Cronologia da História do Município de Conchas



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Em 21/5/1922 o jornal, “A Gazeta de Conchas”, noticiava a instalação de uma nova bomba elétrica, em substituição a existente na represa da sorocabana, no Rio dos Lopes, para mandar água à caixa da Estação Ferroviária local;

  • Em 05/6/1922 em sessão da Câmara Municipal foi lido um ofício do Pe. Antonio Manoel da Silva Antunes, comunicando que encomendou na Alemanha um relógio para ser instalado na torre da igreja em construção na cidade, solicitando ajuda nas despesas alfandegárias; os sinos, carrilhão de três, ficaram em 6:100$000(seis contos e cem mil reis);

  • Em Ata de 28/7/1922 da Câmara Municipal o Sr. João Pastina apresenta projeto de lei abrindo concorrência para execução do serviço de abastecimento de água na cidade, segundo estudos já feitos pelo engenheiro Dr. Francisco Longo; e se diga de passagem que mais uma vez a desejada benfeitoria, para o povo sofrido e melhor higiene da cidade, não se concretizou;

  • Em Ata de 31/7/1922 ficou registrado que o nosso município estava sendo conhecido pela falta de limpeza e higiene públicas, o que poderia afastar os empreendedores e conseqüente progresso do mesmo; providências deveriam ser tomadas, mas nem sequer cogitaram nos altos impostos, que poderiam também afastar e afastaram os investidores industriais já estabelecidos na cidade e os em potencial, com capitais aqui adquiridos nos bons tempos, com certeza;

  • Em 30/8/1922 Francisco Gomes Pinto e Maria Rita de Jesus, proprietários de grandes porções de terras na região fronteiriça com Anhembi, pais de Maria das Dores de Jesus casada com Miranda da Silva Pinto, este sendo avô de Ariovaldo da Silva Pinto, nosso conhecido gerente do BANESPA, fazem doação aos seus filhos de 300 alqueires de terra, na estrada que vai para Salgado, atual Juquiratiba Distrito de Conchas, divisa com a Sesmaria Bonilha, no valor de 60 contos de reis; em 30/8/1922 os mesmos doadores vendem, por escritura pública, no valor de 75 contos de reis, uma área de 800 alqueires na Freguesia de Nossa Senhora dos Remédios da Ponte do Tietê, atual Anhembi, divisa com o Rio Tietê, à Companhia Pastoril e Agrícola do Barreiro Rico, com sede em São Paulo;

  • Em 18/9/1922 faleceu José Sbrágia com 48 anos natural da Itália, filho de Augustinho Sbrágia e D.Clara , casado com D. Maria deixando os seguintes filhos: Nelo casado com Marieta Moreira da Palma (D.Nhã-nhã), Rômolo casado com D. Eulália Aníbal Sbrágia, Laurinda, Renato, Antonio casado com D.Aracy Guarino, Augusto, Ítalo casado com D. Irene Ferraz da Silveira e Geny casada com Humberto Fraletti; destacou-se como industrial em cerâmica nos altos da cidade;

  • Em 19/9/1922, um domingo, esteve em visita a nossa cidade o grupo escoteiro de Pereiras; seus componentes dirigidos pelo Instrutor João Gomes Jr e o Diretor do Grupo Escolar Rafael Gonzáles, depois de desfilarem garbosamente pelas nossas vias públicas, com seus equipamentos e ao som da sua fanfarra, foram recepcionados com um jantar no “Hotel América”, de Domingos Pastina, na então Rua Paraná, atual Rua Sargento Afonso de Simone Neto, este nosso herói da Revolução Constitucionalista de 1932;

