Cronologia da História do Município de Conchas



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Em 24/5/1917 por escritura pública Joaquim Antunes de Oliveira Dias e sua mulher Floriana de Oliveira Dias, domiciliados na Capital, vendem aos irmãos Antonio, Manoel e Benedito da Silva Pinto, este menor impúbere, o sítio Bom Fim com 270 alqueires, casa de morada, paiol e cercado, situado no então Distrito de Bela Vista, atual Município de Porangaba; a referida propriedade tinha divisa com o Rio do Peixe, município de Tatuí, no valor de 15:000$000 (quinze contos de reis) que os vendedores houveram de Pedro Samuel Sbronabek, no Tabelião Gomes de Tatuí, por arrematação em hasta pública dos bens de Gertrudes Maria Conceição viúva de João Vieira Domingues Sebastião, irmã e tia dos compradores;

  • Em 02/6/1917, por escritura pública a Prefeitura de Conchas representada pelo seu primeiro prefeito Trajano Engler de Vasconcelos, adquiri de Antonia e Altina de Morais Barros, um terreno com uma velha casa de tábua com 10 m por 41m, à Rua nº1 atual Rua Rio de Janeiro, esquina com o Largo Santa Cruz, atual Praça Tiradentes, no valor de 750$000 (setecentos e cinqüenta mil reis), divisa pela praça com João Pedro de Arruda e pela Rua nº1 com Henrique Busnelli, imóveis que as vendedoras houveram por compra de Joaquim Rodrigues de Morais, sendo testemunhas: Manoel Diniz da Costa, este avô do nosso festejado artista plástico Luiz Cassemiro Diniz, e Joaquim Ferraz da Trindade; nesta esquina o honesto boiadeiro Francisco Silva construiu a bela casa que lá está, entregue aos seus credores por ocasião de sua falência, por volta de 1938;

  • Em 06/6/1917 por escritura pública Francisco Fieri casado com Catarina Brazi, em avanço de legítima, faz doação de 2,5 alq. de terra no valor de 500$000 (quinhentos mil reis), no Bº dos Lopes, ao filho Luiz Fieri pai de Joanim Fieri empresário da linha de ônibus entre Conchas e Laranjal, na década de 1940;

  • Em 09/6/1917 por escritura pública a Câmara Municipal de Conchas representada pelo Vice-Prefeito Marcolino Rodrigues de Morais, avô do nosso conhecido Maurício de Morais Barros, compra de Henrique Busnelli, solteiro, comerciante nesta cidade, terreno havido de Pedro Toriatti no valor de 340$000 (trezentos e quarenta mil reis), sito à Rua nº1, atual Rio de Janeiro, iniciando na erquina com a Rua nº 8 atual Rua Pernambuco, pelo lado direito de quem vem da Estação, uma faixa de 43 metros por 6 metros de largura, para alinhamento e alargamento da Rua Rio de Janeiro;

  • Em 12/6/1917 por escritura pública Vicente Gomes da Silva e sua mulher Madalena Maria da Conceição vendem ao comprador Antonio Gomes Pinto, um terreno, parte ideal de um sítio de 88 alqueires, no Bº da Sesmaria Bonilha, no valor de 500$000 (quinhentos mil reis), que houveram por herança do finado pai e sogro: Vitoriano Ignácio Pires;

  • Em 15/6/1917 o então Largo Santa Cruz atual Praça Tiradentes, com exceção da Capela de Santa Cruz atual São Benedito construída 2º contrato feito em 04/10/1897, e a casa em construção na esquina da Rua Mato Grosso com Rua São Paulo, comprada mais tarde do Capitão José Quintino de Freitas e sua mulher Rosalina Pereira de Freitas, por Delfino Ignácio Pires, não tinha à sua volta construção nenhuma;

