Cronologia da História do Município de Conchas



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Em 06/4/1872 foi aprovada a Lei Provincial nº 39 já por nós muito citada tratando dos limites entre Tietê e Tatuí cujo texto integral consta desta história;

  • Em 30/3/1876 é sancionada a Lei nº51 elevando à categoria de Freguesia a Capela dos Pereiras cujo texto legal, integral, consta também desta história de Conchas;

  • Em 19/01/1882 na Igreja Matriz de Pereiras casam-se: Honorato Lopes de Morais e Maria Antonia de Jesus, ele batizado pelo Pe Demétrio Leopoldo Machado em 30/5/1858, com dois dias de vida, em Tatuí, filho de João Lopes de Morais e Maria Antonia de Camargo, e ela filha de Camilo Lopes de Morais e Francelina Maria;

  • Em 02/12/1884 por Escritura Pública passada em Pereiras, não podendo este fato ser tomado como sinal de que a pequena povoação de Conchas pertenceria a Pereiras, pois o Cartório não era de registro civil e os contratos em geral, como acontecem até hoje, poderiam ser lavrados de acordo com o interesse das partes em qualquer cartório da Província; José da Silva Pinto (filho) e sua mulher Maria Correa Benedicto, na escritura acima referida, fazem um Testamento Público deixando seus bens de raízes aos 12(doze) filhos e suplicando ao seu 4º filho Albino da Silva Pinto para que fosse seu testamenteiro; declarou ainda que era natural de Bragança, então Província de São Paulo, sendo seus pais: José da Silva Pinto e Maria Rosa; esta declaração de ser filho de Maria Rosa talvez decorra do laço afetivo por ser criado desde pequeno por ela e seus irmãos adotivos; são seus sogros Vicente Ferreira e Rita Maria Correa residentes em Porto Feliz, todos já então falecidos;

  • Em 21/07/1887, sendo Inspetor Geral da Ferrovia George Oetterer, concluídos os 22 km que nos separavam de Laranjal e localizada a Estação das Conchas, nome este dado pelo engenheiro Luiz Bianchi Bertoldi que a localizou, foi a mesma inaugurada e festivamente ao som das Bandas Musicais de Pereiras e Porangaba; esta 1ª Estação Ferroviária do Bº das Conchas, km 205,246, altitude 472 metros, perto do Rio Chicú atual dos LOPES, mas não Bº dos Lopes, que ficava além do rio, sendo a Estação mais um armazém de carga e descarga de mercadorias, sem amplas plataformas para passageiros, pois estes não eram a prioridade do empreendimento ferroviário; também pertencente ao município de Tietê, no mesmo dia, foi inaugurado o posto ferroviário de Pereiras, Km 197,545 na altitude de 490 metros (arquivo do museu enfrente a Estação da Sorocabana em Sorocaba) que viria mais tarde a se transformar na Estação de Pereiras, aberta ao tráfego em 06/1895 juntamente com a Estação de Mairinque, segundo Antonio Francisco Gaspar do Instituto Histórico e Geográfico de Sorocaba (arquivo do museu do Jardim Zoológico ”Quinzinho do Amaral” em Sorocaba); sendo mais um armazém para carga e descarga de mercadorias como a de Conchas, primeiramente, sem também as amplas plataformas para passageiros, modesto edifício de alvenaria segundo ainda o referido historiador acima citado; de acordo ainda com documentos no arquivo do zoológico “Quinzinho Amaral” em Sorocaba, no referido posto ferroviário de Pereiras em 1903 houve um embarque de 277.354 kg de café e a construção de um embarcadouro de animais que ficou em 718$000 (setecentos e dezoito mil reis); ainda em 1904 e 1905 a estação de Conchas e Posto Ferroviário de Pereiras apresentaram respectivamente as rendas: 71:322$190-72:131$710 e 26:609$770-33:012$990;

