Cronologia da História do Município de Conchas



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Em 18/9/1897 a rua que da estação ia ter ao pátio da Igreja do Senhor Bom Jesus não tinha nome oficial, mas depois recebeu o nome de 15 de Novembro e, quando as ruas passaram a ser numeradas, tornou-se a Rua nº5 e finalmente a Rua Maranhão, a partir de 05/11/1917;

  • Em 02/10/1897 por escritura publica houve dissolução da sociedade em uma casa comercial e pequeno sítio, entre Felipe Del Greco e sua mulher Serafina Ângela, com Pasqual Barone, avô do nosso conhecido Pasqual Barone Neto, recebendo os 1ºs sócios 1:500$000 (um conto e quinhentos mil reis) ficando o segundo com os bens, tendo o sitio sido adquirido de Henrique Pinto;

  • Em 03/10/1897 por escritura pública de enfiteuse aparece como outorgantes “Constantino Simone, Irmão e Sobrinho” e como outorgado Stona Luciano Justo Luigi, tendo por objeto um pasto cercado de arame pertencendo a Antonio Luiz Rodrigues Bueno, onde o outorgado construiu uma olaria que lhe pertenceria até 11/01/1901, devendo entregar os tijolos que fosse fabricando à firma “Constantino Simone Irmão e Sobrinho”, até a quantia de 100 milheiros, à razão de 30$000 (trinta mil reis) o milheiro;

  • Em 04/10/1897 foi firmado um contrato público para construção da Igreja Santa Cruz, atual São Benedito, entre a Comissão formada pelos srs: Leodoro do Amaral Camargo, João da Silva Pinto Jr. homônimo do seu pai filho adotivo do patriarca dos Silva Pinto, e o Prof. José Ildefonso Camargo Oliveira 1º professor particular em Conchas, e os construtores: João de Paula Mello e Francisco Antonio Rodrigues Bueno, cuja mão de obra ficou no valor de 800$000 (oitocentos mil reis) e foi administrada por André Honorato Alves falecido precocemente em 08/02/1899 com 42 anos de idade; sendo testemunhas: Joaquim Henrique e Antonio Galvão de Siqueira;

  • Em 1897 Antonio Luiz Rodrigues Bueno e sua mulher Gertrudes Maria Correia, os mesmos que venderiam mais tarde 100 alqueires de terra ao Tomazella Santi, irmãos, cunhado e sobrinhos, de acordo com escritura pública de compra e venda passada em 19/6/1909, tinham casa de morada no então Largo da Matriz;

  • Em 20/10/1897 a “Comissão Promotora de Melhoramentos Locais” representada pelo seu vice-presidente Sr. MARCOLINO RODRIGUES DE MORAES falecido em 25/11/1929 com 82 anos, pai do Mário Rodrigues de Morais e avô do “MARQUINHO”, nosso prefeito em 1948 e do conhecido comerciante Maurício de Moraes, este da “Galeria da Cidade Alta”, adquiriu dos seus membros por doação dos casais: 1- João Baptista de Camargo Barros e D. Rita Maria da Conceição, 2- Antonio Luiz Rodrigues e D. Gertrudes Maria Corrêa (filha de José da Silva Pinto e irmã de Albino da Silva Pinto), 3- João Pinto da Silva falecido em 19/10/1911 (filho de João da Silva Pinto falecido em 22/10/1892) e D. Fermiana Maria da Silva falecida em 1936, 4- Leodoro do Amaral Camargo falecido em 28/4/1903 e D. Carolina Augusta dos Reis Amaral falecida em 01/4/1916, 5- Marcolino Rodrigues de Moraes e D. Anna Benedita de Moraes, 6- Francisco Paulino Ayres e D. Benta Maria de Oliveira Ayres e ainda dos credores do Espólio da finada D. Felisbina Maria de Jesus, casada com Manoel da Silva Pinto “Maneco”, falecida em 10/7/1893, tudo pelo preço de 1:l00$ 000 (um conto e cem mil reis), fazendo em seguida doação ao Patrimônio da Igreja do Senhor Bom Jesus de Conchas, cuja licença para ser fundada e erigida se dera em 22/12/1890 e que, com esse acréscimo ao seu patrimônio pôde atender aos cânones eclesiásticos e ser elevada à categoria de Paróquia, pela Câmara Eclesiástica de São Paulo, em 17/02/1899; testemunhas João Favalli e Quirino Antonio Eusébio;

