasileiros criaram suas próprias agências. MORAIS, obra citada, pág 266.

457 Dados do balanço anual de 1998/99 da Gazeta Mercantil.

8 CARNEIRO, obra citada, págs. 37 e 420. MORAIS, obra citada, pág. 18.

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479 CORREIO BRAZILIENSE. Brasília, 21/04/1980, pág. 34. CORREIO BRAZILIENSE. Brasília, 21/04/1990, pág. 8.

10 O 1º Congresso dos Diários Associados, outubro de 1956, aprovou “uma recomendação, em separado, originária de Geraldo Teixeira da Costa, então redator chefe do Estado de Minas, com a seguinte redação: "Fundar desde já o Diário de Brasília, o qual deverá ser editado no núcleo das empresas mais próximas da capital federal, enquanto não se dispuser, no palco das obras, de suas próprias oficinas". A indicação nº 50, referente a um jornal para Brasília, é pouco conhecida e demonstra que já em 56, independente da posição inicialmente contrária de Chateaubriand à idéia da nova capital, os Diários Associados já se preparavam para implantar seus meios de comunicação na cidade e chegar junto com Kubitschek. CARNEIRO, obra citada, pág. 398.

4811 CARNEIRO, obra citada, pág. 421.

12 Ari Cunha começou no jornalismo aos 16 anos, em Fortaleza, em 1944, e passou por vários jornais do Rio e de São Paulo. Em 59, foi para os Diários Associados trabalhar na reforma do diário A Folha de Goiás, depois foi designado pela direção dos Diários para iniciar a implantação do Correio Braziliense, onde está até hoje, e do qual é o vice-presidente.

13 Edílson era, na década de 60, o gerente do O Jornal, no Rio de Janeiro, e um dos homens fortes de Chatô. Ele era mais um administrador que propriamente um jornalista. Conduziu o Correio com firmeza administrativa, mas sem grandes lances empresariais e, ao longo dos anos, delegou o comando da redação aos sucessivos editores-chefes, mantendo, entretanto, a primazia da linha editorial geral. Segundo os entrevistados, tinha uma forma paternalista de conduzir o jornal e sempre manteve contato direto com a redação e os jornalistas.

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53 O jornalista Alfredo Obleziner à época repórter e ainda hoje editor no jornal, registrou este detalhe em entrevista. Alfredo Obleziner, editor 60/2000, entrevista em 24/07/00 e 12/10/00.

54 CARNEIRO, obra citada, pág. 37.

55 O Estado foi criado para ser o porta-voz dos liberais republicanos no século 19, tinha um projeto político claro e preocupava-se em ter uma atuação política sem ter vínculos partidários. Já a Folha entrou para o mercado de jornais de São Paulo para ocupar o espaço deixado pelo verpertino do Estado, fechado pela direção deste jornal.

56 Segundo José Hélder, secretário de redação de 60/74, nos primeiros anos a prioridade era para política, de um modo geral e economia. Entrevista em 09/11/99.

57 Nos primeiros meses de circulação, o jornal fez publicar a lista telefônica da cidade, manteve colunas, espaços que divulgavam informações e campanhas. No dia 4 de maio de 1962, o jornal convidou a população a prestigiar a cidade: “Faça suas compras no comércio local em que vivemos...” e, em 26 de junho de 1962, “Brasília cidade jardim, a campanha é para você. Colabore na campanha de ajardinamento de Brasília".

58 CARNEIRO, obra citada, pág. 608. O jornalista Ari Cunha, ainda hoje no jornal, concorda com Obliziner, também trabalhando no jornal, ” política editorial que nós seguíamos era, mais ou menos equivalente à política dos Diários Associados”. Entrevista já citada. O ex-secretário de redação José Helder reforça os comentários: “os Diários Associados davam a sua própria estrutura nacional. Era um tanto flexível, não tinha rigidez de princípios, porque convenhamos, ali havia interesses do Rio Grande do Sul, como do Pará”. Entrevista já citada.