  • Em 20/01/1888 com Passaporte nº740 pelo vapor Poiton chegam ao Porto de Santos procedente da Estação de Verona, Itália, Palladine Luigi e Tozo Elisabeth, italianos, com os filhos: Ermínia com 15 anos, Luigi com 11 anos, Carlo Alberto dom 11 anos e seguem para a cidade de Tietê onde passam a residir; Carlo Alberto com 25 anos casa-se em Conchas no dia 13/12/1902 com Amábile Zuliani, italiana, com 20 anos, filha de Zuliani Ferdinando de Batista e Barilli Maria; esta família Zuliani já residia por aqui, além do Ribeirão das Conchas, na Água do Félix e provavelmente foi a 1ª família a plantar uvas e produzir vinho em Conchas, para o próprio consumo, comercializando a sobra com os conhecidos; sendo José Severo Malheiro, cujos pais moravam no referido bairro em terras herdadas de Antonio Ignácio Pires falecido em 1910, um freguês de todos os anos; Ferdinando Zuliani faleceu no dia 29/11/1922 com 73 anos, no Bº Daniel Leite em Conchas, deixando os seguintes filhos: João, Albino casado com Isaura Raposo, José casado com Ângela Alfredo, Hermínio, Amábile casada com Carlo Alberto Paladine, Pierina casada com Ângelo Tócchio, e Maria;

  • Em 24/02/1888 desembarcaram no porto de Santos do navio Bearn, procedentes da Itália, Antonio di Giacomo Bertin com 24 anos e sua esposa Benvenuta Marcon com 28 anos e seus filhos: Antonio Bertin, com 05 anos de idade e Sante Bertin com 02 anos; Antonio di Giacomo nasceu em Fontanelle, província de Treviso região do Vêneto, norte da Itália; chegaram em Conchas/SP, então bairro de Tietê, sem permanência e trabalho em outro local, pela novíssima Estrada de Ferro Sorocabana, pois a primeira Maria Fumaça chegara à nossa Estação de Conchas em 21/7/1887; a plantação de algodão e café, nosso Ouro Branco e Verde, ganhara assim mais uns braços fortes para sua expansão, mas a preciosa sementeira humana dos seus filhos, que não se fizera esperar, foi por certo uma das maiores riquezas para a nascente povoação; Inocêncio, João e José, filhos de Antonio Bertin e Italina, netos de Antonio di Giacomo Bertin acima citado, viriam logo se ligar à família Silva Pinto, casando com as três irmãs: Maria, Terezinha e Ana, netas de Maria Isabel de Morais e Joaquim da Silva Pinto, este 2º filho de José da Silva Pinto falecido em 1896, no Distrito de Paz de Conchas mas sepultado em Pereiras;

  • Em 24/02/1888 também desembarcou do navio Bearn no porto de Santos, procedente da comuna de Fontanelle, cidade de Lutano, província de Treviso no norte da Itália onde nasceu em 1849, o Sr. Tomazelli Santi (assinatura esta autêntica registrada em cartório), com a esposa Ângela Bertin e o irmão Agostino, os filhos Guiseppe, Maria Luiza, e o irmão Agostino e respectiva família; depois de passar pela hospedaria dos imigrantes no Brás, em São Paulo, seguiu para Tietê com sua família onde trabalhou em fazenda de café e de onde, por volta de 1894 mudou-se com a família para o já Distrito Policial de Conchas pertencente a Tietê, para trabalhar em fazenda de café no Bº São Roque na Sesmaria Bonilha, permanecendo aí até 1908 quando em parceria com João Párise, patriarca, comprou em 19/6/1909, 100 (cem) alqueires de terras dos herdeiros de José da Silva Pinto (Jr.), bisavô de Nelson Malheiro, precisamente de Antonio Luiz Rodrigues Bueno e Gertrudes Maria Correa, genro e filha, cujo inventário foi citado acima; no Brasil Tomazelli Santi teve os seguintes filhos: João, Antonio, Catarina, Agostinho, Tereza, Rosa e Ângelo; chegou a produzir nas suas terras vinho para o consumo da família além de criar o Bicho da Seda; deixou numerosa descendência que se ligou bem mais tarde aos Silva Pinto, como os demais grupos étnicos iniciais que compuseram o nosso povo conchense hoje, sem dúvida, uma rica amálgama genética;

