Cronologia da História do Município de Conchas



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Em 02/6/1913, por escritura pública, Vicente Albano compra do Sr. Antonio Bertin no valor de 1:000$000 (um conto de reis) um terreno, área por este adquirida de Germano Wey com 10 alqueires de terra ao lado do Rio dos Lopes, uma casa de morada e casa para máquina a vapor;

  • Em 06/7/1913 faleceu em Conchas aos 40 anos de idade o maestro Eugênio do Amaral Camargo filho adotivo de Leodoro do Amaral Camargo e Carolina dos Reis, fundador das nossas 1ªs Bandas de Música, “Bom Jesus” e “São Benedito”; era um gênio musical segundo testemunho de pessoas que o conheceram como o Sr. Ernesto Benedetti, segundo o qual Eugênio depois de ouvir pelo gramofone algumas vezes uma música, reproduzia a letra musical tocando-a nos seus instrumentos prediletos: requinta ou sanfona; compôs alguns dobrados dentre os quais destacamos dois pelos nomes sugestivos: “A Revolução de Conchas” e “A Vitória de Conchas”; estas composições com certeza têm muito a ver com o movimento popular pela volta do Distrito de Paz de Conchas para Tietê, criado em 05/12/1896 sob a jurisdição de Tietê, mas que por um golpe político de Tatuí passou a pertencer a Pereiras pela Lei nº681 de 14/9/1899, até 14/9/1902; desta data pela Lei 819 de 16/4/1902 publicada em 12/5/1902, voltou nosso Distrito de Paz à jurisdição de Tietê; (ver mais algumas informações a respeito do maestro Eugênio nesta cronologia, com data de 12/7/1902);

  • Em 22/7/1913, por escritura pública, Domingos Pressa Porto, ferreiro, vende ao Sr. Ernesto Faccioto, italiano, ferreiro, casado com Virgínia Scudler pais de Gaudêncio Faciotto, uma oficina na Rua Paraná, atual Rua Sargento Afonso de Simone Neto, com fole, bigorna, rebolo, tarraxa e catraca em bom estado, no valor de 100$000 (cem mil reis);

  • Em 1913 existiam casas de madeira cercada de pau a pique, na Rua nº2, atual Rua São Paulo;

  • Em 09/12/1913, por escritura pública, “Ribeiro e Cia” vendem ao Sr. Alberto Pereira Ignácio um armazém e estabelecimento comercial, com todos os seus gêneros: calçados, roupas, ferragens, cereais, carroças com arreios, madeiras cerradas no pátio da estação, à Rua nº10, atual Rua Amazonas, no valor de 25:205$000 (vinte e cinco contos duzentos e cinco mil reis)

  • Em 1914, por escritura pública, João da Silva Pinto Sobrinho e os irmãos Miranda, Virgílio e Joaquim da Silva Pinto, filhos de Joaquim da Silva Pinto e Maria Isabel de Morais, netos dos irmãos de criação João da Silva Pinto falecido em 1892 e José da Silva Pinto falecido em 1896, compram de Joaquim Jorge da Rosa e Maria do Espírito Santo, 20 (vinte) alqueires de terra no Bº do Pará;

  • Em 10/3/1914, por escritura pública, Ângelo Tócchio vende por 1:200$000 (um conto e duzentos mil reis) ao seu sócio Alberto Paladini, a sua parte, 2,5 alqueires do terreno de 5 alqueires. com uma olaria, havidos de Matias Gomes de Morais casado com Maria da Silva Pinto, herdeiros de Manoel da Silva Pinto falecido em 1892, no Bºdos Silva;

  • Em 09/5/1914, por escritura pública, João Ribeiro e sua mulher Benedita Gertrudes da Conceição vendem ao Sr. Elias João, negociante, um sítio de seis alqueires de terra no valor de 350$000 (trezentos e cinqüenta mil reis), no Bº São João, havidos por herança do pai e sogro Manoel José Ribeiro;