  • Em 09/11/1897 foi passada uma escritura publica de arrendamento em pagamento de dívida por serviços prestados na olaria, no valor de 1:386$000 (um conto trezentos e oitenta e seis mil reis) tendo como outorgantes Cinti Alfonso e Maria Luciani e outorgados credores, Júlio Del Vigna, Pio Clemente, Mariano Simonini, Salvatore Cinti e Giusepe Cinti , tendo por objeto uma olaria com animais e carroça; tijolos desta olaria foram empregados na construção do sobrado dos Gorga, construído pelo Cel João Batista de Camargo Barros, hoje sendo reformado;

  • Em 1897 José Correa de Toledo e sua mulher Adolfina de Campos Toledo tinham terras da sesmaria Bonilha e sítio formado com café no Baguari;

  • Em 1897, por escritura pública de compra e venda, Gabriel Martins de Souza e Ana Maria das Dores vendem ao Sr. José Gabriel Tavares um sítio, com casa de morada e paiol, no Baguari, no valor de 750$000(setecentos e cinqüenta mil reis);

  • Em 10/12/1897, por escritura pública de compra e venda, André Honorato Alves e sua mulher Ana Maria das Dores vendem ao Sr. João Batista Arnulf, agrimensor, um terreno medindo 20 braças de frente por 25 braças da frente ao fundo, situado no meio de terrenos dos outorgantes, à Rua 15 de Novembro atual Rua Maranhão, no valor de 200$000 (duzentos mil reis); as partes discordaram mais tarde;

  • Em 07/01/1898, por escritura pública, Germano Wey e sua mulher Ana Maria Wey vendem por 500$000 (quinhentos mil reis) ao comprador Carlos Perche um terreno medindo 40 metros de frente por 57 metros da frente ao fundo, perto da ponte sobre o Rio Chicú atual dos Lopes, com casa coberta de telhas e frente para a estrada para Botucatu, atual Rua Amazonas, onde o vendedor tinha mais terras confrontando com estas,

  • Em 08/01/1898 por escritura pública Gabriel de Almeida Torres vende ao Sr. Antonio Martins Alves, uma casa com três portas pela frente, à Rua Dr. Mariano, atual Rua São Paulo, esquina com a Rua Maranhão, em terreno medindo 31 palmos de frente por 20 braças da frente ao fundo, no valor de 2.000$000 (dois contos de reis); na mesma rua houve negócio de outra casa entre este comprador e o Sr. Gabriel de Almeida Tavares;

  • Em 03/02/1898, por escritura pública, Luiz Infanti cede aos outorgados arrendatários: Clemente Pio Carmolli Giovani e Hércules Decini, pelo prazo de três anos, uma olaria no Bº do Rio das Conchas, por 2:600$000 (dois contos e seiscentos mil reis);

  • Em 25/02/1898 Laureano Tito Severo natural de Sorocaba, avô de Nélson Malheiro, carpinteiro filho de Pedro Severo e Maria Gabriela Antunes, naturais de Cruz Alta, RGS, ele filho de Laureano Antonio Severo e Bernardina Maria, e ela filha de Gabriela Antunes e pai incógnito, natural de Sorocaba, casa-se com Gertrudes Ignácio Pires filha de Antonio Ignácio Pires e Joaquina Amâncio Mariano residentes e proprietários de terras no Bº Água do Félix, no Baguari, em Conchas;

  • Em 03/3/1898, de acordo com ata desta data, houve eleição para presidente e vice- presidente da república, em nossa 4ª secção eleitoral, no prédio com fundos para a ferrovia, do Sr. Marcolino Rodrigues de Morais, à Rua Dr. Mariano atual Rua São Paulo, esquina com a atual Rua Amazonas, com mesa eleitoral composta por: João Batista de Camargo Barros, Antonio Ferraz, Germano Wey, Alberto dos Santos e Marcolino Rodrigues de Morais;

