Costa, Renata Ferreira (2007). Edição semidiplomática de



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COSTA, Renata Ferreira (2007). Edição semidiplomática de Memória Histórica da Capitania de São Paulo e todos os seus Memoráveis Sucessos desde o anno de 1531 thé o prezente de 1796, de Manuel Cardoso de Abreu. Distribuição feita por modolo@usp.br, marcelomodolo@hotmail.com
Por Renata Ferreira Costa

Memória Histórica da Capitania de São Paulo e todos os seus Memoráveis Sucessos desde o anno de 1531 thé o prezente de 1796 é um livro manuscrito pertencente ao Arquivo do Estado de São Paulo, cota E11571, de autoria de Manuel Cardoso de Abreu, um sertanista paulista, nascido na freguesia de Araraitaguaba, atual Porto Feliz, que exercia o cargo de oficial maior da secretaria da Capitania de São Paulo.

Datado de 1796, fim do século XVIII, o manuscrito, composto de 163 fólios escritos em frente e verso, com exceção da folha de rosto e do fólio final, traz um levantamento da história da Capitania de São Paulo, antes chamada Capitania de São Vicente, desde sua fundação até o ano de 1796.


No desenvolvimento, discriminam-se as seguintes divisões temáticas:


  1. Capitania de São Vicente: aspectos geográficos e históricos. Do descobrimento da América em 1492 até chegar a Martim Afonso de Souza, fundador de São Vicente;

  2. Fundação da Vila do Porto de Santos;

  3. Fundação de São Paulo;

  4. Fundação da Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaem;

  5. Fundação da Capitania de Santo Amaro: seus limitados progressos enquanto foi governada por Pedro Lopes de Souza e seus descendentes, contendas que houve sobre os seus limites e título porque passou para a Coroa;

  6. Cidades e vilas que existem dentro das 55 léguas ao norte de Cabo Frio e acabam no rio Curupacê da doação do primeiro donatário Martim Afonso de Souza;

  7. Vilas que existem dentro das 45 léguas de costa que começam no rio de São Vicente, braço do norte, e acabam 12 léguas ao sul da Ilha de Cananéia, com que se ajustam as 100 léguas concedidas a Martim Afonso de Souza, seu primeiro donatário;

  8. Cidade de São Paulo e vilas de sua comarca, as da costa da marinha como as do centro da mesma cidade, todas dentro das 45 léguas do rio de São Vicente até 12 léguas ao sul de Cananéia;

  9. Vinda do primeiro governo: dos mais “subseqüentes” governadores até o “atual” Capitão General da Capitania.

Memoria Historica

da Capitania deSaõPaulo, etodos os Seus

memoraveis Successos, desde o anno de1531.

thé oprezente de

1796__

Offerecida, e dedicada



a Iudicioza Curiozidade

do=


Illustrissimo e ExcellentissimoSenhor Luiz Pinto deSou=

zaCoutinho, Senhor deFerreiros, e Tendaes, edeCaza

deBalsemaõ, doConcelho deSua Magestade, seu

Ministro, eSecretario de Estado dos Negocios Estran=

geiros, e da Guerra, eEncarregado dos daRepartiçaõ

da Marinha, e Dominios Ultramarinos, por=1

Manoel Cardozo de Abreu.

||2r.|| Illustrissimo e Excellentissimo Senhor



Tributo aVossaExcellencia esta pequena offerta, e oproduto | das minhaz fadigaz na mais exacta averiguaçaõ das noticias destaCapita=| nia de Saõ Paulo, sem interessar mais nada, que ajactancia domeu acerto.

Eu Paulista, naõ podia certamente tolerar as opinioenz detantos homenz dou=| tos, canonizadas por verdades, nahistoria doDescobrimento, eFundação desta dita | Capitania. E por isso, como natural della, eapaixonado contra ainformação | dealguns Estrangeiros, particularmente Espanhoes, que ainda doidos, emagoa=| dos dovalor dos primeiros Paulistaz, procurarão denegrir, escurecer, eaviltar | acçoens dignas damelhor fortuna: Andei, Excellentissimo Senhor, como deporta emporta, | mendigando memoriaz as mais firmez, e revolvendo os Archivos dasCamaraz, | Provedoria Real, eoutros desegura perpetuidade damesmaCapitania, para | afiançar as minhas provaz, eo testemunho daverdade, que taõ lealmenteexponho | emtudo quanto escrevo nesta informação. Confesso que foi disvelo daminha | aplicação, para Soccorro damemoria, esaber deffender mais seguidamente aminha | Patria em algum cazual encontro, que setratasse destamateria, eainda para iñs=| truir os meuz mesmos naturaez. Que em noticias detanta antiguidade, | rarissimas vezez há quem entre, emenos pelo escabrozo Caminho detraduzir Carac=| teres escurecidos dotempo, ouformados em opozição ao uzual dehoje, como lamen=| tavelmente choramos noticias perdidas noLabirintho dosCartorios dosSeculos | passados. Porem hoje hé efficaz impulso daminha devoção, e respeito para | com aExcellentissima Pessoa deVossaExcellencia, opór a seus pez esta Colecção dasLembrançaz | fundamentaez daCapitania de Saõ Paulo, que tocando com adeMato ||2v.|| [[Grosso]] / onde felismente governou VossaExcellencia, etive amayor ventura deoConhecer, | quando passou á VilladoCuyaba alevantar denovo asTropaz Auxiliarez / pren=| dem-se ambas namesma origem, como seconfundem noslemitez. Naõ sei | explicar aVossaExcellencia oSummodesvanecimento, com que ingeri nesta Memoria | asCorrespondencias deVossaExcellencia com oExcellentissimo General DomLuis Antonio deSouza, |que ofoi destaCapitania, para facilitarem / obrando ambos deConcerto nas suas | ajustadissimas idêaz / aviagem doCuyaba, eMatoGrosso, pela mais feliz | Navegação doRio Paraguay. Na outra Carta, emque VossaExcellencia informa | aSua Magestade com taõ vasta erudição dos meyos defazer Subsistir a mesma | Navegação com mais acerto doCaminho, segurança dostransportez, eutili=| dade doCommercio: Eu declaro aVossaExcellencia que mevi perdido, eextacia=| do, vendo-me guiado por VossaExcellencia por huma vereda mais segura, eacaute=| lada, doque athé agora se inventou. Ecreya-me VossaExcellencia que sendo | eu hum dos antigos Navegantes daquella Carreira, eigualmente indo | á nova Colonia do Yguatemý emServiço deSua Magestade alevar, como levei, Soccor=| ro deviverez, epagamento á Tropa dasua Guarnição, onde aprendi, com meus olhos, | adirecção daquelles Rios vezinhos, eaque sepodia continuar por outros, eoPara=| guay athé oMatoGrosso: Agora vejo que aminha experiencia foi menor, que | oexaminado discurso deVossaExcellencia. Por isto, que eu mais aprendi, beijo as=| maons aVossaExcellencia, pedindo operdaõ domeu arrojo em taõ pequena offerta, eain=| da mais pequena pela pouquidade dotalento doseu Autor. VossaExcellencia pode | melhorar-lhe afortuna, que lhefalta, se afelecidade, que aeleva aconstitui=| la inseparavel dospez deVossaExcellencia, tiver oprivilegio, deque algum dia a=| passe pelos olhos.