  • Em 04/7/1917 por escritura pública a Câmara Municipal de Conchas compra de Fermiana Maria da Silva Pinto viúva de João da Silva Pinto Jr. falecido em 1911, uma faixa de terreno no valor de 200$000 (duzentos mil reis), medindo 70,5 metros por 3,0 metros de largura, à Rua nº1 atual Rua Rio de Janeiro, esquina com a Rua Minas Gerais atual Calçadão, tendo divisa com terreno de Constantino Simone no outro estremo da mesma Rua Rio de Janeiro, perto da Estação;

  • Em 12/7/1917 por escritura pública Maria Cecília de Morais viúva de Manoel da Silva Pinto falecido em 1892, no Bº dos Silva, vende ao Sr. Carlos Fieri 10 alqueires de terra no Bº dos Silva, no valor de 3.000$000 (três contos de reis), divisa com Francisco Martins Teles, João Tomazella e irmãos de Ângelo Párise;

  • Em 22/8/1917 por escritura pública o Sr. Delfino Ignácio Pires, que assumiria a vereança em Conchas em 21/02/1921, filho de Antonio Ignácio Pires este avô do Dr. Virgílio Martins de Souza, contratou o profissional Hermano Augusto Correa para terminar por 500$000 (quinhentos mil reis) a casa que comprara em construção, em 15/6/1917, do Capitão José Quintino de Freitas e sua mulher Rosalina; aparece como testemunha Antonio Bismara; nesta casa à Rua São Paulo esquina com a Rua Mato Grosso, à Praça Tiradentes, à direita no sentido de quem vem da Rodovia Marechal Rondon, o Sr Delfino com D.Presciliana moraram por muitos anos sem deixarem descendentes

  • Em 03/10/1917 por escritura publica Marcolino Rodrigues de Morais avô do nosso Prefeito seu homônimo, adquire de Maria Antonia de Morais viúva de João da Silva Pinto falecido em 1892, uma casa à Rua São Paulo sob então nº35, de morada e negócio, onde tinha seu escritório o negociante de madeira João da Silva Pinto Jr. falecido em 1911, com quintal medindo 20 braças de fundo para a Rua Rio de Janeiro, casa e terreno que herdara do filho, no valor de 3:000$000 (três contos de reis);

  • Em 27/10/1917 por escritura pública o Sr. Bento José Soares residente em São Carlos, vende aos Srs. Alexandre Elias e Calixto José uma fazenda de café no Morro Azul, com 170 alq. de terra, 35 mil pés de café formados, confrontando, dentre outros com Geraldino Ferraz da Silveira, este sogro de Helena Maimone, no valor de 20:000$000 (vinte contos de reis) sendo 5 contos de entrada e o restante pelo prazo de um ano vencendo juros de 10% ao ano;

  • Em 31/10/1917 por escritura pública João Ignácio Pires filho de Antonio Ignácio Pires e Joaquina Maria de Jesus, adquirem de José Alves Arruda 38 alqueires de terra no Bº do Cardoso, por 2:000$000 (dois contos de reis), tendo divisa com Manoel Maria de Assunção e João Cipriano da Rosa;

  • Em 1917 Luiz Jorge, Amim Jorge e Paulo Jorge eram negociantes estabelecidos nesta cidade e proprietários de terras em Salgado, atual Juquiratiba;

  • Em 05/11/1917, em sessão da Câmara Municipal, foi aprovada a denominação das ruas, até então numeradas, que passaram a se chamar: a nº1 passou a ser Rio de Janeiro; a nº2 São Paulo; a nº3 Ceará; a nº4 Paraná; a nº5 Maranhão; a nº6 Paraíba; a nº7 Minas Gerais; a nº8 Pernambuco; a nº9 Pará; a nº10 Amazonas e a nova Rua recém aberta, Mato Grosso, esta rua atual é continuação da Estrada que vinha de Pereiras e Laranjal, passando pelo Bairro dos Silva, pela Capela da Stª Cruz, atual São Benedito, na atual Praça Tiradentes, esta antes Largo Santa Cruz, seguindo em direção ao que se dizia ser o rumo ao Paraguai, em terrenos desapropriados do Sr. Alexandre José e Claudino da Silva Pinto; outra rua nova que passou a se chamar Goiás, partia da então Cadeia esquina com a rua Rio de Janeiro, pelo lado de cima, seguindo paralela à rua Mato Grosso até a Rua dos Escoteiros, atual Bahia, em terrenos em parte do Sr. Albino da Silva Pinto; a Praça da Matriz , enfrente da 1a igreja, passou a se denominar Praça Municipal; o Largo Stª Cruz passou a se chamar Praça Tiradentes;

