Cronologia da História do Município de Conchas



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Em 1902 foi fundada a nossa 1ª Banda Musical “Bom Jesus” pelo Sr. Eugênio Amaral Camargo, mestre Eugênio, filho de escravos cujos pais adotivos eram: Leodoro do Amaral Camargo filho de Salvador Amaral Camargo e Gertrudes Leite da Silveira, e Carolina Augusta dos Reis (Nhá Lola) que vieram de Pereiras residir e manter casa de comércio na então rua Dr. Mariano, também conhecida por do Comércio, nº2 e atualmente por Rua São Paulo; ela Carolina é filha de José Antonio dos Reis então rico fazendeiro no Bairro das Laranjas, hoje Laranjal Paulista; foi maestro da referida banda o Sr. Miguel Machado de Oliveira e depois o próprio mestre Eugênio, este como o próprio nome sugeria teria sidoi um gênio musical; muito inspirado, além de vários dobrados musicais, mestre Eugênio escreveu a marcha fúnebre “Dolorosa” dedicada ao seu irmão José (Jeca) do Amaral Camargo assassinado em Conchas; (veja mais informação no título desta cronologia, em 06/07/1913);

  • Em 30/3/1903 por escritura pública Francisco Merlin, lavrador, hipoteca ao Sr. Pasqual Barone, o velho, por 500$000 (quinhentos mil reis) um sítio com casa e 6 (seis) alqueires de terra;

  • Em 09/7/1903 foi criado o CRB, “Centro Recreativo Beneficente” de Conchas, sociedade civil sem fins lucrativos com sede à Rua Maranhão 112, com salão social e para teatro e cinema, sendo a 1ª Diretoria assim composta: Presidente o Sr. Virgílio de Figueiredo Queiroz, Vice Presidente o Sr. Luiz Locchi e Tesoureiro o Sr. Antonio Simões Gonçalves; o terreno foi doação pelo Sr. Francisco José Speers superintendente da Estrada de Ferro Sorocabana, que comprou terras por aqui antes da estrada de ferro chegar e tinha como seu procurador o Cel. João Batista de Camargo Barros; no ano de 1949 foi eleita uma diretoria dinâmica formada por: Presidente: João Mariano; Vice: Euclides Maracini; Tesoureiro: Olímpio Consani; 1ºSecretário: Antonio Custódio; 2º Secretário: Cathardi Cláudio Pastina; esta diretoria fez os seguintes empreendimentos: 1--Instalação do Serviço de Auto- falantes no edifício assobradado á Rua São Paulo sob o então nº152, prédio da família de Constantino Simoni, local de onde o jovens faziam o “footing” até a Casa Comercial “José Neder”, antes de termos o jardim público da Praça Tiradentes; 2- Aquisição de dois aparelhos cinematográficos; 3- Aluguel do referido prédio à Rua São Paulo onde ficou a também a parte social, deixando o antigo prédio somente para sessões cinematográficas;

  • Em 29/8/1903 por escritura pública Jorge Paulo, comerciante sírio aqui residente, vende uma casa de tijolos coberta de telhas, à Rua 8 de Abril, perto da Capela do Senhor Bom Jesus, na atual Rua Cel João Batista de Camargo Barros, no valor de 200$00 (duzentos mil reis), ao Sr. Afonso Atanázio;

  • Em 1903, segundo um Relatório de 1903 da Estrada de Ferro Sorocabana, a estação de Conchas e posto ferroviário de Pereiras apresentaram respectivamente os seguintes embarques de café: 400.649 Kg e 277.354 Kg; também consta do mesmo Relatório a construção de um embarcadouro de animais no ano de 1903, no posto ferroviário de Pereiras, tendo o mesmo ficado em 718$000 (setecentos e dezoito mil reis), o que prova a existência da Estação de Pereiras, como posto, em funcionamento antes de 1905 para tais fins e pertencendo ao Distrito de Paz de Conchas, município de Tietê;

  • Em 24/11/1903 por escritura pública a firma “Pereira Ignácio e Cia” representada pelo sócio capitalista Pereira Ignácio, outorga procuração ao Sr. Alberto Gonçalves, sócio interessado, para realizar seus negócios no Distrito de Paz de Conchas, que infelizmente se foram realizados não floresceram entre nós pois os Morais do grupo Votorantim também logo deixaram Conchas;

