Cronologia da História do Município de Conchas



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Em 26/02/1927, por escritura pública, Gregório Marcos Garcia compra de Francisco Atanázio uma casa com terreno de 7,10 m por 44,5 m, á Rua Pernambuco, no valor de 4:000$000 (quatro contos de reis);

  • Em 1927, por escritura pública, Antonio Bismara vende ao Sr. Salvador Mafaracci uma casa de esquina, no valor de 9:000$000 (nove contos de reis), com 3 frestas para a Rua São Paulo, divisa com Gregório Marcos Garcia, e 5 frestas para a Rua Pernambuco medindo o terreno 19 braças, casa em que mais tarde teve loja de comércio os irmãos Antonio e Marta Assef;

  • Em 19/5/1927, por escritura pública, o Sr. João Miguel Caram compra de Tufic Salim Helú as casas, então sob os nºs 49,51 e 53, à Rua São Paulo, no valor de 8:500$000 (oito contos e quinhentos mil reis), ao lado de Alexandre José;

  • Em 10/7/1927 por ocasião da Santa Missão da Igreja Católica, foi bento o Cruzeiro que ainda se encontra no início da Av. Carlo Alberto PaIadini cujas terras foram adquiridas pelo homenageado com o nome na avenida, dos herdeiros de Manoel da Silva Pinto, este falecido de varíola em 1892 deixando 11 filhos, dentre estes Claudino da Silva Pinto e um seu homônimo “Maneco” que faleceu com 81 anos e residia num sítio nos altos da cidade;

  • Em 23/7/1927, por escritura pública, a firma ”Pereira Ignácio e Cia” vende a Heitor Maraccini uma casa à Rua São Paulo, esquina com a Rua Maranhão, em terreno de 18,25 m por 28,80 m, com fundos para EFS, no valor de 18:000$000 (dezoito contos de reis);

  • Em 12/8/1927, por escritura pública, sendo outorgante locador, o Sr. João Caram entrega em arrendamento, pelo prazo de 5(cinco) anos, ao Sr. Tufic Salim Helú, uma casa com 3(três) frestas e frente para a Rua São Paulo, esquina com a Rua Paraíba sob nº27, de tijolos, divisa com José Gorga, lado e fundos, contrato no valor de 12:000$000 (doze contos de reis), pagamento mensal de 200$00 (duzentos mil reis), podendo o arrendatário fazer modificações no prédio para instalação de um Banco, devendo entregar o prédio como recebeu;

  • Em 17/10/1927, por escritura pública, Vicente Laroca e Ângelo Bertim formam sociedade comercial, como sócios solidários, por tempo indeterminado, Capital social de 5:000$000 (cinco contos), em parte iguais, para comércio de compra e venda de aves e ovos;

  • Em 21/11/1927 a Câmara Municipal tratou da compra de um automóvel para uso do então prefeito Sr. José Gorga, por solicitação do mesmo, mas não houve a competente aprovação, ainda bem, pois que as despesas orçamentárias já eram pesadas para quem ainda tinha um débito insuportável com Tietê;

  • Em 20/12/1927 os Srs. Marcelo Longhi e Henrique Longhi solicitam autorização para funcionamento do jornal semanal “O Município de Conchas”, que outrora em 1919 circulou com o nome de “A Ordem”;

  • Em 1927 sendo Governador do Estado o Dr. Júlio Prestes, inaugurou-se em Conchas a Estrada São Paulo - Mato Grosso, atual Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon cuja construção das obras de aterro e ponte sobre o Ribeirão das Conchas, se arrastando por muitos meses, impulsionou o nosso comércio varejista e, durante muitos anos passando pelo centro da cidade; a referida estrada propiciava uma considerável renda aos negociantes de bares e restaurantes da Rua São Paulo, embora causasse grandes transtornos ao meio ambiente, à higiene e saúde públicas pela poeira, além de oferecer perigo ao trânsito de pedestres e precisar ser molhada diariamente para evitar o pó o que se fazia com um carroção pipa puxado por burros;

  • Em 13/11/1927 por escritura pública Santo Del Bem adquire por 1:160$000 (mil cento e sessenta mil reis) de Alexandre José um terreno medindo 29 m de frente por 49 m da frente ao fundo, à Rua Bahia esquina com a rua nova, atual Rua Goiás, terreno este adquirido por compra de Carolina dos Reis Amaral viúva de Leodoro do Amaral Camargo, onde já construíra casa de morada e barracão para o seu moinho de fubá e beneficiamento de arroz; Santo Del era proprietário de um sítio de 11(onze) alqueires com 1500 pés de café, divisa com Francisco Bertaia no Bº Santo Antonio, adquirido de Arcanjo Gorga e Virgínia Gorga, de acordo com escritura pública de 22/4/1925, no valor de 6.000$000 (seis contos de reis), terreno este que fora de Teotônio Coelho; o referido imóvel foi hipotecado no valor de 7:000$000 (sete contos de reis) em 24/4/1925 ao Sr. Francisco Alves de Oliveira pelo prazo de 90 dias, sem juros, negócio entre amigos; tomou dinheiro emprestado do Dr. Pedro de Souza Campos, médico veterinário residente à Rua Mato Grosso em Conchas, para saldar sua dívida anterior com o amigo; Santo Del Bem italiano progressista nascido em 15/8/1873 na Província de Treviso, região de Veneto, Itália, chegou em Santos pelo navio Bearn e na Hospedaria dos Imigrantes em São Paulo em 28/10/1892; casou-se em Capivari-SP, com Giuseppina Franchin, natural de Padova, Itália, nascendo-lhes os dois primeiros filhos: Romano e Galileu em Rio das Pedras, de onde vieram para Conchas, no Bairro Santo Antonio montando aí uma máquina a vapor para movimentar seu moinho de fubá; faleceu em 26/6/1962 deixando uma sementeira produzindo bons frutos para Conchas;

  • Em 03/01/1928, por escritura pública, Sebastião Manoel de Souza e Maria Pedroso da Cruz vedem ao Sr. Augustinho Scalise, residente em Anhembi, no valor de 5:000$000 (cinco contos de reis), uma casa de tijolos, com 3 frestas pela frente, sob o então nº13, com muro de lado a lado, portão, terreno medindo 21 m por 21 braças da frente aos fundos, à Rua Mato Grosso, casa comprada de Claudino da Silva Pinto e que houvera por permuta com João Bertini;

  • Em 22/01/1928, durante a Festa de São Sebastião, houve uma procissão em que a “Banda de João de Camargo”, composta dentre outros por Hermano Correa, João Pedro de Arruda e Antonio Diana, adeptos confessos do espiritismo, participou se colocando no final da procissão, encerrando festivamente o cortejo; o Pe. João Batista da Palma, natural de Pereiras, então pároco de Conchas, que havia proibido a participação da referida banda em procissões por serem seus componentes adeptos do espiritismo, chamando-os de politicóides, ao saber, não se conformando com a desobediência e sentindo que com isso perderia sua autoridade, demitiu-se das suas funções, assumidas em 07/10/1922, a partir de 23/01/1928;

