Cronologia da História do Município de Conchas



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Em 24/8/1899 por escritura pública de compra e venda Joaquim da Costa Hortinha e sua mulher Evangelina da Costa Hortinha vendem ao Sr. Luiz Locchi, por 200$000 (duzentos mil reis), terreno de 6 (seis) braças de frente para a travessa 13 de Maio, atual Rua Cel J.B. de Camargo Barros, comprimento de uma travessa a outra, com divisa pelo lado direito com a travessa que vai do pátio da Igreja do Senhor Bom Jesus à travessa 8 de Abril, pelo lado esquerdo com terrenos de Manoel Ribeiro da Silva e finalmente com fundos para a travessa 8 de abril, atual Rua Cel J.B.de Camargo Barros;

  • Em 14/9/1899, por força da Lei Estadual nº 681 e sabemos que só uma lei pode revogar outra, por injunções de políticos dominantes na ocasião, liderados pelo então Presidente do Estado de São Paulo Cel. Fernando Prestes de Albuquerque, o Distrito de Paz de Conchas passou para o Município de Pereiras e Comarca de Tatuí, com o que não se conformou Tietê e foi à luta buscando recuperá-lo, pois lhe pertencia legalmente de acordo com as divisas estabelecidas pela Lei nº39 de 06/4/1872 e, originariamente, desde a criação da Vila da SSª Trindade de Pirapora do Curuçá, atual Tietê, pela Lei Provincial nº24 publicada em 08/3/1842, antiga Freguesia da Vila de Porto Feliz, com tradições ligadas ao Rio dos Bandeirantes, às fazendas de café no Baguari, Morro Azul, Rio do Peixe, inclusive o Bº da Estação de Pereiras, tudo ainda sendo confirmado legalmente com a criação da Freguesia dos Pereiras, pela Lei nº51, de 30/3/1876, sancionada pelo Juiz de Direito Sebastião José Pereira, então Presidente da Província de São Paulo, ficando, conforme reza o artigo 2º da mesma lei, para serem determinadas as divisas da recém criada freguesia com o município de Tatuí;

  • Em 11/11/1899 por escritura pública de compra e venda José Deodato de Souza comerciante em São Paulo e sua mulher Maria Engracia de Souza, esta irmã de Albino da Silva Pinto, herdeira de seu pai José da Silva Pinto falecido em 1896, vendem 33 alqueires de terra por 6:000$000 (seis contos de reis) ao Sr. Manoel da Silva Pinto, “Maneco”, filho de Manoel da Silva Pinto um dos quatro irmãos SILVA PINTO falecido vítima de varíola no Bº dos Silva, em 1892;

  • Em 1899 Francisco da Costa Hortinha era negociante neste Distrito de Paz;

  • Em 1899 Bernardino de Biase tinha casa comercial e também um hotel, denominado “Central”, em sociedade com o Sr. Justino Guimarães, na atual Rua São Paulo, onde foi aberta a continuação da atual Rua Cel. João Batista de Camargo Barros que vai ter ao largo da estação, atual Praça João Miguel Caram;

  • Em 29/12/1899, por escritura pública de enfiteuse, Manoela Maria da Silva viúva de Antonio José da Silva, portugueses, não dos SILVA PINTO, arrenda ao outorgado arrendatário Salvador Germano, por dois anos, sendo o valor do foro 100$000 (cem mil reis) por cada seis meses, uma olaria e pasto confrontando com a Estação das Conchas, com terrenos de João Ignácio Mariano e com o Rio Chicú, atual dos Lopes, que também foi conhecido por córrego da “Manoela”,;

