Cromoterapia



Baixar 37.8 Kb.
Encontro07.08.2016
Tamanho37.8 Kb.


CROMOTERAPIA
CROMOTERAPIA, FLORAIS DE BACH... NOS CENTROS ESPÍRITAS?

Alkíndar de Oliveira


Nós espíritas sabemos que existem Centros Espíritas (que assim auto denominam-se) que trabalham com cromoterapia, florais de Bach, etc. e que conseguem bons resultados de curas. Fazem os doentes saírem física e mentalmente recuperados. Cabe a nós, espíritas, respeitar as mais diversas modalidades e formas de cura. São meios úteis de minimizar o sofrimento alheio.
Se temos por obrigação respeitar a forma dos outros agirem (não devemos respeitar o livre arbítrio?) e, até elogiar por estarem aplicando mais uma maneira de ajudar a quem precisa, temos, por outro o lado, o direito de pedir ao líderes dessas instituições para não denominá-las de Centros Espíritas.

Releia Kardec. Você, caro irmão, assim agindo, com o nobre propósito de ajudar o próximo, prejudica o foco do Espiritismo. O bom líder sabe que determinar o foco é o passo fundamental para conseguir sucesso em sua empreitada.


Agindo assim, meu irmão, vão confundir Espiritismo com Casa de Recuperação, onde o doente vai com um mal do corpo ou do espírito, cura-se, e depois volta para sua residência esquecendo-se completamente da importância do Centro Espírita em sua vida, ou mesmo não tendo – esse doente recém curado - acesso à profundidade da Doutrina Espírita, que é o que ocorre na maioria das vezes.


Não pense que o Espiritismo não deixa de ser uma Casa de Recuperação. Ele o é, sim. Mas como um meio, não como um fim. A pessoa que enxergar o Centro Espírita principalmente como uma Casa de Recuperação, está tendo uma visão desfocada do Espiritismo. Uma Casa de Recuperação atende um doente por um tempo determinado, até que ele se cure.


O Espiritismo não é uma Casa de Recuperação, apesar de poder e dever agir como tal (mas repito, como um meio, não como um fim). O Espiritismo é sim, uma Escola, que tem o objetivo de educar – para sempre, e não por um tempo determinado – o espírito imortal.


Por que hoje muitos indivíduos procuram o Centro Espírita para se curarem de um mal qualquer, curam-se e depois não voltam mais? Porque o Espiritismo está, de forma errônea, vendendo essa imagem de Casa de Recuperação.

Insisto: adotar cromoterapia, florais de Bach, etc. é desfocar o Espiritismo. É não abrir os olhos do indivíduo ao profundo conhecimento e entendimento que a Doutrina Espírita pode a ele proporcionar por toda sua imortal vida, e não apenas por um momento em que precisou ser curado de determinado mal.


Se quiser, caro irmão, continue a adotar a cromoterapia, divulgue e aplique os florais de Bach, sabemos que existem muitas formas de sermos úteis à humanidade, mas, por favor, mude o nome de sua instituição. Para o bem da exata compreensão do que é o Espiritismo, não a chame de Centro Espírita.


Não prejudique o foco.


Fonte: http://www.panoramaespirita.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=2929

EFEITOS POSITIVOS E MECANISMOS MAL COMPREENDIDOS

Colaboração: Marcia Regina Farbelow e Hugo Puertas de Araujo
PERGUNTA DE MARIA BETÂNIA BENITO: A cromoterapia pode realmente influenciar um ambiente qualquer e ajudar as pessoas? Allan Kardec, se hoje estivesse entre nós, não consideraria as cores em nossas vidas uma mistificação?

RESPOSTA: Mistificações e técnicas de efeitos positivos, mas de mecanismos mal compreendidos, sempre andam juntas. Quando não há um estudo sério sobre os mecanismos pelos quais se produzem certos fenômenos, sempre há uma brecha para que qualquer pessoa de má-fé, ou mesmo alguém de boa-fé, mas sem conhecimento, possa mistificar. Se Kardec estivesse entre nós hoje em dia, provavelmente iria pesquisar a cromoterapia e tentar verificar o seu funcionamento. É certo que as pessoas obtém resultados bons com essa técnica, mas ficamos sem saber se isso ocorre por causa da sua fé ou devido à própria cromoterapia. Existem estudos que mostram que as cores e os sons e os cheiros podem afetar o estado de humor das pessoas. Também sabemos que o estado de humor afeta a nossa predisposição para melhorarmos de certas doenças, ou ficarmos mais suscetíveis a outras. Assim, o mecanismo por trás das técnicas de cromoterapia podem estar ligados a esses efeitos psicológicos que já são estudados pela nossa ciência.