  • Em 14/4/1928, por escritura pública, fazem um contrato entre si, os negociantes de aves e ovos do município de Conchas, se comprometendo a não pagar mais que o preço determinado pelo mercado, sob pena de multas estabelecidas a serem depositadas pelos infratores no Banco de Crédito do Estado de São Paulo, com filial nesta cidade, além do depósito de 4:000$000 pelas partes contratantes: Gregório Marcos Garcia, Alberto Tonolli, Felício Antonio, Vicente Laroca, Luiz Fieri e Filho, Amadeu dos Santos, Fernando Fredi e Ernesto Brandão; deveriam fixar os preços: Gregório Marcos Guarino, em Conchas, sede municipal, e Amadeu dos Santos em Salgado, atual Distrito de Juquiratiba; hoje tal associação denominada cartel, seria ilegal, e foi nos EEUU que se começou a combater tal prática, por ser contrária à livre concorrência no mercado;

  • Em 25/6/1928, por escritura pública, Antonio Augusto e D. Maria das Dores Augusto vendem aos compradores, os irmãos Sbrágia: Nelo, Rômulo, Renato e Antonio, no valor de 10:000$000 (dez contos de reis), uma olaria com terreno à Rua Minas Gerais, altos da cidade, tendo divisas com os herdeiros de Carlo Alberto Palladini e a Estrada do Baltazar;

  • Em 30/12/1928 o Esporte Club Conchense fundado em 1912, transformou-se na Associação Atlética Conchense inialmente com sede social à Rua São Paulo 142 e atualmente à Av. Gregório Marcos Garcia, onde conta com campo de futebol, quadra de bola ao cesto e ginásio de esporte coberto, em extensa área de 5(cinco) alqueires adquirida por volta de 1949 do Sr. Prudêncio Correa, casado com Maria José filha de Claudino da Silva Pinto, esta viúva de João filho de Joaquim da Silva Pinto e Maria Isabel de Morais;

  • Em 05/02/1928 sendo pároco de Conchas o Pe. João Batista da Palma, ainda em exercício após se demitir, a Irmandade do Santíssimo Sacramento cujos fundadores foram Albino da Silva Pinto e Joaquim Mendes Gonçalves, comunica à Câmara Municipal a compra de um terreno de 33m x 66m, junto ao cemitério local, do Sr. Roque Cassemiro, para sepultamento dos seus irmãos associados;

  • Em ata de 14/4/1928, da Câmara Municipal de Conchas, consta a autorização para o Sr. Prefeito fazer um empréstimo de 500:000$000 (quinhentos contos de reis) , por 25 anos, para colocar água e esgoto na cidade; pena que tenhamos ficado mais uma vez só na intenção, não muito firme, não se concretizando tal intento, novamente, com certeza por falta de uma firme vontade política e liderança progressista, pois voltamos a reafirmar ser a nossa hidrografia e topografia favoráveis, como ainda hoje podemos constatar, ao represamento de vertentes perenes, inclusive para gerar energia elétrica para toda a região, nossos ribeirões que o digam;

  • Em ata de 05/5/1928 foi aprovado um auxílio de 200$000 (duzentos mil reis) para a família, numerosa, em estado de penúria, do Dr. Etelvino Cortez, falecido em Botucatu, recentemente, que em Conchas foi nosso prefeito e dedicado médico sanitarista, tendo exercido sua nobre profissão e cargo de prefeito com eficiência, honradez e desprendimento no trato com os mais humildes e as coisas públicas; dentre os inúmeros filhos deixou a poeta Carolina Pacheco Cortez, que nos legou “Pingos de Ouro”, livro de versos cujo nome diz bem da sua inspiração e, os versos o confirmam, pelas palavras carinhosas dirigidas aos irmãos, amigos e à nossa terra conchense;

  • Em 18/01/1929, por escritura pública, uma associação de negociantes de aves e ovos foi também organizada, em Porangaba, semelhante à de Conchas, também sob a liderança do Sr. Gregório Marcos Guarino, dinâmico comerciante conchense;

  • Em ata de 05/3/1929 o combativo vereador Sr. José Miranda do Amaral casado com Helena Maria da Conceição, pais de João Miranda do Amaral e avô do Prof. José Luiz Miranda, este prefeito eleito de Conchas por duas vezes, se manifesta contra o pagamento de despesas feitas pelo Prefeito Sr. João Pedro de Arruda, proprietário de olaria, com seus veículos a serviço da prefeitura, entretanto sem autorização e a devida comprovação de despesas à Câmara Municipal, além de manter o dinheiro da Prefeitura em Banco na sua conta pessoal;

  • Na ata de 20/3/1929, da Câmara Municipal, constam dois pedidos de isenção de impostos para os automóveis do Cônego Humberto dos Santos, pároco local, e do Dr. Pedro de Souza Campos, médico residente à Rua Mato Grosso, apresentado respectivamente pelos vereadores Antonio Benedito Raposo e Mário Alves Lima;

  • Em 02/5/1929, por escritura pública, o Sr. José Antonio Lopes como locador, proprietário, arrenda ao Sr. João Miguel Caram, como locatário, uma invernada com 270 alqueires de pasto, para abrigar 200 cabeças de gado vacum para engorda, no Bº Stº Antonio, e mais 150 alqueires no Bº dos Lopes, também para engorda de gado, pelo prazo de 4(quatro) anos, no valor de 40:000$000 (quarenta contos de reis);

  • Em 06/5/1929 ata da Câmara Municipal registra o pedido de licença para funcionar a 1ª agência funerária de Conchas, do Sr. Arlindo Previtali, que não prosperou; também se falou de uma companhia interessada em colocar água e esgoto em nossa cidade, novamente em vão; registrou-se ainda o falecimento do aguerrido vereador Sr. José Miranda do Amaral;

  • Em 17/10/1929 faleceu Quirino Antonio Euzébio, com 67 anos, natural de São Roque, filho de Joaquim Antonio Euzébio e Demithilde Maria de Jesus, casado com Maria das Dores esta filha do Cel João Batista de Camargo Barros avô de Alzira Ferraz de Morais Barros, casada com Pedro (Pedrinho) de Morais, estes, pais de: Maurício, Esther, Floriano, Inah, Silvia e Cinira de Morais Barros, portanto bisnetos do nosso líder político, Cel. J.B. de C. Barros;

  • Em ata da Câmara Municipal de 20/11/1929 novamente se fala sobre os estudos para o serviço de água e esgoto para nossa cidade, feitos pelo engenheiro Dr. Francisco J. Longo e, que o mesmo ficara de mandar para conhecimento dos senhores edis, o que não aconteceu até hoje;