DeVossaExcellencia

Seu mais rendidoCaptivo, edeligente Orador.

ManuelCardozo deAbreu.



||3r.|| 1. A Capitania de Saõ Vicente taõ celebre2 | noutro tempo, eagora taõ desconhecida, que nem onome primitivo conserva para memoria | de sua antiga existencia, foi amaior entre asdez grandes Provinciaz, emque ElRey | Dom Ioaõ terceiro dividio anova Luzitania, etambem aprimeira, que sepovoou, naõ obs=| tante satisfazerem-se alguns Historiadores com aporem naclasse dastres mais | antigaz. As suas rivaez, nesta gloria, saõ asduas deParnambuco, eEx=| pirito Santo: Seellas, com effeito, tiveraõ sido conquistadas nos annos, que | apontão os Authorez, naõ selhespoderia negar apreferencia; mas naõ saõ verda=| deiras as epocas Comũas dassuas fundaçoens, a respeito dasquaes seengana=| rão os ditos Authorez (a)3 assim como seequivocaraõ todos elles em ordem aPovoa=| ção deSaõ vicente, dando-lhe principio mais antigo, doque oanno de 1530, | noqual seu Fundador ogrande Martim Afonso deSouza, sem controver=| sia alguma, ainda se achava emLisboa, dispondo-se para aviagem daAme=| rica.

Segundo OComprimento destaCapitania, aolongo daCosta do Mar, estendiasse | por espaço deCem legoaz, enaõ de Sincoenta, comodizem os Authorez sem fun=| damento algum, easua largura confinava com asterras deEspanha, comprehen=| dendo nosfundos hum Certaõ immenso de muitos centos delegoaz. As ditas | cem legoaz dasua extenção naõ eraõ continuaz, mas separadas em duas porço=| ens, nomeyodasquaes ficavão, como encravadas, dez legoas pertencentez á Capi=| tania deSanto Amaro: A primeira parte mais Septentrional era de 55 | legoaz: partia com aCapitania deS Thomé, doada primeiro aPedro deGoez, | edepois aoVisconde deAsseca, hoje conhecida com onome deCampos deGuai=| tacazez: Esta porção começava noRio deMacaê 13 legoas aoNorte deCabo | Frio, evinha correndo para oSul athé oRio deCurupacê, aque agora cha=| maõ = Iuqueriquerê = fronteiro aArmaçaõ dasBaleaz deS Sebastiaõ, a= ||3v.|| [[aonde]] principiavaõ as dez legoaz deSanto Amaro: Outro pedaço tinha 45 | legoas, entrava noRio deSaõ Vicente, braço doNorte, isto hé, noRio daBer=| tioga, huma dastrez Barras doPorto deSantos, efinalizava 12 legoas ao=| Sul da Ilha deCananêa emhuma dastres Barraz daVilla deParnaguá.

Terceiro Isto hé oque depropriedade pertencia aoDonatario deSaõ Vicente, Cuja | Doaçaõ consta de Cem legoas por costa; mas aSua posse chegou em algum | tempo, para oSul athé Maldonado, epara oNorte / só pelo Certaõ / athé a=| altura doCabo deSanto Agostinho pouco mais, oumenos; porque os in=| trepidos moradores daCapitania deS Vicente, nos quaes, oupor força defado, | ou pordesgraça dasua Capitania, eventura das Outraz, sempre foi predo=| minante apaixaõ de conquistar, naõ satisfeitos com povoarem toda aCos=| ta doseu Donatario, eado outro deSanto Amaro seu vezinho, passaraõ a=| diante da Ilha deSanta Catharina, onde Domingos deBrito Peixoto, | natural deS Vicente, fundou aVilla daAlaguna, estendendo oterreno | della athé Maldonado, por athé lá chegarem varios actos, que fes deposse | abeneficio daCoroa Portugueza.

Quarto Pelo certaõ atravessava a animozidade dos Paulistas com indiziveis | trabalhos osfundos dequazi todas asCapitanias Brazilicas, em cujos Domi=| nios, depois de afugentarem innumeraveis Gentios, descobriraõ todas as=| Minas: ecomo tudo quanto conquistavão os valerozos Naturaes das=| Villas Sugeitas á deSVicente, se reputava parte desta Capitania, che=| gou ella aapossar-se dequaze todos osfundos dos outros Donatarios. | Eis aqui a razaõ porque aCapitania deS Vicente n’outro tempo pos=| suhio tudo, quanto agora abrangem osGovernos Geraes detodas as mi ||4r.|| [[as Minas]], Saõ Paulo, eRio deIaneiro, etambem osSubalternos deSanta4 | Catharina, eRioGrande deSaõ Pedro.

Quinto Ella conservou oapelido deSaõ Vicente athé oanno de1710, emque oSenhor | Rey Dom Ioaõ quinto deglorioza memoria foi servido crear General para Saõ Paulo, | eMinas doOuro napessoa deAntonio deAlbuquerque CoelhodeCarvalho=| desse tempo pordiante entraraõ achamar Capitania deSaõ Paulo, asque | antes sedenominavaõ deS Vicente, edeSanto Amaro; sebem que parte | dasterraz Doadas aMartim Afonso ainda conservou alguns annos | onome deCapitania daConceição de Itánheen, que os Illustrissimos Descenden=| tez deMartim Afonso deraõ ao resto, que lhesficou, depois que oConde | deMonsanto, por erro, emalicia dealguns Magistrados os expoliou | dasua Villa Capital, eoutras muitas como aodiante severá. Va=| mos mais longe procurar aorigem das referidasCapitaniaz.

Sexto Depois dedescobrir Christovão Colombo aAmerica noanno de1492, | indo para asConquistas Portuguezas daAzia Pedro Alvarez Cabral, Senhor de=| Azurara, por Capitão Mór de 13 Naos, Cazualmente avistou terra des=| conhecida aos 24 deAbril de 1500, aqual, noprincipio, lhepareceo Ilha; | mas navegando aolongo daSua Costa muitos dias, evendo que continuava, | reputou-a terra firme, emandou aos Pilotos, que abuscassem. Aos 3 | deMayo, dia deSantaCruz, surgio com doze Naos / por ter huma arri=| bado para Lisboa / em certa paragem, aque deo onome dePortoSeguro.

Setimo Saltou emterra, onde foi bem recebido dosNaturaez, para render | aDeos asgraças pelo beneficio daSua felicidade, elogo mandou levan= ||4v.|| [[levantar]] huma Cruz com muita Solemnidade, efes celebrar junto aella | oSacrificio daMissa por hum Religiozo da regular Observancia. Pre=| gou nesta Occaziaõ oPadre Frei Henrique deCoimbra, que hia para a India | por Superior desete Missionarios daOrdem Serafica. A nova | Regiaõ deo Cabral oapelido deSanta Cruz, que aodepois semudou em=| Brazil pelo interesse dopáo assim chamado, decujos troncos extra=| hiraõ os Portuguezes hum licor muito estimado para tintaz vermelhas.