  • Em 28/5/1914, por escritura pública, a firma “Ribeiro e Cia”, representada pelo Tenente Coronel Joaquim Antonio Ribeiro, arrenda como outorgante locadora ao locatário Alberto Pereira Ignácio, este casado com Filomena Areias Pereira, negociante aqui domiciliado, tendo por objeto os seguintes imóveis: chácara com casa de morada, pasto cercado, com casa e máquina para beneficiar algodão, caldeira a vapor, um motor, 2 descaroçadores, 120 cerras, 2 injetores com correias em perfeito estado, torno de ferro, ventilador, bigorna, serra vertical, 3 chaves para encanamento, 18 talhadeiras de aço, 2 martelos mecânicos, catracas, vazadores, pás com cabo, três balanças de braços com pesos e máquina para picar canas, pelo prazo de 01/6/1914 a 03/12/1916, no valor de 6:000$000 (seis contos de reis);

  • Em 13/6/1914 Antonio Ventura por escritura pública arrenda do Sr. Constantino Simone uma olaria completa, com animais e cinco alqueires de terra, pelo prazo de um ano;

  • Em 21/6/1914, por escritura pública, Maria Teixeira Lima e Adelaide Teixeira Lima, filhas de Cantidiano Alves Lima, recebem em doação do tio Manoel Alves Caiuby, ½ parte cada uma do terreno de 39 alqueires, no Bº do Cardoso, no valor de 350$000 (trezentos e cinqüenta mil reis);

  • Em 28/6/1914, por escritura pública, Antonio da Silva Pinto e sua 2ª mulher Ana Sebastiana Vieira (Hnana Silva) vendem, ao Sr. Carlo Alberto Paladini 1 (um) alqueire de terras, no valor de 100$000 (cem mil reis), que houveram por herança da mãe e sogra Maria Cecília de Morais, viúva de Manoel da Silva Pinto, este falecido de varíola em 1892 no Bº dos Silva;

  • Em 04/9/1914, por escritura pública, Constantino Simone industrial e comerciante, arrenda um motor elétrico ao Sr. João Mafaraci, barbeiro residente em Laranjal, para sessões cinematográficas;

  • Em 02/01/1915, através de escritura pública, Alberto Pereira Ignácio vende por 26:800$000 (vinte seis contos e oitocentos mil reis) ao Sr. Agostinho Soares Leite um estabelecimento comercial com todos os seus pertences, à Rua nº 2 atual Rua São Paulo, havidos de “Ribeiro e Cia” em 09/12/1913;

  • Em 13/01/1915, por escritura pública de penhor agrícola, o credor Alexandre José penhora a safra pendente de café no ano em curso, da Fazenda Santa Virgínia da firma “Virgílio Queiroz e Cia”, calculada em 2.000 (duas mil) arrobas, no valor de 8:000$000 (oito contos de reis), em pagamento de dívida;

  • Em 02/02/1915, segundo registro no Livro de Tombo da Paróquia, foi nomeada pelo 1º Bispo Diocesano de Botucatu, Dom Lúcio Antunes de Souza, a comissão encarregada da construção de novo prédio para a Igreja do Senhor Bom Jesus de Conchas, que ficou assim constituída: Presidente: Juventino Stein; Vice Presidente: Albino da Silva Pinto; 1º Secretário: João Pedro de Arruda; 2º Secretário: Alberto Pereira Ignácio; Tesoureiro: Bernardino de Biase; Procuradores: Querino Antonio Euzébio, Francisco Serraino, Benedito Alves de Oliveira Santos e Alexandre José; Membros Auxiliares: João Pastina e Nicolau Marcati; registrou-se que, por determinação de Dom Lúcio Antunes de Souza, ficava a Comissão, acima eleita, absolutamente proibida de contrair dívidas em nome da Matriz;

  • Em 20/3/1915, de acordo com escritura pública lavrada em 09/3/1915, houve uma corrida de cavalo cujos contratantes eram: o Sr. Otaviano Leite Gonçalves proprietário do cavalo Raminho cujo corredor era Salvador Manoel de Oliveira, e o Sr. Tufic Salim Helou proprietário do cavalo Valente cujo corredor era Antonio Belo; valor do contrato 200$000 (duzentos mil reis);