  • Em 01/10/1922 o jornal “A Ordem” publica um artigo intitulado “O Progresso de Conchas”, em que diz estar a tão almejada água encanada e o saneamento básico da nossa cidade, em vias de se concretizarem, pois o engenheiro norte-americano, Edwing Clayton, talvez da indústria Anderson Clayton, em visita a nossa região, se entusiasmou com os nossos recursos naturais, declarando que os capitalistas da sua terra poderiam investir em tais empreendimentos, tendo em vista o interesse pelo nosso algodão; ingenuamente, ou querendo iludir nossa população, os políticos achavam que os investidores industriais viessem primeiro resolver nossos problemas básicos, para depois montar suas indústrias; sabemos que Bauru contou para impulsionar seu progresso, com uma grande indústria da Clayton no setor industrial de óleos vegetais;

  • Em 07/10/1922 toma posse como vigário da Paróquia do Senhor Bom Jesus de Conchas o Pe. João Batista da Palma, natural de Pereiras, filho de Maria Emília Bueno e Francisco Antonio da Palma, irmão de Ana Justina da Palma casada com Ancelmo Moreira da Palma, primos irmãos, casados em 18/11/1894 em Pereiras, pais de Marieta Moreira da Palma Sbrágia, esta conhecida por Dona Nhá-nhã, falecida no dia 21/8/2004 com 96 anos, viúva do conhecido industrial Sr. Nelo Sbrágia cujos filhos doaram parte do terreno para a Escola Estadual “Anízio Ferraz Godinho”, em Conchas, da qual presentemente o filho Prof. José Sbrágia é diretor efetivo;

  • Em 04/11/1922, por ato registrado no Cartório de Registro Civil de Conchas, em cerimônia às 18, 30 hs. na casa nº2 da Rua Ceará, casaram se: Luiz Locchi viúvo de Marieta Locchi, com 57 anos de idade, e Josefina Marquesin com 27 anos de idade;

  • Em 05/01/1923 foram declarados eleitos vereadores, por pleito realizado em 14/12/1922, os Srs. Geraldino Ferraz da Silveira então comerciante em Conchas, sogro da Sra. Helena Maimone, e o Dr. José Colombo Garboggini, médico cirurgião já por vários anos em nossa cidade, com consultório à Rua Maranhão, que em 05/01/1924 pediria exoneração do cargo de Vereador da Câmara da qual era Presidente;

  • Em 14/01/1923 foi nomeada para a Escola Municipal do Bº São Roque a professora Rosa Gilberti, com ordenado mensal de 50$000 (cinqüenta mil reis);

  • Em 20/02/1923 a Rua dos Escoteiros passa a se chamar Bahia, sendo o terreno doado em parte pelo libanês Sr. Alexandre José e Claudino da Silva Pinto, mediante redução de impostos;

  • Em sessão de 25/4/1923 da Câmara Municipal o recém eleito prefeito, médico Dr. Etelvino Cortez, manifestou a intenção de deixar o cargo tendo em vista o insuportável endividamento do município junto ao município de Tietê, talvez o julgando impagável tendo em vista as despesas forçadas do município; também disse ter conversado com amigos na Capital sobre o serviço de água e esgoto para nossa cidade, no entanto mais uma vez consolidando o nosso atraso ficaram tais melhoramentos para se concretizarem bem mais tarde, em 1948, o que sem dúvida dificultou o nosso tão desejado desenvolvimento urbano;

  • Em 18/7/1923 nasce em Conchas, no Bº dos Silva, hoje dos Tomasella, onde estes adquiriram terras dos herdeiros de José da Silva Pintos em 1909, ARNALDO TOMASELLA filho de José Tomasella e Rosária da Conceição; este menino tendo iniciado seus estudos na Escola Mista Municipal do referido Bairro, e concluído o curso primário no Grupo Escolar de Conchas, em 1933, viria a ser em 1942 o Frei Daniel Maria de Conchas e, depois de longos estudos e dedicação ao sacerdócio, chegou a ser Bispo Emérito de Marilia-SP, em 23/4/1975;