  • Em 11/12/1903 de acordo com Passaporte nº504 chega ao Porto de Santos Polini Giuseppe David filho de Domênico e Biagini Rosa, natural de Fiorenzuola em 26/9/1861, procedente de Castel Del Rio Província de Bolonha, ficando alguns anos em Tietê antes de se radicar em Conchas no Bº Baguari; dos filhos dele o mais conhecido nosso foi Domingos Diana casado com Maria Felício, esta irmã do conhecido octogenário Antonio Felício Jr. nosso Oficial de Justiça aposentado; este é sitiante e proprietário de oficina de marcenaria, e ainda com as filhas têm à Praça João Miguel Caram, Largo da Estação, uma casa comercial e máquinas de xérox e computação, residindo aí no início da Rua Rio de Janeiro;

  • Em 1904 foi instalada a Agência Postal Telegráfica com o telégrafo inaugurado somente em outubro de 1946, sendo sua primeira agente até 1930 D. Adelaide Teixeira Pinto, casada com o Sr. José Matheus Teixeira Pinto, ambos portugueses, ela filha de Sebastião José Teixeira e Maria Garcez, falecida com 75 anos no dia 04/7/1930, em Conchas à Rua Rio de Janeiro casa nº01, deixando os seguintes filhos: Lindolpho, Ariano, Antonio, Demétrio e Amália, esta tendo sido professora das Escolas Reunidas que deu origem ao 1º Grupo Escolar de Conchas, atual “Cel. J.B. de Camargo Barros”; a Agência Postal inicialmente funcionou à Rua São Paulo, esquina com a Rua Maranhão onde o marido de D. Amália tinha casa comercial, passando em 1920 para o prédio, recém construído pelo seu marido à Rua Rio Janeiro nº01, e nele residindo; a seguir tivemos ainda nesse mesmo prédio por pouco tempo a Agência do Correio, após a aposentadoria e o falecimento de D. Amália com 75 anos de idade, em 04/7/1930, em Conchas; tivemos a seguir D. Josefina Tonolli, como Agente do Correio, casada com o Sr. Ernesto Benedetti, este com o cargo de Condutor de Malas que passou ao seu filho José; mudando-se a Agência do Correio para o prédio então nº79 da Rua São Paulo, de propriedade do Sr. Albino da Silva Pinto, construído em 1918, atual moradia do Dr. Antonio Guarino Marcos Garcia, sendo ainda Agente D. Josefina Tonolli que aí também residiu com a família, de 1930 até 1934, para em de 1935 passar a residir à Rua Rio de Janeiro nº01 onde o Correio voltou a funcionar, mais tarde se mudando para a Rua Maranhão, enfrente o então CRB, e depois para o prédio nº109, desta mesma Rua, onde tivemos como Agente D. Maria Adélia Leirião natural de Sorocaba, para finalmente estar na esquina da Rua Minas Gerais com a Rua Bahia, local da antiga residência e casa de comércio de armarinhos do libanês João Daher de saudosa memória;

  • Em 20/01/1904 o Sr. Francisco José Speers e sua mulher D. Rosália Oetteres Speers, domiciliados em Sorocaba, ele superintende da EFS, por escritura pública doaram ao Centro Recreativo Beneficente de Conchas um terreno sito à rua n º 5 que vinha da Estação Ferroviária, atual Rua Maranhão, medindo 20 metros x 30 metros da frente aos fundos, lado direito de quem sobe; aí foi construído nosso teatro onde um grupo de conchenses talentosos apresentava peças teatrais, nos anos 30 do século passado, fazendo parte dele entre outros a Profª Benedita Mariano, Fuad Alexandre, o comerciante Pedrinho de Morais Barros e seu talentoso jovem filho Maurício, sendo o Joanino Maimone o grande artista plástico quem preparava os sugestivos cenários e tabuletas para o cinema, estas afixadas em postes elétricos da Rua São Paulo;