  • Em 22/7/1915, através de escritura pública, José Patton hoteleiro domiciliado em Ourinhos, vende ao Sr. Marcolino Rodrigues de Morais um terreno à Rua nº2 atual Rua São Paulo, esquina com a Rua nº10 atual Rua Amazonas, com 28 metros da frente aos fundos com a estrada de ferro, onde o vendedor talvez tivesse no passado seu Restaurant Patton, do qual já falamos; a propósito, é estranho e sintomático tendo em vista o progresso do nosso Distrito de Paz, que o Sr. José Patton tendo ganhado tanto dinheiro em Conchas, tenha daqui se mudado antes da nossa elevação a Município em l9l6;

  • Em 06/8/1915, por escritura pública de compra e venda, a Câmara Municipal de Tietê representada pelo seu prefeito Júlio dos Reis compra de Afonso Cinti e sua mulher Maria Cinti por 430$000 (quatrocentos e trinta mil reis) um terreno que os vendedores houveram de Olímpio Consani, em 16/6/1904, á Rua nº8 atual Rua Pernambuco, esquina com a Rua nº 1 atual Rua Rio de Janeiro, com 30 palmos de largura por 20 braças em divisa com Henrique Busnelli e fundos com Pedro Ciomei, um terreno para abertura da Rua nº1;

  • Em 06/8/1915, através de escritura pública, a Câmara Municipal de Tietê representada pelo Prefeito Municipal Júlio dos Reis adquiriu por 160$000 (cento e sessenta mil reis) de Claudino da Silva Pinto e Elídia da Conceição, um terreno de seis braças de largura por 21(vinte e uma) braças de comprimento, com direção inicial na nova Rua Santa Cruz, atual Rua Mato Grosso, e Rua nº 2, fundos com a estrada de Pereiras para abertura da Rua nº2;

  • Em 12/8/1915, por escritura pública, o menor púbere Antonio Serafim e o menor impúbere Dante Serafim representados pelo pai Belarmino Serafim, adquirem por 150$000 (cento e cinqüenta mil reis) de João Facciotto um terreno à Praça da Matriz, medindo 10 metros de frente para a praça, por 40 metros de fundo, que os vendedores houveram por compra de Minervina da Palma;

  • Em 13/9/1915 por escritura pública Antonia Maria de Morais viúva de João da Silva Pinto falecido em 1892 no Bº dos Silva, herdou de seu irmão Francisco Domingues de Morais um sítio de 40 alqueires, na Estação de Pereiras;

  • Em 02/10/1915 por escritura pública Ferdinando Cavalieri vende aos irmãos: Waldomiro, Oswaldo e Elisa, representados pelo pai Quirino Antonio Euzébio, uma casa à Rua nº2 atual Rua São Paulo, esquina com a Rua nº 5 atual Rua Maranhão, com quatro frestas para a Rua nº2 e três frestas para a Rua nº5, casa nos fundos com cocheira e dois depósitos para padaria, divisas com terreno do CRB e de Francisco José Speers, no valor de 3:000$000 (três contos de reis);

  • Em 1915, por escritura pública, Antonio de Arruda Mello reconhece dívida no valor de 1:000$000 (um conto de reis) ao credor Alexandre José, fazendo-lhe uma hipoteca civil de 4 (quatro) cavalos que ficam com o devedor, como fiel depositário, pelo prazo de seis meses;

  • Em 28/4/1916 nasceu no Distrito de Paz de Conchas Maria José do Amaral, filha de José Antonio do Amaral e Carolina Rodrigues Monteiro; casou-se em 23/6/1938 com Esperidião Miguel Caram, (Dão), natural de São Pedro da Aldeia, RJ, em 17/6/1916, irmão de Chicri Miguel Caram, filhos de Miguel José Caram este nascido no Líbano 17/12/1878, falecido em Conchas em 20/03/1963 e D. Jamila Jacob Caram;

