Crimes sob Influência dos Games



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Crimes sob Influência dos Games
- O estudante de medicina Mateus da Costa Meira, que em

Novembro de 1999 estava com 24 anos, disparou tiros de

submetralhadora numa platéia de 40 pessoas que assistia

ao filme "Clube da Luta" num cinema do Morumbi Shopping,

em S.Paulo. Meira repetiu exatamente as mesmas

seqüências que verificamos no game Duke Nuken. Desde a

entrada no cinema, no banheiro, a escolha e regulagem da

arma, enfim tudo é uma infeliz repetição na vida real do

que ele via nas cenas do game. Em sua casa foram

encontradas dezenas de provas que Mateus da Costa Meira

era viciado além do Crack e Cocaína, em games, dos quais

fazia pirataria para conseguir algum dinheiro. Final

Trágico: 3 mortos e vários feridos.(Folha de S.Paulo/O

Estado de S.Paulo-05/11/99)


- Keith Flaig, de 14 anos, apanha uma faca de caça

guardada em um armário e rasga a garganta de Nicholas

Watts, seu melhor amigo. Logo após, pega uma pistola

calibre 20, no porão da casa, e atira na irmã de

Nicholas, de 10 anos. Depois vai a procura da mãe do

garoto e desfere-lhe um tiro fatal no rosto. Por último,

Keith coloca a arma na boca e se suicida. Parece mais um

enredo de videogame, mas, infelizmente não é. Esta

história violenta e cruel não tem nada de fantasia. O

crime ocorreu em Portland, uma cidade pacata nos EUA. A

polícia, depois de vasculhar toda casa, só encontrou uma

pista: o computador com o game macabro que os

adolescentes 'brincavam'...(Revista Veja-24/01/96).
- Os jovens Eric Harris e Dylan Klebold, que em maio de

1999, mataram 12 colegas e um professor antes de se

suicidarem, na Columbine High School, no Colorado (EUA).

Eram entre outras coisas, viciados no jogo 'Doom', um

videogame licenciado pelos militares americanos com o

objetivo de treinar soldados para matar. Trata-se de um

game em 1ª pessoa, onde a arma que aparece na tela, em

primeiro plano, é da própria pessoa que está jogando, ou

seja, ela assume literalmente o papel de quem atira.

Coincidência? (Fonte:Vários jornais, revistas e

noticiários de TV-Maio/99)
- Uma criança jogando Nintendo, seguindo as ordens que,

de acordo com ela, eram dadas pelo diabo, do tipo: se

quiser prosseguir aperte a tecla 1, etc. e você terá

super poderes. O diabo pediu que escrevesse e

registrasse tudo para que todos soubessem do seu poder.

O menino ateou fogo ao corpo, e ele e o quarto onde

estava foi consumido pelo fogo, com exceção apenas do

vídeo e o nintendo que ficaram intactos. (Dr.Josué

Yrion-USA-97).
Japão proíbe game para menores por causa da violência
A “Cero” (Computer Entertainment Rating Organization),

entidade que no Japão cuida da classificação dos jogos,

conferiu a “Dead to Rights” o selo de classificação

adulta por causa da violência. O personagem do jogo,

Jack Slate (saiba mais sobre o jogo, na lista acima)

caça o assassino do pai e no decorrer das fases, ele

precisa descobrir quem confia nele ou quem quer vê-lo

morto. O game conta também com um apelo erótico, numa

cena de strip-tease.
Dead to Rights, jogo que recebeu a classificação de

impróprio para menores de 18 anos (Folha de

S.Paulo-25/nov/02)
Castor é proibido no Brasil
O Ministério da Justiça classificou como impróprio para

menores de 18 anos o “Conker’s Bad Fur Day”, para

Nintendo 64, jogo cujo personagem – um castor, tem

comportamentos nada saudáveis: fala palavrões, fuma,

bebe e comporta-se como maloqueiro.
A proibição é baseada numa medida do Ministério, baixada

em 2001, onde todos os videogames comercializados no

Brasil devem ser submetidos a uma classificação por

faixa etária. Esta classificação é feita pela mesma

equipe que indica a censura e os horários de exibição

dos filmes na TV.


Jovem morre após passar 32 horas jogando no computador
Apenas alguns dias depois da primeira morte por

"overdose", outro adepto de jogos para computador morreu

depois de uma maratona de 32 horas em frente ao PC.
Segundo a polícia, o taiwanês Lien Wen-cheng, de apenas

27 anos, iniciou sua jornada em um cibercafé em

Fengyuan, região central de Taiwan, por volta das 10h30

da quinta-feira. Às 7h do sábado, um funcionário do

cibercafé encontrou o rapaz no chão, com o nariz

sangrando. "Correram com ele até o hospital, mas ele já

havia falecido", informou a polícia local.
Um porta-voz da polícia disse que os médicos acreditam

que Wen-cheng morreu por exaustão, por ter permanecido

na mesma posição por muito tempo. Sua morte evidencia o

perigo de jogar intensivamente. Há menos de dez dias, um

jovem sul-coreano de 24 anos também faleceu em um

cibercafé em Kwangju, há 260 km de Seul, depois de jogar

continuamente por 86 horas. O psicólogo Peter Watson

explicou ao site de notícias Vnunet.com que jogar por

períodos tão longos sem dormir causa um considerável

estresse ao corpo. "Dependendo do jogo, o cérebro tem a

impressão de que está constantemente sob ameaça, sendo

atacado", disse. (Folha Online-22/out/02)


Michael Jackson atira bebês em webgame
O webgame (game disponibilizado em um site) "MJ Baby

Drop" (A queda do bebê de Michael Jackson) foi inspirado

na polêmica aparição do filho de Michael Jackson na

janela de um hotel alemão.