  • Em 08/4/1904 por escritura pública João Mafaracci pai da Profª Mafalda compra de Ana Maria de Oliveira, terreno de quatro braças de frente por 15 braças da frente aos fundos, à Rua Dr. Mariano atual Rua São Paulo, à direita de quem desce; o terreno consta no valor de 500$000 (quinhentos mil reis), onde o referido senhor construiu casa de morada aí exercendo por muitos anos a profissão de barbeiro, juntamente com o seu filho Ignácio casada com Tereza filha de Ângelo Tocchio, bem como a de retratistas e bem antes trabalhar com cinematógrafo vindo de Laranjal;

  • Em 20/4/1904 por escritura pública José Mariano Lopes o mesmo que levara a notícia da morte de João Lopes de Morais em 27/4/1894 ao Cartório de Registro Civil de Pereiras, faz empréstimo a Inocêncio Isaias de Campos no valor de 500$000 (quinhentos mil reis); recebia como garantia sob hipoteca uma chácara junto à povoação de Conchas; era uma casa velha de morada, pasto e benfeitorias, havida de João da Silva Pinto Jr, confrontando com terrenos da EFS, Francisco José Speers e Salvador Antonio Barbosa;

  • Em 20/4/1904 Felipe Santiago empresta a importância de 500$000 (quinhentos mil reis) ao Sr. Hermelindo Wey recebendo sob hipoteca uma casa de tijolos coberta de telhas, com três frestas para a Rua 13 de Maio atual Rua Cel J.B. de Camargo Barros, confrontando com propriedades de Luiz locchi, Bernardino de Biasi e pelos fundos com a Rua São Paulo, com terreno da viúva Carolina dos Reis Amaral Camargo, sendo testemunhas: Mario de Morais e Olímpio Consani;

  • Em 22/4/1904 Germano Wey e sua mulher Ana Wagner Wey, Juliana Wagner de Camargo viúva de José Pereira de Camargo e José Batista Grahuman passam procuração para Pedro Wagner proceder ao inventário dos bens deixados aos herdeiros outorgantes, pela mãe, sogra e avó: Ana Sraff Wagner;

  • Em 23/5/1904 por escritura pública Santo Del Bem adquiriu por compra no valor de 400$000 (quatrocentos mil reis) uma área de 10 alqueires no Bº Santo Antonio, em divisas com Virgílio Antonio Pereira, Pasqual Barone e Antonio Bertin, de João Paulino da Cunha e Maria das Dores avós de Antonio Paulino da Cunha, este figura popular que em suas falas no Jardim na qual não deixava de elogiar sua professora D. Erotildes, ele natural de Conchas em 10/10/1922 filho de José Paulino da Cunha e Miquelina Maria Francisco;

  • Em 12/7/1904 por escritura pública os Irmãos Maffei, negociantes, compraram de Domingos Pressa Porto uma casa de tijolos, coberta de telhas, com quatro frestas de frente para a Rua Dr. Mariano atual Rua São Paulo, esquina com a Rua 8 de Abril, atual Cel J.B. de Camargo Barros, com 3 frestas, medindo o terreno 15 braças por 4,5 braças, confrontando com terreno e casa da firma “Constantino Simone Irmão e Sobrinho”, no valor de 5:500$000 (cinco contos e quinhentos mil reis), adquirida de João Lacerda;

  • Em 1904 foi criada a Agência Postal sendo a primeira agente D. Adelaide Teixeira Pinto de nacionalidade portuguesa, casada com o Sr. José Teixeira Curto, também português, comerciante de secos e molhados estabelecido à Rua São Paulo;

  • Em 1904 foi inaugurada em Conchas a 2ª Estação Ferroviária com amplas plataformas próprias para embarques e desembarques de passageiros, com salas de espera para os viajantes, para telegrafistas, chefia e vestíbulo para vendagem de bilhetes, pois começaram a correr com maior freqüência as composições de trens mistos: de passageiros e pequenas encomendas e, diga-se de passagem, muitas pessoas ocorriam à estação para ver o trem passar o que se dava de certa forma festivamente e sempre com novidades, dos que se iam ou chegavam;