  • Em 30/12/1899 de acordo com termo lavrado pelo escrivão Pedro Wagner, em cartório, não estando o município de Pereiras preparado para fazer a eleição de senadores e deputados federais, pelos eleitores do Distrito de Paz de Conchas, nosso distrito teve que fazê-lo, tendo feito a seguinte relação de eleitores do distrito: João Batista de Camargo Barros, José Patton, Antonio Bernardino Garcia, Cubas do Amaral, José Leôncio Aliniva, Salvador Lopes de Morais, Benedito Alves de Oliveira Santos, João da Silva Pinto Jr., Domingos Leite da Rosa, Luiz Antunes Cardia Leite, Domingos Antonio Pressa, João Ribeiro da Silva, Francisco Tavares Sobrinho, José Gabriel Tavares, José Benedito Martins, Matias Gomes de Morais, Antonio Luiz Rodrigues, Antonio de Camargo Barros, Maximiliano de Camargo Barros, João Pires Pereira, José Luiz de Souza e Delfino Pires Pereira:

  • Em 04/01/1900 por escritura pública de hipoteca sendo outorgante Luiz Infante e como outorgada emprestando, pelo prazo de quatro meses, a quantia de 1:046$000, (um conto e quarenta e seis mil reis), à firma “Constantino Simone Irmão e Sobrinho”, tendo por objeto de garantia uma olaria e pasto cercado no Bº do Ribeirão das Conchas, tendo por divisa de um lado a estrada que vai desta povoação ao Bº Baguari, de outro lado com a estrada que vai para o Bº Daniel Leite da Conceição e, ainda, por outro lado as terras de Antonio Ignácio Pires, na Água do Félix;

  • Em 12/01/1900, por escritura de compra e venda, Antonio Luiz Rodrigues Bueno e sua mulher Gertrudes Maria Correa, genro e filha de José da Silva Pinto este um dos quatro irmãos SILVA PINTO falecido em 1896, vendem à firma “Constantino Simone Irmão e Sobrinho” um terreno, no lugar conhecido por Jutivoca, por 500$00 (quinhentos mil reis);

  • Em 23/01/1900 por escritura de hipoteca sendo outorgantes Domingos Gonçalves Pedro e sua mulher Custódia Gonçalves Duarte, esta através de procuração que lhe enviara de Portugal, diga-se de passagem, uma bela e bem redigida procuração, e outorgado o Sr. José Patton, tendo por objeto no valor de 18:000$000 (dezoito contos de reis) um sítio de cultura, denominado "São Domingos”, na Sesmaria Bonilha, que houveram por compra de Serafim Antonio Ferreira, contendo: casa de morada e mais 15 casas para colonos, casa com engenho de cilindro a vapor, dois alambiques, uma caldeira e demais móveis para fabricação de aguadente, uma olaria com dois ranchos cobertos de telhas, forno para queimar material de construção, 2(dois) mil pés de café de 2 a 4 anos, 20 quarteis de canas, 30 alqueires em pasto fechado, 40 alqueires de terras lavradias, confrontando a referida propriedade, com terras do falecido Ignácio Antonio Ferreira e Joaquim da Silva Pinto, falecido em 13/01/1903, este sendo o 2º filho de José da Silva Pinto e Maria Benedita Correa, estes bisavós de Nelson Malheiro; constam ainda do objeto de penhora mais os móveis e animais: 2 carros de bois, um carretão, vinte bois arreados, 4 cavalos, uma carroça arreada e 100 cabeças de porcos de criar, sem dúvida uma bela fazendinha;

  • Em 03/02/1900 por escritura pública de hipoteca realizam um negócio, sendo outorgante proprietário José Patton e outorgado Estevão Garcia casado com Josefa Rodrigues Garcia, tendo por objeto uma casa no valor de 6:000$000 (seis contos de reis) à Rua Dr. Mariano, atual Rua São Paulo, esquina pelo lado esquerdo com a Rua 15 de Novembro, atual Rua Maranhão, e com divisa pelo lado direito com Constantino Simone e filhos de João Batista de Camargo Barros, pelo prazo de 3 anos vencendo juros de 20% ao ano, pagos de 6 em 6 meses;