  • Em 03/3/1898 por escritura pública de compra e venda João Batista de Camargo Barros e sua mulher Rita Maria da Conceição adquirem, por compra de Francisco Xavier de Miranda, um terreno no Bº do Moquém na Estrada do Sacramento que vai para Pereiras, nela medindo 450 braças de frente, com 12 alqueires, no valor de 2:600$000(dois contos e seiscentos mil reis), e logo no dia 07/3/1898, por escritura também pública, outorgam como vendedores ao Sr. Benedito Francisco Vieira, pelo valor de 3:200$000 (três contos e duzentos mil reis), a mesma propriedade, sendo testemunha o Sr. Luiz Lochi;

  • Em 07/3/1898 foi lavrado um contrato público que demonstra a existência de uma fábrica de cerveja em Conchas: o Sr. Alfredo Ferdinando, o mesmo que já pensara em produzir vinho, entregou aos srs. Perso de Pani Domingo e Belino Zaneti uma casa com todos os pertences usados na fabricação da referida bebida, por 5(cinco) anos, sendo o aluguel anual de 1:560$000 (um conto e quinhentos e sessenta mil reis), ficando os arrendatários proibidos de abrir hotel ou comerciar comida na referida fábrica; descobrimos a razão desta condição proibitiva ao ler os nomes, José Patton e Egydio Puchinelli, testemunhas do contrato, e saber que um deles era proprietário do “Restaurant Patton” junto à Estação da Estrada de Ferro Sorocabana, onde o trem expresso parava por 20 minutos, para almoço, e ele por certo “matava o boi” todos os dias, sem concorrência; interessante notar as atividades de Alfredo Ferdinando procedente de São Roque, com bebidas, antes com o vinho e agora com a cerveja; tais iniciativas não vingaram, mas a do plantio de uvas bem que poderia ter dado certo pois as nossas terras e clima estável lhe são propícios;

  • Em 08/3/1898 João Batista de Camargo Barros foi o 2º Juiz de Paz do Distrito de Conchas; os juízes eram eleitos pelo povo;

  • Em 15/4/1898 por escritura de compra e venda Honório Antonio Ferreira e sua mulher Maria Luiza Ferreira vendem, por 200$000 (duzentos mil reis) um sitio no Ribeirão das Conchas, perto da Estação de Pereiras, havido por herança da sogra e mãe, Fermina Maria de Jesus, tendo como divisa as terras dos herdeiros de Francelina Maria da Silva Pinto, filha de José da Silva Pinto falecido em 1896, mulher de José Lino Bernardo, dividindo ainda com terras de Joaquim Rodrigues da Paz, Francisco da Silva Pinto e Avelino Domingues Branco;

  • Em 18/4/1898 por escritura pública de compra e venda Domingos Antonio Pressa Porto e Januário Sciciliano vendem um terreno medindo 45 palmos de frente para a Rua Dr. Mariano, atual Rua São Paulo, por 150 palmos da frente aos fundos, no valor de 800$00 (oitocentos mil reis) ao Sr. João Comparini;

  • Em 06/5/1898 por escritura pública João Batista Arnulf vende ao Sr. Joaquim da Costa Hortinha no valor de 200$000 (duzentos mil reis), um terreno no Largo da Matriz medindo seis braças de frente, esquina com a travessa que vai do referido largo à travessa Oito de Abril, fundos com esta travessa, paralela a então Rua nº 5 atual Maranhão, tendo pelo lado esquerdo a casa de Manoel Ribeiro da Silva, sendo testemunha Luiz Locchi, Germano Wey e João Batista Arnulf;