  • Em 24/9/1904 o Sr. José Teixeira Curto, negociante, recebia uma procuração de sua mulher D, Adelaide para vender ou alugar suas propriedades em Portugal na Província “Traz os Montes”; em 1920 o mesmo senhor, segundo publicação no jornal local, “A Ordem”, punha à venda seu armazém á Rua São Paulo; ainda em 1920 a Agência do Correio passou para o prédio recém construído e de propriedade do referido senhor, à Rua Rio de Janeiro nº01, onde passou a residir perto da Estação Ferroviária;

  • Em 20/8/1904 por escritura pública João Moisés vende 25 alqueires de terra no Baguari, por 800$000(oitocentos mil reis) ao Srs. Honório Antonio Ferreira e João Pedro Ferreira;

  • Em 1904 houve uma venda de 24 mil tijolos por 1:190$000(um conto cento e noventa mil reis), o que demonstra o grande valor dessa mercadoria;

  • Em 24/7/1904 João Pereira de Morais passa procuração ao Sr. Joaquim Felipe de Oliveira para receber da The São Paulo Transwey Light Power, na Capital, a importância de 300$000 (trezentos mil reis) por 16(dezesseis) postes fornecidos por ele a mesma;

  • Em 02/9/1904 João Mafaraci e sua mulher Agueda Bataglia fazem uma hipoteca ao credor Bernardino de Biase no valor de 1:000$000 (um conto de reis), quantia que tomaram emprestado para construção de casa na então Rua Dr. Mariano, atual São Paulo, em terreno tendo 4 braças de frente por 15 braças da frente aos fundos, onde residiram e tinham salão de barbeiro e para fotografias; em 04/9/1914 João Mafaraci alem de barbeiro e fotógrafo apresentava sessões cinematográficas, arrendando de Constantino Simone a energia de um motor elétrico para tais sessões, primeiramente residindo em Laranjal;

  • Em 15/10/1904 por escritura pública de penhor agrícola de quatro alqueires de algodão, Jorge Zacarias pai, dentre outros filhos, de César, Davi, Ana e Matilde, empresta ao Sr. Bertolino Lopes Cardoso a importância de 1:070$000 (um conto e setenta mil reis);

  • Em 16/12/1904 Vicente Francelino de Oliveira e Joaquim Felipe de Oliveira arrendaram ao Sr. Benedito de Mello Taques, capitalista de São Paulo, uma área de 500 alqueires por 20 contos de reis, pelo prazo de 20 anos, para que o arrendatário retirasse a madeira existente nas referidas terras no Bº do Moquém, no Rio do Peixe, podendo os proprietários fazer lavouras e ao final ficarem com a serraria e demais benfeitorias;

  • Em 1905 foi reformada juntamente com a Estação de Laranjal a 1ª Estação da estrada de ferro de Conchas inaugurada em 21/7/1887 com função específica de armazém, segundo consta à página 34 do relatório da Estrada Ferro Sorocabana do mesmo ano (Arquivo do zoológico “Quinzinho do Amaral” em Sorocaba);

  • Em 1905 em Itapetininga-SP diplomou-se pela Escola Normal “Peixoto Gomide” e “Escola de Farmácia e Odontologia” o Professor e Cirurgião Dentista Benedito Mendes Gonçalves, natural de Pereiras, filho de Joaquim Mendes Gonçalves natural de Areas (SP) e Cândida Emília Bueno natural de Silveiras (SP); Cândida era descendente do Cacique Piquerobi pelo ramo de Maria Pires filha do príncipe indígena Messiassu e terneta de Piquerubi, que se casa em 1590 com Bartolomeu Bueno da Ribeira; deste consórcio nasceu Amador Bueno da Ribeira, paulista que não quis ser REI casado em 1627 com Bernarda Luiz do tronco Tibiriçá; Cândida Emília Bueno era tia avó da famosa pianista Guiomar Novais e de Marieta Moreira da Palma Sbrágia (Nhã-Nhã) falecida em Conchas, em 2004; Joaquim Mendes Gonçalves foi vereador do nosso município em 1918 e vítima de um latrocínio em 1932, tendo sido degolado aos 82 anos de idade em seu domicílio, sítio perto da Serrinha junto ao Ribeirão das Conchas; o referido senhor assassinado é bisavô de Nelson Malheiro pelo lado materno e também da D. Maria Mendes Domingues da Silva conhecida pelo excelente sorvete que faz à Rua Rio de Janeiro esquina com a Rua Pernambuco;