  • Em 14/9/1923, por escritura pública Jonas Roberto de Oliveira Leite, farmacêutico formado, adquiri de Sebastião Aparício de Oliveira Leite, no valor de 9:000$000 (nove contos de reis) a Farmácia Engler, à Rua Rio de Janeiro esquina com a Rua Pernambuco, que houve de João Amâncio de Oliveira e este em 02/5/1919 de Trajano Engler de Vasconcelos, nosso 1º Prefeito Municipal; o Sr. Jonas logo em 09/11/1923 vende o imóvel em tela ao Sr. Cantidiano Alves Lima, por 10:000$000(dez contos de reis);

  • Ata da Câmara de 05/10/1923 registra novamente um projeto de abertura de concorrência para perfuração de poços artesianos e, também, a constatação da pesada dívida com o Município de Tietê, decorrente das indenizações com a emancipação que montava em 36:931$800 (trinta e seis contos, novecentos e trinta e um mil e oitocentos reis), com prazo de 35 anos e juros de 8% ao ano; foi aprovado o Orçamento Municipal para 1924 de 61:000$000 (sessenta e um contos de reis);

  • Em 19/10/1923 morre Dom Lúcio Antunes de Souza, o 1º Bispo da Diocese de Botucatu, que aconselhou a construção do 2ª prédio da Igreja Católica Apostólica Romana em Conchas, considerando o aumento constante do já grande número de fiéis;

  • Em 25/8/1924, por escritura pública, a Igreja Presbiteriana Senoidal adquiriu de Tufic Salim Helú e sua mulher Zoraíde Vieira Helú, uma casa à Rua São Paulo, com terreno 5,50 metros de frente por 33 metros, no valor de 5:000$000 (cinco contos de reis); tal casa onde funcionou a referida igreja ficava entre a padaria do Sr. Joaquim Bento e casa comercial e moradia de Antonio Felício, o velho;

  • Em 1924 começou a funcionar a primeira linha de auto-ônibus intermunicipal ligando Conchas-Pereira-Laranjal, sendo empresário o Sr. Manoel Castanho; mais tarde Luiz Fieri e o seu filho Joanim Fieri, este casado com D. Beninha, tornaram- se, por compra, empresários dessa linha de ônibus;

  • Em 1924 Delfino Ignácio Pires por escritura pública vende aos compradores: João , Augusto, Ângelo e Afonso Alfredo, um sítio de 43 alqueires com 10 mil pés de café e 4 casas de colono, no Baguari, parte da Sesmaria Bonilha, adquirido do Dr. Elias Garcia;

  • Em 07/01/1925 por escritura pública Domênico Faccioto e sua Mulher hipotecam os seguintes bens no valor de 5:240$00 (cinco contos e duzentos e quarenta mil reis), ao sr. José Lupércio Prestes, domiciliado em Pereiras: 1 motor elétrico de 10 HP marca A Biffer e toda a instalação com moinho de fubá marca Foster, com pedra Ituana de 36 polegadas e seus acessórios, transmissão de polias e correas, tudo funcionando e em perfeito estado, situados no barracão à Rua Ceará, à Praça Municipal, anexo à casa de morada dos outorgantes;

  • Em 14/02/1925, por escritura pública, sendo o contrato no valor de 10:000$000(dez contos de reis), José Antonio Lopes vende à firma Adolfo Dioncci e Antonelli, industria de cerâmica, representada pelo Sr. Antonio Antonelli, 1.500 carroças de lenha resultantes de uma queimada, no valor de 7$000 (sete mil reis) a carroça, devendo os compradores retirar 1.000 carroças de lenha, no prazo de um amo, com início em 01/6/1925, e o restante em mais um ano; no mesmo dia os mesmos vendedores firmam contrato com Heitor Maraccini, para venda de 600 carroças de lenha, com os mesmos preços e condições;

  • EM 18/02/1925 José Antonio Lopes por escritura pública arrenda ao sr. Francisco Alves de Oliveira, pelo prazo de 2(dois) anos, no valor de 10:000$000 (dez contos de reis), 150 alqueires de terra, no Bº Santo Antonio, possivelmente para engorda de bois vindos, em boiadas, por terra, de Mato Grosso;