  • Em 1917, por escritura pública, o Sr. Bento Teixeira Pinto filho da portuguesa D. Adelaide Teixeira Pinto nossa 1ª Agente do Correio local, vende para Maria Branca Batista um hotel, prédio nº1 da Rua nº7, atual Rua Minas Gerais, no valor de 1:000$000 (um conto de reis), adquirido de João Gorga, onde funcionou o antigo “Hotel do Pinto”, mais tarde demolido, sendo construído na esquina com a Rua Rio de Janeiro, um prédio especialmente para hotel, o “Hotel Conchas”, de saudosa memória; atualmente no local está uma casa comercial de material para construção, “O Esquinão”;

  • Em 20/11/1917 José da Silva Coelho, natural de Leirias, Freguesia dos Milagres, em Portugal, de onde teria vindo ha 18 anos, reside em Conchas com casa comercial;

  • Em 20/11/1917, por escritura pública, Calixto José e sua mulher Maria Chaguri vendem à Igreja Presbiteriana Independente de Bela Vista de Tatuí, representada pelo presbítero Francisco Novais, por 414$000 (quatrocentos e quatorze mil reis), um terreno medindo 13,30 metros de frente para a atual Praça Tiradentes, à Rua Goiás, por 60 metros da frente aos fundos, confrontando dos lados com João Pedro de Arruda e Joaquina Maria das Dores, esta bisavó de Nélson Malheiro, viúva de Antonio Ignácio Pires, nos fundos com Honorata Rodrigues de Camargo, dentre outros; aí funcionou tal igreja em prédio próprio tendo grade de ferro pela frente;

  • Em 27/11/1917, por escritura pública, foi feito um contrato de carreira de cavalo, cujo evento dar-se-ia na raia do Campo dos Martins, entre João Miguel Caram, com o cavalo “Valente” montado por Pedro Belo, e Otaviano Leite Gonçalves com o cavalo “Baínho” montado por Antonio Cipriano Franco, valendo a aposta 2:000$000 (dois contos de reis), sendo juízes o Professor Theodomiro Ribeiro, genro de Luiz Locchi e pai da famosa poeta conchense DORA FERREIRA DA SILVA, e Manoel da Silva Pinto “Maneco” filho de Manoel da Silva Pinto, este falecido em 1892, no Bº dos Silva, um dos quatro irmãos SILVA PIN TO ;

  • Em 20/12/1917, por escritura pública de hipoteca reconhecendo dívida, Alexandre José credor de “Vergílio Queiroz e Cia” recebe da mesma firma em hipoteca, como garantia, no valor de 15:000$000 (quinze cotos de reis), vencendo juros de 1% ao mês pelo prazo de 2 (dois) anos, uma fazenda de criação e cultura de café, com 280 alqueires de terra, casa de morada, paiol, na Sesmaria Bonilha, havida por compra de Augusto Manoel Correa de Toledo;

  • Em 05/01/918 em ata da Câmara Municipal consta um pedido de aumento de vencimentos, tendo sido atendido com a gratificação de 15$000 (quinze mil reis), o Sr. Manoel Diniz da Costa, administrador do cemitério local, avô do nosso festejado pintor primitivista Prof. Luiz Cassemiro de Oliveira; foi também criado o Cemitério da então Estação de Salgado hoje nosso Distrito de Juquiratiba; também foi aceita a doação de terreno de 30 m x 30 m à Rua Rio de Janeiro, esquina com a Goiás, feita por Trajano Engler de Vsconcelos para construção de prédio para Cadeia, que foi doado ao Estado, onde hoje fica o Centro de Saúde;