  • Em 02/01/1905, por escritura pública, João Vieira Domingues Sebastião e sua mulher Gertrudes Maria da Silva herdeiros do sogro e pai Manoel da Silva Pinto falecido em 1892, no Bº dos Silva vítima de varíola, vendem ao cunhado e irmão Claudino da Silva Pinto um sítio no valor de 1:000$000 (um coto de reis);

  • Em 30/01/1905 foi feita a 1ª represa em Conchas no Rio dos Lopes, em terras arrendadas de Maria de Jesus, José Albino, Francisco Pedro, Fermino Vaz de Oliveira e Bento Branco da Silva, pelo outorgado contratado Florindo Olinto Boaventura, farmacêutico aqui residente, que subarrenda à firma “Constantino Irmão e Sobrinho” que cedem da área nove alqueires para EFS; esta construíu a represa danificando parte do terreno e uma ponte nele existente; tal represa fornecia água à estação da EFS e em 21/5/1922 o jornal “A Gazeta de Conchas”, noticiava que seria iniciada a instalação de uma nova bomba elétrica, na referida represa, para mandar água para a caixa da Estação Férrea local;

  • Em 08/3/1905 Pasqual Barone o patriarca dos Barone e sua mulher D.Concheta Marianina fazem doação de um terreno para a Capela de Santo Antonio, no Bº do Lajeado conhecido por Areias do Barão, sendo donatário em nome do Bispado de São Paulo, por provisão do Bispo Dom José de Camargo Barros, o Sr. José Oliva, junto à estrada vicinal Conchas-Poramgaba; esta rodovia foi construída, diga-se de passagem, por volta de 1908 ficando em 18:640$000 (dezoito contos e seiscentos e quarenta mil reis), importância reclamada pelo empreiteiro da obra Sr. Antonio Ferraz, de acordo com escritura publica em 01/3/1909 lavrada no Cartório de Conchas;

  • Em 05/6/1905 por escritura pública de “doação in solutum”, isto é, para quitar dívida, Luiz Alfredo e sua mulher Rosa Ferriani doam um terreno no Bº dos Fernandes ao Sr José Sagantini seu credor;

  • Em 12/7/1905, por escritura pública, Antonia Maria de Morais viúva de João da Silva Pinto falecido em 1892 no Bº dos Silva, vende terras herdadas do marido, ao lado da EFS e das terras de Joaquim Mendes Gonçalves, ao comprador Joaquim Felipe de Oliveira;

  • Em 01/02/1906, por escritura pública, Zanettini Giermano arrenda por 7(sete) anos de Ataíde Correa de Almeida, uma chácara com plantação de café , distante 2 Kms da Estação das Conchas;

  • Em 1906, por desentendimento havido na 1ª Banda de Musica “Bom Jesus”, de Conchas, Eugênio do Amaral Camargo fundou a 2ª Banda Musical com o nome de “São Benedito”; Eugênio falecido em 06/7/1913 com 40 anos de idade, era filho adotivo de Leodoro do Amaral Camargo falecido em 28/4/1903 com 66 anos, cujos pais eram Salvador Amaral Camargo e Gertrudes Leite da Silveira, e de D. Carolina Augusta dos Reis falecida em 01/11/1916 com 76 anos, cujos pais eram José Antonio dos Reis e Ana Tereza de Mello; os pais adotivos de Eugênio eram procedentes de Pereiras e aqui em Conchas foram proprietários de terras e negociantes estabelecidos à Rua Dr. Mariano, atual Rua São Paulo, e, deixaram os seguintes filhos legítimos: José Antonio, Salvador e Gabriel; desta segunda Banda de Música do mestre Eugênio teriam sido músicos dentre outros: Delfino Ignácio Pires que tocava bombardino e foi vereador da nossa cidade, e também seu irmão João Ignácio Pires, além de: Gustavo Teixeira da Cruz, negro, clarinetista, cuja família era formada por músicos destacando-se o filho Aquilino que tivemos a felicidade de conhecer, o qual no violino e violão era um virtuose, residindo à Rua Pernambuco enfrente a casa comercial do Sr. Joaquim Vigário e D. Vitalina mãe do Daniel Crepalde, nosso parceiro nesta história; eram também músicos desta da banda “São Benedito” : Maximiliano de Barros filho do coronel João Batista de Camargo Barros; João Ribeiro que tocava pistão, filho de Manoel Ribeiro da Silva doador do terreno para a 1ª igreja católica de Conchas; Armando Ferreira que tocava sax e seu cunhado José Paulino da Cunha, pai de Antonio Paulino, também tocador de sax, e José Tomazella que tocava bombardino;