  • Em 05/02/1900, por escritura pública, o Sr. José Martins de Souza recebe de Modesto José Alves a importância de 893$000 (oitocentos e noventa e três mil reis) dando como garantia, sob hipoteca, um carro com dez bois e vaqueanos pelo prazo de 1(um) ano;

  • Em 17/02/1900 por escritura de hipoteca faz-se um negócio, tendo como outorgantes Domingos Gonçalves Pedro e Manoel Vaz e outorgada à firma “Constantino Simone Irmão e Sobrinho”, devendo esta receber pelo valor emprestado de 2:460$000 (dois contos quatrocentos e sessenta mil reis), 62 cargueiros com 140 garrafas de aguardente de 19 graus, ao preço corrente na ocasião da entrega a ser feita, de 15/5/1900 até o final da moagem do mesmo ano;

  • Em 1900 Madalena Bonelli e Luiz Gargano tinham olaria ao lado da 1ª Estação Sorocabana, à margem direita do Rio dos Lopes e margem esquerda da estrada que vai para o Matadouro Municipal;

  • Em 11/02/1901 o farmacêutico licenciado Luiz Locchi e sua mulher D. Marietta Locchi adquirem de Florindo Totti e sua mulher D. Ângela Ceccone Totti, por 3 (três) contos de reis, um terreno de 50 palmos por l67 palmos e casa com dois pavimentos tendo dez frestas para a atual Praça Luiz Locchi e 6(seis) para a atual Rua Cel. João Baptista de Camargo Barros, então rua 13 de Maio; deve ter sido construída a referida casa por volta de 1898, pois uma escritura dessa data cita a referida casa como ponto de referência, e o terreno teria sido comprado em 18/4/1898 por 600$000 (seiscentos mil reis) pelo Sr. Florindo Totti; o sobrado construído para comércio e residência demonstrou confiança do empreendedor no progresso da nossa fronteira agropecuária com a chegada da estrada de ferro em 1887 mas, entretanto, logo em 1901 vende esta propriedade demonstrando sentimento contrário ao inicial, desaparecendo da história de Conchas, o que aconteceu com outros empreendedores que aqui chegaram em nosso alvorecer; diga-se de passagem, tal prédio deveria ser tombado pela municipalidade não só pela sua beleza e antiguidade, como ainda por ter pertencido a uma personalidade ligada à história da criação do nosso município, nosso 1º farmacêutico estabelecido no Distrito de Conchas e no prédio em tela, Luiz Locchi, além de ser pai do famoso professor de anatomia Dr. Renato Gregório Olímpio Locchi nascido em Pirambóia, município de Botucatu;

  • Em 08/3/1901 por escritura pública de compra e venda José Custódio de Almeida e Joaquina Maria das Dores, esta sendo neta de André Honorato Alves, negociantes, vendem casa à Rua Dr. Mariano, atual Rua São Paulo, no valor de 1:500$000 (um conto e quinhentos mil reis), ao Sr.João Batista de Camargo Barros, que logo no dia 12/3/1901 revendeu por 2:000$000 (dois contos de reis);

  • Em 16/3/1901, por escritura pública, Salvador Carlos Arruda e Nicolau Michelse fazem um contrato devendo o 1º contratante entregar ao segundo outorgado contratante, 200 perobas de 3(três) palmos para cima de grossura no topo da árvore, que se prestassem para vigas, no valor de 8$000 (oito mil reis);

  • Em 18/3/1901 Francisco Gomes Pinto e sua mulher Maria Rita de Jesus, bisavós do Sr. Ariovaldo da Silva Pinto atual gerente do BANESPA, os mesmos que em 30/8/1922 vendem 800 alqueires de Terás às margens do Rio Tietê, na Freguesia de NªSª da Ponte, atual município de Anhembi, pertencente ao município de Botucatu, à Cia. Pastoril Agrícola do Barreiro Rico, com sede na Capital, SP, adquirem terrenos na Sesmaria Bonilha;