  • Em 16/6/1898 é registrado em Conchas sob nº123 do Livºnº1 o nascimento do menino RENATO GREGÓRIO OLÍMPIO LOCCHI (1897-1978), nascido em 08/05/1897 na povoação de Pirambóia, município de Botucatu, tendo o pai pago multa de 5$000 (cinco mil reis) pelo atraso em fazê-lo; foram testemunhas Pedro Wagner e Benedito Alves de Oliveira Santos, sendo Escrivão de Paz o Sr João Batista Arnulf; o Dr. RENATO passou a infância em Conchas e se formou em medicina em São Paulo, onde foi professor emérito de anatomia, pioneiro nesta especialidade na América do Sul; seus pais são Luiz Locchi e Marieta Bugliari: são avós paternos Francisco Locchi e Domingas Belcastro: são avós maternos: Domingo Bugliari e Alfonsina Marchi;

  • Em 10/5/1898 por escritura pública Cinti Afonso e sua mulher Maria Luciani hipotecam sua casa à travessa 8 de Abril, atual Rua Cel João Batista de Camargo Barros, paralela a então Rua 15 de Novembro, depois nº5 e atual Rua Maranhão, no valor de 3:540$000 (três contos quinhentos e quarenta mil reis) ao Sr. José Patton proprietário do “Restaurante Patton” junto à estação da estrada de ferro;

  • Em 14/5/1898 Felix Thomaz e Carlota Thomaz, por escritura pública de compra e venda, vendem ao Senhor Modesto José Alves uma casa com terreno à Rua 5 de Dezembro, atual Rua Maranhão, medindo 6 braças de frente por 20 braças da frente aos fundos, dividindo do lado direito com Francisco Furtado e do lado esquerdo com casa e terreno do mesmo comprador, e nos fundos com terreno de André Honorato Alves, no valor de 3:000$000 (três contos de reis);

  • Em 17/5/1898 Souza Rocha e Cia. vendem ao Sr. Francisco José Speers domiciliado em Sorocaba, superintendente da Estrada de Ferro Sorocabana, casa com quatro frestas e terreno medindo 45 metros de frente para a Rua l5 de Novembro, atual Rua Maranhão, e 30,70 metros para a travessa 8 de Abril, terminando no pasto pertencente ao comprador, no valor de 3:000$000 (três contos de reis);

  • Em 14/6/1898 por escritura pública de compra e venda João Pires Pereira e sua mulher Benedita Telles Pires, vendem ao Sr. Nicolau Cariello casado com Balbina Tereza Rodrigues de Morais, uma casa e terreno na travessa 8 de Abril, atual Rua Cel. J.B. de Camargo Barros, tendo divisa pelo lado esquerdo e fundos com terreno de Manoel Ribeiro da Silva, doador do terreno da nossa 1ª Igreja, e pelo lado direito com a Igreja do Senhor Bom Jesus de Conchas, no valor de 400$000 (quatrocentos mil reis);

  • Em 27/7/1898 Freddi Ferdinando dá quitação de dívida, por escritura pública, ao Srs. Persi Pani Domingos e Bellino Zaneti, recebendo de volta casa com pertences para fabricação de cerveja;

  • Em 02/8/1898 Amantino Vieira de Campos e Maria Francelina da Silva, esta sendo neta herdeira de José da Silva Pinto falecido em 1896, residentes em Pereiras, vendem ao Sr. Joaquim Mendes Gonçalves um terreno no Bº dos Silva, divisa com a ferrovia sorocabana e com terras de Antonia Maria de Morais, no Ribeirão das Conchas, no valor de 500$000 (quinhentos mil reis);

  • Em 08/8/1898 André Alves Bicudo residente no município de Rio Bonito, atual Bofete, comarca de Tatuí, vende a Joaquim Felipe de Oliveira um terreno com 40 alqueires no Bº do Moquém, no valor de 5:000$000 (cinco contos de reis);

  • Em 22/8/1898 por escritura pública de compra e venda Francisco Micaline vende ao Sr. Manoel Antonio de Camargo, 100 (cem) dúzias de dormentos no valor de 1:200$000 (um conto e duzentos mil reis);

  • Em 05/9/1898 por escritura pública de enfiteuse Freddi Ferdinando arrenda aos Srs. Olímpio Consani e Martino Peri, casa que serviu para fábrica de cerveja, com todos os seus pertences, por 120$000 (cento e vinte mil reis);