Aqui sedemorou aFrota hum mez; edepois deter oCapitão Mor des=| pachado para oReino aGaspar deLemos noseu Navio com avizo dofelis | descobrimento, proceguio aviagem doOriente, deixando naterra nova | dous degradados, para se instruirem nalingua dos Naturaes. (b)5



Oitavo Com alvoroço, econtentamentogrande ouvio ElRey Dom Manoel ano=| ticia deste Successo, eomais cedo, que lhefoi possivel, mandou reconhecer aterra | deSantaCruz por Americo Vespucio, Florentino denasção, oqual, por me=| yo desta viagem, sefes mais conhecido, doque osDescobridores dasRegioens | principaes donovo Mundo, eperpetuou oseu nome, Comunicando-o aquar=| ta parte domesmo, que delle tomou oapelido deAmerica. Os Historia=| dores naõ declaraõ oanno, em que Vespucio partio deLisboa, mas oChronis=| ta deSanto Antonio doBrazil (c)6 acenta combons fundamentos, que | o Illustrissimo Ozorio quizera dizer que Americofora mandado areconhecer asCos=| tas doBrazil Naera de1502, quando escreveo odito Ozorio, que neste

anno inviara ElRey aGonçallo Coelho. Tambem quer persuadir | omesmo Author (d)7 que aviagem doCosmografo Florentino se re=| tardou athé oanno seguinte de 1503. Nessa parte naõ selhe=| acha razaõ, por quanto de seequivocar Ozorio a respeito donome, escre ||5r.|| [[escrevendo]] Goncallo Coelho em lugar deAmerico Vespucio, por nenhum modo8 | se infere que tambem errou aepoca verdadeira doSuccesso relatado.



Nono As noticias Comunicadas por Americo quando se recolheo aLisboa, | naõ podiaõ ser sufficientes para seformar ideya perfeita daRegião taõ extensa; | por isso despachou ElRey, aomesmofim, huma Esquadra deSeis Naos, epor=| Commandante dellas aGonçallo Coelho. Este Capitão examinou parte | daCosta Brazilica, edepois degastar alguns annos emdar execução ás ordens | Regias, voltou para aCorte com menos duas Embarcaçoens, que haviaõ nau=| fragado. Antes delle chegar completou oCurso deSua vida ofeliz | Rey Dom Manoel aos 13 deDezembro de1521, elhe havia Succedido seu fi=| lho Dom Ioaõ terceiro, aquem entregou Coelho a relaçaõ dosSeus exames, eeste | Soberano mandou continualos por Christovaõ Iaquez, Fidalgo da=| sua Caza.

10. Dizem os Escriptorez (e)9 que Christovaõ Iaquez, depois deCorrer | grande parte daCosta Brazilica, etomar varios Portos della, descobrira a=| Bahya, aque deo onome detodos osSantos; eexaminando oseu reconcavo, | encontrara noRio Paráguaçû duas Naos Francezaz, onde estavaõ res=| gatando Páo Brazil com oGentio daterra, eque as metera apique, por=| senaõ quererem render pacificamente aSua Tripulação. Daqui | naõ passaõ os Historiadorez. Hé porem certissimo, que nesta | viagem estabeleceo Christovaõ Iaquez huma Feitoria para Sua Magestade | Portugueza naterra firme, junto abarra de Itámaracâ; porque Dom Ioaõ | terceiro naCarta daDoaçaõ dePedroLopes demarca as Suas 30 legoas da=| maneira seguinte == // Eisso com tal declaração, que a 50 pas=

||5v.|| // [[passos]] daCaza daFeitoria, que deprincipio fes Christovaõ //

// Iaques pelo Rio dentro aolongo daPraya, seporá //

// hum Padraõ etcoetera.

Estas palavras demonstraõ, que aFeitoria naõ foi levantada aprimei=| ra vez pelo Donatario de Itámaracâ, quando povoou aSua Capita=| nia, mas sim pelo referido Christovaõ Iaques.

11. As noticias Comunicadas pelosComandantes sobreditos deraõ bas=| tante noçaõ daCosta Septentrional; era, porem, muito diminuto oco=| nhecimento, que tinha ElRey, dos Mares, econtinente, que demoraõ | aoSul daBahya detodos osSantos athé aoRio daPrata, aonde Somente | havia chegado Americo Vespucio, enaõ os outros Chefes Portuguezes.

Bem pode ser que nem Castelhanos houvessem ainda visto aquelle | Rio athé esse tempo; pois há fundamentos para sospeitar, que os Historia=| dores Espanhoes anteciparaõ nosSeus livros, por politica, as epocas | dosSuccessos respectivos aoRio daPrata: Os que dizem relação aMar=| tim Afonso, / enaõ saõ supostos / todos certamente aconteceraõ mais | tarde, doque afirmaõ as Historias Castelhanas. Dezejozo deCo=| nhecer esse resto, ainda naõ explorado, Ordenou Dom Ioaõ terceiro que sear=| masse huma Esquadra á Custa daSua Fazenda, eesta viesse exami=| nar aCosta doSul athé ofamozo Rio daPrata. Para Capitam Mór | della nomeou aMartim Afonso deSouza, Seu Conselheiro, aquem | recomendou, que estabelecesse huma Colonia naspartes doSul, em olu=| gar mais comodo para isso. (1)

(1) Hé sem duvida, que Martim Afonso trouce aincumbencia de

||6r.|| 12. Os Feitos heroicos deste Cavalheiro naEuropa, Azia eAmerica, e=10| ternizaraõ com justiça afama doprimeiro Donatario deS Vicente, cujo | nome ainda hoje respeita omundo. Elle teve agloria deconseguir lu=| gar muito distincto entre os Heroez da Illustre Familia dosSouzas, na=| qual se numeraõ tantos homens grandes, que para sefazer notavel, por suaz | acçoens, naõ bastaõ feitos relevantes, esaõ necessarias proezas mais ele=| vadas. Foi primogenito deLopo deSouza, Alcayde Mor deBragan=| ça, eSenhor doPrado, ede sua Consorte Dona Brites deAlbuquerque.

13. Logo nosprimeiros annos deo signaes evidentes deSeus expiri=| tos generozos: Havia-se hospedado emCaza deSeus Pays Gonçallo | Fernandez deCordova, por antonomazia oGraõ Capitaõ, eaodespedir-se ordenou | Lopo deSouza aeste filho, que oacompanhace athé certo lugar: Obedeceo | oMancebo, equerendo Gonçallo Fernandez agradecer oobzequio, offereceo-lhe no=| fim dajornada hum Colar demuito preço; mas ogenerozo Mancebo cor=| tezmente seescuzou de oaceitar, dizendo, que para asua escravidaõ bastava aCa=

[[depovoar]], como demonstra oAlvará deDom Ioaõ terceiro; emque Sua Magestade lheper=| mittio conceder Sesmarias aquantos vieraõ com elle, sequizessem ficar na=| terra. Tambem naõ sehade negar que era doRey aArmada, quem ler a=| Carta Regia, que nonumero 120 vay transcripta. Agora senamesma occaziaõ, eFrota, | alem das Naos daCoroa, vieraõ algumas Embarcaçoens armadas por Martim | Afonso com gente conduzida á sua custa para Colonos: eoutro sim, SeaColonia, que | sefundasse, havia deser para oRey, ouSepara odito Martim Afonso, saõ dous pontos | duvidozos, naõ obstante darem por certo osAutores, que ja era Donatario quando partio | deLisboa; armando á sua custa aexpedição, eviera com odestino depovoar aSua | Capitania.

||6v.|| [[aCadeya]] Com que oprendera abenignidade doDoador. Este admirado dobrio, | ediscripção do moço, rogou-lhe que aomenos aceitasse asua espada, oque aceitou | Martim Afonso, esempre aestimou, por ser instrumento, Comque Gonçallo | Fernandez conseguio onome deGrão Capitaõ.