  • Em 17/01/1918, por escritura pública de compra e venda, o Sr. João Miguel Caram adquiri por compra de Francisco Venâncio de Almeida, por 500$00(quinhentos mil reis), a casa então nº 48 da Rua nº 2, atual Rua São Paulo, com terreno medindo cinco braças de frente por 20 braças de fundo;

  • Em 19/01/1918, por escritura pública, Delfino Ignácio Pires, que se tornaria em 07/4/1921 vereador da Câmara Municipal de Conchas, filho de Antonio Ignácio Pires falecido em 1909, este sendo avô do Dr. Vergílio Martins de Souza, compra do capitão José Quintino de Freitas no valor de 1:500$000 (um conto e quinhentos mil reis), uma casa em construção no Largo da Santa Cruz, atual Praça Tiradentes, esquina da Rua São Paulo com a Rua Mato Grosso, terreno de 26 metros por 44 metros, terreno que o vendedor houve de Benedito Custódio de Almeida;

  • Em 01/02/1918, por escritura pública, Trajano Engler de Vasconcelos passa à Prefeitura de Conchas, representado pelo procurador em causa própria, Alexandre José, um terreno para cadeia pública, de 30 metros por 30 metros, esquina da Rua Rio de Janeiro com a Rua Goiás, no valor de 2:000$000 (dois contos de reis), cuja escritura passando ao Governo do Estado foi lavrada em 04/02/1918;

  • Em 11/3/1918 tomou posse e exerceu a vereança por dois anos o Sr. Joaquim Mendes Gonçalves; este senhor é bisavô do Sr. Nélson Malheiro e da D. Maria Mendes conhecida na cidade pelo excelente sorvete que faz, neta de José Mendes Gonçalves e Francisca da Silva; o referido vereador aos 82 anos de idade foi vítima de um latrocínio no dia 15/3/1932; degolaram-no e jamais se soube quem foi o criminoso; era proprietário de 100 (cem) alqueires de terras à margem direita e esquerda do Ribeirão das Conchas, na altura da Serrinha e Estação de Pereiras, pai de Benedito Mendes Gonçalves este um dos primeiros professores normalistas e cirurgiões dentistas formados em Itapetininga, em 1905, juntamente com seu primo Prof. Vital da Palma e Silva irmão do Pe João Batista da Palma, filhos de Francisco Antonio da Palma e Maria Emília Bueno, um dos fundadores AFPESP;

  • Em 19/3/1918 o Sr. João Miguel Caram passa procuração ao Sr. João Silvério para arrendar em seu nome, o botequim da estrada de ferro sorocabana, em Conchas; este botequim por alguns anos foi arrendado por Jorge Zacarias e D. Maria, pais de César, Davi e Eduardo casados, e de Ana, Aparecida e Matilde falecidas solteiras, esta última em 2005;

  • Em 20/3/1918 o Sr. Gregório Marcos Garcia desembarca no Porto de Santos, procedente da Espanha; era natural de Carrizo, em 05/12/1895, Província espanhola de Léon, filho de Manuel Marcos e Maria Antonia Garcia; ao chegar em Conchas passou a trabalhar no comércio de aves e ovos com Josefa Rodrigues Garcia, viúva de Estevão Garcia falecido na Espanha em 02/9/1913, com o qual aqui residiu por vários anos; o Sr. Gregório dedicado ao trabalho se mostrou progressista, um bom negociante, bem aplicando suas poupanças em imóveis, tornando-se logo sócio de D. Josefa na firma “Rodrigues e Marcos”, que se desfez de acordo com contrato público lavrado em 10/12/1925; casou-se com D. Emília Guarino tendo os seguintes filhos: Profª Maria viúva do Engenheiro Agrônomo Manoel Tavares de Almeida; Dr. José Procurador de Justiça casado com a Profª Maria Evangelina Leme; Dr. Antonio advogado casado com a Profª Julieta de Oliveira; Dr. Leonardo Procurador de Justiça casado com a Profª Carima Caram; Manoel, conhecido por “Lelo”, suicida, falecido solteiro com 21 anos de idade e Mercedes falecida com apenas 10 meses de vida;