No entanto, uma coisa é certa: a cromoterapia não pode ser vinculada ao Espiritismo. Funcionando ou não, possuindo uma base física ou apenas psicossomática, a cromoterapia não se vincula ao Espiritismo. A única técnica empregada por Kardec e que está no Espiritismo desde a sua criação é a fluidoterapia através do passe. Cromoterapia, florais de Bach, pirâmides, e outras técnicas alternativas não podem ser confundidas com o Espiritismo, pois não fazem parte de sua base. Não se trata de dizer que elas são mistificação ou que não produzem resultados positivos, trata-se apenas de não se misturar coisas que não estão ligadas. Pelo mesmo motivo não podemos considerar a filosofia de Ghandi e dizer que ela é espírita só porque é boa. Cada coisa no seu lugar.


Fonte: http://www.nucleopazeamor.org.br/estaqui03/EA0503d.htm

ISTO NÃO É ESPIRITISMO

Alamar Régis Carvalho
Muitos dos meus leitores, costumeiramente, me perguntam o que eu acho da prática da Cromoterapia no Centro Espírita, assim como da prática do Reick, da Apometria e de outras que algumas instituições utilizam. É aí que eu procuro consultar o bom senso e identificar a dosagem correta, para não colocar apenas meia colherzinha de açúcar no café ou exageradas três colheres de sopa no mesmo café. Nada pode ser 8 ou 80. Vejam bem: O fato de determinadas coisas serem boas, não fazerem mal a ninguém, não quer dizer que necessariamente têm que ser levadas para o Centro Espíritas e praticadas como sendo Espiritismo. A Cromoterapia, por exemplo, é alguma coisa que já tem comprovações científicas e resultados satisfatórios, fazendo bem a muita gente; mas é Cromoterapia e não Espiritismo.
Fonte: http://www.espiritualidades.com.br/Artigos_A_C/Carvalho_Alamar_isto_nao_esp.htm

BLOG ESPÍRITA
O Brasil possui em sua história processos que desencadearam no consciente e inconsciente coletivos, formas de tratar algumas questões filosóficas ou religiosas. E uma das características principais dizem respeito ao sincretismo. É público e notório o fato de que existe, por exemplo, uma relação dos Santos da Igreja Católica com as Entidades da Umbanda ou com os Orixás do Candomblé. Além disso, o ser humano tem uma tendência de fazer o divino à sua imagem e semelhança, quando o contrário é verdadeiro, ou seja, nós é que somos a imagem e semelhança do divino. E isso gera essa confusão de conceitos pois todos acabam criando o "seu Espiritismo", o "seu Deus".
Aliás os conceitos de Umbanda e Candomblé muito podem ilustrar o objetivo deste artigo: ninguém fala que a Umbanda é um Candomblé repaginado ou vice-versa. Umbanda é Umbanda e Candomblé é Candomblé. E ponto. O mesmo deve ser dito ao se tratar de Espiritismo. Umbanda não é Espiritismo. Candomblé não é Espiritismo. Doutrinas espiritualistas que mesclam o divino com extra-terrestres de duas cabeças não são Espiritismo. Doutrinas que trazem em sua essência o Reiki ou a Cromoterapia não são Espiritismo. Todas essas doutrinas merecem respeito... Mas... Espiritismo é Espiritismo.
E não tem problema nenhum surgirem novas correntes que tiveram sua inspiração também no Espiritismo. O que é Espiritismo está detalhado nas obras de Kardec. E até que surja algo capaz de realizar o mesmo esforço de compilação e tratamento / validação dos novos conceitos, continuará sendo assim.  E acredito que o Espiritismo não tem a pretensão de ser a verdade absoluta. Será sempre uma opção consoladora e orientadora aos que com ela se identificam. Sem preconceitos, sem orgulho...
E que as novas correntes filosóficas surjam. Pelo que vi todas pregam o bem. Que continue assim! E que o Espiritismo tenha vida longa e que seja mais uma força que promova  a evolução espiritual em nosso planeta. 
Fonte: http://consolador.zip.net/arch2009-01-11_2009-01-17.html
FUNDAÇÃO ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ
Atividade na Casa Espírita
O título deste artigo é o mesmo de uma palestra proferida pelo conferencista baiano Divaldo Pereira Franco.