14 Deixou aCorte doDuque deBragança, aquem servia seu Pay, etrocou-a | pela doRey Dom Manoel. A hum amigo, que lhe estranhou anovidade res=| pondeo: ODuque pode fazer-me Alcayde Mor, ElRey pode fazer me Duque

Por ser ainda Mancebo nesse tempo, servio depagem aoPrincipe, que aodepois | Subio aoThrono com onome deDom Ioaõ terceiro. Por certo motivo, que sentio, au=| zentouce para Salamanca, eali secazou com huma Senhora Castelhana por no=| me Dona Anna Pimentel, aqual trouce consigo para Portugal. Era muito | discreta, edella seconta, que dizendo-lhe aRaynha Dona Catharina, quando seu ma=| rido estava governando a India = Dizem-me que fazeis humas Cazaz | muito formozas, para quando vier Martim Afonso? == respondera == Se=| nhora, seelle vier pobre, asque agora temos nos bastão, esevier rico, devemo=| rar noLimoeiro. Quando voltou deCastella para Portugal, já governava | oPrincipe seu amo. Este tornou aadmitilo aoseu Serviço, eSempre | fes delle grande apreço, assim pela sua qualidade, como por attenção aoCon=| de deCastanheira Dom Antonio deAtayde, Primo deMartim Afonso, | evalido doRey (f)11

15 Este foi escolhido, para Comandar aEsquadra Conquistadora deSaõ | Vicente. Naõ sepode rezolver seMartim Afonso nesse tempo já | tinha feito alguma viagem á India. OPadre Mestre Francisco deSanta | Maria noseu anno historico, dia 21 deJulho, afirma que seachava emLisboa ||7r.|| [[de]] volta doOriente, para onde tinha hido em 1534, com emprego deCapitão12 | Mor, quando ElRey omandou aproceguir oDescobrimento daCosta danova | Luzitania; (g)13 porem este Sabio Padre notoriamente seenganou, quando escreveo, | que aviagem doBrazil fora posterior á da India naera de1534, pois | elle mesmodis, que antes disso noanno de1532, descobrira Martim Afonso | oRio de Ianeiro (h)14 O Autor daAmerica Portugueza aSevera, que opri=| meiro Donatario deS Vicente tinha obrado proezas na India, quando | Dom Ioaõ terceiro lhefes mercê desta Capitania. (i)15 O Padre Iaboatão dis | ocontrario, easegura, que Martim Afonso naõ passou aAzia mais deduas | vezes; huma noanno de1534, comoPosto deCapitão Mor, eoutra na=| era de 1541, com oCargo deViceRey, eambas depois deter vindo ao=| Brazil, epovoado Saõ Vicente. (L)16 Nesta materia só sepode aSe=| gurar, que veyo ao Brazil, antes dehir a India, senaõ fes alguma viagem | para oOriente, antes de Navegar para aAzia com oPosto deCapitam Mor | em 1534

16. Nas vesporas dasua partida lhe concedeo Dom Ioaõ terceiro afacul=| dade depassar Sesmarias por hum Alvará, deque seconservaõ tresCopias | autenticaz, ingeridas nasSesmariaz dePedro deGoes, Francisco Pinto, | eRuy Pinto, cujo Alvará foi passado naVilla deCrato aos 20 denovembro de | 1530. (m)17

17. Naõ obstante dizer Sua Magestade somente nodito Alvará, que inviava | aMartim Afonso por seu Capitam Mor, hé certo, que tambem ofes Governador.

Assim secolige dotitulo, que lhedá oTabeliaõ deS Vicente noauto | deposse dasterras doEngenho daMadre deDeos, conferida aPedro deGoes | aos 15 deoutubro de1532, ondeseachaõ aspalavras seguintes.

// Decertas terraz, que omeu magnificoSenhor, oSenhor Martim //

||7v.|| // [[Martim]] Afonso deSouza doConselho delRey Nosso Senhor //

// eGovernador emtodas estas terras doBrazil.......//

// Testemunhas, que atodos foraõ prezentes... PedroGonçalvez que veyo //

// por homem d’Armas dessa Armada, emque veyo porCapitam //

// Mor odito Senhor Governador. (n)18

Isto mais seconfirma com aCarta deSesmaria deRuy Pinto, aqual princi=| pia damaneira seguinte.

// Martim Afonso deSouza doConselho del Rey Nosso //

// Senhor, eGovernador dasterras doBrazil. (o)19.... //

18. Naõ foi pequena felecidade descobrir-se o referido Alvará, doqual | ninguem tinha noticia, eserve de monumento, para seconhecer oanno, emque | Martim Afonso sahio deLisboa para oBrazil, econvence defalsa aopiniaõ Co=| mũa dos Historiadores nascionaes, eestrangeiros, osquais todos Supoem aCon=| quista deS Vicente mais antiga, doque na realidade foi, excepto oAbade | Valemont, que seguio opiniaõ muito contraria. Varios Francezes, eEspanho=| es supoem povoada aCapitania deS Vicente noanno de 1516, quando relatão | afabuloza Historia deAleixo Garcia; eoPadre Iaboatão acenta, que Martim | Afonso veyo em 1525. (p)20 mas nem este Portugues, nem os mais Es=| trangeiros acertaraõ com a epoca verdadeira, eatodos elles seopoem | adata doAlvará aSignado aos 20 denovembro de1530, nas vesporas davia=| gem doCapitaõ Mor Conquistador, como indicão aspalavras doRey:

// Que Martim Afonso deSouza do meu Conselho //

// achar, oudescobrir naterra doBrazil, onde eu invio.//

19. Tambem não hé compativel amesma data com afabula com


||8r.|| [[Composta]], ou aomenos publicada pelo Iezuita Charlevoix, quando diz, que21 | Ruy Moschera noanno de 1530 derrotara nasvezinhanças daCananêa 80 | Portuguezes mandados deS Vicente áquelle Certaõ peloGovernador Geral | doBrazil / com este titulo falla deMartim Afonso / Naõ tem final=| mente compatibilidade alguma adata doAlvará, com oque alegou Ieronimo | Leitão á Camara deS Vicente em 1580, dizendo que Martim Afonso con=| cedera aAntonio Rodriguez asterras fronteiras aTumiarû noannode1530, | segundo consta daSua petição existente nadita Camara (q)22 pois ainda | dado, enaõ concedido, que aArmada Sahisse deLisboa noproprio dia, emque Sua | Magestade aSignou oAlvará emCrato, naõ podia ella chegar aS Vicente nes=| se mesmo anno, suposta anoticia incontestavel, deque oRio deS Vicente | foi descoberto nodia deste Santo. A Igreja ofesteja a22 de Janeiro, | eoAlvará foi datado depois de Ianeiro nomez denovembro de 1530, logo | ainda cá naõ estava adita Armada noanno, emque Sua Magestade aSig=| nou aquelle documento.