  • Em 11/7/1916, por escritura pública, Pedro Ciomei vende aos Srs. Trajano Engler de Vasconcelos e Francisco Serraíno, no valor de 3:500$000 (três contos e quinhentos mil reis) um terreno com área de 5 (cinco) alqueires já descrita quando falamos do arrendamento da referida área ao Sr. Henrique Busnele e deste vendedor que aqui chegou da Freguesia de Rio Bonito, atual Bofete, endinheirado e acreditando no progresso da Estação das Conchas;

  • Em 22/7/1916, por escritura pública, João Ferraz de Oliveira Lima, solteiro, filho de pai homônimo professor falecido no Baguari, vende ao Sr. Felipe Berni e outros no valor de 400$00 (quatrocentos mil reis) um terreno que houve por compra de Francisco José Speers e sua mulher, situado à Rua nº10 atual Rua Amazonas; os compradores dão em hipoteca à Magdalena Marcate, por 1.300$000 (um conto e trezentos mil reis), por dois anos vencendo juros de 1% ao ano;

  • Em 29/8/1916, através de escritura pública, Alexandre José e sua esposa D. Cadra Alexandre compraram por 100$000 (cem mil reis) de Marcolino Rodrigues de Morais avô do nosso prefeito Marcolino Rodrigues Morais, o “terreno sito à Rua nº2 atual Rua São Paulo, esquina da rua que vem do Largo Santa Cruz, atual Praça Tiradentes, que o vendedor houve de Benedito Alves Ferraz, medindo 4,5 braças de frente por 20 braças da frente aos fundos”, onde construíram para morada e negócio, ao chegarem de São Paulo com a família, a casa Alexandre na qual alguns de seus descendentes moram e ainda têm negócio no ramo de armarinhos; entretanto Alexandre José, empreendedor, aparece pela 1º vez em 06/02/1908 numa escritura outorgando quitação de dívida no valor de 158$000, (cento e cinqüenta e oito mil reis) à Ana Firmina, recebendo terras na cidade em pagamento por fornecimento de armarinhos, mostrando-se um homem de visão numa pequena povoação em desenvolvimento;

  • Em 04/12/1916, pela Lei 1513 publicada em 05 do mesmo mês, foi criado o município de Conchas em território desmembrado do Município de Tietê, ao qual passou a dever 36:931$000 (trinta e seis contos novecentos e trinta e um mil reis) vencendo juros de 8% ao ano durante 35 anos; o Diretório Político que deveria existir em todos os municípios com o advento do Regime Republicano em 15/11/1889, ficou assim constituído: Presidente: Cel. Virgílio Figueiredo Queiroz, Secretário: Benedicto Gomide, Tesoureiro: - Archanjo Gorga e demais membros: Cel. João Pedro de Arruda, Francisco Serraino, Quirino Antonio Euzébio, Te. Cantidiano Alves Lima, Pedro Paulino Ayres, Benedicto Raposo e Te. Delphino Ignácio Pires;

  • Em 08/12/1916, por escritura pública, o Sr. João Miguel Caram vende ao Sr. Manoel Gaspar dos Santos um açougue de bovinos com todos os seus pertences, carroça arreada e um burro, por 1:500$000 (um mil e quinhentos mil reis) , que deveria ser pago com 100(cem) couros de rezes que pesassem de 6 (seis) arrobas para cima, sem defeitos, devendo entregar pelo menos 7 (sete) couros por mês à razão de 15$000 (quinze mil reis) cada, sob pena de distrato;

  • Em outubro de 1916 foi inaugurado o serviço de telégrafo que funcionava junto à Cia de Correios e Telégrafos;

  • Em 1916 foi criada a Coletoria Federal sendo seu primeiro coletor o Sr. Heitor Maraccini, casado com a inesquecível professora Maria Teixeira Lima filha de Cantidiano Alves Lima e Escolástica Maria de Jesus; a Coletoria funcionou em casa do próprio Heitor no beco da estação ferroviária, antiga Rua nº5 atual Rua Maranhão;