  • Em 1889 o Ensino Primário teve início na Estação das Conchas, em caráter particular com o professor JOSÉ ILDEFONSO CAMARGO DE OLIVEIRA sendo seus alunos: Delphino Ignácio Pires filho de Antonio Ignácio Pires, este, bisavô de Nélson Malheiro; Armando Ferreira filho de André Ferreira; José Benedito de Lara filho de Rafael de Lara, este diga se de passagem, padrinho de batismo de Nélson Malheiro; Ermelino Wey irmão de Germano Wey natural da Suíça casado com Ana Wagner Wey, natural de Sorocaba, pais do filho João nascido em Conchas em 20/5/1899; Mário Rodrigues de Morais nascido em São Roque filho de Marcolino Rodrigues de Morais e pai do “Marquinho” prefeito que construiu o jardim da Praça Tiradentes em 1948; Domingos Miranda; Tonico Delfino e Juca Lacerda;

  • Em 04/4/1889 pela Lei Provincial nº93, portanto ainda no Regime Imperial, a então Freguesia de NªSª da Conceição dos Pereiras, pertencente à Vila de Tatuí, passou também à Vila mas só na República com a eleição da 1ª Câmara Municipal em 18/12/1896 adquiriu sua autonomia completa como município; já existindo então o Bº da Estação das Conchas com este nome dado pela Estrada de Ferro que aqui chegara em 1887, sendo o nosso Distrito de Paz criado em 05/12/1896 depois de ter sido Distrito Policial criado por Ato Administrativo da Chefatura de Polícia de São Paulo, em 01/6/1892; ambos os distritos sob a jurisdição de Tietê, já contando com os 3.960 alqueires de terras da Sesmaria do Baguari á margem esquerda do Rio Tietê, além de terras nas duas margens do Ribeirão das Conchas, em divisas com Pereiras estabelecidas pela Lei Provincial nº39 de 06/4/1872; como vemos territórios tieteenses, portanto, sob a jurisdição de Tietê como não poderia deixar de ser; como falar nesta época anterior a 18/12/1896 de Conchas pertencendo a Pereiras se esta nem município então era, mas ainda simples Distrito de Paz de Tatuí e Conchas Distrito Policial de Tietê ?; pois tal se daria só com a Lei Estadual nº681 de 14/9/1899, por um golpe político de lideranças influentes de Tatuí e Itapetininga na Assembléia Estadual, e assim o então Distrito de Paz de Conchas passou a pertencer por 2(dois) anos e 09 (nove) meses e 28 dias a Pereiras, agora então com poderes municipais para tal, como voltaremos a falar nesta cronologia;

  • Em 27/7/1889 por escritura pública de compra e venda A Ferraz e Cia. vendem a Serafim Antonio Ferreira e sua mulher Gertrudes Paulina do Espírito Santo, um sítio de l8 alqueires na Sesmaria Bonilha, no valor de 1:000$000 (um conto de reis);