20. O Alvará com effeito demonstra, que oConquistador naõ chegou aoBra=| zil em 1530, nem antes desse tempo; mas naõ rezolve, seaquelle Chefe | partio nomesmo anno, emque selavrou este documento, ou se nalgum dosSeguintes.

O Padre Mestre FranciscodeSanta Maria supoem que Martim Afonso Sahio | deLisboa em 1531, quando refere, que oRio deIaneiro foi por elle descoberto no=| primeiro dia doanno de 1532, mas certo anonimo debom criterio em varios | lugares deSeus manuscriptos afirma, que dera principio á viagem nofim | de 1530, eaportara emS Vicente aos 22 de Ianeiro de 1531, oque secomprova | com aCarta escripta por Dom Ioaõ terceiro em reposta deOutra, que doBrazil lhedi=| rigio Martim Afonso: AdeSua Magestade foi datada aos 28 desetembro ||8v.|| [[de]] 1532, enella diz oRey:

// Vi asCartas, que me escrevestes por Ioaõ deSouza, epor elle soube da= //

// vossa chegada aessa terra doBrazil, ecomo hieis correndo aCosta //

// Caminho doRio daPrata.... Porque folgaria saber as mais no= //

// vas devós, edoque lá tendes feito, tinha mandado oanno passado //

// fazer prestes hum Navio para setornar Ioaõ deSouza para vos. //

21. Naõ declara Sua Magestade expressamente oanno, emque recebeo aCarta, mas | isto seinfere com amayor evidencia delle aseverar, que noanno passado mandara ar=| mar hum Navio, emque tornasse para oBrazil oportador Ioaõ deSouza. Se, pois, | noanno de 1532 diz oRey, que nopassado determinara avolta dequem lhe levou | aCarta, seguesse que arecebeo noprecedente de 1531, epor legitima concequen=| cia já nesse anno de1531 estava Martim Afonso em S Vicente; eporque | ainda naõ tinha sahido daCorte aos 20 denovembro de1530, emque sepassou oAlva=| rá Citado, hé evidente, que aArmada sahio depois de 20 denovembro de 1530, e=| chegou aoRio deIaneiro noprimeiro dia doanno de1531.

22. Asseguraõ os nossos Historiadorez, que oCapitam Mór daEsquadra era Donata=| rio quando partio doReino; afirmaõ que omotivo principal daSua viagem, | fora povoar aSua Capitania; daõ por certo, que aSua custa apromptara toda | aArmada; dizem, que nella conduzira Cazaes; acrescentão, que seu Irmaõ Pe=| droLopes tambem era Donatario nesse tempo; contão finalmente, que veyo com=| Martim Afonso, enessa occaziaõ povoou aCapitania deSanto Amaro, cu=| jas noticias, parecendo veridicaz em outro tempo, semostraõ falsas nas se=| guintes reflexoens.

23. Nenhum dos Autorez dá anoticia deter Martim Afonso pelejado ||9r.|| [[com]] Francezez nodecurso da sua viagem; porem hé certo, que encontrou Corsa=23 | rios desta Nasçaõ, eos obrigou arenderem-se: depois dechegar aS Vicente, man=| dou para oReino huma das Naos aprezadas. Isto consta daCarta, que ElRey | lhe escreveo, como sepode ver adiante numero 120: ignoraõ-se porem omotivo da=| Batalha, eolugar doCombate.

24. Comfelis, ebreve Navegação chegou a 23 graos, ou 23, e 11 minutos de=| Latitude meridional, como querem outros: nesta altura foraõ aparecendo serras | altissimaz nocontinente, evarias Ilhas no Mar. Ordenou oCapitam Mór | aos Pilotos, que seaproximassem á Costa, enoprimeiro de Ianeiro de1531 divizou hum | boqueiraõ, por todos oslados cercado dehorriveis penhascos, enomeyodelle hu=| ma grande lage, que dividindo as agoas emduas partes, forma outras tantas | barras, ou entradas para huma Bahya, que terá dediametro como oito legoas; | e 24 decircunferencia, naqual dezagoão muitos Rios. Os Naturaez | daterra chamavaõ-lhe == Nitheroý == (r)24 eMartim Afonso deo-lhe | onome deRio deIaneiro, por ater descoberto noprimeiro deste mez. (s)25

Elle mandou que aEsquadra surgisse fora dabarra, edezembarcou junto ao-| Paõ deAssucar emhuma praya, aque por isso chamarão muito tempo == Porto | deMartim Afonso. (t)26 Explorando oterreno, achou-o povoado de innume=| raveis Tamoyos, Indios belicozos, edesconfiados: Logo conheceo, que só por meyo | dasArmas poderia estabelecer-se emterras desta Nasção; eporque aforça da=| sua Esquadra naõ era tanta, que alem daVictoria, aSegurasse apermanencia da-| nova Povoação, naõ quis, como prudente, expor-se acontingencia dehuma | guerra perigoza. Esta foi arazão porque naõ deo principio á Colonia | em hum Porto, eSitio taõ excelente, como odoRio de Ianeiro.

25. Discordaõ entre si os nossos Autores a respeito daviagem, emque ||9v.|| [[des]]cobrio odito Rio. Iaboataõ (u)27 que oachara navolta deSaõ Vi=| cente para oReino em 1532, eSanta Maria, que odescobrio nesse mes=| mo anno, porem naviagem delisboa para oBrazil. (x)28 Nesta | ultima circunstancia sedeve conformar com oAutor doanno historico, | porque os nomes dados por Martim Afonso aosLugares, que sevaõ se-| guindo aoSul doRio de Ianeiro, persuadem, que osfoi pondo Successiva=| mente, quem navegava doPolo arctico, para oantartico, enaõ as aves=| saz. As agoas, e Ilhas denominadas pelo referidoCapitão ex=| istem naCosta pela mesma ordem, que noCalendario estaõ osdias dos=| Santos, cujos saõ os nomez postos por Martim Afonso. Depois do=| primeiro de Janeiro seguesse odia deReys aSeis; odeSaõ Sebastiaõ a=| 20; odeSaõ Vicente a 22; damesma Sorte nesta Costa, eCaminho do=| Sul, primeiro está oRio deIaneiro, logo Angra dosReys, mais adiante a=| Ilha deSaõ Sebastiaõ, eultimamente adeSaõ Vicente.

26. Outro sim mal podia aquelle grande homem descobrir oRio de Ianeiro | neste mez, hindo devolta para oReino em 1532, porque noCampo dePirátinin=| ga aSignou aSesmaria dePedro deGoez aos 10 deoutubro dodito anno de 1532, e=| naVilla deSaõ Vicente adeFranciscoPinto aos 4 deMarço de 1533, eassim | fica demonstrado, que naõ voltou para oReino em Ianeiro de1532.

27. Com odezengano deque lhe naõ era possivel fundar asua Colonia | noRio de Ianeiro, mandou levantar as Ancoraz, eSeguio oCaminho de Oeste.