  • Em 1917, por escritura pública de penhor agrícola, Felício Antonio proprietário de um sítio no varjão do Rio Tietê, dá ao Sr. Alexandre Elias em garantia, penhor, a safra pendente desse ano, do seu sítio, calculada em: 400 @ de algodão, 100 alqueires. (cada alq. 50 litros) de milho, 100 alq. de feijão e 100 alq. de arroz, no valor de 3:000$000 (três contos de reis), correspondente às mercadorias fornecidas pelo credor à sua loja de armarinho, à Rua São Paulo;

  • Em 1917 era professora da 1ª Escola Estadual Feminina da cidade, recebendo pelo Tesouro do Estado, D. Ema Ribeiro filha de Luiz Locchi (1862-1936) e Marieta Locchi (1868-1919), casada com o Prof. Theodomiro Ribeiro falecido em Conchas em 1919; estes são pais da poeta consagrada:DORA FERREIRA DA SILVA;

  • Em 1917 teria chegado a Conchas ainda solteiro natural de Miziara no Líbano, o Sr. Simão Chaguri que se casaria em 25/10/1919 com Maria Miguel Chaguri, com a qual teve os seguintes filhos: José casado com Esmeralda Alexandre, Ancelia solteira, Professora Rosa casada com Pasqual Paladini, Iracema casada com Pedro Zacharias e Dr. Miguel casado com Mirian Fontanelli; foi um comerciante progressista tendo se dedicado também à agricultura no Bº dos Silva, em uma área de 10 alqueires adquirida em 01/9/194 no valor de 6:000$000 (seis contos de reis), de Ângelo Párise, havida por este em 1923 dos herdeiros de José da Silva Pinto falecido em 1896;

  • Em 1917 João Pastina já era proprietário de olaria, serraria e máquinas para beneficiar arroz e café, revelando seu espírito empreendedor em múltiplas atividades bem sucedidas, em nosso município;

  • Em 20/01/1917 foi criada a Coletoria Estadual mas somente instalada em 1918, chefiada pelo Sr. Michel Helou e tendo como escrivão o Sr. Benedito Gomide, este um autodidata talentoso, gráfico dedicado, poeta primoroso, sonetista admirável cuja biografia atesta sua incansável lide jornalística; nasceu em Porto Feliz a 13/6/1891 sendo filho de Prudêncio da Silva e D. Maria Jacynta Gomide; foi gerente da famosa revista “A Cigarra” da capital paulista cujo fundador foi Gelásio Pimenta; faleceu Benedito Gomide no dia 29/8/1969; era irmão de Antonio Ferraz Gomide este carpinteiro falecido em 01/3/1921, com 38 anos, em Conchas, casado com Etelvina Rodrigues deixando os seguintes filhos: Raul, José, Maria, Sérgio, Marta, Coraci, Joracy com sete anos e Ercília com quatro anos;

  • Em 25/01/1917 em ato presidido pelo Dr. Eugênio Rocha Juiz de Direito da Comarca de Tietê e secretariado pelo Sr. Trajano Engler de Vasconcellos, foi oficialmente instalado o Município de Conchas; no mesmo dia presume-se que tenha sido à tarde, na sala de sessões da Câmara Municipal no Largo da Matriz, foram eleitos os seguintes primeiros vereadores pelo Diretório Político Republicano local: Luiz Locchi, José Miranda do Amaral, Trajano Engler de Vasconcellos, Mário Rodrigues de Moraes, Luis Guarino, Quirino Antonio Euzébio e Virgílio Figueiredo de Queiroz, que empossados em primeira reunião escolheram como Presidente da Câmara o Sr. Luiz Locchi e como Vice Presidente o Sr. José Miranda do Amaral; a seguir na mesma 1ª Sessão da Câmara cuja ata foi lavrada pelo secretário “ad-hoc” Sr. Gamaliel Almeida, de Botucatu, sendo eleito Prefeito o Sr. Trajano Engler de Vasconcelos e como Vice-Prefeito o Sr. Mário Rodrigues de Morais, ficando determinado já nesta 1ª sessão da Câmara que as reuniões seriam: nos 5º e 20º dias de cada mês;