  • Em 23/3/1901, por escritura pública de compra e venda, o Sr. Leodoro do Amaral Camargo casado com Carolina Augusta dos Reis adquiri por 3:000$000 (três contos de reis) dos outorgantes Francisco José Speers e sua mulher Maria Rosália Oetterer Speers, estes tendo como procurador João Batista de Camargo Barros, um terreno com pasto fechado partindo da travessa 8 de Abril, atual Rua Cel. J.B. de Camargo Barros, onde ficava a lª Capela do Nosso Senhor Bom Jesus de Conchas, até chegar à estrada para o Bº dos Lopes, por esta acima dividindo com terrenos do mesmo vendedor e de Constantino Simone, alcançando as divisas com terras dos herdeiros de Manoel da Silva Pinto, falecido em 1892, do qual os outorgantes vendedores devem ter havido as terras, chegando ao portão da estrada para Pereiras, em terras do Sr. Claudino da Silva Pinto, e deste seguindo até chegar nos fundos dos quintais dos moradores da Rua Dr. Mariano, atual Rua São Paulo, dividindo com estes por cercas de pau a pique, até chegar nos quintais de Domingos Pressa Porto e Constantino Simone, fechando a área vendida;

  • Em 28/3/1901 por contrato firmado nesta data, no valor de 9:800$000(nove contos e oitocentos mil reis), Manoel da Silva Pinto (Maneco) falecido em 02/4/1942 com 81 anos, no Bº Baltazar em Conchas, irmão de Claudino da Silva Pinto, filho de Manoel da Silva Pinto falecido em 04/9/1892, portanto neto de José da Silva Pinto este sendo o patriarca dos SILVA PINTO, falecido em 1849, sepultado em Tatuí, citado no número 2(dois) desta cronologia, vende para Thomaz Morrone empreiteiro e negociante de Botucatu, dormentos de 2,65 metros por 20 cm de espessura, a escolher, de peroba, jacarandá paulista, canela preta ou parda, à razão de 10$000 (dez mil reis) a dúzia, devendo o outorgado mandar cortar e o outorgante vendedor fazer entrega na estação ferroviária local, na base de 1400 dormentes por mês (já pensou na devastação da mata, havida?);

  • Em 31/7/1901 por escritura pública Antonio Xavier de Souza proprietário de um sítio no Bº Ribeirão de Dentro, concede o direito por 1(um) ano ao Sr. José Deodato de Souza, residente em São Paulo, comerciante, genro do falecido José da Silva falecido em 1896 no seu “Sítio da Invernada”, de tirar dormentos de peroba; no mesmo dia José Deodato de Souza contrata por escritura pública os serviços de João Lopes Neto, para este puxar 300 (trezentas) dúzias de dormentos à estação de Conchas, ao preço de 6$000 (seis mil reis) por dúzia; ainda o mesmo negociante de São Paulo contrata em 23/9/1901 com José Carlos Arruda, proprietário no Bº do Salgado, para tirar por 18 meses de suas terras dormentos de peroba;

  • Em 04/8/1901 os colonos da Fazenda Santana no Bº Baguary, propriedade de José Correa de Toledo e D. Maria Augusta da Cruz, movem uma ação executiva hipotecária contra os referidos proprietários, passando para tal fim uma procuração aos Drs. Domingos de Almeida Campos e Joaquim de Almeida Paula; constam como requerentes da referida propositura: Reggene Sezare, Marinello Paulo, Gáspare Primo, Trevisano Máximo, Segatto Antonio, Zacarelli Luiz, Evaristo Ferreira da Silva, João Cândido de Oliveira, Marconine João, Derviche Francisco, Antonio Derviche e Esperandio Paulo;