Depois deter navegado quatro legoas descobrio abarra dasToyucas, que | desprezou por naõ ser Capaz, nem deEmbarcaçoens medianas: pela mes=| ma razão naõ tomou abarra deGuaratyba, outras quatro legoas distante ||10r.|| [[da]]mencionada dasToyucaz. Costeou a Ilha, ou restinga daMaramba=29| ya, que só tem 5 legoas deComprido, (z)30 enaõ 14 como escreve Pita, (a)31 e=| mais adiante avistou huma Ilha, que demora naaltura de 23 graos, e 19 mi=| nutos, áqual deo onome de Ilha grande por serem menores outras muitas, que | povoaõ oseu contorno. Entre ella, eomorro daMarambaya, formou a=| natureza huma barra admiravel com largura deduas legoas: por aqui | entrou aArmada, eachouce dentro dehuma Enseada muito espaçoza, | aque oCapitaõ denominou Angra dosReys por ter chegado aella em Seis | de Ianeiro.

28. Naterra firme defronte da Ilha grande, entre asVillas de Paratý, | edeAngra dosReys, mora o celebre frade bem conhecido dos Moradores, eNave=| gantes daCosta: elle hé huma ponta mais alta daSerra, que vista delonge | parece hum Franciscano com oCapelo naCabeça; eesta semelhança foi a=| cauza delhe chamarem ofrade, edelle proveyo onome doRio, aque chamaõ do=| frade.

29. De Angra dosReys sahio aEsquadra pela outra barra tambem | excelente doCairuçû, efoi continuando aderrota athé a Ilha dosPorcos, aque huma | Sesmaria antiga chama Tapera deCunhanbeba, por nella ter existido huma | Aldeya, deque era Cacique Cunhanbeba, aquelle Indio, que naSua Canoa | Conduzio para Saõ Vicente aoPadre Ioze deAnchieta, quando voltava de Ipe=| roýg, onde fora Solicitar, eajustar aspazes com osTamoyos deUbatyba, | eLarangeiras. (b)32 Passou avante da Ilhados Porcos, edeixando amão | direita aEnseada dos Maramomis, ouGuarámomis, como escrevem alguns, | avistou huma Ilha alta nalatitude de vinte etresgraos, equarenta mi=| nutos, aqual deo oapelido deSaõ Sebastião, pordelle rezar a Igreja nesse ||10v.|| [[dia]]: depois depassar esta Ilha, foi continuando aviagem por espaço demais | dedoze legoas, como querem osvezinhos, oude oito, segundo escreve Pimentel; (c)33 | ecomo oReligiozo Donatario Costumava aSignalar oslugares mais notaveis | com os nomes dosSantos, cujos eraõ osdias, emque aelles chegava aprimeira vez, | demarcou com otitulo deRio deS Vicente abarra por onde entrou nodia deste | Martyr gloriozo, que escolheo para Patrono daSua Colonia.

30. OTerritorio desta barra destinguiraõ os Indios com oapelido Buri=| quioca, que quer dizer Caza deMacacos, ehoje transmutado Bertioga.

31. Este Territorio, etoda aCosta circumvezinha, assim para oNorte, como para | oSul, pertencia avarias Aldeyaz situadas noCampo sobre asSerraz: as I=| lhas deS Vicente, eSanto Amaro, etambem aterra firme adjacente, esuas pra=| yas, deffendiaõ os Indioz pela unica conveniencia denellas pescarem, emarisca=| rem Ostras, eBerbigoens. As Conxas arrumavaõ ahuma parte dolu=| gar, aonde estavaõ congregados, ecom ellas formarão montoens taõ grandez, | que parecem Oiteiros, aquem agora osvé adornados deArvoredos grandissi=| mos.

32. Daqui nasceo escreverem alguns Autorez, que hé mineral amate=| ria, deque sefas aCal em varias partes daAmerica. Enganaraõ-se, maz | com desculpa, porque aterra conduzida pelas agoas, eventos para cima | daquelles montoens, formou sobre elles osgrossos Cristaes, edamesma | Sorte produzio oarvoredo referido.

33. A Barra daBertioga demora entre aterra firme, que vay ||11r.|| [[correndo]] dabanda doRio de Ianeiro, ehuma Ilha dequatro, ouSinco legoas,34 | aque chamaõ deSanto Amaro. Aonde acaba esta Ilha, que corre para | Oeste, principia huma Enseada deduas legoas delargo, enella dezagoa o=| lagamar deSantos porduas barraz: aprimeira chamaõ Barra grande, ea=| outra Barra deSaõ Vicente, por ficar junto desta Villa, por onde dizem | entrara aEsquadra deMartim Afonso, ehoje hé somente Capaz deCanoas.

34. Nada disto seconforma com averdade; porque nem aEsquadra en=| trou pelaBarra deSVicente, nem ella sedeteriorou, comodizem, porque | Pescadores velhos, que por aly passavão, sendo rapazes, aSeguraõ, que nunca | aviraõ com mais agora35 doque agora.

35 O manuscripto deDionizio daCosta diz, (d)36 que aentrada foi pela | Bertioga, oque dita aboa rezaõ, econtesta aFortaleza, que Martim Afonso | mandou levantar naquelle Porto quando saltou emterra; ecomo aEsquadra | vinha doRio de Ianeiro explorando aCosta, primeiro havia dedescobrir abarra | daBertioga, que hé amais Septentrional detodas, earezaõ persuade, que en=| traraõ por ella naSupozição, deque era unica, por ignorarem osPilotos, nesse | tempo, que mais adiante ficava agrande.

36. Naõ hé excogitavel razão, que movesse aoChefe daEsquadra aan=| tepor huma barra perigozissima aoutra excelente: Se ointroito foi pela ter=| ceira barra, porque não dezembarcou agente nomesmo lugar, onde aodepois se=| fundou aprimeira Villa? Todos confessaõ, que osConquistadorez dezembarca=| raõ, esefortificaraõ naTorre daBertioga: isto Suposto, para seacreditar, | que primeiro entrarão pela terceira barra, hé necessario crer, que Martim ||11v.|| [[Afonso]] passou pelaprimeira daBertioga muito sufficiente, enaõ quis Ser=| vir-se della; que depropozito naõ quis entrar pela segunda domeyo perfeitis=| sima, efoi introduzir-se pela terceira deSaõ Vicente perigozissima.

37. Ainda teimaõ alguns moradores daquella Villa, que todos os Navios | antigamente entravaõ pela sua barra, edavaõ fundo noPorto deTumiarû: | Confirmaõ esta noticia, mostrando daOutra banda, naterra firme, os ali=| cer-ses dehum edifficio, aque chamaõ Trapiche velho, edizem, que este | era aCaza daAlfandega, onde sedespachavaõ asCargas dasEmbarcaçoens.

Averigoando-se depois, que os antigos chamavaõ Trapiches asCa=| zas, onde sefas Assucar, eoutro sim, que as ruinas saõ hum Engenho, | que ali teve IeronimoLeitão, pelo termodelicença, que elle pedio aCama=| ra, eoPovo lhe concedeo aos 14 deAgosto de 1580, para naquelle sitio eri=| gir hum Trapiche com caza depurgar, eCapella, (e)37 epor ser extenso | otermo vay transcripto somente otitulo, oqual diz assim.