  • Em 05/02/1917 houve a 2ª sessão da Câmara Municipal que além de tratar do pagamento das despesas da festa da instalação do município, compra de livros de escrituração e de impostos que deveriam ser criados, determinou-se “que fosse suprimido o serviço de” Tigres “e substituído pelo de poços com profundidade e condições que afetassem quanto menos à saúde pública”; registrou-se o agradecimento à Câmara Municipal de Anhembi pelo comparecimento de seus representantes à instalação e posse da nossa Câmara; tratou-se do aumento de impostos: as máquinas de beneficiar algodão que pagavam 120$000 e as de arroz 80$000 por mês, passaram a pagar 500$000 e 150$000, respectivamente, causando com certeza impacto negativo entre os industriais já estabelecidos e empreendedores em potencial;

  • Em 07/02/1917 a Câmara volta a se reunir e além da criação do Mercado Municipal que não vingou, pois a povoação em si já era um mercado natural com hortaliças, cereais e frutas, cultivados em fundos de quintais e pequenas chácaras; voltou-se a tratar de impostos que para nós hoje chegam a ser pitorescos, mas na ocasião foram verdadeiros motivos de reclamação, tais como: os dentistas residentes e vendedores ambulantes passaram a pagar por 3 meses de trabalho 100$000 e 50$000, respectivamente; os exportadores de bois embarcados para os centros consumidores deveriam pagar 1$000 (um mil reis) por cabeça e os criadores de 30 a 50 cabeças de boi 20$00 e, os proprietários de mais de 400 cabeças 150$000 (cento e cinqüenta mil reis); os compradores de ovos por dúzia e frangos por cabeça, negociados na zona rural, passaram a pagar 0$030 (trinta reis) e 0$050 (cinqüenta reis) respectivamente; loteria em chalé somente ou com ambulantes ou ainda só ambulante, 150$000, 170$000 e 75$000, respectivamente por mês; houve muita reclamação pelos referidos impostos e outros mais, considerados pesados demais pelos negociantes; podemos dizer que os representantes públicos pensando somente em arrecadar impostos, foram com muita sede ao pote, afugentando em vez de atrair, investidores em potencial, inclusive os já estabelecidos na cidade como: Sociedade Anônima Scarpa, Pereira Ignácio e Cia. e Ribeiro e Cia., representantes da I.R.F.Matarazzo e outros que aqui vieram atraídos pelo café, algodão e pelo intenso comércio da outrora fronteira agropecuária;

  • Em 09/02/1917 em sessão da Câmara Municipal foi aprovada a adoção do Regimento Interno da Câmara Municipal de Pereiras e nomeado o Sr. Marcolino Rodrigues de Moraes, pai do Mario e avô do Marquinho que foi nosso prefeito em 1948, como administrador do Mercado Municipal, com o ordenado de 60$000 (sessenta mil reis) por mês; o mercado municipal teoricamente uma bela iniciativa que não prosperou na prática, talvez, como já declaramos, porque os gêneros de 1ª necessidade eram produzidos pelas pequenas propriedades e até nos quintais da povoação, para o próprio consumo e o excedente comercializado diretamente com os demais consumidores; assim mesmo o Mercado Municipal somente foi extinto l919, de acordo com registro em Ata da Câmara em 11/01/1919;

  • Em 22/02/1917 a Câmara Municipal considera de utilidade pública para fins de desapropriação terrenos situados à Rua nº “1” atual Rua Rio de Janeiro, para endireitar e alargar a mesma, dos seguintes proprietários: Constantino Simoni, Fermiana Maria da Silva Pinto, esta sendo filha de Antonio Ignácio Pires e neta de José da Silva Pinto falecido no dia 22/7/1896; Pedro Ciomei, Henrique Busnelli, Altina Rodrigues de Morais, Maria Branco Pinto com seus terrenos adquiridos de André Honorato Alves, além de outros; apreciou ainda a solicitação do Sr. Prefeito Trajano Engler de Vasconcellos pedindo isenção de impostos para sua farmácia à Rua nº1 atual Rio de Janeiro, esquina com a Rua nº8 atual Rua Pernambuco, procurando legislar em causa própria o que sem dúvida deve ter- se constituiu num mau exemplo;