59 A coluna de Ari Cunha começou a ser publicada em maio de 1960, já a de Katucha, no primeiro número do jornal.

60 Segundo Ari Cunha, “... era a reclamação do leitor, e repórter ia lá e fazia a reportagem no local. Então não havia a carta do leitor, mas havia o jornal do leitor. Isto foi que fez o Correio Braziliense nascer enraizado a Brasília... Quando o jornal era menor e a havia pouca notícia e, então nós usávamos o leitor como o repórter. O leitor era o repórter. Depois começou a haver notícia administrativa, ministérios passaram a funcionar aqui, embaixadas, os tribunais passaram a ter julgamentos nacionais ”. Entrevista já citada.

61 O jornal, ao longo da década de 60, possuiu várias colunas temáticas de curta duração ou intermitentes: Plantão do Planalto, Informe Político, Correio Diplomático, Correio Militar, Ministérios, Justiça do Trabalho, Noticias do Fôro, Nos Estados, Correio Estudantil, Taguatinga em revista, Evangélica, Católica, Espírita, Esperanto, e Literária.

62 Ari Cunha, Alfredo Obleziner, entrevistas já citadas e Adirson Vasconcelos, diretor de redação de 62/65, entrevista em 03/07/00 .

63 Com o passar dos anos a função passou a ser desempenhada pelos redatores.

64 Entrevista já citada.

65 LIMA, Rubem Azevedo. “A vivência da dignidade”, página 277 e 228, in Jornalismo de Brasília: Impressões e vivências. Sindicato dos Jornalistas do DF, Brasília, Lantana Comunicações, 1993. “... em face dos baixos salários, poucos profissionais da imprensa viviam exclusivamente do jornalismo. E, sob tal justificativa, muitos deles, credenciados no Congresso, faziam trabalhos avulsos ou dedicavam-se a expedientes, escusos, como o lobby legislativo, para aumentar suas receitas”.

66 “Na década de 40 surgiram os primeiros cursos de jornalismo no país. Primeiro na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1947, associado à Fundação Cásper Libero. Em 1948, iniciou-se o da Faculdade Nacional de Filosofia. A PUC do Rio de Janeiro criou seu curso de jornalismo em 1952.” RIBEIRO, Lavina Madeira. A Institucionalização do jornalismo no Brasil, 1808 – 1964. Tese, Brasília, 1998.

67 Dado fornecido pelo jornalista Ari Cunha, entrevista já citada.

68 Idem.

69 O dado é estimado, pois o jornal não era afiliado ao Instituto de Verificação de Circulação – IVC à época. José Hélder comentou que no início era a venda avulsa que sustentava o jornal, os assinantes vieram depois. Entrevista já citada.

70 Vários entrevistados afirmaram que o ponto forte do Correio sempre foram os classificados, desde o início. Oliveira comentou que quando foi convidado a dirigir o jornal que disse a Ari Cunha e Edílson Cid Varela que o Correio precisava “de um jornal para acompanhar os classificados”. Entrevista já citada.

71 TASCHNER, Gisela. Folhas ao vento. São Paulo, Paz e Terra, 1992 MOTA, Carlos Guilherme; CAPELATO, Maria Helena. História da Folha de S. Paulo. São Paulo, Impress, 1980.

72 AMORIM, Salomão. “Correio Braziliense: a força e a fraqueza de um jornal”, in Jornalismo de Brasília: impressões e vivências. Brasília, no Lantana Comunicações, 1993, pág. 101.

73 Ver CAPELATO, Maria Helena; MOTA, Carlos Guilherme. História da Folha de S. Paulo. São Paulo, Impress, 1980. CAPELATO, Maria Helena; PRADO, Maria Lígia. O Bravo Matutino. São Paulo, Alfa-Omega, 1980. TALESE, Gay. O reino e o poder. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. SODRÉ, Nelson Weneck. História da Imprensa no Brasil. Rio de Janeiro, Graal, 1977.