  • Em 02/11/1890 André Honorato Alves, falecido em 08/02/1899 com 42 anos de idade e sua mulher Ana Maria da Conceição, fazem doação à Cúria Diocesana do terreno que foi conhecido por Largo da Santa Cruz e hoje é a Praça Tiradentes, bem como o terreno inicial da Igreja de Santa Cruz, hoje de São Benedito, formando o patrimônio da Capela de Santa Cruz; diga-se de passagem que no centro da referida praça deveria ser construído o 2º prédio da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, destinação da doação, tendo o Sr. Francisco Serraino membro da Comissão promotora para a construção do referido prédio, em sessão da Câmara Municipal de 05/5/1918, se dirigido ao Presidente e Membros da Câmara Municipal, através de ofício, falando da necessidade de arrancar algumas árvores plantadas sem autorização da Cúria Diocesana, para que na referida praça fosse construído um novo prédio para a matriz de Conchas; alicerce chegou a ser aberto para a referida igreja na citada praça e material de construção ali já colocado foi levado para a outra que com alicerces também abertos se concretizou, não sem causar profundo aborrecimento aos senhores: Francisco Serraino e Albino da Silva Pinto; este desgostoso até para Laranjal se mudou deixando de participar da política local, só voltando em 1933 para aqui falecer nesse ano; também o Sr. Serraíno teria ficado profundamente desgostoso com a política e pensou em se mudar de Conchas, pois em 30/4/1922, segundo publicação no jornal local “A Ordem”, colocou à venda sua chácara de 2 alqueires, já formada, à Rua Mato Grosso, onde residia, alegando motivo de mudança;

  • Em 22/12/1890 já estando o Brasil sob o regime republicano com a Igreja separada do Estado laico, atendendo ao pedido dos habitantes do bairro da Estação das Conchas, Distrito Paroquial de Pereiras, o Bispo Diocesano D. Lino Diodato através da Câmara Episcopal de São Paulo, sendo escrivão o Pe. Avelino Jorge Montenegro, concedeu a licença para se erigir e fundar uma Capela sob a invocação do Senhor Bom Jesus de Conchas, declarando, entretanto que na mesma Capela não se poderiam celebrar os Ofícios Divinos; essa primeira capela situada na então travessa 8 de Abril, esquina com a Rua Sergipe, frente para a Praça da Matriz, local onde hoje reside a Sra. Vitória Neder inclusive a área do prédio da SABESP, sendo todo o quarteirão enfrente, entre as Ruas Sergipe, Ceará, Paraíba e Maranhão, a referida praça; as travessas 8 de Abril e cá em baixo a 13 de maio, até a Rua São Paulo, são hoje a Rua Cel. João Batista de Camargo Barros, depois de se chamarem, ainda, Ruas nº6 e Paraíba respectivamente;

  • Em 25/4/1891 desembarca do navio “Bates Lavarelli” no porto do Rio de Janeiro procedente de Castellabate na Itália, o Sr. João Pastina filho de Constantino Pastina e Filomena De Simone, casado em 25/4/1886 com Ana Maria Passaro que ficara na Itália, vindo inicialmente para Laranjal Paulista e posteriormente à Conchas, tornando-se aqui um capitalista empreendedor, ao qual e aos seus filhos Castaldi, Rainero e Dr. Ivo muito deve o nosso município;

  • Em 01/6/1892 foi criado pela Chefatura de Polícia de São Paulo, o Distrito Policial de Conchas sob a jurisdição da Delegacia de Polícia e Comarca de Tietê, como não poderia deixar de ser estando o mesmo legalmente dentro dos limites territoriais, originariamente estabelecidos entre Porto Feliz e Itapetininga quando da elevação da Freguesia da SSª Trindade de Pirapora do Curuçá, desmembrada de Porto Feliz, à Vila pela Lei Provincial nº24 de 08/3/1842, conservando o mesmo nome; os referidos limites foram confirmados pela Lei nº39 de 06/4/1872 e que a Lei nº51 da Assembléia Provincial, em 30/3/1876, ao criar a Freguesia dos Pereiras houve por bem mantê-los entre as vilas de Tatuí e Tietê, a despeito desta última querer que a referida freguesia a ser criada o fosse sob a sua jurisdição, alegando que seus munícipes vizinhos ali proprietários de terras, freqüentavam a capela de NªSª da Conceição do Ribeirão das Conchas e, ajudaram-na em sua construção;