  • Em 21/3/1906 nasce em Conchas Ítalo Palladini filho de Carlo Alberto Palladini e Amábile Juliani, ambos italianos chegados no Brasil em 20/02/1888, ele com 11 anos de acordo com Passaporte nº 740 de 12/01/1888; casou-se com Catharina Balarini de nacionalidade italiana, natural de Treviso em 02/6/1907, sendo filha de João Balarini e Augusta Darroz, também italianos; Ítalo faleceu em 26/02/1991 com 84 anos deixando os seguintes filhos: 1- Pasqual colega de Nelson Malheiro no 4º ano do Grupo Escolar, 2- Alberto casado com a Profª Daler Alves Lima, 3- João, 4- Amábile, 5- Celina, 6- Inez, 7- Enide, 8- Maria, 9- Rosa; 10- Maria Rita de Cássia, 11- Ana Maria, 12- Célia, 13- Irene e 14 – Sílvia; esta última é viúva de Guaraci Severo primo em 1º Grau de Nélson Malheiro, por parte do pai Joaquim Severo; o patriarca dos Paladini em Conchas, CARLO ALBERTO PALLADINI, dedicou-se à indústria cerâmica inicialmente tendo sido sócio de Ângelo Tócchio seu concunhado casado com Pierina Juliani, em uma olaria arrendada de Constantino Simone, nos altos da cidade; adquiriram os concunhados, ainda em sociedade, perto da referida olaria arrendada em 18/4/1909, 5 (cinco) alqueires de terras no Bº Galevoca, de Matias Gomes de Morais, por 500$000 (quinhentos mil reis) e, em 01/5/1910 mais 2 alqueires de terra, ainda em sociedade, adquiridos de Maria Cecília de Morais viúva de Manoel da Silva Pinto um dos 4 irmãos SILVA PINTO falecido em 04/9/1892, por 400$000(quatrocentos mil reis); a seguir Carlo Alberto compra em 01/5/1913, agora sozinho, por 200$000 (duzentos mil reis), mais 2 alqueires de terra de Claudino da Silva Pinto e sua mulher Elidia da Silva, nos altos da cidade, parte da herança de Manoel da Silva Pinto, pai e sogro dos outorgantes vendedores falecido em 1892;

  • Em 13/7/1906 de acordo com escritura lavrada no cartório de Conchas nesta data, Albino da Silva Pinto domiciliado em Conchas adquiriu a título de compra e venda de Francisco Rodrigues de Moraes Barros e sua mulher Amália Augusta de Morais, pelo valor de 2.000$000 (dois contos de reis) o seguinte: uma casa de tijolos coberta de telhas contendo 16 claros à Rua Dr. Mariano e respectivo terreno com 45 metros pelo lado direito da casa, confrontando com terreno de Manoel Domingues de Moraes; o terreno media 44 metros da frente aos fundos nestes confrontando com Carolina dos Reis (Nhá Lula), viúva de Leodoro Amaral Camargo, e pelo lado esquerdo com 47 metros confrontando com Joaquim Felipe de Oliveira, sendo todo o terreno cercado de pau a pique e cultivado; os tijolos desta casa foram fabricados por Ângelo Tócchio conforme pudemos constatar após o incêndio do imóvel pertencente ao Sr. Domingos Polini, conhecido por Minguito, ocorrido em 2006;