  • Em 1918 o preço da arrouba de algodão em Conchas era 15$00 (quinze mil reis), por arroba, fazendo de fato jus ao nome de ouro branco;

  • Em 1918 funcionou na Rua Paraná antiga nº4, atual Sargento Afonso de Simone Neto, a 2ª Escola Masculina Municipal de primeiras letras da cidade, sendo professor o Sr. Teodomiro Ribeiro, pai de Dora Ferreira da Silva, nossa conterrânea, poeta das maiores do Brasil falecida em 06/4/2006, com 88 anos, na capital de São Paulo onde residia;

  • Em 05/6/1918 o Sr. Alexandre José e Irmãos oferecem terreno, com condição de isenção de alguns impostos, para abertura da atual Rua Bahia, inicialmente chamada dos Escoteiros, paralela à Rua São Paulo, partindo da Rua Minas Gerais, passando pela Rua Mato Grosso até encontrar o terreno e porteira do Sr. Claudino da Silva Pinto, antiga entrada de quem vinha de Pereiras;

  • Em 06/6/1918, por escritura pública, o Sr. Antonio Bismara vende, por 30:000$000 (trinta contos de reis), ao Sr. João Perizzotto, a Fazenda São Pedro de sua propriedade, área de 35 alqueires com 22 mil pés de café, no Bº do Baguari;

  • Em 01/7/1918 nasce em uma casa da Rua São Paulo, em Conchas, Dora Ferreira da Silva filha do Prof. Teodomiro Ribeiro, falecido em 1919, nosso Juiz de Paz, e da Profª Ema Locchi; formou-se professora pela Escola Normal “Caetano de Campos” na Praça da República, em São Paulo, tornando-se uma das maiores poetas do Brasil; foi ensaísta primorosa e exímia tradutora, havendo se notabilizado pelas versões do alemão para o português, dos poemas do imortal poeta lírico alemão Rainer Maria Rilke (1875-1926), além dos clássicos Holderlin, Sant-John Perse, Ângelus Silesius, San Juan de La Cruz e Novalis; dos poetas contemporâneos é a mais destacada do Brasil, sendo sua poesia traduzida e publicada em diversas línguas e que, com a publicação de “Obras Reunidas”, enfeixando oito livros de poesias, foi agraciada pela ABL com a “Medalha Machado de Assis”, no ano 2000, e com o prêmio Jabuti por três vezes, sendo o mais recente em 2005 com o livro de poesias: “Hídrias”; faleceu em São Paulo no dia 06/4/2006, lúcida, ainda produzindo seus versos imortais, para glória da literatura nacional e da nossa desmemoriada cidade de Conchas, que sua posteridade esperamos haverá de reconhecer e festejá-la, também;

  • Em 05/7/1918 o Dr. Etelvino Cortez, como Inspetor Sanitário e Médico Escolar e depois nosso Prefeito, inicialmente assustado com a dívida municipal, levanta o problema do saneamento básico em nossa cidade, oferecendo gratuitamente seus serviços profissionais; infelizmente desde o início descuramos dessa infra-estrutura, umas das razões do nosso atraso, levando-nos a ficar atrás dos mais novos municípios, na marcha do progresso;

  • Em 24/7/1918 houve inventário por falecimento de Benedito Lopes de Morais, filho de Salvador Lopes de Morais e Senhorinha Lopes de Morais, neto de João Lopes de Morais falecido em 27/4/1894, e Ana Maria de Oliveira, deixando os seguintes filhos: Rosa, Laura, Gertrudes, Leopoldina, João, Antonio, Maria da Conceição, Placidina e Flanklim;