  • Em 04/9/1892 deixando onze filhos morre Manoel da Silva Pinto filho legítimo de José Francisco da Costa Oliveira e Maria Rosa, casado em 21/8/1857, em Sorocaba, com Maria Cecília de Morais esta filha de José Dias Domingues de Morais e Gertrudes Maria de Morais, sendo ele Manoel um dos dois filhos adotivos do patriarca José da Silva Pinto falecido em 19/01/1849 em Tatuí; Manoel atacado de varíola, com 66 anos de idade, no Bº dos Silva Pinto foi enterrado junto à sua casa à margem esquerda do Rio dos Baltazares, atual dos Tomazelas, precisamente na frente e à direita da casa do falecido Lino Tomazela pai do professor Camilo de Lellis, segundo testemunho do Sr. Afonso Thomazella que chegou a ver o túmulo; era um dos quatro irmãos procedentes, por volta do ano de 1832, da atual cidade de Bragança Paulista, nascido em Itatiba; deixou 11 filhos e a viúva Maria Cecília de Morais, esta irmã de Maria Antonia de Morais mulher do seu irmão também adotivo João da Silva Pinto , falecido logo a seguir no Bº da Estação das Conchas, em 21/10/1892, sepultado no cemitério de Pereiras deixando 9(nove) filhos dentre estes a conhecida “nhá” Porfíria, de saudosa memória, casada com Álvaro Domingues Branco falecido com 65 anos, em 05/4/1936 no Bº dos Mendes, deixando os seguintes filhos: João, Antonio, Avelino, Pedro, Otávio, José, Ana, Maria, Israel, Esther, Helena e Aparecida, esta casada com Licínio Barone irmão do Pasqual Barone;

  • Em 21/10/1892 falecia no Bº da Estação das Conchas João da Silva Pinto, com 68 anos de idade, natural de Bragança, filho adotivo de José da Silva Pinto o patriarca, e legítimo de José Francisco da Costa Oliveira e Maria Rosa; era casado em Sorocaba no dia 29/8/1857 com Antonia Maria de Morais natural de São Roque, filha de José Dias Domingues e Gertrudes Maria de Morais; deixou os seguintes filhos: João, Maria Antonia, José, Gertrudes Maria Isabel casada com Joaquim da Silva Pinto neto do patriarca dos Silva Pinto, Francisco, Antonia Maria, Acácio casado com Francisca pais de José Benedito e Joaquim da Silva Pinto, este solteiro; Porfíria casada com Álvaro Domingues Branco filho de Thomaz Domingues Branco e Ana Joaquina de Morais, Manoel, este avô de Antonio Matias, Benedito Gomide e bisavô de Claudete de Morais Barros nora do Maurício de Morais Barros, este um dos proprietários da loja “Galeria da Cidade Alta” na Av. Carlo Alberto Palladini, em Conchas;

  • Em 03/5/1893 faleceu Maria Benedita Correa vítima de febre tifóide, com 55 anos de idade, no Bº da Estação das Conchas, deixando viúvo José da Silva Pinto segundo declaração do seu 4º filho Albino, em 10/5/1893, no Cartório de Registro Civil em Pereiras, sendo este Albino avô de Nelson Malheiro, e José acima citado um dos quatro irmãos SILVA PINTO, sendo dois deles filhos adotivos por parte de pai, aqui chegados em 1832 procedentes de Bragança, todos menores de idade;

  • Em 25/10/1894 o Diretor Geral de Instrução Publica nomeia para a Escola do Bº da Estação das Conchas, Município de Tietê, a Profª Maria Augusta de Oliveira Carvalho; foi nomeada em 04/9/1896 também para uma escola provisória do mesmo Bº da Estação das Conchas, pelo Secretário de Estado, a Profª Eduarda Henrique Proença;