Atividade na casa espírita tem por objetivo servir de parâmetro à dirigentes e colaboradores do Centro Espírita, a fim de que os objetivos da casa espírita alcancem o sucesso almejado por dirigentes do mundo visível e invisível.

A benfeitora espiritual Joana de Ângelis, pela mediunidade de Divaldo, propõe uma tríade ao dirigente espírita.

1º Espiritizar

2º Qualificar

3º Humanizar




Espiritizar: parece paradoxal tocar no assunto de espiritizar o Centro Espírita, mas há casas que rotulam-se como Centro Espírita, contudo fogem a Kardec, trabalhando distante das diretrizes ensinadas pelo codificador. O Centro Espírita tem como foco principal ensinar Espiritismo, todos os assuntos, inclusive os da atualidade, podem e devem ser abordados no Centro Espírita. Entretanto, importante reforçar que, estes assuntos, sejam eles quais forem, devem ser abordados fazendo o link com a Doutrina Espírita.

O Centro Espírita não deve se envolver com terapias alternativas, com todo o respeito que estas merecem. Terapias alternativas devem ser praticadas por quem estudou e pesquisou para praticá-las, em ambientes independentes do Centro Espírita.


Como exemplo citamos o caso de dirigente de um centro que denominava-se espírita que começou a promover em “seu centro”, sessões de cromoterapia. Resultado: os freqüentadores nada entendiam o significado do Espiritismo, confundido-o com a cromoterapia. Enxergavam no Centro Espírita tão somente uma casa de recuperação. Imediatistas, queriam a breve cura para seus males, pouco preocupando-se em estudar as obras de Kardec, que, saliente-se, atingem a causa das mazelas humanas ao ensinar que os males resultam de nossa invigilância para com as leis que regem a vida.


Nada contra a cromoterapia ou qualquer outra terapia alternativa, contudo, que não seja realizada no Centro Espírita para que não se perca o foco do que ensina o Espiritismo. Por isso, como assevera Joana de Ângelis, é de suma importância espiritizar o Centro Espírita.




Qualificar: vivemos a época da qualidade total, o Centro Espírita não pode ficar distante dessa realidade. O colaborador do Centro Espírita, inserido dentro do contexto da instituição deve estar bem preparado para receber os freqüentadores, aperfeiçoando-se constantemente para bem servir. Aliás, a qualificação do trabalhador espírita demonstra solidariedade e respeito ao ser humano. Quanto mais preparado estiver o trabalhador espírita, mais útil será ao semelhante.

Se vou dedicar-me ao atendimento fraterno, irei fazer cursos, trocar experiência com companheiros mais calejados que atuam nessa área, enfim, aperfeiçoar-me para oferecer qualidade às pessoas que procuram o Centro Espírita. Por isso, como ensina Joana de Ângelis, é de vital importância a qualificação do trabalhador espírita.



Humanizar: o Centro Espírita precisa ser uma casa que exala instrução e amor, esclarecimento e conforto. Daí a necessidade de sua humanização, do carinho ao receber os freqüentadores, da tolerância para com as dificuldades alheias, da intensa luta que deve-se imprimir contra o automatismo que muitas vezes caracteriza as relações humanas. Não somos robôs, somos seres humanos, espíritos imortais, com sentimentos, anseios, dificuldades, carências, conquistas...

O olho no olho, o abraço fraterno, a conversa amena fazem parte dessa humanização. Lembro-me de famoso escritor espírita que ao ver a fila grande de pessoas que pediam seu autógrafo passou a acelerar o procedimento das assinaturas. Uma senhora, fã da literatura daquele escritor, ao ver a rapidez com que ele assinava, pediu-lhe: “Senhor, por favor, se não for pedir muito, gostaria que olhasse um pouco em meus olhos”.


O escritor então caiu em si. Compreendeu que estava sendo autômato nas relações com o ser humano. Humildemente decidiu rever seus conceitos, e a partir de então tornou-se mais humano no trato com as pessoas que o procuravam dentro e fora do Centro Espírita. Por isso, como aconselha Joana de Ângelis, é de grande importância que o servidor espírita humanize sua relação com o semelhante, dentro e fora do Centro Espírita. Vale a pena pensar e refletir no que propõe a notável orientadora espiritual de Divaldo Franco, porquanto são ensinamentos de grande valia para o dirigente espírita que quer melhorar ainda mais o ambiente e os trabalhos que são oferecidos pela instituição que está temporariamente sob sua coordenação.


Pensemos nisso.