  • Em 05/3/1925, por escritura publica de compra e venda , Máximo Trevizano e Maria Menegotto vendem ao Sr. Antonio Pires de Campos sua parte da Sesmaria do Bonilha com área de 2.258.303 metros quadrados, 80 alqueires mais ou menos, com casa de morada e 5.500 pés de café, no valor de 16:000$000 (dezesseis contos de reis), propriedade havida por permuta com a viúva do Prof. João Ferraz de Oliveira, Profª Filomena Florisbela de Almeida Lima, estes 1ºs. professores do ensino público em Pereiras em 1874, onde se conheceram e se casaram;

  • Em 27/5/1925, por escritura pública de compra e venda desta data Vitoriano Gusmã, viúvo, que já arrendara a farmácia existente à Rua Rio de Janeiro, esquina com a Rua Pernambuco, ao farmacêutico Jonas Roberto de Oliveira, vende a Cantidiano Alves Lima, por 20:000$000 (vinte contos de reis) o prédio, então sob nº7, à Rua Rio de Janeiro, esquina com a Rua Pernambuco, terreno 23,50 metros por 22,70 metros com mais duas casas à Rua Pernambuco, que o outorgante vendedor houvera de Madalena Marcatte, que por sua vez houvera de João Amâncio de Oliveira, que também por sua vez houvera por compra de Trajano Engler de Vasconcelos, no valor de 9:000$000, em 02/5/1919;

  • Em 29/7/1925, por escritura pública, Batista Laurenti, casado em 3ªs núpcias com Ana de Arruda avô de Maria Teresa Laurenti, esta atual Oficial do Cartório de Registro Civil, de Conchas, faz doação de terras aos seus filhos, por certo adiantando os direitos hereditários legítimos, sendo testemunha o Sr. José Malheiro, alfaiate;

  • Em 01/08/1925 foi instalado o Grupo Escolar Estadual de Conchas à Rua Minas Gerais, esquina com a Rua Bahia, com as 6(seis) classes estaduais ali reunidas, sendo seu primeiro Diretor o Prof. Licínio Alves Cruz casado com Adelaide Alves de Camargo, com o seguinte corpo docente : Rosa de Almeida, Wasthi Alves Correia, Orvilli Derly de Morais, Erothildes Ferreira Gorga, Esther Alves Correia, Eunyce de Mello, Haydei Gomes Cirene, Amália Teixeira Pinto e substituta Hortência de Oliveira Calho, tendo como serventes Elias Garcia e Jovita Gomes, esta mãe da Profª Adelaide casada com o Sr. Oswaldo Alfredo; antes funcionaram nesse mesmo prédio a partir de 1919, construído por Alexandre Elias para tal fim, as escolas reunidas da cidade com professores pagos pelo governo do Estado, sendo Diretor o Prof. Quintino Soares, de nacionalidade portuguesa, introdutor do escotismo em Conchas;

  • Em sessão de 28/10/1925 a Câmara Municipal aprova o Orçamento de 87:000$000(oitenta e sete contos de reis) para o ano de 1926, notando-se um aumento de 42,5% em um ano, o que por certo se deu com aumento da carga tributária;

  • Em 03/10/1925, por escritura pública no valor de 18:000$000, (dezoito contos de reis), Antonio Bento de Lima e Joaquim Lima da Silva arrendam de Calixto José e Maria Chaguri, uma área de terras com 15 mil pés de café, pelo prazo de 6 (seis) anos, de a meia, com casas de morada e mais 2 (dois) alqueires livres para os arrendatários fazerem suas próprias lavouras de cereais;