  • Em 07/11/1929, por escritura pública, Rafael Aníbal viúvo de Tereza Galonetto vende uma olaria com terreno fazendo divisa com Fermiana da Silva Pinto, estrada do Pará, ao outorgado comprador Francisco Mariano, brasileiro, no valor de 16:000$000 (dezesseis contos de reis), cujos descendentes tocam a empresa até hoje;

  • Em 15/01/1930 considerando o estado de penúria em que se encontrava o nosso 1º farmacêutico Sr. Luiz Locchi, ex-vereador da casa e empresário mal sucedido nos negócios, a Câmara aprovou a isenção de impostos da sua casa em Conchas; o prédio foi adquirido em 11/02/1901 de Florindo Totti e Ângela Cescone Totti que ao construírem-no como imponente construção para a época, no final do século XIX, para comércio e residência, estariam sem dúvida confiantes no desenvolvimento do então Distrito de Paz de Conchas, com a chegada da Estrada de Ferro em 1887, evento este que tornaria a fronteira agropecuária existente deveras promissora, a ponto de ser cobiçada por Pereiras, levando a política dominante pela Lei nº681 de 14/9/1899, a anexá-lo ao recém instalado município de Pereiras, desmembrando-o do município de Tietê ao qual pertencia, legalmente, desde a Lei nº39 de 06/04/1872;

  • Em 01/05/1930 começou a funcionar o Posto Telefônico da Cia. Telefônica Brasileira, à Rua 13 de Maio, atual Rua Cel. João Baptista de Camargo Barros, então sob o nº38, sob a chefia da Sra. Benvinda Barros Cavalini, cujo marido administrou em Conchas um laticínio à margem esquerda do Rio dos Lopes, junto à ponte sob o mesmo, onde hoje se encontra o estacionamento de veículos do frigorífico de frangos; eram telefonistas: Natália Laurenti e Dirce Bento de Carvalho, exercendo a função de Guarda-fios o Sr.; Lázaro Amantino Leite;

  • Em 05/5/1930, sendo prefeito o Sr. Mário Alves Lima, o Sr. Albino da Silva Pinto suspende a doação de pedregulho para a municipalidade de Conchas; nesta data na Câmara, o mesmo prefeito rebate crítica da oposição que, através do jornal “Municipal”, acusa à administração pela falta de higiene na cidade, com bueiros fedorentos, diga-se de passagem, até hoje existentes com tal fama, nas esquinas da Rua Minas Gerais com a Rua São Paulo, onde ainda lá estão as Casas dos pioneiros da colônia Sírio-libanesa, Alexandre José, Pedro Moisés, José Neder e Manoel Abud, entretanto se esquecendo o Sr. João Pedro de Arruda, como afirmava o Sr. Mario Alves Lima, que nos 5 (cinco) anos de sua administração deixou muito a desejar, citando o caso dos emissários de esgotos das casas acima citadas, cujas privadas jogavam dejetos no bueiro, embora não a céu aberto, exalando cheiro insuportável;

  • Em 1930 foi criada a sociedade esportiva, Conchas Futebol Clube que manteve grande rivalidade com a Associação Atlética Conchense, proporcionando jogos memoráveis com nossos ídolos da época: Bistéis, Sirininho, Paquito, Antonio e Ítalo Sbrágia, Juca dos Reis, pai de José Carlos dos Reis, e tantos outros de saudosa memória;

  • Em 06/5/1930, em Ata da Câmara Municipal, registrava-se o fato de o Governo do Estado recolher policiais para a Capital do Estado, com certeza motivada pelos prenúncios da Revolução de 1930 deixando nossa cidade sem policiamento; cogitou-se então em criar uma Guarda Municipal; foi aprovado o Orçamento Municipal de 75:000$000 (setenta e cinco contos de reis) para o exercício de 1931, o que demonstra uma queda violenta na arrecadação municipal, talvez pela saída de indústrias que se deslocaram para regiões cujos impostos e infra- estruturas, eram-lhes mais favoráveis;

  • Em 01/9/1930, por escritura pública, o Sr. Alexandre José, comerciante, através de seu procurador, Jamil Cury, hipoteca seus bens no valor de 45:000$000 (quarenta e cinco contos), ao Sr. Paulo Amin Cury;

  • Em 13/11/1930 a Câmara Municipal deixa de funcionar por causa da revolução nacional armada de 1930, em curso, sendo nomeado pelo interventor estadual para prefeito o Sr. José Mariano Neto que permaneceu como tal, até 22/6/1931; este contratou em 11/02/1931 o Sr. Lauro Engler de Vasconcellos, filho do nosso 1º prefeito Trajano Engler de Vasconcelos, para fazer o levantamento das contas municipais de 15/11/1926 a 03/11/1930; pelo Decreto nº2 de 09/02/1931 efetivou os seguintes funcionários: Pedro de Moraes Barros Secretário da Prefeitura, Francisco José de Oliveira Dias, Fiscal, Augusto Silvano Zelador do Matadouro, Júlio Franco Zelador do Cemitério, Manoel Alves Zelador da Limpeza Pública, Rodrigo Mesquita Fiscal com exercício no Distrito de Salgado, atual Juquiratiba;

  • Em 24/11/1930, por escritura pública, João Párise natural da cidade de Ádria, na Itália, filho de Santi Párise e Catarina Párise, então já falecidos, e Maria Bertini, ou Albertin, natural de Revigo, na Itália, filha de Desidério Albertin e Tereza Albertin, com 8 (oito) filhos, fazem testamento deixando suas meias partes dos bens do casal, para seu filho Augustinho Párise;

  • Em 16/6/1931, por escritura pública, Jose Neder e sua mulher Catarina Neder assinam a retificação do contrato feito em 11/01/1927 com Atlantic Company of Brasil, para venda de seus combustíveis em Conchas;

  • Em 1931 vivia no então Distrito de Salgado, atual Juquiratiba, o casal de portugueses: Manoel Maria Cação e Adelaide Maria Cação, sendo D. Guilhermina Cação Agente Postal;

  • Em 20/01/1931 foi inaugurado o 2º prédio da Igreja Matriz anterior ao atual Santuário do Senhor Bom Jesus, que ficava na atual Praça Municipal, prédio sólido e com ampla nave, que foi demolido se perpetrando uma imperdoável violência contra a nossa memória cultural, ainda hoje pouco valorizada pelos que não poderiam deixar de protegê-la; o referido 2º prédio teve seu início de construção por volta de 1920, tendo o Bispo Dom Lúcio em sua visita, em 08/5/1920, se referido a duas igrejas em construção, com alicerces abertos em duas praças da cidade, chamando a atenção dos responsáveis para que se unissem em benefício da comunidade;

  • Em 14/3/1931 foi efetivado também o Sr. João Batista de Camargo e Souza, como Auxiliar do Secretário da Prefeitura;

  • Em 22/6/1931 o Sr. José Mariano Neto passou o cargo de Prefeito ao nomeado Sr. José Gorga, novo homem de confiança da ditadura, deixando um saldo de 11:072$200 (onze contos, setenta e dois mil e duzentos reis);