  • Em 06/12/1901, por escritura pública, Laurindo Augusto da Silva filho de Francisco da Silva Pinto e Gertrudes Maria da Conceição, estes então já falecidos vitimados por varíola, casado em 05/12/1896 com Iria Maria da Conceição filha de Jesuíno Rodrigues da Paz e Delfina Maria da Conceição, faz seu testamento deixando seus bens a sua mulher; esta falece em 1905 e Laurindo Augusto casa-se com Benedita de Arruda vindo a ser pais de: 1º-Gertrudes, 2º-Luiz Augusto casado com Ana Maria da Palma pais de Olga casada com Mauro Belato, de Laurindo Augusto, de João Augusto, de Plínio Augusto, de Maria Aparecida Augusto, de Benedita Palma Augusto e de Irene Augusto; 3º- Antonio, 4º-Salvador, 5º- Iracina, 6º-Lázara, 7º- Maria Aurora, 8º-Ayrth e 9º-Francisco Augusto da Silva Pinto, este o conhecido Chiquinho Baltazar, todos bisnetos de Baltazar da Silva Pinto, este um dos quatro irmãos SILVA PINTO que por aqui chegaram, menores de cidade, com seus pais, por volta de 1832, procedentes de Bragança Paulista e Itatiba;

  • Em 14/01/1902 Ângelo Xaviosse por escritura pública de enfiteuse, penhora por 1:491$570 (um conto quatrocentos e noventa e um mil e quinhentos e setenta reis), sua fábrica de macarrão à firma “Constantino De Simone, Irmão e Sobrinho”; a penhora era uma maneira de se obter dinheiro de um capitalista, para se levar avante um empreendimento;

  • Em 22/3/1902 por escritura pública de compra e venda Pedro Tócchio, ainda no Brasil, e seu filho Ângelo Tócchio compraram 29 milheiros de telhas de Zanetini Paulo, pagando dívida do vendedor a Constantino Simone;

  • Em 02/4/1902 João Batista de Camargo Barros e D. Rita Maria da Conceição, sogros de Quirino Antonio Euzébio casado com Emília de Camargo, fizeram doação de terreno à frente e pelos fundos da 1ª Matriz do Senhor Bom Jesus de Conchas, integrando-o ao patrimônio da referida igreja para servir-lhe de pátio, compreendendo todo o quarteirão que fica enfrente a casa da D. Vitória Neder, atual Rua Cel J.B. de Camargo Barros, nº188, se estendendo até esquina onde fica o escritório da SABESP e ficava o prédio da 1ª Matriz, mais a parte deste quarteirão que ficava em frente na atual Rua Maranhão, devendo a "Comissão Promotora de Melhoramentos Locais" pagar os impostos à Fazenda Pública; o terreno original desta igreja foi doado por Manoel Ribeiro da Silva, com outros adquiridos em 20/10/1897 por doação e compra pela “COMISSÃO PROMOTORA DE MELHORAMENTOS LOCAIS”, para posterior doação à referida igreja, foram bem mais tarde loteados para construção do 2º prédio da nossa Igreja Matriz do “Senhor Bom Jesus de Conchas”, inaugurada em 1931; com 2/3 do produto da venda do referido loteamento foi construída a referida igreja, sendo o outro 1/3 enviado à Cúria Diocesana de Botucatu; podemos concluir que embora tenha havido campanha para arrecadar fundos para as obras do 2º prédio da Matriz Católica de Conchas, principalmente tijolos das nossas olarias, tal arrecadação não teria sido tão necessária e, talvez este fato fez com que não houvesse defensores impedindo a destruição da referida igreja, que levou quase 15 (quinze) anos para ser construída, contra os que a promoveram comandados pelo Pe. Geraldo de Andrade demonstrando desprezo pela memória histórica da nossa comunidade conchense; este padre Geraldo aqui deixou promessas não cumpridas, por ele feitas quando da inauguração do nosso Seminário que lá está, obra majestosa demonstrando a pujança do nosso povo, sem atender entretanto aos fins para os quais foi edificado;

