Cultura pedagógica e formaçÃo de professores: a biblioteca da escola normal de piracicaba (1911-1920)



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CULTURA PEDAGÓGICA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: A BIBLIOTECA DA ESCOLA NORMAL DE PIRACICABA (1911-1920)

Ana Clara Bortoleto Nery


UNESP/Marília

neryanaclara@gmail.com

Apoio: Fapesp

Palavras-chave: Cultura Pedagógica, Biblioteca Escolar, Escola Normal

Além de pensar a Escola Normal como espaço de produção e circulação de saberes, enquanto produção dos professores, ela também pode ser compreendida como lugar de constituição de uma cultura pedagógica, arquitetada num espaço cultural singular: a biblioteca escolar. As primeiras bibliotecas das Escolas Normais começam a se constituir, de fato, a partir da ampliação das escolas de formação de professores em São Paulo, em 1911, momento em que passam a contar com recursos específicos para a aquisição de livros e de móveis. O estudo da organização de tais bibliotecas, voltadas para a formação do professor, traz a tona elementos constitutivos da formação cultural e pedagógica e do estabelecimento de práticas específicas, que permitem uma melhor compreensão do período em foco.

Entendo a biblioteca escolar como um conjunto de materiais, em especial, de livros que, destinados ao uso do professores e à leitura escolar, “organizam e constituem a cultura pedagógica representada como necessária ao desempenho escolar de seu destinatário, o professor”(CARVALHO, 2007, p. 18) e o aluno-mestre. Assim, a biblioteca escolar das Escolas Normais foi considerada espaço de atividades de formação do professor e do futuro professor.

A ausência de estudos sobre a Escola Normal de Piracicaba e a necessidade de compreender o processo pelo qual o acervo da biblioteca se constitui e chega até nós são justificativas suficientes para as reflexões que serão desenvolvidas nesta comunicação. Essa investidura colabora com o desvelamento da cultura pedagógica, tanto daquela escola como de outras escolas congêneres que tiveram suas bibliotecas formadas ao longo do século XX.

Buscando aprofundar mais algumas questões que envolvem o estudo da biblioteca escolar, quando da análise da constituição do acervo, me deterei especificamente sobre a biblioteca da Escola Normal de Piracicaba. Assim procedendo, conseguirei captar o movimento de constituição da biblioteca escolar, desvelando as características do acervo, suas possibilidades de usos e as formas que vai adquirindo ao longo do período estudado. Deter-me-ei apenas aos aspectos materiais que dizem respeito aos usos prescritos e à organização de um repertório que estabelece uma cultura pedagógica determinada.



Análise material dos livros: a constituição da cultura pedagógica na biblioteca da Escola Normal Primária de Piracicaba

Antes de chegar ao acervo da biblioteca, cada um dos livros passa por uma série de etapas que contribuem para a composição de sua materialidade. Partindo da composição do texto pelo autor que é encaminhado a um editor, passa por uma tipografia até a sua composição em formato de livro. Neste percurso, o texto do autor já sofreu as interferências do editor, por meio de um conjunto de dispositivos tipográficos que interferem nas prescrições e nos usos deste livro. Após esta transformação do texto em livro, outras interferências serão sofridas pelo texto. No caso das bibliotecas escolares das Escolas Normais paulistas, para que o livro chegasse aos armários, era preciso passar pela autorização do diretor da escola e pelas mãos do bibliotecário, conforme estava previsto na legislação vigente.

O bibliotecário, como responsável pela biblioteca, tinha como incumbência a organização dos livros nos armários e por levá-los até os alunos. Era o bibliotecário que acompanhava as aulas de leitura na biblioteca, orientado os alunos sobre os materiais existentes ali. Na biblioteca da Escola Normal Primária de Piracicaba um único bibliotecário atuou neste espaço. Em 1911 o Secretario-Bibliothecario era Fernando Paes de Almeida, cargo que já ocupava na Escola Complementar conforme afirmei anteriormente. A partir da Reforma de 1920, com a unificação das Escolas Normais pelo modelo da Normal Secundária, o cargo é dividido ficando como Secretário Fernando Paes de Almeida e como Bibliothecario João Alves de Souza. Esta lei não prevê qual a função do bibliotecário, apenas sugere que esta é uma prerrogativa do regulamento de cada Escola Normal, dando, de certa maneira, mais autonomia no gerenciamento deste espaço a cada escola. A formação do bibliotecário, bem como sua função parece ser elemento essencial na constituição do acervo uma vez que ele, além da orientação das leituras, também era responsável pela lista de livros a serem adquiridos.