  • Em 25/8/1906 foi passada escritura de compra pelo Município de Tietê no Distrito de Paz de Conchas, de uma chácara com 1(um) alqueire de terra com aguada de vertentes, perto da Estrada de Ferro e junto ao Ribeirão dos Lopes, para instalação de um matadouro; o outorgante vendedor era João Ferraz de Oliveira Lima, filho do famoso Prof. João Ferraz de Oliveira Lima falecido em 12/6/1897 em sua fazenda no Baguari, e Filomena Florisbela, estes 1ºs professores das duas classes de 1ªs letras de Pereiras criadas em 30/3/1874, onde se conheceram e se casaram;

  • Em 29/8/1906 por escritura pública Madalena Marcatti filha de Jácomo Marcatti, vende para Olímpio Consani uma casa na rua nova que vai para a Estação Ferroviária, provavelmente a atual Rua Minas Gerais;

  • Em 15/9/1906´por escritura pública os professores: Vital da Palma e Silva 1º professor natural de Pereiras formado em 1905, irmão do Pe. Palma, e Marieta Monteiro, residentes em Apiaí, desistem da doação de terreno feita por Albino da Silva Pinto e sua 1ª mulher Gertrudes Emília Bueno, em 1887, no valor de 2:850$000 (dois contos oitocentos e cinqüenta mil reis);

  • Em 12/11/1906 por escritura pública Marcolino Rodrigues de Morais e Ana Benedita Rodrigues de Morais vendem ao Sr. Ângelo Tócchio um terreno de seis braças por l2 braças, no Largo da Matriz, no valor de 150$000 (cento e cinqüenta mil reis);

  • Em 1906 por escritura pública de “doação in solutum”, para quitar dívida, o Sr. José Domingues da Silva entrega ao Sr. Jordão Samuel Barbosa por serviços que lhe foram prestados pelo mesmo como carreiro, por 4(quatro) anos, um sítio de 30 alqueires contendo casa de morada e engenho de cana, tendo por divisas terras de: Antonia Maria de Morais, Claudino da Silva Pinto, Álvaro Domingues Branco e José Lino Bernardo;

  • Em 17/11/1906 por escritura pública João Belo de Oliveira filho de Belarmino José de Oliveira e Ana Correia Leite, casados em 09/4/1901, bisavós de José Augusto Belo nosso famoso cantador de Cururu, vendem ao Sr. João Alves da Silva um sítio com 19 alqueires no local conhecido por Água da Bandeira, no valor de 500$000 (quinhentos mil reis);

  • No dia 09/12/1906 foi fundada a Igreja Presbiteriana Batista atualmente na esquina da Rua Goiás com a Rua Bahia, inicialmente à Rua São Paulo local da atual casa nº312, ao lado de onde houve uma padaria, atual casa nº318, de Joaquim Bento de Carvalho e D. Maria pais de Antonio Bento vulgo Tonico açougueiro; este era casado com Etelvina Augusta pais de Theodomiro Bento de Camargo casado com Felicíssima Alves Lima, Profª Xicha; em um dos prédios acima citados ficava também a referida padaria local da atual loja comercial do Sr. Elias Silveira, este prédio, pertencente atualmente ao saudável octogenário Sr. Antenor de Almeida Santos, conhecido carinhosamente por “Miúdo”; este por certo o tem como herança dos seus sogros Antonio Bento e Etelvina Augusto, filho e nora de Joaquim Bento de Carvalho e D. Maria, estes proprietários dos prédios da padaria, cujo filho João era o padeiro; os prédios então sob os nºs 49 e 51 foram adquiridos em 07/3/1933 por 17 contos de reis, de João Caram por Joaquim Bento de Carvalho, o qual por sua vez houve por compra de Tufic Salim Helú; o primeiro reverendo da igreja referida acima foi o Sr. Júlio Sanguinetti e em 1933 o Sr. Waldemar Wey, este sem dúvida parente do Sr. Germano Wey, suíço letrado vindo do sul para São Roque, para Sorocaba e Conchas onde na Rua Amazonas tinha chácara com casa de morada ao lado do Rio dos Lopes;
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