  • Em 11/4/1902, por escritura pública, Antonio Ignácio Pires e sua mulher Joaquina Maria de Jesus passam uma procuração ao seu filho Delfino Ignácio Pires, autorizando-o hipotecar seu sítio “Figueira Branca” com 50 alqueires, com 12 mil pés de café já formados, casa de morada e demais benfeitorias, localizado na Sesmaria Bonilha, água do Félix, para realizar um negócio iniciado com aquisição de uma fazenda em Botucatu; segundo se soube o filho Delfino em viagem a cavalo para Botucatu, para realizar o negócio, teria simulado um roubo e tal negócio não se deu;

  • Em 26/4/1902 Ângelo Párise filho de José Párise e Albertina Maria casa-se em Tietê com Maria Luiza Thomazella filha de Tomazela Santi e Poetina Maria, todos naturais da Itália; ele Ângelo faleceu em 1943 e ela faleceu em 1969, em Conchas aonde chegaram jovens depois de viverem algum tempo em Tietê e antes de seus pais adquirirem, em 19/6/1909, os 100 alqueires de terra de um dos 12 herdeiros de José da Silva Pinto, este um dos 4 irmãos SILVA PINTO pioneiros de Conchas, falecido em 1896 ; Ângelo e Maria Luiza aqui tiveram seus filhos deixando numerosa descendência, contribuindo e muito para o progresso local;

  • Em 06/5/1902 por escritura pública Antonio Luiz Rodrigues e sua mulher Gertrudes Maria Correa, os mesmos que venderam 100 alqueires de terras para Tomazella Santi, vendem 10 alqueires de terra para João e Giusepe Alfredo, com casa e benfeitorias no Bº dos Lopes, no valor de 250$000 (duzentos e cinqüenta mil reis);

  • Em 16/5/1902 por escritura pública de compra e venda Calos Peche, ou Pecci, vende na então Rua Dr. Mariano depois Rua nº10 e atual Rua Amazonas, ao Sr. Pasqual Barone avô do nosso conhecido Pasqual Barone, uma casa com 5 (cinco) frestas na frente, pelo lado esquerdo 3 frestas e fundo uma fresta, com terreno medindo 40 metros de frente por 50 metros da frente ao fundo, tendo divisas com Germano Wey e com o Ribeirão dos Lopes, no valor de 1:500$000 (um conto e quinhentos mil reis);

  • Em 25/6/1902 a povoação do distrito de Conchas engalanou-se toda com arcos, alas de palmeiras, galhardetes em grande quantidade, para receber uma caravana formada pelo diretório político de Tietê, para festejar a Lei nº 819 de 16/4/1902 que seria publicada em 12/7/1902, pela qual nosso Distrito de Paz voltaria a pertencer ao Município de Tietê; vinha com duas bandas de música, “Lira Tieteense” e “São Benedito” e, segundo se sabe, uma terceira banda deveria juntar-se à comitiva em Laranjal e tal não aconteceu por motivo de falecimento de pessoa ligada à referida corporação musical; ao se aproximar de Conchas o foguetório foi intenso; ao som das bandas musicais chegaram os esperados visitantes; o séqüito passou entre alas de escolares das duas salas de aulas dos professores, Elisa Wey e Virgílio Wey, filhos de Germano, com seus estandartes, debaixo de flores lançadas sobre o mesmo pelo povo, dirigindo-se à casa do prestante cidadão João Batista de Camargo Barros à Rua São Paulo, então Rua nº2 ; os visitantes foram saudados pelo prof. Virgílio Wey; o povo estava jubiloso por voltar Conchas sob a jurisdição de Tietê; às 16,00 hs. foi servido um jantar aos visitantes no “Restaurant Patton” e “Hotel do Pinto”, quando usou da palavra o Dr. Joaquim Mariano de Almeida Moraes, jurista ilustre, fazendeiro abastado que trabalhou defendendo a causa de Conchas e Laranjal, quando da elevação a Distrito de Paz, e, depois, para que o distrito de Conchas voltasse para a jurisdição de Tietê o que lhe valeu ter o seu nome dado à atual Rua São Paulo (Dr. Mariano), antes do Comércio e também nº2; o então jovem Hermelino Wey filho de Germano, agradeceu as palavras do Dr. Mariano; foram saudados pelos visitantes os senhores Pedro Wagner, Leôncio Manoel de Oliveira e Luiz Locchi; seguiu-se um concerto das duas bandas que juntamente com a nossa banda musical “Bom Jesus” tocaram até às 23,00 horas do sábado; no domingo houve a grande alvorada musical; houve também por parte dos visitantes, saudação aos representantes do “Gabinete de Leitura” de Pirambóia, respondendo-lhes o Sr. Justino Guimarães presidente da referida associação; ás 9,30 hs. foi servido almoço no “Restaurant Patton” e “Hotel do Pinto”; às 11,00 horas do Domingo os visitantes tomaram o trem ao som das três bandas musicais, partindo sob calorosos vivas da população conchense; fizeram parte da comissão de festejos os Srs: Quirino Antonio Euzébio, Pedro Wagner, Hermelino Wey, João Pastina, Antonio Ferraz, Virgílio Figueiredo Queiroz e José do Amaral; a festa, sem dúvida, pelo que relata o cronista redator da folha “O Tietê”, de Tietê, foi de arromba;