  • Em 03/10/1898 Fermiana Maria da Silva Pinto casada com João da Silva Pinto Jr., este falecido em 1911, passou procuração a João Batista de Azevedo Marques para receber 240$000 (duzentos e quarenta mil reis), dois meses de aluguel de uma casa alugada para a Prefeitura de Tietê, onde funcionava a Cadeia neste Distrito de Paz de Conchas;

  • Em 1898 Joaquim Antunes da Costa possuía duas casas na então Rua 15 de Novembro, depois Rua nº5 e atualmente Rua Maranhão, divisas com André Honorato Alves e “Fause e Schining e Cia”;

  • Em 08/02/1899 morre André Honorato Alves com 42 anos de idade, morte natural, possivelmente filho de Joaquim Manoel Alves com terras pela margem esquerda do Rio das Conchas, onde hoje esta nossa cidade, dividindo com Maria Rosa, esta mãe de JOÃO e MANOEL DA SILVA PINTO; André era casado com Ana Maria da Conceição, esta vinda a falecer também, em 16/12/1899, deixando seis filhos: Cantilho, Benedita, Francisco, João, Cândida e Silvestre; existem presentemente vivos 3 (três) netos do referido pioneiro da povoação de Conchas: 1º- D. Josefina de Almeida, sem geração, natural de Conchas em 19/7/1918, filha de Benedito Custódio de Almeida e Benedita Maria da Conceição, casada com Antonio da Silva Pinto natural de Conchas em 25/12/1913, filho de Manoel da Silva Pinto falecido em 1953, este sendo filho de João da Silva Pinto falecido em 21/10/1892, sepultado em Pereiras; 2º- André Honorato Alves, residente à Rua Sargento Afonso De Simone Neto nº 122 , natural de Conchas, em 28/5/1921, filho de Francisco Honorato Alves e Francisca Gertrudes de Oliveira, casado com Rosalina Pinto Alves tendo os seguintes filhos : José Francisco, Antonio Geraldo, Ivo Amaury, Sidney, Maria Madalena, Maria Salete, Neide Maria, Aparecida Donizete e Rita; 3º- João Alves e 4º- José Honorato, estes últimos residentes na Capital-SP;

  • Em 17/02/1899, sendo Conchas Distrito de Paz do Município de Tietê, foi encaminhado à Câmara Eclesiástica de São Paulo o pedido dos moradores da Capela do Senhor Bom Jesus de Conchas, de elevação da mesma à categoria de Paróquia, visto se achar nas condições exigidas pelos cânones eclesiásticos, quanto ao terreno e paramentos;

  • Em 17/02/1899 com despacho desta data no pedido acima referido, determinando que se observassem as divisas a seguir citadas, foi criada de acordo com o direito administrativo interno da Igreja Católica já então separada do Estado Republicano laico, a FREGUESIA do Senhor Bom Jesus de Conchas instituída no território da dita Capela do Senhor Bom Jesus de Conchas: “PARTINDO DA BARRA DO RIBEIRÃO DE ANA LUCAS, NO RIBEIRÃO DAS CONHCAS PELO CIMO DO ESPIGÃO EM LINHA RETA AO RIO DO PEIXE, POR ESTE ABAIXO ATÉ A BARRA NO RIO TIETÊ, POR ESTE ACIMA ATÉ A BARRA DO RIBEIRÃO DA ILHA RODADA, POR ESTE ACIMA, ATRAVESSANDO A ESTRADA DO PAU CAVALO, ATÉ SUA CABECEIRA, DAQUI EM LINHA RETA PELOS FUNDOS DAS FAZENDAS DO MAJOR CUSTÓDIO MANOEL ALVES, JOSÉ ALVES DE ALMEIDA LIMA E ANTONIO RODRIGUES DA COSTA ATÉ CAIR NO RIBEIRÃO DE ANA LUCAS E POR ESTE ATÉ O PONTO DE PARTIDA”; foi autorizada a expedição da competente Portaria pelo Cônego Ezequias Galvão da Fontoura, Vigário Capitular do Bispado de São Paulo, fundando a Paróquia do Bom Jesus de Conchas que pertenceu à Diocese de São Paulo até 1908 e depois à Diocese de Botucatu até 1924, passando para Sorocaba e atualmente pertencendo à Botucatu; as divisas dos Distritos, Policial e de Paz de Conchas, e também do Município com Tatuí, são as mesmas já estabelecidas pela Lei Provincial nº39 de 06/4/1872, entre Tietê e Tatuí, mantidas quando da criação da Freguesia da Capela dos Pereiras em 30/3/1876, conforme a denominação dada pela Lei nº51 que a criou, dentro do território da Vila de Tatuí; foi primeiro pároco da Capela do Senhor Bom Jesus de Conchas o Padre Vicente Francione e o pequeno terreno inicial da 1ª Capela foi doado pelo carpinteiro Sr. Manoel Ribeiro da Silva, pai de João músico da 1ª Banda de Musica “Bom Jesus” do então Distrito de Paz de Conchas, município deTietê;