74 Para Jorge Cláudio Ribeiro, “ o preço do crescimento do poder econômico dos jornais foi a dependência de boa parte deles frente ao regime e a redução de sua influência política. Após um breve namoro, o governo militar tratou de controlar os veículos de comunicação”. RIBEIRO, Jorge Cláudio. Sempre Alerta. São Paulo, Brasiliense, 1994.

75 Lavina Madeira registra que o governo de Campos Sales contribuía com dinheiro para os jornais para “obter consenso popular par as sua políticas públicas”. Mario Sérgio Conti registra o pagamento de publicidade oficial em troca de apoio ao governo militar. RIBEIRO, Lavina Madeira. Obra já citada. CONTI, Mario Sérgio. Notícias do Planalto. São Paulo, Companhia das Letras, 1999.

76 Entrevista já citada.

77 AMORIM, Salomão, obra citada.

78 Venício de Lima fez um ensaio sobre a prática profissional do jornalista e do jornalismo em Brasília e verificou que em seus primeiros 30 anos ela ficou marcada por um “jornalismo oficial”. Suas hipóteses para tal conclusão são: a proximidade física com as fontes oficiais, a concentração das notícias em Brasília durante o regime militar, o que resultou em um predomínio das fontes oficiais e do executivo em detrimento de outras fontes. LIMA, Venício “A imprensa em Brasília”, in Jornalismo de Brasília: impressões e vivências. Brasília, Lantana Comunicações, 1993.

79 Adirson Vasconcelos, entrevista já citada.

80 Entrevista citada.

81 Ernesto Guimarães, repórter de 60/75, entrevista em 18/11/99.

82 CORREIO BRASILIENSE. “Servir o Brasil”. Editorial, capa, Correio Braziliense. Brasília, 21/04/60.

83 Oliveira Bastos conta que, em 1974, ele dirigia a sucursal do jornal Última Hora, que dispunha de material jornalístico que não era aproveitado pela matriz em razão do horário de fechamento desta. Ele, então, passou a enviar o material não aproveitado para o Diário de Brasília. Este jornal passou a chamar a atenção do público leitor pela qualidade da cobertura, como também do editor-chefe do Correio Braziliense, Ari Cunha. O então jornalista e colunista de política do Correio, hoje senador Edison Lobão, foi o encarregado de fazer o contato com Oliveira Bastos e convidá-lo para a direção da redação no Correio Braziliense. Evandro Oliveira Bastos editor-chefe de 74/82, entrevista em 30/09/2000.

84 Além dos despachos recebidos por agências, o jornal contava com material enviado pelas embaixadas na forma de artigos, entrevistas e reportagens que eram especialmente aproveitados no segundo caderno.

85 Com o “Milagre Econômico, vivido pelo país na década de 70, houve um aumento da cobertura de economia, registraram os entrevistados.

86 Nesta época existiam apenas nove cidades-satélites e a vida econômica e política delas era reduzida. E, segundo Ronaldo Junqueira, havia um preconceito muito grande com as então satélites. 75/90, redator, editor, colunista e chefe de redação, entrevista em 11/01/2001.

87 No dia 6/05/78, o Correio publicou um dos seus primeiros “furos“ ( matéria inédita publicada pela primeira vez por um veículo de comunicação) nacionais, uma matéria que trazia correspondência entre o general João Batista Figueiredo (então chefe do SNI) e a DINA, órgão de repressão do Chile, sobre um plano de eliminação física do almirante Cândido Aragão, então exilado em Lisboa. “Trama diabólica”. Brasília, Correio Braziliense”, 06/05/78.

88 Até a publicação do Ato Institucional no 5, em dezembro de 1968, não havia a presença de censores na redação, informaram vários entrevistados, somente após o Ato é que a censura recrudesceu.

89 AMORIM, Salomão , obra citada, pág. 94.

90 O Caderno Cultural sofreu transformações com a entrada de Oliveira, pois, segundo os entrevistados, além de gostar do assunto e conhecer muitas pessoas do meio artístico-intelectual do país, ele já havia sido crítico literário. Além de literatura o jornal passou também a contar com a publicação de páginas inteiras sobre ciência, psicologia, sociologia.