No caso de Fernando Paes de Almeida, por ele ser professor complementarista, seus conhecimentos da área de formação de professores, ainda que não tivesse conhecimento teórico das questões pedagógicas, pode ter contribuído para a constituição de um acervo voltado para a área da Pedagogia. Por outro lado, como ele acumulava a função de secretário e bibliotecário, a biblioteca não funcionava durante todo o período de funcionamento da escola, diferentemente das Escolas Normais Secundárias. Não há indícios de que os livros, nesse período, fossem catalogados ou tombados, pois não há representação numérica nos carimbos. Somente quando aparecem os carimbos da Escola Normal de Piracicaba, após 1920, é que aparecem os números. Há um selo na lombada dos livros, com indicação de tombamento, porém não foi possível identificar sua origem. Como indicado até aqui, são os dispositivos materiais acrescentados pelo bibliotecário que fornece dados para iniciar a análise, o que o torna agente essencial na mediação entre o autor e o leitor, no caso das bibliotecas escolares.

O bibliotecário era, provavelmente, quem adquiria as obras, após a aprovação do diretor da escola. Os livros da biblioteca da Escola Normal Primária de Piracicaba foram publicados entre 1870 e 1918, com substancial concentração nas duas primeiras décadas do século XX. Não há registros no Livro de Tombo da forma de aquisição dos livros. Pela análise dos indícios materiais presentes nos livros sabe-se que, no período entre 1911 e 1920, a compra dos livros era feita através da Livraria Augusta, pois há um carimbo desta casa em vários livros. No entanto, como há uma casa editora em São Paulo com este mesmo nome e há, também, um carimbo diferente dos demais indicando que havia uma Livraria Augusta em Piracicaba, não há como, pelo menos até o momento, confirmar a origem dos livros. O livro de Augusto Coelho foi adquirido junto à Livraria Acadêmica, de São Paulo, situada ao lado da Faculdade de Direito de São Paulo. O livro de Leloir, de 1899, foi comprado na Siqueira, Salles & C.i, livraria localizada na cidade de São Paulo.

Na análise material dos livros que compõem o acervo da biblioteca da Escola Normal Primária de Piracicaba, é preciso considerar um dado importante, que extrapola a esfera do campo educacional, mas que mantém uma forte intersecção com este. Trata-se do mercado editorial, nos anos iniciais do século XX. Um dos meios pelos quais os livros chegam à biblioteca é através dos títulos disponibilizados pelas editoras e congêneres.

Segundo Toledo:

A principal característica do mercado editorial, até a década de 1920, era o consumo de livros importados e de livros brasileiros impressos fora do país. Além disso, para se tornar autor era necessário capital para investir e distribuir a própria obra, já que as poucas editoras que existiam publicavam apenas os livros didáticos, jurídicos e um ou outro escritor de romances de sucesso. Portanto, a idéia de abundância não caracteriza o mercado editorial brasileiro no começo do século XX; pelo contrário, os livros que circulavam eram na sua maioria estrangeiros, trazidos com freqüência por encomenda, sobretudo quando se tratavam de livros de outros gêneros que não a literatura, como os livros científicos ou especializados. (TOLEDO, 2007, p. 95)

Neste período há poucas casas editoras no Brasil. Algumas tipografias atuavam no setor, como o caso da Typographia do Jornal de Piracicaba, já citada no capítulo anterior, que, no final da década de 1910, publicou uma série de livros, de didáticos a literários, de autores ligados ao grupo dos intelectuais da cidade. A Imprensa Oficial também exercia, como ainda hoje o faz, o papel de publicar livros, folhetos e periódicos como o caso das publicações da Diretoria Geral da Instrução Pública.

Assim, do conjunto de obras selecionadas, às referentes ao momento da Escola Complementar de Piracicaba, com exceção do livro de Cavalcanti (1902), impresso na Tipografia do Diário Oficial do estado de São Paulo, as demais obras são todas confeccionadas em editora estrangeiras, como a Librairie de Firmin-Didot et Cº, a Hinds Noble & Eldredge e a Antiga Casa Bertrand – José Bastos & Cº - Editora, que são, respectivamente, francesa, norte-americana e portuguesa. O livro de Hippeau, apesar de não estar mais no acervo, será considerado como parte dele, uma vez que Rodrigues oferece elementos para análise material. Este foi impresso na Tipografia Nacional, do Rio de Janeiro, em 1871.

Os livros adquiridos entre 1911 e 1920 começam a esboçar os primeiros passos da constituição de casas editoras nacionais e em parceria entre editoras brasileiras e estrangeiras. Dentre as primeiras a Pocai-Weiss & Cº., Typographia Siqueira, Nagel & Comp., a Officinas Graphicas Ezudas, a B. L. Garnier, e a Laemmert & Cº. As duas primeiras de São Paulo, a Ezudas e a Garnier do Rio de Janeiro e a última com sede em ambas as capitais. As que possuíam parcerias com casas editoras estrangeiras estão a Francisco Alves com as empresas Ailland – da França - & Bertrand – de Portugal -, ou com a Livraria Ferin – de Lisboa. Dentre as estrangeiras figuram Magalhães & Moniz e a Livraria Editora de Antonio Figueirinhas, a Livraria Classica Editora e a Guimarães & C. todas portuguesas. Da França há o livro de Georges Leloir publicado pela Arthur Rousseau Éditeur.

A entrada de quantidade considerável de livros provenientes de Portugal pode ser explicada – ainda que não exaustivamente – por dois fatores. O primeiro e mais simples deles é a facilidade da leitura representada pela lusofonia. Nas Escolas Normais Secundárias, conforme lista acima, os livros importados eram, na sua maioria, de língua francesa. Esta é uma diferença significativa entre os dois níveis de Escola Normal que merece ser explorada com mais afinco. Outro fator determinante da entrada de livros portugueses era que, naquele momento, boa parte dos livreiros de São Paulo e do Rio de Janeiro ser portugueses radicados no Brasil. Isto colaborou, por exemplo, com as parecerias entre as casas editoras brasileiras e portuguesas, citadas acima.

Numa análise mais ampla sobre os dispositivos textuais e tipográficos presentes nestes livros que compuseram a biblioteca da Escola Normal de Piracicaba, há no período representado pela Escola Complementar uma prevalência de livros usados pelos professores. O livro de Cavalcanti – engenheiro industrial e civil e Lente de Chimica da Escola Polytechnica de S. Paulo, conforme indicado na página de rosto – parece ser mais indicado para aulas do curso profissionalizante da área de agricultura, do que para alunos da Escola Complementar, dada a complexidade de seu conteúdo. Pode ser que havia naquele momento, em que a Escola Prática de Agricultura começava suas atividades, influência daquela instituição na aquisição de livros para a Complementar. Da mesma forma que as aulas de música foram privilegiadas com a construção de uma belíssima sala de música, logo após o hall de entrada, quando o novo prédio da Escola Normal foi construído, em 1917, os livros de música, todos em capa dura original e de fino acabamento, compunham este acervo como, por exemplo, L’Écho des Fauvettes e Songs of all the colleges. Ao lado do livro de Cavalcanti eram mais voltados aos professores. Honorato Faustino, diretor da escola era músico, compartilhando com Fabiano e Lázaro Lozano, professores de música, as atividades musicais da escola e da cidade.

Porém, diferentemente do currículo da Escola Complementar, havia obras de educação e Pedagogia neste acervo. O livro de Hippeau, enquanto um relatório de viagem, expõe o estado da educação na América do Norte. Já o livro de Faria de Vasconcelos é um conjunto de conferências realizadas por ele sobre pedologia, com indicação de pontos “de applicação immediata e indispensável nas escolas actuaes” e outros que necessitavam que as escolas fossem reformuladas. Neste último uma determinada cultura pedagógica está presente.

João Lourenço Rodrigues, em artigo presente no Anuário de Ensino de 1909, ao revelar aspectos inscritos por Prudente de Moraes no livro de Hippeau, traz indícios para pensar os motivos que levam à doação do livro para a biblioteca da Escola Complementar de Piracicaba. Não sei até quando o livro doado por Prudente de Moraes permaneceu no acervo. É bem verdade que ao citá-lo em sua fala, Rodrigues tenha acendido a curiosidade por parte dos ouvintes em conhecer melhor o conteúdo dele. Porém, ele traz uma série de elementos de sua materialidade, especialmente em relação às possíveis apropriações feitas por Prudente de Moraes ao deixar suas marcas de leitura.

Essa obra, escripta em francez pelo notável pedagogista Hipeau, foi traduzida e publicada em 1871 por ordem do governo imperial: tem por titulo “A Instrucção nos Estados Unidos”.

Ao folheal-a, eu senti uma commoção muito real, ao encontrar em algumas das suas paginas certos signaes marginaes, nelle deixados pela mão daquelle que estava predestinado a ser o primeiro governador de S. Paulo, após o advento da Republica. Eis aqui o livro. Ao Lêr os trechos assignalados, eu comprehendi bem os motivos por que o dr. Prudente de Moraes, mal tinha galgado as escadarias do palacio presidencial , decretou a reforma da escola normal e a fundação da escola modelo, medidas essas de vasto alcance para radical regeneração do nosso systema tradicional de ensino.

Este livro tinha, pois, a sua historia. Elle levou-me a operar uma como reconstituição do passado e a estabelecer uma approximação. (RODRIGUES, 1909, p. 202-3)

Recordando Rousseau e a forma pela qual, em suas meditações, compõe o “Contrato Social”, Rodrigues traça um paralelo com as possíveis elucubrações feitas por Moraes quando da leitura do livro de Hippeau.

O dr. Prudente de Moraes, aqui no silencio da antiga Constituição, foi uma especie de Rousseau; e aquele livro, esquecido agora na estante de uma bibliotheca, foi talvez a fonte maxima onde o seu grande espírito se abeberou daquelle ideal que, havia mais de um século, fizera pulsar na Norte America o grande coração de Washington, o ideal de uma Republica tendo por alicerces a instrucção popular largamente disseminada, consciosamente ministrada. (RODRIGUES, 1909, p. 203)

Tais marcas de leitura deixadas por Moraes certamente influenciaram as leituras que outros, porventura, fizeram deste mesmo livro.

Na biblioteca da Escola Normal Primária começam a aparecer livros de educação geral, voltados também aos pais. São representativos desta destinação os livros de Virginia de Castro e Almeida, Como devemos crear e educar nossos filhos, de Agostinho de Campos Casa de pais, escola de filhos e o Livro de moralidades de Joaquim Manso. Muitos livros são de apoio as disciplinas da Escola Normal como os de história geral, Chronica geral do Brazil , do Dr José de Mello Moraes e Historia da fundação Imperio brazileiro, de Pereira da Silva; os das disciplinas de exatas como Lições de Chimica, de Basin e Epítome de mechanica de João Carlos da Silva Borges. Este último traz um dispositivo tipográfico bastante utilizado pelos editores para dar legitimidade ao livro. Na folha de rosto vem a informação de que este livro era “Adoptado pela Congregação da Escola Normal Secundária de S. Paulo” e seu autor era professor desta instituição. Um livro presente no acervo da Escola Normal Primária de Piracicaba merece destaque: O lar domestico. Conselhos para a boa direcção de uma casaii, de Vera Cleser. Este livro ensina tudo o que uma “boa dona do lar” deve saber sobre a organização de uma casa, desde o dia-a-dia até como preparar a mesa de um jantar espacial. Em terceira edição, este livro parece ter sido amplamente divulgado pelo Brasil, pois encontrei referências dele no estado do Paraná e dois exemplares na Biblioteca Nacional del Maestos, de Buenos Aires.

Outros livros de educação geral, voltados especificamente para a formação de professores dão entrada ao acervo, como os livros No templo de Minerva, o ensino primário no Brazil, de João Pedro Martins e Educação Republicana de João de Barros. A propósito da circulação de livros de Agostinho de Campos e João de Barros, na biblioteca da Escola Normal Primária de Piracicaba, posso supor que há uma estreita relação com a publicação de um periódico, em Portugal e no Brasil. Atlantida, mensário artístico, literário e social para Portugal e Brazil foi publicado entre 1915 e 1920, nos dois países, sob a direção de João de Barros e de João do Rio, respectivamente. A presença de Campos e Barros neste periódico parece ter colaborado com a divulgação de seus livros no Brasil.

Para caracterizar a cultura pedagógica que se configura neste acervo serão objetos de análise os livros dedicados à Pedagogiaiii. Para esta análise optei pela classificação feita por Carvalho (2007) em que distingue os tipos de impressos pedagógicos em Caixa de Utensílios, Guia de Aconselhamento e Tratado de Pedagogia. Como são poucos os livros desta categoria, trabalharei com a materialidade de cada um deles para, em seguida, caracterizar a cultura pedagógica através da análise do conjunto de livros.

O modelo representado pela Caixa de Utensílios se organiza de modo a fornecer ao professor elementos para usar em sala de aula. O método intuitivo é assim prescrito no conjunto ordenado pelo impresso, caracterizando a pedagogia prática ou arte de ensinar, onde ensinar a ensinar é fornecer bons modelos.

Nesse modelo, a pedagogia entendida como corpus doutrinário sistematizado, quando requerida, articula-se como conjunto de preceitos que se pretendem indutivamente estabelecidos mediante da experiência e o exemplo de mestres exímios na arte de ensinar (CARVALHO, 2007, p. 24).


O livro de Hippeauiv, doado por Prudente de Moraes, ao fornecer elementos sobre o funcionamento do modelo escolar norte-americano, traz relevantes informações sobre o método intuitivo, segundo Carvalho. Tomando o exemplo dos Estados Unidos como de “difusão das luzes” e o “desenvolvimento da educação popular“ como forma de organização democrática, Hippeau
caracteriza uma operação que constrói um programa a ser seguido pelas nações, no qual a América é apresentada como modelo. Trata-se, portanto, de um conjunto de discursos que, no registro preciso do que vê em cada país, termina por defender a americanização como saída para os problemas da liberdade, gratuidade, obrigatoriedade, secularização e higienização dos estabelecimentos educacionais, em todas as modalidades e níveis de ensino(GONDRA, 2002, p. 162).

Este livro fazia parte do conjunto de livros que compunham a biblioteca da Escola Normal da Capital, no final do período monárquico. Na Escola Normal Secundária de São Carlos o livro adquirido deste autor foi L'Instruction Publique em Italiev (1875), em 1913.



Primeiras Lições de coisas. Manual de ensino elementar para uso dos Paes e professores, de Norman Allison Calkins é um manual de ensino norte-americano com edições brasileiras feitas até 1950. A edição presente na biblioteca da Escola Normal Primária de Piracicabavi é justamente a 1ª publicada no Brasil, pela Imprensa Nacional, em 1886. Esta mesma edição é a do exemplar presente na biblioteca da Escola Normal de São Carlos. A tradução, de Ruy Barbosa, foi feita a partir da 40ª edição e “adaptado as condições do nosso idioma e paizes que o falam”. O livro é aberto por uma declaração do ex-inspetor da instrução pública da Corte A. H. de Souza Bandeira Filho, em que ele fala da importância da aplicação, pelos professores das escolas primárias, dos métodos intuitivos, ainda pouco utilizados. Dentre as dificuldades que, segundo ele, os professores encontravam estava a ausência de livros de metodologia, “onde os professores colhessem noções acertadas sobre o uso dos processos intuitivos” (CALKINS, 1886, p. III). Este dispositivo, ao lado do fato de que Ruy Barbosa era naquele momento Conselheiro de Estado, atestava a autoridade conferida ao livro, ainda mais que o inspetor afirmava que os métodos intuitivos eram aplicados nas escolas de todos os povos cultos.

Norman Allison Calkins, norte-americano nascido em 1822, dedicou-se desde jovem ao ensino, como professor e como diretor de escola. Em Nova York, em 1946, começa a se dedicar na renovação dos métodos de ensino, fortemente influenciado por Pestalozzi. Segundo Lourenço Filho, Calkins ocupou vários postos dentro da National Educatios Association, chegando a ser presidente. Primeiras Lições de Coisas é resultado das preocupaçãoes de Calkins com as dificuldades encontradas pelos professores “em adaptar, por si próprios, as idéia de Pestalozzi à prática corrente do ensino” (LOURENÇO Fº, 2001, p. 79). Ele elabora um formulário de lições, que refundido a ampliado se transformou no livro Primary object lessons, publicado em 1870.

Segundo Valdemarinvii

As Primeiras Lições de Coisas de N. A. Calkins abrangem a maior parte do conteúdo a ser ministrado no ensino elementar, acompanhadas dos passos metodológicos a serem observados pelo professor na atividade de ensino. Este conteúdo, no entanto, não é apresentado na seqüência em que deve ser ensinado. Em coerência com os princípios norteadores do método, as lições são organizadas segundo o critério da importância atribuída a cada um dos sentidos para a aquisição do conhecimento, iniciando-se pelos conteúdos mais adequados à percepção visual e finalizando com aqueles que têm no tato seu suporte cognitivo. (VALDEMARIN, 1998, p. 77)

Este livro, por se constituir por um conjunto de lições a serem seguidas pelos professores – e pais – se constitui enquanto Caixa de Utensílios, fornecendo as condições necessárias ao exercício de ensinar pensado enquanto arte. Notar que esta categoria de impressos, chega à Escola Normal Primária de Piracicaba, através de autores norte-americanos.

No conjunto de livros que podem ser caracterizados como Guia de Aconselhamento encaixa-se, principalmente, aqueles de educação geral voltados para professores. Os impressos do tipo Guia de Aconselhamento são caracterizados por serem carregados de “preceitos moralizantes que visam moldar, segundo representações éticas de longa tradição no pensamento teológico-político europeu, um novo tipo profissional: o professor” (CARVALHO, 2007, p. 25). Para operacionalizar tais idéias, os impressos desta categoria, forneciam ao professor “informações e conselhos úteis para o exercício da arte de ensinar” (CARVALHO, 2007, p. 25). Nesta categoria se encaixam os livros de Agostinho de Campos autor português.

Nascido no Porto, em 1870, Agostinho de Campos apresenta traços políticos e pedagógicos confusos e conflitantes. Formado em Direito e exercendo a profissão de jornalista e professor, foi director-geral da Instrução Pública nos últimos governos da Monarquia, teve sua produção intelectual alavancada a partir de 1911, ano em que publica Educação e Ensino e a primeira edição de Casa de pais, escola de filhos. No prefácio a segunda edição, Campos adverte

Se esta obra fôsse um poema ou um romance, uma obra de arte pela arte, poderia o Autor entregar-se ás delícias do êxito; mas a verdade é que êle, imodesta e pretenciosamente, procurou organizar um guia, um guia de procedimento – e de mais a mais em assunto de tão alto vulto, como é a educação das crianças. (CAMPOS, 1917, p. VI)

Outra obra de Agostinho de Campos, nesta esteira, é Educação e Ensino. Nesta obra o autor busca traçar considerações de ordem geral sobre analfabetismo, passando pela direção da escola, os prédios e materiais escolares, terminando com os “mandamentos do bom professor” que é a parte que mais caracteriza este livro como guia.

O modelo Tratado de Pedagogia se organiza de forma diferenciada da Caixa de Utensílios e do Guia de Aconselhamento. No Tratado a pedagogia passa a fornecer fundamentos sobre o ensinar e não mais modelos. Os métodos são dissociados da prática. Assim,

Amalgamando “princípios” ditos filosóficos ou científicos com saberes extraídos da experiência de casos considerados de “bom senso” e muita vez de senso comum acumulados como cultura escolar informal, o Tratado de pedagogia se configura como manual que compendia e sistematiza os saberes que estatui necessários ao exercício da docência. (CARVALHO, 2007, p. 30)

A principal característica deste modelo era oferecer a dimensão científica da atividade pedagógica. Nesta categoria, dois títulos foram encontrados na biblioteca da Escola Normal Primária de Piracicaba.



Lições de Pedologia e de Pedagogia, de Faria de Vasconcelos, é o livro mais antigo nesta categoria a ser encontrado no acervo desta biblioteca, sendo adquirido enquanto ainda era Escola Complementar. Este mesmo livro foi adquirido pela biblioteca da Escola Normal Secundária de São Carlos em 1913. Com data provável de publicação entre 1909 e 1910, ele chega à biblioteca da Escola Complementar, antes de 1911, ou seja, com pouquíssimo intervalo entre a publicação e a aquisição pela biblioteca. Fruto de um conjunto de conferências proferidas por Vasconcelos para Liga de Educação Nacional – uma das muitas associações educativas portuguesas da época, este livro traz “uma síntese de divulgação do labor que como estudante, professor e investigador levava de sete anos na Bélgica, iniciado nas Ciências Sociais e depois melhor definido na área da Psicologia e da Psicologia como suporte da Pedagogia”(Nóvoa, 2003). Na introdução, Faria de Vasconcelos informa que o livro contém uma

“systhematisação e vulgarização que a muitos, apesar das suas imperfeições, póde ser útil"

"Numerosas indicações que n’ellas se contêm são de applicação immediata e indispensavel nas escolas actuaes. Outras suppõem uma organização escolar inteiramente differente da existente.

Mas tanto umas como outras obedecem a este princípio fundamental em Pedagogia: adaptação do ensino e da educação ao desenvolvimento natural, physico e psychico, da creança". (VASCONCELOS, F., s/d, p. 7)

O livro teve três edições, com um total de 586 páginas, impresso na Antiga Casa Bertrand, em Lisboa. Sua organização, em doze lições, tem por base a necessidade de estudar e compreender a criança como tal. Daí se basear no que o autor chama de “sciencia educativa”. Dessa forma propõe o estudo científico da natureza física e psíquica da criança. Vasconcelos, até então, havia se formado em Direito, na Universidade de Coimbra. Mudou-se, em seguida, para a Bélgica para estudar na Universidade Nova de Bruxelas, onde foi professor Catedrático de Psicologia e Pedagogia, tendo como colega Adolphe Ferrière, um dos expoentes da Educação Nova na Europa.

Outro autor português que também foi autor de manuais do tipo Tratado foi José Augusto Coelho. Ao invés do seu já conhecido Princípio de Pedagogia, o livro que aparece na biblioteca da Escola Normal Primária de Piracicaba é Manual Pratico de Pedagogia. Para uso dos professores em geral e em especial dos professores do ensino medio e primario. Em São Carlos é o livro Principio de Pedagogia, publicado em 1893, que dá entrada no acervo somente em 1919. Na Escola Normal da Capital Princípio de Pedagogia compunha a bibliografia da cadeira de Pedagogia e Direção de Escolas, em 1893 (PRESTES, apud CARVALHO, 2006, p. 154). Boto analisando as principais produções de Coelho afirma que ela está toda alicerçada nos moldes do Tratado. No Manual Pratico de Pedagogia Coelho

constitui declaradamente um material didático para a formação de professores. Trata-se de um livro de Pedagogia, que apresenta seu campo de alcance à luz do que nomeia ‘ciência da educação’. O texto é composto por várias partes que integram o que é apresentado como conhecimento científico da matéria da educação. Parte-se da premissa segundo a qual não seria possível proceder ao ato educativo caso não se conheça “quer do ser que se ensina e educa, quer dos princípios mais essenciais da Ciência teórica em que se funda”. Sem um sólido saber pedagógico, criteriosamente palmilhado, o professor “avançará constantemente às cegas (Coelho, s\d, p.5)”. (BOTO, 2007, p. 8)

Augusto Coelho era fortemente influenciado pelos princípios positivistas, foi professor da Escola Normal do Porto, logo em seu início, em 1882 sendo o responsável, anos mais tarde, pela cadeira de Pedagogia. Colaborou com a imprensa normalista destas escolas. Em 1894, transferiu-se para a capital ingressando como professor da Escola Normal de Lisboa, assumindo o cargo de diretor da Escola Normal Primária para o sexo masculino. Colaborou ativamente com a imprensa de educação e ensino, fortemente alicerçada na capital portuguesa. O Manual Pratico de Pedagogia de Augusto Coelho é bem delineado como Tratado de Pedagogia no referido artigo de Boto, o que torna desnecessário fazê-lo neste estudo.

A circulação das idéias de Augusto Coelho, no Brasil, foi, segundo Carvalho, estimulada pelos positivistas republicanos, o que “certamente alimentou redes de relações internacionais em que promoveu o contato entre intelectuais e políticos”(CARVALHO, 2006, p. 155). No caso de Piracicaba, alguns professores da Escola Normal Primária, nomeadamente o Prof. Antonio Pinto de Almeida Ferraz fazia a profissão positivista, quer por meio dos jornais, quer pela pregação feita pelo Apostolado Positivista em casas ou em locias públicos (ELIAS NETTO, 2001, p. 131)

Não determinarei os usos que foram feitos destes livros uma vez que não há espaço neste texto para tal. No entanto, é possível indicar que, tal qual apontado no segundo capítulo, este momento é marcadamente de profusão de princípios pedagógicos de diferentes matizes. Retomando o exposto no primeiro capítulo, onde esbocei as principais características da Escola Complementar e da Escola Normal Primária, em que a influência norte-americana, calcada num primeiro momento, nos métodos intuitivos, a presença de livros nos moldes da Caixa de Utensílios e Guia de Aconselhamento atendem a seus propósitos. No entanto, a entrada do livro de Calkins, na escola Normal Primária de Piracicaba, parece destoar um pouco dos caminhos pelos quais a pedagogia parece se direcionar, sobretudo, com a indicação de instalação do Gabinete de Psicologia e Pedagogia, após 1910. Por outro lado, se perfila com o conjunto de livros trazidos por Thompson dos Estados Unidos em suas viagens, em especial, o livro de Emerson White, A Arte de Ensinar, que Thompson manda traduzir em 1911, enquanto impresso que se enquadra como Caixa de Utensílios.

Algo, no entanto, parece fora de lugar. É a presença de livros caracterizados como Tratado de Pedagogia. Fora de lugar por dois motivos. O primeiro porque são provenientes da Europa, notadamente, de Portugal e não dos Estados Unidos. Em segundo lugar, porque este impresso se empenha em caracterizar a cientificidade da Pedagogia, calcada em áreas afins, como a psicologia, a biologia e a sociologia e acompanha o florescimento da Pedagogia como disciplina. O livro de Faria Vasconcelos, Lições de Pedologia e de Pedagogia, é incorporado ao acervo da Escola Complementar, onde não havia uma disciplina de formação pedagógica na estrutura curricular.

Indícios sobre práticas de leituras instituídas começam a aparecer somente após 1920, na Escola Normal Primária de Piracicaba. A imagem da aula de leitura na biblioteca, de 1922, acima, mostra como ela se organizava. Honorato Faustino, em artigo da Revista de Educação sobre os métodos ativos nas Escolas Normais e Complementares, afirma que os professores devem indicar, aos seus alunos, leituras para que estes freqüentem as bibliotecas escolares, que deveriam ser fomentadas pelo Estado, com “obras de real valor” ((FAUSTINO, 1921, p.71)



Referências

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VIDAL, Diana G. Bibliotecas escolares: experiências escolanovistas nos anos de 1920-1930. MENESES, Maria Cristina. Educação, memória, história. Campinas: Mercados das letras, 2004.



i Para maiores detalhes sobre esta livraria ver: RAZZINI, Marcia P. G. . A produção didática da Tipografia Siqueira: caminhos de pesquisa". In: XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2006, Brasília. Anais do XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. São Paulo : Intercom, 2006.

ii Este foi um dos títulos adquiridos pela Francisco Alves para ampliação de seu público leitor após 1910, e publicado em 1913, em 3º edição. Com este livro a Francisco Alves buscava ampliar o público leitor feminino. Cf. DEAECTO, M.M. A livraria Francisco Alves em São Paulo. I Seminário de Livro e da História Editorial, Rio de Janeiro, 2004. Disponível em http://www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/marisamidori.pdf. Captado em 24/07/2009.

iii O livro Educação Republicana, de João de Barros, não será analisado devido à precária situação em que o exemplar, localizado na biblioteca da Escola Normal, se encontra.

iv Por não ter um exemplar do livro para analisar me apoiei em Carvalho (2007) e Gondra (2002) para esta análise.

v HIPPEAU, C. L'Instruction Publique em Italie. Paris: Didier et Cie, Librairies – Éditeurs, 1875.

vi Há dois exemplares deste livro, ambos adquiridos pela Escola Normal Primária. O livro tem marcas de manuseio, tendo sido, inclusive, recortado.

vii Para esta autora, o manual de Calkins, traduzido por Ruy Barbosa, teve sua “primeira edição em 1861, nos EUA, sendo refundida e ampliada em 1870, largamente utilizado nos EUA e definido como a melhor obra para o ensino já publicada, fato que motivou várias traduções, inclusive a brasileira, que vem a público em 1886” (Valdemarin, 1998, p. 96)

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