  • Em 12/7/1902 por decreto desta data foi promulgada a Lei Estadual nº 819 de 16/4/1902 que revogou a Lei nº 681 de 14/9/1899, VOLTANDO o Distrito de Paz de Conchas para o Município de Tietê, depois de pertencer de 14/9/1899 até 12/7/1902 à Pereiras, por um golpe político contrariando as divisas originais estabelecidas pela Lei Provincial Nº 39 de 06/04/ 1972, confirmada em 1876 com a criação da Freguesia de Pereiras, embora houvesse interesse de Tietê que a mesma freguesia fosse criada sob a sua jurisdição, atendendo assim aos reclamos dos proprietários de terras munícipes de Tietê, residentes nas vizinhanças e mesmo na povoação, que além de freqüentarem a igreja local ajudaram-na em sua construção;

  • EM 16/7/1902 por escritura pública de compra e venda “Antonio Ferraz e Cia” vendem um sítio com 10 alqueires de terra na Sesmaria Bonilha, no valor de 600$000 (seiscentos mil reis) ao Sr. João Cipriano da Rosa e, a mesma firma acima vende no mesmo dia 40 alqueires também na sesmaria Bonilha, por 820$000 (oitocentos e vinte mil reis) ao Sr. Antonio João Vieira Sebastião;

  • Em 19/9/1902 por escritura pública José Malheiro, lavrador residente em Sorocaba, com certeza não o pai de Nélson Malheiro mas por certo da família Malheiro em que seu bisavô se homiziou menino ainda ao fugir da família em Cruz Alta (RGS), passa uma procuração ao Dr. Joaquim Martins Fontes da Silva e Pedro Wagner, para moverem uma ação de despejo e por certo reintegração de posse, contra o intruso Domingos Leite da Rosa, no sitio denominado Sesmaria Bonilha, no Bairro Serafim, que houve por título de arrematação de Domingos Gonçalves Pedro em 20/6/1902;

  • Em 19/11/1902 Pasqual Barone, com certeza o velho, por escritura pública vende para Antonia Maria Correa, viúva, um sítio com casa de morada e 11 alqueires de terra, dois mil pés de café, junto à estrada de Botucatu, no valor de 1:000$000 (um conto de reis);

  • Em 1902 nasceu o renomado médico psiquiatra Dr. André Teixeira Lima, filho do farmacêutico licenciado Cantidiano Alves Lima natural de São Roque, filho de José Alves de Almeida Lima e Felicíssima Pinto de Assumpção, membro do Diretório Político local; Dr. André foi Diretor do Manicômio de Franco da Rocha-SP, por muitos anos, e professor da Faculdade de Medicina de Sorocaba-PUC, seu 1º titular da Cadeira de Psiquiatria tendo como assistente o Dr.Paulo Fraletti, segundo o próprio testemunho deste;
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