  • Em 06/11/1925, por escritura pública, Josefa Rodrigues Garcia, viúva de Estevão Garcia falecido na Espanha, e Gregório Marcos Garcia, firmam um contrato dissolvendo a sociedade comercial entre ambos, devendo a primeira entregar 6:000$000 (seis contos de reis), saldo da conta social, ao 2º contratante para deixar a sociedade da firma “Rodrigues e Marcos”, em liquidação, comprometendo-se o mesmo a não negociar com ovos e aves, dentro deste município de Conchas, pelo prazo de 5(cinco) anos e, ainda, a não usar o nome da firma, nem colocar outra pessoa para negociar nesse ramo, ficando sujeito à multa de valor correspondente ao saldo da conta social da sociedade dissolvida, caso o contratante viesse a infringir uma das cláusulas estabelecidas;

  • Em 16/12/1925 Albino da Silva Pinto, com 75 anos de idade, faz testamento em favor da mulher Maria Mendes Gonçalves e seus oito filhos, retificando-o em 14/12/1926 para declarar que tinha 140 alqueires de terra e autorizava seu filho José vendê-las enquanto ele estivesse vivo;

  • Em 02/01/1926, por escritura pública, Olegário Camargo e sua mulher Francisca de Arruda Camargo, residentes em Tietê, vendem uma área de 17,5 alqueires, terras da antiga Sesmaria do Bonilha, no valor de 3:000$000 (três contos de reis), aos outorgados compradores: João Alfredo pai de Ernestino José e Nelson, este já falecido; Bento, Júlio, Augusto e Ângelo Alfredo, sendo os dois primeiros casados e outros dois solteiros, e Santo, Afonso e Celestino então menores impúberes;

  • Em 28/01/01/1926, por escritura pública, Nicola Balarini e Olívia Balarini, residentes à Rua Paraná esquina com a Rua Sergipe onde residem e têm uma máquina de beneficiar arroz, moinho de fubá e fábrica de macarrão, sob hipoteca de seus bens, toma emprestado do Sr. Luiz Fieri 18:000$000(dezoito contos de reis);

  • Em 27/4/1926 nasceu no atual Distrito de Juquiratiba, município de Conchas, onde faleceu em 25/10/2000, João Gusmã filho de Estevan Gusmã e Tereza Rosa de Alvarenga Gusman; casou-se com Aparecida Luiz de Souza Gusmã, esta sendo filha de Francisco Luiz de Souza e Filomena Maria de Souza; João participou da Força Expedicionária Brasileira que combateu na Itália;

  • Em 04/5/1926 por escritura pública o Sr. Agostinho Scalise, grande pecuarista residente em Piracicaba, comprou do Sr. Cristino Gonçalves e D. Dolores Gonçalves, também pecuaristas procedentes de São Roque, uma casa no valor de 5:000$000 (cinco contos de reis) à Rua São Paulo esquina com a Rua Mato Grosso, onde hoje reside o Prof. Miguel José Caram, em terreno de 11,80 m pela Rua São Paulo, por 44 m para a Rua Mato Grosso, nesta tendo divisa com Sebastião Manoel de Souza); o Sr. Agostinho Scalise emprestou várias vezes, sob hipoteca, dinheiro ao Sr. José Neder;

  • Em 1926 o Sr. Benedito Raposo proprietário rural residente no Bº dos Aflitos, pai de José Raposo de Faria e avô dos Coronéis Abel Raposo de Faria, Ari Raposo de Faria e do Capitão Farmacêutico do Exército Nacional, Agêo Raposo de Faria, bem como de Astor, Aguinaldo, Acir, Agenor e Marina, assume o cargo de Vereador em Conchas; também nesta data foi Vereador em Conchas o Sr. Justino Marques Guimarães, proprietário do Bar e Confeitaria que levava seu nome, pai de D. Judite que com D. Nhãna faziam deliciosos quitutes e a não menos famosa geléia de mocotó, servidos pelo filho de D. Judite, Geraldo que se diplomou como engenheiro agrônomo pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, em Piracicaba, na década de 40 do século XX;