  • Em 17/3/1899 por escritura pública Hermano Dias de Aguiar e sua mulher Isabel de Morais Aguiar davam, sob 2ª hipoteca, aos seus credores Virgílio de Figueiredo Queiroz e João Cândido de Oliveira, sua fazenda e ainda mais 1500 arrobas de café da safra desse ano, como garantia de negócio entre os mesmos;

  • Em 09/4/1899 por escritura pública Fermiana Maria da Silva Pinto filha do 1º casamento de Antonio Ignácio Pires com Delfina Maria Correa, faz seu testamento declarando seu herdeiro universal na metade que lhe pertencia, dos bens do casal, o seu marido João da Silva Pinto Jr., filho de Maria Antonia de Morais e de João da Silva Pinto, este um dos 4 (quatro) irmãos SILVA PINTO, pioneiros de Conchas; foram testamenteiros José Correa de Toledo, Hermano Dias de Aguiar e Manoel Correa de Toledo; assinou a rogo Francisco Tavares Sobrinho e foram testemunhas: Leodoro do Amaral Camargo, José Patton,, Luiz Locchi, Bernardino de Biase e Pedro Wagner, este sendo escrivão;

  • Em 11/4/1899 João Pinto da Silva Jr. faz também seu 1º testamento e a seguir um 2º testamento, em 16/7/1909, por não ter filhos deixando seus bens à mulher Fermiana Maria, em sua casa sob o então nº29 na Rua nº2, atual Rua São Paulo, sendo testamenteiro Teófilo Olinto Boaventura e as testemunhas: Marcolino Rodrigues de Morais, Mario Rodrigues de Morais, solteiro, e Alexandre José; este testamento ainda foi retificado em 24/7/19011, com algumas alterações incluindo os herdeiros necessários, quando o outorgante já não podia assinar atacado pela hanseníase, em sua chácara perto do Ribeirão das Conchas, onde morou o Sr. Delfino Martins de Souza falecido em 2007, cuja mãe, irmã por parte de pai da outorgada Fermiana Maria, falecida em 1936, foi beneficiada no espólio desta;

  • Em 11/4/1899 por escritura pública João da Silva Pinto Jr. e sua mulher Fermiana Maria da Silva Pinto herdeira do seu avô José da Silva Pinto, falecido em 1896, vendem a sua herança um sitio de 28 alqueires, no Bº dos SILVA, no valor de 2:800$000 (dois contos e oitocentos mil reis) ao Sr. Álvaro Domingues Branco e sua mulher Porfíria da Silva Pinto;

  • Em 17/4/1899 por escritura de enfiteuse, arrendamento, as portuguesas Manoela Maria de Jesus, viúva de Antonio José da Silva e sua irmã Anna Maria das Dores, cedem por 5(cinco) anos, por 1:000$000(um conto de reis) ao Sr. José Patton, proprietário do Restaurante Patton junto à Estação da Estrada de Ferro, uma olaria e terreno com benfeitorias situados perto da referida estação, tendo divisas com o Ribeirão Chicú, atual Ribeirão dos Lopes, e com Francisco José Speers superintendente da Companhia Sorocabana; foram testemunhas: João Favalli, Francisco Alves de Lima, João Comparim e José Bota;