  • Foi criado, pela ditadura então vigente, um Conselho Consultivo Municipal que se reuniu pela 1ª vez em 12/3/1932, formado pelos Srs: João Caram, Orlando Pastina e Otaviano Leite Gonçalves, sendo este eleito Presidente da Comissão;

  • Em 14/3/1932 reuniu-se pela 2ª vez o Conselho Consultivo criado pelo Governo Provisório, após a Revolução de l930, apreciando dentre outros o ofício nº 96 de 24/02/1932, do Sr. Albino da Silva Pinto, solicitando o pagamento, com juros, de alugueis atrasados referentes ao seu prédio alugado à Prefeitura;

  • Em 15/3/1932 faleceu vítima de um latrocínio o Sr. Joaquim Mendes Gonçalves, em sua casa no Sitio Invernada, Bairro dos Silva, ao lado do Ribeirão das Conchas e da Estrada de Ferro Sorocaba, onde morava com seu filho Francisco, solteiro; foi encontrado degolado, dentro da sala junto à porta de entrada, enquanto seu filho e mais alguém reuniam umas cabeças de gado para entregar ao comprador; muitos foram os suspeitos, mas jamais se soube ao certo quem cometeu o crime contra o velho indefeso, já com 82 anos de idade; a vítima foi vereador da nossa Câmara Municipal eleito por ato da própria câmara em 24/02/1918 tendo tomado posse em 11/3/1918;




    1. Em 09/7/1932 a sede da Prefeitura passou para o então prédio nº27 da Rua São Paulo, deixando aquele em que estava para a Chefatura de Polícia;

    2. Em 16/10/1932 nomeado pelo interventor estadual assumiu o cargo de Prefeito o Sr. Mário Alves Lima, fazendeiro, irmão de D. Benedita Alves Lima Caram, casado com D. Isabel Cruz Lima, tendo o casal as seguintes filhas: professora Maria Tereza casada com Theodomiro Bento de Carvalho filho de Antonio Bento e Etelvina Augusto; professora Daler casada com Alberto Paladine filho de Ítalo Paladini e Catarina Balarini, e Felicíssima falecida solteira;

    3. Em 17/12/1932, por escritura pública, D. Maria José Raposo, natural de Lençóis, neste Estado, com 52 anos, filha de Leopoldino Gomes de Faria e Maria José das Dores, já falecidos, com 9(nove) filhos, faz testamento deixando seus bens ao seu marido Benedito Raposo;

    4. Em 04/01/1933, por escritura pública, César Zacarias filho de Jorge Zacarias e D. Maria Zacarias, adquiri a casa à Rua São Paulo, no valor de 7: 000$000 (sete contos de reis), da senhora Francisca Maria da Conceição viúva do Sr. Antonio João Vieira Domingues, onde morou e seus pais e irmãos mantiveram bar e restaurante, por muitos anos, liderados pelo Davi Zacarias;

    5. Em 09/01/1933 começou funcionar a Linha de Jardineira ligando Tietê a Conchas, dos empresários Amadeu Miuci e Manoel Castanho;

    6. Em 07/3/1933, por escritura pública, João Miguel Caram e sua esposa Profª Benedita Alves Lima Caram vendem ao Sr. Joaquim Bento de Carvalho, português, os prédios então nºs 49 e 51, á Rua São Paulo, ao lado da Igreja Presbiteriana, por 17:000$000 (dezessete contos de reis), bens havidos de Tufic Salim Helou;

    7. Em 07/7/1933, por escritura pública, o Sr. Simão Chaguri, comerciante e lavrador, casado com D. Maria Miguel Chaguri, adquirem de Manoel Marques, português, uma casa de tijolos à Rua São Paulo, no valor de 8: 000$000 (oito contos de reis), onde passaram a morar mantendo casa comercial, funcionando ainda hoje sob a direção do filho já octogenário: José Chaguri casado com D. Esmeralda filha de Alexandre José e D.Cadra;

    8. Em 26/10/1933 o Conselho Consultivo Municipal fixa o Orçamento Municipal para 1934, em 95: 000$000 (noventa e cinco contos de reis);

    9. Em 16/11/1933, com 80 anos de idade, faleceu em Conchas Albino da Silva Pinto, sepultado em Pereira, era natural do Ribeirão das Conchas e foi batizado em Tatuí em 02/10/1853 (Livro 4 fls. 158 ) filho de José da Silva Pinto, neto do patriarca dos Silva Pinto falecido em 19/01/1849, com 40 anos, em Tatuí; viúvo de Gertrudes Emília Bueno casou-se em 04/12/1898 com 44 anos de idade, com Maria Mendes Gonçalves, esta com 21 anos, filha de Joaquim Mendes Gonçalves e Cândida Emília Bueno, sendo Maria Mendes sobrinha da sua 1ª mulher;

    10. Em 1933, pela Faculdade Federal de Medicina do Rio de Janeiro, formou-se o médico Dr. Elias Alexandre, filho do decano da colônia árabe em nossa cidade, capitalista empreendedor, o Sr. Alexandre José; primeiro da referida colônia a se formar em nível universitário em nossa cidade;

    11. Em 12/5/1934 a ata do Conselho Municipal registra a doação do Largo da Santa Cruz à municipalidade, pela Mitra Diocesana de Sorocaba, que também por doação recebera de André Honorato Alves, em 02/11/1890, passando a se chamar: Praça Tiradentes, sem até hoje conter uma placa resguardando a memória do benfeitor André Honorato Alves, falecido em 1899;

    12. Em 16/10/1934 assumiu o cargo de Prefeito o Sr. João Caram nomeado pelo Interventor Estadual, sendo designado Secretário da Prefeitura o Sr. Elias Felix; passou a ser membro do Conselho, no lugar deixado pelo prefeito nomeado, o Sr. José Francisco Henriques, este pai da saudosa escritora centenária, Hermengarda Henriques Laurenti, falecida em Conchas em 08/3/2005 (11/02/193-08/3/2005) como cidadã conchense, declarada pela Câmara Municipal, deixando os filhos: José Maria, João Alberto, Maria Tereza e Carlos Edgar além de inúmeros netos;

    13. Em 12/3/1936 a Câmara Municipal aprovou a perfuração de poços chamados popularmente artesianos, que na realidade não o são se a água não chegar à superfície sem ajuda de bombas hidráulicas, como acontecera pela 1ª vez na cidade de Artois na França, em 1126; foram feitas duas perfurações no perímetro urbano, sem sucesso, em terras de Ângelo Tócchio primeiramente e depois do Claudino da Silva Pinto, não conseguindo o técnico contratado, Guilherme Togu, água em quantidade suficiente, com certeza por deficiência de seus equipamentos;