  • Em 06/8/1918 houve o inventário judicial, por falecimento de Carlo Alberto Paladine, partilhando bens deixados à viúva D. Amábile Zuliani e aos filhos menores: Joana, Ítalo, Antonio, Hermínio, Elvira e Hermínia;

  • Em 1918 Manoel Maria Cação, português, cuja mulher foi a 1a. Agente do Correio no nosso então Distrito de Salgado, atual Juquiratiba, comprou terreno na povoação;

  • Em 08/8/1918, por escritura pública, o Sr. Albino da Silva Pinto firma contrato com o construtor Domingos Strongoli, domiciliado em Sorocaba, para construir a casa à Rua São Paulo esquina com a Rua Goiás, no valor de 7:000$000 (sete contos de reis); prédio este que seus herdeiros em 17/5/1934, após seu falecimento em 1933, venderam ao Sr. Gregório Marcos Garcia no valor de 9:000$000 (nove contos de reis);

  • Em 29/8/1918, por escritura pública, a Comissão encarregada da construção da nova matriz do Senhor Bom Jesus de Conchas, tendo como presidente o major Trajano Engler de Vasconcelos, contrata a mão de obra de alvenaria do referido prédio, com o construtor João Passarelli, residente em Sorocaba, no valor de 5:760$000 (cinco contos setecentos e sessenta mil reis);

  • Em 04/9/1918 através de escritura pública Otaviano Leite Gonçalves e Maria Augusta de Oliveira, residentes em São Paulo, vendem por 65:000$000, (sessenta e cinco contos), para os Srs. Cristino Gonçalves e José Gonçalves, residentes em São Roque, que se tornariam os maiores pecuaristas do nosso município, a Fazenda “Baguary” com 700 (setecentos) alqueires de terra contendo casa de morada, abrangendo a barra do Ribeirão da Jibóia e subindo pelo mesmo 950 braças, em divisas com Joaquim Serafim, Deolinda Custódio e Agostinho Scalise, nas margens do Tietê, subindo pelo mesmo até o Ribeirão das Anhumas, em direção até uma porteira para Piracicaba;

  • Em 09/9/1918, por escritura pública, D. Fermiana Maria da Silva Pinto, viúva de João da Silva Pinto Jr falecido em 1911, arrenda sua olaria à Comissão encarregada da construção da Igreja Matriz de Conchas, por 2(dois) anos, por 1:600$000 (um conto e seiscentos mil reis);

  • Em 11/9/1918, por escritura pública, Felício Antonio vende ao Sr. José Vieira da Silva a metade do seu sito, no varjão do Rio Tietê com área de 36 alqueires, no valor de 3:000$000 (três contos de reis);

  • Em 20/3/1919 a Câmara Municipal aprova o contrato registrado em cartório, em que o libanês Alexandre José, capitalista empreendedor, vindo de São Paulo e residente em Conchas, comprometia-se a construir à rua Minas Gerais, canto da rua dos Escoteiros atual rua Bahia, em seu terreno e com recursos próprios, um prédio para as escolas reunidas, no prazo de 5(cinco) meses, obrigando-se a municipalidade a pagar-lhe por 5(cinco anos) juros de 10% ao ano, sobre o capital empregado na referida construção, passando depois o prédio ao domínio público; foi aprovado também o pedido de autorização para o jornal “A Ordem” , de Marcelo Longhi, devendo publicar os atos oficiais do município; foi registrado o falecimento do nosso 1º Juiz de Paz, ainda jovem, o professor Theodomiro Ribeiro, ardente batalhador pelo nosso progresso, casado com Ema Locchi, irmão da Profª Carolina Ribeiro que chegou a ser Secretária da Educação do nosso Estado;