  • Em 20/4/1899 o Sr. Leodoro do Amaral Camargo e Carolina dos Reis recebem em hipoteca, um sítio com 15 mil pés de café, no Bº do Cardoso, no valor de 5:511$000 (cinco contos e quinhentos e onze mil reis);

  • Em 26/4/1899 “Araújo Costa e Cia.” passam procuração para um negociante de Sorocaba cuidar dos livros, abertura e registro de uma casa comercial na Estação das Conchas, sendo testemunhas: João da Silva Pinto Jr. e Francisco Tavares Sobrinho;

  • Em 21/6/1899 por escritura pública de compra e venda José Patton adquire de Augusto Mariano Leite e sua mulher Maria Cândida da Silva, um sítio de 50 alqueires, no Quarto de Milha da Sesmaria Bonilha, Bº Pará, no valor de 400$000 (quatrocentos mil reis);

  • Em 27/6/1899 por escritura pública de compra e venda Tobias Joaquim Vieira e sua mulher Maria Madalena de Morais, esta tia de Maurício de Morais, vendem para Laurindo Augusto da Silva neto de Baltazar da Silva Pinto e pai de Francisco Augusto da Silva Pinto, nosso conhecido “Chiquinho Baltazar”, um sítio de 27 alqueires no valor de 2:600$000 (dois contos e seiscentos mil reis) fazendo divisa com Francisco Rodrigues da Fonseca e Manoel da Silva Pinto, no Bº dos Silva;

  • Em 04/7/1899 por escritura pública de compra e venda Afonso Sinti e Maria Luciani vendem ao Sr. Natali Pietro, por 3:200$000 (três contos e duzentos mil reis), uma casa na travessa 8 de Abril, atual Rua Cel. João Batista de Camargo Barros, divisa com terreno de André Honorato Alves e fundos com Florindo Totti;

  • Em 27/7/1899 por escritura pública de compra e venda Serafim Antonio Ferreira e sua mulher Gertrudes Paulina do Espírito Santo, vendem ao Sr. Domingos Gonçalves Pedro um sítio com benfeitorias, no valor de 12:000$0000 (doze contos de reis), na Sesmaria Bonilha tendo divisas com: Ignocêncio Antonio Ferreira, Ana Francisca, João Ignácio Mariano, João Martins e Joaquim da Silva Pinto este sendo o 2º filho dentre os 12 de José da Silva Pinto, este falecido em 1896 no Sítio da Invernada com 379 alqueires e 77% de alqueire, de sua propriedade;

  • Em 01/8/1899 por escritura pública de doação Albino da Silva Pinto e sua mulher Maria doam aos seus sogros e pais, Joaquim Mendes Gonçalves e Cândida Emília Bueno, uma casa de morada, de tijolos, coberta de telhas e cercada de arame, dentro do "Sitio Invernada", no valor de 400$000 (quatrocentos mil reis); nesta casa lá existente, em ruínas, Joaquim Mendes Gonçalves, tendo sido vereador de Conchas em 1918, viúvo, morando com o filho solteiro Francisco, sofreu um latrocínio em 1932, morrendo degolado pelo facínora até hoje desconhecido;

  • Em 10/8/1899 por escritura pública de compra e venda Nicolau Cariello e sua mulher Balbina Tereza de Morais vendem, ao Sr. Salvador Lopes de Moraes, por 400$000 (quatrocentos mil reis), uma casa coberta de telhas, com duas frestas, medindo o terreno três braças de frente para a travessa 8 de Abril, divisa pelo lado direito e fundos com terreno da igreja do Senhor Bom Jesus e pelo lado esquerdo com terreno de Manoel Ribeiro da Silva, sendo testemunhas João da Silva Pinto Jr. e Delfino Pires Pereira;
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