  • Em 20/3/1917 a Ata da sessão da Câmara registra os pedidos de redução de impostos das suas olarias, pelos Srs. Estevão Gomes Pinto e Carlo Alberto Paladini;

  • Em 26/3/1917 por escritura pública Rodolfo de Lara Campos proprietário das fazendas: Dois Córregos, Boa Vista e Vitória, numa área de 600 alq. situada no Bº Baguary, com 23 mil pés de café, casa sede e de colonos, tulha e demais benfeitorias, no valor de 39:000$000 (trinta e nove contos de reis), com safra de café pendente, vende aos compradores Rafael Guarino, Luiz Fescina e Nazareno Anselmo; a mesma fazenda, talvez sob penhora, é vendida mais tarde a Antonio Barone por 55:000$00 (cinqüenta e cinco contos de reis);

  • Em 1917 o Sr. Quirino Antonio Euzébio num comportamento elogiável contrário ao do nosso 1º Prefeito que pedira isenção de impostos para sua farmácia e outros que só queriam se locupletar com polpudos vencimentos de cargos públicos, somente aceitaria ser prefeito sem remuneração alguma; pelo seu gesto foi elogiado pelo Sr. Luiz Locchi; foi ofertado terreno em doação pelo Sr. Francisco Serraino para construção de um prédio para o grupo escolar, que somente bem mais tarde se concretizou no atual prédio da Escola “Cel. João Batista de Camargo Barros” à praça Tiradentes;

  • Em 19/4/1917 foi aprovada a verba de 150$000 (cento e cinqüenta mil reis) para construção de um coreto no Largo Santa Cruz atual Praça Tiradentes, onde as bandas musicais “Bom Jesus” e “São Benedito” fariam suas retretas dominicais e, se diga de passagem, por muitos anos tal se deu, pois o presente relator destes fatos em sua infância viu e ouviu as referidas apresentações musicais nos anos da década de 30 de 190O; no entanto a praça só passaria legalmente ao domínio publico com a doação da mesma feita pela Cúria Diocesana de Sorocaba, ao município, em 1934, sem que se tenha até o presente feita uma homenagem ao 1º doador André Honorato Alves falecido em 1899;

  • Em 25/4/1917 por escritura pública Ferdinando Zuliani e seus filhos e genros: Amábile casado com Carlo Alberto Paladini, Pedrina casada com Ângelo Tócchio, José casado com Ângela Alfredo, Albino casado com Isaura Raposo e Maria e Hermínio Zuliani, filhos impúberes, passam procuração ao procurador João Bismara, para tratar do inventário dos bens deixados pela falecida esposa, mãe e sogra: Maria Luiza Barrili;

  • Em 26/4/1917 por escritura pública João Gorga vende ao Sr. Bento Teixeira Pinto, filho de Adelaide Teixeira Pinto e José Teixeira Curto, estes portugueses, um hotel, prédio nº2 à Rua nº7, atual Rua Minas Gerais, no valor de 1:480$00 (um conto, quatrocentos e oitenta mil reis);

  • Em 12/5/1917 por escritura pública Antonio da Silva Pinto casado com Ana Sebastiana Vieira (Nhãna), herdeiros do pai e sogro Manoel da Silva Pinto falecido em 1892, um dos 4 irmãos SILVA PINTO que por aqui chegaram por volta de 1832, vendeu 15 alqueires de terra à margem esquerda do Rio dos Baltazares, atual dos Tomazellas, com a casa de morada, monjolo e demais benfeitorias; os compradores foram Alberto Párise e outros, pela importância de 6:000$000 (seis contos de reis); neste sitio foi sepultado Manoel da Silva Pinto, em 1892, terras onde se localizam hoje os Bºs Colina Verde, Jd. Párise, granjas e a “Cerâmica Sartori”;
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