  • Em 01/6/1895 foi aberta ao tráfego a Estação de Pereiras, modesto edifício de alvenaria segundo Antonio Francisco Gaspar do Instituto Histórico e Geográfico de Sorocaba, (arquivo do zoológico “Quinzinho do Amaral” em Sorocaba), inaugurada juntamente com a Estação de Mairinque, dentro do Distrito Policial de Conchas município de Tietê; no mesmo arquivo acima citado, em “Memória Descritiva” tratando das linhas férreas e fluviais em tráfego e construção, organizada por Carlos Shmitt chefe de prolongamento da Estrada de Ferro Sorocabana, em 1893, encontramos a seguinte descrição: “no percurso da linha e em suas imediações existem ainda as seguintes povoações pouco importantes por ora: Pereiras, Vila situada ao sul da estação das Conchas a 9 Kms. de distância...”; a denominação de Vila para Pereiras , neste relato não está correta, pois era então uma simples Freguesia;

  • Em 21/7/1896 doze anos depois de fazer testamento público faleceu no bairro dos Silva atual Morro dos Tomazellas, onde morava, José da Silva Pinto filho legítimo do patriarca dos SILVA PINTO e Maria Manoela, cônjuge supérstite de Maria Correa Benedicto abrindo-se então a sucessão hereditária e conseqüente inventario, dos bens deixados pelo falecido; tal inventário terminou em abril de 1897 correndo o feito na Comarca de Tietê no qual consta o mapa feito pelo agrimensor juramentado João Batista Arnurf, em 05/12/1896, dividindo os terrenos deixados pelo “de cujus” em doze lotes, área total de 379 alqueires e 77% de alqueire, acima descrita, antigo Bº dos SILVA atual dos TOMAZELLA;

  • Em 18/8/1896 com 15 anos de idade Porfíria da Silva Pinto filha de João da Silva Pinto falecido em 1892, este um dos quatro irmãos SILVA PINTO, e Maria Antonia de Morais, se casa com Álvaro Domingues Branco com 22 anos de idade natural de Parnaíba-SP, filho de Thomaz Domingues Branco e D. Ana Joaquina de Morais;

  • Em 05/12/1896 pela Lei Estadual nº 446, sendo um Distrito Policial de Tietê, Conchas foi elevada a Distrito de Paz ainda sob a jurisdição de Tietê, como não poderia deixar de ser tendo em vista a Lei Provincial nº 24 publicada em 08/3/1842, que elevou a Freguesia da SSª Trindade de Pirapora do Curuçá à Vila, com a mesma denominação e conservando os limites originais entre as Vilas de Porto Feliz e Itapetininga, limites estes mais tarde confirmados pela Lei nº39 de 06/4/ l872, entre as Vilas de Tatuí e Tietê, não sendo Pereiras ainda Freguesia, estando portanto as terras da futura povoação do Bº da Estação das Conchas, inclusive da Estação de Pereiras que viriam a ser também de Conchas, dentro da área do município de Tietê, de acordo com as fronteiras originalmente acima referidas;

  • Em 18/12/1896 foi instalado o Município de Pereiras alcançando sua autonomia de fato e de direito, desmembrando-se de Tatuí, com a eleição dos seus 6 (seis) primeiros vereadores bem depois de haver sido elevada à Vila em 04/4/1889, sem contudo ser instalada legalmente, no apagar das luzes do Império do Brasil com a Proclamação da República, em 15/11/1889; entretanto é de se notar meridianamente que Pereiras só alcançou sua autonomia municipal, desmembrando-se de Tatuí, em 18/12/1896 pouco depois de Conchas passar de Distrito Policial a Distrito de Paz, ainda sob a jurisdição de Tietê em 05//12/1896; portanto de 05/12/1896 a 18/12/1896 Conchas e Pereiras eram sem dúvida Distritos de Paz, respectivamente de Tietê e Tatuí;

  • Em 30/12/1896 segundo notas de despesas efetuadas por Albino da Silva Pinto, com atendimento ao pessoal da justiça que viera proceder ao levantamento dos bens deixados pelo seu falecido pai, José da Silva Pinto filho do patriarca, também José da Silva Pinto, no “Restaurant Patton” de José Patton; perto da Estação da Estrada de Ferro o restaurante em tela oferecia aos viajantes “confortável almoço” nos vinte minutos de parada, “para tal fim”, do trem expresso, segundo expressões de propaganda do referido restaurante; para os viajantes serem atendidos nos 20 minutos deveria o referido restaurante ficar bem perto da Estação, possivelmente poderia ter sido localizado no prédio, ou ao seu lado, onde mais tarde com a construção da nova Estação de Conchas em 1904, passou a ser casa do Chefe de Estação, pois Paton casado com 25 anos de idade no dia 27/7/1893, em Pereiras, com Maria Paoli, tinha terras nesse local até a Rua nº2, atual São Paulo e junto ao beco da Estação, atual Rua Maranhão;