Wellington Baldo


Fonte: http://www.feal.com.br/colunistas.php?col_id=32&art_id=44

ESPIRITISMO - COMO IDENTIFICAR A CASA ESPÍRITA IDÔNEA
(...) Para ministrar o passe, o médium não necessita tocar nas pessoas que vão receber as energias. Também não é necessário que o médium estale os dedos, que fungue como se estivesse tendo uma síncope respiratória ou que faça movimentos exagerados com o corpo para a magnetização. O passe deve ser administrado de forma simples, com preces e imposição de mãos, deixando de lado as técnicas mirabolantes que não possuam fundamentação doutrinária.
Os chamados "passes anímicos" também são uma incoerência, uma vez que na casa espírita, mormente neste trabalho de fluidoterapia, estamos sempre secundados pelos Espíritos amigos. Os passes com cores (cromoterapia), encontrados em muitas casas espíritas, também devem ser vistos com cautela, afinal a cromoterapia nada tem a ver com a Doutrina Espírita.
É bom observar se os passistas têm roupas especiais, como vestir-se de branco por exemplo, ou se ficam descalços para trabalhar. Isso é desnecessário. Veja se é mantida uma certa disciplina na sala ou se existem os tais "passistas especiais" cujos passes duram uma eternidade, atraindo filas quilométricas para eles. Ambientes onde se estudam as obras do Codificador, não se coadunam com tais coisas. (...)
Fonte: http://www.juraemprosaeverso.com.br/ReligIrmandESistFiloOuPol/EspiritismoComoIdentificarETC.htm

MISTICISMO E ORTODOXIA “ESPÍRITAS”
(...) Mas num extremo, o MISTICISMO, o qual se embrenha perigosamente no Movimento Espírita, mistura-se nos lábios dos mais empolgados ao nome Espiritismo, numa devoção exagerada e tendência a acreditar no sobrenatural, a apegar-se a ritos disfarçados de métodos e justificando como ‘ordens de mentores’, a inserção de aplicações não espíritas nos Centros. É assim que vemos CE’s aplicando radiestesia, cromoterapia, fitoterapia, cristalterapia, apometria, entre outras “ias” que foram criadas como alternativas de tratamento físico e espiritual.

 

A Doutrina Espírita centraliza-se no amor e todas essas práticas novas, das mentalizações, das correntes mento-magnéticas, psico-telérgicas para nós espíritas merecem todo respeito, mas não tem nada a ver com Espiritismo. Seria o mesmo que as práticas da Terapia de Existências Passadas nós as realizarmos dentro da casa espírita, ou da cromoterapia ou da cristalterapia, fugindo totalmente da nossa finalidade. A Casa Espírita não é uma clínica alternativa, não é lugar aonde toda experiência nova vai ser colocada em execução.” (Trecho de Palestra de Divaldo Pereira Franco)



 

Observem que não se coloca em julgamento a utilidade destes tratamentos alternativos. Nem mesmo seu sucesso. Nem a idoneidade de quem os pratica. Apenas alertamos para que se deixe fora do Centro Espírita aquilo que não é Espiritismo. (...)


Fonte: http://Espiritismosemmelindres.blog.terra.com.br/2010/01/

O CENTRO ESPÍRITA NÃO É MANICÔMIO DE ILUDIDOS

Jorge Hessen – Brasília-DF
O Centro Espírita precisa ser um local de esperanças na densa noite das angústias e dores humanas, por ser o ponto focal da mensagem do Consolador Prometido. Porém, é exatamente nas casas espíritas, onde o Movimento Espírita deve se consolidar, que acontecem as mais equivocadas práticas “doutrinárias”. Um gravíssimo problema desse processo decorre daqueles que assumem responsabilidades de direção, sem os obrigatórios recursos morais, culturais e doutrinários. Confrades que introduzem nos núcleos espíritas práticas inoportunas do tipo: preces cantadas, paramentos especiais (terno e gravata, roupas brancas), debates de política partidária, jogos de azar (bingos, rifas, tômbolas), desfiles de moda etc. São irmãos que sedimentam a confusão doutrinária nos solos, impondo idéias absurdas como se fossem princípios espíritas e sempre aceitando “novidades” e “revelações” não comprovadas. Isso, sem citarmos a publicação de livros antidoutrinários, por meio dos quais se promove a exaltação da fantasia mediúnica. O Espiritismo não comporta “terapêuticas” nas casas espíritas do tipo: piramideterapia, cristalterapia, cromoterapia, musicoterapia, hidroterapia, desobsessão por corrente magnética, apometria, choques anímicos, etc. Enxertá-las nas instituições espíritas como se prática espírita fossem, é atitude irresponsável de pessoas autoritárias.
Fonte: http://www.Espiritismoestudado.com.br/2009/11/27/o-centro-espirita-nao-e-manicomio-de-iludidos/