No game, o jogador precisa pegar com uma cesta os bebês

que o cantor arremessa de um telhado. No final, os

jogadores recebem uma pontuação e uma avaliação de suas

habilidades paternais.

Aliás, não é só bebês que o excêntrico astro pop

arremessa. As aranhas também fazem parte da

‘brincadeira’.
A infeliz inspiração surgiu da polêmica cena em que o

megalomaníaco Jackson assusta seus fãs ao balançar com

uma só mão, seu filho fora da sacada do quarto andar de

um hotel em Berlim, em novembro de 2002.

Nota: Jackson cria tarântulas em seu rancho na

Califórnia.


Michael Jackson segura perigosamente um bebê (coberto

com lençol) fora do parapeito da janela em um hotel em

Berlim. (Reuters-19/nov/02)
Estude diferentes escolas mágicas em "Lethal Dreams",

novo RPG para PC


A Russobit-M liberou novas imagens de seu RPG, "Lethal

Dreams", jogo que coloca você no papel de um aprendiz de

mago. O game oferece seis escolas de magia diferentes:

Evocação, Encarnação, Necromancia, Portais,

Encantamentos e Transmutação. Além dessas, existe uma

sétima escola genérica de Imagens que membros das outras

seis podem estudar. A escolha do estilo muda a maneira

como jogadores encaram as lutas no game. O game ainda

não tem previsão de lançamento na América.
Células do cérebro são vítimas da violência dos games.
Passar horas jogando um videogame violento pode afetar a

maneira como seu cérebro funciona, causando problemas na

transmissão de sinais entre células nervosas e

diminuindo a atividade cerebral. Esse foi o resultado de

um estudo norte-americano, que sugere que exposições

prolongadas a videogames violentos podem insensibilizar

o cérebro, o que poderia levar um jovem a não saber mais

distinguir o efeito real da violência.


Estudo confirma: Videogames aumentam agressividade de

jovens
Um estudo inglês fornece primeira evidência sólida da

relação entre games e violência. Videogames violentos

foram estreitamente ligados à agressividade em

adolescentes, num estudo que mostra que a influência dos

jogos está progressivamente substituindo a amizade. A

pesquisa dá um poderoso apoio para a suspeita de que a

violência virtual poderia ser um dos fatores por trás da

onda de crimes envolvendo jovens agressivos.
John Colwell, professor da Middlesex University que

liderou o estudo, disse que a agressividade em rapazes

aparentemente aumentou com o tempo de exposição a tais

jogos. "Há um número crescente de evidências sugerindo a

existência de uma relação entre jogos de computador e

agressividade", disse.


Estudos anteriores mostravam apenas uma correlação entre

tais jogos e a agressividade. Essa conclusão era

ambígua, pois poderia significar que os jovens que

disputavam tais jogos o faziam porque tinham

predisposição para a violência.
O trabalho de Colwell mostra, porém, que há uma forte

ligação causal, o que significa que disputar esses jogos

torna os jovens mais agressivos. Ele chegou a essa

conclusão após estudar o comportamento de 204 alunos,

com idade entre 12 e 14 anos, de uma escola londrina.

Quanto mais tempo os adolescentes passavam jogando

videogames, mais sua agressividade aumentava. Eles

gritavam, empurravam e batiam em colegas. O efeito era

pouco perceptível naqueles que jogavam ocasionalmente.

Todos os jovens passaram muitas horas disputando esses

jogos. Cerca de 97% dos rapazes e 88% das moças eram

jogadores habituais. Entre os rapazes, os usuários mais

freqüentes de computador tendiam a ter menos amigos e

viam sua máquina como um amigo substituto.

Confirmação - Para Mark Griffiths, psicólogo da

Nottingham Trent University especializado em abuso e

vício relativos a computadores, o trabalho de Colwell

confirmou um estudo com crianças entre 4 e 8 anos de

idade, a quem foi dada permissão para brincar com jogos

moderadamente violentos. Elas mostraram um nível de

agressividade bem mais alto.

Os estudos condizem com outro feito recentemente nos

Estados Unidos, o qual mostrou que disputar jogos com

violência interativa eleva muito mais - e bem mais

rápido - os níveis de agressividade do que assistir a

filmes violentos.

Os pesquisadores, da Iowa State University, pediram a

210 estudantes que disputassem jogos violentos, como

Wolfestein 3D e Doom, ou Myst, um jogo não-violento.

Após 15 minutos, eles eram passados para outro jogo no

qual podiam punir seu oponente com uma buzina

ensurdecedora. As buzinadas mais prolongadas vinham dos

que haviam disputado os jogos violentos.

Nos EUA, tais conclusões são levadas a sério, em

especial por causa dos crimes cometidos por jovens.

Alguns especialistas crêem que pessoas agressivas podem

ser particularmente influenciadas por jogos de

computador e que isso pode ter sido uma das causas do

massacre ocorrido em 1999 numa escola do Colorado.

Descobriu-se depois que Eric Harris e Dylan Klebold, que

assassinaram 12 estudantes e 1 professor antes de se

suicidarem, eram fãs do Doom, um videogame licenciado

pelos militares americanos com o objetivo de treinar

soldados para matar.



7 de agosto de 2000- O Estadão


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