  • Em dias de 4 a 8/7/1926 foi instalado o relógio da nossa 2ª Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, sendo o serviço contratado por 500$000 (quinhentos mil reis), sendo os ladrilhos e mosaicos assentados por Cassimiro Dias, a partir de 05/6/1927;

  • Em 04/9/1926 o Sr.Antonio Antunes Sobrinho solicitava à Câmara Municipal concessão de linha de ônibus de Conchas à Bofete; esse senhor era conhecido como competente eletricista; o ônibus saia de manhã voltando à tarde do mesmo dia por uma difícil estrada arenosa;

  • Em 20/10/1926, em sessão da Câmara Municipal, foi apresentado o orçamento municipal de 90:900$000, (noventa contos e novecentos mil reis) para o próximo ano;

  • Em ofício datado de 24/10/1926 o Sr. Manoel Abud e Filhos pediam autorização à Câmara Municipal de Conchas para passar pelo nosso território municipal, as linhas de transmissão de energia elétrica de uma usina em construção no Rio do Peixe, passando também por Bofete, levando energia para Pirambóia;

  • Em 05/11/1926 Roque Cassemiro de Oliveira e Sebastiana Diniz da Costa, vendem um terreno situado na Rua do Cemitério estrada para o Baguari, ao lado da EFS, que os outorgantes vendedores houveram por permuta com Manoel Diniz da Costa, no valor de 700$000(setecentos mil reis), à Associação da Irmandade Coração de Jesus cuja diretoria era assim formada: Pres. Alexandre Bellato, Vice Benedito Antonio de Lara. Tesoureiro José Tomazella, Secretário Delfino Ignácio Pires, Diretor e vigário o Pe. João Batista da Palma;

  • Em 24/11/1926, por escritura pública, João Pastina e José Neder, representado por sua esposa Catarina Neder, firmam contrato em que o primeiro deveria construir num terreno de 50 palmos por 20 braças para o atual Calçadão, com duas casas em ruína, então nºs 38 e 40, esquina da Rua São Paulo com a Rua Minas Gerais, de acordo com as cláusulas: 1ª- Prédio de 50 palmos de frente por 12 metros; 2ª- Deve ter três repartições: de 6m x 4 mm, 11 m x 8 m , e 4 m x 4 m; 3ª- As paredes devem ser de um tijolo, com exceção do quarto de 4 m x 4 m de ½ tijolo; 4ª- As paredes todas serão rebocadas; 5ª- O prédio todo será ladrilhado com tijolos; 6ª- As paredes externas terão altura de 4, 40 m até o forro sem platibandas; 7ª- Calhas nas duas frentes e uma de lado; 8ª- O outorgante fornecerá cal, cimento e trilhos para os arcos das portas, bem com batentes e folhas para as janelas; 9ª- Aproveitar os tijolos das casas a serem demolidas; 10ª- Prédio de quatro águas; 11ª- a repartição de 11 m por 8 m será forrada; 12ª-Qualquer alteração ficará por conta do proprietário; 13ª- Os pagamentos serão feitos no começo, meio e final ao término da obra; valor da obra 14:350$000 (quatorze contos e trezentos e cinqüenta mil reis).

  • Em 13/12/1926, por escritura pública, Tufic Salim Helú e sua mulher Zoraíde Vieira de Campos vendem a casa então sob nº47, à Rua São Paulo, terreno de 5,60 m por 33 metros da frente ao fundo, no valor de 5:000$000 (cinco contos de reis) à Igreja Presbiteriana, representada pelo seu Ministro Reverendo: Waldemar Wey, Presbítero: Benedito Rodrigues Dávila e Diácono: Geraldo Barbosa;