91 Anos mais tarde a idéia foi retomada nas décadas de 80 e 90.

92 O Correio Braziliense foi o primeiro jornal de Brasília a publicar charges, em 1967, mas foi apenas na década de 70 que elas passaram a ser publicadas regularmente.

93 Graças ao trabalho da agência Anda, o Correio não necessitou colocar correspondentes nos estados e ela passou a desempenhar a função da Meridional dentro dos Diários Associados.

94 Naide Ferreira, repórter e colunista 67/83, entrevista em 18/09/00; Maria Valdira, repórter 68/74, entrevista em 09/10/00; Donalva Caixeta, repórter, 67/83, entrevista em 06/11/00 e Sonja Rego, repórter 70, em 09/10/2000.

95 Vários entrevistados comentaram que a redação, até meados de 70, tinha um “espírito de família”, onde as pessoas se conheciam, eram amigos, fato que levava a um funcionamento baseado em um modo informal.

96 Segundo o que se apurou até então o editor-chefe não tinha esta autonomia. Segundo Obleziner, com o editor-geral começava haver uma visão dupla: jornalística e comercial. Ele acrescentou que os cadernos especiais, ao lado dos classificados, sempre foram boas fontes de lucros para o Correio. Entrevista já citada.

97 Vários entrevistados afirmaram que, com a chegada de Oliveira Bastos houve um incremento das vendas e uma expansão da publicidade oficial com verbas do governo federal, assim o jornal passou a ser menos dependente das verbas locais.

98 A qualidade e a lucratividade dos classificados do jornal, ao longo de sua história, foram destacadas por vários entrevistados. Oliveira Bastos afirmou que quando assumiu o jornal eles já eram o forte do Correio e ele preocupou-se em aperfeiçoá-los. O ex-diretor disse ainda que considera os classificados os melhores do país. Entrevista já citada.

99 A Universidade de Brasília, por exemplo, formou sua primeira turma de comunicólogos em 1967, da qual três integrantes do quadro feminino foram trabalhar no Correio. Segundo os entrevistados, os jornalistas mais antigos sentiram uma pequena resistência aos formados, mas logo dissolvida no decorrer do dia a dia do trabalho.

100 Os dados foram retirados dos balancetes dos meses de março de 1970 e abril de 1978, respectivamente. Os números foram obtidos através da soma dos valores apurados pela venda de exemplares em bancas e por meio de assinaturas, depois divididos pelo valor de capa e pelo período de 30 dias, sucessivamente.

101 Naide Ferreira, Maria Valdira e Donalva Caixeta, entrevistas já citadas.

102 Segundo Donalva Caixeta, foi na década de 70 que o setor de pesquisa começou a ser organizado. Entrevista já citada.

103 José Natal, editor e repórter, 67/90, entrevista em 23/11/00.

104 Edison Lobão, colunista, entrevista em 31/08/00.

105 Alguns autores registram que muito do alinhamento compulsório era uma troca de favores, como comenta Rubem Azevedo “todos eles (empresários de comunicação) no Brasil, quase sem execeção, obtiveram, de alguma forma, favores variados do regime autoritário, sem os quais muitas empresas talvez não sobrevivessem.” LIMA, Rubem Azevedo. “A vivência da dignidade”, in Jornalismo de Brasília: Impressões e vivências. Brasília, Sindicato dos Jornalistas, 1993.

106 Segundo Taschner, o general Golbery do Couto Silva procurou vários proprietários de veículos de comunicação para que apoiassem o governo no processo de Abertura. TASCHNER, Gisela. Folhas ao vento. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992.

107 Ronaldo Junqueira, entrevista já citada.

108 Entrevista já citada.

109 Entrevista já citada.

110 Entrevista já citada.

111 Entrevista já citada.

112 Maria Valdira, entrevista já citada.

113 Entrevista citada.

114 Entrevista citada.

1 Ronaldo Junqueira, já que havia trabalhado na sucursal do Última Hora antes de entrar para o Correio, estava no jornal à época e contou com o apoio de Oliveira bastos na sua indicação para o cargo.