EDGAR ARMOUND
(O Comandante Edgar Armound, como era chamado). Oficial da Força Pública do Estado de São Paulo, hoje denominada Polícia Militar, chegou à Fededação Espírita do Estado de São Paulo em 1939. Nessa época a FEESP dava seus primeiros passos já que foi fundada em 1936. Homem inteligente e de palavra fácil, o Comandante Edgar Armound foi pouco a pouco conquistando o seu espaço dentro da Instituição Federativa. Lembremos que naquele tempo a literatura espírita era escassa. Existiam os livros da Codificação e além deles um ou outro livrinho de produção independente. A promissora obra de Francisco Cândido Xavier, o nosso Chico Xavier, estava ainda nos seus primeiros degraus. Armound logo constatou isso e começou a escrever uns livrinhos mais simples, próprios para os iniciantes à Doutrina Espírita. Eu diria que a inspiração dos cursos de Espiritismo que até hoje estão em pleno vigor na FEESP nasceu das páginas desses livrinhos do Armound. Cursos esses que estão em todos os quadrantes do movimento espírita brasileiro e quiçá do exterior. O Comandante Armound chegou, então, à Diretoria da FEESP. E como Secretário Geral organizou a "Escola de Médiuns" e a "Escola de Aprendizes do Evangelho". Hoje estas escolas acolhem mais de cinco mil alunos. E criou também o passe padronizado que tem causado muita polêmica, porque é um ritual muito distante da prática espontânea, intuitiva que fora exemplificada por Jesus.
Sua bibliografia compõe-se de 25 obras. As que fizeram mais sucesso foram "Passes e Irradiações" e "Os Exilados de Capela". Foi ele também que trouxe para o nosso meio a "Cromoterapia", que nada tem a ver com a Doutrina Espírita, mas que hoje está espalhada graças um opúsculo escrito por ele e publicado pela Editora Aliança. Devemos a ele também essa enxertia.
Em maio de 1944, o Comandante Armound fundou o jornal "O Semeador", órgão doutrinário da FEESP. Apoiado por um grupo de amigos fundou ainda a Instituição Espírita "O Lar do Amor Cristão", em São Paulo e foi um dos signatários da Ata de Fundação da USE - União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Além da Cromoterapia e do passe padronizado que ainda hoje causam discussões no meio espírita e certamente serão questionados pelas gerações espíritas do futuro, devo ainda mencionar que suas obras estão carregadas de conceitos orientalistas, pois ele foi um grande estudioso das principais religiões orientais. Termos como chacras e “Ramatis, Pietro Ubaldi, Roustaing e Edgar Armond há muito tempo estão na berlinda e seus críticos já dissecaram suas obras de cabo a rabo. Considerei que o que já foi dito bastasse para o público compreender os equívocos que esses escritores cometeram em relação à Doutrina Espírita” carma e outros de origem oriental foram enxertados por ele no movimento espírita brasileiro. Há ainda em suas obras um legado místico muito forte que tomou o movimento espírita brasileiro de assalto. Não bastasse o bolor igrejeiro do roustainguismo, o misticismo e o orientalismo do Comandante Armound também trouxeram prejuízos sérios ao movimento espírita brasileiro.
Alegando problemas de saúde, Edgar Armound deixou a FEESP em 1966. E o estrago armoundista no movimento espírita brasileiro iria se completar com a criação, por ele próprio, da Aliança Espírita Evangélica que nasceu com vocação um tanto velada, a princípio, federacionista e tornou-se em pouco tempo em nosso Estado de São Paulo, concorrente da USE e da FEESP. A Aliança Espírita Evangélica é fortemente mística e orientalista e os centros "espíritas" capitaneados por ela são todos místicos e orientalistas, o que traz ao Espiritismo um dano imensurável. Tudo isso é uma pena, pois a herança do Comandante Armound poderia ter sido bem melhor. Essa minha análise, ainda que superficial, me autoriza a considerá-lo também, espiritualista, mas não espírita.

(Publicado no Correio Fraterno do ABC Nº 365 de Junho de 2001)


Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/correio-fraterno/allan-kardec-o-codificador.html



©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal