Cronologia da História do Município de Conchas



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Em 03/01/1920, de acordo com óbito registrado no Cartório de Registro Civil de Conchas, às 13, oo hs. desse dia, faleceu o Cel. João Batista de Camargo Barros, com 78 anos de idade, em sua residência, casa então sob o nº21 á Rua São Paulo; natural de Una, SP, filho legítimo de Bento Leme de Campos e Clara Leme de Campos, deixando os filhos: Maximiano com 58 anos, Ana com 52 anos e Cesário com 50 anos; grande benemérito da nossa cidade, membro da C0MISSÃO PROMOTORA DE MELHORAMENTOS LOCAIS, em 1897, formada pelos 6(seis) casais mais influentes da então comunidade conchense, em seus primórdios;

  • Em 1920 contratam casamento Antonio Sebastião de Queiroz e Andradina Éster de Barros, ele filho de Virgílio de Figueiredo Queiroz e Francelina Gonçalves Queiroz, residentes na Fazenda Stª Virgínia; ela filha de Marcolino Rodrigues de Morais e Ana Benedita de Morais residentes na cidade de Conchas;

  • Em 1920 a Câmara Municipal passa a funcionar em prédio alugado da viúva do Sr. Frederico Albano, sendo o aluguel de 25$000 (vinte e cinco mil reis) por mês;

  • Em 1920 casaram-se Jonas Roberto de Oliveira Leite e Hermelinda Serraíno, ele farmacêutico natural de Espírito Santo do Pinhal, em 27/3/1894, filho de João Amâncio de Oliveira e Salvina de Oliveira Leite; ela natural de Conchas em 12/5/1901, filha de Francisco Serraíno e Rosinha Grossi Serraíno;

  • Em 07/01/1920 foi aprovado o Orçamento Municipal para o ano em curso sendo de 31:600$000 (trinta e seis contos e seiscentos mil reis);

  • Em 1920 Conchas contava com um Atelier Fotográfico de Luiz Gorga, com tecnologia italiana, junto à farmácia Gorga;

  • Em 1920 casam-se José Bertaia natural de Conchas em 25/01/1899 e Maria Zuliani natural de Conchas em 09/01/1909, ele filho de Francisco Bertaia e Lavínia Falci, e ela filha de Ferdinando Zuliani e Maria Barrili Zuliani;

  • Em 23/02/1920, por edital publicado nessa data, contratam casamento: Pasqual Sarti natural de São Roque em 09/4/1901 e Paschoina Del Bem natural de Tietê em 07/4/1901, ele filho de Pedro Sarti e Ângela Donegá e ela filha de Santo Del Bem e Josefina Flanchin; deste matrimônio tivemos o conhecido Aléssio, Sarti, telegrafista da FAB e aviador que, apaixonado pelos modelos de aviões os construiu às dezenas, demonstrando ser também um primoroso artesão; em 13/6/2000, em exposição pública no LIONS CLUB, ocasião em que também os artistas e poetas conchenses foram homenageados, em praça pública, pela Prefeitura Municipal de Conchas, entregando-lhes troféus, no Governo do Prof. Miguel José Caram tendo como Secretária da Cultura a profª Lígia Lopes Párise, tivemos os referidos modelos de aviões, impressionantes pelos detalhes técnicos, causando admiração dos que tiveram a felicidade de apreciá-los, num verdadeiro documentário histórico expressivo da evolução da indústria aeronáutica mundial, obra artesanal de grande valor artístico e pedagógico; pena que não se tenha tornado um mostruário permanente, em museu municipal, para as novas gerações;

  • Em 06/3/1920 a Câmara Municipal de Conchas, na ata da sessão desse dia, registra a aprovação do perímetro urbano da sede do município, sendo o seguinte: “partindo da casa de Ernesto Faccioto, Rua Paraná até estrada que segue ao Moquém, descendo por ela até o prédio paroquial, fazendo quadra desce até Rua Minas Gerais, sobe 250 braças e desce até a Rua dos Escoteiros, subindo até a porteira do Claudino da Silva Pinto, voltando até a Rua Mato Grosso, Praça Tiradentes, fazendo quadra com a casa de Sebastião Manoel de Souza (fogueteiro), seguindo até a estrada de ferro, voltando pela estrada que vem do Baguari até a Rua Minas Gerais, subindo até a Rua Pará”; registra ainda o pedido de isenção de impostos, para as suas atividades, do fogueteiro Sebastião Manoel de Souza; Ernesto Faciotto foi casado com Virgínia Scudler, sendo pais do conhecido mecânico Gaudêncio casado com Elza Guarino;

  • Em 25/3/1920 foi publicado o proclama do casamento de Benjamin Álvares Torres, pedreiro, natural da Espanha em 22/11/1894, com Virgínia Serafin natural de Pereiras, em 06/4/1898, ele filho de Manoel Álvares e Belarmina Torres, e ela filha de Benjamin Serafin e Ângela Merlin; Benjamim foi um exemplo de pedreiro competente e dedicado ao seu ofício, sem falta, nos dias de 2ª a sábado, até o meio dia deste, quando se entregava ao vício da bebida, perambulando pelas ruas, até cair, sem que a família o pudesse impedir; era um alcoólatra inveterado;

  • Em 25/3/1920, por escritura pública de doação gratuita no valor de 60:000$000 (sessenta contos de reis), Joaquim Mendes Gonçalves, ex-vereador da Câmara Municipal de Conchas empossado 24/02/1918, trucidado em 15/3/1932 em um latrocínio até hoje não desvendado, e sua mulher Cândida Emília Bueno, tia do Pe.João Batista da Palma, doam aos seus sete filhos: Benedito, Maria, Felicidade, Joaquim, José, Francisco e Ana, o Sítio da Invernada, com 100 alqueires de terra no Bº dos Silva, junto ao Rio das Conchas, espigão da Serrinha onde margeando o rio passa a estrada de ferro, divisas com : Álvaro Domingues Branco, Acácio e Antonia da Silva, Antonio Sulino, herdeiros de Joaquim Rodrigues da Paz e Joaquina Nogueira da Paz, Gertrudes Fortunata e Albino da Silva Pinto;

  • Em 28/3/1920 foi lançada a pedra fundamental do 2º prédio da Igreja do Senhor Bom Jesus de Conchas, inaugurada em 1931, embora sem terminar a imponente torre que a destacava na paisagem urbana; pudemos constatar tal fato em fotografia tirada por ocasião do funeral do nosso herói de 1932, Afonsino De Simone Neto;

  • Em 04/4/1920 faleceu o Sr. Francisco Martins Telles, natural de Porto Feliz, SP, filho de Geraldo Martins Telles e Hermenegilda Maria de Morais; Francisco casou-se, em 1887, com sua prima Amélia Romano da Silva Pinto, esta batizada na matriz de Sorocaba em 02/9/1858, filha mais velha de Manoel da Silva Pinto, este falecido com varíola em 1892, e Maria Cecília de Morais; Amélia Romano da Silva Pinto faleceu em 06/01/1941, com 84 anos, no Bº dos Aflitos, município de Conchas, deixando os filhos: Maria com 34 anos, Francisca com 32 anos, João com 24 anos e Geraldo com 22 anos;

  • Em 04/4/1920 o jornal “A Ordem” do município de Conchas, em o seu número 54, ano II de circulação, em suas Pequenas Notas, noticia que estavam sendo chamados por citação todos os condôminos da sesmaria “Baguary”, neste município, para divisão da mesma;

  • Em 14/4/1920 o jornal “A Ordem” publica o desenho artístico do 2º prédio da Igreja do Senhor Bom Jesus de Conchas, com sua imponente torre, cuja pedra fundamental foi lançada em 28/3/1920 e o seu relógio mecânico, doado pelo Sr. Antonio Baroni, foi instalado nos dias de 4 à 08/7/1926, sendo o serviço contratado por 500$000(quinhentos mil reis);

  • A partir de 01/5/1920, nomeada pela Câmara Municipal de Conchas, passou a exercer o cargo de Professora, da Escola da Estação de Pereiras, a professora Albertina Amaral; também foi nomeado para uma escola municipal de Salgado, atual Juquiratiba, o professor Olympio da Silva Portella;

  • Em ata de 27/5/1920, da Câmara Municipal”, consta a apresentação de um projeto de lei instituindo o ensino primário obrigatório em nosso município, prevendo multa para quem deixasse de matricular o dependente menor, sem justa causa prevista em lei;

  • Em 22/6/1920, por escritura pública de compra e venda, Pedro Ciomei e sua mulher Catherina Sisti, residente na Itália, por procuração ao marido, vendem casa assobradada, então Sob nº18 à Rua São Paulo, com três portas à frente, embaixo, com três janelas em cima, pelo lado esquerdo com divisa com a casa sob nº17 de Pasqual Barone (avô), com portão de entrada por um corredor, fundos para a estrada de ferro, adquirida de João Batista de Camargo Barros cujo terreno medindo 9,70 metros de frente foi adquirido de José Patton em 1908, atual sobrado dos Gorga, no valor de 5:000$000 (cinco contos de reis);

  • Em 16/7/1920, por escritura pública, Vicente Simoni compra o sítio Itaúna, no Morro Azul, com 120 alqueires de terra, com plantação de café, por 35:000$000 (trinta e cinco contos de reis);

  • Em 1920, por escritura publica de compra e venda, Pedro Ciomei e sua mulher Catherina Sisti, vendem ao Sr. Manoel Abud e Filhos, por 9:000$000 (nove contos de reis) casa à Rua São Paulo sob então nº42, esquina com Minas Gerais, terreno de 11,50 metros de frente por 44,70 metros da frente ao fundo;

  • Em 1920 estima-se pequena a safra de algodão, em nosso município, em conseqüência não só da praga da lagarta curuquerê, mas ainda da chuva de granizo que caiu sobre a nossa região;

  • Em 1920 o Cartório de Registro Civil ficava no prédio nº 67, à Rua São Paulo esquina com a Rua Minas Gerais, onde morou o então Oficial de Registro Civil Sr. João Alves Correa casado com a Profª Ester, e mais recentemente o Sr. Miguel Chaguri;

  • Em 1920 casam-se Amadeu Biagioni, natural da Itália em 18/3/1899, proprietário do Hotel Biagioni, e Joana Laurenti natural de Conchas em 23/6/1903, ele filho de Luiz Biagioni e Palmira Biagioni; ela filha de Batista Laurenti e Maria Fiorella;

  • Em 01/8/1920 o jornal “A Gazeta de Conchas” noticia que o Sr. José Matheus Teixeira Curto, ou Pinto, portugês, casado com Adelaide Teixeira Pinto, também portuguesa, 1ª Agente do Correio local, põe à venda seu estabelecimento de secos e molhados à Rua São Paulo, e anuncia a mudança da Agência do Correio para o prédio novo, de sua propriedade, à Rua Rio de Janeiro, onde de fato funcionou a Agência Postal, depois um laticínio e hoje é depósito da casa de material de construção, “O Esquinão”, este na esquina das Ruas Rio de Janeiro e Minas Gerais; o referido senhor, em 24/9/1904, recebeu procuração de sua mulher falecida, em 04/7/1930, com 75 anos, em Conchas, em sua residência à Rua Rio de Janeiro, para vender ou alugar seus bens em Portugal; deixaram os filhos: Lindolfo, Ariano, Antonio, Demétrio e Amália, esta tendo sido professora da nossa: “Escolas Reunidas” e eleita, em 19/02/1922, 1ª Tesoureira da recém fundada Caixa Escolar da qual a Profª Benedita Alves Lima, no mesmo dia, foi eleita Vice-Presidente;

  • Em 1920 Conchas contavam com uma grande oficina de carpintaria e ferreiro, onde eram fabricados troles, carroças e carretelas, de propriedade do Sr. Genaro Regina; o Sr. José Raposo de Faria, pai do Capitão do Exército Nacional, Agêo Raposo de Faria, transporte de pessoas em troles ou os alugava com animais, para viagens;

  • Em 14/8/1920, por escritura pública, Maria Branca Batista, falecida em 28/9/1920 solteira, sem deixar bens, vende ao Sr, Ariano Teixeira Pinto, no valor de 7:000$00 (sete contos de reis), a casa então sob nº2 à Rua Rio de Janeiro esquina com a Rua Minas Gerias, de tijolos, com 8 (oito) frestas pela frente e 5 frestas ao lado, quintal à Rua Minas Gerais, enfrente ao prédio também de esquina, construído pelo Sr. Cantidiano Alves Lima, hoje de propriedade de D. Maria Fechina, viúva de Chicre Miguel Caram, onde está funcionando o Colégio Equilíbrio, atual nº117, à Rua Rio de Janeiro;

  • Em 1920 casaram-se, Mario Rodrigues de Moraes e D. Claudiana de Morais, ele natural de São Roque, em, 31/5/1887, residente em Conchas à Rua São Paulo, casa então sob nº30, filho de Marcolino Rodrigues de Moraes e D. Ana Benedita de Moraes, ela natural de Laranjal em 12/01/1891, filha de João Cardoso e D. Rosa Cardoso; pelo nascimento de Mario em São Roque em 31/5/1887, podemos entender que o Sr. Marcolino Rodrigues de Morais, com a família, só teriam vindo para o Bº da Estação das Conchas, depois de tal data, possivelmente viajando pelo trem de ferro, uma vez que em 21/7/1887 foi inaugurada nossa 1ª Estação Ferroviária;

  • Em 18/8/1920 o jornal “A Ordem” noticiava o aniversário natalício do estimado Narciso de Lara, soldado do destacamento policial local; também noticiava a instalação do circo de touros, na esquina da Rua Minas Gerais com a Rua Rio de Janeiro, fundos do armazém comercial do Sr. João Miguel Caram, em frente ao Hotel Conchas, este também na esquina em frente, da Rua Rio de Janeiro com a Rua Minas Gerais;

  • Em 1920 casam –se José Trevisan nascido em 30/6/1901 e Luiza Martins de Almeida nascida em 15/6/1900; ele filho de Máximo Trevisan e Maria Menigotto, e ela filha de Sérgio Martins de Almeida e Ana Maria dos Anjos;

  • Em 02/9/1920 o jornal “A Ordem”, da nossa cidade, publica que Josefa Rodrigues Garcia, comerciante de aves e ovos, teria mandado rezar, nessa data, missa de 7º aniversário pela morte de seu marido, Estevão Garcia, ocorrida na Espanha, tendo o mesmo morado em Conchas por alguns anos;

  • Em 06/9/1920 pela Lei Municipal nº 19 foi autorizado o Prefeito Municipal Sr. Virgílio Figueiredo Queiroz, a assinar o contrato que se deu em 29/10/1920, contendo 33 cláusulas, no valor de 165:000$000 (cento e sessenta e cinco contos de reis), vencendo 5:500$000 por ano, com a Companhia de Força e Luz de Tatuí, representa da pelo seu Diretor Gerente da mesma, Dr. Otávio de Morais, para fornecimento de luz e força elétricas para nossa cidade, por 30 anos, depois de ter havido concorrência pública, mas somente no dia 12/10/1922 foi inaugurado tal melhoramento, com subestação e escritório à Rua São Paulo na praça Tiradentes; antes do Sr. Paulo Crescíulo foi o 1º encarregado do serviço de eletricidade o Sr. João Carvalho, conhecido por Joãozinho da Luz, cujo filho Ubirajara foi Diretor de Grupo Escolar e casado com a Profa. Lourdes Urso, irmã do nosso conhecido e estimado Sr.Pedro Urso, recentemente falecido, serventuário de um dos nossos cartórios que aqui se radicou após a criação da comarca;

  • Em 24/12/1920, por edital publicado nesta data, ajustaram casamento: Delfino Ignácio Pires e Presciliana Rita das Dores, ele nascido em 21/4/1877, natural de Conchas, filho de Antonio Ignácio Pires falecido em 1909 e D Joaquina Amâncio Mariano; ela nascida em 08/8/1879 em Ribeira, SP, filha de Rita de Souza;

  • Em 1920 correu pelos jornais a notícia, alvissareira para Conchas, que o Brasil começara a exportar algodão para a Alemanha, devendo receber em troca medicamentos;

  • Em 1920 casaram-se Roque Casemiro Diniz, viúvo, e Ana Sebastiana, ele filho de Manoel Diniz da Costa, administrador do Cemitério de Conchas, e Gertrudes Ana Cândido;

  • Em 1920 o Sr. João Pedro de Arruda, que fora nosso prefeito e como músico teria organizado a Banda Musical Santa Cruz, em nossa cidade, vendia em um estabelecimento comercial à Praça Tiradentes, sementes de algodão desinfetadas para plantio;

  • Em 1920 a imprensa local noticiava a compra de algodão, em nossa cidade, em qualquer quantidade e pelo melhor preço, pela grande Sociedade Anônima SCARPA, a qual mais tarde, em 1922, arremataria em hasta pública a maquina Maria de Lourdes, de beneficiar algodão, pela importância de 20:100$000;

  • Em 1920 existiu junto à Farmácia Gorga um bar chamado “Ideal Clube”, onde eram servidos salgados e a grande novidade da época, bebida gelada;

  • Em 1920 houve um aumento de 20% dos impostos municipais sobre indústrias e profissões, causando grande celeuma entre os contribuintes, que o consideravam inconstitucional; esta ganância do nosso fisco municipal reforça a tese por nós defendida neste trabalho, de que os altos impostos municipais foram uma das causas do nosso fracasso industrial e conseqüente imobilismo urbano;

  • Em 1920 um grupo dramático local, que nos anos trinta alcançaria seu apogeu com a Profª Benedita Mariano e Pedrinho de Morais, encenou uma peça teatral, em três atos, intitulada: “Os Vampiros Sociais”, quem seriam eles naquela época;

  • Em 1920 já funcionavam as escolas dispersas pela cidade, no atual prédio à Rua Minas Gerais, esquina com a Rua Bahia, com a denominação de “Escolas Reunidas”, sob a direção do português Prof.Quintino Soares, local onde mais tarde passou a funcionar em 01/02/1925 o 1º Grupo Escolar de Conchas, criado pelo Estado e do qual foi seu 1º diretor o Prof. Licínio Alves Cruz; o referido Grupo Escolar passou a funcionar em prédio próprio à Praça Tiradentes em 17/8/1942;

  • Em 1920 o jornal “A Ordem”, de Conchas, publica artigo sobre o estado precário da nossa saúde pública, fazendo referência ao número elevado de óbitos, por infecção intestinal; pudemos notar, de acordo com os dados estatísticos, que os óbitos da população em geral, quase sempre chagavam a 50% dos nascimentos durante o ano;

  • Em 21/02/1921 apresentou-se à Câmara Municipal com o diploma de vereador e tomou posse, o Sr. Delfino Ignácio Pires, filho de Antonio Ignácio Pires que faleceu em 13/12/1909, com 67 anos, e de Joaquina Amâncio Mariano, pais das irmãs Rita e Gertrudes, estas sendo respectivamente, mãe e avó de Dr. Vergílio Martins de Souza e Nelson Malheiro;

  • Em 23/03/1921 consta na Ata da Câmara Municipal, a criação da função de Secretário da Prefeitura, de livre escolha do Sr. Prefeito, com polpudos vencimentos de 2:400$000 (dois contos e quatrocentos mil réis) anuais, quando um professor primário ganhava 50$000 (cinqüenta mil reis) por mês;

  • Em 07/4/1921 foi autorizado o Sr. Prefeito a contrair um empréstimo de até 150 contos de reis para aplicar no abastecimento de água para a cidade de Conchas, mas infelizmente embora tivéssemos favoráveis uma hidrografia e topografia, só ficamos nos planejamentos; que bom se nessa data tivéssemos conseguido tal melhoramento, com certeza teríamos progredido muito mais, evitando o êxodo dos primeiros empreendedores já descontentes com os impostos, e da população urbana, descontentes com a nossa infra-estrutura e excesso de pernilongos, estes proliferando em demasia depois da supressão do serviço do “Tigre” e aberturas de fossas para as privadas;

  • Em 05/9/1921 foi criado o imposto de 10$000(dez mil reis) anuais por cachorro solto no perímetro urbano, devendo os donos colocar coleiras com placas e focinheiras em seus animais; foi ainda comunicado aos Srs. Vereadores pelo Sr. Virgílio de Queiroz, que ao chegar à Câmara às 8,00 hs. do dia 22/8/1921 encontrou a porta arrombada, comunicando imediatamente o fato ao Dr. Euzébio Gomide Reichest, Delegado de Polícia hospedado no então Hotel Central;

  • Em 20/10/1921 foi aprovado o Orçamento Municipal de 34:100$000 (trinta e quatro contos e cem mil reis);

  • Em 21/11/1921 o vereador Delfino Ignácio Pires propôs, tendo em vista as péssimas condições em que se achava o prédio da Câmara Municipal, a mudança da mesma para o prédio então nº1 da rua Paraná, atual Rua Sargento Afonso de Simone Neto herói da Revolução Constitucionalista de 1932, com aluguel de 50$000 (cinqüenta mil reis), mais em conta; qual seria este prédio e quem o seu proprietário?;

  • Em 25/12/1921 o jornal “A Gazeta” de Conchas noticia que foram postas à venda: a máquina de beneficiar algodão, á Rua Amazonas nº4, a chácara onde a mesma se encontra com casas de morada, além da Casa Comercial à Rua São Paulo, esquina com a Rua Maranhão, propriedades da firma Pereira Ignácio e Cia; os interessados deveriam tratar com o contador oficial, diplomado: José Nogueira da Silva;

  • Em 1922 Henrique Busnelli, estabelecido com padaria à Rua Pernambuco, esquina com a Rua Rio de Janeiro, vendia pão fresco a $800 (oitocentos reis) o quilo;

  • Em 1922 casam-se José Mendes Gonçalves e Francisca da Silva, ele filho de Joaquim Mendes Gonçalves e Cândida Emília Bueno, ele natural de Pereiras, viúvo de Ana Maria da Palma falecida em 27/9/1920, filha de Anselmo Moreira da Palma e Ana Justina da Palma, esta irmã do Pe. Palma; ela Francisca da Silva filha de Leonel Rodrigues da Silva e Rita Maria de Jesus;

  • Em 1922 funcionou no então prédio nº 57 da Rua Paulo uma escola do Prof. Jorge de Castro, português, com os cursos: Preliminar ao Ginásio e Comercial; tal escola como podemos deduzir não prosperou, pois só bem mais tarde, em 1950, viemos ter o curso ginasial;

  • Em 1922, em nossos jornais da cidade, nota-se uma intensa propaganda comercial de loteamentos de terrenos agrícolas, nas regiões sendo desbravadas da noroeste e alta sorocabana e mais tarde do norte do Paraná, propiciando facilidades na aquisição dos mesmos; por certo não tendo promovido empreendimentos no momento oportuno do nosso sucesso agropecuário, em nossos anos de fronteira agrícola e pioneirismo, quais sejam água encanada, energia elétrica abundante e saneamento básico, não pudemos segurar as primeiras indústrias e incentivar novos investidores, perdendo assim não só as primeiras indústrias como também a mão de obra, para outras cidades progressistas, despovoando nosso município; quantas pessoas aqui formaram seu capital e foram aplicá-lo em outras plagas;

  • Em 12/02/1922 o jornal local “A Ordem”, sendo seu Diretor e proprietário Antonio Falcão, defendia a política do grupo “barrista”, do Cel. J.B. de Camargo Barros, contra os opositores “arrudistas”, liderado por João Pedro de Arruda, formando verdadeiras hostes que se digladiavam pelos jornais, o tempo todo, sem resolverem unidos os problemas cruciantes da população, água encanada e saneamento básico, publicava o texto: “O abastecimento de água” que iniciava assim: “Conchas, esta próspera cidade, centro d’uma região ubérrima, cujo desenvolvimento industrial e agrícola mereceu, um dia, de Sua Excia o Presidente do Estado, destacada referência, em importante documento oficial, está em vias de dotar-se de um grande melhoramento que há de influir consideravelmente em seus ulteriores progressos. De facto a falta de conveniente água potável tem motivado, talvez, uma menor afluência de braços à nossa terra, que pode ser campo vasto de mil atividades que, bem orientadas, terão triunfo certo.”; os prognósticos acima não se confirmaram porque, como ainda hoje esperamos que “Deus”, os poderes dos governos estaduais e federais e outros de fora o façam, não sendo capazes de unir nossas tão decantadas forças telúricas, belezas e recursos naturais, bem como o trabalho da nossa gente, para solucionar nossos problemas comunitários... ;

  • Em 19/02/1922 em reunião presidida pelo Prf. Quintino Soares, Diretor das Escolas Reunidas, foi criada a Associação Regional dos Escoteiros de Conchas, bem como a Caixa de Assistência Escolar; desta foram eleitos: Pres.- Profª Maria Amália Amadei, Vice- Profª Bendita Alves Lima, 1ª Secretária- Profª Colombina Lucchesi, 2ª- Secretária - Judite Marques Guimarães, 1ª Tesoureira Profª Amália Teixeira Pinto e 2ª Tesoureira Profª Rosa de Almeida; ficando a associação dos escoteiros com a seguinte diretoria: Pres. Prof. Quintino Soares, Vice-Prof. Leonardo Banducci, 1º Secretário Benedito Gomide, 2º Secretário Oscar Vilaça, 1º Tesoureiro João Pastina, 2º Tesoureiro Miguel Helou e Delegado Técnico Prof. Nelson Martins; ficou fixada a mensalidade de 2$000 (dois mil reis) e 3$000 de jóia aos associados, sendo metade para cada entidade;

  • Em 18/4/1922 nasce em Conchas o menino Agostinho Tomazella, filho de João Tomazella e Victaliana Carmeloz, que após estudos iniciados na escola rural e conclusão do curso primário em 1934, em Conchas, fez seu noviciado no Convento Santa Clara, em Taubaté, SP, passando em 1942 a denominar-se Frei Agostinho Maria de Conchas; foi ordenado sacerdote em 18/12/1948 tendo rezado sua 1ª Missa em Conchas, no dia 19/12/1948; como sacerdote foi Professor do Seminário São Fidelis em Piracicaba e Professor e Reitor dos Seminários São José, em Mococa, SP, além de outros cargos ocupados no desempenho de sua vida sacerdotal;

  • Em 30/4/1922 Francisco Serraíno, alegando motivo de mudança, põe à venda sua chácara, onde residia, à Rua Mato Grosso, com 2(dois) alqueires de terra, contendo: 2 (dois) mil pés de uva e mais 500 (quinhentos) pés de árvores frutíferas diversas, possivelmente aborrecido com a política local como aconteceu com Albino da Silva Pinto, pois ambos lutaram em vão pela construção do 2º prédio da Igreja do Senhor Bom Jesus, no Largo da Stª Cruz, atual Praça “Tiradentes”, cujo terreno fora doado àquela igreja, para aquele fim, pelo Sr. André Honorato Alves e sua mulher, em 1890;
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