    14. Em sessão de 12/3/1936 o Conselho Deliberativo Municipal, pelo Parecer 139, aprova a Portaria de nº64 de 01/02/1936, nomeando a Professora D. Benedita Mariano para a Escola Mista do Bº do Baltazar, bairro este cujas terras pertenceram ao braganceiro Baltazar da Silva Pinto, falecido em 1883 no sitio da Serra, formado pelos seus descendentes;

    15. Em 06/03/1936 foi criada a Caixa Econômica Estadual, atual Nossa Caixa /Nosso Banco, sendo seu primeiro Escriturário o Sr. Orlando C. Pastina e Auxiliar a Srta. Neidy Abud;

    16. Em 21/5/1936 realizou sua última reunião o Conselho Deliberativo, criado pelo governo ditatorial do Dr. Getúlio Dorneles Vargas, em substituição a Câmara Municipal, com a 1ª reunião realizada em 12/3/1932, tendo expedido nesse período 69 Portarias e 149 Pareceres;

    17. Em 10/11/1936 falece o Sr. Benedito Raposo, em sua propriedade no Bº dos Aflitos, sítio de 5,5 alqueires com casa de morada, adquirido em 20/11/1911, então Bº dos Lopes, por 450$000 (quatrocentos mil reis), da Senhorinha Maria de Jesus viúva de Salvador Lopes de Morais; natural de Piracicaba, SP, sendo filho de Antonio Marcelino Raposo e Maria Rita da Conceição; foi casado com Maria José, natural de Lençóis Paulista, filha de Leopoldino Gomes de Faria e Maria José das Dores; teria vindo de Botucatu onde já casado, em 10/9/1907 vendeu um sítio de 26 alqueires na Estação de Ortiz, Águas Virtuosas, ao Sr. Antonio Alves de Almeida; em Conchas no dia 09/01/1926 presidiu a sessão da Câmara Municipal tendo sido eleito em 15/01/1926 Vice-Presidente da mesma; é avô, alem de outros inúmeros netos, do falecido Abel Raposo de Faria e Ary Raposo de Faria, ambos Coronéis da PM do Estado de São Paulo, bem como do Capitão Farmacêutico do Exército Brasileiro Agêo Raposo de Faria, e de Astor, Marina, Aguinaldo, Acyr e Agenor;

    18. Em 17/8/1942 o primeiro Grupo Escolar de Conchas, criado em 1928, o atual “Cel. João Batista de Camargo Barros”, passou a funcionar em prédio próprio à Praça Tiradentes 149, em terreno doado pelo Sr. Francisco Serraino; antes de se tornar Grupo Escolar Estadual, funcionou com a denominação de “escolas reunidas”.

    19. Em 08/07/1944 foi fundada a “Folha de Conchas” com Redação e Oficinas à Rua Pernambuco nº 39, sendo seu Diretor Proprietário o Sr. Ferruccio Tonolli e Redator Chefe o Sr. João Antonio Benedetti, tendo como auxiliares de oficina Osvaldo Celestino, João Batista Tonolli e Paulo de Góis; este Paulo atualmente é Diretor Editor Responsável do combativo jornal “O Alerta”, feito à duras penas, através de linotipo; este processo antiquado, cujas máquinas deveriam ir para um museu, mas fazendo jus ao nome pelo trabalho em defesa dos legítimos interesses da comunidade conchense, entretanto já agora, em 2005, no seu nº 433, ano XVII, sendo digitalizado em computador;

    20. Em l3/6/1945 foi instalada a Comarca de Conchas criada pelo Decreto Lei 14334 de 30/11/1944, com sede provisória à Rua Minas Gerais, 707, cuja instalação é comemorada anualmente com feriado municipal e, às vezes, com desfiles de escolares, sendo seu primeiro Juiz o Dr. Jair Junqueira e Promotor Público o Dr. Salvador L. Almada; nesta mesma data foi instalado o Cartório do 1º Ofício à Rua Rio de Janeiro 171, sendo seu Serventuário o Sr. Henrique Longhi natural de São Pedro-SP; em 30/6/1945 foi nomeado Oficial do Registro Civil das Pessoas naturais de Conchas, o conhecido ator teatral Luiz Carrara, sendo atualmente sua titular, Oficial habilitada, Srtª Maria Tereza Laurente; o FORUM, antes deste prédio próprio à Rua Goiás, funcionou no prédio da esquina da Rua Rio de Janeiro, com Rua Minas Gerais, que fora construído em 1920, especialmente para o CONCHAS HOTEL.

    21. Em 07/9/1945 chegou e foi recebido depois de uma expectativa ansiosa do povo, ao som festivo da Lira Antoniana e saudado em versos pelo poeta caipira Sebastião Roque, o Sargento Duílio Scalise herói da 2ª Guerra Mundial, falecido em 28/02/l990 e sepultado em Itu, filho de Luiz Scalise e Assunta Athanázio Scalise; uns dias depois numa quarta feira chegou outro pracinha herói, soldado Nélson Diniz, natural de Conchas em 05/03/1921, filho de João Diniz e Elisa Viana Diniz, casando-se em 1947 com Jandira Pereira da Silva natural de Guareí em 22/6/1924, falecida em 26/11/1965, deixando 10(dez) filhos: Nelson, Neusa, Maria José, José Carlos, Wilson, Ednelson 1º, Eliza, Nasre, Anselmo e Ednelson 2º, casando-se em 2ªs núpcias com Angelina Penharbel Gouveia, falecida em 1994 sem deixar filhos; Nelson Diniz é sobrinho do toureiro fora de série, Roquinho Parafuso, cujas piruetas que dava ao pegar o touro à unha e ao soltá-lo cair montado, no lombo do referido animal, que, segundo se propalou, levaram-no a se apresentar e tourear na Espanha; Nélson Diniz deixou netos e bisnetos e foi igualmente recebido festivamente pelo povo e as autoridades constituídas; no dia 23 do mesmo mês de setembro chegava outro herói o soldado Dirceu Engler de Vasconcelos, também festejado, filho do nosso primeiro prefeito farmacêutico Trajano Engler de Vasconcellos; somente festas assim individualizadas puderam dar tempo para o povo extravasar seus incontidos sentimentos de gratidão aos nossos heróis da segunda guerra mundial, entretanto um, o soldado Benedito Nunes de Oliveira, casado com Ismênia Barrili, falecido em 2001 com 76 anos, não se apresentou ao povo; Benedito igualmente herói, não se soube ao certo porque motivo deixou de se apresentar para receber as justas homenagens dos seus conterrâneos, provavelmente por timidez, modéstia ou neurose de guerra; são filhos deste expedicionário: Otávio, João, Hélio e Sônia Rgina; nesta oportunidade eu perguntaria aos responsáveis, nossos representantes do povo: os nomes destes nossos heróis já foram lembrados para nomes de Ruas ou praças da nossa cidade?;

    22. Em 01/3/1946 pelo Decreto Lei 213 do prefeito Cristino Gonçalves Sobrinho, a Prefeitura Municipal foi autorizada a fazer empréstimo junto ao Governo do nosso Estado, para instalação do serviço de água encanada na cidade, o que, entretanto viria a se concretizar em 1948 com o prefeito Marcolino Rodrigues de Morais; até que enfim após muitas promessas, com anos de atraso que frearam nosso progresso, chegou o tão almejado melhoramento tantas vezes cogitado na Câmara Municipal, sem sucesso, conforme constamos nas atas da nossa edilidade; fracassos sem dúvida por falta de uma firme vontade política progressista, pois que a nossa hidrografia e topografia eram favoráveis e, podíamos através de barragem produzir energia elétrica até mesmo para toda a nossa região e fornecer água encanada para o nosso povo.