2 Paulo Cabral começou no rádio, como locutor e ator , na década de 30, na Ceará Rádio Club em Fortaleza. Em 1944, quando os Diários Associados compraram a Rádio, Paulo Cabral se aproximou da direção do grupo e passou a integrar o seleto círculo próximo de Chatô. Quando João Calmon saiu da presidência dos Diários Associados, no início dos anos 80, assumiu a presidência do grupo e posteriormente, com a morte de Edilson Cid Varela, acumulou a presidência do Correio. CARNEIRO, Glauco, obra citada, pág. 220 a 223.

3 A explicação de Junqueira para as matérias assinadas: “Oliveira não gostava de assinar, eu fiz questão de passar a assinar, assinar primeiro para depois colocar no balcão da profissão, para elas se venderem mesmo, segundo como estima e terceiro porque eu gostava muito dos jornais americanos onde não há nada que não seja assinado, você pega uma nota no Washington Post está lá quem fez”. Entrevista já citada.

4 A justificativa de Junqueira foi “eu tinha que melhorar o salário do pessoal da redação, então eu troquei papel por salários”. Entrevista já citada.

5 CORREIO BRAZILIENSE. ”Servidor ganha espaço. O leitor, linha direta”. Brasília, Correio Braziliense, 21/04/90.

6 Comentaram os entrevistados que o Caderno Cultural, ao longo da história do jornal, nunca sofreu grandes transformações, pois poucos foram os dirigentes da redação que se aventuraram a fazer mudanças por desconhecimento do assunto ou desinteresse, com exceção de José Helder e Oliveira Bastos .

7 Publicada em 21/04/91, no Caderno Dois, sob o título “No Correio Braziliense, uma história de pioneiros”, onde o box “o Caderno Dois na história do Jornal” dá detalhes sobre a evolução do caderno de cultura.

8 A Meridional foi desativada em 1972 e em 1975 foi criada a Anda, de propriedade exclusiva do Correio, desativada em 1992.

9 Junqueira comentou, em sua entrevista, que ele preferia ter uma ampla cobertura dos fatos com uma grande equipe de jornalistas sem tanta qualidade e possuir poucos repórteres especiais, para trabalhos mais especializados. Entrevista já citada.

10 Os dados foram retirados dos balancetes do mês de abril de 1980 e os números foram obtidos através da soma dos valores apurados pela venda de exemplares em bancas e por meio de assinaturas, divididos pelo valor de capa e pelo período de 30 dias. Os demais dados foram fornecidos pelo Departamento de Circulação.

11 Entrevista já citada.

12 Cláudio Ferreira, 87/97, repórter, editor, colunista. Entrevista em 05/06/2001.

13 Entrevista já citada.

14 Entrevista já citada.

15 Entrevista já citada.

16 Entrevista já citada.

17 Junqueira, Ronaldo e Cunha, Ari. “Valeu viver Brasília e fazer o Correio”, Correio Braziliense, Brasília, 04/06/90.

18 Entrevista já citada.

19 Entrevista já citada.

20 Entrevista já citada.

21 Entrevista já citada

22 Entrevista já citada

23


24 Ver CAPELATO, Maria Helena; MOTA, Carlos Guilherme. História da Folha de S. Paulo. São Paulo, Impress, 1980. DA SILVA, Carlos Eduardo Lins. Mil Dias – Os bastidores da revolução de um grande jornal. São Paulo, Trajetória Cultural, 1988. TASCHNER, Gisela. Folhas ao vento. São Paulo, Paz e Terra, 1992.

25 RIBEIRO, obra citada, pág. 53/54

26 Vale a pena citar que o jornalista Alberto Dines já em 1974 recomendava o uso de técnicas de marketing e de segmentação de mercados para os jornais. DINES, Alberto. O papel do jornal. São Paulo, Artenova, 1974.

27 Luiz Adolfo já havia trabalhado no jornal por vários períodos, tinha experiência em sucursais como a da Veja e O Globo, e no momento era titular da coluna Brasília-DF. Ele deixou o jornal, posteriormente, porque o seu nome foi citado durante as investigações da CPI do Orçamento, em 1993.