// Auto que os Officiaes daCamara mandaraõ fazer decomo //

// OSenhor Capitam IeronimoLeitão pedio licença, para fazer //

// hum Trapiche emterras doConselho dabanda dalem. //

38. Este documento mostra que osvestigios naõ saõ deAlfandega, e=| com outrodocumento semostra, que nosprimeiros annos entravaõ asNaos | pela Barra domeyo, aque hoje sechama deSantos, eancoravaõ junto | afós, ouBarra doRio deSanto Amaro deGuaibe defronte pouco | mais, oumenos dolugar, onde agora vemos aFortaleza, ouEstacada | doCrasto. O tal documento hé aSesmaria dasterras, onde aode=| pois sefes, eagora existe aFortaleza grande deSanto Amaro: passou ||12r.|| [[a]]Gonçallo Monteiro naVilla deSaõ Vicente noultimo deDezembro38 | de 1536: asterras foraõ concedidaz aEstevaõ daCosta, eoCapitaõ confron=| tou-as desta maneira.

// DaIlha deGuaibe, onde hé oPorto dasNaos defronte desta //

// Ilha deS Vicente, onde estamos todos...., edabanda doSul //

// partem com abarra, ePorto dadita Ilha deGuaibe, edesta de //

// S Vicente, que hé donde ancorão asNaos, quando vem //

// para este Porto deSaõ Vicente.

39. Consta mais que noPorto deGuaibe, comũm para ambas as Ilhas, | ancoravaõ asNaos, que vinhaõ para Saõ vicente: Logo naõ surgiaõ noPor=| to deTumiarû duas legoas, oumais distante doPorto deSanto Amaro.

40. Dapetição feita por IeronimoLeitão, quando pedio licença, para | edifficar oseu Trapiche, consta que Martim Afonso, dando por Sesmaria | aoVelho Antonio Rodriguez asterras fronteiraz aTumiarû, rezervara hum | pedaço dellas, para ahy secrenarem as Embarcaçoens. As palavras doSuplicante | foraõ asSeguintez.

// Martim Afonso .... deo nadita terra aoConselho hum tiro //

// de arco em roda para varadouro dos Navios, porque naquelle //

// tempo parece, que varavaõ aly.

41. Para varadouro deOutras Embarcaçoens menorez hé que Mar=| tim Afonso rezervou otiro dearco em roda. Naõ pareça insignifican=| te aoLeitor aaveriguação dabarra, por onde entrou aArmada, porque | aessa deo Martim Afonso onome deRio deS Vicente. <42>.

||12v.|| [[42.]] Huma dasfabulas introduzidas nahistoria destas Capitaniaz | tem por objecto aopozição, que dizem, fizeraõ osGuayanazez aoznossos pri=| meiros Conquistadores. Pita, mais doque todos, exagerou asporfiadaz | Guerraz deMartim Afonso com os Naturaes daterra, naõ duvidando ase=| gurar, que aeste Capitão taõ conhecido, por suas Victorias, fora necessario | Valer-se detodo oseu exforso, para vencer aContumacia, comque lhe rezi[s]tirão | osditos Guayanazes. OPadre Iaboatão, (f)39 que sechega mais averdade, | confia, que oprimeiro Donatario naõ experimentou muitas contradiço=| ens dos Barbaros, econtudo acenta, que os expulsou aforça deArmas.

Vasconcellos diz, que aCapitania deS Vicente athé otempodaSua | fundação estivera povoada de multidão deGentios, que asArmas Por=| tuguezas afugentarão para aspartes doRio daPrata. (g)40

43. Seeste Chronista quis dizer, que tambem nas Ilhas deSanto | Amaro, Saõ Vicente, enaCosta mais proxima aellas, rezidiaõ Aldeyas | de Infieis, notoriamente secontradiz, pois confessa adiante, (h)41 que junto | aomar naõ haviaõ Povoaçoens deIndios, eporisso fora oPadre Leonardo | Nunes aoCampo dePirátininga embusca demeninos Gentios para | osdoutrinar. Nos Archivos, eSesmarias seencontrão Aldeyas | Situadas noutras partez, enenhuma namencionada Costa: aspri=| meiraz, deque asSesmariaz fazem menção, para aparte doSul, es=| tavaõ adiante doRio deItánheen, enenhuma para oNorte, antes | dechegar aEnseada dos Maramomis.

44. A espada sempre vencedora deMartim Afonso nunca | Cauzou estragos, onde não encontrou rezistencia. O respeito deIoão ||13r.|| [[Ra]]malho, ebons Officios deAntonio Rodriguez lhe conciliaraõ aamizade42 | dosGuayanazez, aqual elle confirmou com apontual observancia dasCondi=| çoens estipuladas. Captivou avontade dosNaturaes daterra, deffendendo | aSua liberdade, eperpetuou com attençoens afidelidade dosBarbaros, que | naõ havia de aSegurar com injustiças.

45. Como pois, naõ vio Aldeyaz nesta Costa, assim que osNavios deraõ | fundo, mandou logo examinar oterreno mais proximo abarra, noqual so=| mente acharão os exploradores algumas Cabanas dispersas, evazias.

Abarra daBertioga serve demargem Septentrional huma planicie | deterra firme, que sevai prolongando pela beira domar alto comextenção | demuitas legoas: da outra banda doSul fica huma Ilha, aque os In=| dios apelidavaõ Guaibe.

46. Ordenou Martim Afonso, que selevantasse huma Torre, para | segurança, edeffensa dosPortuguezez, nocazo deserem atacados peloGen=| tio daterra. Deo-lhe principio namencionada Ilha emhuma Praya | estreita nolugar, onde hoje existe aArmação dasBaleyas.

47. Quando aparecerão asEmbarcaçoens, edemandaraõ abarra, esta=| vaõ nomar pescando alguns Indios deSerra acima, osquais espantados | dagrandeza dos Navios, remaraõ comforça para aterra, eforão emboscar-se | nas matas, deonde sepuzeraõ aespreitar odestino daFrota. Ven=| doque ella entrara, dera fundo, elançara emterra homens brancos, | fugiraõ para oCertaõ.

48. O cacique daAldeya dosfugitivos, quando ouvio delles anoti ||13v.|| [[anoticia]], acentou que oinsulto requeria prompto Castigo, avizando logo | aos Mayoraes, seus vezinhos, para unidos expulsarem aos insolentez, que | infestavaõ assuas Prayaz. Primeiro doque aos outros, participou | anovidade aTeveriçâ, Senhor dosCampos dePirátininga, acujo regulo | toda aNasção dosGuayanazez dava algum genero deObediencia, e=| as Outras Comarcans respeitavaõ muito por ser elle oCacique mais | poderozo, eomelhor Guerreiro doseu Continente.