    23. Em 25/3/1946 realizou–se o primeiro juri popular da Comarca, em que foi julgada a ré Alzira Tristão sendo advogado de defesa o Dr. Jorge Elias, primeiro advogado conchense, que conseguiu à ré uma pena reduzida;

    24. Em 05/06/1946 instalou-se o Distrito de Juquiratiba, cuja história é por nós aqui relatada;

    25. Em 21/12/1946 deu-se à ordenação de Frei Fulgêncio Maria de Conchas, da nossa tradicional família Tomazela que por escritura pública, em 19/6/1909 adquiriu de Antonio Luiz Rodrigues e Gertrudes Maria Correa, genro e filha de José da Silva Pinto falecido em 22/7/1896, 100 alqueires de terras no Bº dos Silva;

    26. Em 02/4/1947 foi instalado o Posto de Assistência Médico- Sanitária de Conchas, funcionando à Rua Maranhão 207 junto ao prédio da Prefeitura Municipal, sendo seu primeiro médico o sanitarista Dr. Nassim João Abdala, casado com a Profª Maria Henriques de saudosa memória;

    27. Em 22/6/1947 foi consagrado sacerdote Frei Daniel Maria de Conchas, filho de José Tomazela e Rosália da Conceição, que chegaria a Bispo, e muito estimado, de Marília;

    28. Em 19/10/1947 foi inaugurada a Agência do Banco Cruzeiro do Sul de São Paulo, à Rua São Paulo 209, tendo como Gerente o Sr. Fued Alexandre, Contador o Sr. Nélson G. de Arruda, Sub Contadora a Srta. Célia Mesquita, funcionários de serviços gerais: Pedro Lisboa Garcia, Floriano de Morais Barros e José Sbrágia;

    29. Em 08/7/1949 exerciam o magistério em Conchas, no então Grupo Escolar “Cel. João Batista de Camargo Barros”, do qual era Diretora Edna Silveira Melo, as seguintes professoras normalistas: Maria Teixeira Lima, Julieta Simão Mariano, Benedita Mariano, Auta Fróes Tonolli, Maria Etelvina C. Urso, Maria Henriques de Melo, Violeta Silveira Moraes, Erotildes Ferreira Gorga, Ida Jacob Arena, Susana Henriques de Melo, Dora Pastina Queiroz Lima e Ana Petilo Maraccini; nas Escolas Rurais em número de 12: Adelina Abud, Mafalda Juanina Mafaraci, Natália Camargo, Nair Assef, Gessi de Melo Marquesi, Lúcia Capelari, Marta Abud, Rosa Chaguri, Irene Párise, Loris Assef, Dora Simão e Beatriz Pompeo do Amaral;

    30. Em 18/9/1949 o conchense Padre Osvaldo André Violante, ordenado em Roma, rezou sua primeira missa em Conchas; seu pai, o Sr. Daniel, era sapateiro com loja de calçados à Rua São Paulo, à direita de quem vai para o centro, perto da esquina com a Rua Maranhão, ao lado também da casa comercial do Sr. Miguel Audi pai de Dora, Elias casado Zélia Laurenti e Jorge casado com Írides Serafim;

    31. Em 07/11/1949 foi fundada a Stª Casa de Misericórdia de Conchas e conforme Ata de Reunião realizada no dia 19/12/1949, no paço municipal, sob a presidência do Dr. Jair Junqueira, sendo secretário o Sr. Simão Jacob, foi eleita a 1ª Mesa Administrativa da entidade que ficou assim constituída: Provedor- Sr.- João Caram; Secretário- Simão Jacob; Tesoureiro- Marcolino Rodrigues de Morais (neto); Procurador- Dr. Jorge Elias; Pres. da Comissão de Obras-Sr. Gregório Marcos Garcia; Pres. da Comissão de Fundos- Mário Alves Lima; Membros da Comissão de Obras:- Ferruccio Tonolli, Calil Salum, Alfredo Felix, Renato Ferreira de Moura e Dr. Salvador Lisserre Almada; Membros da Comissão de Fundos- João Fieri, Fued Alexandre, Dr. Ernesto Lázaro Neiva Lima, Cristino Gonçalves Sobrinho, Cathardi Cláudio Pastina e José Neder; este empreendimento social liderado pelos maiores líderes do nosso município, em diversas atividades, demonstrou a força da coletividade quando seus líderes se empenham na realização de uma obra em benefício do bem comum; a construção da Igreja do “Senhor Bom Jesus” e do Seminário Salvatoriano são provas da nossa pujança; pena que tais exemplos não tenham sido seguidos pelas novas lideranças conchenses, na solução do impasse em que se encontra no Rio Tietê o nosso Porto Intermodal, já construído, cujo funcionamento poderia se dar com o turismo e pequenos transportes de cargas até Barra Bonita, dependendo do nosso esforço empresarial e comunitário, enfim da nossa união econômica, política e social sob uma firme liderança; caso não nos unamos nossos vizinhos poderão nos deixar, de alguma forma, em segundo plano, quando por nossa situação hidrográfica e geográfica privilegiada seríamos os grandes beneficiados e, para quem acredita na intervenção de Deus em nossas relações, Ele, por certo, fez a sua parte;

    32. Em 02/01/1950 pela Lei nº 607 foi criado o Ginásio Estadual de Conchas, instalado em 03/4/1950 no prédio à esquina da Rua Minas Gerais com a Rua Bahia, prédio das nossas Escolas Reunidas que formaram o nosso primeiro Grupo Escolar Estadual, onde funciona atualmente a Prefeitura Municipal; aí funcionou também até 14/4/1959 a Escola Normal Municipal, criada pela Lei nº173 de 11/02/1954 promulgada pelo Prefeito João Miguel Caram, transformada em Estadual pela Lei nº 3843 de 16/4/1957; com a doação de terrenos pelos irmãos João e Fernando Párise, Ítalo, Renato e Nelo Sbrágia, construiu-se em 1958 o prédio próprio para a escola que passou pela Lei nº 6478 a Instituto de Educação Estadual de Conchas; através da Resolução SE Nº19 de 23/01/1976 passou a se denominar EESPG. “Prof. Anízio Ferraz Godinho” em homenagem a um insigne professor piracicabano, por iniciativa do ilustre deputado, líder do magistério paulista e poeta primoroso, professor Sólon Borges dos Reis, então Presidente do Centro do Professorado Paulista; parte do terreno em que foi construída a Escola de Aplicação, onde os professorandos faziam sua prática foi doação do Dr. Vergílio Martins de Souza;