28 Vale a pena lembrar que o país entrava na era do direito do consumidor, com a criação do Código do Consumidor, Lei n0 8.078 de 11/9/90.

29 Durante o período Luiz Adolfo o jornal apoiou a realização da Maratona de Brasília, com matérias, publicidade e patrocínio, o que proporcionou ao jornal uma imagem de veículo simpático às causas do esporte local.

30 Brasília, nesta época, já começava a ter vida política própria, com a realização das eleições para a bancada do DF na Constituinte, em 85, e as eleições para o Congresso, para governador e a Câmara Distrital, em outubro de 1990.

31 Neste período o Distrito Federal passou a contar com novas cidades, criadas pelo então governador Joaquim Roriz, Santa Maria, Recanto das Emas, São Sebastião, Samambaia e Riacho Fundo.

32 Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992.

33 Este título permaneceu por pouco tempo e foi substituído por Guia da Cidade. Nela figuravam dicas sobre empregos, concursos, congressos, feiras, vestibulares, horários de ônibus e farmácias e muitos outros serviços.

34 Segundo foi possível apurar o jornal começou neste período a intensificar as campanhas de assinaturas.

35 Dados obtidos em relatório fornecido pelo Departamento de Circulação do Correio.

36 Ricardo Noblat trabalhou em vários veículos da grande imprensa: Veja, Istoé, Jornal do Brasil. Segundo o próprio Noblat, ele se ofereceu ao presidente do Correio, Paulo Cabral, para ocupar a direção da redação. Ricardo Noblat, diretor de redação 94/2001, entrevista em 15/05/01.

37 Esta informação consta de várias entrevistas feitas pela autora e na dissertação de mestrado da ex-jornalista do Correio Braziliense, Adriana Chiarini. CHIARINI, Adriana, “Como os diários impressos podem continuar interessantes com a concorrência dos serviços em tempo real – As reformas do Globo e do Correio Braziliense em 2000, a procura de uma resposta”, defendida em dezembro de 2000, na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, págs 14/15.

38 CORREIO BRAZILIENSE.Correio Braziliense, 1994-1997”. Brasília, Correio Braziliense, 1994.

39 Segundo pesquisas feitas em 97, o perfil do leitor por idade era de 14% entre 15 e 19 anos, 35% entre 20 e 29 anos, 25% entre 30 e 39 anos, 16% entre 40 e 49 anos e 10% entre 50 e 55. Por classes sociais, 28% da classe A, 32% da classe B, 30% C, 28% e 10% classe D/E. Brochura “Correio Braziliense, 1994-1997”.

40 Paulo Pestana, editor, 90/2001, entrevista em 14/10/98.

41 Na opinião do diretor-executivo do jornal, João Cabral, “a entrada na Internet vem complementar jornal impresso. Com isso, pretendemos incorporar o público que está ligado à Internet”. CORREIO BRAZILIENSE.“O Correio na Internet”. Brasília, Correio Braziliense, 06/08/96. Segundo Ricardo Noblat e André Gustavo Stumpf, a entrada na Internet foi uma medida inevitável em razão do mercado de jornais onde todos estavam criando suas páginas. Ricardo Noblat, entrevista já citada e André Gustavo Stumpf, editor e colunista, 94/2001, entrevista em 11/12/2000.

42 O jornal engajou-se, com a entrada de Ricardo Noblat, em várias campanhas defendendo os interesses da cidade, como a Paz no Trânsito; pelas instituições filantrópicas em dificuldade; pessoas carentes de assistência médica portadoras de problemas físicos ou espaços de uso comunitário ou mesmo desrespeito ao projeto urbano de Brasília.

43 A criação destes instrumentos de fiscalização foi uma atitude foi inovadora, pois nesta época apenas a Folha de S. Paulo (1989) e O Povo (1993) possuíam um ombudsman, figura responsável por receber dos leitores as críticas sobre o jornal .

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