  • Em 02/5/1919 a Farmácia Engler e a casa nº7 da Rua Rio de janeiro, esquina com Rua Pernambuco, de Trajano Engler de Vasconcelos, foram vendidas para João Amâncio de Oliveira por 9:000$000 (nove contos de reis) e este as vendeu a Vitoriano Gusmão que, depois como proprietário arrendou por 10 anos, por 2:160$000 (dois conto cento e sessenta mil reis) para o farmacêutico Jonas Roberto de Oliveira Leite, este genro de Antonio Serraino, que se mudando para a Rua São Paulo, centro da cidade, ali montando outra farmácia, cujos móveis ainda são os mesmos, permaneceu por toda a sua vida profissional, dedicado ao seu nobre mister; registre-se que com a venda de sua farmácia o nosso 1º Prefeito deixou a cidade o que, de uma certa forma, tendo vários lotes de terras na cidade e estar em evidência política, no recém criado município, demonstra sua descrença em nosso progresso que seria de fato, na expressão popular, “um fogo de palha”;

  • Em 20/5/1919 Salvador do Amaral Camargo, como presidente do Templo Evangélico Presbiteriano, sito à Rua São Paulo ao lado da casa de morada e comercial do Sr. Antonio Felício, pai, contratou com Antonio Urbano de Pádua Mello, por 7:500$000 (sete contos e quinhentos mil reis) a construção do prédio onde se acha o atual templo à rua Goiás, esquina com a rua Bahia, medindo o terreno 13,50 m x 50,00m;

  • Em 12/7/1919 o Sr. Albino da Silva Pinto e sua mulher Maria Mendes Gonçalves, avós de Nélson Malheiro, conforme escritura pública lavrada em Conchas, adquirem de Alexandre José e sua mulher Cadra Alexandre um terreno medindo 40,70 metros de frente para a Rua dos Escoteiros, atual Rua Bahia, por 37,70 metros de fundo, dividindo de um lado com o vendedor e de outro lado com o comprador à Rua Goiás, no valor de 1:400$000 (um conto e quatrocentos mil reis);

  • Em 18/8/1919 por escritura pública de compra e venda o Sr.Fraterno de Mello Almada, Escrivão de Paz e Oficial de Justiça, e sua mulher Francisca Alves Almada vendem ao Sr. Francisco Atanázio, por 800$000 (oitocentos mil reis), um terreno sito à Rua São Paulo, medindo 7 metros de frente por 44 metros da frente ao fundo, divisa ao lado direito com Manoel Abud e nos fundos com terreno de Alexandre Elias na Rua Bahia;

  • Em 03/10/1919 o Sr. Cantidiano Alves Lima e sua mulher D. Gertrudes Teixeira Lima adquiriram 150 alqueires de terra de Maria Augusta da Cruz que houve, por arrematação em hasta pública, de José Correa de Toledo, por 20:000$000 (vinte contos de reis), terras da sesmaria Bonilha;

  • Em 1920 casam-se Sebastião Frank e Altina de Morais Barros; ele filho de Floriano Frank e Elisa Frank Valico, e ela filha de Marcolino Rodrigues de Morais e Ana Benedita, avós do Maurício de Morais Barros;

  • Em 1920 casaram-se, o farmacêutico José Gorga e a professora Erotilde Ferreira de Oliveira, ele com 24 anos, natural de Rio Feio, atual Porangaba, tendo sido prefeito de CONCHAS por vários anos do Estado Novo implantado em 1937, e ela com 20 anos natural de São Manoel, professora emérita do nosso antigo Grupo Escolar;

  • Em 1920 Francisco José Raposo, sitiante, vulgo Chico Raposo, sofreu um atentado à bala sitiante, o mesmo crescera junto à família do Sr. Benedito Raposo, este vindo a ser Vereador e Presidente, sessão do dia 15/01/1926, da nossa Câmara municipal;

  • Em 1920 funcionava em Conchas o Hotel Guimarães de Justino Marques Guimarães, que também teve nos anos 30 uma famosa confeitaria `Rua São Paulo, mais tarde dirigida pelo seu neto Geraldo, futuro engenheiro agrônomo formado em Piracicaba;
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