    33. Em 08/3/1953 foi inaugurado o Seminário dos Padres Salvatorianos, construído com ajuda dos poderes públicos, o que equivale dizer do povo em geral, e dos adeptos da Igreja Católica Apostólica Romana; no ato o PE. Geraldo de Andrade S.D. S discursando disse: “da boa vontade, nasceu um Seminário”; disse também dos planos para o futuro: “com a ajuda dos padres professores iremos criar a assistência rural aos trabalhadores agrícolas por meio de um círculo operário”; afirmou ainda o dinâmico sacerdote, o qual menosprezando a memória de Conchas destruiu sem necessidade o 2º prédio da Igreja do Senhor Bom Jesus, que: “o segredo da construção do Seminário estava na irrestrita colaboração do povo conchense.”; os referidos planos, entretanto, foram esquecidos e embora se constituindo o Seminário em um rico patrimônio dos redentoristas, o empreendimento infelizmente foi desvirtuado em suas finalidades, frustrando o povo conchense; pois não podendo formar sacerdotes bem que poderíamos ali contar com uma Escola Técnica de Agricultura ou para formação de professores, áreas estas carentes até hoje de profissionais em nossa terra, atendendo também à vocação dos nossos jovens para tais atividades, já que a do sacerdócio se tornara inviável; é pena que a Congregação Salvatoriana não tenha sido sensível, e como cristã deveria sê-lo, às necessidades de profissionalização dos nossos jovens e ao melhor ajustamento dos mesmos à sociedade, levando em consideração o apoio que tiveram da nossa população para seus empreendimentos; francamente não é justo o que se está fazendo com o povo conchense; aguardemos atentamente o que será feito no futuro com o magnífico prédio equipado para escola e com os seus vários alqueires de terra valorizando-se com o crescimento urbano, sem aproveitamento social pela comunidade conchense;

    34. Em 25/6/1950, às 19,00 h e 30 minutos, foi inaugurado festivamente ao som da Lira Antoniana, pelo Prefeito Municipal Sr. Marcolino Rodrigues de Morais, neto de um nosso pioneiro MARCOLINO RODRIGUES DE MORAIS falecido com 82 anos, em 25/11/1929, o Jardim da Praça Tiradentes, um sonho de muitas gerações que Nélson Malheiro ao vê-lo pela 1º vez, em chegando de férias como professor na região noroeste do nosso Estado, canta em um soneto de sua autoria: “Nosso Jardim”, que assim diz em uns dos seus versos: “É realidade n`arvores crescidas rumo ao azul, tão verdes de esperança, o anelo, febril sonho em tantas, nosso vergel dos sonhos de criança...”;

    35. Em 29/02/1953 Frei Ivo Maria de Conchas, também da família Tomazela, rezou sua primeira missa em Conchas;

    36. Em 28/9/1959 faleceu o Sr. Gregório Marcos Garcia, natural de Carrizo, Província espanhola de Léon, tendo chegado ao Brasil em 20/3/1918; dedicado ao trabalho e acompanhando o progresso do município recém criado em 1916, com muito esforço e sabendo bem aplicar suas poupanças em imóveis, dentro do município, o que muitos não o fizeram e sim carreando recursos aqui amealhados para fora, cresceu profissionalmente; atuou nas áreas: comercial, agrícola, industrial e da pecuária sem deixar de oferecer seu concurso às atividades de cunho social e assim: foi Presidente do CRB, pertenceu à Diretoria da Associação Atlética Conchense, foi Presidente da Associação Rural de Conchas, Membro da Comissão Municipal de Abastecimento e Preços de Conchas, na qualidade de representante da Pecuária e Lavoura; mas foi sem dúvida como Presidente da Comissão de Obras, na Mesa Administrativa da Santa Casa de Misericórdia de Conchas que, sem dúvida, prestou sua maior contribuição de cunho comunitário, dando o melhor do seu empenho e meritório trabalho, na construção de tão nobre empreendimento; recebeu homenagens póstumas da municipalidade que deu o seu respeitável nome a uma Avenida da Cidade, bem como a um Pavilhão da Santa Casa, hoje Hospital Municipal;

    37. Em 06/12/1960, em sessão especial, a Câmara Municipal aprova o projeto que cria a Escola Técnica de Comércio e o Dr. Jorge Elias dá conhecimentos aos presentes do falecimento do Sr Alfredo Felix; em sessão de 07/12/1960 foi aprovado nome de “GASTÃO VIDIGAL”, ministro da fazenda recém falecido, ligado ao Banco Mercantil do Estado, dado à escola de comércio, proposto pelo vereador Miguel Jorge; a escola, em questão, funcionou inicialmente junto a Escola “Anísio’de 1961 até 1967, depois na Escola Coronel até 1974, a seguir no porão da Igreja Matriz, passando em 1987 a Colégio Comercial na Escola “ Rainero Donato Pastina”falecido em 1969; foram seus diretores: Dr. Manoel Luciano de Campos, Prof. José Luiz Rodrigues, Dr. Antonio Guarino Marcos Garcia, Waldemar Peres, sendo extinta;

    38. Em 18/3/1961 faleceu vítima de enfarto do miocárdio, com 68 anos de idade, o Sr. João Miguel Caram natural do Líbano, que se fez comerciante atacadista, fazendeiro e político, por aqui chegando por volta de 1910, moço ainda, adotando o Brasil como sua 2ª pátria, ao qual muito deve a nossa comunidade conchense; viúvo da Professora Benedita Alves Lima, irmã de Mario e Cantidiano Alves Lima, falecida em 26/4/1936, vítima de cirrose hepática, filha de José Alves de Almeida Lima e Felicíssima Pinto de Assumpção; era irmão de Miguel José Caram falecido em 20/05/1963, casado com Jamila Jacob Caram pais de Esperidião Miguel Caram nascido em 17/6/1916, em São Pedro da Aldeia, RJ, casado em 23/6/1938 com Maria José Amaral; o Sr. João Miguel Caram aparece pela 1º vez na cena oficial da história de Conchas, como testemunha em uma escritura pública, em 04/5/1910; com certeza se mais vivesse muito mais poderia ter feito em benefício da cidade onde prosperou e, que a amou com certeza;

    39. Em 10/9/1962 foi autorizada a abertura da Rua Cel J.B de Camargo Barros até o Largo da Estação, atual Praça João Miguel Caram;

    40. Em 1963 faleceu em Araçoiaba da Serra o estima Cônego João Quirino de Almeida, que por muitos anos foi pároco em nossa cidade, sendo aqui sepultado;