49. Perto deTeviriçâ morava Ioaõ Ramalho, aquelle Portugues, | que aqui chegara muitos annos antes devir Martim Afonso, edehaver | naEuropa conhecimento algum daquarta parte domundo: era | homem nobre, deexpirito Guerreiro, evalor intrepido, oqual ficando nas=| Prayas deSantos, foi achado pelos Pirátininganos, etrazendo estes para | oseu Rey Teviriçâ referido, porprovidencia deDeos seagradou delle, e=| lhedeo por espoza sua filha, que depois noBaptismo sechamou Iza=| bel, dequem teve filhos, como se colige dehuma Sesmaria, que odito | Martim Afonso lhe concedeo em 1531 na Ilha deGuaibe, quando | odito Ramalho ofoi vezitar já naPovoação deS Vicente. Sendo | pois omencionado Ramalho sabedor, pelo avizo deTeviriçâ, dano=| ticia, echegada daArmada, ouvio-a com alvoroço grande, porque logo | acentou, deque ella era dePortuguezez; porque athé otempo, emque elle | sahira doReino; nenhuma outra Nasçaõ passava aLinha, julgou com=| Solido fundamento, que aEsquadra, ouArmada navegava para | oOriente, eempedida deventos contrarios arribara aBertioga.

Firme nesta opiniaõ, edezejozo deevitar aguerra, que sedispunha | contra osbrancos, Solicitou oSoccorro, onde osBarbaros buscavaõ ||14r.|| [[o aug]]mento dasSuas forçaz. Depois depersuadir aoSogro, que osfo=43| rausteiros eraõ seus Nascionaes, elhes succedera omesmo, que havia a=| contecido aelle Ramalho: propos-lhe grandes conveniencias, que poderião | rezultar-lhe de receber benigno aos hospedes desconhecidos: procurou | move-lo acompadecer-se dehuns infelicez, que perseguidos dos Marez, | eventos contrarios, buscavaõ aterra com ounicofim deSalvarem asvidas, | eSuplicou-lhe apermissaõ deos hir deffender comparte doseu exercito.

50. Ouvio-o com attenção oRegulo, ecapacitado dassuas razoens, re=| zolveo finalmente amparar aos hospedes, enafrente de 500 Sagitarios | marchou para aBertioga. Naõ sedescuidava Ramalho dea=| pressar oSoccorro antes que seadiantassem os Indios das outras Nas=| çoens, eAldeyas, ederrotassem aos nossos, epor esta dispozição chegou o=| Soccorro aBertioga primeiro doque os inimigos, ecomtanta brevidade, | que apareceo noterceiro dia depois dodezembarque.

51. Iá nesse tempo estava cavalgada aArtelharia, eoForte emtermos | de rezistir: Avistaraõ-se os Indios, eoCapitão Mor deo asOrdens necessa=| riaz para huma vigoroza deffensa. Estando agente deGuerra postada | nos lugarez competentes, divizaraõ hum homem, que caminhava apassos | largos para aFortaleza, etanto que chegou adistancia, de onde pudesse ser | ouvido, levantando avós, efallando em lingoa Portugueza, entrou aCon=| gratular-se com os novatos, eapersuadir-lhes que nada temessem.

Hé inexplicavel aadmiração dos Portuguezez quando viraõ homem | branco, eouviraõ o edioma daSua patria emlugar, que Supunhão só | de Feras habitado. Dezenganaraõ-se finalmente daquella illuzão ||14v.|| [[dos]] Sentidos sobre oacontecido, eentão foi seu gosto igual aoseu espanto.

Aprezentouce Ramalho aoCapitão Mor, narrou-lhe osSuc=| cessos passados daSua vida, eaSegurou-lhe que aiñstancias Suas vi=| nha oSenhor daterra adefende-lo com os Indios, que aly via.

52. Depois de agradecer Martim Afonso este Serviço aRamalho | cheyo de admiração peloque ouvio, recebeo aTeviriçâ com os obzequios devidos a=| hum Principe, ebem feitor, dequem tantodependia obom exito daSua | viagem. Logo ajustou com elle perpetua aliança com grandes de=| monstraçoens de alegria, eestrondos deArtelharia.

53. Proceguiraõ asFestas danova aliança, eaomesmo tempo foraõ che=| gando asPatrulhas das outras Aldeyas com intençaõ dehostilizarem aos=| forausteiros; vendo porem, que osfavorecia Teviriçâ, seguiraõ oseu exem=| plo.

54. Retiraraõ-se os Indios para assuas Aldeyas, eMartim Afonso | despachou para oReino oNavio aprezado aos Francezes, noqual escreveo | aoRey por Ioaõ deSouza, dando-lhe parte deque chegara aS Vicente, | ede como hia explorar o resto daCosta athé o Rio daPrata, deixando emter=| ra agente, que trazia para povoar, cujas principaes pessoas forão asSe=| guintes: Luis deGoes, cazado com Dona Catharina; Seus irmaons Pedro | deGoes, que depois foi Capitão Mor deArmada pelos annos de1533, | eGabriel deGoes, com Domingos Leitaõ, que era genro dodito Luiz | deGoes; Iorge Pires, CavalleiroFidalgo, Bras Cubas, Cavalleiro | Fidalgo, PedroCubas, seu filho, eMoço daCamera, Francisca Cubas, | Irman deBras, emulher deDiogo Gonçalvez Ferreira: Ruy Pinto, Fidal ||15r.|| [[Fidalgo]] daCaza Real, cazado com Dona Anna Pires Micel, Irmaõ deIza=44| bel Pinto, mulher deNicolao deAzevedo, Fidalgo daCaza Real, Antonio | Pinto, eFranciscoPinto, efilhos deFrancisco Pinto, eoutros muitos desta | qualidade. Nesta derrota naõ só descobrio muitos Portos, Ilhas, En=| seadas, Cabos, eRios incognitos, mas tambem levantou muito[s] Padroens | para aposse, que tomara pelaCoroa dePortugal. Iunto aBarra do=| Rio daPrata na Ilha deMaldonado acentou hum Padraõ com asqui=| nas dePortugal, eSubindo por elle acima, perdeo nos baixos hum dos seus | Navios. (i)45

55. Sefoi certa ahistoria, que refere Charlevoix, (L)46 naõ seconten=| tou Martim Afonso com explorar somente amargem Oriental deste | grande Rio, pois conta o Iezuita Francez, que achando-se Sebastiaõ Ga=| boto nasvizinhanças doRio Terceiro, 30 legoas acima deBuenos Ayres, | vira chegar a seu Campo hum Capitão Portuguez chamado DiogoGar=| cia, oqual hia reconhecer oPaiz, etomar posse em nome delRey dePor=| tugal.

56. Todos os Historiadorez concordaõ emque Martim Afonso des=| cobrio aCosta Meridional doBrazil, mas discrepaõ entre sy em algumas cir=| cunstancias. Vasconcellos, (m)47 diz, que depois deexaminar aCosta tê=| oRio daPrata, voltara para aaltura de 24 graos, emeyo, ealy fundara aVilla | deS Vicente; pelo contrario Iaboataõ, (n)48 governando-se por hum ma=| nuscripto antigo, quer, que afundação precedesse alguns annos á via=| gem doRio daPrata; eacrescenta, que dando-se ElRey por mal ser=| vido deMartim Afonso sedeter empovoar aSua Capitania, enaõ


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files -> Universidade de são paulo faculdade de filosofia, letras e ciências humanas departamento de letras clássicas e vernáculas programa filologia e língua portuguesa sintaticizaçÃO
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files -> Chamada de publicação Projeto História do Português Paulista Série Estudos, vol. V
files -> Projeto Para a História do Português Brasileiro Equipe de São Paulo Edição das Cartas Paulistas da bnrj século XIX


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