  • Em 1897 foi nomeada pelo Diretor Geral de Instrução Publica para a Escola do Bº Baguari no Distrito de Conchas, Município de Tietê, a Profª Filomena Florisbela de Almeida Lima casada com o famoso Professor João Ferraz de Oliveira Lima, falecido em sua fazenda no Bairro Baguari, em 1897, deixando além desta uma chácara da qual um alqueire de terra foi vendido ao Município de Tietê, pelo seu filho, seu homônimo, em 21/8/1906, para instalação de um matadouro público; neste próprio municipal mais tarde funcionou um frigorífico de triste memória, em terras vendidas ou doadas a um grupo empresarial na esperança de um grande empreendimento ali prosperar, o que não se deu, e hoje no local funciona prosperamente o Frigorífico Top-Frango;

  • Em 20/5/1897 foi lavrada a 1ª escritura no Livro nº 1 do Tabelionato do Distrito de Paz de Conchas pelo 1º Juiz de Paz Sr. Arthur de Almeida e Silva: o Sr. Alfredo Ferdinando entregava ao Sr. Jócome Barbotto um (1) alqueire de terra, depósitos, vasilhames e demais pertences, por 10 anos, para plantio de uva e produção de vinho, em parceria, de “à meia” como se dizia; pena que não vingou tal empreendimento, pois nossas terras pedregosas ricas em calcário e clima seco, bem que se prestam ao cultivo de vinhas; o Sr. Ferdinando acima citado veio de São Roque como tantos outros inclusive os Rodrigues de Morais, e para lá voltou; testemunhas: João da Silva Pinto Jr. e Bento Teixeira Pinto, sendo Juiz de Paz Arthur de Almeida e Silva;

  • Em 28/5/1897 André Honorato Alves e sua mulher Ana Maria das Dores por escritura pública de compra e venda, vendem para Maria Branca Batista um terreno na Estação das Conchas, medindo 15 braças de largura na rua nova que segue para a estação, atual Rua Rio de Janeiro, frente para os terrenos de João da Silva Pinto Jr. e Fermiana Maria, por 40 braças da frente aos fundos, dividindo de um lado com a compradora e de outro com terrenos de José Custódio de Almeida, e ainda nos fundos com terrenos dos outorgantes e com a nova rua que se ia abrir, atual Rua Minas Gerais, esquina com a Rua Rio de Janeiro, no valor de 500$000 (quinhentos mil reis);

  • Em 12/6/1897 faleceu em sua Fazenda no Bº Baguari, Distrito de Conchas, Município de Tietê, o Prof. João Ferraz de Oliveira Lima conhecido educador que juntamente com sua mulher, Filomena Florisbela de Almeida Lima, começou sua lide no magistério nas duas primeiras classes das primeiras letras criadas em 30/3/1874, no então Bº do Ribeirão das Conchas da Paróquia de Tatuí, mais tarde Freguesia da Capela dos Pereiras; esta denominação foi dada pela Lei nº 51 de 30/3/1876 que a criou, sob a jurisdição de Tatuí, por estar dentro de suas divisas legalmente estabelecidas pela Lei nº39 de 6/4/1872, entre a Vila de Tatuí e Tietê, embora esta a reivindicasse para si considerando que inúmeros munícipes seus, proprietários de terras na vizinhança, lá tinham casas de morada e freqüentavam a Capela de NªSª da Conceição do Ribeirão das Conchas, para cuja construção muito contribuíram;
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