    41. Em 27/5/1963 teve início o serviço de entrega domiciliar de correspondência, pelo Correio de Conchas, sendo seu primeiro titular o Sr. Oscar César, natural de Laranjal Paulista em 02/7/1926, filho de Arlindo César e Filomena Canto, residindo atualmente à Rua de Janeiro nº528, em Conchas;

    42. Em 07/9/1967 foi fundado o Lions Clube de Conchas, declarado de utilidade pública pela Lei Municipal nº 13 de 16/9/1967; sua 1ª Diretoria ficou assim constituída: Presidente – Miguel Chaguri; 1º Vice-Presidente - Pe. Pedro José de Andrade Sobrinho (Pe. Geraldo); 2º Vice-Presidente- Alcindo Cortellazzi; 3º Vice Presidente- João Mariano; 1º Secretário- Luiz José Rodrigues; 2º Secretário- Antonio Guarino Marcos Garcia; 1º-Tesoureiro- Fued Alexandre; 2ºTesoureiro- Elias Valdrighi; Diretor Social- Virgílio Martins de Souza; Diretor Animador- Pe. João Scopel (Pe. Humberto); Vogais por dois anos: Aniello Roberto Fontanelli e José Pinfilde; Vogais por um ano: Pedro Urso e Amim Alexandre; foram sócios fundadores: Ernestino José Alfredo, Euclides Maraccini, João Fieri, Manoel Tavares de Almeida, Orlando Luvizotto, Pasqual Baroni, Paschoal Paladini, Victor Del Bem e Francisco Paes;

    43. Em 18/12/1967 foi publicada “A Comarca Ilustrada” nº1, cujos números ainda existentes estão alhures que não em nossas bibliotecas, Municipal e Escolares, onde deveriam ser reunidos e reproduzidos, ajudando com isso a preservar parte da nossa memória conchense já tão maltratada;

    44. Em 1969 houve abertura da Rua Pernambuco, em continuação, atravessado a Rua São no sentido: Altos da Cidade;

    45. Em 09/04/1969, em sessão da Câmara Municipal, o vereador Elias Valdrighi apresenta moção de congratulações aos senhores Teófilo de Souza Carvalho, Marcelo Longhi e Henrique Longhi, fundadores do jornal “A Ordem”, bem como aos seus colaboradores, pela passagem dos 50 (cinqüenta) anos de fundação desse 1ºórgão de imprensa do nosso município;

    46. Em 25/6/1969 foi aprovado, em discussão única, o projeto de lei apresentado em 04/6/1969, criando a Faculdade de Ciências Econômicas e Contábeis de Conchas, nome este dado depois de o projeto ter sido apresentado com o nome de Gastão Vidigal, pelo vereador Miguel Chaguri e o vereador Dr. Jorge Elias, questionado argumentou se não havia algum vulto de Conchas merecedor de tal homenagem...; houve projeto regulamentando o funcionamento da referida faculdade sem entretanto ser instalada como tal, dando mais tarde origem a Escola de Comércio;

    47. Em 1969 funcionou uma feira livre em ruas ao lado da Praça Tiradentes, transferida mais tarde para a então Praça da Estação, atual Praça João Caram; tal comércio é muito comum na maioria das cidades paulistas e, sem dúvida, estimula o pequeno agricultor ao plantio de hortaliças, árvores fruteiras e criação de pequenos animais, além de peças do artesanato local;

    48. Em 10/9/1969 o Sr. Pedro Urso foi agraciado com o título de cidadão conchense, vindo a falecer, em Conchas, em 2007;

    49. Em 26/02/1970, pelo Decreto Estadual nº 52 398 foi criado o Grupo Escolar Ginásio, instalado junto ao então Grupo Escolar “João Batista de Camargo Barros” à Praça Tiradentes;

    50. Em 08/7/1970, em discussão única, foi aprovado o projeto de lei instituindo o atual Brasão de Armas e a Bandeira, símbolos apresentados pelo Professor João Quiarini, bem como o Hino, este letra dos Professores José Luiz Rodrigues e Neide Maracini, com música do Professor Rossini; diga-se, de passagem, que no Brasão de Armas, deveria constar um ramo de café, nossa primeira riqueza, eis uma correção que sugerimos a bem da verdade histórica;

    51. Em 29/5/1975 faleceu José Neder comerciante atacadista, progressista, tendo construído a casa de comércio e moradia na esquina da Rua São Paulo com a Rua Minas Gerais, em 24/11/1926, um sólido e amplo edifício que ficou em 14:350$000 (quatorze contos e trezentos e cinqüenta mil reis) construída pela firma de João Pastina; foi sócio de João Miguel Caram, em sociedade de curta duração, por volta de 1917; por contrato em 11/01/1927 retificado em 16/6/1930, foi representante da Atlantic Refining Company, sociedade anônima estrangeira, para fornecimento de derivados de petróleo em Conchas, tendo inclusive uma bomba de combustível localizada à Rua São Paulo, em frente a sua casa comercial; casado em 1ªs núpcias, em São Sebastião-SP, com Sebastiana Moreira falecida em 15/6/1918, deixando os filhos: Elias casado com a Profª Yolanda Prestes, Iracema (Julica) casada com Elias Moisés e Olga casada com Carlos Caram; José Neder, em 2ªs núpcias casou-se com Catharina Abdalla falecida em 04/5/1989, filha de Abdala Abrão e Aparecida Jacob, sendo ela o braço forte de seu marido como sua sempre procuradora, em vários negócios imobiliários na cidade, deixando os filhos: João médico formado em Curitiba, Calim, Acácia e Wady;

    52. Em Julho de 1974 aconteceu a primeira Festa do Pião Boiadeiro, organizada pelos Srs. Nicolau Pinfilde Neto, José Pinfilde, José Francisco Vieira, Elias Valdrighi, Lilo Pavan, Arnaldo e Aderito Tomazela, e outros, que neste ano de 2.007 chega ao seu 33º ano; no ano 2.003 inspirado, o conchense Nelson Malheiro de volta para sua terra natal, tendo visto em sua infância, em 1936, festa semelhante, touradas de então, onde brilhou o incrível toureiro Roque Diniz, “o Parafuso”, escreveu “O Rodeio”, dois sonetilhos com versinhos em redondilhas maiores, com o qual encerra parte deste livro sobre Conchas:



    O Rodeio.

    De há muito não se via

    Festa igual na região,

    Em que há tanta porfia

    Sendo o homem qual pião

    Que no lombo rodopia

    De boi, cavalo pagão;

    Momentos de alegria

    Explodem até que no chão

    Alguém tão só, lá gemia

    Dando corda ao coração;

    Com seus traços culturais

    É uma festa popular

    Onde humano e animais


    Lá se deixam confrontar;

    Brutas forças desiguais

    Põem o homem a não pensar,

    Pois não sendo irracional

    Perde longe ao animal,

    Mas em busca de emoções

    Só dá corda aos corações.
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