  • Em 20/12/1926 o Sr. Gregório Marcos Garcia, comerciante, grande incentivador da construção da nossa Santa Casa, da qual foi Presidente da Comissão de Obras, casado com D. Emília Guarino de saudosa memória, pai dos Procuradores de Justiça Dr. José e Leonardo Guarino Marcos Garcia, e Dr. Antonio Guarino Marcos Garcia, este advogado militante e apreciado cronista radiofônico com o seu apaixonado “Bom dia Conchas”, solicitou redução de seus impostos em Conchas, por considerá-los exorbitantes e também porque já os pagava em Pereiras, pelo seu negócio com 3(três) cargueiros na compra de aves, ovos e queijos em nossa zona rural; o Sr. Gregório Marcos Garcia foi o primeiro plantador de eucaliptos em nosso município, em larga escala e com métodos modernos, aproveitando os terrenos arenosos, sáfaros, do Bº dos Aflitos, onde além do mais teve que combater as terríveis formigas cortadeiras e saúvas, para implantar a cultura da referida Mirtácea originária da Austrália, que formando extensa paisagem verde por ele criada e tocada pelos ventos, talvez simulasse uma réplica daquele mar que banhou outrora, em priscas eras, nossa paleozóica terra conchense;

  • Em 1926 e desde 1922 a Câmara Municipal funcionava em prédio então nº1, à Rua Paraná, atual Sargento Afonso de Simone Neto, do Sr. Albino da Silva Pinto, neto do braganceiro José da Silva Pinto falecido em 1849 que, em 1832 com a mulher e quatro filhos menores, tomou posse de um porção de terras junto ao Ribeirão das Conchas, hoje propriedades, dentre outros, dos Párise e Tomazella;

  • Em 29/01/1927, por escritura pública, Rafael Aníbal, industrial de cerâmica, e Gregório Marco Garcia, comerciante, permutam imóveis: o 1º entrega ao 2º contratante uma casa velha, de madeira, com terreno à Rua São Paulo esquina com a Rua Minas Gerais, recebendo em troca um terreno em Santo Amaro, em São Paulo, adquirido do Dr. Afonso de Oliveira Santos, cujos terrenos de seus loteamentos em São Paulo, eram aqui vendidos pelo Sr. Leonardo Sultani;

  • Em 1/02/1927, por escritura pública, José Neder e sua mulher Catarina Neder vendem ao Sr. José Gorga uma casa com 13 frestas, à Rua São Paulo e Paraíba, antiga nº6, no valor de 14:000$000 (quatorze contos de reis) havida de Geraldino Ferraz da Silveira e sua mulher D. Donata Alves Rodrigues, havida por José Neder e sua 1ª mulher Sebastiana Moreira Neder, falecida em 15/6/1918;

  • Em 15/02/1927, por escritura pública, Antonio Bismara e sua mulher Maria da Costa Bismara vendem ao Sr. Gregório Marcos Garcia, pelo valor de 4:000$000 (quatro contos de reis), uma casa, então nº62, à Rua São Paulo, de tijolos, com portão ao lado, terreno medindo de frente 9,70 m por 20 braças da frente ao fundo e, neste tendo divisas com Pedro de Morais Barros e Francisco Atanázio cujas frentes das casas ficavam à Rua Pernambuco, e pela direita com a casa do grande proprietário de terras o Sr Francisco Gomes Pinto, Polim, onde morou sua irmã Francisca, a conhecida benzedeira Nhá-Chica, ao lado da qual morava o Sr. Renato Teixeira pai, dentre outros filhos, da Dalica e do Prof. inscrito na OAB , Dr. Moacyr Teixeira de saudosa memória;

  • Em 16/02/1927, por escritura pública, Trajano Engler de Vasconcelos e sua mulher Escolástica Guimarães vendem, ao Dr. Pedro de Souza Campos um terreno havido de José Ciomei, no valor de 530$000 (quinhentos e trinta mil reis) à Rua Rio de Janeiro, com 12 m por 40 m da frente aos fundos, em divisa com José Gonçalves, e dos lados com Afonso Simone e Governo do Estado, deste sendo o terreno do atual Posto de Saúde;
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